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� ver�o nas regi�es polares e o sol nunca se p�e.
Imagine um �nico dia que dura meses.
Alguns animais polares enfrentar�o grandes desafios
enquanto seu mundo de gelo desaparece ao seu redor.
Outros devem usar esta �poca com sabedoria,
pois as riquezas do ver�o n�o ir�o durar.
VER�O
O ver�o est� apenas come�ando
e a for�a crescente do sol
est� criando uma nova paisagem espetacular.
Este manto de gelo derretendo no �rtico
tem 240 km de extens�o, com mil cachoeiras.
Vastas extens�es de gelo
que outrora estavam solidificadas e im�veis,
ganharam vida.
O mundo do urso polar est� derretendo
sob o sol constante do ver�o.
Conforme a esta��o avan�a,
a superf�cie congelada do oceano se desintegra.
Breve, o gelo aqui desaparecer� totalmente.
A fam�lia de ursos polares tem de se adaptar
ao seu habitat em r�pida mudan�a.
Para os dois filhotes, este � um mundo aquoso totalmente novo.
� a primeira vez que eles veem o gelo marinho quebrar.
Eles t�m apenas 6 meses
e depender�o da sua m�e por mais 2 anos.
Eles t�m muito a aprender.
� a sua primeira aula de nata��o,
mas eles n�o t�m certeza se a querem.
Para sua m�e, nadar � um h�bito inato.
Mas os filhotes preferem ter gelo sob as patas sempre que poss�vel.
Breve, ser� imposs�vel evitar a �gua.
Este macho solit�rio passou por uma dezena de ver�es
e sente-se totalmente � vontade no mar.
Ele pode nadar at� 80 km por dia.
Ele est� faminto e procura por focas neste labirinto de gelo.
Mas atravessar esse gelo cada vez mais fr�gil
� dif�cil para um animal que pesa mais de meia tonelada.
Tamb�m � mais dif�cil ca�ar quando se tem de nadar.
Em mar aberto, as chances est�o a favor das focas.
Os ursos polares ter�o meses dif�ceis pela frente.
Ter�o de adotar novas estrat�gias de ca�a,
ou passar�o fome.
A parte setentrional da Terra est� inclinada em dire��o ao sol,
e, por todo o �rtico, o gelo marinho continua a recuar.
Os �ltimos remanescentes do mundo de gelo
s�o levados pelo vento e pelas mar�s.
O calor do sol pode ser gentil nestas latitudes,
mas ele � cont�nuo durante 24 horas por dia,
e esculpe o gelo em formas m�gicas.
Quem precisa do gelo
tem de visitar a parte frontal da geleira para encontr�-lo.
Uma cama confort�vel � dif�cil de surgir.
O pelo do urso polar � t�o espesso
que a �gua � facilmente eliminada.
E o gelo absorve a �gua como uma toalha.
Assim est� melhor.
Agora, h� pouca chance de pegar focas,
e talvez este urso n�o volte a comer at� o final do ver�o.
� melhor poupar energia e cochilar sob o sol.
O calor dos raios do sol
est� trazendo as terras do �rtico de volta � vida.
Falaropos de bico grosso.
Eles vieram dos tr�picos
para se alimentar nas ricas �guas do �rtico.
Eles agitam as min�sculas criaturas que florescem aqui
com uma dan�a especial rodopiante.
Um excelente est�mulo
pois est�o com pressa para criar a pr�xima gera��o.
As andorinhas do �rtico viajaram ainda mais para procriar aqui.
Elas voaram 17.700 km desde a Ant�rtida.
Seus filhotes rec�m-nascidos ter�o de crescer r�pido
se quiserem acompanhar os pais
quando regressarem ao sul daqui a apenas 6 semanas.
Um pato marinho optou por fazer o ninho
no meio da col�nia de andorinhas.
N�o � um lugar tranquilo para se criar uma prole.
Mas as vizinhas barulhentas t�m uma atitude agressiva
em rela��o � vida, e isso pode ser muito valioso.
Um urso faminto � procura de refei��o
pode destruir centenas de ninhos num �nico ataque.
Esquadras de defesa de andorinhas partem imediatamente.
Bicos afiados atacam do c�u.
O urso n�o tem nada que possa lidar com isso.
As andorinhas machucaram seu focinho.
Ele parte � procura de uma refei��o mais f�cil.
Os patos sobrevivem, gra�as � escolha da vizinhan�a.
E os patinhos iniciam sua corrida rumo � maturidade.
A pesca continua sem parar enquanto as andorinhas correm
para criar sua prole antes que o inverno regresse.
Assim, as ricas �guas do ver�o
fomentam a procria��o desses visitantes
permitindo-lhes acumular as reservas necess�rias
para a longa viagem de regresso ao sul.
Em terra, a neve do inverno sumiu,
revelando uma imensa vastid�o sem �rvores.
Uma coruja do �rtico macho encontra bastante l�mingues
para levar para sua parceira.
Mas n�o s�o apenas para ela.
Ela est� chocando sua prole desmazelada.
Ela corta a refei��o em peda�os do tamanho do bico
para que as corujinhas os engulam inteiros.
Cada uma pode comer dois l�mingues por dia.
O macho n�o tem tempo de descansar.
Durante o ver�o,
ele ter� de fornecer � fam�lia mais de 1.000 l�mingues.
As corujinhas famintas fazem os pais trabalharem sem parar.
O ver�o �rtico pode ser curto, mas os dias s�o longos.
Todos aproveitam as 24 horas de luz di�ria.
Nenhum mais do que a pequena vizinha das corujas,
a escrevedeira da Lap�nia.
Os pais alimentam continuamente sua fam�lia.
Apenas 10 dias ap�s nascer,
todas ter�o sa�do em tempo recorde.
A �ltima precisa de um pouco de est�mulo.
As corujinhas tamb�m deixaram seu ninho
e viraram bolas de penugem.
Mas ainda dependem da alimenta��o e da prote��o dos pais.
Uma gaivota-rapineira.
As garras da m�e s�o as melhores armas.
As corujinhas est�o perigosamente expostas na tundra,
por isso, t�m pressa em mudar de bolas de penugem
para adultos cobertos de penas.
Para isso, precisam de... mais l�mingues.
Um l�mingue n�o tem durado muito ultimamente.
S�o tempos dif�ceis para os lobos aqui no Alto �rtico.
Os filhotes t�m agora 6 semanas e est�o cada vez mais famintos.
Os adultos t�m de lutar para alimentar sua fam�lia.
Em algum lugar na vastid�o da tundra,
deve haver uma presa de maior porte.
Bois almiscarados est�o em movimento.
Est�o indo para os vales,
onde as curtas chuvas de ver�o produzir�o pastagens frescas.
Essa � uma oportunidade que deve ser aproveitada,
mesmo que signifique viajar 130 km por dia.
Sua tarefa � formid�vel.
Os bois almiscarados s�o muito poderosos
e seus chifres afiados podem matar.
Um touro fortemente protegido seria uma escolha imprudente.
Mesmo dois lobos teriam dificuldade para abat�-lo.
Um bezerro.
Bem mais f�cil.
Os dois lobos agem em conjunto
para dividir a manada e isolar sua v�tima.
Parece que os filhotes de lobo finalmente v�o comer bem.
Mas a manada se reagrupa.
A cavalaria parte para o resgate.
A manada envolve o bezerro com uma muralha protetiva de chifres.
Para os bois almiscarados, � um por todos e todos por um.
Para os lobos, um outro ataque
n�o seria apenas in�til, mas perigoso.
Eles gastaram muita energia sem um resultado vis�vel.
Seu fracasso ser� sentido mais intensamente no covil.
Eles n�o t�m nada para levar � fam�lia.
O bando � obrigado a seguir em busca de melhor ca�a.
Eles precisam achar logo algo nesta vastid�o
para alimentar sua fam�lia.
O curto ver�o �rtico est� quase no fim.
No extremo sul do planeta,
os longos dias de ver�o transformam a vida,
assim como fazem no norte,
mas o elenco aqui � bem diferente.
Pinguins-rei.
Um pai, regressando com alimento,
precisa reconhecer o chamado do seu filhote
no meio de um coro de 400 mil aves.
Imensas col�nias como esta
s�o encontradas ao longo do litoral norte da Ge�rgia do Sul.
Os pinguins-rei s�o diligentes durante os longos dias de ver�o,
por isso, eles t�m de lidar com um problema polar incomum.
Ao meio-dia, a temperatura pode atingir
escaldantes 17 graus cent�grados.
Qualquer esfor�o pode levar � insola��o.
� melhor n�o se esfor�ar.
Os pinguins termicamente isolados deitam-se
para que seus p�s expostos possam se esfriar na brisa.
Seus vizinhos gigantes usam uma t�cnica diferente.
A areia molhada esfria as costas dos elefantes marinhos,
e tamb�m age como um protetor solar.
Os filhotes, com a penugem aveludada
que os manteve aquecidos no inverno,
correm maior risco de insola��o.
Levar� dois meses para que possam nadar adequadamente,
mas um mergulho num rio raso proporciona um al�vio.
Mas existe outro meio de esfriar o sangue.
Esta po�a escura tornou-se um spa de pinguins.
� um �timo meio de esfriar os p�s,
mas n�o h� por que se limitar a isso.
� poss�vel se deliciar com o tratamento completo.
Lama, gloriosa lama!
Para os adultos cobertos de penas,
h� uma op��o mais limpa e revigorante.
As �guas revigorantes do oceano Ant�rtico.
A ilha da Ge�rgia do Sul com 160 km de extens�o
fica na margem norte da Ant�rtida.
Sem gelo o ano todo, suas ricas �guas costeiras
a torna um destino famoso de procria��o
para todos os amantes de praia.
No ver�o, 95% da popula��o mundial
de lobos marinhos ant�rticos v�m para c�.
Aconchegados, eles formam uma das concentra��es mais densas
de mam�feros marinhos da Terra.
As praias da ilha est�o lotando e logo estar�o repletas
com 5 milh�es desses veranistas.
Espa�o � um luxo, pois cada f�mea
precisa de um trecho de areia seca
do tamanho de uma toalha de praia.
E por uma boa raz�o.
Praticamente todas ir�o parir dentro de 10 dias.
� essencial estabelecer um forte v�nculo com o filhote
em uma col�nia t�o povoada.
Os filhotes crescem r�pido com o leite rico em gordura.
Ap�s parir, as f�meas est�o prontas para procriar,
por isso, cada macho vigia at� 15 delas
em seu pequeno trecho de praia.
Um macho s� defende um territ�rio
por uma temporada em toda sua vida.
Assim, quando surgir um oponente, ele far� tudo para defend�-lo.
Seus dentes afiados causam ferimentos terr�veis.
Muitos machos morrem de exaust�o ap�s estas lutas.
No calor da batalha, os filhotes tamb�m correm perigo.
O macho derrotado foge,
mas a col�nia ainda sofre com os efeitos colaterais da luta.
Muitos filhotes se perderam na viol�ncia e confus�o.
Desta vez, h� um final feliz.
Conforme o ver�o avan�a,
mais o oceano Ant�rtico se abre.
O ver�o derrete, � medida que avan�a ao sul,
chegando primeiro � Pen�nsula Ant�rtica,
o extremo mais setentrional do continente.
Conforme o gelo recua, um litoral de 800 km de extens�o
� exposto pela primeira vez em 7 meses.
Esta nova paisagem
� o lar de um dos mam�feros mais numerosos do planeta.
As focas caranguejeiras.
Mais de 15 milh�es vivem aqui, entre os blocos de gelo � deriva.
Elas devem a sua exist�ncia aqui a seres t�o pequenos,
que a gente nem os nota.
A parte inferior do gelo marinho est� coberta de algas.
Essas plantas microsc�picas
sustentam o mais importante dos seres ant�rticos.
O krill.
Eles se alimentaram da camada de algas durante o inverno.
Conforme o gelo derrete, mais algas s�o liberadas na �gua.
Tanto as algas como os krills se proliferam no sol do ver�o.
Os krills coletam as algas em uma cesta em forma de peneira
formada por pelos entrela�ados entre suas patas dianteiras.
Existem 300 milh�es de toneladas de krill no oceano Ant�rtico,
com o maior peso conjunto
do que qualquer outro animal no planeta.
Praticamente todos os animais ant�rticos dependem dos krills,
incluindo estes gigantes.
Baleias jubartes.
Elas conduzem os krills para a superf�cie
e, depois, os coleta da �gua
com barbatanas peneiras em sua boca.
As jubartes muitas vezes se alimentam em grupo,
assim, o regurgitar de uma boca imensa
pode ser pego por outra que vem atr�s.
A abund�ncia de krill atrai mais visitantes � pen�nsula no ver�o.
As baleias-minke ant�rticas.
Sua cabe�a pontiaguda e as barbatanas dorsais curtas
proporcionam velocidade e resist�ncia.
E elas precisam de ambas.
Tamb�m h� outras baleias aqui.
Orcas.
� uma grande fam�lia de m�es e suas proles.
E um macho com uma imensa barbatana dorsal
com quase 2 metros de altura.
Um macho minke solit�rio.
� o que este grupo de orcas est� procurando.
Agindo em equipe, como fazem h� d�cadas,
elas se espalham pelo estreito � procura de sua presa.
E a encontraram!
A minke foge, perseguida por batedoras de cada lado.
Assustada, a minke se dirige � praia.
No desespero de fugir, ela quase encalha.
Tenta uma fuga desesperada em busca de liberdade.
2 horas e 32 km depois,
a minke ainda est� viva e nadando firme.
Sua �nica defesa � a sua resist�ncia.
Mas as orcas agem em equipe,
com novas substituindo as batedoras em revezamento.
Quando a minke cansa, iniciam-se a agress�o e mordidas.
Aves s�o atra�das pelo cheiro de sangue fresco subindo da �gua.
As orcas tentam virar a minke.
Se mantiverem o espir�culo dela sob a �gua, ela se afogar�.
Uma delas for�a o corpo da minke para baixo da superf�cie.
E, ent�o, o ataque final.
O grupo puxa a minke para baixo pela �ltima vez.
E, finalmente, as ca�adoras se alimentam.
Conforme o ver�o avan�a,
os trechos mais ao sul do oceano Ant�rtico
ficam livres do gelo.
Pinguins de Ad�lia alimentaram-se em mar aberto.
Os mais austrais de todos os pinguins
regressam ao continente ant�rtico
com a barriga cheia de krill.
O gelo marinho finalmente recuou at� a praia,
assim o percurso at� a col�nia est� mais curto do que nunca.
Essencial para o meio milh�o de pinguins
que t�m pressa de criar seus filhotes
antes que o inverno volte.
A maioria dos casais t�m dois filhotes para cuidar.
Cada filhote requer quase 30 kg de alimento
at� se tornar adulto.
A maioria de sua presa � krill,
e os pinguins consomem impressionantes
1,5 milh�es de toneladas por ano.
N�o h� predadores terrestres na Ant�rtida.
A amea�a aqui vem do c�u.
Uma gaivota-rapineira do Polo Sul.
Um filhote desprotegido � uma presa f�cil.
Nada poder� salvar o filhote.
Mas, agora, os pais concentram sua aten��o no segundo.
Apenas metade destes filhotes chegar� � idade adulta.
Mas h� milhares de outros pais com filhotes
nesta imensa col�nia.
Os pais que n�o podem descansar,
para que seus filhotes fiquem bem e fortes,
se quiserem sobreviver aos perigos
que o outono trar�.
No pr�ximo epis�dio, o outono.
O sol come�a a se p�r no planeta congelado.
Come�a a corrida para concluir a procria��o antes do inverno.
QUADRO CONGELADO
No ver�o, os oceanos congelados derretem
e os animais polares se dispersam
para se alimentar entre o gelo quebrado.
Por isso, para encontr�-los nesta imensid�o de mar
e peda�os de gelo � deriva n�o ser� f�cil.
NO RITMO DOS BLOCOS DE GELO
No �rtico, o objetivo � aproximar-se
de uma fam�lia de ursos polares
e film�-los neste mundo que derrete rapidamente.
Primeiro, a equipe teve de usar um barco
que pudesse quebrar o gelo ao redor do litoral
de 3.200 km de extens�o de Svalbard.
O produtor Miles Barton e o cinegrafista Ted Giffords
verificam os fiordes conhecidos por ter ursos.
Vimos um urso andando diante de uma geleira ali.
Acabamos de chegar. Acima de tudo, isto � um teste,
mas vamos ver se conseguimos filmar.
Estamos vendo como esta opera��o pode se desenrolar.
Fiquem no canal 6.
Pode me informar acerca do urso, por favor?
A ideia � que a c�mera a�rea estabilizada da equipe,
agora colocada na lancha,
proporcione tomadas est�veis do urso nadando.
Se girarmos, vamos perd�-lo. Ele est� aqui, certo?
Oh, consegui! Posso chegar mais pr�ximo.
Voc� o filmou?
Muito bom. Com um agrad�vel brilho no olhar.
Vamos deix�-lo ir.
- Certo. - Corta.
Ap�s o �xito inicial, o clima piorou.
Durante 5 dias, n�o viram mais ursos polares.
O capit�o decide dar um tempo
e parar num bloco de gelo.
Ap�s as buscas infrut�feras da equipe,
um urso a visita.
Um macho adulto grande e curioso.
A equipe decide segui-lo.
A �gua entre o barco e urso
significa que a equipe pode film�-lo com seguran�a
bem pr�ximo, sem incomod�-lo.
Excelente.
O urso est� t�o � vontade,
que come�a a ca�ar bem ao lado da equipe.
Ele est� � procura de uma foca.
Est� nos ignorando.
S� um instante. Espere um pouco.
Ele vai subir. Pronto?
Que urso grande!
Muito bem, excelente.
O mais pr�ximo que j� chegamos de um urso polar.
Apesar deste encontro pr�ximo,
a equipe ainda pretende filmar uma fam�lia de ursos.
Tem uma f�mea e dois filhotes a estibordo.
Ela est� a...
Boas not�cias pelo r�dio.
Tem filhotes. Eu os vi.
Est�o olhando para n�s. Veja s�.
� fant�stico!
Como a m�e parece bem faminta,
precisam manter ao menos 5 m de dist�ncia de mar
entre ela e o barco.
Est�o nos olhando.
Veja s�! Veja os filhotes!
Jason, parta quando quiser.
L� vem ela. Droga!
As ursas est�o sempre buscando alimentos para os filhotes,
por isso, a equipe seria um jantar perfeito.
- Ela vai mergulhar. - Meu Deus! Ela vai mergulhar.
Os 5 metros foram suficientes.
Foi incr�vel!
- Precisamos ir. - Certo.
Quer um close dos filhotes? Ainda estou filmando.
Eu quero. Que lindo. Ela vai entrar na �gua.
Vou me centrar nos filhotes.
Aguardando um bom mergulho deles.
Mergulhem, filhotes.
Excelente! Muito bem!
�tima tomada!
Ela parecia querer entrar no barco.
�s vezes, assusta olhar pelo monitor
e perceber que s� est�o a 5 metros da gente.
Mas � uma fam�lia encantadora.
A c�mera da lancha ajudou a obter
tomadas fant�sticas da fam�lia de ursos,
mas como ela se sairia em condi��es mais extremas
do oceano Ant�rtico?
Outra equipe de Planeta Congelado foi ao sul.
A ideia � usar o mesmo sistema de c�mera
para filmar a estrat�gia de ca�a
dos predadores marinhos mais espetaculares da Ant�rtida.
As orcas.
A equipe contou com a ajuda dos cientistas
Bob Pitman e John Durban.
Eles puseram localizadores nas baleias,
e, assim, podiam localiz�-las para a equipe de filmagem.
Doug Allan opera a grua da casa do leme,
enquanto Doug Anderson filma do conv�s.
L� est�. Est� vendo? Emergiu com elas.
Uma orca � esquerda, a cerca de 200 metros,
indo rumo �s duas focas no bloco de gelo.
- Que bom. - Poder ser muito bom.
Finalmente, ap�s seguir o grupo por v�rios dias,
as baleias pareciam que iam ca�ar.
V�o ca�ar.
L� vai.
Tem 4 baleias ali.
Duas f�meas adultas, uma jovem e um macho adulto.
Nadando em forma��o, as orcas criam uma onda
que joga a foca para fora do bloco.
� tudo muito intenso.
Outra onda.
Onda! Nossa!
Ela caiu na �gua.
Ap�s filmar v�rias ca�adas com as c�meras fixas, na superf�cie,
a equipe quer ver o que ocorre debaixo d'�gua.
S� h� um jeito de descobrir.
Hora de usar o bote.
Doug Anderson se aproxima da foca e orcas
com uma c�mera submarina colocada em uma haste.
Pela primeira vez,
a equipe v� como as baleias criam a onda mortal.
L� est�.
A c�mera submarina tamb�m mostra
uma atitude cautelosa das baleias.
Parecem atentas � mordida de uma foca bem menor que elas.
Elas produzem bolhas para confundi-la.
Elas s�o muito cautelosas com as focas.
Afinal, a foca tem uma boca cheia de dentes,
e as baleias n�o querem correr risco.
Ap�s lidarem com a foca, as baleias se concentram no bote.
Primeiro, elas se aproximam para dar uma olhada em Doug.
Depois, elas se alinham para criar o tipo de onda
que jogou a foca para fora do bloco.
Por um instante, a equipe vivencia
a inc�moda perspectiva da foca
desta incr�vel estrat�gia de ca�a.
- Veja! - Viu isso?
Est�o criando ondas.
� uma sensa��o intensa. Estar perto do comportamento,
com a �gua aproximando-se do bote.
Da nossa perspectiva, tudo se resume
a captar a sensa��o de estar com as baleias.
Com essas baleias n�o h� preocupa��o.
Elas s�o muito confiantes.
Elas se aproximam e analisam a gente.
N�o me vejo tendo experi�ncia igual em minha carreira.
Isso � algo raro.
A gente se sente feliz e com sorte por ter acontecido.
N�o h� nada melhor que isso.
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