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Original subtitles

Ou�a o que vai acontecer. Vou ler isto...

e voc� vai ouvir, e vai ficar na linha.

N�o vai interromper. E n�o vai falar de jeito nenhum.

Voc� j� sabe de algo. Come�arei do in�cio.

Precisos, sim. Met�dicos. Educados.

Eles eram assim.

Nada de extremo. Como qualquer um, eram diferentes.

Tinham dias de erros, de pregui�a, brigas internas.

E tinham dias, bons dias, que mesmo sem ningu�m falar...

eles deveriam ser considerados muito espertos.

Ningu�m teria dito que o que eles faziam era complicado.

N�o poderia nem ser considerado novo. Exceto talvez no sentido geol�gico.

Pegavam das redondezas o que precisavam...

e transformavam em algo mais.

-Nem marcamos uma reuni�o. -Que data de entrega colocou nesse?

-Dia 28. Por qu�? -Sei l�. �, ser� dia 28.

Pensou algo mais sobre o que vai propor?

-Na verdade n�o. -Porque eu...

Quero dizer que n�o mudei de ideia sobre nada.

Phillip e eu fal�vamos que achamos que vai ser bom. Seria divertido.

Ningu�m est� dizendo o contr�rio.

J� passou o tempo das bobinas de Tesla e de jogar bola na garagem.

Talvez voc� mesmo devesse tentar no seu tempo livre.

Meu tempo livre? O tempo livre ap�s as 50 horas por semana de trabalho...

ou ap�s as 30 horas de tempo livre que eu j� passo naquela garagem?

E n�o � uma bobina de Tesla.

Eu poderia ganhar uns minutos por dia se comesse no banheiro.

Quantas patentes tivemos? Nos �ltimos 14 meses?

-Assinou o contrato? -Ningu�m assinou o contrato.

N�o importa, vamos aderir ao contrato.

Diga alguma coisa dessa garagem que seja remotamente lucrativa.

N�o vejo ningu�m largando o emprego por causa disso. E voc�?

Abe quer dizer que agora os cart�es JTAG prometem.

Quando olhamos os endere�os, temos v�rios apartamentos. Resid�ncias.

Mas esses n�o s�o os pedidos de fabricantes ou revendas gigantes.

-S�o os quietos... -Hackers.

�, aspirantes a hackers testando as placas-m�es de seus pais.

Sei que muito disso � culpa minha, eu assumo isso.

Com tudo aquilo ano passado, e as ambiguidades de Platts...

e tudo que n�o discutiremos agora... -Devemos discutir isso.

Desculpe, o que disse?

Vamos, diga a ele.

Devemos discutir isso. Falei com meu irm�o hoje.

Ele sabe de outros dois casos como este na empresa dele.

Deixe o Platts saber que falamos disso.

Olha, esque�a o Platts.

Temos que ver que essa pode ser a melhor chance de sair ao mercado...

e o que vai nos dar uma aten��o especial.

Olhem, fui fiel a voc�s quando eram as suas vezes.

E eu n�o estava 100% certo do que est�vamos fazendo...

ou talvez nem concordasse.

Mas se for a minha vez...

se ainda estamos seguindo as regras, ent�o � isso o que eu quero tentar.

Aqui, toma. Disseram que ia congelar.

Robert, por favor. N�o vai congelar

-Vai estragar no meu carro. -Vai estragar aqui. Certo, obrigada.

-Boa noite, pessoal. -At� mais.

-Terminamos dando um grande discurso... -Demos o discurso?

Terminamos. H� 5 minutos.

Eu que forcei o tema. Est�o em cima da gente porque sou uma droga como vil�o.

-Voc� deveria fazer. Voc� finge melhor. -N�o tenho certeza.

Desde que sigamos o planejado com tecnologia simples...

e nos divertindo nessa garagem, acho que podemos tentar.

Phillip e Robert est�o trabalhando juntos, e isso � bom.

Mas sabe que n�o tenho interesse nisso.

Sei que voc� n�o tem interesse nisso, al�m do fato...

de que Phillip e Robert nem precisam de n�s. S� querem usar o equipamento.

Para o que eu quero fazer? N�o precisamos deles.

Nem de Phillip, porque n�o precisa de software.

-Ela est� dormindo? -N�o, e precisa tomar banho.

-Vai se esconder no arm�rio se eu for. -Tudo bem.

Mesmo se Robert estiver de acordo, e ele n�o vai estar.

-N�o entendo o que essa coisa far�. -Vamos deix�-los seguir por 2 meses.

-Eles fazem o deles, fazemos o nosso. -Disseram que levaria 14 horas.

N�o coma isso. S�rio, � ruim.

Tiramos os primeiros programas. O filtro.

E se eu quebrar?

Esses caras t�m financiamento.

-Esses caras t�m... o que? -H�lio L�quido. T�m financiamento.

� disso que se trata.

� essa a diferen�a. Disso que se trata a caixa.

N�o temos que jogar andando para frente e para tr�s...

e trazer formas inovadoras de fazer mais frio, por�m in�til no processo.

-Aaron, preciso do jogo hexagonal. -N�o d� pra vender isso.

Chegando do outro extremo, ao inv�s de mudar...

a temperatura ambiente, mudaremos o n�vel que conduzir�...

a temperatura de transi��o. E ao bombear estas margens...

Eles diminuem a cer�mica, e a temperatura desce cada vez mais.

Torna a cer�mica menos resistente e derruba o campo magn�tico interior.

Quero dizer para que baixemos a caixa sobre ela.

Concentrarmos nosso campo magn�tico para neutralizar...

e derrubar com a inversa...

do que passa dentro da cer�mica.

Isso deve mudar a temperatura de transi��o...

em algo que possamos trabalhar.

-E qual seria a temperatura? -Com sorte, a temperatura ambiente.

O que � isso? O melhor matem�tico � um pregui�oso?

-O que voc� pediu? -Preciso do jogo hexagonal.

-Como voc� chamou? -Vamos logo.

-S�o do Tipo Um? -Os supercondutores?

Sim, s�o do Tipo um.

Isso pode ser um problema?

T�m v�rios no trabalho, mas todos t�m c�digo de barras.

-Se precisar, compro os jogos. -O que vai fazer com a fonte?

Como?

-Posso pegar eles. -Pode... Tem certeza?

Pensei que n�o gostasse dessa ideia.

Compre eles se precisar. Podemos cuidar de todo o resto.

E quanto � fonte?

Conhece a hist�ria de que a NASA gastou milh�es...

desenvolvendo uma caneta que escreve em gravidade zero? J� leu algo sobre isso?

-E como a R�ssia resolveu o problema? -Sim, eles usaram um l�pis.

�, um l�pis comum de madeira.

Parece que Phillip pega o caminho da NASA quase sempre.

-Pal�dio? -Est� com o diagrama, o que diz?

Eles usam um pouco de platina e um pouco de pal�dio.

N�o ser� necess�rio com as mudan�as que fiz.

Est�o se exibindo. Se voc� tem, use.

Quero um roteador de reposi��o.

-Vou botar 4 on�as de pal�dio. -Robert j� viu?

-J� tenho a dele. -N�o posso consertar isso.

-Certo. Onde est� comprando? -Wal-Mart. Custam $50.

-Pode trazer o recibo, por favor? -Sim.

Espera, qual � menos resistente, a platina ou o pal�dio?

-Abe? N�o � um... -�, n�o me importo.

-Ent�o resist�ncia n�o importa. -Preciso de um Sim ou um Sim.

-Voc� sacudiu a... -Porca?

-Robert sacudiu. -Sim. Eu acho.

-Bem, ent�o qual mais barato? -N�o vai comprar, ou vai?

Bem, a menos que voc� tenha alguns gramas de pal�dio por a�.

Por que colocariam a� se n�o precisasse?

Um conversor catal�tico. Est� bom.

Lembre-se de devolver. Sua emiss�o acaba de subir 300%.

-Tem o bastante aqui? -Sim, deve ter.

Se n�o tiver, pegamos do meu caminh�o. Certo, tubagem de cobre.

-Isso ser� in�til, certo? -Sem a tubagem?

-Podemos usar o Freon, tamb�m. -N�o, vai ser a temperatura ambiente.

Eu sei, s� pra garantir.

N�o, pare. Acabei de comprar a tubagem. Isso n�o vai nos poupar dinheiro.

-Jay? E a�, cara. Como vai? -Bem.

N�o dever�amos usar prote��o?

-N�o dever�amos usar prote��o? -Como?

Prote��o. N�o dever�amos usar prote��o?

Espere. Phillip, n�o vai querer vir at� aqui.

Phillip, ponha uma m�scara, certo?

Mas � mesmo, n�o? N�o sou apenas eu?

N�o, realmente � menor, mas parece que � assim mesmo. Pegue o que eles t�m.

Menos os resfriamentos que n�o precisamos.

O resto � o banho de merc�rio...

que voc� conhece melhor que eu, mas provavelmente est�o se mostrando.

Quero dizer, se voc� tem, use, certo?

-Que foi? Doeu? -N�o, n�o senti nada.

Esse barulho est� me perturbando.

-O que sentiu? -N�o sei.

N�o sei se estou inventando.

Toma.

-Vamos fazer a pr�xima parte. -Sim.

N�o tem algum tipo de vidro ou algo transparente...

Algo que possamos usar como janela? Vidro refrat�rio?

-Certo, pronto. -Baixe.

N�o sei de nada que n�o deixe uma abertura no campo.

Mas temos que ver o que se passa ali dentro.

-Gastou muito? -Sim.

-Como? -Quer p�r minha c�mera...

dentro da caixa? � t�o perigoso que n�o podemos nem olhar.

Se algo acontecer, vai me pagar de volta?

Ent�o temos uma leve press�o negativa na caixa.

E ent�o estamos prontos para o arg�nio.

-Qual �? -O azul.

Pesa uns 77 gramas.

Mudei a escala para decagramas, no entanto.

Est� mostrando 7.7 decagramas.

Preparar para...

0,05 litros de arg�nio.

-Est� pronto? -Primeiro a prata, certo?

Certo, primeiro a prata, e a�...

Vamos dar um segundo.

-Quer fazer o da caixa agora? -Quero.

Vamos ver a lista de controle. Aaron, espera um pouco.

Vamos conferir se est� tudo certo. Espera, Aaron. Um momento.

S� um momento.

Est� bem.

Alguma coisa?

-Isso � normal? -N�o sei.

-Vou desligar. -Espera! N�o.

-Certo, eu n�o fiz isso. -Explodimos algo?

Explodimos. Est� destru�do.

-Quer checar sua c�mera? -Quero.

-Vamos tirar isso. -Pronto?

1, 2, 3.

E a�. Me diga que est� com fome. Kara est� na m�e dela e estou faminto.

�, estou com fome. O que...

Abe, s�o 7:00. Abe, s�o 7:00 da noite.

-Certo, eu tenho comida... -Certo.

-Espera, as crian�as est�o a�? -Espera um pouco.

Sim, est�o aqui.

Certo, azar, vamos para algum lugar. Estacionei agora, ent�o des�a.

Suba primeiro. Tem umas coisas que quero devolver � loja.

Tudo bem, mas me encontre na porta.

-Tudo bem. -S�rio, me encontre na porta.

Certo. Tudo bem. At� mais.

-E a�, Abe? -Fala, Brad. Como est�?

Bem.

-Quanto tempo ele disse que ficaria? -N�o muito.

Se ele tem problemas, ele precisa consertar. Voc� n�o � o pai dele.

Eu sei. S� pensei que seria legal fazer algo caridoso.

Definitivamente � caridade. Ao menos voc� admite isso.

Est� a fim de um fil�? Para comer.

N�o quero um fil�. Vamos pegar uns tacos no caminho � loja.

-Quero experimentar umas coisas. -Tudo bem.

Comemos uns tacos no caminho, ou comemos um fil� mais tarde.

Do que est� falando? N�o vou pagar por um fil�.

� est�vel?

Aaron, � est�vel?

-O que fez nessa coisa? -Como?

-Parece que um cachorro digeriu. -Certo, essa � a prata.

Arrumei isso na caixa para controlar a alimenta��o.

-Achei que era a forma mais f�cil... -Est� controlando a caixa.

A prata segue a mesma. O que voc� faz � alimentar gradativamente.

Certo. Ouviu isso? Est�...

Viu, nem estou mais tocando. Cresce com sua pr�pria massa.

� como um circuito de retro-alimenta��o auto-regul�vel.

E o que voc� faz quando chega l�, � traz�-lo de volta...

e a� est�, desliza. Est�vel. E fica assim.

Ent�o funciona?

-Funciona. -Como, tipo uns 10%?

Chega a mais alguns pontos depois que chega ao m�ximo.

Venha aqui ver isso.

Certo, o que estou vendo?

-O que estamos tirando das baterias? -Provavelmente 24 volts.

-Digo, nada mais que isso, certo? -Certo.

Ent�o seu medidor aumentou.

Foi o que pensei. Ent�o tentei com outros tr�s.

Foi exatamente a mesma coisa.

-Passei toda a noite... -O que era?

Passei a noite e duas horas de descanso, checando tudo.

Tem algo errado aqui. N�o tiramos mais do que colocamos.

-Um pouco mais. -�, tanto faz.

N�o � nem um volt e meio a mais do que colocamos.

Provavelmente sejam as baterias. S�o baratas, n�o est�o bem reguladas.

Mesmo assim, � estranho.

Quer ver algo mais estranho?

Certo, vamos revisar mais uma vez. Duas baterias, certo? 24 volts?

O que tiramos dessa? S� por divers�o.

12 volts.

-E dessa? -Deve ser 12 volts.

Ent�o, que porra � essa?

N�o fica assim.

N�o, se reduz em alguns minutos. O que faz isso acontecer?

N�o sei. Direi algo a eles. Direi que vamos desinfetar.

Ser� por um dia, ou dois, de qualquer forma.

-A menos que queira traz�-los. -N�o, eles t�m que trabalhar, tamb�m.

Se Phillip descobrir, ele vai querer desarmar.

-N�o, s� vou dar uma ajustada. -Eu sei. Voc� tem raz�o.

Abe, � a minha garagem, certo? Eles n�o pagam aluguel.

O neg�cio era valioso. Claramente. Eles tinham certeza disso.

Mas qual era sua aplica��o? Em quest�o de horas...

eles falavam de tudo, desde tr�nsito de massa a lan�amento de sat�lite.

Imaginavam dispositivos do tamanho de jumbos.

Tudo seria mais barato. Era pr�tico e eles sabiam.

Mas acima de tudo, a melhor coisa � que...

sabiam que o modo mais f�cil de se aproveitarem...

era vender algo que eles ainda n�o compreendiam.

Ent�o continuaram quietos. As festas continuavam.

Qualquer anivers�rio, celebra��o, feriado...

talvez um lan�amento de um projeto obscuro.

N�o importava. Qualquer motivo servia.

O importante � que Thomas Granger...

a �ltima esperan�a de financiamento, apareceria.

Se ele tivesse sa�do um pouco antes do que eles gostariam...

n�o poderia ser culpado.

Ele s� estava l� para agradar sua filha Rachel.

E ela s� estava l� para agradar Abe.

O que disse ao Sr. Granger agora h� pouco?

-Voc� bateu minha carne? -N�o pode cham�-lo de Sr. Granger.

Tem que cham�-lo de Thomas ou algo do tipo.

-Continue. -Porque ele n�o vai te levar a s�rio.

-Ele pensa que somos crian�as. -Se cham�-lo de Sr. Granger...

ele vai achar que � um garoto de 6 anos. Ele � assim comigo. N�o d� mais.

Abe tinha ficado com a tarefa de quantificar e explicar o dispositivo.

Mas quando as semanas se tornaram meses...

passaram do entusiasmo a perceber que era algo maior do que imaginavam.

A� est� voc�. Te liguei a manh� inteira.

-Pra onde ligou? -Pro seu trabalho e seu celular.

N�o estou l�.

S�rio?

-March Madness? -� Carolina e Michigan.

-Quem joga? -N�o sei nem o que est�o jogando.

Tem algo importante no trabalho hoje?

Espero que n�o esteja dizendo que algum dia n�o seja importante na Cortex Semi.

Estava vindo para te dar um discurso sobre a nossa...

longa amizade, e toda a confian�a, esse neg�cio.

Mas que tal isso?

Se matar o trabalho esta tarde...

e prometer fazer algumas coisinhas que eu pedir...

eu em troca, te mostrarei a coisa mais importante...

que qualquer ser vivo jamais testemunhou.

Parece mostarda pra mim.

Eu sei, mas � uma pel�cula. � uma prote�na...

secretada por um fungo chamado Aspergillus Ticor.

Ele te disse isso?

N�o, ele sabia que era uma prote�na mas n�o sabia de onde vinha.

Tudo que ele fez foi tirar algumas fotos com o seu equipamento.

Adivinhe onde vamos chegar.

-Sabe onde est� Will? -N�o, por qu�?

A reuni�o de Ariel ser� adiada para quarta-feira.

Pensei que ele estava esperando por ela. Onde v�o?

O que fazem com os engenheiros quando completam 40 anos?

-O qu�, Bradshaw? -Exato. Sabe de uma coisa?

Eu sei onde est� o Will. Dou o recado no caminho.

-Certo. Obrigado. -Pode me encontrar l� fora?

-Voc� tem que dirigir. -Tome. Pegue as minhas chaves.

Certo, se puder, apenas finja que essa � a primeira vez que eu entro.

E se pudesse dizer a ele exatamente o que me disse...

-Certo, ent�o o que � isso? -Concentra��o de prote�na.

-Certo, pode dizer a ele? -Concentra��o de prote�na.

-Mas de que tipo? -Algum fungo.

-Algum fungo. -De onde veio?

-N�o sei. Era para o laborat�rio. -Sim, � a pr�xima etapa.

-Estava no desenho, n�o �? -Sim.

Como veio parar aqui?

Sabe o que eles fazem com os engenheiros quando completam 40 anos?

Os mandam embora e atiram neles.

Mas que diabos, Abe? Poderia ter apenas me mostrado as fotos.

-Quero que acredite. -Acreditar no qu�, na prote�na?

-Acredito em voc�. -Certo, olha...

esse cara acha que � uma brincadeira, ent�o talvez seja um pouco defensivo.

S�rio? Por que acharia isso?

Por favor.

Aspergillus Ticor.

� um fungo que est� por toda parte.

Est� na nossa cama, nossa pele, at� no nosso intestino. Por toda parte.

� basicamente a raz�o para n�o deixar coisas em lugares escuros e �midos.

Obrigado. Est� com aquela amostra que eu trouxe?

A� est�. Terger. T-E-R-G-E-R.

Certo, quando te mostrei isso, diga a ele o que achou.

-Achou que era uma piada, certo? -� uma piada.

Certo, mas como sabia?

Pode mostrar a ele? Por favor?

� assim que eu tiro prote�na A do Aspergillus Ticor. O ado�amos.

O agitamos. Fazemos girar. Ado�amos um pouco mais.

Leva em torno de um m�s.

Consiga a mesma quantidade que eu trouxe.

Obter a mesma quantidade que eu trouxe.

Ent�o se for um incubador para fungos, tem valor?

-Mas n�o �. -Ent�o � o que?

Existe outra forma de secretar tanta prote�na. Fazer naturalmente.

Mas leva muito mais tempo.

Se tiver um pouco de umidade e deixar, come�ar� a secretar e aumentar...

...e concentrar, mas leva muito tempo. -Quanto tempo?

-Muito tempo. -Mais que alguns dias? Ent�o quanto?

Para obter a mesma quantidade de prote�na que temos...

a quantidade que eu tirava a cada cinco dias...

e cinco dias depois j� se acumulava...

diria que levaria cerca de 5 a 6 anos.

N�o quero me rebaixar a esse cara.

Ent�o, digo para se danar e coloco meu rel�gio ali.

-E? -Quero que voc� fa�a.

-Onde est� a caixa? -Levei de volta � loja.

-Espera, digital ou mec�nica? -Exato. Utilizei as duas.

-E o qu�? -Quero que voc� fa�a.

Pensamos que est�vamos degradando a gravidade, certo?

Que est�vamos bloqueando essa informa��o.

Acho que estamos fazendo mais. Acho que bloqueamos mais que isso.

Quando controlava a alimenta��o, percebeu que era parab�lica?

� importante. Par�bolas s�o importantes. Aqui, d� uma olhada.

N�o sei, Abe.

Vou ligar e deixar andar por 60 segundos...

com nada dentro. Est� vazio dessa vez.

Isso d� 22...

Em todas as equa��es que descrevem movimento, calor e entropia.

No diagrama de Feynman, qual � a vari�vel que se p�e negativa...

e ainda d� respostas racionais? N�o � massa.

22 horas, 27 minutos na caixa.

-� um n�mero �mpar. -S�o 1.347 minutos.

-1.347, cara, pegou r�pido. -Como sabia que era �mpar?

Porque � assim. � o que acontece. Tem um extremo A e um extremo B.

Digamos que o extremo A seja 12:00, e o extremo B seja 12:01.

Certo? Ligamos a m�quina com a Roda no extremo A.

-Viaja para a frente... -Tem que anotar isso.

-N�o h� nada para anotar. -Vou anotar.

Viaja para frente, normalmente em dire��o ao extremo B.

Quando chega, a alimenta��o reduz parabolicamente...

at� onde devia parar, mas se curva novamente em dire��o ao extremo A.

Quando retorna ao extremo A... Se curva. A Roda...

experimentou um total de 2 minutos, e se curva novamente...

-E volta. Curva-se parabolicamente. -Certo

Volta para tr�s e faz isso umas 1.300 vezes.

Quando finalmente sai pelo extremo B...

j� fez um n�mero �mpar de viagens para frente e para tr�s.

O que h� de t�o especial em 1.300? Qual � a desse 1.300? Por que n�o d� exato?

-Isso n�o � emp�rico. -Me d� isso.

N�o sei por que n�o d� exato. A� tem alguma probabilidade.

Cada vez que chega ao extremo B, h� uma pequena...

oportunidade de que n�o se curve e volte ao extremo A.

E por alguma raz�o, leva umas 1.300 viagens at� que aconte�a.

Tem que sair, sen�o n�o poder�amos ver mais tarde.

Certo, vamos ver isso.

22 horas, 14 minutos.

-1.334 minutos. -Par.

Entra no extremo B.

Sai no extremo B.

-S� quero que veja como eu vi. -Estou tentando, certo?

Tudo que colocamos naquela caixa sai coberto de terra.

E n�o me refiro a ligado � terra, digo que n�o est� grudado.

Estamos bloqueando o que a mant�m seguir adiante, ent�o ela falha.

Dentro da caixa, � tipo uma rua, e os dois extremos s�o becos-sem-sa�da.

N�o � gravito-magnetismo nem buracos de vermes. � mec�nica e calor.

N�o � mec�nica e calor.

-Podemos publicar. -Sim, podemos publicar.

N�o, podemos publicar mesmo.

Aaron, a Roda � est�pida. N�o pode se mexer.

Mesmo se coloc�ssemos a Roda no extremo B...

ainda se moveria para tr�s e para frente at� que saia do extremo B.

Mas se fosse inteligente...

poderia entrar no extremo B e sair no extremo A antes de falhar.

Est� querendo fazer uma maior.

Eu n�o disse nada. Voc� que est� dizendo.

Ent�o, acredita em mim?

N�o.

Vamos l�. Vamos tomar alguma coisa.

-Vamos precisar modificar. -Vamos.

Precisamos de uma caixa do tamanho de uma pessoa. At� que ligue...

Eu estava testando a caixa. Mais da metade dos an�is s�o desnecess�rios.

O anel interior � forte o bastante, ent�o comprime a prata.

N�o precisamos de mais coisas. O que podemos fazer...

� pegar v�rios desses pratos e cercar um recipiente com uma rede deles.

Que tamanho?

Deveriam ser acumulativos para que v�rios mini-campos...

se igualem a um grande, certo?

Sim, uma soma de s�ries, faria sentido.

Eu ia dizer que precis�vamos achar um lugar para coloc�-lo...

e lig�-lo sem que fosse perturbado.

Poder�amos trancar em um arm�rio.

Um lugar onde ningu�m possa p�r os dedos e estragar tudo.

Com controle clim�tico.

Sim, ent�o, acharemos algum lugar.

Ent�o, seguimos sua rota com o qu�? Um bando de mini-campos?

� muito trabalho. Ter�amos que... Quantos dias leva?

Abe, sabe o que poder�amos usar?

Sei que viu muitas loucuras ultimamente, certo?

Sei que est� tentando fazer com que tudo tenha sentido.

S� quero que entenda que o que segue n�o � uma piada, certo?

N�o faria isso com voc� e n�o estou fazendo.

Ent�o quando vir isso, n�o grite ou fa�a qualquer barulho, nem corra.

Sei que deve achar que est� sendo enganado. Mas n�o est�.

Prometo, n�o est�. Certo?

Quem era, Abe?

Vamos esperar. 6 minutos.

Olha, tem certeza que est� bem para dirigir?

O que fez o dia todo? Desde o in�cio?

Passei um dia em um hotel em Russellfield.

-Te encontro na loja. -Me pergunto o que eu fiz.

-Acho que voltei pro trabalho. -�, provavelmente.

Provavelmente trabalhei, acho.

�, provavelmente.

Olha, agora que eu sei sobre isso, Abe...

n�o fa�a isso de novo, certo? N�o onde me afete.

Prossiga.

Oi, Rachel.

Por que n�o a loteria?

Podemos se quisermos, mas n�o at� s�bado.

E mesmo se ganharmos os $10 milh�es, s�o s� $200.000 pelos pr�ximos 30 anos.

-E n�o � s� uma boa transa��o. -Alguns dias assim.

-S� estava brincando. Entrava e sa�a. -Quero fazer o que voc� fez.

Exatamente o que voc� fez.

Primeiro, tinha que avisar que estava doente.

Certo, fiz isso.

-Depois fui at� um armaz�m. -Mas tinha que deixar Lauren na escola.

Ent�o me encontre l�. Vamos precisar dos 2 carros.

Temos que estacionar o seu na estrada, fora da vista do armaz�m.

-Por que estamos fazendo isso? -Precisamos de uma carona pra casa.

-O que � isso... -Far� sentido.

Certo, serei paciente.

Quando cheguei ao dep�sito, enchi a caixa com arg�nio...

e tive que ajust�-la bem para tapar as frestas.

-Tem frestas? -Sempre tem frestas.

�s 8h30, botei o rel�gio para 15 minutos...

entrei no carro, e dirigi at� Russellfield.

Certo, me perdi.

-Como? -Por que o rel�gio?

Porque o momento que ligarmos essas m�quinas ser� quando terminaremos...

...saindo delas, e... -Certo. Entendi. Desculpe.

N�o quero estar por perto quando fizerem isso.

Enquanto eu estava na estrada �s 8h45, a m�quina ligou por conta pr�pria...

e pelas 8h49, j� estava completamente preparada.

Em Russellfield, fui a um hotel e tentei me isolar.

Espera, o que quer dizer com "se isolar"?

Fechei as janelas, desliguei tudo no quarto...

o telefone, a TV, rel�gio, r�dio, tudo.

N�o queria correr o risco de encontrar algum conhecido...

ou de ver algo nos notici�rios que pudesse...

Se lidamos com a casualidade, e nem tenho certeza disso.

-Eu s�... -O qu�?

-Me tirei da equa��o. -Errou por precau��o.

Sim.

Ent�o o que fez o dia todo?

-Me sentei a�. Tinha uns livros, mas... -O qu�? Estava nervoso?

Sim. Uma adormecida da mente, tudo se torna adivinha��o.

Evacipar.

�s 15h30, dei uma passada no Suprimentos M�dicos Williams.

Peguei um tanque de oxig�nio classe E e uma m�scara.

Liguei pra companhia de investimentos e perguntei quais a��es em seu fundo...

tiveram a maior porcentagem de lucro no dia.

A ideia era obter informa��es necess�rias para uma boa transa��o.

N�o podemos apenas baixar os dados e transar em cada movimento?

Se fizermos isso, quero usar a biblioteca...

em Russellfield, usar os computadores.

Ent�o, cheguei ao dep�sito pelas 3h15 e desliguei a energia da caixa.

O ciclo baixou a um n�vel toler�vel pelas 3h19.

O truque � entrar ap�s alcan�ar um n�vel tranquilo...

mas antes que desligue completamente. Tem um espa�o a�.

Mas, d�i?

�, d�i um pouco.

N�o se esperar pelo tempo certo. Como um pequeno choque est�tico.

-Assim que entra, voc� fica bem. -Como?

Eu sei que voc� entrou, e posso supor que voc� n�o tem...

c�ncer ou impot�ncia sexual.

Mas qual a sua opini�o sobre a seguran�a dessa coisa?

N�o imagino nenhuma forma dessa coisa poder ser...

considerada nem um pouco perto de ser segura.

S� sei que passei 6 horas l� e ainda estou vivo.

Ainda quer fazer isso?

Ajustei o alarme no meu cron�metro para 6 horas.

Eu regulei o tanque de oxig�nio, tomei uma Dramamina, e tentei dormir.

� mesmo?

-O qu�? -Voc� dormiu?

No in�cio, n�o. Nunca me considerei claustrof�bico...

mas comecei a suar, e n�o achava o valor adequado pro tanque...

e estava respirando diferente de quando eu estava do lado de fora.

Finalmente, me acalmei, e...

sei l�, talvez a Dramamina tenha ajudado, mas lembro dessa hora...

no escuro, com o eco da m�quina.

Foi o momento de maior felicidade que eu tive.

Acordei sozinho, sem o alarme...

e esperei a m�quina esfriar. Esfriar da minha perspectiva.

Chegou a um ponto onde pareceu que estava segura para sair...

mas o cron�metro ainda mostrava alguns minutos...

ent�o confiei na matem�tica e esperei.

Isso n�o � um choque est�tico, Abe. Certo, pare com isso.

Voc� saiu cedo demais.

Tem que esperar pelo cron�metro pra saber que o lucro � baixo o bastante.

Ent�o, voltamos?

Sim, voltamos. S�o 8h50, manh� de ter�a-feira.

Tudo bem. Me d� uns minutos.

A partir da�, foi f�cil. A maioria do trabalho foi feita.

Deixei tudo do jeito que encontrei. Deixei a m�quina sozinha...

n�o desliguei, e sa� fora de l�.

Para que sua dupla encontrasse tudo igual depois e entrasse na caixa?

Isso, mas tamb�m, eu, ou minha dupla...

ou algu�m que estava na caixa anteriormente.

Ent�o quem sabe o que teria havido se eu tivesse desligado a m�quina.

Certamente. Ent�o, se usa s� uma vez.

Ent�o naquela hora, j� que minha dupla estava indo pro hotel no meu carro...

tive que pegar um t�xi. Mas quando formos, podemos usar seu caminh�o.

-Voc� tem uma conta de margem, n�? -Agora sim. O que vamos comprar?

Bom. Hoje, antes do 12h30...

vamos comprar todas as a��es poss�veis de RGWU.

Dizem que seus lucros nesse trimestre s�o tr�s vezes e meia maiores...

e as a��es se duplicar�o nas transa��es pela tarde.

-O que eles fazem? -A que se refere?

O que essa companhia faz? Fazem coisas ou...

Sei l�. O importante � que o valor aumenta.

O volume � t�o alto que o n�mero de a��es compradas n�o afetar� o pre�o.

N�o sabe mesmo o que eles fazem?

Por isso falou de grandes empresas, o volume � t�o grande que n�o nos notam.

-Acha que � muita cautela? -N�o sei.

Sei que existem muitas a��es por a�...

que d�o muito mais que o dobro, mas esse � meu primeiro dia.

-Meu Deus! -Ela n�o vai responder.

Eu sei, Abe. Essa � a quest�o.

Eu sei, mas qual a resposta? Voc� tem os $400 bilh�es...

j� doou um pouco, tem uma mans�o de 100 quartos...

que combinam com seus iates e helic�pteros.

Basicamente, voc� tem impunidade total para fazer o que quiser...

sem ningu�m poder te tocar.

-Volta em dois anos... -Acima da lei.

Muito acima. Voc� voltou de umas f�rias de dois anos, de galopar pelo mundo.

O que faz durante o dia? O que faz?

Abe, sei que essa � a pergunta, mas n�o � real, ent�o por que importa?

Ent�o qual a resposta?

Amor, ele sabe que essa � a pergunta, certo? Ele est� perguntando a voc�.

Como assim? O que farei da minha vida ou o que farei amanh�?

Meu Deus, qualquer um.

Tenho que fazer algo construtivo. Algo que ajude...

...algo que fa�a eu me sentir bem. -Eu sei. Isso � fant�stico.

-Minha esposa. T�o boa, t�o pura. -Cala a boca. Por que perguntou, ent�o?

Eu faria o seguinte: acordaria amanh� de manh�...

e iria � Gabriel Capital Inc...

e diria � recepcionista de Joseph Platts que estou l� para v�-lo...

e quando ele sa�sse...

eu daria uma porrada bem no nariz dele.

Apenas um soco dos bons.

-Que maravilha. J� era hora. -Que �timo.

De onde saiu isso? Voc� sempre defende o cara.

-N�o � natural. -Eu s� faria se soubesse que...

ningu�m descobriria ou se machucaria.

Tipo, queria que houvesse uma forma de eu fazer isso...

e a� eu voltasse e dissesse a mim mesmo para n�o fazer.

Porque s� quero saber como seria. S� isso, na verdade.

Estou t�o orgulhosa.

Finalmente, meu marido, o her�i.

-N�o podemos fazer isso. -Eu sei.

Ligou pro controle de insetos?

Amor, s�o p�ssaros. N�o quer um monte de passarinhos mortos por a�, quer?

-N�o parecem p�ssaros. -Ela acha que tem ratos no s�t�o.

Mas a ideia havia sido dada...

e nada mudaria as palavras ap�s terem sido ditas em voz alta.

Ent�o est� entendendo isso, certo?

N�o precisa me persuadir para n�o fazer isso, certo?

-Acho que n�o te disse... -Mesmo se conseguir parar voc�...

ou sua dupla, de bater em Platts, por que sua dupla voltaria � caixa?

E sem necessidade dela sem aplica��o poss�vel no mundo real...

sem vantagem nenhuma aproveit�vel, a ideia continuou.

-Como faria isso? -N�o faria.

-S� de brincadeira. -Ainda n�o faria.

-Mas se tivesse um jeito de... -Olha, Abe, olha.

N�o vou fingir que sei tudo sobre paradoxos...

ou o que acontece depois, e honestamente, n�o acredito nisso.

Matar sua m�e antes de voc� nascer. Tem que funcionar de alguma forma.

-N�o sei. -Isso eu sei com certeza.

A pior coisa do mundo � saber que o momento que voc� experimenta...

j� foi definido, que esse � o segundo...

ou o terceiro, ou sei l�. E j� sentiu alguma vez que...

sei l�, talvez as coisas n�o andem bem, que sua vida esteja confusa...

ou n�o est� como voc� gostaria, e come�a a se perguntar a causa?

As pessoas est�o sempre culpando seus pais...

como se, caso sua m�e os amamentasse mais, suas vidas seriam diferentes.

Bando de chor�es.

S�o mesmo. Mas e se n�o fosse algo que voc� se perguntasse?

E se voc� soubesse que essa n�o � maneira que eram para serem as coisas?

N�o sou assim. N�o acredito em destino, que s� existe uma maneira das coisas.

Eu tamb�m n�o. Mas o que � pior?

Achar que est� sendo paranoico ou saber que deveria estar?

N�o precisa me olhar assim. Estou bem.

N�o, s� achei que estaria. Confio nela.

-Sei que quando decidi te contar... -Decidiu me contar?

Sei que voc� � casado e n�o existem segredos. Ela saber� tudo que te digo.

-N�o � quest�o de confian�a. -Eu sei.

N�o seria melhor se em alguns dias...

eu a surpreendesse e f�ssemos para a Costa Rica ou outro lugar por 1 m�s?

Faremos ela entender aos poucos. Talvez compre alguma propriedade...

Por enquanto, pode dizer a ela que teve um bom dia na bolsa.

-Voc� n�o entende. -N�o.

N�o entende as perguntas que v�m depois.

Mas explicaremos pra ela, e tomaremos um tempo...

para pensar no que vem depois...

que acho, que deveria ser construir uma caixa maior, do tamanho de um quarto...

onde pudesse caber mais de uma pessoa.

Seguro ou n�o, parece um caix�o desse jeito.

A prop�sito, esse � o nosso homem.

-Qual o volume? -Cinco e meio.

Qual o retorno? Deus...

N�o posso fazer mais. Mas achei que eu estivesse falando de Robert e Phillip.

N�o quero contar a eles.

Sei que investiram muito no grupo...

N�o quero contar a eles.

Se precisa que eu assuma a culpa, est� bem, certo?

Eu aceito tranquilo. � minha.

No final da semana, podem ter o que quiserem.

Entregarei os direitos patentes de tudo, dos �ltimos dois anos.

Podem ficar com o equipamento, a garagem, a casa.

Podem ficar com meu caminh�o se isso faz voc� se sentir melhor.

Mas n�o vou dizer uma palavra a eles sobre isso. N�s n�o vamos.

Meu Deus, tudo � t�o diferente a�.

D� pra sentir o qu�o isolado voc� est�.

� um mundo totalmente separado, e voc� acompanha a maior parte.

E o som. N�o � diferente por dentro?

� como se estivesse cantando. Acho que n�o d� pra ouvir de fora...

-Eu tive um sonho l� dentro. -Sobre o qu�?

Eu estava no oceano, ou perto dele, e fiquei ouvindo as ondas.

Foi t�o inesperado.

De noite. E a mar� continuava indo e voltando.

Vem c� um segundo, cara. O que tem na sua m�o?

-Est� sangrando? -Isso � sangue.

-Vire-se. -Est� vendo?

Da onde est� vindo? � a sua agenda.

-� voc�. Deus, � o seu ouvido. -O que �?

-Seu ouvido est� sangrando. Meu. -Me d� isso. Tudo bem.

-Isso � normal? N�o � normal. -Pra m�quina?

Para as pessoas. Acha que � a m�quina? Tudo bem.

Beleza. Hoje posso terminar uma parte do trabalho.

E a�, caras, o que est� rolando?

Parece que sempre rendo mais quando n�o estou encerrado.

Ele disse que tinham que desinfetar de novo.

Mas n�o pode dizer com anteced�ncia. O her�i est� aqui?

A �nica coisa que voc� v� por aqui s�o essas lagartixas.

-Eu sei. -Acho que � para as lagartixas.

-Como? -Por qu�?

-Ei, cara, valeu pelo presente. -Como est� indo?

Querem saber? Voc�s dois, se divertem, mas tem uma diferen�a.

Espera. Como chamou ele?

-O qu�? -Quando voc� entrou? O que disse?

-Ele n�o te contou? -N�o.

Certo. O ex-namorado da Rachel foi ao meu anivers�rio com uma espingarda.

-O qu�? -Juro por Deus.

J� escutei esse serm�o de Kara.

-Filby! -Voc� ter�. Tem esposa e filha.

� estranho que s� voc�s dois t�m problema com isso.

-Todo mundo acha que fiz bem. -Voc� n�o fez.

N�o pode arriscar sua vida e a felicidade de Kara e Lauren...

por algu�m como Rachel.

Ela praticamente reza para que isso aconte�a.

Pensei que ao menos voc� entenderia.

Entender o qu�? Voc� nunca foi assim.

� isso que eu quero dizer. Pra voc� ver como as coisas mudaram.

Mudaram? Mudaram como?

Voc� percebe, t� bom? Eu sei que percebe.

Olha, naquela noite...

que voc� me contou tudo sobre a m�quina.

Tudo que me mostrou estava t�o fresco em minha mente...

e quando vi esse cara...

Estava olhando pra ele. Eu n�o ia deixar ele fazer isso.

N�o ia deixar ele assustar as pessoas daquela forma.

Sei que foi estupidez, certo?

Mas quero dizer que essa ideia, tudo isso que estamos fazendo,

foi como se tivesse me acostumado. N�o estava totalmente ambientado.

Se foi voc�, teria que se preocupar, ainda acho que foi est�pido.

Mas tem uma fam�lia agora, e Deus, especialmente agora...

qualquer coisa assim seria uma loucura.

-Eu sei, t� bem? -Sei que sabe, mas tem que...

-Eu sei, t� bem? -Filby!

Seu peda�o de... Mesmo que o veja, n�o me fale.

N�o � minha culpa eu n�o saber, e espero que essa coisa fuja.

Ent�o o que fazemos aqui?

Ela se preocupa com o gato. Ent�o o procuramos. � o que faremos.

-N�o sei. -O que quer dizer?

� embara�oso o cara do dep�sito nos ver entrar juntos...

e nunca nos ver sair.

Sim, mas o que voc� acha que a recepcionista pensa...

de dois caras que v�o pra um quarto por seis horas todos os dias?

Desligou isso?

Trouxe seu celular?

Posso ver o identificador de chamadas?

Sim, ainda n�o voltamos.

Sim, mas n�o pode levar de volta com voc�, certo?

Aqui � o Aaron. Oi, querida.

N�o estou a�. Tive que vir ao centro e ajudar uns caras.

Fale.

Parece bom. N�o, tenho que comer com essas figuras.

Mas guarde um pouco pra mim. Eu como depois.

Certo. Sim, �s 18h.

-O qu�? -O qu�?

Era para vencermos por 2 pontos, e acabam de virar faltando 12 segundos.

-Temos que fazer falta. -N�o.

Como? N�o, fazemos falta aqui, eles erram o primeiro lance livre...

...e eles acertam uma de tr�s. -Tr�s pontos.

Isso mesmo.

Cara, est� com fome? N�o como desde a tarde.

E a�, caras?

-S� pode estar brincando. -Desculpe, esqueci que estava no bolso.

-� a Kara? -�.

Como os celulares funcionam?

Se existem 2 telefones duplicados e eu ligo pro mesmo n�mero...

os dois tocam ao mesmo tempo, ou eles...

-N�o funcionam assim. -� um sinal de r�dio.

N�o, � uma rede.

Verifica cada �rea e quando acha o telefone, p�ra de tocar.

Toca no primeiro.

-Esse est� tocando. -Certo.

Ent�o o que est� com sua dupla em Russellfield n�o pode tocar.

Certo. Acho que quebramos a simetria.

-Est� certo que funcionam assim? -N�o.

Est� se sentindo bem?

-Estou, e voc�? -Sim.

Kara est� dormindo? Eu te acordei?

Est�. N�o, eu n�o, foi mais um cochilo.

Acho que meu corpo est� se acostumando a essas 36h por dia. O que houve?

Podemos fazer isso, mas temos que fazer agora.

-Tem o endere�o da casa dele? -Por que agora?

Planejamos fazer uma viagem amanh�, certo? Igual a hoje?

Sim, pelas a��es.

Bem, h� meia hora eu estava dormindo. O alarme de um carro me acordou.

Tinha uns garotos andando de skate, e batendo nos carros.

Ent�o vamos agora, fazemos o servi�o no Platts, voltamos pra caixa...

e voltamos antes dos garotos dispararem os alarmes.

Temos que ficar l� em plena vista. Isso deve assust�-los.

Dessa forma, minha dupla dorme toda a noite...

eles n�o t�m essa conversa, e entram na caixa amanh� como de costume.

-Estar�o mudados. Mas... -Sim, mas ao menos estar�o na caixa.

Espera, como voltamos t�o longe se as m�quinas n�o est�o funcionando?

-Estiveram funcionando? -Sim.

Comecei a ir �s 5h, e as liguei �s 17h.

Cansei de todo esse assunto sem respostas...

Fazemos isso como experi�ncia ou fazemos isso por mim?

-Um pouco de cada. -5:00.

Se terminamos �s 15h, ser�o 10 horas na caixa.

Estou com os tanques de oxig�nio no carro.

-Esse n�o �... -Esse n�o � o carro da Rachel?

N�o � da Rachel, � do pai dela. Eles t�m o mesmo modelo.

Viu isso?

� o Sr. Granger. � o Thomas. Est� sentado naquele carro.

O qu�?

Juro que era ele. Que diabos ele est� fazendo...

sentado do lado de fora da minha casa �s 2h da manh�?

N�o acredito nisso. Ele est� nos seguindo?

-O que est� fazendo? -Vamos ver o que ele quer.

N�o, primeiro vamos sair do meu bairro. Vamos.

-Viu ele hoje? -N�o.

Eu vi ele. Vi essa tarde...

pelas 18h.

Tem certeza que n�o o viu quando passamos?

N�o, como?

Estou certo que essa tarde ele estava sem barba. Sei que estava.

Ele estava pronto para ir � alguma festa com a esposa.

Agora parece que ele tem uma barba de dois ou tr�s dias.

-Tem certeza? -N�o tenho, mas acho que sim.

Rachel. � o Abe. Te acordei?

Pode me dar o n�mero do seu pai rapidinho?

Sim. Certo, v� em frente.

-Sim, obrigado. -O que ele est� fazendo?

S� est� sentado.

Saiu por um segundo e achei que vinha at� aqui...

e a� ele voltou pro carro. Acho que est� b�bado.

Oi, desculpe ligar t�o tarde.

Posso falar com Thomas Granger, por favor?

Sim, aqui � James Miller, da Putney e Myers.

Oi, Sr. Granger?

Thomas Granger?

O que faz aqui? Venha c�!

O que aconteceu?

Estou bem. Escorreguei.

Quero saber que caixa usou. Fez uma pra voc�, n�o? S� uma.

Sim. Quantas acha que eu fiz?

Essas est�o bem calibradas. Eu as liguei �s 5h.

Ele pode ter usado uma e ter voltado �s 5:00.

Poderia estar em uma delas agora mesmo.

Digo para desligarmos e vermos se ele est� a�.

Estava pensando em falar pra ele?

S� me diga se estava. N�o vou ficar bravo.

N�o, prometo. Sabe que n�o faria isso.

Tem certeza que n�o?

� de voc� que ele n�o pode se aproximar sem desmaiar.

De jeito nenhum eu falaria isso pra algu�m. De jeito nenhum.

-Pode pensar em alguma raz�o para tal? -N�o.

�s vezes fazemos algumas coisas, mas n�o sabemos como chegamos a tal ponto.

-N�o posso. -N�o pode o qu�?

N�o posso pensar em nenhuma raz�o para eu fazer isso.

Bem, eu tamb�m n�o.

E se fosse uma emerg�ncia?

-Ent�o faria se fosse uma emerg�ncia? -N�o sei. O que, voc� faria?

N�o sei. Que tipo de emerg�ncia?

As permuta��es eram infinitas.

Eles tentaram voltar � fonte novamente...

mas mesmo quando o tinham separado de Abe por dois quartos...

Pergunte o nome dele.

...o estado de Granger s� poderia ser considerado como vegetativo.

O que ele disse?

A partir disso, deduziram que o problema era recursivo...

mas al�m disso, tiveram que admitir, contra sua pr�pria natureza...

e mais uma vez, que n�o dava para saber a resposta.

-O quanto acha que ele mudou? -N�o muita coisa.

N�o tivemos contato com ele nas 3 horas que poderia ter feito algo.

Sei que mudou isso. Sei que n�o falamos disso na primeira vez...

ent�o n�o sabe o que perdemos.

Poderia n�o ter sido muito.

N�o importa o quanto. O importante � que mudou.

Entendo o que est� dizendo.

A pergunta deveria ter sido...

o que fazer com o comatoso no quarto de h�spedes.

Mas na cabe�a de Abe, ele j� estava compilando a lista.

2mg de triazolam oral...

a cada 7 horas induz um estado de sono e uma taxa m�nima de metabolismo.

Nesse estado cont�nuo de descanso...

o corpo humano respira 0.3 litros de oxig�nio por minuto...

ou aproximadamente 2.000 litros em 4 dias.

Um tanque de oxig�nio E cont�m 625 litros.

Para manter a hidrata��o...

o corpo recicla um m�nimo de 2,5 litros de �gua por dia.

Comer seria um luxo...

mas por outro lado, seria necess�rio...

um tanque pequeno de �xido de nitrog�nio m�dico.

Passando o quarto com as m�quinas e dois n�veis mais acima...

ele foi a outro quarto...

onde tinha guardado o que chamarei agora de M�quina Segura.

A� est� voc�. Te liguei a manh� inteira.

� mesmo?

Pro seu celular e seu trabalho.

N�o estou l�.

� mesmo?

N�o sei nem o qu�.

S� estou cansado.

Espero que n�o esteja dizendo que algum dia n�o seja importante na Cortex Semi.

Estava vindo para te dar um discurso sobre a nossa...

longa amizade, e toda a confian�a, esse neg�cio.

Mas que tal isso?

Se matar o trabalho hoje, e prometer fazer algumas coisinhas que eu pedir...

eu em troca, te mostrarei a coisa mais importante...

que qualquer ser vivo jamais testemunhou.

A essa altura, discutiriam um pouco.

Abe, � claro, iria querer saber por qu�.

Aaron teria que explicar tudo sobre o manifesto do dep�sito...

e por que mostrava dois quartos com o nome de Abram Terger.

Depois, Abe precisaria saber como.

Aaron explicaria que quando foi ali...

e encontrou a m�quina funcionando...

sabia exatamente o que era.

Mas Abe perguntaria como.

E depois, sobre o desenho modulado dos caix�es...

e de como pensava em p�r um e tirar outro de volta.

N�o s�o para se usar apenas uma vez.

Aaron diria que s�o recicl�veis.

Abe perguntaria como.

E Aaron descreveria a simplicidade que se tornam as coisas...

quando se sabe com precis�o o que uma pessoa comer� no caf�...

at� mesmo em um mundo de testemunhos e provas.

Como?

E a� � onde eu entraria na hist�ria.

Ou sairia, dependendo da sua refer�ncia.

Porque quando Aaron voltou da segunda vez, n�o foi t�o f�cil.

Ele n�o esperava que eu quisesse uma briga.

E �quela altura, estava cansado demais para me vencer.

Mas por motivos que s� s�o evidentes para mim agora...

compreendi que ele simplesmente queria mais.

Que tinha investido mais. Ent�o fui embora.

Ele j� havia feito o servi�o, como eu queria...

de gravar as conversas do dia para garantir.

Gra�as �quele fone, ele tinha 3 segundos de vantagem.

Aaron, voc� precisa dormir. Dormir de verdade.

N�o posso. Tenho meus hor�rios.

Ele s� tinha que falar as palavras que vinham � sua cabe�a...

e os que estivessem ao seu redor iriam obedecer.

Aqui � Pista 3.

Abe est� trazendo meu carro e estou indo para o p�tio.

Vejo Will l�.

Vou convid�-lo para a festa e farei com que traga o namorado de Rachel.

Will.

Desgra�ado pretensioso.

Que diabos � isso? � o seu celular?

-N�o, � um r�dio, cara. -Voc� parece do Servi�o Secreto.

-Voc� parece do Servi�o Secreto. -A reuni�o de Ariel passou para quarta.

Como? Que diabos estou fazendo aqui ent�o?

Sim, j� sei. Sinto muito.

Belo arremesso, Aaron.

Na parede. Que feio, Aaron.

Poder�amos ter usado isso semana passada contra TI.

Ao menos tem o golfe. Vi que anda praticando.

Vem aqui com sua gravata de $3 e acha que pode jogar.

O que vai fazer essa noite?

Era para eu estar em Raleigh. Gra�as a voc� eu perdi meu voo.

-Conhece o Robert? -Sim.

Tem anivers�rio dele hoje. Por que n�o aparece?

-Vou sair com meu primo. -Leve-o. Rachel estar� l�.

-Que festa. -Exatamente.

Acho que n�o vou fazer isso.

Por que n�o?

Porque posso pensar em v�rias formas diferentes disso acontecer...

e ningu�m sair machucado de jeito nenhum.

Posso ligar pra ela e ver se ela quer fazer outra coisa...

ou melhor ainda, nem sequer falar pra ela da festa.

Est� bom por hoje. Mas e amanh�? E os outros dias?

-Eu cuido de amanh�. -Voc� sempre cuida dela.

Esse cara � t�o louco que entra em um quarto com gente de arma na m�o.

O que acha que ele vai fazer se a encontrar sozinha?

Assim, sabemos exatamente o que ocorre. Temos controle absoluto disso.

No final da noite, o cara est� preso e vai pra cadeia.

� assim que funciona. Suas palavras, n�o minhas.

Vamos, tem que ser voc�.

Ela disse que estava l� porque disse a ela que tamb�m estaria.

N�o me diga que eu voltei e fiz tudo isso por nada.

Ele n�o atira?

-N�o, n�o atira. -Ele nunca atira?

-Nem quando foi pra cima dele? -N�o, n�o atira.

N�o atirou quando eu fui pra cima dele.

E pelo que Robert te disse, ele n�o fez essa noite.

Ele n�o tem essa coragem. Sabemos de tudo.

Certo? Somos videntes.

Mesmo assim, podemos ter cuidado.

Talvez possamos pegar a arma sem ele saber.

Certamente.

Ele deixa no caminh�o antes de entrar. N�o precisamos nem...

...mas se faz voc� se sentir melhor... -Qual o problema com as nossas m�os?

Como assim?

Por que n�o podemos escrever como pessoas normais?

N�o sei. Consigo ver as letras.

Sei como deveriam ser. Mas n�o consigo fazer com que minha m�o escreva bem.

Tente escrever com a esquerda. Com a minha, fica a mesma coisa.

Adivinha que dia � hoje.

N�o, n�o. � o anivers�rio do seu amigo Robert.

Ele diz que gosta de discos, ent�o comprei O Melhor de Bread.

N�o, discos de verdade, de vinil.

Posso dizer com certeza o que fiz essa noite quando era minha vez.

Mas acho que de nada serviria, porque o que o mundo se lembra...

a realidade, aparentemente o que conta � a �ltima revis�o.

Quantas vezes Aaron levou...

j� que ele fazia o ciclo das mesmas conversas...

a fazer a sincroniza��o labial continuamente?

Quantas vezes levaria at� fazer corretamente?

3? 4?

20?

Decidi acreditar que s� mais uma j� bastaria.

Quase posso dormir de noite se s� tiver mais uma.

Lenta e metodicamente, ele reconstruiu um momento perfeito.

Pegou das redondezas o que precisava...

e transformou em algo mais.

E uma vez que os detalhes haviam conseguido sucesso...

n�o haveria mais nada a fazer a n�o ser esperar pelo conflito.

Talvez o debate obrigat�rio do �ltimo minuto...

at� que os ru�dos do quarto se agravassem em p�nico...

e gritos de fundo enquanto o atirador entrasse.

E eventualmente, ele deve ter feito perfeitamente e deve ter sido lindo...

com todos elogios e adora��es que merecia.

Ele provavelmente teria salvado vidas, no fim das contas.

Quem sabe o que teria acontecido se ele n�o estivesse l�?

Sei que as coisas est�o mal, certo?

Sei que n�o concorda com o que eu fiz.

Sei que est� chateado.

E para ser honesto, tamb�m n�o estou muito feliz com voc�.

Mas sabe que isso vai passar. Vamos l�.

Vamos para algum lugar onde n�o falemos o idioma.

Aaron, n�o temos dinheiro aqui...

e ter�amos que roubar nossos passaportes.

Dinheiro? Ganharemos dinheiro.

Tem apostas em Las Vegas. March Madness.

Ganharemos o bastante em uma noite para financiar milhares de f�rias.

Passaportes. Sabe que eles n�o est�o usando o deles mesmo.

Vamos. Estou pensando em Star City.

Verifique os campos de treinamento dos cosmonautas.

Vou ficar aqui.

Por qu�?

Eles ir�o construir suas pr�prias caixas qualquer dia.

E o seu j� sabe o que eles constru�ram.

N�o vai poder observ�-los para sempre.

A caixa que Abe est� construindo n�o funcionar�.

Ele conectou errado.

E se eles consertarem isso...

eu come�arei a tirar partes. � s� um dispositivo.

N�o funciona mais.

Sua dupla dir� que eles t�m que continuar com outra coisa.

E a minha ir� concordar. Eles s�o amigos.

Vai ficar? Por qu�?

Por qu�? Vejamos, por que Abe iria ficar?

Que motivo poderia haver para que esteja aqui?

Suponho que n�o ir� fazer isso, certo?

Escuta, por que n�o pega Kara e Lauren e as coloca na caixa...

e a� voc� e Aaron pegam um jogo e voc� deixa de aliment�-lo.

-N�o volte. -Peguem um jogo e um hemisf�rio.

N�o houve um motivo de mostrar a voc� do que eu sou capaz...

mas vou te falar agora. Saia daqui.

Fa�a o que voc� quiser. N�o posso par�-lo de forma alguma.

Mas n�o volte pra c�...

e n�o chegue perto delas.

De ningu�m.

Agora que paguei qualquer d�vida que pudesse ter com voc�s...

voc�s sabem tudo que eu sei.

Minha voz � a �nica prova que ter�o da verdade de tudo isso.

Poderia ter escrito uma carta com a minha assinatura...

mas minha letra j� n�o � mais a mesma.

Talvez tiveram a desenvoltura de gravar isso.

Essa � sua prerrogativa.

N�o voltarei a entrar em contato.

Bom dia.

Cada meio metro.

Por todos os lados.

E se procurarem, n�o me encontrar�o.

Tradu��o e sincronia por Vitor Morales Equipe VL

Revis�o: Kleen

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