All language subtitles for Nell [XViD ITA] - 1994 - con Jodie Foster.pt

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Original subtitles

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Senhora Kelty?

Senhora Kelty?

Voc� n�o precisa de mim, Sr. Baring.

S� est� desperdi�ando meu tempo de novo.

Sabe onde estou Nada de dan�a de sal�o!

Reconhece que ele devia estar no hospital?

N�o, minha senhora. O meu conselho � que

n�o se aproxime daqueles lugares a n�o ser que lhe paguem um mont�o de dinheiro.

O teu pai tem 87 anos, Janet. D� apoio a ele.

N�o se preocupe, eu n�o vou a lugar algum.

Tenho andado � sua procura por todo o lado, Jerry.

- Se cuida. - Sim.

- Obrigado por ver o papai. - Sem problema.

O Billy Fisher encontrou-a. Ele entrega mercadorias l� para aqueles lados.

Acho que ela � aquilo a que se pode chamar de eremita.

Falou de um modo engra�ado tamb�m. Qualquer coisa como...

S� um dos lados do rosto dela � que estava funcionando.

Experimenta falar com um lado s� do seu rosto.

Conseguiu v�-la?

S� uma vez. Quando me mudei para c�.

Pareceu-me que ela estava bem.

Claro, viveu a sua vida sem ningu�m pra chatear.

N�o sabia que havia gente vivendo t�o longe.

Bem, e n�o h�. S� a velha Sra. Kelty.

Meu Deus.

� lindo.

Bem, olha para aquilo.

Deitou-se sozinha... dobrou os bra�os e morreu.

N�o parece que tenha morrido h� muito tempo.

N�o...

Com este calor, saber�amos se ela tivesse morrido h� mais de um dia.

Bem... alguma coisa com que eu deva me preocupar?

N�o que eu tenha reparado.

Parece que ela n�o sa�a h� muito tempo.

Bem, assim parece. A �ltima vez que eu a vi na cidade foi h� mais de um ano.

Isto existe?

Sem eletricidade, sem telefone... sem �gua canalizada.

Vivia aqui sozinha?

Bem, � isso que os eremitas fazem, Lovell.

Vivem sozinhos e morrem sozinhos.

Peterson para base Robbinsville.

Vamos embora!

Vamos voltar pra civiliza��o.

O Billy Fisher encontrou-a quando entregava mercadorias?

Sim, isso mesmo.

Depois falo contigo.

Ol�.

Est� tudo bem, n�o vou te machucar.

- Para tr�s! - O que foi?

- Para tr�s! - O que se passa Jerry?

- Guarda a arma. Deixa-a em paz. - N�o toque na minha arma, Jerry.

- V�, vamos l�. Anda. - O que foi?

- Sai. Ela est� assustada. - Est� assustada? Fogo! O que...?

Deus todo-poderoso!

Alguma vez ouviu falar de mais algu�m que vivesse aqui?

N�o, nunca.

- Est� bem? Se machucou? - Estou bem. Estou bem.

- Est� bem. - Cristo.

Vamos fazer isto como deve ser. Fica aqui. Vou voltar l� dentro.

Jerry, n�o posso deixar voc� entrar l�. Nem sequer sabemos o que � aquilo.

� um ser humano. E est� assustada.

Bem, o que voc� vai fazer?

Falar com ela. Se conseguir.

Por favor... n�o tenha medo.

"O Senhor trouxe-te at� aqui, forasteiro. Toma conta da minha Nell. Nell."

"Boa criatura. O Senhor est� contigo."

Viu isto? A doida da velha era dona de metade destes malditos bosques.

Que raio de trato � este?

O primeiro estranho que a encontrar vai tomar conta dela?

- Bem, isso quer dizer que � voc�, Jerry. - Oh, claro. Era s� o que me faltava.

Bem, "O Senhor te trouxe at� aqui". Est� a�.

Voc� me trouxe at� aqui!

Bem, quer que o Senhor tome conta de ti ou n�o?

A �ltima vez que vi o Senhor foi na Igreja no dia do meu casamento.

E v� s� no que deu. Vamos embora.

Bem, ela j� atingiu definitivamente a maioridade.

Portanto acho que devemos notificar o Servi�o de Prote��o a Adultos.

Ela n�o precisa de um assistente social. Precisa de uma cela acolchoada.

� aquilo que eu chamo uma senhora com graves dist�rbios.

Receio que isso seja problema seu, Jerry.

Obrigado.

Bem, "O Senhor te trouxe at� aqui, forasteiro".

Est� tudo bem. Est� tudo bem. N�o faz mal, se acalma. Est� tudo bem.

Se calma, se acalma.

Est� tudo bem, se calma.

N�o! Whackie!

N�o. Se acalma.

Entre.

Nicole, quer cantar ent�o "Open Shut"?

Dra. Olsen?

Podia fechar a porta, por favor? Obrigado.

Disseram-me que eu podia vir aqui.

O meu nome � Jerry Lovell. Sou m�dico de fam�lia em Robbinsville.

Ol�.

Esta � a minha assistente, Diane.

E o que posso fazer por voc�?

Bem... gostaria de uns conselhos.

Esta... esta mulher fala uma linguagem desconhecida?

A m�e dela estava paralisada de um dos lados.

Aparentemente sofreu uma s�rie de ataques card�acos.

� poss�vel que a garota tenha distor��es na linguagem.

Distor��es de linguagem e n�o uma linguagem desconhecida.

Eu sei. � mais do que isso.

Bem, quero v�-la imediatamente.

Que tal logo de manh�? �s nove?

Obrigado. Se n�o estiver muito ocupada.

Bem, n�o h� pessoas conhecidas vivendo perto de Kin.

A Violet Kelty era t�o solit�ria quanto uma alma pode ser neste mundo.

- Exceto que n�o era.

Bem, aquela "criatura" oficialmente n�o existe.

Todd?

Veja o que me diz disso.

MULHER ATACADA AP�S A MISSA CIDAD�OS INDIGNADOS PELO ESTUPRO

Onde � que ela est� agora?

Vou j� pra a�.

Obrigado, Sally. Desculpa o inc�modo.

Acha que foi por isso que ela engravidou? Estupro?

Tenho que ir.

- A Mary, n�o �? - Sim.

A minha Mary.

Vai ficar bem, querida. Ele est� a caminho. Ele j� vem.

Obrigado, Sally.

Est� tudo bem, querida. Est� tudo bem. J� estou aqui.

Porque voc� est� chateada?

Vamos... vamos. Pronto.

Muito bem, pessoal, o show acabou.

- Voc�s est�o bem? - Sim, j� passamos por isto outras vezes.

Ol�.

Voc� me encontrou.

Cedo.

Sim, nunca me atraso.

N�o est� um dia ruim.

O que aconteceu com ela?

Nada e tudo.

Acontece de vez em quando.

- H� alguma causa? - Quer uma lista? � a vida.

Mas ela tem mais sorte que muitos. Ela tem um bom marido.

Pronta para ir para o mato?

O que as pessoas fazem aos seus filhos. Jesus.

Ela n�o se comporta assim quando est� sozinha.

Os estranhos a assustam.

Como sabe?

Tenho observado ela.

Ela esteve completamente isolada. Possivelmente retardada mental.

Uma amostra de sangue detectar� doen�as de inf�ncia

qualquer tipo de dist�rbio metab�lico.

Voc� trouxe um kit de emerg�ncia?

Acha que ela se vai sentar e me deixar espetar uma agulha nela?

Eu seguro ela.

Est� tudo bem, querida. Est� tudo bem.

Vai!

Vai!

Se tiver raz�o... e trata-se de um grande "se"...

Se ela nunca deixou essa cabana ou essa parte da floresta,

nunca conheceu ningu�m al�m de sua m�e...

nunca viu nenhuma das imagens do mundo moderno,

nunca viu um carro, uma televis�o, uma arma, uma barra de chocolate...

nunca escutou rock'n'roll... Mas disse que ela � capaz de falar.

Sim, mas � uma esp�cie de linguagem s� dela.

Bem, j� n�o temos uma verdadeira crian�a selvagem neste pa�s h� 60 anos.

Ela n�o � uma crian�a selvagem.

� s� uma forma de abreviar, Dr. Lovell.

Ela n�o � uma crian�a.

N�o. Isso � o que torna este caso t�o excepcional.

Eu sei que este n�o � o seu campo,

mas deixe que lhe diga com o que estamos lidando.

Alguns aspectos muito importantes.

De que modo se formou a sua personalidade? N�o sabemos.

O que � inato, e o que foi aprendido? N�o sabemos.

Qual a influ�ncia da parte da m�e? N�o sabemos.

Porque voc� n�o pode pegar uma crian�a e cri�-la num laborat�rio...

monitorizar e controlar toda a influ�ncia... - Voc� quer cri�-la num laborat�rio?

Cri�-la num laborat�rio? N�o.

O Dr. Lovell acha que voc� vai criar um Frankenstein, Al.

Bem... est� bem.

Deixe-me perguntar-lhe o seguinte, Dr. Lovell.

Ela consegue sobreviver sozinha?

Bem...

n�o sei.

Est� bem, suponhamos que ela n�o consiga.

Quem vai olhar por ela? Voc�?

Eu? Por que eu?

Muito bem, quem se candidataria?

Posso-lhe dizer o seguinte:

Ser� algu�m com segundas inten��es.

Todo mundo que se preocupa com algu�m tem segundas inten��es.

At� a Madre Teresa.

Ela quer que a sua vida tenha servido de alguma coisa para os outros.

E eu tamb�m.

Com licen�a.

"Crian�as selvagens..."

"Crian�as dos lobos..."

Merda.

Sim, estou indo.

Bem, Lovell, te acordei?

Ei, Todd. N�o h� problema. Dormi demais. O que foi?

Preciso de uma ordem de compromisso que acabou de ser emitida para a Nell.

O que isso quer dizer?

Bem, quer dizer que v�o lev�-la.

� uma ordem do tribunal, Jerry. Tenho que cumprir.

Quando, agora?

Bem, � o que diz.

Pode me dar um tempo?

Posso, at� depois do almo�o.

Tente fazer com que seja um longo almo�o, sim?

E ent�o, o que tem a dizer, Don?

N�o se pesca hoje?

Todd.

Pe�o desculpa por isto, Jerry.

Ol�.

Bem, viemos... buscar a Nell.

Sim, ouvi dizer.

Tenho a ordem do tribunal.

Sabe que � o melhor para ela, certo?

Perguntou pra ela?

Bem, sabe que isso � imposs�vel.

Diz pra eles, Don.

Bem, eu tenho aqui uma ordem do tribunal que diz...

que se n�o tiverem o consentimento da Nell, estar�o violando os direitos dela.

E se fizerem isso, eu processo voc�s at� o Supremo Tribunal.

Como � que ela pode dar consentimento?

Nem sequer fala ingl�s!

Se ela n�o fala ingl�s, tem de dar o seu consentimento atrav�s de um int�rprete.

Que int�rprete? Isso � loucura!

N�o h� ningu�m que fale a sua linguagem!

Ent�o acho que algu�m ter� que aprender.

A vis�o do Dr. Lovell parece ser a de que o habitat natural desta mulher �...

uma cabana primitiva no cora��o da floresta. Bem, eu tenho uma vis�o diferente.

Eu vejo... uma v�tima de abuso... e negligenciada...

Eu vejo uma mulher adulta de quem foi roubada metade da sua vida.

A sua m�e nunca lhe deu outra alternativa. N�o estar� o Dr. Lovell fazendo o mesmo?

Escondendo-a como o seu animal de estima��o privado, na floresta?

Todos n�s sabemos o que acontece nestes casos incomuns, Sua Excel�ncia.

Tem-se um ano de fama.

Uma p�gina principal em alguns jornais acad�micos.

E depois passam o resto das suas vidas numa institui��o do estado...

abandonadas... pelos pr�prios doutores e cientistas que disseram estar ajudando-as.

A Nell tem uma casa. Tem uma vida. N�o est� pedindo qualquer tipo de ajuda.

Por isso devemos nos certificar se ela precisa de cuidados... antes que estes cuidados a matem.

Se alguma vez ela deixar aquela cabana,

vai necessitar de conhecimentos que ela n�o tem.

Como � que sabe que ela quer deixar a cabana?

Acha que essa � a melhor vida que podemos dar a ela?

Acho que n�o cabe a n�s decidir sobre a vida dela.

As pessoa podem ajudar umas �s outras, Dr. Lovell.

N�o temos de fazer tudo por nossa conta.

Est� bem, acho que estou entendendo o quadro.

Eis o que eu vou fazer:

Vou adiar a minha decis�o por 3 meses.

Esse tempo deve ser utilizado com o prop�sito de observar e avaliar.

E espero que ao fim desse tempo, este tribunal seja melhor informado.

Tem certeza que consegue viver desta maneira?

N�o vejo um aparelho de ar condicionado.

Sente-se bem respirando ar puro?

Uau! Quem est� pagando este pal�cio flutuante?

O meu departamento. Este projeto � de alta prioridade.

Aposto que sim.

Quanto tempo � que vai ficar?

Tr�s meses.

N�o tem nada pra fazer?

Pode esperar.

Quanto tempo � que vai ficar?

N�o sei.

Bem, os seus pacientes n�o v�o sentir a sua falta?

Tenho algu�m para me substituir. Todo mundo � substitu�vel.

Portanto parece que vai ser a professora deste caso, n�o?

Claro, por que n�o?

Olhe, eu estou aqui para fazer um trabalho.

Tudo o que me ajudar a faz�-lo, por mim est� bem.

Se voc� que dar uma de escoteiro, v� em frente...

mas agradeceria se pudesse dar o seu melhor para n�o acabar com ele.

O que � isto tudo?

O que � que parece?

Nunca me falou nada sobre c�meras de v�deo.

Bem, � o m�todo menos invasivo de observa��o.

E como � que ligou isto tudo?

Bem, ela estava dormindo. Dorme quase todo o dia.

Importa-se que eu me vista?

Ol�.

Eu sou o Jerry.

Voc� � a Nell. Eu sou o Jerry.

Eu.

Eu. Isso mesmo. Jerry.

Voc� � a Nell.

Isso mesmo. Isso mesmo.

Isso mesmo.

Ela tem um Eu objetivo e um Eu subjetivo que eu...

eu nunca tinha visto uma proje��o t�o perfeita.

Aquilo � "Ei, sou eu no espelho".

Poderia se pensar que seria o contr�rio.

Mas aquele � um "Ei" exterior. Como se ela deslocasse a ela pr�pria.

Fez algum teste?

S� o teste de sangue, e n�o tem nenhum problema.

Temos que fazer testes de compet�ncia antes da audi�ncia judicial, mas...

Eu diria que ainda � cedo demais.

Gostaria que ouvissem esta linguagem que ela fala.

O que significa este gesto?

N�o sei. � algo do g�nero de auto consolo.

Ela o fez enquanto dizia "Mei".

Voc� devia explicar que a degrada��o da fala � enganadora.

Exato. A m�e era af�sica,

mas as formas de palavras individualizadas... digam-me voc�s.

Incr�vel.

Se importa se eu falar?

Gosto de ficar aqui.

� um lugar tranquilo.

Voc� � que sabe, Nell.

Se viver com pessoas, vai ter problemas.

Primeiro te alisam...

e depois te deixam, n�o �?

Nunca se sente sozinha, Nell?

Eu tamb�m nunca tive irm�os, nem irm�s.

"Muito incomum para uma fam�lia irlandesa, Dr. Lovell".

Ah sim, pode crer.

Deus... havia uma fam�lia que vivia ao lado.

Os Connors. Os Connors... Tinham sete filhos. Sete.

Sempre gritando e berrando, e divertindo-se.

Eu olhando...

por cima de uma cerca, atrav�s de uma janela.

Ou�o m�sica. Uma banda.

A parada vinha pela rua abaixo.

Eu estou nas escadas da frente.

A Jamie Connor me agarra e me puxa para a rua.

"N�o, n�o, n�o, n�o, n�o". O meu cora��o faz ba-boom, ba-boom, ba-boom.

A banda faz bum-bum-bum, bam, bam-bam-bam, bam.

Mas eu estava t�o animado. A Jamie agarrou minha m�o.

Faz�amos assim. Outro garoto agarrou minha outra m�o, a banda logo atr�s de n�s.

Se voc� estiver perto de uma banda, vai saber.

Estou marchando, estou com os outros garotos. N�o estava sozinho.

Sabe o que eu estou falando?

N�o est�vamos falando.

S�... s�... aproveitando este esp�rito maravilhoso.

Viu aquilo?

- Sim, vi. - Viu?

- Ela falou comigo!

- Eu sei. - Levanta sua m�o.

- Eu n�o pedi nada. Foi ela. - Eu sei.

- Sabe o que significa? - N�o!

Est� bem, olha o que eu estive pensando. A Nell fala ingl�s.

Ingl�s? Por favor.

Sim, pelo menos a maior parte do tempo. Olha.

Anda c�. Olha para isto.

Aqui s� existe uma palavra de "N�llico".

- Soa-me a an�lise de linguagem, Dra. Olsen. - Est� bem.

"Spee"(speak)... fala. "Af'ah"(after)... depois. Ela come consoantes.

Sim, mas... o que significa "chickbee"?

Ela diz, "Missa chickabee." O que � "missa"?

N�o sei.

Quando est� assustada diz "Tata, tata". O que � isso?

Ainda n�o sei.

Onde � que ela est�?

Olha pra aquilo.

- N�o dev�amos estar vendo isto. - Por que n�o?

Ela est� nua.

E?

Eu acho que ela � linda.

Acha que penso em abusar da minha rela��o doutor-paciente?

- Pensa? - N�o.

Porque eu acho ela linda n�o quer dizer que queira fazer sexo com ela.

Quero dizer, eu acho voc� linda, mas...

Obrigado.

Voc� sabe o que eu quero dizer.

Tudo bem.

- N�o, olha, n�o quis dizer... - Tudo bem. Sou uma garota crescida.

O que h� entre voc� e a Nell?

� como...

se n�o houvesse mais ningu�m no mundo.

Como se ela n�o... precisasse de ningu�m.

Ser� que conseguimos viver toda a nossa vida daquela maneira ou...

ser� que no fim ficamos loucos?

N�o entendo, Nell. O que, o que � "missa"?

Ah, entendi! "Missa"... pequeno.

Pequeno. "Erna"... grande.

Ent�o, ent�o o que � "t'ee"?

"T'ee"(tree)... �rvore. "�rvore ao vento"! Voc� � uma �rvore ao vento!

Nell, Nell. Me mostra "t'ee".

Vai, me mostra "t'ee". Me mostra as �rvores.

V� l�, Nell, vai ser divertido.

Vamos. Vamos nos divertir.

- Tata! - Tata?

Tata!

Tata. O que...? Tata? Voc� tem medo?

Do que tem medo, Nell?

O que significa "eva'dur"?

Voc� est� bem?

"Missa"... pequeno.

"Erna"... grande.

"Tata"... batata. Estou brincando.

Assustada... "tata"... assustada. "T'ee"... �rvore.

Bem, h� quanto tempo ela est� ali?

Desliga isso.

Desliga isso!

Que diabos pensa que est� fazendo?

Ela nunca ouviu m�sica.

- �s vezes as pessoas fazem coisas! - Pensou nisso?

Chama-se impulso.

- Chama-se fazer o que quer... - Devia experimentar um dia destes!

quando quer e n�o querer saber de mais ningu�m!

E eu ultrapassei essa fase quando tinha seis anos!

Que merda � aquela?

O que foi?

O que... o que � que foi embora?

A palavra do Senhor. Eu vou buscar. Eu vou buscar!

Est� a salvo.

Desculpa. N�o dev�amos ter levado.

Quer... quer que eu leia pra voc�?

"Uma simples na��o, um povo... mergulhado em iniquidade, origem de malfeitores..."

"crian�as que s�o corruptas..."

"esqueceram-se do Senhor."

"Provocaram a..."

Eva'dur...

"A origem de malfeitores."

Nell.

Nell.

Mostra pra mim "eva'dur".

Nell.

Nell?

Nell. Nell.

Mostra pra mim "eva'dur". Mostra pra mim.

Mostra pra mim "eva'dur".

Est� tudo bem.

Nell, Nell... o "eva'dur" te bate assim?

Skoo'? "Skoo" na barriga?

Skoo'!

Skoo'?

Bem, imagine que o seu �nico encontro com um homem foi terrivelmente violento?

Estupro. Diria � sua filha que eles eram monstros. Malfeitores.

- "Eva'dur." - Meus Deus, claro!

Ia querer avis�-la daquilo que eles fazem.

Acho que a Violet contou � Nell sobre o estupro.

Claro. Mas como?

"Skoo'inna belly." Faca na barriga. Desculpa.

Espeto.

A Nell te contou isso? - Sim!

Bem, isso pode ser o que a impede de sair durante o dia.

Uma fobia deliberadamente provocada.

E por que seria mais prov�vel que ela seja estuprada durante o dia?

Bem, n�o �, mas � mais prov�vel que ela seja vista durante o dia.

E... a Violet n�o queria que ningu�m visse a Nell.

Sim. Concordo.

Ent�o...

Como lidamos com as fobias?

Fazemos eles enfrentar aquilo de que t�m medo?

Neutralizamos o seu medo?

Podemos fazer isso.

Ei, n�o muito r�pido.

- Voc� � um homem. � um "eva'dur". - N�o, n�o sou.

Sim, sou um homem. Sou... sou um "ga'inja"!

Ga'inja.

Anjo da guarda! Sou o seu anjo da guarda!

Bem, isso � fant�stico. Agora voc� tem que ajud�-la.

Je'y!

Vamos. Quero voc� aqui bem do meu lado.

- Quer que te acompanhe? - Para que fique registrado. Venha.

Est� bem.

Agora � uma altura t�o boa como qualquer outra.

- Aviso ela, ou o qu�? - Vai l�. Age naturalmente.

Acredite em mim, n�o � uma coisa legal.

Se vira.

Ele n�o vai te machucar.

Quem � a Tirzah?

Bom, n�o?

Je'y!

O que foi, Nell?

Estes?

Vem busc�-los.

Anda.

- Je'y! - O que foi, Nell?

Bem, vamos. Ningu�m vai te fazer mal.

Vem buscar alguns.

V�? N�o h� malfeitores. S� eu.

Vamos, assustada. Vamos!

Bem, o que � que fazia naquele celeiro?

A Mulher Selvagem do Lago Coweeta!

N�o h� nenhuma mulher selvagem.

N�o h�?

- Bem, que tipo de selvagem? - Era como um animal.

- N�o tinha roupa nenhuma? - O rabo completamente nu!

E faz como um c�o.

Como est�o?

O que � que foi?

Disse que viu uma mulher selvagem no bosque.

E se vi?

- Bem, estaria interessado. - Bem, estaria interessado.

Como � que se chama?

Pop qu�?

- Pipocas (popcorn), Je'y. - Pipocas.

- O que est� fazendo? - Estou trazendo ela aqui pra fora durante o dia.

- Ela n�o � um c�o, pelo amor de Deus. - Funciona, n�o funciona?

- Bem, sim, mas... - Est� se divertindo.

Acabou de descobrir as pipocas. Agora pode ir ao cinema!

Nell?

Nay tata. Reckon?

Eu sabia que ela ia gostar.

T'ee... t'ee ao vento!

T'ee... t'ee ao vento!

Nell!

Nell!

Droga!

Je'y?

Anda 'er Mi'i!

Onde est� "Mi'i", Nell?

Mi'i inna missa feliss.

Missa feliss?

Vamos.

Nell.

Meu Deus.

Mi'i!

Mi'i!

Mi'i caminha com o Senhor.

Mi'i caminha com o Senhor.

O Senhor!

Se-nhor.

� isso.

Reckon.

� a sobrevivente de um par de g�meos id�nticos.

� da� que vem a linguagem privada. � uma linguagem de g�meos.

- E este gesto repetitivo? - Isso mesmo.

Ent�o, h� quanto tempo morreu o g�meo?

Bem, acho que entre os 6 e os 10. Estamos falando de cerca de 20 anos, pelo menos.

Queremos ela aqui, Paula. Logo depois da audi�ncia judicial terminar.

O Jerry acha que ela deve ser deixada onde est�.

- Jerry? - O Dr. Lovell.

Sabe, Al, a Nell tem o seu pr�prio modo de fazer as coisas.

Diria que ela � capaz de se virar bem sozinha.

Deixa eu te dar uma pequena... vis�o do futuro, Paula.

Um dia, alguns... caminhantes ou pescadores v�o sair...

daqueles bosques com uma hist�ria sobre uma mulher selvagem.

E... isso vai trazer os jornalistas. E os jornalistas v�o trazer as multid�es.

As multid�es v�o trazer os apresentadores de programas de TV.

A Nell vai ter que contratar um advogado...

um agente, um diretor e tr�s guarda-costas.

Acha que ela vai aguentar isso?

Ol�?

Tem algu�m em casa?

Ol�?

Tem algu�m em casa?

Ol�.

Mike Ibarra. Sou um jornalista. Do Charlotte Tribune.

Ouvi dizer que mora aqui.

Bem, eu, eu espero que n�o se importe de eu aparecer.

Olha, �... n�o faz mal se eu... eu tirar uma fotografia?

J� viu uma destas?

Chama-se m�quina fotogr�fica, veja, e...

eu olho para ti... atrav�s desta pequena janela aqui, v�? Agora...

Estou olhando pra voc� atrav�s desta... janela, e...

N�o, est� tudo bem. � s�rio. Est� tudo bem...

Se machucou ela, est� morto!

Olhe, n�o toquei nela! S� tirei uma fotografia.

� jornalista?

Do Charlotte Tribune.

Est� bem. Desculpa. Acho que exagerei.

Olha, sou o m�dico dela. Me faz um favor, sim? Esquece que a viu.

Mike Ibarra.

Lovell.

Bem, � assim, Dr. Lovell.

Eu sou um rep�rter.

Sim, bem... ache outras not�cias. Viu como a assustou.

Nell? Est� bem?

- Nell? - Ela chama-se Nell?

Chama-se Nell? Chama-se Nell?!

Porque � que ela n�o pode ser deixada em paz para viver como ela preferir?

Sabe porqu�. Assim que souberem, poderemos come�ar a vender entradas.

Ent�o, o que faremos? Constru�remos um muro em volta do bosque?

Bem, talvez ela tenha que ir para outro lugar.

- Como por exemplo? - Um lugar onde possa ser protegida.

Como uma unidade psiqui�trica, talvez?

Ent�o qual � a sua sugest�o? Coloc�-la num hotel?

O Al Paley � o melhor na �rea.

Ainda bem. Deixe-o na sua �rea. A Nell n�o precisa dele.

- Ent�o de quem � que ela precisa? De voc�? - Ela podia estar pior.

Bem, o que tem pra oferecer? Qual � o seu grande plano para a Nell?

Eu n�o fa�o planos. Isso � o seu jogo. Seu e do Al.

Vai jogar ele para outro lado, e nos deixa fora dele.

Oh, agora � "n�s" �? Jerry e Nell, o casal feliz?

O que voc� sabe sobre casais felizes?

Bem, o que voc� iria saber sobre a Nell?

Passei mais tempo com ela do que voc�.

Ah, sim, eu reparei.

O que isso quer dizer?

Alguma vez se perguntou por que gosta de estar tanto com a Nell?

Lindo! L� vamos n�s de novo!

N�o � propriamente uma mulher crescida, ou �?

N�o � exatamente uma amea�a. N�o faz quaisquer exig�ncias.

Quer saber qual � o seu problema?

- Eu te digo qual � o seu problema. - Tudo o que um homem quer!

- � a perita sobre homens, certo? - Voc� n�o � um homem.

� apenas uma mancha!

O que fez, leu um livro sobre o assunto?

Deus!

Est� bem, Nell. Est� tudo bem.

Nell, Nell, Nell. Est� tudo bem, est� tudo bem. Nell.

Diz qualquer coisa. Faz ela sentir que est� tudo bem.

Paa' fala Je'y.

A mam�e gosta do papai, � s�rio.

Aquilo que eu disse h� pouco...

Desculpa, exagerei.

- Tudo bem. - O que eu sei?

Ent�o, o que vamos fazer com a Nell?

Ela vai ter que fazer um tipo de teste de compet�ncia antes da audi�ncia judicial.

Esses testes n�o provam...

Eu sei.

Est� na hora de mostrar a ela o mundo grande e malvado

e ver como ela reage.

Est� bem. Fica quieta.

Ol'a, Je'y. Co'o a Paao'.

Devagar.

Est� tudo bem. S� faz barulho, Nell.

Mam�.

Chegamos, Nell.

- Ent�o, o que me conta, Jerry? - Ol�, Todd.

Conhece a Dra. Olsen.

- Sim. Ol�. - Como est�.

- Olhem s�. - Nell, este � o Xerife Peterson.

Bem vinda a Robbinsville.

Como tem passado, Todd? Bem?

- Tranquilo. J� esteve pior. - Ol�, Mary.

Ol�. Isto tudo � novidade pra ela.

Est� assustada?

Est� assustada?

Dormiu bem l� em cima nas montanhas?

J� n�o tenho a idade que tinha.

Bem, � melhor irmos andando. Parece que est� fazendo um bom trabalho, Jerry.

� s� o come�o.

N�o vou te dar isto.

Nunca comeu lixo como este e n�o � agora que vai come�ar.

N�o se lembra de ter comido doces quando era crian�a?

Aos s�bados de manh�, rasgando uma embalagem de Milky Way?

A primeira explos�o de absoluta do�ura? N�o h� melhor.

- Certo, Hazel? - Sim.

- Ainda tem todos os seus dentes? - Sim, a maior parte.

Onde est� a Nell?

Nell?

Nell?

Nell?

Nell?

Jim!

Encontramos uma mulher selvagem.

De carne e osso.

Bem, o que ela quer?

Eu te digo. Acho que quer um pouco de a��o.

For�a, Billy.

Oi, querida.

Posso fazer alguma coisa por voc�?

Vai ter que me desculpar. Corrija-me se estiver enganado.

Miss... Miss Coisa Selvagem, mas voc�...

Voc� n�o entende uma palavra do que estou dizendo, n�o?

Exatamente.

N�o entende uma palavra do que estou dizendo, n�o?

Exatamente.

E est� ficando bem quente aqui dentro, Jim.

Por que n�o me excita?

Me excita, isso mesmo. Isso mesmo.

Quer... quer me mostrar alguma coisa?

Quer me mostrar os pei...? S�o peitinhos. Consegue dizer "peitinhos"?

Pe... peitinhos? Peitinhos?

Isso mesmo, balan�a eles. Isso mesmo, d� a volta. Isso.

Assim que �. D� a volta, faz a dan�a dos peitinhos.

Isso mesmo. Tive uma id�ia! Quer ver o meu corpo? � isso que quer?

Peitinhos! Peitinhos!

Vamos fazer a dan�a dos peitinhos! P�e o seu peitinho esquerdo...

P�e o seu peitinho direito... N�o, n�o... P�e o seu peitinho direito na...

Nell?

Nell!

O que est� havendo aqui?

O que fez com ela?! O que fez com ela?!

N�o h� necessidade de viol�ncia. Olhe s� pra ali.

Ela � doida.

Nell, vamos. Nell, vamos. Vamos embora, vamos embora.

AMOR, SEXO E ROMANCE

- Continua a olhar pra ele? - Sim.

Os seus pais fizeram isto contigo?

Deve estar brincando comigo. A minha m�e morreria se me dessem um livro daqueles.

De maneira alguma.

Ent�o, como aprendeu?

Vamos. Conta para o Dr. Lovell.

Colegas na escola.

E voc�?

- Bem. - Vamos, n�o seja t�mido. Vamos.

Paredes dos banheiros.

- Paredes dos banheiros? - Je'y?

Nell?

Como chama isto?

Bem, fazer amor.

- Bem, n�o exatamente.

Paa'?

Sim, � isso mesmo. Isso � o Jerry e a Paula.

Fazendo amor.

Deve ajudar a Nell se parecer que n�s estamos saindo um com o outro.

Por isso � que a deixei associar as imagens conosco. Espero que n�o se importe.

N�o.

As pesquisas mostram que as crian�as que v�em

os seus pais tendo uma vida sexual saud�vel...

crescem tendo eles pr�prios boas rela��es sexuais.

S� dizem isto?

Sim. S� isto.

Os seus pais tinham uma boa vida sexual?

Tr�s hip�teses.

O que deu errado?

O meu pai saiu de casa quando eu tinha treze anos.

A minha m�e continua a n�o saber o porqu�.

Ela estava sempre rindo, sorrindo.

Supunha-se que viv�amos todos bem.

O meu pai gostava de pessoas alegres, e ela era alegre pra ele.

Ficou t�o magoada. Merda.

Sabe o que eu detesto?

O modo como todos estamos...

estamos todos presos nestes ciclos, que se repetem constantemente.

N�o me parece que esteja repetindo o mesmo padr�o.

Oh, claro. Estou s� vivendo o outro lado da...

moeda, certo? Ningu�m vai me magoar...

por isso eu n�o...

Eu n�o sinto nada.

Mesmo quando � isso que eu quero.

Merda!

Nell, o que... Est� acontecendo alguma coisa?

'Aaa'uma 'oisa?

'Aaa'uma 'oisa?

Donan kee.

Eu n�o estou, n�o estou chorando.

Que diabos. Sim, estou.

Paula?

Paula?

Voc� est� bem?

�tima.

Quer vir?

Bem, � um bom passeio.

NELL: MULHER SELVAGEM ENCONTRADA NOS BOSQUES

Vi nas not�cias da TV l� na cidade. N�o v�o demorar muito tempo.

Ou�am isto.

"A mulher selvagem nunca gastou um d�lar na sua vida, mas vale milh�es".

Onde � que v�o buscar esta merda?

Temos que lev�-la daqui.

O hospital.

Sabe que � o �nico lugar onde eles n�o podem apanh�-la.

Saiam daqui! Levem a porcaria dessas c�meras daqui!

Saiam daqui!

Deixe-a Mary. Temos que ir.

Nell, me escuta. Me escuta, Nell. Temos que ir embora. S� por uns tempos.

Nell. Sei que est� assustada... mas estarei contigo,

farei com que fique a salvo. Prometo.

Nell... Jerry ga'inja.

- Je'y ga'inja. - Isso mesmo. Vamos.

Vamos, temos que ir.

Est� bem?

Se segura.

Com licen�a.

Estamos quase l�. Estamos quase l�.

Nell. Nell. Nell. Est� tudo bem.

Vai ter que carregar ela.

Vai ficar tudo bem. Vai ficar tudo bem...

Vai ficar tudo bem.

Est� tudo bem... Nell.

Est� tudo bem... Nell!

Nell!

Est� bem, est� bem, deixa a gente levar ela. Cuidado, cuidado.

Calma, espere! Vamos l�...

Pra tr�s! Pra tr�s!

- Acalmem-se, todo mundo quieto! - Nada de sedativos.

N�s n�o queremos todo mundo aqui.

Pode entrar pra v�-la assim que estiver.. calmo.

Vamos, Nell, � o Jerry.

Este n�o � o seu comportamento normal.

H� semanas que ela n�o se passava desta maneira, Al. Voc� viu as fitas.

Isto n�o me alegra nada, Paula.

Ela est� fora do seu ambiente familiar.

Voc� teve quase tr�s meses.

Quero ela aqui, para que possamos come�ar...

aquilo que j� dev�amos ter feito desde o in�cio.

Eu devia estar maluco para ter trazido ela aqui.

Ela precisa de tempo, Al, � s� isso.

Vamos.

Bem, temos o final de semana.

Talvez na Segunda-feira eu me sinta mais contente.

Ou talvez n�o.

Eles v�o apag�-la!

Mostra a eles como � realmente! Por favor.

O meu amado foi ao seu jardim

ao s�tio dos aromas, nutrir-se nos jardins

e colher l�rios. Eu sou do meu amado

e o meu amado � meu

ele alimentou-se entre os l�rios

"�s linda, � meu amor... como Tirzah..."

Isto n�o � autismo de baixo n�vel, est� mais do que visto.

Quero lev�-la daqui, Paula.

N�o podemos. S� mais um dia, � s�.

Acha que o juiz vai dizer que sabe mais do que o Al Paley?

- Eu vou lev�-la! - Jerry!

Vamos, vamos. Vai andar. Vai andar. A� vamos n�s.

Vamos. Vou te levar daqui para fora. Vou te levar.

Espere a�!

- Saia da frente! - Desculpe.

N�o, nem uma palavra.

Sim, eu sei.

Days Inn.

601, North Tryon. Quarto 221.

N�o, n�o vamos a lugar nenhum.

Nunca quis que fosse assim, Nell.

N�o sou o seu anjo da guarda. Desculpa.

Mas... Je'y feliss aw tye wi' Nell.

Mas acho que isso acabou.

Tu �s 'inda � meu amor, como Tirzah.

H� quanto tempo est� assim?

H� uma hora. Deitou-se e adormeceu.

Por que aqui?

N�o sabia para onde iria.

O que vamos fazer agora?

Tenho que lev�-la ao tribunal amanh� de manh�?

Sim.

Ent�o � isso.

Merda.

Eu podia...aceitar se ela me dissesse alguma coisa.

Qualquer coisa menos este sil�ncio.

A Nell est� no in�cio de uma jornada perigosa.

Podemos gui�-la nessa jornada

mas n�o podemos andar para tr�s com o tempo.

Ela n�o voltar� a ser novamente uma crian�a.

Mas, n�s n�o estamos aqui para escolher entre a sua nova vida e a antiga.

A sua nova vida j� come�ou.

A nossa tarefa hoje aqui � determinar qual a melhor maneira de a ajudarmos...

enquanto ela d� os seus primeiros passos em um mundo mais agressivo.

E na sua opini�o, Professor... a Nell precisa de ajuda?

Acho que n�o existe qualquer d�vida em rela��o a isso.

N�o acha que ela � capaz de tomar conta de si?

N�o, n�o acho.

O que ela fez nos �ltimos 3 meses?

A minha impress�o sobre os �ltimos 3 meses � que ela n�o obteve nenhum progresso.

O seu advogado ter� a oportunidade de colocar quest�es ao profe...

O que chama de progresso? Tornar-se algu�m como voc�?

N�o h� necessidade de partir para o ataque pessoal, Dr. Lovell.

Acontece que eu gosto da Nell, Professor.

Aquilo que voc� faz com ela me diz respeito, est� bem?!

Advogado, quer controlar o seu cliente?

Voc� e a Dra. Olsen ficaram emocionalmente envolvidos com a sua paciente.

Ela n�o � minha paciente! Ela n�o est� doente!

Ela tem convuls�es. Bate com a cabe�a contra a parede.

Pelo amor de Deus... era uma parede de vidro! Ela n�o a via!

Dr. Lovell, queira sentar-se.

Ela mostra v�rios sintomas da S�ndrome de Asberger...

Besteira! Ela n�o quer falar com voc�!

E quer falar com voc�, Dr. Lovell?

Dr. Lovell, sente-se!

Per... perd�o?

Dr. Lovell?

Je'y? 'ala pe'a Nell.

Ela diz que desde que a m�e faleceu est� sozinha.

Tem tido medo.

Todo mundo vive assustado, em todos os lugares.

O querido Senhor alivia as nossas l�grimas.

As nossas muitas l�grimas.

O nosso mundo tem... muitas pessoas, Nell. Pessoas que podem ser suas amigas.

Mas tem muitas coisas pra aprender.

N�o � isso que quer?

Voc�s tem grandes coisas.

Voc�s sabem grandes coisas.

Mas... n�o olham nos olhos uns dos outros.

E est�o... famintos de tranquilidade.

Tenho vivido uma vida simples.

Sei pouca coisa.

Conhe�o...

pessoas de quem gosto.

Sei que todo mundo se vai.

Todo mundo vai embora.

Sim... acho que sim.

N�o temam pela Nell.

N�o chorem por ela.

N�o tenho...

tristezas maiores que as vossas.

CINCO ANOS MAIS TARDE

A Ruthie continua a dormir?

Estamos quase l�.

Bem, todo mundo tem as suas coisas?

O que foi que eu lhe disse?

Come�a-se a comer e eles aparecem. Nunca falha.

Conseguimos! N�o acredito!

Feliz anivers�rio, Nell!

Feliz anivers�rio.

Como est�?

A pesca hoje n�o est� indo bem.

Nem vai se n�o ficar quieto.

O que est� usando, Don?

Old Spinner. Sabe que o Mister Bass n�o se compara.

N�o sei te dizer quantas vezes vi o Myrtle Jean, a Clara e o beb�...

Est� bom.

V� aquilo?

E pensar que era eu o grande acontecimento que ia mudar a vida dela.

Voc� n�o � a �nica.

Mas voc� mudou. N�o sabia? Voc� foi a primeira.

A primeira o que?

A precisar dela.

Nunca se esque�a disso.

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