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À direita, podem ver os famosos campos de bambu da Flórida.
Os pântanos ao nosso redor já foram cobertos de gelo.
PARAÍSO INFERNAL
Os Seminoles caçavam caimãs aqui.
Agora não há mais crocodilos aqui. Aliás, nem Seminoles.
Lá está nosso ancoradouro.
A International Adventure Co. agradece pela preferência.
Esperamos revê-los em outras de nossas excursões.
Enquanto esperam pelo ônibus, que tal uma bebida?
Coca Cola? Chá? Aqui está.
- Você tem batatas fritas? - Para você? Aqui está.
O ônibus chegará em breve. Tchau, até a próxima.
Clique. Esse pequeno som pode ser o início de uma aventura.
Uma expedição na Amazônia começou com um mero clique.
O som gravado de um isqueiro acendendo um cachimbo.
É o bastante para imaginar que ele ainda esteja vivo.
E se o assassinaram, deixaram que fumasse antes de morrer?
Um clique é mais que suficiente para começar.
Alô? Jemma, estava ouvindo sua fita.
Concordo com você, Korenz está mesmo vivo.
Entende agora porque falei sobre as provas?
Claro. Sua gravação é muito nítida. Nosso voo sai em breve.
Teremos o melhor avião e o melhor piloto.
Na verdade, ele é muito mais do que um mero piloto.
- Cheque os pneus e limpe as janelas. - Sim, chefe.
- E abasteça. - Sim, chefe.
- Cuidado ao estacionar. - Sim, chefe.
Esse carburador é novo! Está pensando em levá-lo também?
O motor está a fogo brando.
Quase fui parar no pântano. É melhor trocá-lo.
Quando você vai pagar? Semana passada foi o gerador!
- Na próxima, não levará mais nada! - Tenho que ir.
- O carburador! - Beleza!
A última parte.
Pete disse que devemos partir o quanto antes.
Jemma está nos esperando em Bogotá.
- Quanto tempo você precisa? - Algumas horas e já podemos voar.
O que houve? Cadê o nosso avião?
Foi vendido esta manhã por 5 mil dólares.
- Foi vendido. - Vendido? Para quem?
Willy Berg, um arquiteto maluco. Como voaremos até Bogotá?
- O que ele quer com um avião? - Para um de seus projetos.
Comprou por cinco mil dólares mas vale cinco vezes mais.
Um rádio, um radar, pneus novos, recém pintado.
- E agora? - Não vou ligar para Jemma.
Não vou dizer que não iremos porque não conseguimos um avião.
Ela já recebeu um adiantamento da emissora de rádio.
- Tem que haver uma solução. - Se quiser, podemos roubar um avião.
Por que não? Não é uma má ideia.
Ao invés de roubar, poderíamos tomá-lo emprestado.
É por uma boa causa. Pense na publicidade que daria.
Não é anfíbio. Você corta suas nadadeiras e...
É um amarelo bem discreto.
Vamos nessa!
Alto!
- Sejamos rápidos! - Suba na cabine, depressa!
- Aqui? - Suba, eu te digo o que fazer.
Fred, a bateria!
Os cabos.
Conecte os cabos, Pete. Estão conectados?
Há uma alavanca à sua direita. Gire-a para a direita.
Agora volte para o centro. Desça devagar, Fred. Devagar!
- E agora? - Pegue a mangueira, vamos enchê-lo!
Mais à direita!
Até a linha central, Pete!
Pega, droga!
Suba, Pete!
- Tudo certo? - Sim.
Devagar, vamos pela cidade.
- As asas passam por cima? - Não. Vou descer e tirá-la!
- O que está acontecendo? - É um presente para minha mãe!
Barra limpa, vamos lá!
Guie-o até a água.
Com cuidado. Isso aí.
Suba, Pete.
- Conseguimos! - E o radar costeiro?
Vou sobrevoar ele, não esquenta!
- Você tá legal, Pete? - Beleza.
Agora não podemos voltar, pessoal!
- Onde encontraremos essa garota? - Ela está no Hotal Amazonas.
- Como ela é? - Jemma? Uma garota brilhante.
Sempre procurando uma boa história. Tem contatos em todos os lugares.
Deve estar em alguma festa da alta sociedade agora.
Tome um gole, vai precisar.
- Um, dois, três... - Por favor, nada de nomes.
Nem mesmo de quem a trouxe aqui.
Seus 200 dólares não salvarão minha pele.
Aqui é Jemma Demien com mais um "Realidade Além da Fantasia"
Mais uma vez, serei testemunha viva do incrível.
Além da imaginação.
Acabamos de entrar no laboratório. Um laboratório bastante peculiar.
Sobra uma mesa, recipientes de vidro contendo cabeças humanas...
aguardando para serem encolhidas. Cabeças de índios.
Por que cortaram suas cabeças?
Cortavam as cabeças dos inimigos para tirar a alma deles.
E as mulheres então as usam como um símbolo de amor.
E você prepara essas cabeças para eles?
Sim, e não pagam com dinheiro.
- Como você reduz as cabeças? - É um processo longo e tedioso.
A cabeça encolhida deve ser idêntica e proporcional à original.
Começa escalpelando o couro cabeludo com cuidado para mantê-lo inteiro.
Não há muito depois disso.
Qual o próximo passo?
A cabeça é mergulhada numa solução vegetal.
Isso endurece e cuida da pele.
Então você quebra o crânio como um coco.
E tira os ossos pelo pescoço.
Em seguida, encha a cabeça com areia quente...
até que a pele fique bem dura.
Depois, você aplica o cabelo novamente e pronto.
Você sozinho é responsável por todo o processo?
As mulheres também fazem isso. Elas têm mãos menores.
- Por que fecha as bocas? - É simples.
Assim, a alma do morto não pode amaldiçoar seu assassino.
O que vocês ouviram acontece todos os dias nesta pequena aldeia.
Esta foi Jemma Demien com "Realidade Além da Fantasia".
Não posso mencionar nomes...
mas a cena que presenciei jamais me esquecerei.
Esta foi Jemma Demien.
- Já chega. Vamos indo. - Só um momento.
- Eu disse nada de fotos. - Preciso de provas.
Do contrário, dirão que eu inventei tudo.
Estátuas, exércitos, máscaras de deuses do sol...
Encontraram apenas uma fração do tesouro dos Imas.
Afirma-se que ainda existem 500 toneladas de ouro escondidas.
Os Imas, um povo guerreiro, que mesmo sob tortura dos espanhóis...
jamais revelaram o segredo de El Dorado.
Cuidado com o ventilador!
Pode ser um grande hotel, mas esses degraus são uma bosta!
No entanto...
Viemos atrás do Prof. Korenz ou do que ele estava procurando?
Veja se há uma lavanderia nesse livro, Pete.
- Olá, Jemma! - Como vai? Pronto para partir?
Neste exato momento? Como vê, nós...
Quase me esqueci. Esta é Jemma.
- Oi. - Mark à esquerda e Fred à direita.
É melhor irmos.
O caminho é longo e teremos tempo de sobra para nos conhecermos.
Não podemos carregar tudo isso. E se encontrarmos o Prof. Korenz?
- Não terá espaço no avião. - Não se preocupe.
Por um furo assim, estou disposta a atirar tudo pela janela.
E, se necessário, ele pode escrever no meu colo.
Posso fazer isso também?
Acho que teremos que passar por Port Angel.
É um lugar terrível. Se não fosse por Garcia...
nunca mais voltaria.
- Ele nos levará até os Imas? - Espero que sim.
Com ou sem Garcia, teremos de pousar de qualquer maneira.
Precisamos reabastecer.
Não há barcos desse lado. Veja do outro lado.
Nenhum barco, caminho livre.
Senhoras e senhores, bem vindos à Port Angel.
Por que um guarda-chuva? Não está chovendo.
Há um microfone nele, quero gravar as vozes do povo.
- Tudo certo? - Não se preocupe!
Que sensação estranha.
Como Jonas na barriga da baleia.
Espere um pouco, Jemma. Vamos esclarecer uma coisa.
Além daquela fita com o clique...
tem outra coisa que indique que Korenz ainda esteja vivo?
Sim, verá quando encontrarmos os Imas.
Assim espero.
Onde consigo gasolina?
- Onde está Juan Garcia? - Esta noite no "El Paraiso".
Estará no "El Paraiso" esta noite. Parece uma boate.
- Onde conseguimos gasolina? - Só amanhã de manhã no porto.
Essa é a estrada principal?
Temos que começar a pensar em suprimentos.
Encontraremos Garcia mais tarde no "El Paraiso".
Vamos fazer umas compras?
Conversei com Jemma.
Está convencida que ele ainda está vivo.
Disse para esperar até encontrarmos os Imas.
E Garcia nos levará até lá. Bela trombeta.
Quanto custa?
Garcia, o professor, os Imas e todo o seu ouro...
é tudo uma grande euforia.
Só estou preocupado em voar.
Vamos ganhar algum dinheiro depois dessa aventura?
Claro, essa história valerá muito dinheiro.
Que tal um brinde à isso?
Garcia está nos esperando. Vamos nessa.
El Paraiso! Por que não entramos?
- Sem brincadeiras com o avião. - Não esquenta.
- Onde está Garcia? - Garcia? Qual deles?
- Há muitos aqui. - Juan Garcia. Chamam-no Piranha.
- Está jogando ali ao lado. - Obrigada.
Bem vindos! Quer provar, senhor?
- Quantos, senhor? - Um.
Olá!
- Quem é Garcia aqui? - No final da mesa.
- Você é Garcia? - Qual Garcia?
- O Piranha. - Por que procura por ele?
- Tenho um serviço para ele. - Que trabalho?
Preciso de um guia. Soube que ele é o melhor.
- Certo. Onde você quer ir? - Para a floresta amazônica.
Entre Marau e Uaupes.
Procure por outra pessoa. Eu não coloco o pé lá.
Ele não está interessado.
Onde encontramos Atzuré?
Por 200 dólares, poderia apontá-lo no mapa?
Atzuré é o rio de onde vem este lago.
- E onde podemos reabastecer? - Em Pedro, no porto.
Isto é seu.
O sol está brilhando. Partiremos em cinco minutos.
- Na próxima, quero uma suíte. - Beleza, só pedir na recepção.
Esperem por mim!
Sem gasolina. Acabou. Acabou toda a gasolina.
Don Pedro, que tem gasolina.
Adiós!
- Quem é Don Pedro? - Aquele ali.
- Parece que só vende macacos. - Foi para cá que nos mandaram.
- Também preciso da minha gasolina. - Somos amigos de Garcia.
- Então não há gasolina. - Não somos amigos dele.
Don Pedro, outro morto.
Fred, procure um tubo, um pedaço de bambu ou algo assim.
- Está bem. - Depressa, pelo amor de Deus!
- Já estou indo. - Vamos, Fred!
- Aguente firme, amiguinho. - Aqui está.
Agora a boca. Isso mesmo.
- Ele conhece de macacos? - Ele é um antropólogo.
Sabe tudo sobre animais.
Vamos lá, amiguinho, respire. Respire.
Pronto.
Muitos macacos morrem. Sabe por quê?
Porque você não aplica uma dose correta de anestésicos.
Você entende dessas coisas. Gostaria de trabalhar para mim?
- Para quem pega esses macacos? - Para uma fundação na América.
São usados em pesquisas em prol de pessoas com deficiência.
É uma ótima ideia. Tenho uma proposta.
- Macacos em troca de gasolina? - Fechado.
- As chaves estão na cabine. - Não se preocupe. Vão com Deus.
Encontraremos o avião quando voltarmos?
- Sim, não esquenta. - Não há vazamento de gasolina.
Sabiam que aqui tem um terço de todos os fluxos de água no mundo?
Ora, dá um tempo!
Poderiam falar sobre a rica vegetação da Amazônia?
Ou talvez sobre a fauna?
Não?
- Por que essa música? - É um funeral.
- Vejam! Golfinhos! - Em água doce!
É uma espécie nativa desta região, chamam-no de boto cor-de-rosa.
Vejam como brincam!
Por aqui, lá está o canal!
A água é muito rasa aqui, teremos que empurrar!
- Vamos! - Todos juntos!
Sabia que águas rasas são perigosas?
Não fale, empurre!
- Por causa das piranhas? - Não, peixes que dão choques.
Voltem para o barco!
Pete, venha aqui! Rápido!
Há algo dentro dele! Um peixe ou algo assim!
- Que tipo de peixe? - Entrou para dentro dele!
Ajude-o!
Ajude-o, senhor! Se penetrar, vai devorá-lo todo por dentro!
Ajude-o, Pete! Pelo amor de Deus!
- Como vou tirar isso daí? - Com as mãos! Depressa!
Não consigo segurar, é muito escorregadio!
Tire isso daí!
Peguei!
Você falou do peixe-torpedo de 3 mil volts...
mas não do peixe-canibal que te devora por dentro.
- Esse eu não conhecia. - Suma com isso.
Por que estão tirando suas roupas?
Estamos entrando no território de uma tribo amiga, senhor.
E eles sentem vergonha de vestir roupas.
Espere, senhor. Temos que transportar o bote.
- Transportá-lo? - Sim, até o outro lago.
- Como faremos isso? - Não se preocupem, teremos ajuda.
Chegou o momento, pessoal!
Me sinto muito melhor agora depois de um banho fresco.
Sim, senhora. E parece muito melhor agora.
- Tudo em ordem? - Sim, senhor.
Senhor, gosta?
Andicus Niger, também conhecida como a viúva-cinza.
Vai levá-la como animal de estimação?
É inofensiva.
Daria um ótimo animal de estimação. Mas vou deixá-la ir.
- Gosta disso aqui, não é? - Na verdade, sim.
Este país é repleto de tesouros de todos os tipos.
O machete. O fogo. O início. As raízes.
Estamos no meio da Amazônia. Em outro mundo e outro tempo.
Matar um animal é algo estranho.
Violento, porém necessário para alimento e roupa.
Aqui, no coração da Amazônia, um ritual antigo foi realizado.
O animal foi oferecido em sacrifício aos deuses...
para perpetuar sua dominação.
Acreditar ou não, essa é a questão.
É o caminho certo? Para eles, sim. E para nós?
Ou ficamos só assistindo à distância como turistas?
Talvez tudo seja uma ilusão.
Mas sinto fortemente que aqui está a chave da existência.
Decidimos participar. Nossos sonhos se tornam realidade.
Se foram.
Abrimos uma porta para uma outra dimensão.
Quando a natureza se revolta, ela se torna a caçadora.
Acha que isso tudo não é real?
Sim, é fácil se sentir em casa aqui...
mas será fácil ir embora?
Quer comprar um morcego, senhor?
- Isso realmente não machuca? - Não. É como uma injeção.
É bem simples. Assim que a flecha penetrar...
Penetra pouco por causa do algodão. E cairão adormecidos.
Só isso?
Devemos ir ao local dos macacos muito silenciosamente.
- Muito silenciosamente. - Como quiser.
Ninguém pode falar. Silêncio. Os macacos ouvem muito bem.
Observamos, esperamos. E na hora certa...
pegamos nossas zarabatanas e...
Que cores mais lindas!
- Tome. - Não! Ficou louco?
Não estão acostumados com a nossa comida, cheia de conservantes.
Eles comem coisas diferentes do que nós.
- O que está fazendo? - Prefiro a nossa comida.
O que ele está fazendo?
- Ele está com fome. - E come formigas?
São larvas.
É bom. E muito nutritivo.
Desça daí, Tarzan!
Armadilhas para macacos. Não foi por isso que viemos aqui.
- E o Professor Korenz? - Viemos atrás de gasolina.
Agarre-os pelo pescoço, caso contrário eles vão morder.
Cuidado. O sangue está indo para minha cabeça.
Pare, mais um passo e vou desmaiar.
Cuidado. Não caia.
- Cuidado com os joelhos! - Foi mal.
Bem vindos à festa!
- Você tem bons amigos. - São bastante amigáveis.
Com cuidado! Cuidado!
O que fizemos de errado?
Pegaram nossos macacos! Macacos são nossa comida!
Pertencem a nós! Você vão morrer!
É mel?
Você, coma! Coma!
Vocês devem sofrer!
Vocês são ladrões! Roubaram nossa comida!
Agora pagarão por isso!
Não é verdade! Esses macacos seriam usados para pesquisa...
não seriam comidos!
Se soubéssemos que eram seus, teríamos pedido permissão!
São sons da floresta!
Se quiser a selva, podemos lhe dar a selva.
Podemos fazer um trato, chefe.
Se nos libertar, pode se tornar mestre dos sons a selva.
- Isso é verdade? - Claro. Agora tire essa aranha.
Está livre. Você e seus amigos podem ir.
Depressa, antes que ele mude de ideia!
Vamos embora!
- As baterias estão quase descarregadas. - Dane-se! Quero sair daqui!
Cem litros de gasolina por 95 macacos, que nocaute.
Quanto falta para a aldeia de Matamani?
- Devíamos estar quase lá. - Pelo mapa, ela tem razão.
É o último. Há algo no latão?
- Vazio. - É aqui mesmo?
- Não há ninguém aqui. - Como? Impossível.
Tudo está coberto de vegetação. O que é aquilo?
É uma criança!
- O que faz sozinho na selva? - Aqui é uma aldeia.
- Aqui é uma aldeia? - Sim, logo verão.
Segure firme.
Parece que só sobraram as grandes cabanas.
- Aqui era o centro da aldeia. - Com luzes e coisas assim?
Com licença, achei esta criança. Por acaso ela é sua?
Vou deixá-la aqui, está bem?
- Aqui é onde viva o professor. - O que é isso?
Livros. Devem ser do Prof. Korenz.
Quem está aí? Matamani? Eu te ouvi!
Matamani?
Você não é Matamani.
Não tenha medo. Não vamos machucá-la.
Onde está Matamani? Sou amiga dele. Não fuja.
Está tudo bem, sou uma mulher como você.
- Jemma, onde você está? - Aqui! Fiquem onde estão!
Só há mulheres e crianças.
- Para onde os homens foram? - Foi o que sobrou da nossa aldeia.
Fomos atacados por garimpeiros.
E por três dias e três noites, torturaram e mataram nossos homens.
- O que eles queriam? - Disseram que queriam Matamani.
- Que os conduziriam até os Imas. - Onde está Matamani?
Vou levá-los até ele.
- Aqui está Matamani. - É um cemitério.
- E onde ele está? - Aqui.
Dá um tempo! Ela deve estar brincando.
- Acho que pegamos um jaguar! - Não o machuquem! Devem salvá-lo!
Ele tem o espírito de Matamani! Não pode morrer aí dentro!
O que ela disse?
O jaguar tem o espírito de Matamani. Temos que salvá-lo.
Genial! Como vamos tirá-lo daí?
Com esta rede. É o único jeito.
Vamos, puxe.
Como pesa!
Está vindo!
Está vindo!
Falta pouco!
Espero que seja o fim de Matamani.
Matamani não disse onde estavam os Imas antes de morrer?
- Não. Ele não disse nada. - Sabe onde encontrá-los?
- Não tenho certeza. - Você sabe, não é?
- Talvez. - Vai vir conosco?
Depois que minha irmã for libertada dos garimpeiros.
Esperem! Estão esquecendo dos outros.
A jornada será longa e devemos viajar pelo rio.
Podemos deixá-los na próxima aldeia.
- Todos eles? - Onde vamos colocá-los?
- São os últimos. É suficiente? - Sim. Amarre-os do outro lado.
Pronta, Jemma? Veja se está bem firme.
- Pete, está pronto? - Quase. Pronto!
- Tudo pronto? - Sim, vamos!
Suba.
Por que procuram Matamani? É só por causa dos Imas?
Ou há mais alguma coisa?
Estamos à procura de um amigo dele.
Sejamos honestos.
Estamos à procura de um famoso professor.
Esperamos ter notícias dele no final da nossa jornada.
- Deixo o motor funcionando? - Tudo bem.
- Trouxe um pouco de luz. - Obrigada.
Usarei essas notas para escrever sobre o professor Korenz.
Não há nada nesse livro que possa nos ajudar?
Aqui diz que os Imas estão por aqui em algum lugar.
Tomara! Esse avião consome muita gasolina...
e ainda temos que ir atrás daqueles garimpeiros.
- E da irmã de Koalla. - É muito grande. Prove essa.
- Estão experimentando roupas? - Para um passeio na Amazônia.
Cuidado à direita! Se atolarmos nessas águas, será difícil sair.
Cale-se e reme.
É preciso penetrar no coração da Amazônia para conhecê-la.
Silêncio! O que é aquilo?
É Mozart!
Acham que é um comercial da Camel?
Olá!
- É masato yaqua? - Não, é carne de anaconda.
É bom, experimente.
- Chamam-no de Bisimahaka. - O que isso significa?
Um homem solitário que controla o rio e a floresta.
- Está cheio de cobras aqui! - As maiores estão nos sacos.
- Isso é uma Boa? - Uma Anaconda.
Um peixe-boi! Uma espécie quase extinta!
- Sim, quase. - Foi o que eu soube.
- Enfim me livrei deles. - Por quê?
Só me causaram problemas. Arrebentaram todas as minhas redes.
- Como você pesca? - Com isso.
Sempre mordem uma boa isca. Não se banhem no rio.
São piranhas. Se quiserem se lavar...
usem isso aqui.
Vou preparar esse para nós.
Podemos colocar o avião na sua balsa esta noite?
Claro. Se você me ajudar com isca depois.
Está assustando ele.
- Precisando de isca? - Já tenho.
Segundo os antigos, os índios não podiam sobreviver à água.
Mas as índias, sim. E se beneficiaram com esse erro.
Até que o homem descobriu a verdade.
E com um golpe seco, cortou as cordas.
Desde então, o mundo mudou diante dos seus olhos.
Os índios chamavam de Annifakicar.
Peguem-nas pelo pescoço.
- Uma escapou! - Onde vai?
- Vou pegá-la! - Não fazer isso sozinho!
- Para onde ela foi? - Está bem atrás de vocês!
- Peguei! - Não a deixe fugir!
- Lá vai ela! - Vamos!
Além de uma boa repórter, também cozinho bem...
e só estou lavando os pratos porque devo fazer minha parte.
- Se importa de lavar o meu? - Não se acostume, Fred.
Dizem que é trabalho feminino. Mas eu vivo como um homem.
Vi mais coisas que vocês, mas ainda sou uma mulher.
- Cuidado com o Kurupiri. - Quem?
Uma criatura misteriosa que vive no rio.
Dizem que possui uma mulher diferente todas as noites.
Você tem camas extras?
Usem as redes. A moça dormirá na minha cama.
O cavalheiro da Amazônia.
O Kurupiri em pessoa? Não sou uma nativa.
Uma garota como você não se vê muitas vezes por aqui.
É muito gentileza, mas não estou interessada.
- Gosta disso aqui? - Sim, mas eu volto. Você não.
- Adiós, amigo. - Adiós.
Ele está armado.
É bom que uma mulher seja vaidosa, não é?
Enquanto estão ocupados, podemos atacar.
A irmã de Kuwala deve estar presa em uma daquelas cabanas.
Vamos nos aproximar.
Abaixem-se!
- Uma cobra! O que vão fazer? - Ele roubou o ouro.
- É uma castração. - Que horror!
- Há mulheres na casa flutuante. - É a minha irmã!
Podemos pegá-la enquanto estão ocupados. Vamos!
Continuem abaixados!
- Vamos! - Não, prefiro ficar.
- Se te pegarem, vai falar fino. - É que não sei nadar.
Vamos, me dê sua mão.
Buenas noches.
Kuwala!
Foi você, eu vi!
Matou Matamani porque queria o paradeiro dos Imas!
Mas eu também sabia. Agora é muito tarde...
- Kuwala... - para você!
Bom dia.
- Seria um horticultor? - Bienvenidos, amigos!
Então, mais alguém sabe o paradeiro dos Imas.
E nunca vou te dizer. Prefiro morrer!
Se a morte não te assusta, tentarei outra coisa.
Carlos, traga María Dolores!
Abaixem as calças, senhores. Rápido.
- Você também, baixinho. - Sim, senhor.
As cuecas também, cavalheiros.
Esta é María Dolores. É extremamente convincente.
Belo sorriso, não acham?
Carlos, ele.
Ora, devem estar brincando! Não!
Não! Por favor! Kuwala, diga logo!
Contarei tudo que quer saber! Por favor, afaste a cobra!
Já chega, Carlos.
Pois bem, senhorita. Os Imas.
Onde eles estão?
Em uma ilha em forma de anel, onde três rios se encontram.
Chamam-na de ilha dos Imas.
Peter, pegue a arma!
Eu acabo com vocês!
- Vamos! - Não podem fazer isso!
Vamos dar o fora daqui, espero no avião!
Com cuidado.
Depressa.
- Tome isto. - Aqui em baixo.
Olá. Tem gasolina aqui?
Vejo que está ocupado, eu mesmo pego.
Me ajuda aqui, está pesado!
- Esse barquinho vai aguentar? - É o que vamos descobrir.
Deixe cair.
Vai voltar aqui nas suas próximas férias, Peter?
Estava pensando em um lugar com nativos amigáveis.
Acampamos aqui esta noite?
Fred, se essa corda se soltar, teremos um problema sério.
Não se preocupe, está segura.
Se formos por ali, bateremos com o fundo do avião.
Fred! Mark! A irmã de Kuwala está se afogando!
- Ela está nas corredeiras! - Façam alguma coisa!
Pegue essa corda, nós a pegamos de avião!
Tente passar para minha frente!
Oh, não.
Eu me rendo.
- Vejam quem está aqui! - Olá, Pete! Que faz por aqui?
- O destino nos uniu novamente! - Nenhum arranhão!
Ei, você. Sente aí.
Nos metemos em mais uma furada.
- São piratas? - Sim, piratas de rio.
Fizeram várias crianças indígenas prisioneiras.
Uma cabeça humana! Embaladas com gelo para viajar.
Eu sei para onde.
Agora entendo por que a polícia nunca conseguiu pegá-los.
Só se encontra este lugar por acaso.
Quem é aquele? O chefe?
Seu sorriso não me agrada.
Buenas tardes.
Espere um pouco!
Eu não as mato. São muito preciosas.
Eu só as pego e as entrego vivas.
Ninguém paga nada por crianças mortas hoje em dia.
Querem seus órgãos. Olhos, rins, fígado, coração...
Transplantes são negócios milionários. E tenho itens de primeira classe.
De certa forma, trata-se de um serviço humanitário.
Certamente.
Jorge, segure-o.
Terminem logo. Devem ser encaixotados antes de escurecer.
Depressa, não temos muito tempo.
Feche-o.
Fogo!
Rendam-se, estão cercados!
É o Mark! Vamos libertar as crianças!
Vamos, rápido!
- Desamarre-me. - Está bem, segure firme.
Vamos.
- Vamos! - Me dê um!
Vamos nos dividir em dois grupos, assim não conseguirão nos seguir!
Vão para casa! Estão livres!
- Tudo bem? - Me dê sua mão.
- Socorro! Acho que fui mordida! - Acalme-se!
- O que te mordeu? - Aquela cobra.
- Na minha perna. - Vamos fazer um torniquete.
Me dê sua faca.
Tente não mexer sua perna.
Deixe-me amarrar isso primeiro.
Pronto.
- É inútil. Foi uma surucucu. - O que é isso?
- Não há antídoto para isso. - O que faremos então?
- Podemos amputá-la... - Amputá-la?
- Não vejo nenhuma outra solução. - Há uma aldeia perto daqui.
Eles têm a cura para isso.
Só nos resta ter fé.
Fé na magia. Acreditar no curandeiro.
Médicos credenciados diriam que Jemma não tinha jeito.
Até a amputação da sua perna seria inútil.
Os avanços incríveis no campo da medicina...
é a causa de perdermos a fé em antigos remédios.
Mas aqui estamos testemunhando um antigo ritual de cura.
Completamente imersos em um ato de fé.
Que tipo de poderes mágicos tem esse homem?
Os orientais dizem que "quem está consciente"...
pode remover qualquer dor de um mero mortal.
Há os que conhecem profundamente a si mesmos, que sabem como.
E há os que vivem na superfície, que tem medo do desconhecido.
O que estão fazendo? Quem é esse?
Um velho moribundo. O veneno de Jemma passará para ele.
- Deixaremos que faça isso? - É a nossa última esperança.
Armazenando e usando o Prana, nossa energia vital.
O curandeiro sabe como fazê-lo. A antiga cerimônia nos enfeitiça.
Como se nossas energias fluíssem juntas para purificar seu corpo..
e manter sua vida.
Acho que é adeus, Kuwala. Quem sabe nos veremos novamente.
As águas do rio que decidem. Só precisamos esperar.
Consegue se sentar?
Agora que Jemma melhorou, podemos partir.
Aqueles garimpeiros já devem ter encontrado a ilha.
Tomara que não. Podem ter tido problemas também.
- Quando pretende partir? - Após a cerimônia.
Os índios acreditam que quando uma vida morre, outra nasce.
E essa vida é parte de um todo.
Eles abordam a vida sem restrições...
e sacrificam-se para salvar outros.
Acreditando que um indivíduo é parte de um todo.
Não há alegria ou tristeza em sua cerimônia.
Jemma bebe das cinzas do homem que a salvou.
Permitindo que sua alma permaneça em sua vida.
O resto é espalhado no rio...
para ser recolhido pelo espírito da paz das Anacondas Sagradas.
Estamos mesmo no caminho certo?
Kuwala disse para seguirmos o rio!
- Dá para ver os três rios daqui! - Olhem onde eles se fundem!
Lá, bem na nossa frente!
- Parece desabitada. - Vamos pousar.
Espero encontrar os Imas e o Prof. Korenz aqui também.
Também espero.
Os barcos dos garimpeiros.
Não podemos deixar o avião aqui, está muito exposto.
Não esquenta, vou dar um jeito de escondê-lo.
- Melhor levar isso com você. - Não, prefiro a pistola.
Vou com você.
Vou empurrá-lo.
- Tenham cuidado! - Teremos, não se preocupe.
Fred, venha cá.
É um cadáver!
- Essas listras em seu rosto... - É um Ima!
Foram aqueles garimpeiros. Vamos dar o fora daqui.
Outro!
Parece ter sido torturado.
Veja as feridas no pescoço dele.
Fazem de tudo por esse ouro.
Há outro!
Pobre infeliz.
É nossa chance de mostrar que estamos do lado deles!
Meu Deus. Veja.
Obrigado.
Devem estar convencidos de que estamos do lado deles.
Olha só! Cheio de lama e nada de ouro!
- Para onde eles foram? - Não sei, mas nós vamos por ali.
Talvez ainda não estejam convencidos.
Professor Korenz!
Tudo começou com o som gravado do seu isqueiro.
Jemma queria uma boa história para seu programa de TV.
E nós viemos pela aventura.
Imagino o que passaram até chegarem aqui.
- E Jemma? - Está bem. Ficará feliz em vê-lo.
Não hesitou em nenhum momento em querer encontrá-lo.
Ela e Mark estão cuidando do avião que nos tirará daqui.
Meus Imas os encontrarão. Perdi muitos amigos hoje.
Chegamos!
Que bom ver você de novo!
- Como foi? Tiveram problemas? - Um pedaço de bolo.
Não queria ser encontrado, não é? Eu entendo.
Você não entendeu tudo, Jemma.
Sinto muito, professor. É nossa culpa.
Se não tivéssemos seguido você, nada disso teria acontecido.
Mas não conseguimos resistir aos Imas e ao seu tesouro.
Não há tesouro. E também não há Imas.
- Como assim? E quem são eles? - Não são Imas.
É verdade, Peter. Nem sequer têm parentesco com os Imas.
São outra tribo, menos civilizada.
Professor, quero fotografá-lo com os Imas.
Segurem essas lanças. Você no meio.
- Aqui? - Isso.
- Ótimo. Fiquem assim. - Pronto?
Outra com as crianças. Parados.
Tudo acabou. Não passou de um sonho.
Todo o meu trabalho foi por nada.
Esperava pegar uma tribo que se parecesse com os Imas...
para poder reconstruir essa civilização antiga.
Para descobrir sua história.
O tesouro, seus segredos mais profundos, sua magia.
Como eles dominam o mundo animal. Mas foi apenas um sonho.
Um sonho que nunca será realizado.
Professor Korenz?
Ouvi sua conversa com Peter. Não concordo. Os Imas existem.
- Tenho fotos que comprovam. - Não entendo.
Não quero perder essa história.
Faz ideia de quantas pessoas voltarão aqui, professor?
Graças às minhas fotos. Que me diz?
E se a verdade for descoberta?
Não será. Quem vai falar?
Apenas cinco pessoas sabem sobre isso.
Você, eu e aqueles três rapazes.
E se algum dia um deles decidir contar a verdade?
Um dia. Quando voltarmos para buscá-los.
Entenderam o recado?
- Jemma conseguiu sua história. - Quem sabe que história contarão.
Então é verdade que os Imas existem.
- Como sairemos daqui? - Pergunte aos Imas.
Antes que eles fujam.
- Ei, voltem aqui! - Esperem por nós!
- Para onde vão? - Esperem!
Três balas, uma caixa de fósforos, um canivete e uma pistola.
- Nada mais. - Não queríamos aventura?
Todos tiveram o que queriam. Nós, a aventura...
Jemma, sua história, e Korenz, sua glória.
Nunca mais volto aqui. Nunca!
Mas eles voltaram. Já fazem dois anos.
Aqui é onde vivo hoje, uma pequena ilha do Mediterrâneo.
Mark é piloto de uma grande companhia aérea nos EUA.
Fred abriu uma escola de esqui aquático.
O professor voltou para a selva amazônica.
E Jemma, como era previsto, tornou-se uma famosa jornalista.
- Bom dia! - Tudo pronto, doutor?
Sim, obrigado.
Eu me tornei médico.
É uma pequena ilha, mas não me faltam pacientes.
Me acostumei a viver aqui. E existem outros benefícios.
- Estamos esperando por você, doutor. - Estou indo.
Um, dois, três, quatro!
Para mim, a realidade transformou-se em fantasia.
Que vivo dia após dia.
Afinal, agora sou o líder da minha própria orquestra.
Não é uma filarmônica, mas fazemos alguns shows.
Não posso reclamar.
Minhas aventuras na Amazônia ficaram para trás.
Foram dias excitantes, mas estes também são.
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