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Então,
até a próxima segunda-feira.
Eu te vejo aqui de novo, faz tudo do jeitinho que eu te ensinei, viu?
É bom, pode deixar.
Até mais.
Marcos, por favor, por favor, seja bem-vindo.
Fique à vontade.
Fique à vontade, Marcos.
Seja bem-vindo, primeiramente. Obrigado, doutora.
E aí, me diga, por que você está aqui?
Doutora, eu tenho um probleminha.
Me incomoda e me constrange muito.
As pessoas me doam pelo tamanho do meu documento.
Entendi. E até que ponto isso te incomoda?
A ponto de eu não conseguir ter relação direito.
Com...
mulheres, mas que tipo de pessoa vem e zoa o seu amiguinho?
Amigo, ou até as garotas que eu já saí, aí comentam entre uma e outra, aquele
telefone sem fio, a história vai aumentando e a coisa vai tomando umas
proporções diferentes, sabe? E isso me incomoda muito.
Entendi.
E o que que você já tentou, assim, fazer pra, de diferente, assim, pra ficar
mais confortável na hora do sexo?
Ah, já tentei de tudo, meditar, nadar, correr, lutar, tentei de tudo, tudo,
tudo, pra dar uma extraída na mente, sabe?
Pra poder, vai, o antigo psicólogo que eu ia, disse que era estresse.
Ah, você tem que estar estressado, tem que, né, extravasar. Então, eram os
meios alternativos que eu tinha.
Entendi.
E nada disso deu certo?
Não.
Quanto... Qual a frequência que você tem feito sexo?
Tentado, pelo menos.
Bom, ultimamente cada vez menos.
Menos?
Ontem?
Se tivesse feito alguma coisa ontem, tá bom, né?
Justo. E uma punhetinha?
Bom... Isso já é um pouco mais constante, porque é a única coisa que
salva, né? Mas pra você é tranquilo?
Ou você chega a ter algum problema de digestão?
Alguns momentos, alguns momentos.
É tranquilo.
Aí às vezes você lembra do que o amigo falou e... É, aí acaba todo o clima.
E você assiste um pornô quando você tá se masturbando?
Assisto. É?
Que tipo de coisa você gosta de assistir?
Algumas coisas que...
Digamos, mais pesadinhas, sabe? Um pouco mais quentes.
E o que é pesado para você?
Uma batida um pouco mais pesada, sabe aquela coisa mais agressiva, um spank?
Mais pesadinha mesmo. Amarrar, um shibari, sabe? Essas coisas assim eu
curto bastante.
Legal. Um estilo 50 tons.
Ah, não questiono.
Mas, com que frequência você pratica essas atividades que podemos
chamar de BDSM?
Bom, infelizmente com nenhuma frequência, porque eu não consigo achar
uma parceira. Que não goste desse tipo de coisa ou que se assuste com o tamanho
do seu... As duas coisas, as duas perguntas. É? A resposta é as duas
perguntas. Entendi.
E me diz uma coisa, como você chegou até mim?
Foi um amigo meu.
Ele deu boas recomendações.
Legal.
Funcionou pra ele?
Bom, ele tá bem feliz. É? Tá bem feliz. Então, tipo, eu me empolguei. Digamos
que eu me inspirei nele.
Aham. Legal.
Olha, eu vou te dar uma recomendação, né? Eu quero que você pratique isso
algumas vezes na semana, de preferência.
E eu quero que você retorne pra mim e me conte como foi essa evolução, se você
sentiu uma diferença, pra ver se você consegue dar uma evoluída no seu quadro.
O que eu acho interessante?
De acordo com o que você me disse, você gosta de um BDSM, uma coisa mais hard,
né? Eu acho que seria interessante você ir numa casa onde existem essas práticas
aí, tem as dominatrix, enfim.
tem as submissas também, e lá você pode, né, tá praticando.
Não vai ser uma parceira aí pra sua vida, mas você pode começar, né, a ver
se o problema real é na hora da transa, se é com a parceira, qual que é o
problema, entendeu?
Então aí eu acho que você pode encontrar uma casa que ofereça esse tipo de
trabalho e que você sinta à vontade.
E nisso, eu acho que você vai acabar se encontrando, né? Às vezes a gente fica
com medo de fazer aquilo que a gente tem vontade, aqueles fetiches que estão ali
escondidinhos, e às vezes pelas outras pessoas não curtirem, a gente acaba se
escondendo, né? Então eu acho que se dar uma vazão a isso, se libertar, talvez
esse seja o problema X da questão, entende? Então eu acho que vale
praticar.
Faça isso e daí na próxima vez que você vier, eu vou marcar mais uma sessão pra
ti. Você me conta como que foi, se deu uma evoluída, se você ficou aí, gozou
gostoso. Você me conta tudinho. Eu vou deixar.
Tá bom.
Já vou deixar marcadinho aqui pra terça e feira que vem.
Pode ser. Então tá bom, fico te esperando aí.
É pra fazer tudinho do jeitinho que eu te falei.
E aí, Marcos, me conte como você tá.
Achei que você não voltava mais depois da nossa última sessão, já faz um tempo,
né? Então, doutora, não deu uma melhorada, não.
Ainda continuo pra baixo, ainda.
Mas você chegou a ter alguma relação, assim, nesse meio tempo? Como foi?
Não, não.
Nada, nada, nada. Não tô conseguindo me concentrar, não tô conseguindo focar
direito. É?
Porque da última vez que a gente se viu, faz um tempo já, eu achei que você já
tivesse resolvido o seu problema, né?
Ah, não é tão simples assim. O que aconteceu nesse meio tempo? Me conte.
Ah, ainda sou motivo de chacota ainda pelos amigos, pessoal do trabalho,
pessoal do dia a dia, assim. O pessoal me zoa por causa do tamanho e isso me
atrapalha, eu não consigo gozar direito, né?
Não sei se eu tô dando satisfação, tô satisfazendo direito.
que eu quero satisfazer a garota e tal, não tá rolando.
Mas você tá com alguma parceira agora?
Não, não.
Você já tentou ver a intimidade com ela? O que pode ser isso?
Por que o problema ser apenas o tamanho?
É complicado, porque, meu, não tá rolando, não tá rolando. Não tô
conseguindo relaxar.
Acho que...
Melhor coisa mesmo é ficar afastado mesmo, tentar recuperar minha autoestima
talvez.
É que se afastar do problema nunca é uma solução, né? O importante é a gente
estar aqui pra tratar disso.
Justamente por isso que você veio me encontrar de novo, né?
Sim. Então eu acho que a gente pode aí trazer alguns métodos que talvez te
ajudem com isso.
Quem sabe...
Tentar se interessar por uma mulher assim de verdade, que ela não se
preocupe com o tamanho, né?
Não sei como é a sua relação no trabalho com os seus amigos, como eles chegaram a
saber do tamanho do seu documento.
Mas é interessante a gente tentar trabalhar isso ao invés de você
simplesmente não querer mais fazer sexo justamente por causa do tamanho do seu
amiguinho, né?
É que é complicado. A reação de primeira instância já me trava.
E ali durante o ato eu já começo a ver a reação da pessoa e eu já não
consigo gozar.
É constrangedor, é muito constrangedor a situação toda.
E você tenta trabalhar um pouco a sua imaginação ali na hora? Você se foca
muito no que você está vendo? Como é?
Bom, eu tento me distrair dessa forma, tentar manter uma imaginação
melhor, só que a realidade consome mais rápido até do que a minha
imaginação. Não sei se minha imaginação não está fluindo muito bem, se é os
motivos da chacota que estão me atrapalhando, mas a
realidade me suga mais rápido.
Então tá difícil. Na verdade, é mais o que os outros chegam e falam contigo,
né? E isso acaba pegando ali na hora da relação.
Interessante. E você já experimentou, talvez, tentar tirar um pouco do
que você acha que é o seu problema?
Talvez pensar em alguma coisa diferente na hora do ato sexual? Quem sabe um
fetiche que você tenha e não tenha coragem de revelar?
Alguma vontade que está aí, que está te impedindo de talvez chegar lá na hora H
e dar aquela gozada que você precisa.
Bom, para ser sincero, a fetiche até tenho.
O problema é só olhar para a mulher e
ver na expressão dela aquela coisa de eu quero. É isso que eu quero.
Você precisa que ela esteja receptiva, que ela esteja mostrando prazer. Sabe,
relaxa, tipo, mostra que quer, mostra que quer, entendeu?
É o que não tá achando.
Talvez começar com moral, você fazendo nela, aí você começa a ver a expressão
de prazer nela e isso te causa uma ereção, uma coisa ali que...
Realmente te deixa mais à vontade?
Bom... Já experimentou algo do tipo?
Já, tipo, oral não muda.
Eu adoro fazer, adoro, adoro.
Só que na hora H, assim, já muda totalmente a situação, já
fica complicado já de resolver tudo.
Entendi. E dos seus fetiches, me conte mais sobre eles, assim.
O que você já chegou a realizar?
O que você tem vontade ainda?
Bom, eu tenho a vontade de amarrar,
amordaçar, algemar,
aquela coisa com mais pegada, com mais violência, com vontade, sabe? Aquela
coisa meio selvagem, assim.
Eu gosto, tipo, sabe, eu procuro vídeos, né?
Desculpa falar, mas eu...
É normal, é comum.
Eu me masturbo vendo alguns vídeos desse tipo, desse teor, assim.
E... Eu procuro alguém nesse nível, sabe?
Que aceite essa brincadeira contigo. É.
E no caso, você aparentemente é um praticante de BDSM, né?
Sim. Você gosta de ser o dominador, gosta de ser dominado. Você, pelo que me
disse, gosta de amarrar, amordaçar, então...
Eu não ligo de ser recíproco.
Entendi, legal.
E com que costume você consegue praticar essa atividade?
Nenhum, porque eu não tô achando parceira.
Ah, tá.
E a última transa que você teve? Você chegou a comentar isso com ela?
Como foi?
Ah, de início...
Eu fiquei meio assim, mas eu tive que tomar coragem, né? Tive que tomar
coragem, conversar com ela e tudo, falar pra ela, ó, o que você acha de fazer
assim? Mostrei até pra ela um vídeo e tal, mas ela meio, sabe, sumiu. Ficou
receosa. Ficou receosa, ela deu um pé atrás e não quis mais falar nada,
deu uma desculpinha aqui, uma desculpinha ali e sumiu.
É, é que...
É difícil encontrar parceiros que aceitem esse tipo de atividade. Ela é
uma coisa mais específica, digamos assim, não é um sexo tradicional.
Então, realmente, quem gosta de uma adrenalina na hora do sexo está sempre
em busca disso, né? É difícil se contentar com pouco.
Então, na minha visão, eu acho que o problema real não está aí com o seu
amiguinho, né?
E sim, na prática mesmo, o que que tá acontecendo na hora desse sexo, né?
Quem que tá comandando ali?
Tá tendo amarração? Não tem? Ela tem algum preconceito com o que você curte
ou não?
Então, eu acho que é mais isso, né? Então, se eu experimento entrar em algum
site que tenha pessoas que curtam esse tipo de coisa e talvez tenha uma relação
mais próxima com isso.
Ah, é...
Sabe? Até pensei, até pensei, mas eu acho que eu não curto muito a ideia.
Não curto muito a ideia, porque seria como se eu fosse numa boate e falasse
uma garota.
É fácil. Mas ali, no caso, não existe uma troca de trabalho, né? Fica
mecânico, sabe? Fica meio mecânico. Não tem aquela química, sabe?
Entendi.
É, não.
Concordo com você.
Você procura algo que seja mais íntimo e ao mesmo tempo... Intenso.
Intenso. Uma relação hard, mas com carinho. É, aquela coisa, sabe?
Você olha e fala, nossa!
Olha, eu te dei algumas sugestões do que você poderia fazer, né? Não vejo mais
muito que se possa fazer nesse caso.
Eu acho que realmente você vai ter que encontrar uma parceira que goste desse
tipo de coisa, né?
Mas a gente tem aí alguns tratamentos alternativos. Não sei se te interessa,
mas assim, podemos testar se for da sua vontade, se você realmente quiser chegar
até lá pra ver se esse é o problema ou não, né?
E a partir disso você vê se funcionou, se não funcionou.
Se o problema era a parceira, se o problema era o tipo de relação, se o
problema era o tamanho do seu pênis.
Então, você que me diz. Se você quiser, a gente pode testar uma coisa diferente,
assim, um teste mais prático.
Porque eu descobri uma técnica infalível, né? Não vi algum cliente que
não tenha se encontrado depois disso.
Então, se você quiser...
Tiver interesse, a gente pode colocar na prática.
Bom, doutora, eu já tentei de tudo.
E... Não vejo alternativa.
Não, de tudo você não tenta com certeza.
Mas se você tiver disposto, estamos aqui pra isso.
O que você me diz?
O que seria esse método?
Se você pudesse levantar um pouquinho pra mim...
Pode ficar bem à vontade, né? Talvez tirar as calças.
Tá, não sei como isso vai ajudar, mas...
Imagina que eu sou uma das garotas que você quer amarrar.
Obrigada.
Essa você sai curada daqui.
Será?
Eu quero saber o que você faz
Obrigada.
Tchau.
Olha, que delícia.
Deixa eu sentar um pouquinho em você, deixa.
Pula com força, pula.
O que é
isso?
Tchau.
E aí E aí
Tchau.
Obrigado.
Ai... Ai... Ai...
Tchau.
Quero você gozando pra mim.
Vai, pedalitinho.
Vai. Não mereço, não mereço.
Oh!
Olha aqui.
Delícia.
Então, doutora.
Já estou curado?
Acho que mais uns dois anos de tratamento aqui.
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