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Original subtitles

O JANTAR

Sabe do que eu gosto?

Dos gregos antigos, eg�pcios, romanos.

Alexandre, O Grande. J�lio C�sar, Cle�patra.

O Cavalo de Troia, os gladiadores,

corridas de carruagem,

assassinatos e suic�dios espetaculares.

A erup��o de Ves�vio,

os templos, anfiteatros e arenas.

Mosaicos, afrescos, banhos p�blicos.

Me lembro disso como se tivesse aprendido ontem.

Mas a Idade M�dia...

E acabou no ver�o, no come�o de agosto...

Faltou na escola nas primeiras semanas?

Na verdade, faltei.

Mas disse aos meus pais que eu estava...

A Idade M�dia? Que coisa horrenda!

Foi uma bagun�a nojenta.

O Renascimento, o come�o do fim.

A Idade Moderna... Olhe para n�s!

E a hist�ria americana? O que � isso?

Eu me lembro de torcer para que os ingleses ganhassem.

Torcer para que os nativos massacrassem os peregrinos.

Para todo mundo explodir, ambos os lados da Guerra Civil.

E nas duas grandes guerras,

Coreia, Vietn�, Kuwait, Iraque, Afeganist�o.

Quem precisa disso? Eles n�o se importam.

Eu tamb�m n�o e nem voc�.

Eu n�o vou.

Eu n�o vou.

Eu n�o vou.

Eu n�o vou.

Demorei tr�s meses para conseguir uma reserva...

E o Stan conseguiu. Parab�ns.

- Eu n�o vou. - N�o os quer aqui

e n�o quer ir � casa deles.

- Voc� nunca sai. - Prefiro ficar com voc�.

Esse restaurante � uma piada. � rid�culo.

Parece super exclusivo e sexy, e a comida � uma obra de arte!

- Como ir � Fran�a. - Durante a ocupa��o nazista.

N�s teremos uma mesa �tima.

- Em um restaurante �timo. - Pelo amor de Deus!

- Com uma �tima companhia. - Pare.

E tudo tem um pre�o.

- Stan pagar�. Me ajude. - N�o � isso.

Voc� paga um pre�o maior por n�o pagar a conta.

Muito bem.

- Ali. - Eu sei como...

Isso vai ali. Me d�.

- Pronto. - Obrigada.

Como est� se sentindo?

�tima, e voc�?

Punido.

N�o queria ver essas pessoas.

- O que � t�o engra�ado? - Voc�.

Voc�. Voc�.

Essa rotina sempre que sa�mos de casa.

"Essas pessoas. "

Tem raz�o. S�o sanguessugas, vermes,

macacos...

Vamos cancelar.

Pense nesta noite como um encontro comigo.

N�s dois pela cidade.

Nos livraremos deles

e tomaremos um drinque. Ser� divertido.

Michael trouxe uma garota aqui?

Isso � ruim?

- Ela parece ter uns 25 anos. - Tem 20 anos e � muito educada.

Nossa, ele � r�pido. Ela est� na faculdade?

- � barista. - Ele toma caf� agora?

Caf�, n�o.

Chocolate quente com caramelo salgado e chantilly.

- O que foi? - Ele te conta demais.

N�o, n�o conta.

- Ele s� me conta tudo. - N�o tudo, mas demais.

Voc� o trata como uma filha. Vamos.

- N�o quero me atrasar. - Achei que n�o quisesse ir.

Isso seria outra vit�ria dos macacos.

Mas assim chegaremos muito antes.

Beberemos algo no bar.

Eles t�m tipo um lounge.

Pelo menos est� na internet.

Eu te amo.

Tamb�m te amo. De verdade.

� quase insuport�vel.

N�o.

Estou com a planilha.

Sei o que ele disse. Eu ouvi.

Eu sei o que est� na planilha.

Obrigada.

Deputado.

O qu�?

N�o.

- Isso est� acontecendo? - Estamos mortos.

Pai?

- Pai? - Oi, o que aconteceu?

O que faz no meu andar?

Nada, s� estava procurando por voc�.

Por qu�?

- O que foi? - S� estava procurando por voc�.

Onde est� a garota?

Ela tem um nome, pai.

Tudo bem, onde est� Jennifer... Michelle... Zoey...

- Anna. - Anna.

Isso. E n�o � nada disso. Somos s� amigos.

Mande-a subir, n�s n�o mordemos.

Sabe da bomba da bicicleta?

- N�o est� na garagem. - N�o sei.

J� procurou nos arbustos no quintal?

Por que estariam nos arbustos?

- Tudo bem? - Claro.

Temos que ir jantar com os homin�deos.

- Quem? - Os grandes macacos.

N�o ensinam mais nada no col�gio?

Est� vendo? Voc� morde, sim.

- Achei sua bomba. - Ol�.

Anna.

N�s j� estamos de sa�da.

- Voc� fuma, Anna? - O qu�?

N�o.

Que bom! Fique longe de cigarros.

Crian�as, se ficarem com fome, tem muita comida na geladeira.

N�o que sejam crian�as. S�o pessoas jovens.

Temos m�quina de caf�, se quiserem.

Legal.

Soube que voc� trabalha com atendimento.

Pois �.

APERITIVO

Lohman.

Aqui est�. Reserva para quatro.

Senhor e senhora Lohman n�o chegaram.

Chegamos.

- Quer ver o documento? - N�o...

Eu sei. Ele � meu irm�o.

Claro, me desculpe.

Aceito suas desculpas.

Mas ele n�o aceitaria se fosse com ele.

Claro. Por aqui, por favor.

Senhor e senhora Lohman, bem-vindos.

Que bom que puderam vir!

Sra. Lohman, posso guardar o casaco?

Ol�.

Obrigada.

Fiquem onde est�o.

� s� isso por hoje.

Bom trabalho, pessoal.

Muito obrigado. Podem ir para casa.

- Vou com voc�s. - N�o precisa. Nos ligue se...

N�o os deixarei sozinhos com tudo o que est� acontecendo.

� s�rio, chefe.

Tudo bem.

N�o quero ser incomodado no jantar.

Tudo bem.

Espere. Espere, deputado!

� um n�mero da capital.

- Quem �? - O Presidente da C�mara.

�timo. �timo. �timo...

Sr. Presidente, estou resolvendo os votos de paridade

e que estamos pr�ximos...

Trouxemos um jardim de jovens vegetais

enquanto esperam.

Cenouras chantenay, rabanetes,

erva-doce selvagem e nabos japoneses,

servidos com azeite de oliva do Peloponeso

com uma infus�o de alecrim do Oregon.

Estrag�o?

Oregon, o estado. O alecrim veio de l�.

E eu sei que � um estado.

Achei que plantavam or�gano no Oregon.

- Engra�ado. - Eu sei.

E uma camada fina de...

Tudo bem, n�o temos tempo para o alecrim. Podem levar.

- Uma camada fina de... - Est� delicioso.

Sal rosa do Himalaia.

Voc� realmente consegue sentir as guerras, pragas, bombardeios,

levemente resfriados com um fio de fome,

- e erup��es vulc�nicas. - N�o ligue, ele era professor.

Esta � a carta de vinhos para a sua sele��o.

N�o, a campanha n�o est� me deixando mais lento.

Estou mais determinado do que nunca.

Preciso s� desta noite para alcan�ar a contagem.

Claro.

- Stan, precisamos ir. - Desculpe. Senhor...

Sinto muito. Preciso ir.

Teremos esses votos pela manh�.

Tudo bem. Kate manda abra�os

e o amor dela para voc� e Cindy.

Falo com voc� amanh�. Tchau.

- Meu Deus! - O qu�?

Voc� viu quanto aquela garrafa que pedimos custa?

Stan n�o deve se importar.

Isso � imoral. Pode come�ar uma guerra.

Isso... Vamos.

- � champanhe. - N�o vou beber algo t�o caro!

- N�o precisa beber. - � errado.

A� vamos n�s.

Ol�, deputado. Bom v�-lo novamente.

Obrigado.

- N�o te vi da �ltima vez. - Estava na Fran�a.

Ol�.

- Desculpe pelo atraso. - Paul quis chegar antes.

S�rio?

Insisti que cheg�ssemos na hora.

Paul.

Foi um dia daqueles.

Aqui tamb�m.

- Podemos comer pizza? - O que h� de errado?

- Nada. - Tudo.

Nada.

- Voc� est� �timo, Paul. - Obrigado.

N�o tanto quanto meu irm�o.

Mas eu n�o passo tanto tempo me maquiando.

Aceite o elogio e pronto, Paul.

Desculpe. Voc� est� �tima, Katelyn.

Obrigada.

Voc� continua linda, Claire. Nem preciso dizer.

Obrigada.

Muito bom v�-los. Por favor, sentem-se.

�s vezes � dif�cil evitar as pessoas.

Claire.

Claire, olhe para voc�.

- Maravilhosa. Faz tempo demais. - Ol�.

- Irm�o. - J� estava preocupado.

Achei que n�o chegaria aqui.

Estou com minha equipe.

Guarda-costas bem treinados.

Pode parar de sorrir, Stan. Somos s� n�s.

Voc� pode parar?

J� estava na hora.

Do que estavam falando?

S� est�vamos apreciando

uma daquelas pausas estranhas.

Sem falar de nada.

Sem falar de nada. Bem...

Falaremos essa noite.

Colocar tudo em pratos limpos. Falar sobre tudo.

- Algo de errado? - Tem muito...

- Stan, voc� est� bem? - N�o...

- Gosta da outra mesa. - Prefere outra?

Est� tudo bem. Estamos bem.

N�o, na verdade, � melhor o outro sal�o.

Aqui � bem privado.

Como um aqu�rio.

Tem mais espa�o para l�. Eu j� volto.

- Eu concordo. - N�o vou mudar de lugar.

N�o vou.

Obrigado, Antonio.

Voc� � demais. Obrigado pela mesa.

Tudo bem.

Um brinde?

�s esposas lindas.

E que tal aos nossos filhos?

� sa�de!

A sair deste jantar inteiro...

Sa�de.

Para os senhores, temos um creme de ab�bora manteiga

com sementes caramelizadas, bolotas, brotos de ervilhas,

alho assado e um tuile de queijo pecorino sardo.

� delicioso.

Para as senhoras, nossas ra�zes de inverno:

beterrabas chioggias, cenouras thumbelinas e rabanetes roxos,

com queijo de cabra e vinagrete.

Tamb�m tem alho-por� grelhado, laranja sangu�nea

e pumpernickel tostado.

� esse mesmo.

- Era esse? - Obrigado.

� maravilhoso.

Por favor, comecem com os aperitivos.

� lindo!

As ra�zes de inverno cresceram na nossa horta.

Me desculpem. A rolha n�o est� cooperando.

Vou at� a adega pegar outra garrafa.

- Me desculpem. - N�o, est� tudo bem.

Sempre chame a enfermeira para tirar sangue,

n�o o especialista, n�o �, Stan?

N�o entendi.

Coitado. Ele ficou envergonhado.

Isso n�o � fun��o dele, mas do gar�om.

Bom, mas somos amigos.

Somos s� pessoas que est�o comendo.

Comendo muito bem.

Est� delicioso, n�o est�?

Com licen�a.

S� um segundo. J� volto.

Tudo bem? J� volto.

Como est� tudo?

Faltam 15. Precisa mudar o voto deles.

Grant mudou. Murphy voltou a balan�ar.

- �tima escolha. - �timo.

Lobistas do seguro est�o lutando contra.

- Como esperado. - E por que estamos aqui?

Est� bem, disque o n�mero.

Qual o problema com a Katelyn?

- Conhece meu irm�o. - Essa � a quest�o.

Saiu do evento, quando dever�amos ir para a capital,

para convidar seu irm�o para jantar?

Voc� nunca cancelou algo sem me consultar.

- O que h�? - � assunto de fam�lia.

S� precisa saber isso.

S�rio? Est� concorrendo para governador,

seu projeto de lei est� em risco. Nada � privado...

� e continuar� sendo. Por enquanto.

Depois desta noite, tudo vai acabar.

Voc� est� me assustando.

O que est� acontecendo? Eu levaria um tiro por voc�.

N�o leve um tiro por mim. Nunca.

Nem fale assim. N�o sei nem o porqu�...

Esse tiro � meu.

Fa�a a liga��o.

Por favor, ligue.

- Obrigado. - N�o h� de qu�.

- Coloque na minha conta. - Claro.

- Stan Lohman. - Eu sei.

- Como est�? - Muito bem, obrigado.

- Mais alguma coisa? - Algu�m pode chamar um t�xi?

N�o, n�o tenho o suficiente para voltar para casa.

E voc�, Beau?

Tenho US$ 3.

N�o tem o cart�o de cr�dito da sua m�e?

N�o posso. Estourei o limite m�s passado

e s� uso em casos de emerg�ncia.

Sempre estoura.

E esses taxistas querem dinheiro de adolescentes.

E o motorista do seu pai?

- Est� viajando. - Est� em campanha.

E meu pai n�o quer que a gente use motorista.

- Pega mal. - Ele � um homem do povo.

Por isso que a tia Barb e o tio Stan te adotaram, ent�o?

- Para as pessoas? - Isso n�o � engra�ado.

Me desculpe, nossa!

S� estava brincando.

Todos sabem que seu pai tem o voto dos afro-americanos.

- N�o � engra�ado. - Pare, Michael.

- Droga. - De verdade.

Nossa, retiro o que disse!

Meu Deus, gente!

Qual �, Beau? Isso est� claro.

Foi engra�ado, vai?

Dizer para ele que est� claro.

- Entendeu? - Voc� � imbecil.

Nossa, eu s� estou b�bado!

Eu te amo, primo.

� isso que importa.

Mesmo que n�o saiba beber.

A cerveja estava p�ssima.

Como algu�m vive nesta cidade?

- � um buraco. - Esta noite est� p�ssima.

� uma academia pequena, eu fa�o minhas coisas,

� bem legal l�.

N�o gosto muito de academias. Prefiro malhar em casa.

Como est�?

Chegaremos l�. No fim, chegaremos l�.

Me desculpe, estava no corredor. � seu, n�o?

- � seu broche. Me d�. - Onde voc� achou?

Estava no hall de entrada.

- Aproveitem a refei��o. - Obrigado.

Isso te custou alguns votos, Stan.

Volte a amar os EUA.

Obrigado.

Como est� o Beau?

O que quer dizer?

Como ele est�?

Voc� n�o quis dizer "como est�o as crian�as"?

N�o, eu quis perguntar como est� o Beau.

E como est�o a Val e o Rick?

N�o necessariamente nessa ordem.

N�o quis dizer nada com isso...

� que falamos t�o pouco das crian�as!

Me desculpe, � que achei estranho que voc�...

Est� tudo bem. Tudo bem.

Ent�o, como est� o Beau?

O mesmo de sempre.

Acho que ele est� come�ando a se abrir mais comigo,

mas a� algo acontece e ele volta a...

Eu tenho esperan�a, ent�o...

Ele sempre foi muito pr�ximo da Barbara.

N�o, ele te ama.

Ele ainda est� na escola especial?

Antes e durante a guerra, havia dezenas

de rifles e carabinas de tiro �nico e m�ltiplos.

O Stan nunca foi contra.

Eu n�o podia deixar essa crian�a naquele orfanato imundo.

Deus, esse sorriso ganhou meu cora��o.

Devia ver os olhares no aeroporto...

Me senti t�o completa!

Isso, isso. Est� tudo bem, beb�.

Nosso casamento precisava disso.

Com a mudan�a e tudo, foi a melhor coisa.

Val, est� tudo bem. Acalme-se, querida.

Quer lev�-la ao outro quarto?

Muito bem.

Ela d� muito trabalho �s vezes.

Bem, ela est� boazinha hoje.

� uma boa menina.

O que est� lendo, Paul?

Um livro...

Ele est� pesquisando Gettysburg.

� para o livro que ele diz estar escrevendo.

Claro.

Voc� devia pensar em adotar, Claire.

Michael est� sozinho.

N�o acho que conseguiria amar outra crian�a.

- S�rio? - N�o, n�o...

Com tudo que passamos com o Michael...

Tentar engravidar e depois quase perd�-lo... N�o.

- N�o quero amar outra crian�a. - Queria ter sua clareza.

- Eu sou uma pessoa horr�vel? - N�o � o que estou dizendo.

� que a press�o aumenta, sabe?

- Eu aguento. - A press�o sobre o Michael.

Pode ser saud�vel para ele.

Beau?

Oi, querido. O que aconteceu?

Est� tudo bem.

Voc� est� seguro aqui. Ningu�m vai te machucar.

Rick! Michael!

Venham aqui!

- O que fizeram ao Beau? - Nada.

- De verdade, nada. - N�o perguntarei de novo.

S� olhei para ele, de verdade.

Parem de pegar no p� dele.

Sou racista?

Preciso desenhar isso para voc�?

S� acho que ele instintivamente explora a posi��o dele.

� fascinante. Ela nunca agiu assim com Rick ou Val.

- Ou at� com o Stan... - Escute o que est� falando!

Est� acusando uma crian�a de se fazer de v�tima.

Exatamente!

� que... Faz sentido. Ele � uma crian�a.

� sobreviv�ncia. � darwinismo.

Entendo, mas n�o preciso gostar.

Seria racista se gostasse dele pela cor da pele.

- Isso sim � racismo. - Meu Deus!

Ou se eu n�o gostar que ele afetasse minha opini�o

sobre a �frica ou o Qu�nia. Mas n�o afeta.

S� tenho um p� atr�s com ele.

- N�o sou racista. - Voc� nem o conhece.

N�o sou racista. Isso �...

Est� bem, est� bem. Voc� n�o � racista.

Tudo bem, desculpe se eu trouxe isso � tona.

- N�o � nada malicioso. - Ei, ei.

O qu�?

Acha que dever�amos ter dado um irm�o ao Michael?

O qu�? N�o, meu Deus, n�o. N�o, n�o. Obrigado, mas n�o.

Nossa fam�lia � perfeita.

Quase perfeita. Est� bem?

Mas voc� pode melhorar.

O casamento n�o acabou.

Eles v�o recome�ar na capital.

Quem era o cego que disse que Washington seria ru�nas lindas?

N�o, maravilhosas. Sim, ru�nas maravilhosas.

Um senador de Oklahoma.

Ele era av� de Gore Vidal.

- Agora ficarei acordado. - Pesquise na internet.

� trapa�a.

Deve ser dif�cil para a Barb.

Ele � um babaca carente e ego�sta.

Quase nunca est� em casa.

N�o o Stan. Beau, o menino.

Tudo bem, "o menino". Percebe que parece racista?

Metade dos meus alunos s�o negros.

Talvez mais.

Sou o �nico da fam�lia que liga para as pessoas.

Concorrer a um cargo p�blico? Isso � besteira.

Elitista, ego�sta. Assim como nossa m�e o criou.

Stan de Stanley.

Eu leciono em col�gio p�blico. Vou � casa dessas crian�as.

Falo com seus pais, os ajudo com seus problemas.

De forma decente, de forma idealista.

Eu �s vezes dou dinheiro a eles para... sei l�.

N�o tenho patroc�nio

ou lobistas ou eventos beneficentes.

N�o sou racista.

Eu luto pelas classes menos favorecidas.

E sei identificar um babaca sendo criado quando vejo um.

Nossa!

Voc� tem meu voto.

Minha m�e e Stan. Nossa!

J� falei da vez que ela me bateu t�o forte que desmaiei?

N�o. Meu Deus!

Ela sempre o tocava, o abra�ava e...

Como um trof�u.

Bem ali, nas escadas.

Eu tinha 11 anos e...

Eu disse "arranjem um quarto", e ela surtou. Ela...

Como � o nome dele?

A imprensa o chamava de "Cowboy Cego".

- Ei! - Como era o nome dele?

Pare!

Pare.

Voc� foi meio abusado com ela.

Fui, mas valeu a pena. Ganhei a aten��o dela.

Voc� n�o desmaiou de verdade, desmaiou?

S� fechei meus olhos por um momento.

Ouvi Stan chorando. Achou que ela havia me matado.

Foi um momento lindo.

Thomas Gore!

O senador cego.

Que se dane a internet!

Que se dane a internet!

Sr. Lohman, est� tudo bem?

Est� tudo bem? N�o sei, Heinz.

N�o sei. Voc� tem filhos?

N�o tenho.

- Por que n�o? - Puro ego�smo.

Ainda n�o parei de ser uma crian�a.

Acho que � mais ego�smo ter filhos do que n�o ter.

Falar sobre eles � pior.

Claro.

Somos enganados para termos filhos,

pelos nossos genes, para pass�-los para frente

e garantir sua sobreviv�ncia nas gera��es futuras.

- � o que acho. - � sombrio.

- E � mesmo. - Entendi.

�tima escolha, Heinz.

N�o deixe esses malditos te enganarem.

Malditos quem? As crian�as?

Pessoas que querem que tenhamos filhos?

Os genes, Heinz. Os genes.

Claro, os genes.

Seus genes querem uma bebida enquanto est� aqui?

Acho que querem.

Que bom! O que quer?

- U�sque com soda. - Sem problemas.

Eu j� trago.

Vamos comprar umas cervejas antes de pegar o t�xi.

Estou cansado.

E da�? Eu tamb�m.

A porta est� quebrada.

O que aconteceu?

Isso foi r�pido.

- O que foi? - Tem algu�m aqui.

- Que cheiro de merda. - Que nojo!

Droga!

Ele est� morto?

Acho que est�.

Bem, Paul... Bater na cabe�a foi uma ideia excelente.

- Eu devia ter pensado nisso. - Voc� � um babaca inacredit�vel.

Somos s� n�s tr�s agora. Mais tarde converso com ela.

- Ela quer que algu�m a siga. - Voc� acha?

� assim que as coisas funcionam no reino dos primatas.

Eu vou.

� melhor. Obrigado.

N�o posso ser pai de novo.

Ela pode estar pronta. Mas eu n�o posso.

Ela � nova e merece ter filhos,

mas eu n�o quero. E ela fala sobre isso...

Usa isso como distra��o.

Muda o assunto do momento.

� bom ela conversar com outra mulher.

Ela n�o tem muitas amigas.

Me desculpe, preciso checar uma coisa.

O que temos aqui?

Est� bem.

Confira se as datas d�o certo. Est� bem?

Eu o ajudo, mas ele deve convencer Gorin e Hazleton.

- Est� bem. - Precisamos deles.

Obrigado.

� �tima. � muito dedicada.

Eu percebi.

Ent�o, qual � o assunto?

- Por que nos convidou? - Voc� sabe o que �.

J� falamos sobre isso.

Estamos fingindo, mas precisamos agir.

Algo tem que ser feito.

E, para deixar claro,

nem sabia que os meninos iam sair naquela noite.

A Katelyn sabe?

Ela sabe. Ela sabe agora, � por isso...

Presumo que a Claire saiba de tudo.

N�o presuma nada.

Pelo amor de Deus, cara. Qual �?

N�o falamos de coisas ruins. Ela j� sofreu demais.

N�o quero que ela adoe�a de novo.

N�o acredito nisso!

N�o entendo voc�. N�o entendo sua vida.

Eu...

Quem te pediu para entender?

Ningu�m.

PRATO PRINCIPAL

Meu Deus! Me desculpe.

Querem esperar por elas?

N�o, n�o. Podem servir. Tudo bem.

- Est� bem, deputado. - Elas j� voltam.

Obrigado.

Galinha-da-guin� e gemas, ninho de cogumelos silvestres...

Sem cerim�nias.

Eu quero ouvir. Parece delicioso.

Heinz, achei que �ramos amigos.

Posso, deputado? Para seu irm�o?

Claro, � vontade.

Ele comer� truta pescada artesanalmente...

Paul, por favor.

- Me desculpe. - Claro.

Est� tudo bem, ele j� volta.

As mulheres se cansam do Stan

depois de tr�s ou quatro semanas que come�am a sair com ele.

Sua primeira esposa, Barbara, est� em uma ashram na �ndia.

Ela enlouqueceu.

Isso poderia deix�-lo mais humilde, mas n�o...

Faz tempo que n�o ouvimos falar sobre dela.

Este � s� um aviso, caso esteja se apaixonando por ele.

Todos se apaixonam pelo Stan.

Uma vez apaixonado, n�o posso te proteger.

Ele n�o � meu amigo.

Nem sequer votei nele.

Na verdade, eu n�o votei. Nunca.

A hist�ria � uma mentira ou muito entediante.

Tentei tornar a mat�ria interessante ao lecion�-la,

mas agora n�o tenho com quem falar.

Crian�as precisam se entreter para aprender,

� o que eu pensava, mas estava errado.

Hist�ria n�o ganha de videogames, YouTube,

Twitter, Facebook, Instagram, Tumblr, Snapchat,

Vine, Kik, Burn Note, Whisper, Yik Yak,

Skype, Tinder, Grindr, mensagens de texto,

nudes, pornografia...

E aquela orgia nojenta de torpor mental

chamada de "Hollywood".

Sabe, crian�as? Hist�ria n�o pode ganhar.

Hist�ria acabou.

Tudo est� acontecendo neste segundo.

Al�?

- Pai? - Michael, onde est�?

Em casa, estava procurando pelo...

Achei que havia ligado para meu celular.

Bom, voc� ligou.

Voc� est� com o meu celular?

Parece que sim.

- Por qu�? - N�o fa�o ideia.

Achei que fosse o meu.

Deve ser coisa de velho.

Estava procurando por ele faz s�culos.

Estarei de volta em uma hora, ent�o...

N�o, eu preciso dele agora. S� preciso de uns n�meros.

Voc� pode me pedir e eu olho para voc�.

A senha � a mesma de sempre?

Tudo bem.

Eu vou at� a� e pego.

- N�o se preocupe. - Como?

N�o sei.

- De bicicleta. - N�o.

N�o venha at� aqui. � longe demais.

Voc� pode me dar uma carona?

� a cinco minutos daqui.

�s vezes acho que vou perder a cabe�a.

Claire?

Paul.

Meu querido Paul.

Sou um monstro por roubar a sua esposa.

� mesmo, Kate. � mesmo.

Longe disso.

Ela est� me ouvindo reclamar sobre o trabalho.

�s vezes � bom se conectar.

Mas voc� nunca reclama, n�o �, Kate?

Eu nunca vi algo parecido.

S�rio?

"Se n�o reclamar, n�o ter� que explicar".

� o que meu pai dizia. Se isso � bom ou n�o...

Mas n�o tenho nada do que reclamar.

Acho que...

N�s todos n�o temos.

Somos aben�oados.

Vamos para dentro. Est� frio.

E o deputado est� se sentindo sozinho.

Quero que todos sejam felizes.

Isso � t�o absurdo assim?

Claro que n�o.

Eu j� entro.

Oi. � o Beau. Pode ser hoje.

Vamos hoje � noite. Vamos acabar com isso.

Te vejo l�, seu covarde.

Oi, amor, � a mam�e.

Estou indo para casa.

Eu vou sair com seu pai, vou segur�-lo fora de casa.

Seu pai n�o sabe sobre hoje e quero que seja assim.

Te ligo por volta das 22h.

N�o se preocupe.

Pegue sua bicicleta, tudo ficar� bem.

Ningu�m vai descobrir se ficarmos calmos.

Pai?

Oi, oi, oi.

Pensei em te encontrar aqui fora.

Sinto muito por seu celular. Aqui est�.

Estava usando meu celular?

- Com quem estava falando? - Voc�.

- O qu�? - Estava tentando te ligar.

Estava preocupado com voc�.

Este � o meu celular.

Como estava me ligando do meu celular?

Acho que estou ficando maluco.

De novo.

Acha que ele est� morto?

Acho que sim. Nossa, sentem o cheiro?

Cheira t�o... Caramba!

Acho que ainda est� respirando.

� um velho e morreu na pr�pria merda.

- Que horr�vel! - N�o � horr�vel, � �timo.

- Querem o dinheiro ou n�o? - Est� pensando em entrar a�?

Vamos. Quando ver� algu�m morto de novo?

Quem liga? Vamos embora.

Fa�a o que o Michael diz.

Meu Deus.

- Vamos sair daqui! - N�o seja covarde, vamos.

- � s� um vagabundo. - Acho que ainda est� vivo.

- Vamos a outro caixa eletr�nico. - Vamos, n�o seja covarde.

Caramba.

Levante-se!

Levante-se, droga!

Ele deve ser demente.

Vou cair fora.

- Voc� � covarde. - Beau, venha.

- V� se ferrar! - Volte aqui!

Como vai para casa?

Vamos. Pedimos um t�xi para ele.

Olhe para esse sem-teto imbecil.

Por que voc� n�o se levanta?

Fedido, por que voc� n�o se levanta?

Nossa, cheira a ovos podres.

Ele deve ter alguma comida por ali.

Senhor, levante-se!

Tem um de voc� e dois de n�s. � melhor voc� se levantar!

Levante-se!

O que voc�s querem?

O que voc�s querem, mimados? Saiam daqui!

Eu disse para sa�rem!

V� dormir em outro lugar! V� trabalhar!

Cale a boca, seu babaquinha.

Cale voc�, sua bruxa?

Cale a boca, imbecil. Saiam daqui!

Mike, Mike.

Babaca mimado.

Voc� me chuta como se eu fosse um animal.

- Droga... - Olhe para isso.

- N�o, n�o. Vamos. - Saiam daqui.

Voc� n�o me conhece. V� se ferrar!

Pare!

Saiam daqui!

Me deixem em paz!

- V� se ferrar! - Meu Deus!

Me deixe em paz! Saiam daqui!

Eu n�o sou um animal, babacas.

- Saia daqui! - Tive uma ideia.

O qu�?

- Me deixe em paz! - Droga.

- Me deixe em paz. - Lixo no lixo.

Seus imbecis.

Cara, vamos. Vamos embora.

Vamos embora daqui. Vamos.

Olhe.

Voc� jogou bem na cara dela.

Caramba, babaca imunda.

Voc� olhou, n�o olhou?

Olhei, eu sei. Eu vi.

� s� muito estranho falar sobre isso agora.

Estranho?

Estranho � escolher essa palavra.

Era para ser uma piada.

Jogar um f�sforo aceso nela foi piada?

Ela n�o devia estar l�.

O lugar estava fedendo, pai.

Ela gritou, nos xingou. Ela praticamente nos amea�ou.

Precis�vamos do dinheiro para voltar para casa.

Mas ela parecia um bicho.

Tipo um guaxinim ou algo do tipo.

E n�o consegu�amos faz�-la sair.

N�o consegu�amos.

- Voc� teria feito o mesmo. - Meu Deus, s�rio?

E o que ela fez?

Ela precisa ir para casa.

Est� bem, olhe. Eu entendo.

Podemos falar sobre isso depois?

N�o tem necessidade.

Se nada aconteceu, tudo bem.

Est� falando s�rio?

Michael, me conhece h� 16 anos.

Estou falando s�rio?

N�o sei dizer.

Precisamos de tempo. O tempo est� do nosso lado.

Esse � o ciclo das not�cias. J� � not�cia de ontem.

Mas voc� sabe que teve sorte, n�o �?

N�s tivemos sorte.

Quando eu lecionava, o tempo n�o era como agora.

- Era diferente. - Tudo bem.

Pare, pare, pare. Tudo bem.

Tudo bem.

Voc� vai come�ar a surtar. Pare de falar.

Est� bem, est� bem.

Est� bem.

Quero dizer que vamos sair dessa.

- Claro. - Sempre sa�mos.

Voc� e eu, certo?

- Isso. - Voc� e essa bola de basquete.

Tenho tudo sob controle. Sempre tenho.

Sempre tenho.

Lembra-se de quando jogou a bola, eu entrei...

- Pai, chega. - Eu resolvi.

- � o que pais fazem. - Do que est� falando?

Eu n�o joguei aquela bola.

Vou cuidar disso.

- Pago os danos. - Voc� fez de prop�sito!

D� a bola. Foi um acidente.

Como assim? Uma crian�a n�o � t�o forte.

- Por que eu quebraria a vitrine? - Como eu vou saber?

Voc� se importa?

Me fale a verdade, cara.

Eu vim pagar pela vitrine, e n�o para te ouvir.

N�o sabe do que estamos passando.

Ele sente muito. Ele j� disse.

A bola � a melhor amiga dele.

Essas coisas acontecem.

Falei para dar seu pre�o. Seja civilizado.

Estou sendo civilizado, estou sendo magn�nimo.

Est� de brincadeira?

Quanto quer pela droga da janela?

- N�o � pelo dinheiro! - Poderia comprar a loja

e queim�-la para salvar algumas vidas.

Eu me lembro de voc�, da sua esposa...

Ela costumava vir aqui sempre para comprar cigarros.

Ela n�o vem mais.

Porque voc� a matou.

N�o quero ficar com pessoas doentes.

Tudo bem. Preste aten��o.

Bom dia, Claire.

Bom dia, doutora.

Voc� est� linda hoje. Est� esperando visitas?

A qualquer momento.

Ela vai morrer?

O qu�? N�o!

- Eu s�... - Tudo bem.

Eu a vejo em casa, ent�o.

N�o gosto daqui. Vamos para casa.

Tudo bem, vamos...

Vamos dar a volta.

Gosto de fazer isso.

Vamos dar a volta novamente.

Cada vez mais r�pido.

Me d� o telefone.

Livre-se dessa grava��o. Deletar n�o basta.

- Pare. - Quebre o cart�o.

Me d� o celular.

- N�o dou. - Isso n�o � um jogo.

- Me d� esse celular. - Mike?

Eu j� vou.

Ela fuma? Disse que ela n�o fumava.

- Sabe como nos sentimos... - Voc� a assustou.

Voc� est� louco.

- Ela � adulta. - Fale baixo!

Ela sabe sobre isso?

- Sobre o c�ncer da mam�e? - Sobre o caixa eletr�nico.

Claro que ela n�o sabe sobre isso!

Por que voc� e Ricky postaram aquilo na internet?

Acharam engra�ado?

N�o fomos n�s.

- Meu Deus. - Est� me ouvindo?

Estou! Estou ouvindo!

Estou ouvindo! � voc� quem n�o est�.

Ou�o at� demais.

Aonde vai e o que vai fazer?

- Quem postou? - Pare.

Quem postou se n�o foram voc�s?

N�o pode fugir. Isso te assombrar� para sempre.

Pai, pela �ltima vez. Cale a boca, est� bem?

- Claro. - Meu Deus.

A Anna vai me levar embora, eu preciso fazer uma coisa.

Mas voc� precisa ficar fora disso, est� bem?

- Voc� est� encrencado. - Meu Deus!

Voc� � muito infantil!

- Vou ficar quieto. - �timo.

Vou ficar fora disso.

Quando ser� algu�m normal?

- Fa�o o meu melhor. - S�rio?

O seu melhor � uma droga.

O que est� fazendo aqui? Achei que tivesse uma reuni�o.

Meu pai roubou meu celular.

N�o roubei, me confundi. Achei que era o meu.

O que voc� sabe?

O que voc� sabe?

Paul, acho que devemos entrar.

J� est� aqui h� muito tempo. Acham que voc� foi embora.

N�o estou com fome.

E n�o fale como se eu fosse retardado.

Mike, vamos. Isso � loucura. Eu vou embora.

V�.

Achei que estivesse do meu lado.

Voc� precisa saber

que estava pensando no seu bem-estar.

Achei que fosse demais para voc�.

Desde quando?

- H� quanto tempo voc� sabe? - Querido...

Michael disse que ele e Rick

n�o postaram aquele v�deo.

- E n�o postaram. - Quem postou?

- Querido... - Quem? N�o me chame de querido.

- Me conte... - Beau.

Beau postou.

Ele achou no computador do Ricky.

- O v�deo que eles fizeram... - Aonde o Michael vai hoje?

Pagar para que Beau n�o conte nada.

- Est� brincando? - Acalme-se.

Ele ficar� quieto. Est� tudo sob controle.

� porque Michael o chamou de covarde.

- E o dinheiro? - � da nossa conta.

De onde viria? S�o s� alguns milhares.

- Alguns? - Depois tudo vai ficar bem.

Quando soube que foram Ricky e Michael?

Quando exatamente? Me diga!

Michael me ligou depois que aconteceu.

- Eles precisavam de carona. - Meu Deus, sua mentirosa!

Ladra!

Acalme-se.

- Eles sabem sobre Beau e hoje? - N�o.

- Est� tudo sob controle. - Quando diz isso,

� porque n�o tem.

Voc� est� no comando?

Qual � meu papel? Quem sou eu?

O bobo da corte?

Todo esse tempo, eu fui o �nico que n�o sabia.

Foi voc� e Michael, e eu...

Eu estou sozinho.

- N�o. - Estou sozinho.

Voc� � o pai dele.

N�o, eu sou um lun�tico.

� Gettysburg.

� a volta de Gettysburg?

N�o � Gettysburg.

N�o � Gettysburg. Est� bem?

Vamos entrar.

Est� frio.

As guerras terminam com base em considera��es irracionais.

Como Hitler em Stalingrado.

Lembrem-se disso.

Aconteceu tamb�m com General Lee e o Ex�rcito da Confedera��o.

Gettysburg foi o come�o do fim.

Posso ter a aten��o de voc�s?

A� est�o voc�s.

Que bom!

Agora que tenho a aten��o de voc�s,

gostaria que pensassem em uma coisa

quando forem para casa

viver suas vidas miser�veis.

Quero que pensem no seguinte.

Quantas pessoas voc�s acham que viveriam nesse pa�s

se n�o tiv�ssemos guerras?

N�o estou dizendo

que a Guerra Civil n�o teve raz�es leg�timas,

mas, se todos pudessem ter continuado com suas vidas

em vez de ir para guerra, qualquer guerra no planeta,

quantas pessoas existiriam aqui neste planeta?

Fa�am as contas. Para a pr�xima aula.

Vou l� para fora respirar um pouco de ar puro.

Fa�am o que quiserem.

Arrumem a bagun�a depois,

seus babacas tristes e pat�ticos.

Sente-se, Klein.

Obrigado. Vamos fazer algumas contas.

Em um grupo de cem pessoas, quantas s�o babacas?

Em m�dia.

� s�rio. Quantos pais humilham ou negam seus filhos?

Quantos imbecis com mau h�lito se recusam a agir?

Quantos chor�es e reclam�es,

estupradores, defraudadores, mentirosos, ladr�es,

pol�ticos corruptos, traidores?

Pode ser sua m�e, seu irm�o.

Pode ser sua m�e, seu irm�o.

Voc�s, por exemplo.

Quantos de voc�s seriam felizes

se seus amigos sumissem amanh�?

Quantos de voc�s seriam felizes

em n�o ter que ver seus colegas de classe amanh�?

Sumidos, mortos e enterrados.

Cadeiras vazias.

Levantem as m�os.

N�o precisam dar nomes.

Levantem as m�os. Klein.

Exatamente.

Agora reparem em casa,

nos membros das suas fam�lias.

O tio com as hist�rias chatas,

o molestador, voc�s sabem bem quem s�o eles,

a prima feia que maltrata o cachorro,

a m�e abusiva...

Quanto voc�s e seus familiares seriam felizes

se aquele tio ou primo adotado pisasse em uma mina terrestre

ou fosse atingido por um ataque militar

e sumisse da face da Terra assim?

Isso. Assim mesmo.

Simplesmente sumisse.

Assim do nada.

Sumisse.

Voc�s ficariam felizes, n�o �? Voc�s se sentiriam bem.

Voc�s apoiariam a ideia de uma guerra.

Porque fam�lias s�o opressoras, frias e cru�is.

Me acompanhem.

Imaginem que, porque fam�lias s�o opressoras,

frias e cru�is... Me acompanhem.

Pensem em todas as v�timas de todas as guerras

que j� aconteceram no passado,

e imaginem milhares de babacas, centenas de milhares,

talvez mais, milh�es de in�teis.

Agora, por pura estat�stica,

� matematicamente imposs�vel que todas as v�timas das guerras

sejam boas, seja l� como for.

A injusti�a da Hist�ria � que os babacas aparecem

nas listas de v�timas inocentes.

Seus nomes gravados em memoriais com os nobres, virtuosos e bons.

"N�usea, constipa��o, sonol�ncia, boca seca, tontura,

sudorese, nervosismo, taquicardia, hipertens�o,

disfun��o sexual. "

Mas ela disse que n�o esperava nenhum desses problemas

com essa dosagem, lembra?

Isso � tudo?

"Coordena��o motora prejudicada, mem�ria prejudicada,

perda de mem�ria..." Acho que s�o falhas na mem�ria.

N�o precisamos mais olhar isto.

E mudan�as de personalidade?

N�o � um efeito colateral.

Esse � o efeito.

� bom?

� bem aqui.

Que bom que estamos fazendo isso!

N�o teria sugerido se n�o quisesse fazer, Paul.

Achei que fosse recomenda��o do psiquiatra.

- Droga. - Atenda.

N�o, est� tudo bem. Vou desligar.

N�o h� vergonha em procurar ajuda, Paul.

H� ajuda em se envergonhar.

Isto est� causando vergonha?

Est� envergonhando minha causa.

Ficar� invertendo as frases que eu falar?

Falarei cada frase que voc� inverter.

Jesus!

Susej.

Susej. �timo. Voc� � �timo.

Voc� � chato, mas � �timo.

AMERICANOS NA GUERRA

� muita coisa. Tr�s CDs.

Quer mesmo ver todos?

Quero.

Voc� est� em solo sagrado.

O local onde eventos mudaram o curso da hist�ria dos EUA.

Ainda que seja o local mais sangrento nos EUA,

existe uma paz profunda aqui em Gettysburg.

Se deixar, essa terra falar� com voc�.

Agora, vamos.

Por favor, preste aten��o neste som.

Conforme o Sol nascia por tr�s das nuvens, em 1� de julho,

a neblina parcialmente escondia os soldados confederados

conforme avan�avam pelo riacho Marsh.

�s 7h30, o soldado da Uni�o Marcellus Jones, de Illinois,

pegou emprestado um rifle e diz:

"Deixe-me ter a honra do tiro inicial. "

Ele apoia o rifle em uma cerca enquanto uma coluna

de infantaria rebelde cruza o riacho Marsh.

Ele dispara...

O primeiro tiro da maior batalha do hemisf�rio ocidental

come�a em Gettysburg.

De manh� at� a tarde do dia 1� de julho,

essas florestas testemunharam as mais intensas batalhas.

Era uma corrida entre os dois ex�rcitos pelo campo de batalha.

Refor�os rebeldes chegaram pela estrada Harrisburg

e esmagaram o flanco direito da Uni�o na colina Barlow.

Em menos de 20 minutos,

os ianques bateram em retirada em desordem.

Logo a posi��o federal inteira foi for�ada a bater em retirada.

Em cerca de 1km, voc� passar� pelo quartel do General Lee.

Conforme as for�as da Uni�o se sa�ram por Gettysburg,

as casas e ruas se transformam

em um campo de batalha ca�tico, cruel e sangrento.

Do semin�rio Ridge, localizado a oeste,

a brigada Barksdale explode nas florestas,

com o generala a frente de seus 1.400 homens.

Os do Mississipi batem � direita dos de Sickles,

ao lado dos pessegueiros.

A linha da Uni�o explode como fruta madura.

H� pouca prote��o nesse lugar exposto.

Os homens tentam se proteger.

Pause o �udio at� chegar � parada oito: Little Round Top.

De Little Round Top...

Paul, vamos. Continue andando.

De Little Round Top e das colinas do cemit�rio,

homens atiram na linha rebelde que havia sido avistada.

As balas voam rasgando entre homens, fuma�a e p�.

Homens ca�dos, decepados. As linhas se quebram.

N�o! As tropas da Uni�o avan�am contra os rebeldes,

que diminuem em n�mero conforme v�o caindo.

O refor�o da Uni�o entra como um enxame.

Os que passam pela linha da Uni�o

s�o mortos, feridos ou capturados.

Ficou conhecida como

"a marca d'�gua da Confedera��o".

A Confedera��o n�o chegou t�o perto de ganhar a Guerra Civil

como chegaram nesse momento, nesse dia.

3 de julho de 1863. Gettysburg.

� muita coisa. Eu sei, me desculpe.

Morreu tanta gente quanto na Guerra do Vietn�.

50 mil.

Do que est� falando? Milh�es morreram no Vietn�.

Falo dos americanos. Sabe disso, me d� um tempo.

N�o te vejo chorando.

H� diferentes formas de se expressar emo��es.

N�o significa que eu n�o sinta.

Est� dizendo que sou fraco?

N�o estou dizendo que � fraco, estou dizendo...

Estou dizendo que voc� � quem voc� �, e eu aceito isso.

Eu te aceito. Sempre aceitarei.

Somos diferentes, e da�? Quem liga?

Sempre te aceitarei.

Vamos.

O que est� querendo dizer?

O que est� dizendo?

Temos hist�rico de doen�as mentais na fam�lia h� gera��es,

talvez seja hora de fazermos algo sobre isso.

Precisamos lidar com isso.

- O que est� dizendo? - Que mam�e era maluca.

E o pai? Onde ele estava? O cara sumiu, foi...

T�nhamos s� um ao outro. Eu e voc�.

Lembra?

Eu sempre cuidei de voc�.

- Ainda n�o estou vendo l�grimas. - Olhe...

Voc� sempre achou que minha vida era mais f�cil que a sua.

Que eu mandava, que a m�e gostava mais de mim.

Tudo isso � uma besteira.

Algu�m precisava ser o adulto, e n�o era a nossa m�e.

Eu n�o pedi isso, est� bem?

- Vejo que se sente p�ssimo. - Vamos, Paul. Fique aqui.

Vamos conversar...

Por favor...

V� se ferrar!

N�o seja infantil.

V� se ferrar!

N�o importa o que lecionamos, n�o aprendemos nada.

N�o fiz nada com minha vida.

Ele me destruiu.

Ele tirou um tempo s� para ficar com voc�.

Ele � ocupado, mas se importa com voc�.

�, bem...

S� um lado ganha a guerra.

N�o. Vamos, Paul...

Ele � seu irm�o.

Conte a ele o que est� acontecendo.

Eu estou bem.

Eu estou bem, � s� que...

Decidi n�o escrever o livro.

J� sabemos demais sobre a Guerra Civil.

� hora de desaprendermos um pouco.

Voc� tomou seus rem�dios?

- Tomei. - Est� bem.

- Paul? - Voc� jantou ontem?

N�o estava com fome.

- Stan pediu algo no quarto. - Paul, est� pronto?

Como est� o Mike?

Ele est� bem. Quer falar com ele?

- Vai te fazer se sentir melhor. - Paul?

- Espere um minuto. - N�o.

Paul?

Paul, vamos. O carro est� esperando.

- � hora de ir. - Paul?

Paul, est� a�?

Vamos.

Paul, precisamos ir agora. Vamos.

Paul?

- Por favor, me responda. - Paul!

- Abra a porta agora! - Tudo bem.

Tudo bem. Estou indo.

Desculpe.

O que voc� fez?

Est� com a chave?

- Vou pegar gelo. - O que voc� fez?

Soquei o espelho.

Paul. Paul...

Avisem se eu for repetitivo,

� que sou um fan�tico por queijos.

Posso falar sobre isso por horas.

Eu posso at� nomear as vacas.

Voc�s s�o �timos, ent�o n�o quero bombarde�-los,

a n�o ser que me pe�am.

Ent�o, rapidamente, come�ando pelas regi�es:

De Vermont, esse � um queijo Harbison, ele � muito cremoso.

Ao cort�-lo, ele escorre.

� preciso fazer uma incis�o em cima e com�-lo de colher

ou com um garfo.

Tamb�m de Vermont, o gorgonzola Baley Hazen.

Ele tem gosto caracter�stico, um dos meus preferidos.

Do estado de Nova York, a Flor de Hudson.

A Flor de Hudson � uma c�pia do cl�ssico corso:

"Fleur de Maquis", a Flor de Hudson.

No meio, a pe�a central, est� o Mimolette, da Fran�a.

O famoso Mimolette, o controverso Mimolette.

Ele ficou famoso, pois tentaram bani-lo.

Teremos ele esta noite, o Mimolette.

Finalmente e esse � mais dif�cil...

Tem um nome alem�o, mas vem da It�lia.

Ent�o insiram aqui sua piada sobre fascismo.

Weink�se Lagrein.

"Weink�se" se traduz como "queijo de vinho",

e "Lagrein" � a variedade de uva para o vinho tinto

dos vales ao norte da It�lia.

� isso. Alguma pergunta?

N�o se movam. Vamos ficar aqui por um tempo.

Ningu�m sai dessa mesa.

Nem mesmo para ir ao banheiro?

- Isso, Paul. - O que � isso? EST? Cientologia?

Sabe o que quero dizer. Precisamos conversar.

N�s podemos conversar sobre qualquer coisa

discretamente e pontualmente.

- Isso j� passou. - N�o, Paul, deixe-o falar.

- N�o quero falar. - Por favor, querido.

Vamos trazer a verdade � tona na nossa frente.

E faremos algo a respeito disso.

- Se puder sair de sua cabe�a... - Eu? E voc�, Scarface?

- Esque�a... - Devia ter fechado a porta.

J� chega.

N�o posso falar sobre qualquer coisa?

N�o precisamos transformar isso em...

Inacredit�vel. Eu podia ter te prendido.

Estava protegendo a si mesmo. Sua carreira.

- Eu te perdoei. - Falem baixo, e Stan...

Acha que perd�o � absolvi��o.

Deveria ter fechado a porta.

Stan, continue.

- Continue. - Ele quer falar sobre a verdade.

� sobre os meninos.

Deixe Stan falar. N�o temos que concordar com ele,

mas devemos conversar civilizadamente.

Por favor, deixe-o falar.

O que � a verdade para um pol�tico,

para uma crian�a que fez

- seus pais ignorarem o irm�o? - N�o comece.

Voc� n�o faz ideia.

- Voc� est� atrasada. - Paul, pare. J� chega!

Voc� est� sendo desrespeitoso.

- Est� contra mim? - Todos deveriam se acalmar.

� assim? Agora? De todos os tempos poss�veis?

Voc� sempre esteve contra mim?

Diga o que est� se passando nessa sua cabecinha.

- O que � a Lei da Paridade? - Do que est� falando?

A lei em que est� trabalhando.

O que isso tem a ver?

- Me diga. - Voc� disse que era entediante.

Eu disse que voc� era entediante.

Quer saber? Est� realmente interessado?

Meu Deus do c�u!

� o Ato da Paridade da Sa�de Mental.

� para fechar os buracos da Lei de Prote��o ao Paciente.

Ele faz com que as seguradoras ofere�am op��es

de tratamento para sa�de mental,

fazendo com que o tratamento seja reembolsado

no mesmo n�vel que um tratamento f�sico.

Trata-se de tirar o preconceito das doen�as mentais...

- Ent�o � sobre mim? - O que � sobre voc�?

� a lei "v� se ferrar, Paul".

"V� se ferrar, Paul" a lei federal.

� sobre oferecer tratamento a quem precisa.

Essa era uma causa da Katelyn.

Toda fam�lia tem algu�m...

"Toda fam�lia tem algu�m com doen�a mental.

� hora de quebrar o sil�ncio. " Eu j� ouvi isso antes, Kate.

Voc� gosta de fazer isso comigo todas as vezes que me exp�e?

- � essa a inten��o? - N�o vou ficar ouvindo isso.

- Voc� � como ele. - Est� sendo infantil.

Barbara se importava comigo.

Ela tentou resolver as coisas.

N�o proteja seu marido!

Estou tentando te proteger, querido!

Ent�o cale a boca e n�o fale assim comigo!

Acha que me atacar

vai impedir essa conversa, mas n�o vai.

Quer me colocar como Judas? Tudo bem!

Mas cale a boca e escute, seu primata!

Nossa!

Desculpe, deputado. Preciso de voc�.

- � urgente. - Tem certeza?

S� cinco minutos.

Cinco minutos.

Ningu�m se move, est� bem?

MORTE DE SEM-TETO

ATAQUE COM FOGO A SEM-TETO EM CAIXA ELETR�NICO

"HOMENS COM CAPUZ 2" EM BREVE

Oi.

Pornografia na cozinha?

S� estava ouvindo m�sica.

Como voc� est�?

Bem, muito bem, �timo.

S�o tr�s respostas diferentes.

Escolha qualquer uma.

N�o acreditaria no meu dia.

- Volte para a mesa. - Vamos embora.

- N�o, est� tudo bem. - N�o est�...

Tudo vai ficar bem. N�o exagere.

Como? N�o podemos falar a verdade.

O filho deles denunciar� nosso filho e o irm�o dele.

Ele receber� o dinheiro.

Eu cuidei de tudo. N�o exagere.

Eu devo cuidar das coisas. Eu sou o pai.

- Me desculpe... - � o meu trabalho...

Me desculpe.

"Uma casa dividida n�o sobrevive. "

N�o me venha com cita��es agora.

N�o. Respire fundo.

O que eles estavam pensando?

Eu n�o sei. Queria saber.

Mas n�o importa agora.

Eles s�o bons garotos que fizeram a escolha errada,

mas vamos ajud�-los a retomarem suas vidas.

Podemos ir embora?

Precisamos ouvi-los.

Seu irm�o consegue ser bem pr�tico.

Ele tem habilidade com acordos.

N�o o hostilize.

E pare de pegar no p� da Kate!

Precisamos dos dois.

N�o quero que fique doente de novo.

Estou bem. Estou realmente bem.

N�o me deixe novamente.

- N�o morra. - Pare de falar assim.

Pare. Pare de falar. Estou aqui.

- Estou aqui. - Ele devia ter fechado a porta.

- Eu pedi calmamente. - Eu sei.

- Pedi para fechar a porta. - Eu sei.

- Michael estava bem ali. - Eu sei.

Eu sei.

Droga!

- Oi, amig�o. - Oi.

O que est� faz aqui?

Viemos ver a Claire para desejar boa sorte amanh�.

- Tudo bem, obrigado. - N�o nos convida para entrar?

Como est�, Paul?

Voc� deveria ter ligado antes.

Desculpe, n�o achamos que era necess�rio.

- Tem problema s� aparecermos? - Como voc� est�?

Eu estava para chamar Mike para vir almo�ar.

Tento fazer de cada refei��o uma comemora��o.

- Isso o distrai. - Entendo.

Mikey, temos convidados.

Ele est� bem?

Como ele est�?

Ele est� bem. Vou cham�-lo.

Mikey!

Mike, seu tio est� aqui.

E a tia.

E sua tia.

- Oi, amigo. - A� est� ele.

- Oi, querido. - Oi, bonit�o.

Olhe para voc�. Olhe s� para voc�.

S� passamos para dizer "oi".

Ainda de pijama...

Papai me deu sorvete antes do almo�o.

Ele deu?

Isso faz tudo ficar melhor. Eu adoro isso.

Se fosse amanh�, comeriam do ch�o.

- Tem muito acontecendo. - Exatamente.

S�o muitas coisas importantes.

Quero conversar com seu pai.

S� um minuto, Barbara.

Precisamos comer.

E ent�o vamos limpar seu quarto, como dissemos...

Tudo bem, nos vemos daqui a pouco, est� bom?

Tudo bem?

Ou�a, Paul. Pensamos e tivemos uma ideia.

A ideia n�o foi minha, mas eu apoio.

- Queremos... - Sabemos que � dif�cil.

Com a Claire no hospital...

Me deixe falar! Pode me deixar falar?

- V� em frente. - Obrigado, voc� � um anjo.

Barbara e eu pensamos...

Talvez seja melhor que o Michael fique conosco.

Paul, vamos chamar uma empregada at� voc� voltar a se virar.

Michael precisa ir para a escola e voc� deve visitar Claire.

Entendemos o que voc� est� passando, Paul.

Estamos aqui para ajudar.

Sim, voc� precisa de espa�o. Relaxe, cuide de si mesmo.

Faz sentido, porque temos um quarto extra.

Acho que vai ser o melhor para todos n�s.

E para o Michael. Pode ser bom para o Michael.

Voc� � forte, mas as crian�as notam tudo, Paul.

O que voc� diz, irm�o?

O que diz?

Meu filho e eu �amos comer,

n�o tem comida para convid�-los para ficar.

J� almo�amos. N�o pretend�amos ficar.

S� achamos que, com a opera��o e tudo mais,

seria melhor que o Michael ficasse conosco por um tempo.

- Fale conosco, vamos. - Acho que devem ir embora.

N�o podemos deix�-lo assim.

Vamos, cara. Isso � maluquice.

- Olhe esse lugar! - Stan...

- Olhe esse lugar! - Stan!

- Vamos, acorde! - Acalme-se.

Olhe para mim. Fique quieta. Vamos.

Vamos, pelo Michael.

E pela Claire.

Por favor, Paul.

Eu vou te ajudar.

N�s te ajudaremos a limpar a casa.

At� voc� deve saber que essa n�o � uma situa��o boa

para uma crian�a.

Voc�s deviam falar com algu�m sobre essa situa��o.

Estamos tentando dizer que tudo isso � demais para voc�.

Est� tentando manter tudo normal para Michael,

mas isso n�o � normal.

Voc�s devem ir embora.

A m�e dele est� doente.

Ele precisa de for�a.

Ele n�o deve sentir que o pai n�o sabe mais lidar com a vida.

- Voc� precisa se equilibrar. - Preciso.

Conhece medita��o?

Tudo bem, tudo bem...

N�s queremos manter as coisas o mais normal poss�vel.

- N�s combinamos. - Eu sei.

Voc� deveria estar com ela.

A Claire est� sozinha no hospital.

Ela precisa de voc� l�.

Paul, me escute.

Pare!

A quest�o � a seguinte:

j� falamos com a Claire.

Ela concordou. Est� tudo bem.

De quem foi a ideia?

- N�o importa. - N�o, importa sim.

- Importa sim. - Por qu�?

Porque, se foi sua ideia, ent�o � uma patologia normal,

pois tirou minha m�e, meu pai e agora quer meu filho.

E n�o me diga que tive mais heran�a como prova de algo,

s� porque fiquei com a casa.

Voc� precisa parar de culpar outras pessoas.

Se foi da Claire, ent�o � entre mim e ela.

Mas voc� n�o roubar� meu filho.

- Paul, n�o estamos roubando... - Pare de dizer meu nome!

- J� disse 11 vezes. - Mas � seu nome.

- Como devo te chamar? - Me cansei de contar.

Droga!

Droga!

- Tudo bem, e se... - Olha o que fizeram!

E se o lev�ssemos por uma noite para ver como se sente?

Esque�a a comida. Arranjamos algo para ele comer.

- Feche a porta, Stan. - Paul...

- Volte l� para cima. - Feche a porta, Stan.

- V� l� para cima, amor. - Feche a droga da porta!

SOBREMESA

E chegamos � sobremesa.

Nosso ovo de chocolate derretido

com bolo de pastinaca e grapefruit

com castanhas, flores comest�veis e hortel�.

Cobertos com um molho de caramelo de u�sque.

E nossas bananas...

N�o quero, obrigada.

- Mas voc� precisa provar, �... - Eu preciso?

N�o, n�o quero. Estou satisfeita, obrigada.

Nunca provou nada assim.

Eu n�o quero. Pode levar.

N�o quero discutir.

- Obrigada. - Eu quero.

Tudo bem.

Onde est�vamos?

Est�o se divertindo?

Claro.

Houve um problema com a sobremesa.

- Me desculpem. - Est� bem.

- Tudo bem. - A sobremesa � por nossa conta.

- N�o precisa. - Eu insisto.

Que noite!

Sabe, a rolha, o broche, a sobremesa.

Que horror!

Est� tudo bem, de verdade. Est� tudo bem.

O que mais posso fazer?

Voc� pode sair daqui.

Eu os deixarei a s�s.

Espero que entenda que a minha toler�ncia

vem do respeito que tenho por seu irm�o,

e n�o de uma tend�ncia de evitar expulsar homens como voc�.

Acredite, ele entende.

Mas n�o o respeito por isso.

Me desculpe.

Ele � t�o elitista e arrogante!

- Vamos embora. - Que tipo de nome � Antonio?

- Nem deve ser franc�s. - Vamos.

Deve ser de Cincinnati.

Nina, pode nos dar um momento, por favor?

Obrigado.

Por que n�o nos sentamos aqui?

Katelyn, sente-se aqui. Voc�s dois, do outro lado.

Podem fazer isso? Obrigado.

A vadia quer nos dar uma surra.

- Quer fazer isso? - Quero.

Vamos l�!

- Ent�o vamos. - Vamos.

Vamos fazer.

Caramba...

Pegue algo grande.

Eu acertei na cabe�a, cara.

Com licen�a, senhor, poderia abrir a porta?

Sua vez, sua vez.

Pode deixar.

Olhe o que achei!

Assim mesmo! V�!

Saia daqui!

Vamos continuar jogando lixo em voc� a noite inteira, fedida.

Vamos sair daqui.

Voc� tem dois minutos para sair daqui.

Vamos sair daqui.

Vamos embora.

Caramba.

Droga!

Voc� est� sendo pol�tico com o p�blico errado.

Paul, preciso que fique quieto.

Obrigado.

Quero tentar explicar.

Falei com o Rick, ele est� p�ssimo.

Recebi uma liga��o da escola.

Ele passou a manh� inteira na enfermagem chorando.

N�o come, n�o dorme.

N�s n�o tivemos a chance de discutir isso entre n�s.

Isso mesmo. Estou falando apenas por mim.

Estou falando apenas por mim.

Estive tentando separar isso do meu futuro pol�tico.

N�o que isso seja poss�vel.

A coisa mais importante para mim � o futuro de meu filho.

Acho que � poss�vel que eles n�o sejam descobertos,

que talvez esse caso nunca seja resolvido.

Mas � isso que queremos? Para as crian�as?

Para n�s? Acho que n�o.

Eu n�o vejo...

Eu n�o me vejo vivendo e pensando que...

que meu filho se envolveu em um assassinato.

Espere um minuto, por que escolheu essa palavra?

- N�o quis dizer "assassinato". - Essa palavra � muito pesada!

- Ela morreu queimada. - Voc� est� exagerando, Stan.

- Foi um acidente. - Claro que foi.

- Foi uma sequ�ncia de erros. - Concordo.

- Aquela pobre mulher foi... - "Pobre mulher", Stan?

O que essa "pobre mulher" fazia l� em primeiro lugar?

Existem muitos lugares para pessoas assim irem.

- Sem-teto de todos os lugares... - Os abrigos que n�s mantemos.

- Hospitais, cadeias... - Essa n�o � a quest�o.

Ela estava no caminho deles, Stan.

Ela era perigosa e os estava amea�ando.

Michael disse que as coisas sa�ram de controle.

Eles ficaram assustados.

Estavam tremendo quando eu os busquei.

- Eles s�o bons... - Naquela noite n�o foram.

Voc� n�o estava l�! E acredito no meu filho.

Vamos tentar n�o discutir.

- Vamos nos ater ao assunto... - Tudo bem, esse � o assunto.

Imagine: voc� abre a porta

e v� um vagabundo nojento e violento.

Algu�m descontrolado. O que voc� faz?

- Claire... - � um ser humano, Claire.

Faz as malas e se muda.

- N�o estou falando do sem-teto. - � um ser humano.

Estou falando sobre uma pessoa ruim.

Um problema. Eles s� queriam que ela sa�sse.

Foi um acidente.

Precisamos proteger os meninos.

- O que est� feito est� feito. - Foi um acidente.

Isso � certo. Foi um acidente.

Mas o que aconteceu, aconteceu.

Precisamos decidir o que fazer.

Sim, exatamente. Muito obrigada.

� sobre o futuro do Rick e do Michael.

� disso que quero falar. Do futuro.

Nossos meninos conseguem viver com isso dentro deles.

Isso vai destru�-los. J� est� acontecendo.

Falei com a Kate mais cedo, nessa tarde.

Ela n�o concorda.

Eu j� decidi.

- H� outras maneiras. - Para o futuro do meu filho.

A �nica maneira que eu vejo para sobreviver a isso...

Est� abrindo m�o da sua carreira pol�tica.

N�o faz sentido. Nem acho nada.

Posso? Posso?

Claro, v� em frente.

� com voc�. Boa sorte com o discurso.

Te vejo atr�s do palco.

Vou retirar minha candidatura.

Pelo bem de meu filho, da minha fam�lia.

Michael, todos n�s,

minha lei ser� aprovada amanh�, ou n�o. Mesmo assim,

resolveremos isso depois.

- N�o pode fazer isso! - Claro que n�o!

Isso � loucura! Depois de tudo que passamos...

N�o foi o que disse.

Voc� n�o pode tomar a decis�o sozinho, Stan.

Todos temos algo em jogo.

� por isso queria ver voc�s.

Por isso que queria falar sobre isso.

Decidir como iremos fazer.

- Fazer o qu�? - Assumir tudo. Como uma fam�lia.

- Para salvar nossos filhos. - N�o seja tolo, Stan.

Tomando essa decis�o,

voc� tamb�m decide o destino do meu filho!

Voc� n�o tem esse direito.

Eu n�o vou deixar. Ele � meu filho!

- Nosso. - E n�o banque o pol�tico nobre.

Detesto dizer isso, mas n�o � muito nobre, nem moderno,

- e n�o parece voc�. - Voc� se eleger�.

Est� na frente nas pesquisas...

Como vai explicar para seu pr�prio filho

que voc� est� disposto a arruinar o futuro dele?

O futuro dele j� est� arruinado!

- E n�o por mim! - Seja realista.

Eles se safaram. � p�ssimo.

� inacredit�vel. � terr�vel.

Mas temos uma responsabilidade, como pais,

de ajud�-los a lidar com isso.

Voc� n�o quer viver com isso? Tudo bem.

Renuncie.

Mas n�o os exponha.

- N�o pode renunciar! - N�o � sua decis�o.

�, sim. � sim minha decis�o.

Voc� se sente mal? Ent�o aja.

Priorize a causa dos sem-teto.

Fa�a uma doa��o no nome dessa mulher.

- Assim resolvemos as coisas. - Nem sabem o nome dela!

Ela n�o tem nome!

Nenhum dinheiro no mundo vai consertar isso...

Ent�o vai tentar consertar prendendo nossos filhos?

Sabe o que acontece com crian�as lindas na pris�o?

- Sabe? - S�o menores.

Ser�o julgados como adultos.

- Voc� conhece a lei. - Vai ser p�ssimo.

Mais um caso de "afluenza".

- Crian�as privilegiadas... - Devem servir de exemplo!

- � seu filho! - Talvez mere�am.

- Voc� est� maluco? - Voc� acha que eu quero isso?

Eles v�o cumprir a senten�a, e n�s juntaremos os peda�os.

E estaremos com eles a cada passo do caminho.

Ter�o os melhores advogados, gra�as a n�s.

Vamos am�-los, cuidar deles. Nos importaremos com eles!

Eu olhei para isso de todos os �ngulos poss�veis.

- N�o h� outra sa�da. - H�, sim.

Voc� n�o faz nada.

Essa n�o � uma prioridade pol�cia,

e as pessoas se esquecer�o disso.

Rick n�o vai esquecer.

Ele vai se acalmar.

Eu n�o vou esquecer.

N�o � sobre voc�.

O sistema vai falhar com eles.

N�s n�o vamos.

N�s podemos ajud�-los, podemos conseguir a ajuda certa,

o tratamento certo, a medica��o...

- O que vai ajudar... - � a segunda chance.

- N�o ser� o suficiente. - D� uma segunda chance.

� o que precisa ser feito.

Acredite em mim.

Vou organizar uma coletiva de imprensa

na capital amanh� de manh�, ap�s a vota��o.

Vou anunciar a suspens�o da campanha.

A Kate e eu sentaremos com o Rick

e explicaremos tudo a ele.

E juntos iremos � pol�cia e contaremos tudo a eles.

Nos jogaremos � merc� da Justi�a.

Esses meninos cometeram um crime terr�vel,

eles t�m que pagar por ele.

� a �nica sa�da para eles.

Sugiro que fa�a o mesmo com Michael.

Vou pagar por tudo isso.

Voc� n�o vai fazer nada? Diga algo!

Nosso filho.

N�o "seu filho".

"Nosso filho".

Isso est� acontecendo de verdade?

Cara, estamos mortos.

Por que ela n�o levanta?

Caramba!

Vamos embora.

N�o, n�o, n�o, n�o...

Precisamos gravar algo engra�ado.

- N�o est� mais legal. - Vamos, cara!

S�rio, olhe!

Vamos embora!

Vamos cair fora!

Preciso ligar para o Michael. Que horas s�o?

Pouco depois das 22h.

Coitadinho, ficou sozinho a noite inteira.

O que acha, Paul?

Eu? De que importa?

- Claire est� no comando. - Pare.

De verdade.

Voc� n�o disse nada. Quero saber.

Ningu�m � inocente nessa hist�ria.

Nem aquela mulher.

Nem Beau.

Nem a Barbara, nem mesmo voc�.

Mas Beau n�o estava l�.

Ele n�o sabe do que est� falando.

- M�e? - Oi, amor.

Como est�? Espero que n�o muito entediado.

Beau n�o quer o dinheiro.

- Ele disse que precisamos pagar. - Quanto?

Pagar � sociedade ou alguma besteira assim.

- Certo. - Disse que eu sou covarde.

Estou com o papai, Stan e Kate. Vamos voltar para a casa,

ent�o ter� tempo de limpar tudo. O que voc�s jantaram?

Ele nos denunciar�, m�e.

Ele vai nos denunciar. Eu sei...

Est� bem. Escute, n�o se preocupe.

� s� li��o de casa.

Tudo parece mais complicado do que �.

Aguente firme, eu vou mandar o papai para casa.

Ele vai ajudar, tudo bem? Amo voc�. Nos vemos logo, tchau.

Ele est� bem.

Completamente bem.

DIGESTIVO

N�o entendo o motivo da demora.

- Vou descobrir... - N�o, precisamos conversar.

- Ainda n�o acabamos. - Vou cham�-lo.

N�o acabou mesmo. E � urgente.

Entendi, Claire. Est� machucando meu bra�o.

Beau mudou de ideia.

- Voc� est� brincando? - Ele amarelou.

- Ele vai expor os meninos. - Meu Deus, aquele filho da...

Onde est�o os Lohman?

Estamos bem aqui!

Claro. Me refiro aos outros Lohman.

- Essa decis�o � nossa. - Nossa decis�o?

N�o � nossa, voc� a tomou sozinho.

Stan... O que voc� acha? Nina?

- N�o a meta nisso. - Como?

Ela est� bem aqui. Voc� a meteu nisso.

Acho que ele est� certo.

S�rio? Como ele te manipulou?

- Posso pensar por mim... - Contei o b�sico.

Estou tentando manter a mente aberta.

E tentando ouvir. Voc� n�o me ouviu a noite toda.

Eu te ouvi quando me fez sentir um nada.

E agora faz isso aqui de novo.

Chega. Cansei de brigar.

- Claro que cansou. - Cansei.

De qualquer forma, voc� ganha.

De qualquer forma, eu me ferro.

Eu dei tudo � sua fam�lia, Stan. Tudo!

Eu chorei quando a Val estava imposs�vel.

Dormi no ch�o ao lado da cama do Beau

quando tinha os pesadelos.

Eu te consolei quando se sentiu mal.

Fiz de tudo para o Rick. N�o sou m�e deles,

e voc� n�o estava l� para me defender, mas eu tentei.

Porque eu amo essas crian�as!

E eu amo voc�, ent�o n�o liguei.

N�o liguei quando voc� se excitou com umas vadiazinhas,

porque eu sabia que estava arrasado pela Barbara,

mas eu te acolhi, e voc� sempre voltava para mim,

e voc� sempre precisava de mim.

Bom, de qualquer forma...

A Kate � �tima! A eterna estagi�ria!

Kate doce e muito tolerante.

Ela n�o vai se importar.

N�o mais, Stan. Est� me ouvindo?

Porque, se voc� fugir dessa briga...

Eu fujo dessa rela��o.

Marque uma coletiva para amanh� ap�s a vota��o.

N�o ouse!

Stan, me escute.

Rick n�o vai conseguir lidar com isso.

N�o vai. N�o o conhece como eu,

mas ele n�o vai conseguir.

Voc� est� assumindo a trag�dia de outra pessoa.

� nossa trag�dia!

� nossa, � de todos n�s.

Marque uma coletiva.

Certo, chefe.

"Certo, chefe"...

Sabe que est� brincando com nossas vidas?

- � o trabalho dela. - Espere.

O que voc� tem a ganhar? N�o � seu trabalho.

Voc� perder� seu trabalho.

Voc� n�o me conhece, nem nunca quis conhecer.

Tem raz�o. Me desculpe. Sou ego�sta, n�o �?

Sou a esposa trof�u. A interesseira.

E tudo o que diz pelas minhas costas.

Voc� j� pensou que eu tenho sentimentos?

Provavelmente n�o. Mas n�o ligo,

porque n�o preciso da sua pena. E n�o preciso do seu apoio.

Parem, voc�s duas. Parem.

N�o acho que exista outra sa�da, Stan.

N�o, claro que h�.

Stan, me escute.

Voc� far� muito mais como governador

do que como pai ou marido.

Voc� n�o � nada sem a pol�tica.

E n�o s� sem ela.

Voc� precisa de mim. Mais do que eu de voc�.

E essas crian�as precisam de pais.

E isso � um fato.

N�o...

Estamos falando...

de algo extremo aqui.

E muito absurdo.

Falo da mulher que cria seus filhos por voc�.

� o que deve ser feito. Voc� sabe disso.

Sabe, �s vezes...

A melhor forma de curar � n�o mexer na ferida.

Vamos.

D� uma semana.

Vamos conversar, eu e voc�.

N�o aqui, n�o assim. Vamos para casa.

Vamos para a casa da praia.

Conversaremos e discutiremos e tomaremos uma decis�o juntos.

Como sempre fizemos. Juntos.

E o que trar� de bom se ele se safar disso?

Ele vai ser nosso filho.

N�o posso esperar uma semana. N�o posso.

Tudo bem. S� alguns dias, ent�o. Est� bem?

Cinco. Me d� cinco dias. Vamos.

Vamos.

Te dou tr�s dias, est� bem?

- Tr�s dias. - Tr�s dias.

- Tr�s dias. - �.

Obrigada.

Claro.

Obrigada.

Eu n�o queria te envolver.

Isso � angustiante, mas n�o podemos recuar.

Ele n�o est� ouvindo, e ela n�o tem poder sobre ele.

Precisamos lidar com isso n�s mesmos.

Eu cuido do Stan.

Consigo cuidar dele.

Voc� precisa cuidar do Beau.

Consegue fazer isso?

N�o estou me sentindo muito bem...

Eu n�o...

Eu n�o tenho tomado meus rem�dios.

N�o por muito tempo, faz meses...

� que...

Eu queria me sentir como antes.

Eu sei.

Quando eu lavo roupa, acho as p�lulas que voc� esconde

e esquece de jogar fora.

Por isso seus bolsos est�o rosa.

Por que n�o disse nada?

Porque queria meu Paul de volta.

Porque voc� ficou entorpecido por muito tempo.

Porque eu me sentia sozinha.

Ou�a, eu sei que te decepcionei.

Eu sei que o Michael n�o me respeita.

Que voc�s dois s�o pr�ximos. Que voc�s...

Que s�o apenas voc�s dois.

Que voc�s escondem as coisas de mim.

- Mas ainda consigo agir. - Eu sei. Que bom!

Ent�o me prove. Eu preciso de voc�.

Preciso que seja forte.

- E preciso que seja focado. - Sim.

E preciso que cuide do Beau.

Tudo bem. Como eu cuido dele?

Fale com ele.

Tudo bem. A conta est� paga.

Vamos embora.

Vamos...

- Vou sumir daqui. - Estou indo.

Aonde voc�... Aonde ele est� indo?

Voc� n�o sabe?

�s vezes precisamos deixar Paul ser o Paul.

Mas quero falar sobre a coletiva...

- N�o haver� uma. - Por enquanto.

Por enquanto...

Como assim?

Voc�s s� tiveram um longo jantar.

Vamos embora. Voc� precisa de carona?

Podemos chamar um t�xi...

O que quer dizer com "por enquanto"?

- Heinz. - Sr. Lohman.

Bem...

Foi um prazer servir sua fam�lia e todas as erup��es vulc�nicas.

Sim, obrigado.

Obrigado.

Me desculpe.

- Tudo bem? - Boa noite.

Eu devo isso a ela.

E devo a meu filho muito mais do que isso.

Fam�lia n�o � pol�tica, Stan.

Tudo � pol�tica. N�o seja t�o inocente.

Tudo � quest�o de estrat�gia.

Nunca houve um caminho que fosse apenas certo ou errado.

Apenas muitas escolhas ruins.

Algu�m sempre se machuca.

Como na pol�tica.

Como em todas as fam�lias que existem.

E agora?

Algum final feliz imposs�vel.

Sei. Um verdadeiro conto de fadas, Stan.

Tudo bem. Boa noite.

Boa noite.

Obrigado.

A guerra � sempre motivada por um profundo ato de amor,

muito mais do que �dio.

Para lutar, voc� precisa amar a causa,

e transcender o sacrif�cio.

Lutamos por quem e pelo que amamos.

- Liberdade, poder... - Abra a porta, Beau!

religi�o, dom�nio, m�e, pa�s, l�der.

- Amo minha fam�lia. - Abra a porta!

Eu amo a minha fam�lia.

Eu amo a minha fam�lia.

E entraria em guerra por meu filho.

- Faria isso como ato de amor. - Sei que voc� est� a�!

- Quero conversar. - Voc� faria o mesmo.

- Vamos, Beau! - Voc� faria o mesmo.

Voc� faria o mesmo.

Abra a porta.

N�o. Ele n�o pode sair.

Sou o tio dele. Quero falar com ele.

- Abra a porta. - Ele n�o vai sair...

Pare!

N�o precisa se esconder de mim, Beau.

Sabe, nunca chegamos a nos conhecer.

Voc� � uma inc�gnita.

N�o sou mau, pelo contr�rio, sinto at� demais.

Veja as coisas sob a perspectiva de um pai.

O que est� planejando fazer, Beau, n�o est� certo.

N�o � assim que fam�lias agem, elas trabalham juntas.

Fam�lias trabalham juntas para enterrar as coisas feias.

Saia, Beau. S� quero conversar, acredite.

Vamos.

Me desculpe, tio Paul.

Fam�lias fazem tudo para se proteger.

N�o quero te machucar, Beau. Mas que escolha eu tenho?

Voc� n�o me deu escolha.

Claire n�o me deu.

� nosso trabalho dar um futuro ao Michael.

Eu lecionava para crian�as da sua idade.

Achei que eles me amavam, mas n�o queriam mais me ouvir.

Te assustar n�o funcionaria, n�o �?

Desculpe, Beau.

- Beau? - Stanley, estava pensando...

A raz�o nos distingue dos animais.

- � isso que nos falta. - Beau est� a�?

- Fique quieto. - N�o d� para pesquisar a raz�o.

Voc� fez algo com ele?

- N�o. - O que voc� fez?

- Nada. - O que voc� fez?

- Nada. - O que voc� fez?

- O que voc� fez com ele? - S� conversamos.

Nunca mais fale com meu filho, ouviu?

Voc� � um nada!

- Stan? - Cansei de voc�!

O que ele fez? Onde est� Beau?

N�o sei. Ligue para ele.

Ligue do seu celular.

- Claire, aqui. - O que est� acontecendo?

Ele est� aqui.

Beau?

Est� tudo bem. Venha c�!

Oi, amor.

Beau?

- Acho que fraturei a costela. - Tudo bem.

Eu estava conversando com ele. S� conversando, como voc� disse.

Eu cuidei dele.

- E a� o Stan surtou. - Me ligue.

- � esse n�mero mesmo? - Ligarei para o Michael.

Vou ligar para o Michael.

Fale de novo. Me diga de novo.

- Tudo isso? - O qu�? O que est� acontecendo?

Voc� tem certeza?

Vou ligar para o Michael.

Conseguimos os votos! Sim, vai passar!

Vai passar!

Passe para o l�der do partido.

- Michael? - Que bom!

- Isso, isso! - Os macacos sob as estrelas.

- Cale a boca. - S�o e salvo.

- Tudo vai ficar bem. - Voc�, n�o.

- Era outra pessoa. - Papai resolveu.

�tima not�cia.

- Tudo bem. Me ligue. Agora! - Sa�de mental para todos!

� a caixa postal. Continuarei tentando.

Ele fez tudo certo. Fez tudo certo.

- Beau! - Nos vemos em breve.

Que engra�ado! Macacos com telefones.

Macacos com telefones.

Beau? Gra�as a Deus.

Est�vamos preocupados. Onde voc� est�?

Eu te amo.

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