All language subtitles for Shark - 1x21 - Strange Bedfellows.DVDRip.GoTV.pt

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Original subtitles

Muito bem.

Bom lan�amento.

Traz as tuas coisas, Billy.

Fizeste um grande jogo hoje.

Aquele pontap� de canto foi uma obra de arte.

Obrigado. Estou em pulgas para ir acampar.

A pesca em Yosemite � �ptima nesta �poca.

- Podemos ir at� ao El Capitan? - Se achas que �s capaz.

Pol�cia!

Pai?

Russell Wallace, est� preso pelo rapto de Jackie Buckner.

- Jackie Buckner? - N�o! Pai!

- Est� tudo bem. - Deixe-o em paz!

- Est� tudo bem, Jackie. - Largue-me! Chamo-me Billy Wallace.

L� est� ele.

- Jackie? - Chamo-me Billy Wallace.

- Est� tudo bem. - Somos os pais.

Jackie? Ol�. Querido.

- Vai correr tudo bem. - N�o!

- Estamos aqui. Vamos ajudar-te. - Aquele � o meu pai.

- N�s estamos aqui. - Pai!

Quatro anos.

� demasiado tempo sem ver um filho.

Era de esperar que arranjasse forma de fugir.

Os predadores de crian�as s�o pervertidos mas inteligentes.

- E extremamente manipuladores. - Billy!

Vejamos como este pulha se safa com algu�m do seu tamanho.

A Pol�cia encontrou o Jackie Buckner por uma pista an�nima.

- Como est� ele? - Ainda est�o a fazer exames.

Vou adorar lev�-lo � barra para lhe mostrar o que � agress�o.

Por falar de anormais. Sei qual � o argumento do Cutler contra ti.

Os assassinatos de Wayne Callison ou as finan�as do meu ex-marido?

Ele n�o tem capacidade para ser Procurador. Vais ser reeleita.

Espero que o debate me d� vantagem.

- Vou arrancar-lhe a cabe�a. - Adoro o processo democr�tico.

Quando n�o est� a raptar, � delegado de informa��o m�dica.

Registo inc�lume. Duas vezes vendedor do m�s.

O Jackie terminou o ensino b�sico com distin��o.

Ningu�m v� a parte de tr�s dos pacotes de leite?

Os exames m�dicos do Jackie.

- Sinais de agress�o? - Nada. Nem um arranh�o.

Vamos pelo rapto e deten��o ilegal.

- � ped�filo. Tem de cumprir 25 anos. - Condenamo-lo por rapto. S�o 15.

E deixamos o clube dos ped�filos da pris�o fazer-lhe uma festa.

- Qual � o plano? - Por rapto?

O mi�do desaparece. Encontramo-lo em casa do Wallace. Fim.

Rapto implica que um indiv�duo seja levado � for�a contra a vontade.

Segundo o relat�rio, n�o h� testemunhas.

Ele pode dizer que o mi�do foi l� ter e armou uma tenda.

- Ningu�m acreditar� nisso. - Quem pode testemunhar

- � o Jackie Buckner. - N�o vai falar.

- Vai ter de falar. - O problema � que ele o adora.

- O Wallace fez-lhe a cabe�a. - Como vamos convenc�-lo?

Vou chamar a Connie Vasquez.

A melhor pedopsiquiatra de L.A.

Se algu�m consegue dar a volta ao mi�do, � ela.

Como � voltar para os teus pais?

N�o quero viver com eles. S� quero ver o meu pai.

Eu percebo.

Mas primeiro preciso saber como foste viver com o Mr. Wallace?

N�o me lembro.

Tinhas sete anos. Deves lembrar-te de alguma coisa.

Chamo-me Billy. Billy Wallace.

- N�o tiveste saudades dos teus pais? - N�o.

- Porqu�? - N�o quero falar sobre isso.

Est� certo. Mas agora preciso que sejas honesto comigo.

O Mr. Wallace alguma vez te magoou?

� claro que n�o.

Alguma vez te tocou de forma impr�pria?

- N�o. O meu pai n�o faria isso. - Est� bem.

- Fala comigo, Connie. - Ele sabe mais do que diz.

Tenha ou n�o existido agress�o. � preciso tempo.

N�o parece gostar muito dos pais.

Nota-se que houve uma grande manipula��o.

O Wallace pode ter passado anos a met�-lo contra os Buckner.

Quanto tempo vai demorar at� ele falar do rapto?

� dif�cil dizer. Assumiu fortemente a nova identidade.

Neste momento, � o Billy.

Quanto mais tempo estiver longe do Wallace,

mais f�cil ser� para ele encontrar o Jackie.

CONT�M RESULTADOS DOS EXAMES PRELIMINARES

- O que fazes em casa? - Esqueci-me do telem�vel.

Vou falar com os pais do rapaz que encontr�mos.

Devem estar incrivelmente felizes.

- Por falar nisso... - Sim.

Pensei que tivesses algo para me dizer.

Por acaso, tenho.

N�o janto em casa.

�ptimo. Mais alguma coisa?

A Megan e eu vamos trabalhar na recolha de comida. Volto �s 20h.

At� logo, pai.

Como est�o a correr as coisas com o Jackie?

Tem sido duro. Ele mal nos fala.

Vai ficar bem.

Passaram poucos dias. Precisa de tempo para se adaptar.

Podem falar-me do dia em que ele desapareceu?

14 de Mar�o de 2003.

O Jackie pediu para vir para casa de bicicleta, pelo parque.

E como n�o chegou a casa,

a Pol�cia pensou que tivesse sido raptado para pedirem resgate.

Mas nunca nos contactaram.

N�o sab�amos mais nada...

- Por que estamos a repisar nisto? - Sei que � doloroso.

Mas para condenar o Russell Wallace,

tenho de determinar os factos do rapto.

E o Jackie � a nossa �nica testemunha.

Est� a dizer que vai chamar o meu filho a depor?

N�o temos escolha.

N�o. Esque�a. O Jackie n�o vai testemunhar.

- Stuart. - J� sofri que chegue, Gail.

Encontraram-no a viver com o patife. Isso � rapto.

- Se me deixar explicar... - N�o se canse.

� meu filho. A decis�o � minha.

H� outra coisa.

Nora March � a advogada de Russell Wallace.

- Ela � dura. Entra a matar. - O que quer dizer?

A defesa ir� tentar diabolizar os pais.

- N�o estamos a ser julgados. - N�o � justo, mas � o que far�o.

H� algo prejudicial que a Nora March possa descobrir e usar contra n�s?

Sou promotor imobili�rio. Sabe que opini�es isso gera?

- N�o temos nada a esconder. - A s�rio?

- Toda a gente tem algo a esconder. - Estou farto desse seu tom.

Recuper�mos o nosso filho.

- N�s somos as v�timas. - � verdade. S�o.

Se agir assim em frente ao j�ri, e o Russell Wallace safa-se.

N�o se preocupe connosco.

Apanhe o monstro que roubou o nosso filho.

A psiquiatra est� a trabalhar com o Jackie.

- Vai ser capaz de depor? - � cedo para dizer.

Achas que a March vai atr�s dos Buckner?

Sim. O puto fugiu. Os pais s�o uns monstros.

- � uma jogada dif�cil. - Talvez.

Mas este Wallace parece um pai exemplar.

A busca em casa dele deu em nada.

Boa advogada. N�o dou nada por garantido.

Recebi uma chamada do Manny. Quer detalhes do caso.

Porque o Stuart Buckner � um grande contribuinte.

Quando voltarem a falar, diz que estou � espera do apoio que prometeu.

Est� � espera do �ltimo minuto para aparecer no seu cavalo branco.

� costume a donzela em perigo ser salva antes de ser decapitada.

- Queres que lhe ligue? - N�o. N�o posso pedir-te isso.

- Certo. - N�o quero abusar da tua amizade.

- Podes ligar-lhe hoje? - Sem problemas.

TRIBUNAL DOS ESTADOS UNIDOS

Jackie Buckner tinha sete anos

quando foi roubado da rua em plena luz do dia.

Arrancado aos pais extremosos, privado da vida que conhecia.

Russell Wallace raptou Jackie Buckner,

alterou o nome do rapaz e obrigou-o a fazer-se passar

por seu filho durante quatro longos anos.

T�m filhos?

Eu tenho.

E os pais sabem como � estar acordado durante a noite

a rezar para a sua crian�a chegar s� e salva a casa.

Jackie Buckner representa o maior medo de qualquer pai.

Quanto a Russell Wallace, ele � o nosso pior pesadelo.

T�m o poder de acabar com esse pesadelo.

O que seria preciso para arriscar tudo e salvar a vida de uma crian�a?

Russell Wallace viu uma crian�a a sofrer.

E embora fosse mais f�cil fazer ouvidos de mercador,

o meu cliente preferiu ouvir a consci�ncia.

Ao inv�s de devolver Jackie Buckner a um lar inseguro,

um ambiente t�xico que iremos descrever detalhadamente,

decidiu proteger esta crian�a indefesa dos pais que o maltratavam.

Salvou a vida de uma crian�a.

E isso nunca deveria ser crime.

O Jackie estava a ver televis�o.

Foram ver como estava. Tinha desaparecido.

- Sinais de arrombamento? - N�o. Parece que fugiu sozinho.

O que o ter� levado a fugir?

N�o sei. Mas tenho a certeza que vou descobrir.

Jackie Buckner pode responder pelo nome Billy Wallace.

O Minist�rio P�blico est� a trabalhar com a Pol�cia para o localizar.

Contamos com a ajuda das pessoas.

- Miss Devlin. - Miss Devlin.

Se algu�m levou o Jackie ou sabe onde ele est�,

imploro-vos, tragam-no para junto de n�s.

Onde est� o Jackie Buckner?

N�o fa�o ideia. Mas n�o me espanta que tenha fugido daquela gente.

Ningu�m o conhece como voc�. Est� confuso e assustado.

Se o meu cliente pudesse ajudar-vos a encontr�-lo,

e n�o digo que possa, o que t�m para oferecer?

Paz na Terra e boa vontade n�o chegam?

- Retirem as acusa��es. - Sonhem.

Uma senten�a inferior, n�o havendo sinais de agress�es.

N�o entendem? N�o fui eu quem maltratei o Billy.

O menino anda a� fora sozinho.

Diz que se preocupa com ele. Ent�o, prove.

Adoro o Billy, e estou muito preocupado com ele.

Mas mesmo que soubesse onde estava, n�o vos dizia.

Ele fugiu porque morre de medo dos pais.

E tem raz�es para isso.

Sei que acha que o est� a ajudar, Mr. Stark,

mas est� a colocar a vida dele em perigo.

Levem-no daqui.

Se est� a mentir, � muito bom.

Permitir que o j�ri visite a casa do Wallace seria prejudicial.

- Para n�o dizer irrelevante. - � muito relevante.

O meu cliente deu abrigo seguro ao Jackie Buckner.

E esse abrigo era tamb�m uma pris�o.

As condi��es do Jackie s�o fulcrais para provar a nossa teoria.

O j�ri tem o direito de ver a casa do Mr. Wallace.

O rapaz podia ter vivido no Taj Mahal.

N�o tem rela��o com o facto de ter sido raptado.

Mr. Stark faz acusa��o de abusos e maus tratos.

Temos o direito de contrariar.

O lar assegurado pelo arguido � relevante para a sua defesa.

Permitirei uma visita supervisionada � casa do Mr. Wallace.

Meus senhores, por aqui.

Mrs. Buckner.

� t�o normal.

Sempre imaginei... muitas coisas.

Posso ir l� dentro?

A ordem da ju�za s� se aplica ao j�ri.

Por isso...

N�o dizemos a ningu�m.

- Ele parece feliz. - Devia ter estado convosco.

Durante quatro anos, sonhei com o dia em que voltaria a v�-lo.

E pensei que poderia...

...abra��-lo e tudo ficaria bem.

Esse dia chegou e foi como conhecer o filho de outra pessoa.

Vai melhorar.

Talvez.

Mas n�o recuperaremos os anos que perdemos.

N�o importa o que aconte�a,

haver� sempre uma parte do meu filho que n�o conhe�o.

Mr. Lopez, foi contratado em 2003 por Gail e Stuart Buckner

- para procurar o filho deles? - Exactamente.

- Eles empenharam-se em encontr�-lo? - Sim, nunca perderam a esperan�a.

As pistas que seguimos nunca deram em nada.

Mas estiveram sempre determinados a encontr�-lo.

Sentiu que ficaram traumatizados pelo acontecimento?

Ficaram destro�ados. O Jackie era a vida deles.

N�o tenho mais perguntas.

Mr. Lopez, viu este alegado rapto ter lugar?

N�o.

- Houve alguma testemunha? - N�o. Ningu�m se manifestou.

Viram o Jackie sair da escola de bicicleta.

Mas nunca chegou a casa.

Tem alguma prova

- em como o Jackie n�o fugiu? - N�o.

Ent�o, � poss�vel que o Jackie fugisse voluntariamente dos pais?

- Sim, mas... - Obrigada.

Era vizinha do Russell Wallace. Deve ter uma opini�o sobre ele.

Como disse � Pol�cia, o Russell � um �ptimo pai.

Disse que a mulher foi embora quando o Billy tinha dois anos.

Encontr�mos v�rias fotos do seu filho com o Jackie Buckner.

Eram amigos. Passavam noites em casa um do outro.

O Russell levava-os � escola.

Viu algum comportamento inadequado entre o Russell e o Billy?

Nunca. Ele era totalmente dedicado.

Podemos falar com o seu filho?

Randy?

Ol�, Randy. Estamos a tentar encontrar o Billy.

- Sabes onde ele est�? - N�o.

Olha...

Sei que queres ajudar o teu amigo.

A melhor forma de o fazeres � contares o que sabes.

A s�rio. N�o sei onde ele est�.

- Voc�s falavam muito? - Todos os dias.

Quando n�o era ao telefone, era pelo computador.

Falaste online com o Billy desde que ele foi embora?

N�o. Ele n�o tem estado ligado.

Gostar�amos de aceder � conta web do seu filho.

Se o Billy aceder e tentar contactar o Randy,

ajudar-nos-ia a traz�-lo para casa.

Qual casa?

Tinha uma boa rela��o com o seu filho antes de ser raptado?

�ramos muito chegados.

Ele era tudo para n�s.

E quando desapareceu, fic�mos devastados.

- S� tinham o Jackie? - Sim.

Tive dificuldade em engravidar.

E quando conseguimos, foi como um milagre.

- O Jackie era o nosso milagre. - N�o tenho mais perguntas.

� uma hist�ria comovente, Mrs. Buckner.

- Mas n�o � a hist�ria completa, �? - N�o compreendo.

- Costumava deitar-se com o seu filho? - N�o.

- Protesto. Fundamenta��o. - Indeferido.

Quando era pequeno, ficava com ele quando n�o conseguia dormir...

- Trancava-o fora de casa? - O qu�?

A rela��o da testemunha com o filho suporta a nossa teoria.

A testemunha ir� responder.

O Jackie foi trancado acidentalmente fora de casa quando tinha cinco anos.

Agrediu fisicamente o seu filho quando ele tinha quatro anos?

- N�o! - Merit�ssima...

Jackie Buckner partiu um bra�o quando tinha quatro anos. Verdade?

- Mrs. Buckner? - A testemunha dever� responder.

Sim.

Os ferimentos limitaram-se a um bra�o partido?

N�o. Tinha algumas feridas na cara.

Pode explicar como surgiram essas feridas?

Ele caiu. Foi um acidente.

Tenho a declara��o de uma enfermeira, Alex Lowry, a afirmar que David Lopez,

o mesmo detective que a senhora e o seu marido contrataram,

lhe pagou 500 d�lares para destruir a ficha do seu filho.

N�o tivemos oportunidade de verificar a declara��o.

Vou permitir.

Voc� e o seu marido pagaram

para que o relat�rio sobre o ferimento fosse destru�do?

Sim.

N�o posso deixar de me questionar sobre o que queria esconder.

- Est� tudo bem, querido. - Pai!

Perguntei se havia algo que a March pudesse usar.

- Quero uma explica��o. - N�o temos de explicar nada.

Na verdade, t�m.

Dei-vos o benef�cio da d�vida.

E desde que o Jackie fugiu,

tenho-me perguntado se o Wallace est� a dizer a verdade.

Se descubro que agrediam o vosso filho, destruo-vos.

Nunca agredimos o Jackie.

Ent�o, por que pediram para destruir os registos do hospital?

Alguns anos antes do desaparecimento do Jackie,

fui nomeado para um conselho de desenvolvimento urbano.

Tinha de ser investigado.

Os supervisores da nomea��o estavam loucos por um esc�ndalo.

No caso de uma crian�a com uma fractura e feridas,

os m�dicos ponderam se � agress�o.

E registam isso na ficha.

� uma coisa manipul�vel para se tornar incriminat�ria.

Mandaram-me livrar dessa ficha.

E ao inv�s de os mandar para o inferno, como devia...

...paguei para destruir tudo.

Como foi que o Jackie partiu o bra�o?

Est�vamos a brincar no jardim.

Estava a ficar tarde.

O Jackie n�o queria entrar e fez uma birra.

E come�ou a correr para a estrada.

Vinha um carro.

Agarrei-o pelo bra�o.

Puxei-o para mim e ele caiu. Juro que foi um acidente.

Mr. Stark, tem de acreditar em mim.

O Stuart e eu prefer�amos morrer a magoar o Jackie.

Obrigado por me receber, Director Saunders.

O que posso fazer por si?

A escola oferece cursos de prepara��o para os exames?

- Sim. Est� interessado? - Que piada.

A Julie precisa de melhorar os h�bitos de estudo.

A Julie? � das mais aplicadas.

Ser-se aplicado � bom.

Mas sem resultados, n�o interessa.

A Julie escondeu-me os resultados, o que significa que chumbou.

A sua filha nunca chumbou a nada na vida.

Escolheu p�ssima altura para come�ar.

Se ela fizesse a prepara��o, contratava um professor privado...

A Julie teve 2.310 em 2.400 pontos poss�veis.

� mais de 95 porcento.

- Isso � muito bom. - Pois �.

Se n�o disser � Julie que lhe disse as notas,

n�o lhe digo que a imaginou a chumbar.

Diga-nos como conheceu o Jackie Buckner.

Vim de Sacramento para trabalhar numa empresa de contabilidade

e aluguei uma casa em Studio City.

Um dia, um menino apareceu � frente da casa.

Estava aterrorizado.

Gritava histericamente e...

- Ajudou-o? - Sim, � claro.

Levei-o para dentro, acalmei-o.

Ao fim de uma hora, come�ou a falar.

- E o que disse? - Que os pais lhe batiam.

Morria de medo deles.

- Acreditou nele? - De in�cio n�o tive certeza.

At� o mandei para casa.

Mas alguns dias depois, ele voltou e eu vi.

Tinha feridas no corpo todo.

Tinha sido espancado.

- Avisou as autoridades? - N�o.

- Porqu�? - Bem, de in�cio, o Billy...

O Jackie n�o me dizia quem eram os pais.

E quando disse, pesquisei o pai dele na Internet.

Stuart Buckner � um homem poderoso.

Pessoas como ele safam-se sempre.

Contratam advogados famosos. Fazem telefonemas. Eu...

N�o podia deixar aquela crian�a voltar para aquela situa��o.

Tive medo que o matassem.

- E o que fez? - Ajudei-o como pude.

Mud�mo-nos para Simi Valley, come��mos de novo.

Criei-o como se fosse meu filho.

Mas sabia que podia ser acusado de rapto.

Estava disposto a correr esse risco.

Mesmo podendo ser preso?

Se tivesse de voltar a faz�-lo, faria exactamente o mesmo.

O Jackie apareceu em sua casa a dizer ter sido agredido

- pelos pais. - Sim.

- N�o avisou as autoridades? - N�o.

E a protec��o de menores?

Ou qualquer uma das 58 organiza��es

que existem na �rea Sul da Calif�rnia s� para ajudar crian�as.

- N�o. - N�o procurou ajuda nem apoio.

E mesmo assim, o senhor, solteiro, nunca casado, sem filhos,

formou um la�o de intimidade com uma crian�a.

- N�o. Ele precisava de mim. - Parece que tamb�m precisava dele.

- Protesto. Argumentativo. - Retiro.

- Voc� � ped�filo, Mr. Wallace? - � claro que n�o.

Mas leva o filho de outra pessoa para sua casa,

d�-lhe uma nova identidade, assume o controlo da sua vida.

Tem uma Mrs. Wallace escondida algures?

- N�o tem namorada, pois n�o? - Neste momento, n�o.

- H� quanto tempo est� sozinho? - H� algum tempo.

Porque tem dispensado

- o seu tempo ao Jackie? - Sim.

Constr�i uma vida inteira em torno de uma crian�a que n�o � sua.

Passa todos os momentos com ele.

E espera que acreditemos que faz tudo isso por ele?

- Merit�ssima. - Retiro.

Obrigado pela sua candura, Mr. Wallace.

O Lewis entrou na conta do Randy Castro.

O Jackie n�o se registou.

Mas o Isaac disse que o Randy n�o cooperou.

Ele deu o nome de utilizador do Jackie?

Quem sabe? Muitos t�m identidades falsas.

O Jackie sabe que o procuramos. Vai ter cuidado.

Pode haver uma raz�o para o Randy n�o nos ajudar.

- Do tipo? - O Wallace estar a dizer a verdade?

- Estamos do lado errado. - N�o, eu apertei com os Buckner.

Acredito que est�o a dizer a verdade.

E se estiveres errado?

Temos a obriga��o de n�o o colocar em perigo, se os pais forem violentos.

- Et tu, loirinha? - Temos de analisar tudo.

Eu analiso por ti.

N�o h� provas de que os Buckner tenham agredido o filho.

O Wallace admitiu ter-lhes roubado o filho. Ponto final.

Est�s com ar cansado.

Sim? E se come�asse a dar apertos de m�o?

Prendeste os maus da fita.

Como est�s no caso Buckner? Tenho uma entrevista para a Times.

Sem testemunhas. Sem provas de agress�o. Sem v�tima.

Desculpa ter perguntado.

A advogada do Wallace fez dos Buckner a fam�lia Manson.

Conhe�o o Stuart. � um bom tipo. Um pilar da comunidade.

Da comunidade que passa os cheques gordos?

Mant�m-me ao corrente.

N�o fa�as isso, Manny.

- O qu�? - A Jessica.

N�o a deixes na m�o.

- N�o sei do que est�s a falar. - Deixa-te disso.

Disseste que ias apoi�-la.

- Disse? - H� tr�s meses.

N�o � f�cil. O Cutler fez uma grande campanha.

O Cutler � uma anedota, e tu sabes disso.

Muita gente discorda. N�o sei se � certo meter-me.

A Jessica fez muito bem � cidade, Manny.

E a ti. E deste-lhe a tua palavra.

J� nos conhecemos antes?

H� oito meses, n�o a suportavas.

Sim? Ela � a melhor pessoa para o trabalho.

Al�m disso, que te custa?

Diz � Jessica que n�o tem com que se preocupar.

Tu e a Madeleine est�o?

Juntos? N�o.

- Achas que ela e eu? - Sim.

- A s�rio? - N�o.

P�ra. A� est�. � ele. � o Jackie.

- "BeckhamBoy?" - O mi�do adora futebol.

- Responde-lhe. - E digo o qu�?

D�-lhe conversa.

BeckhamBoy: randy, est�s a�?

RandyCastro: est�s bem? BeckhamBoy: sim

Pergunta-lhe onde est�.

- Achas que sabe que n�o � o Randy? - Espera.

"Preciso de ajuda. Consegues arranjar-me dinheiro?"

Pergunta-lhe quanto?

RandyCastro: quanto? BeckhamBoy: $200

Apanh�mo-lo.

- Onde est� ele? - Disse que vinha �s 8h.

Ali.

- Quem � aquele? - N�o fa�o ideia.

- Sabem que mais? Tragam-no. - Agarrem o rapaz.

Pol�cia!

P�ra!

- Vem c�! - N�o fiz nada.

- Como te chamas? - Frank Cooley.

Procuro um rapaz que devia estar aqui no teu lugar.

N�o sei do que est� a falar.

N�o tenho tempo para brincadeiras. Onde est� o Jackie?

- Diz-nos onde ele est�. - N�o compreende.

Tu � que n�o compreendes. N�o queiras meter-te nisto.

N�o! J� estou metido!

O Jackie � meu irm�o.

Os Buckner n�o t�m mais filhos.

N�o sou filho deles. Sou filho do Russell.

Russell Wallace?

Ele tamb�m me levou.

Tens de nos dizer onde est� o Jackie.

Acredite, ele est� seguro. Mas n�o posso. Prometi-lhe.

Como acabou com o Russell Wallace?

Cresci nos sub�rbios de Spokane.

A minha m�e bebia muito. Era terr�vel.

Fugi com 12 anos. Fui para Sacramento.

E onde conheceste o Russell?

Deu-me um s�tio para ficar.

N�o tardou at� estar a chamar-lhe pai.

Era melhor do que aquele que tinha deixado.

Pelo menos durante algum tempo.

O que aconteceu, Frank?

Um ano depois, fomos acampar para Yosemite.

Foi quando come�ou.

Ele come�ou a... tocar-me.

Eu... Eu sabia que era errado, mas o Russell disse que precisava.

Tinha feito tanto por mim.

Quando o Russell foi para L.A., foste com ele?

Sim. Uns meses depois, levou o Jackie para casa.

O Jackie falava dos pais?

N�o fal�vamos dessas coisas. Ele estava muito assustado.

Mais tarde, quando come�ou a confiar em mim, falou-me dos pais.

Coisas boas que contrariavam o que o Russell dizia.

Nessa altura, o Russell come�ou com a hist�ria do pai e filho.

Sabia o que ia acontecer, mas n�o aguentava mais.

Tinha de sair dali.

Fugiste?

Queria levar o Jackie, mas sabia que o Russell viria atr�s de n�s.

Sozinho, tinha hip�tese de fugir.

Nunca me esqueci do Jackie.

Mantivemos contacto por e-mail.

Tentei arranjar um s�tio para n�s ficarmos.

Pensei que tinha mais tempo.

Mas quando me disse que o Russell ia lev�-lo para Yosemite,

soube que tinha de fazer algo.

Tinha de p�r cobro �quilo.

Foste tu. Fizeste a den�ncia an�nima � Pol�cia.

- Disseste-lhes onde o encontrar. - N�o podia deix�-lo fazer-lhe mal.

O Jackie deu not�cias quando estava com os pais?

Sim. Estava confuso e assustado.

- Eles agrediam-no? - N�o.

O Jackie disse que eram boas pessoas. Mas ficou assustado.

Precisava de falar com algu�m.

Agiste bem, Frank. Protegeste o teu irm�o.

Mas ainda precisamos da tua ajuda.

Est� tudo bem. Est�o aqui para te ajudar.

Prometo que n�o h� problema.

Jackie Buckner tem direito a testemunhar.

Mas o que o Frank tiver a dizer sobre a rela��o com o Wallace � irrelevante.

O Wallace manteve-o prisioneiro durante anos,

sujeitando-o a abusos f�sicos constantes.

Frank Cooley viveu com o meu cliente voluntariamente.

Exactamente. Viveu com o arguido e com Jackie Buckner.

Mas o Mr. Cooley testemunhou o rapto que est� a julgamento?

N�o. N�o testemunhou o rapto em si.

Lamento. O arguido est� a ser julgado pelo rapto de Jackie Buckner.

As experi�ncias de Frank Cooley, embora terr�veis, n�o s�o relevantes.

- Voltamos ao princ�pio. - Mas temos o Jackie Buckner.

Um mi�do de 11 anos perturbado que n�o diz o que se passou.

Vai ter de o fazer, sen�o o Russell Wallace safa-se.

Vemo-nos no escrit�rio.

- Falei com o Delgado. - Com licen�a.

Deixa-me adivinhar. Nega ter prometido o apoio.

- Tem falhas de mem�ria. - Claro.

Pressionei-o. Ele lembrou-se.

- A s�rio? - Tens apoiante.

Ent�o a �nica m� not�cia � ficar a dever-te um grande favor.

Estava a pensar num bungalow em Santa Barbara...

Talvez quando concorrer a governadora.

Sebastian, obrigada.

Jackie?

Esse n�o � o meu nome.

Chamo-me Sebastian.

Estou aqui porque preciso da tua ajuda.

Tenho de me assegurar

que o Russell n�o tira mais crian�as �s fam�lias.

J� disse a toda a gente. Ele n�o me fez nada.

Acredito em ti.

- E quanto ao teu irm�o Frank? - O que tem ele?

O Russell magoou o Frank?

N�o, n�o sei.

N�o quero falar mais.

Est� bem.

O Frank disse-me que estava � procura de um s�tio para voc�s viverem.

Porque queria proteger-te, Jackie.

� isso que os irm�os fazem.

Protegem-se uns aos outros.

O Frank adora-te, Jackie. E sei que tamb�m gostas dele.

Est� na hora de contares a verdade.

Uma noite...

...deixei a minha bola no quarto do Frank.

Quando fui busc�-la, o Frank estava na cama.

O Russell estava com ele.

N�o tinham nada vestido.

Ouvi o Frank a chorar.

Fugiste para viver com o Russell...

...porque querias fugir dos teus pais?

N�o.

O Russell estava no recreio onde eu vivia.

Ia para l� andar de bicicleta.

Disse que conhecia os meus pais.

Disse que iam fazer uma grande viagem...

...e queriam que eu ficasse com ele.

Pareceu estranho, mas ele foi t�o convincente.

Foi como se j� me conhecesse.

Mas n�o come�aste a pensar nessas coisas quando ficaste maior?

Sim. Mas ele tinha sempre uma explica��o.

Ele disse-me que os meus pais tinham voltado.

Mas que j� n�o me queriam.

At� me mostrou uma carta...

...que dizia que nunca gostaram de mim.

Deve ter sido duro.

Sim.

Disse que ia correr tudo bem.

Que a partir da� seria o meu pai.

A Acusa��o pode chamar a testemunha seguinte.

Muito bem.

A testemunha importa-se de dizer o nome para a acta?

O meu nome...

O meu nome � Jackie Buckner.

Obrigada por nos devolver o nosso filho.

Ainda tem um longo caminho pela frente. Vai precisar de ajuda.

Vai t�-la.

E com a ajuda do Frank, vou acusar o Wallace de abuso sexual de crian�as.

O meu marido e eu convers�mos.

E gost�vamos que fosses viver connosco.

Sei que seria �ptimo para o Jackie.

Obrigado.

Vamos para casa.

- Meu Deus. - Gostas?

Est�s a brincar? � lindo. Qual � o motivo?

Digamos que tenho 2.310 raz�es para estar orgulhoso de ti.

- Soubeste? - Tenho uma coisa a confessar.

Fui � tua escola. Sei que n�o devia.

Mas encontrei o envelope vazio.

E como n�o me disseste o resultado, entrei em p�nico.

- Pai... - Sim. Sou compulsivo.

Mas tamb�m sou pai de um g�nio.

- Estou t�o orgulhoso de ti, querida. - Obrigada.

Ias contar ao teu pai?

Desculpa. Prometi � m�e que lhe contava primeiro.

- Ele ficou doido? - Sim?

O meu telefone n�o p�ra h� dois dias.

Contaste-lhe h� dois dias?

Sim, estava � espera do momento para te dizer.

Andamos �s turras h� tr�s meses.

Acontece uma coisa boa e tu esqueces o meu n�mero?

N�o queria que and�ssemos para tr�s.

Para tr�s?

Quando me mudei para c�, era a tua menina perfeita.

Era tudo seguro e f�cil.

- E que mal tinha isso? - Nenhum.

Mas eu n�o sou assim.

E com todas as coisas m�s que aconteceram este ano,

conseguiste perceber isso.

Foi muito dif�cil. Mas pelo menos foi verdadeiro.

Talvez eu � que precise de fazer a prepara��o. Fiquei perdido.

Enquanto discut�amos, e est�vamos fulos um com o outro,

pela primeira vez, senti o mesmo que acontece entre mim e a m�e.

Como se pud�ssemos dizer tudo e continuar a estar tudo bem.

Adoro-te, pai.

Mas n�o posso ser a tua princesa perfeita.

J� n�o posso.

Numa vit�ria para as pessoas e a cidade de Los Angeles,

quero que d�em as boas-vindas ao meu amigo

e novo Procurador, Mr. Brian Cutler!

- Ol�. - Fizeste um grande discurso.

Acredita, o discurso de vit�ria era melhor.

Imaginei que o Delgado n�o me apoiasse.

Mas nunca pensei que fosse apoiar o Cutler.

Ele olhou-me nos olhos, Jess, e mentiu-me.

� o que ele faz. Ele ligou-me. Disse que n�o era nada pessoal.

Mas a sondagem mostrou-lhe que eu era a �nica

que podia fazer-lhe frente para a reelei��o.

A piada � que nunca quis candidatar-me � C�mara.

N�o me queria tornar numa pessoa como ele.

N�o imaginas o quanto lamento, Jess.

Por sair do Minist�rio P�blico antes de ti?

Ao fim de uma semana com o Cutler, vou pedir-te cartas de recomenda��o.

Eras a �ltima pessoa que esperava que lutasse por mim.

Nunca me vou esquecer disso.

Mesmo tendo perdido?

Especialmente porque perdemos.

O que vais fazer agora?

Sempre quis ser bombeira.

Prometes enviar-me uma foto tua agarrada � barra?

Claro.

Legendagem: SDI Media Group

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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