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Est� na hora, Masters.
Qual tal � ca�ar um duplo homicida?
- Nada mau. - O j�ri recomendou a pena de morte,
mas n�o significa que o Juiz Morton aceite.
Por isso cham�mos a filha da v�tima.
O Morton tem uma filha na universidade.
Quando a Carol Bonner descrever como encontrou os pais mortos,
o Morton vai sentir a dor dela.
Est�s a aprender.
Paul Masters n�o se limitou a mat�-los.
Ele chacinou-os e gostou de o fazer.
Vai ser abatido.
Soube que havia algo errado quando entrei em casa.
Estava escuro.
O meu pai deixava sempre a luz acesa.
Encontrei a minha m�e na cozinha.
Mal consegui reconhec�-la.
Havia sangue por toda a parte.
O meu pai estava no corredor.
Percebi que tentou ir para junto da minha m�e.
Mas n�o conseguiu.
- Isto � um erro. - � sempre.
Sente-se e espere a sua vez.
Quero sil�ncio aqui.
Isto n�o pode estar a acontecer.
Pode descrever a sua rela��o com os seus pais?
Eles eram formid�veis.
O meu irm�o Greg e eu, eles deram-nos tudo.
Trabalhavam muito para andarmos os dois a estudar.
E costum�vamos dizer
que um dia �amos compens�-los.
E agora est�o mortos.
O que acha que devia acontecer a Paul Masters?
Devia arder no Inferno.
Tenho de falar com um advogado.
- Vai ter oportunidade. - N�o compreendem. Eu...
Mais uma palavra e prendo-o por desobedi�ncia.
Merit�ssimo, por favor. Se me ouvir um instante.
Guarda, detenha-o e mantenha-o...
- Tem de me ouvir. - Baixe-se, baixe-se.
Temos de sair daqui.
- Largue a arma. - Vou matar este tipo.
Juro por Deus.
Calma. Vamos acalmar-nos.
O tanas. Diga-lhes para pousarem as armas.
- Fa�am o que ele diz. - Pousem-nas.
Pousem-nas.
E as chaves tamb�m.
Agora, saiam daqui.
Os pol�cias saiam todos.
N�o. Voc� n�o, detective.
Se tivesse feito o seu trabalho, nunca teria sido condenado.
Voc� fica.
Pronto.
Desligue as c�maras.
Voc�, tome. Tranque a porta.
Use as algemas. Isso mesmo, ela, v�.
Desculpe. Pode dizer-me o seu nome?
Stanley. Stanley Davis.
Chamo-me Sebastian Stark.
Sei quem voc� �. N�o sou idiota.
� claro que n�o.
Estava a pensar, Stanley...
...o que pretende, exactamente?
Justi�a.
TRIBUNAL DE LOS ANGELES
- Por aqui. - Por aqui.
- Depressa, por aqui. Vamos. - Qual � a situa��o?
O arguido sacou a arma do guarda, fez entre 10 e 12 ref�ns,
tr�s estudantes e uma professora.
- A audi�ncia de Paul Masters? - O Stark e a Raina est�o l�.
O Masters enfrenta a pena de morte. N�o tem nada a perder.
Segundo as testemunhas, n�o foi o Masters.
O secret�rio disse que um tal Stanley Davis
est� a ser acusado por assalto � m�o armada.
Ainda bem que chegaste. Kevin Gage. Chefe da equipa de negocia��o.
O meu pessoal j� tomou posi��es.
- Vais convenc�-lo a desistir? - Farei o poss�vel.
J� � bom sinal n�o ter come�ado aos tiros.
O Davis n�o � violento. N�o tem registos no cadastro.
Se fosse o Masters, j� t�nhamos um monte de cad�veres.
Quanto piores, menos matam. Est�o habituados a lidar com a lei.
S�o os amadores que provocam os grandes banhos de sangue.
Stan, posso dar-lhe s� a bateria? O telem�vel foi car�ssimo.
Certo.
Obrigado.
Qual � o plano, Stan?
Parece-lhe que tenho um plano?
N�o, mas tem armas, � quase a mesma coisa.
Stanley, disse que queria justi�a.
Pode dizer o que aconteceu?
Pergunte ao detective Ramsey.
Admira-me que tenha vindo ao tribunal.
- V�-se lixar. - N�o � a express�o mais construtiva.
Ele assaltou uma loja, mandou uma coronhada no propriet�rio.
� mentira. Entrei para comprar cerveja.
- Entraram dois tipos pelas traseiras. - Houve testemunhas.
Uma senhora nas traseiras viu tudo.
N�o havia ningu�m. Ambos sabemos disso.
N�o, voc� n�o a quis procurar.
Tinha um suspeito cadastrado. Para qu� perder tempo?
Caso encerrado. Vai comer outro donut.
Assalto � m�o armada � uma coisa simples.
Com um bom advogado, apanha cinco anos e sai em tr�s.
O Juiz Morton � sentimentalista, com o devido respeito.
Mesmo se pudesse pagar a um advogado, e n�o posso,
fui preso por dois assaltos h� sete anos atr�s.
Roubei uns port�teis.
Nunca andei armado.
Enfrenta a terceira condena��o.
Vinte e cinco anos a perp�tua por um crime que n�o cometi.
J� n�o fa�o coisas dessas.
Escute. N�o tem como sair daqui.
Sim. Acabe com isto antes que algu�m se magoe.
Acham que quero isso? Acham que queria que isto acontecesse?
S� quero que algu�m me ou�a.
Estou a ouvir, Stanley.
Claro. Como se quisesse saber.
Eu vejo-o l� fora todo emproado.
A tratar de casos gordos. A aparecer na TV.
Enquanto tipos como eu s�o tramados constantemente.
Somos presos por coisas que nem fizemos.
Tem raz�o. E lamento que seja assim.
Mas temos aqui um problema, Stanley.
Pode acabar bem ou pode acabar mal.
- Voc� � que decide. - N�o sei o que...
Eu e a minha mulher temos uma boa casa para viver.
Eu tinha um trabalho est�vel na MTA.
N�o era nada de especial, mas est�vamos a conseguir.
De repente, vou comprar um pack de cerveja.
Quando dou por ela, a minha vida est� no esgoto.
Liberte estas pessoas.
Eu fico consigo. Vamos resolver isto juntos.
Eu ajudo-o, prometo.
De que se est� a rir?
Achas que este tipo se importa se vives ou mores?
Cala a boca, Masters.
O que vais fazer? Prendes-me?
Se os libertares, mais vale dares j� um tiro nos miolos.
Poupa o trabalho aos pol�cias.
- Cala-te, pulha. - Para tr�s.
Enquanto tiveres corpos entre ti e a pol�cia, tu � que mandas.
Stanley, � o negociador de ref�ns, est� bem?
O que tem de fazer � atender este telefone...
...e acabar j� com isto tudo.
F�-los esperar. Mostra-lhes quem manda.
Stanley, atenda o telefone.
N�o. Olha para ele. N�o podes confiar nele.
- Atenda, Stanley. - N�o atendas.
N�o lhe d� ouvidos. Atenda.
Sim.
Calem-se todos.
Preciso de tempo para pensar.
Tens a certeza que n�o descobrem?
Calma. Passo a vida a faltar �s aulas.
Sou perita nisso. Quem �?
Do escrit�rio do meu pai. Deve querer ralhar comigo.
Ele alguma vez te deixa em paz?
� melhor ligar-lhe.
Ele amestrou-te bem, n�o foi?
Bem, � que...
Faz como quiseres. Vou aos saldos da Barneys.
Vais l� ter?
Megan, espera?
- Continua a n�o atender. - O que fazemos?
Tentamos de novo. Se n�o der, vou l� dentro.
- Falo com ele atrav�s da porta. - N�o vai assust�-lo?
Se n�o estabelecermos comunica��o, temos de entrar.
- Disseste que era a �ltima op��o. - Preciso saber o que se passa, Jess.
Mas assim que mandares um monte de tipos armados,
a probabilidade de haver v�timas dispara.
Sei que tens pessoas l� dentro.
Tens de confiar em mim.
Muito bem. Posicionem-se.
N�o vais reter estes tipos muito mais tempo.
O Gage � o melhor negociador da cidade. Sabe o que faz.
Passei 10 anos naquele tribunal. Conhe�o-o de l�s a l�s.
- Queres entrar? - Pode ser a melhor hip�tese.
O Gage nunca vai aceitar.
Ningu�m precisa saber quem deu a ordem.
Se n�o falar com a Pol�cia, eles v�o entrar.
E n�o quer isso.
N�o quero nada disto.
Ent�o vamos remediar.
E se lig�ssemos � sua mulher?
Pois, a minha mulher. Quando souber disto...
- Vai ficar preocupada, n�o �? - N�o quero falar sobre ela.
Desculpe. Eu compreendo.
Tem filhos?
N�o.
Eu tenho, Stan.
E gostava de voltar a v�-la.
Sei que est� sob muita press�o.
Mas devia pensar em libertar estes mi�dos.
Quando percebi que estavam aqui j� era tarde demais.
Mas se os libertar, vai demonstrar boa vontade.
Os mi�dos s�o o teu bilhete para fora daqui.
Os pol�cias n�o far�o nada enquanto aqui estiverem.
- Disse para te calares. - O teu pai tamb�m gritou assim.
Antes de lhe cortar a garganta.
Greg!
Tenho de resolver isto.
Vai ficar fora de controlo, e v�o morrer pessoas.
E sei que n�o quer isso.
E que hei-de fazer?
Deixe-me ajud�-lo.
Alfa 20, relat�rio de situa��o.
Mr. Davis?
Fala Mr. Stark. Preciso falar com Jessica Devlin.
Fala o Tenente Gage. Sou respons�vel pela opera��o.
A tua m�e deve estar orgulhosa. Passa � Devlin.
� o Stark.
- Como est�o as coisas? - Preferia estar em Philadelphia.
Estamos bem. Temos aqui tr�s crian�as.
E o Mr. Davis pretende troc�-los
pelo processo da condena��o por assalto.
Prometi-lhe que a minha equipa iria analisar o caso.
Percebi. Mais alguma coisa?
Umas sandes e qualquer coisa para beber.
Eu trato disso.
H� uma c�mara de vigil�ncia na bancada do j�ri.
� activada por um bot�o verde na secret�ria do juiz.
N�o sei. Peru, carne assada, tanto faz.
Tem de arranjar forma de activar essa c�mara.
Batatas fritas, pickles. N�o importa.
O acordo foi aceite, Stanley.
Isaac, descobre tudo o que houver sobre Stanley Davis.
Madeleine, Casey, re�nam o processo do Davis.
Descubram falhas. V�o � loja, falem com o dono.
Mesmo que n�o tenha assaltado, fazer ref�ns � crime.
Esperemos que n�o perceba isso.
Vamos anular a condena��o do Davis?
Vamos tentar manter os ref�ns vivos.
Sr. Presidente. Sr. Presidente.
Algum progresso?
O Stark p�-lo a falar.
Ligaram-me da directoria da Pol�cia.
N�o querem que interfiras com a opera��o.
S�o as minhas pessoas que l� est�o.
� um caso de Pol�cia e tens de os deixar trabalhar.
Certo. Se o chefe me quer ver longe, que venha aqui prender-me.
Quanto tempo esteve casada com o Stanley?
Seis anos. Mas separ�mo-nos h� tr�s meses.
O que aconteceu.
O Stanley � boa pessoa.
Mas quando cas�mos, ele...
Disse-lhe que se metesse em mais problemas, acabava tudo.
E ele decidiu assaltar a loja.
- Ele diz que n�o foi ele. - O Stanley diz muita coisa.
Brenda, venha comigo ao tribunal.
- Para qu�? - Talvez o consiga demover.
Acredite, o Stanley n�o quer ver-me.
Depois de ser preso, tivemos uma grande discuss�o.
Chamei-lhe falhado.
Disse que tinha sido a �ltima oportunidade.
Assim que disse aquilo,
percebi no olhar dele que nunca me perdoaria.
Stan Davis, fala o tenente Gage.
Temos comida, �gua e os ficheiros que pediu.
Deixem as coisas e afastem-se.
J� temos imagens.
Liberte as crian�as primeiro.
N�o. S� depois de ter os ficheiros.
Est�o no corredor, � sa�da da sala de audi�ncias.
Abra a porta e saia devagar.
SIL�NCIO TRIBUNAL EM TRABALHOS
Mantenham a calma. O fato � novo.
Assim que verificar os ficheiros,
o Stanley liberta as crian�as.
Fiquem juntos.
Mr. Davis? Sou procuradora adjunta Devlin.
Se acabar com o sequestro, garanto a sua seguran�a.
E reaprecio pessoalmente o seu caso.
Eu reaprecio o meu pr�prio caso. Stark?
Est� aqui tudo, Stanley.
Pronto, meninos. Vamos.
N�o. Primeiro as caixas.
- Uma de cada vez. - Uma de cada vez, devagar.
Vai por este lado. Devagar.
� a tua vez. Vamos l�.
- Isso mesmo. - Stark, volte para dentro.
- Stanley. - Volte para dentro.
- N�o, detective. - N�o disparem.
N�o disparem.
Meu Deus. Acertou-lhe.
Est� tudo bem, Merit�ssimo.
- Vai ficar bem. - Tenho de ligar � minha mulher.
Vou fazer press�o para deter o sangramento.
- Levante a cabe�a. - Pode doer um pouco.
D�-me a sua m�o. Ponha a m�o direita aqui.
Vou arranjar qualquer coisa para o tapar.
Temos de o tirar daqui.
N�o perdeu muito sangue mas pode desenvolver peritonite.
- Como sabes isso? - J� fui param�dica.
- Estudei medicina. - O que te fez mudar de ideia?
N�o suporto ver sangue.
- Ele vai ficar bem? - Estava melhor antes de o atingir.
- Foi um acidente. - Temos de lev�-lo para o hospital.
- Por sua culpa. - Voc� � que puxou o gatilho.
- Estou farto de ser tramado por si. - N�o piore tudo.
- Afaste-se. Cale-se. - Stanley.
Stanley, n�o fa�a nenhuma tolice. Podemos resolver isto.
Para ali. Agora vire-se.
O que est� ele a fazer?
Ocupem as posi��es. Preparem-se para avan�ar.
N�o. Kevin, espera.
J� atingiu um juiz. N�o permitirei que mate um agente.
� por causa dele que estou aqui.
- Sim, mas... - N�o roubei aquela loja.
- Eu sei, Stanley. - Se tivesse feito o trabalho dele.
Se o matar, a Pol�cia vai entrar por aquela porta.
- N�o perdoam assassinos de pol�cias. - Rebenta-lhe os miolos.
- Cala-te. - Mata-o.
- For�a, mata-o. S� o maior. - Cala-te.
Quando nos conhecemos, disse que n�o era idiota.
Agora � a altura ideal de o provar.
N�o puxe o gatilho.
� porta.
Tenho de ter calma.
Mantenham as posi��es.
Toda a gente muda de roupa assim... � um armaz�m de roupa.
Tiraste o suti� no meio da loja.
O top tinha forro. Uma redund�ncia.
Entre os ref�ns est�o membros da procuradoria...
Nem acredito que comprei botins por 90 d�lares.
- ... procurador Sebastian Stark. - Espera um pouco.
Teme-se que um ref�m tenha sido alvejado
em consequ�ncia de uma luta com o raptor...
Preciso que me emprestes o teu carro.
Est� bem.
Nunca pensei ir assim.
N�o vai a lado nenhum. Vamos sair daqui.
Escute. A minha filha Sarah anda na universidade.
Quer passar um semestre a ajudar refugiados no Kuwait.
- Extraordin�rio. - Mas disse-lhe que n�o podia ir.
A maioria dos mi�dos quer ir para Paris.
Aquilo � perigoso.
Acontece que � perigoso em todo o lado.
Se n�o sobreviver, diga � Sarah que estava errado.
- Ele deve ir. - Est� bem.
Mas n�o conte � minha mulher que eu disse isto.
Olhe, quero dizer-lhe que lamento imenso, est� bem?
Nunca quis que isto acontecesse. Vou arranjar ajuda, juro.
Quando achar o que preciso nestes ficheiros.
Temos de levar o juiz a um hospital.
Sim. Se ele ficar vivo, voc� tamb�m fica.
Liberte o juiz e eu analiso os ficheiros consigo.
E arranjo forma de anular a condena��o. Confie em mim.
Esquece os ficheiros. Ou me tiras estas correntes
para eu tratar da Pol�cia, ou sais daqui num saco pl�stico.
Este tipo n�o � seu amigo. N�o lhe d� ouvidos. Quase que nem ser humano �.
- Vai ser meu advogado? - Pode ser bem pior.
Uma hip�tese. Provar que n�o fez o assalto.
Isto deveu-se a trauma emocional e o tiro contra o juiz foi acidente.
E podia esquecer a terceira condena��o.
Est� c� fora em 14 meses, no m�ximo.
Sim, lembro-me dessa noite.
O tal Davis estava junto �s arcas.
- Disse alguma coisa? - N�o, mas estava estranho.
Mas n�o o viu com nenhuma arma. Correcto?
Como disse em tribunal, vi-o entrar.
Estava a encher a arca de sumos quando me bateram por tr�s.
O Davis disse que havia mais dois. Tinham aspecto de criminosos.
- N�o vi nada. - Jura que havia uma jovem.
A minha mulher estava com os meus filhos. Estava sozinho.
N�o viu quem o assaltou?
Quando eu acordei, a Pol�cia estava a chegar.
Obrigado, Mr. Flores.
De nada.
Foste a �nica testemunha do assalto, Marta.
Passo por l� quando vou para casa.
- E o Mr. Flores diz-me sempre adeus. - Olhaste l� para dentro?
Sim. Foi quando vi o Stanley Davis atr�s da registadora.
- E estava armado. - Viste o Mr. Flores?
N�o. Rezei para que n�o o tivessem morto.
Depois liguei para o 112.
- Havia mais algu�m na loja. - Que eu visse, n�o.
O Davis falou de dois latinos.
S� sei que o Davis fugiu quando ouviu as sirenes.
Foste ver como estava o Mr. Flores?
N�o. Devia ter ido, mas estava assustada.
N�o prestaste logo depoimento. Ligaste para a Pol�cia dias depois.
Isto � perigoso e n�o queria envolver-me.
Mas gosto do Mr. Flores. O que lhe aconteceu n�o estava certo.
Se n�o quer mais nada, tenho mesmo de voltar.
- Estou tramado? - Tramado � muito forte.
Mas a acusa��o instruiu o caso muito bem.
Porque a Pol�cia nunca procurou a outra testemunha.
Larga a droga. N�o havia mais testemunhas.
Importa-se? J� ajudou que chegue.
O seu advogado deveria ter localizado essa testemunha.
Ele parecia ter 12 anos. Era uma anedota.
Pelo que vejo, podemos contestar a busca feita � sua casa.
O advogado n�o explorou o facto de n�o terem encontrado a arma.
- Pode anular o julgamento? - N�o se deixe enganar pela apar�ncia.
J� contestei casos bem mais dif�ceis que este.
Se deitarmos abaixo o roubo, o resto cai como pe�as de domin�.
N�o me digas que acreditas nessa treta.
Algu�m tem cloreto de pot�ssio e uma agulha?
Ele est� a dar-te m�sica.
Quando puseres os p�s l� fora, prendem-te
por rapto e tentativa de homic�dio.
Assassino e letrado em direito. Um homem do Renascimento.
Ele est� a preparar-te uma cilada, Stanley.
Os pol�cias s� respeitam o que temem.
Sabem que mato toda a gente, se n�o me d�o o que quero.
Eles s� querem ir para casa, Stan.
E basta uma bala na tua cabe�a.
Pergunta a ti pr�prio, quem est� do teu lado?
� bom que n�o estejam a mentir.
N�o h� registo de nenhuma funcion�ria com cerca de 20 anos.
Mas o Flores tem uma filha de 20 anos chamada Sol.
- Estamos a chegar a algum lado. - Esta � a foto dela.
Segundo o revendedor de bebidas, a Sol trabalhava na loja.
E o advogado do Davis n�o descobriu?
- Sobrecarga de trabalho. - N�o � desculpa.
Volta a interrogar o Mr. Flores.
Ou a coronhada lhe provocou amn�sia parcial ou est� a mentir.
Isaac, se o Davis estiver a dizer a verdade,
procuramos dois homens de origem latina.
Alerta o L.A.P.D. Emite um alerta.
Faz o que for preciso para encontrar a Sol Flores.
Por que demoram tanto? Disse que a sua equipa era boa.
T�m de analisar o caso. S� passaram duas horas.
Quer fazer algo �til? Deixe-me falar com os SWAT por causa do juiz.
Liberto o juiz quando tiver algo para me dar...
Achas que quer limpar o teu nome? Est� a empatar.
- N�o sabe. - Esque�a o que ele diz.
Tem de se concentrar, Stanley. Liberte o juiz.
Deixa-o morrer. Deixa-o morrer.
Est� a ouvir? Est� a dar ouvidos a esta escumalha.
Por que n�o lhe fala da menina que raptou e violou em Tucson?
Ou a mulher que matou em Bakersfield.
- Tenho um j�ri em desacordo nessa. - Pergunte ao Greg e � Carol Bonner
do que este monstro � capaz.
Estou a oferecer-lhe uma sa�da. Por que n�o a aceita?
Jess.
- Est� tudo bem. - Algu�m levou um tiro.
O teu pai est� bem. A s�rio.
Recebi uma chamada e rejeitei-a.
- N�o podias fazer nada. - V�o conseguir libert�-lo?
Estamos a fazer tudo o que podemos.
Um sem abrigo encontrou-a.
Quando recebi o mandato, vi que a descri��o condizia.
O delegado diz que morreu h� poucas horas.
� ela.
Raios.
- D�-me boas not�cias. - Como est� o Juiz Morton?
Est� aguentar-se, mas preciso de qualquer coisa.
O Davis tinha raz�o. Havia mais algu�m na loja naquela noite.
Sol Flores. � filha do dono.
Para que saiba, estou a fazer amor consigo em pensamento.
Sim, mas n�o se empolgue. Est� morta.
Tem de convencer o Davis que temos a testemunha e que pode sair.
Sim. Est� bem.
Sebastian, � capaz. Ningu�m consegue fingir como voc�.
�ptimo. Escute, eu compreendo.
Procura e encontrar�s. Sol Flores, a filha do dono
estava nas traseiras durante o assalto.
Viu tudo.
Viu os criminosos a entrar?
Est� com o desenhador da Pol�cia neste instante.
- Deve ser por isso que � famoso. - Pensei que era por ser uma brasa.
- Nem acredito que terminou tudo. - Disseste muito bem.
De que est� a falar. Voc� ouviu-o.
�s mesmo est�pido. Est� a mentir. N�o h� testemunha.
Ele est� a tentar confundi-lo. N�o lhe d� ouvidos.
Pe�a para trazerem aqui a rapariga.
N�o vai acontecer, Stanley.
Porqu�?
Sim, porqu�?
Porque a Pol�cia n�o permite que se aumente o n�mero de ref�ns.
Vamos tirar daqui o juiz, depois as senhoras.
- E depois eu saio contigo. - N�o, n�o.
- Quero falar com a rapariga. - Isso � imposs�vel.
- Porqu�? - J� te tentei explicar
que n�o a v�o deixar entrar.
Diga-me a verdade, j�.
J�.
Est� morta.
Quem assaltou a loja...
...deve ter descoberto que and�vamos � procura dela.
E mataram-na para a impedir de testemunhar contra eles.
- Tudo o que ele disse � verdade. - N�o.
�s um mentiroso.
Tem estado a manipular-te. N�o precisas de nenhum advogado.
Precisas de algu�m que saiba como sair daqui.
O facto de a rapariga ter estado naquela loja,
de haver outras testemunhas, significa que o seu caso...
- Cale-se. Cale-se! - Pode mudar o veredicto...
� igual aos outros. Acha que sou parvo.
- N�o. - Acha que sou um falhado.
N�o � verdade, Stanley.
Stanley, n�o fa�as isso.
Vai libertar o Masters.
N�o. Stanley.
- Pensa no que est�s a fazer. - Ele vai matar-nos a todos.
Est�s a come�ar a perceber, companheiro.
�s s� tu e eu.
Desde que isto come�ou,
ele foi o �nico que me disse a verdade.
Muito bem.
Vamos dar in�cio � festa.
Na baixa de Los Angeles, o sequestro mant�m-se
h� oito horas, na sala de audi�ncias,
com sete ref�ns a serem amea�ados com armas de fogo
por aquilo que a Pol�cia descreve como sendo dois suspeitos.
Entre os sete ref�ns est� o famoso advogado Sebastian Stark.
A partir de agora, eu trato de tudo.
S� digo isto uma vez.
Um helic�ptero dentro de uma hora.
Um segundo a mais e um deles morre.
Se vejo um pol�cia perto desta sala,
morrem todos.
Quer um helic�ptero.
- Ele est� a conden�-lo. - Se queres que te levem a s�rio,
tens de lhes meter medo.
N�o tarda, sa�mos daqui.
Tentaste matar-me.
Vais ser a primeira a morrer.
Vai-te lixar.
Vamos come�ar por a�.
Para tornar as coisas interessantes.
Afasta-te dela, Masters.
Starky, Starky.
N�o sejas ciumento.
Como-te a seguir, devagar.
O que vai fazer?
N�o te posso ajudar sem uma arma.
Se o deixas pegar num arma, ele rebenta-te os miolos.
Afaste-se da�.
Calma. Sei o que estou a fazer.
Afaste-se.
J�.
N�o h� problema.
Tu � que mandas.
- N�o posso acreditar que est� morta. - Lamento.
Sei que est� a sofrer, mas h� pessoas amea�adas.
Preciso saber o que aconteceu naquela noite.
O gangue 18th Street.
Controlam todo o bairro.
Foram eles que o assaltaram naquela noite?
A Sol disse que viu tudo.
Disse que foi o Daniel Moreno, � um dos l�deres,
e outro mi�do qualquer.
N�o pod�amos contar � Pol�cia o que aconteceu.
Quando soube que o Davis tinha feito ref�ns...
...e a Sol estava a demorar a chegar � loja...
Mataram a minha menina...
...por 185 d�lares.
Lamento.
Aquele � o Moreno.
A den�ncia do Flores por a filha os ter identificado � inadmiss�vel.
Precisamos de uma confiss�o. Vai com calma.
Certo.
O que vem a ser isto? Queres alguma coisa.
Minist�rio P�blico. Encostem-se � parede.
Estou disposto a morrer. Tu tamb�m?
Pousa-a.
Voc�s, v�o embora.
Pergunta-lhe.
Voc� e um c�mplice assaltaram a loja dos Flores a 12 de Janeiro?
Assaltaste a loja. Depois soubeste que a Sol tinha visto tudo.
Amea�aste-a para ela ficar calada.
Quando soubeste que est�vamos a investigar, mataste-a.
Prove.
� muito dinheiro. Deves ter vendido uma tonelada de veneno.
- Conhe�o esta rapariga. - � a Marta Torres.
Acusou o Stanley Davis do assalto.
A tua namorada mentiu em tribunal?
Tapaste todos os teus rastos?
- Quero falar com o meu advogado. - A conversa n�o terminou.
Est� em choque hipovol�mico. Levantem-lhe os p�s.
- N�o lhe resta muito mais tempo. - Est� a morrer, Stanley.
O helic�ptero est� a chegar.
Vai voar at� ao p�r-do-sol com o seu amigo homicida?
E vivem felizes para sempre? Acorde.
Se o helic�ptero vier, o que eu duvido,
nunca o deixar�o entrar nele.
N�o sabe.
Estou no sistema h� 30 anos. Sei como os pol�cias pensam.
Quando os criminosos fogem, os pol�cias ficam mal vistos.
- Mas eu estou inocente. - D�-me uma hip�tese de provar.
Isto j� n�o � s� sobre si.
A rapariga foi morta devido ao que aconteceu no assalto.
Vamos descobrir o culpado.
Identifique-o e ajude-me a prend�-lo por homic�dio.
Posso usar isso para conseguir um perd�o.
Se tivesse aceitado a condena��o, ela estaria viva.
� uma pessoa m�? N�o me parece.
Acho que cometeu alguns erros.
Mas sabe que mais? Todos cometemos.
A quest�o � saber se tem coragem para fazer o que � correcto?
O que temos n�s aqui?
Parece que algu�m ligou a c�mara de vigil�ncia, parceiro.
Quem ter� sido?
T�m observado todos os nossos movimentos
para saberem como nos abater.
Stanley, o que est� a fazer?
Volte para ali.
Raios.
Se n�o estivermos no helic�ptero dentro de 29 minutos, morrem todos.
A Pol�cia est� a fazer todos os poss�veis
para solucionar a situa��o de forma pac�fica.
- Muito obrigado. - H� novos planos?
Acha que v�o entrar?
Faltam oito minutos.
Se v�o entrar, tem de ser depressa.
Caso n�o lhe possa dizer depois...
...esteve muito bem hoje.
- N�o consegui tirar-nos daqui. - Impediu que morr�ssemos.
At� agora.
Como est�s?
Isto parece um pesadelo.
O teu pai � o tipo mais duro que conhe�o. Vai ficar bem.
- Temos discutido muito. - Ouvi dizer.
Ele contou-lhe?
Os pais de adolescentes unem-se.
� uma esp�cie de grupo de apoio.
Ele odeia-me.
Sabes que n�o � verdade.
N�o quero perd�-lo.
O Masters � o alvo principal, depois o Davis.
- O helic�ptero est� a tr�s minutos. - Vais entrar?
Temos de conseguir que libertem ref�ns.
- Depois abatemo-los. - E os que ele n�o libertar?
Tenho um lun�tico a amea�ar executar ref�ns daqui a seis minutos.
Sei que queres os teus em seguran�a, mas esta � a melhor op��o.
Assim � que � falar.
- Acha que v�o deix�-lo fugir? - Nunca na vida.
V�o atra�-los l� para fora e depois disparam.
Tem piada. Nunca tive medo de morrer.
Mas agora, com a Julie...
...� diferente.
Sim.
Kevin.
Talvez exista outra forma.
Est� na hora de irmos.
Vamos precisar de volunt�rios.
- Carol Bonner. - N�o.
- N�o. - N�o.
Vamos.
- N�o era preciso fazer aquilo. - Mas foi t�o divertido.
Esta � a Marta Torres, namorada do Danny Moreno.
Falseou a identifica��o do Stanley Davis como assaltante.
Sabe qual � a pena por perj�rio?
Se alterar o testemunho, o Danny mata-me.
E se n�o alterar, acuso-a de cumplicidade.
E passa os pr�ximos 20 anos na pris�o.
O Stanley Davis assaltou a loja?
N�o.
Foi uma inicia��o ao gangue 18th Street.
O meu namorado disse que ele e o Hector assaltaram o Mr. Flores.
Obrigou-me a ir � Pol�cia dizer que tinha visto o Davis.
- Nem sequer l� esteve? - Lamento. N�o tinha escolha.
Preparem a declara��o. Coloquem-na sob protec��o.
Stanley Davis? Fala a procuradora Devlin.
Tenho uma declara��o
da testemunha que o identificou. Ela admite que mentiu.
Vou pedir a nulidade do processo.
Tem a minha palavra em como o caso n�o ser� arquivado.
Est� a compreender?
O que queriam?
O helic�ptero est� pronto.
JUIZ G. MORTON
V�o sair devagar e bem juntos.
Se algu�m tentar fugir, rebento-lhe os miolos.
- N�o vamos conseguir. - Quando chegarmos, voc�s morrem.
Tu vens connosco. N�o tens medo de voar, ou tens?
Porque quando estivermos bem alto
vou deixar-te cair em cima deste pr�dio.
- Vais para o Inferno. - Vemo-nos l�.
Vou verificar o corredor. Tem calma.
Acreditas em Deus, Stanley?
Ele nunca gostou muito de mim.
Tamb�m n�o sou grande crente.
Mas tem gra�a como a morte iminente nos faz pensar.
Eu agi mal durante muito tempo.
Ajudei a ilibar assassinos.
Mas ao inv�s de ir para a pris�o, fui para Bel-Air.
E nunca consegui perceber
que caso exista, como p�de Deus permitir tal coisa.
Mas, no fim de contas, ningu�m escapa sem puni��o, Stanley.
No final, teremos de responder por quem somos e pelo que fazemos.
Apesar de todos os erros...
...n�s � que escolhemos o tipo de homem que queremos ser.
Percebi que tinha de mudar a minha vida.
N�o sei se conseguirei ir para o C�u.
Mas uma coisa eu sei: j� n�o fa�o mal �s pessoas.
E de vez em quando ainda pratico o bem.
Se houver um Deus...
...posso n�o estar na Sua lista de Natal...
...mas pelo menos Ele sabe que estou a tentar.
Est� na hora de ir embora.
Liberta-a, Masters.
- Pousa a arma. - Nem pensar.
Stanley, mata-o.
N�o fa�as isso, Stanley. Nem penses nisso.
Larga a arma ou ela morre. Rebento-lhe os miolos.
For�a. Mata-a e eu mato-te a ti.
Seja como for, continuo a ser o her�i.
Pouse a arma. Agarrem-na.
L.A.P.D. Deite-se a largue a arma.
Est�o a sair.
Mr. Stark.
Pai.
�s a coisa mais linda que j� vi na minha vida.
Tamb�m n�o est�s nada mal.
- Sei que as coisas t�m andado... - N�o faz mal, n�o faz mal.
Vai ficar tudo bem.
"For�a."
Tinha uma arma apontada � minha cabe�a e tu dizes: "For�a"?
Vi o Davis por tr�s do Masters, achei que ia tomar a decis�o certa.
E se n�o tivesse tomado?
Sou um optimista.
O Isaac disse que conseguiu dar-nos o tempo necess�rio.
O meu jantar foi cancelado e pensei: "que se dane!"
Fico feliz por estar bem.
Parece que o juiz vai ficar bem.
O Dave vai ter de cumprir pena.
No final de contas, tinha raz�o, estava inocente.
N�o podia ter recorrido, como qualquer pessoa?
Vou ver o que posso fazer.
Ent�o...
Acho que talvez possamos dar uma ajuda no seu caso.
Afinal sempre � um bom advogado.
Vai saber quando receber a conta.
Conseguiste a pena de morte e salvaste a vida do Morton.
Como te sentes.
Acho que devia ter seguido medicina.
Vamos para casa.
Legendagem: SDI Media Group
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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