All language subtitles for Shark - 1x12 - Wayne's World.DVDRip.GoTV.pt

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Original subtitles

- O carro � bom. - Sim.

Nunca guiei a 145 quil�metros por hora em Coldwater Canyon antes.

- Disseste para ser r�pido. - Felizmente trouxe outras cuecas.

- Ol�, � a Garland? - Sim.

- O que � que temos? - Janet Butler, 28 anos.

- Foi descoberta na estrada. - Ser� o nosso suspeito?

Estava muito maltratada.

Obedeceram a um ritual macabro. Como n�o encontr�mos corpo...

- Ela pode identificar o atacante? - Ficou muito mal.

Talvez seja melhor esperarmos.

Cinco desaparecidas, num raio de 8 km, nos �ltimos tr�s meses. N�o � op��o.

Janet.

Chamo-me Sebastian Stark. Perten�o ao Minist�rio P�blico.

N�o quero falar.

Eu entendo.

O problema � que preciso da sua ajuda.

Se conseguir lembrar-se, pode ajudar outra pessoa.

Uma v�tima do sexo feminino raptada de casa em pleno dia.

Ela ia ser a sexta v�tima.

Conseguiram reconstituir os passos dela?

A equipa cient�fica est� a fazer o melhor que pode.

Ela fugiu a p�, por isso o suspeito pode viver perto.

Mantenham este agente � cabeceira dela 24 horas por dia.

- Acha que ele vir� atr�s dela? - Duvido.

Este tipo ainda n�o cometeu erros. N�o h� corpos, pistas.

- Deix�-la viva foi um passo em falso. - Talvez esteja a dar-nos um osso.

- Acha que a deixou fugir de prop�sito? - N�o sei.

Mas se ele quer ser apanhado, n�o o vamos desiludir.

Podemos n�o ter outra hip�tese.

... uma declara��o sobre o brutal ataque em Hollywood

que pode estar ligado a uma s�rie de desaparecimentos.

� com grande pesar que informo...

...que Janet Butler morreu devido aos ferimentos hoje.

Ela � a sexta v�tima?

A Pol�cia de L.A. tratar� do caso.

Como ouviram, o presidente da c�mara e o procurador p�blico

anunciaram a morte de Janet Butler,

que se cr� ser a sexta v�tima do fugidio predador,

actualmente a aterrorizar o Sul.

Mentes bem. J� pensaste em ir para a pol�tica?

- � bom que tenhas raz�o. - � uma jogada inteligente.

Se pensar que terminou o servi�o, h� menos hip�teses de se esconder.

- Disseste que queria ser apanhado. - Eu disse, talvez.

Espero que a Janet Butler nos leve at� ele.

Se isso n�o acontecer, pelo menos ele n�o foge.

Sim, mas se ele desaparecer, ir� parar de matar pessoas.

Por agora. Mas daqui a seis meses, um ano, come�a tudo novamente.

Ent�o apanha-o. R�pido.

A imprensa h�-de saber que ela ainda est� viva.

Esperemos que n�o antes de descobrirmos este tarado.

- Tens tudo o que precisas? - Est�o todos a postos.

S� estou � espera que Janet Butler mostre o caminho.

Quero ajudar-vos, a s�rio.

Mas estou muito cansada.

Quando acordou em casa deste tipo, estava deitada numa mesa?

Parecia uma esp�cie de oficina.

Eu estava amarrada.

Ele falou consigo?

Ele nunca parou de falar.

O que ele disse, foi esquisito. Era como se me conhecesse.

Mas nunca o tinha visto?

Ele disse coisas sobre o meu pai.

Detalhes que n�o havia forma de ele poder saber.

Coisas que ningu�m sabe.

Como conseguiu fugir?

Devo ter perdido os sentidos.

Quando acordei, estava desamarrada.

E ele estava do outro lado da sala.

Tinha uma faca na m�o.

Havia um tubo no ch�o. Peguei nele.

Quando ele se aproximou, fingi que ainda estava desmaiada.

Peguei no tubo e acertei-lhe com quanta for�a tinha.

E corri.

Disse � Pol�cia que viu um Saab vermelho estacionado � porta?

Havia um "P" na matr�cula.

N�o conseguia ver. Estava a tentar fugir.

Deu-nos uma grande ajuda, Janet. Vamos apanhar este tipo.

N�o terei de testemunhar, certo?

- Com sorte, n�o chegaremos a isso. - �ptimo.

Porque este tipo...

Ele sabia o que eu pensava.

N�o o quero ver nunca mais.

Novidades sobre o carro?

H� 28 Saabs vermelhos com a letra P na zona de Hollywood Hills.

- Algu�m se destacou? - Wayne Callison.

Tinha o carro nas redondezas por ocasi�o do terceiro rapto.

- Qual a hist�ria dele? - Solteiro, trabalha na Universidade.

- Onde � que vive? - A um quil�metro

- de onde encontram a Janet. - Pe�am o mandado. Bom trabalho.

Wayne Callison, � a Pol�cia. Abra.

Posso ajud�-los, cavalheiros?

- Mr. Callison, chamo-me Seba... - Sebastian Stark. � uma honra.

A Pol�cia disse-lhe que eu viria?

N�o. Mas esperava que o fizesse.

- Porqu�? - H� anos que sigo a sua carreira.

Sou um grande admirador.

- Costuma ver muito o Court TV? - � um v�cio.

E agora � procurador p�blico. Crimes de grande destaque.

Quando me interrogaram sobre estas mulheres

que desapareceram, pensei que teria hip�tese de o conhecer.

- Ent�o, Mr. Callison... - Wayne.

O Wayne � professor de escrita criativa?

Sim. Talvez seja por isso que gosto de ver julgamentos na TV.

Sabe? Cada um tem a sua hist�ria de moral.

Bem contra o Mal, os her�is contra os vil�es.

Qual deles � que voc� �?

Estava s� a brincar.

Mencionou as mulheres que desapareceram.

Sim. Todos os canais falam disso. � horr�vel.

Encontr�mos a �ltima a uns quarteir�es da sua casa.

Fiquei at�nito. Ela conseguiu dizer-lhes algo antes de morrer?

N�o. Ela estava nas �ltimas.

Estamos a lidar com um verdadeiro psicopata, Wayne.

Est� a ver o g�nero?

Mal�volo, cruel, sem escr�pulos.

Sim.

� dif�cil acreditar que existem pessoas dessas no mundo...

...n�o �?

Revir�mos a casa do Wayne Callison.

N�o h� ind�cios de sangue, nem armas.

H� areia na entrada mas fora isso, nada.

Deixemo-lo detido. Ver o que reunimos.

Conseguimos tirar mais dele se o deixarmos solto.

Sigam-no. Se ele atravessar fora da passadeira, quero saber.

� o nosso homem.

Diz-me que h� uma boa raz�o para estar em Hermosa Beach.

A equipa cient�fica analisou a areia que estava na casa.

Pedras bas�lticas e algas caracter�sticas de South Bay.

- Achas que sou o Jacques Cousteau? - Tommy Callison.

O irm�o mais novo de Wayne e o �nico parente vivo.

Calculei que a areia veio daqui.

Vamos descobrir.

- Ele n�o quis falar com a Pol�cia. - Vai falar comigo.

- Thomas Callison? - N�o tenho nada a dizer.

� uma pena. Somos da Comiss�o de Planeamento Urbano.

Ia poder ganhar muito dinheiro.

Espere.

N�o iam perguntar sobre o Wayne?

Que Wayne?

Est�o a pensar p�r o metro de superf�cie aqui.

- Est� a par disto, correcto? - N�o brinque.

Quem tiver uma propriedade deste lado da rua

pode ganhar muito dinheiro se vender.

- Est� a falar a s�rio? - Importa-se que vejamos o im�vel?

N�o tenho muito tempo para limpezas.

Ainda bem que n�o somos do Departamento de Sa�de.

- H� quanto tempo vive aqui? - Quase sete anos.

- Que belo terra�o. - � verdade.

- Deve ter custado algum dinheiro. - Foi o Wayne que pagou.

Queria que eu tivesse um s�tio para poder descansar.

O Wayne parece ser boa pessoa.

Sim. Est� sempre a cuidar de mim.

Um terra�o de tirar o f�lego.

� uma quest�o de seguran�a, Merit�ssimo Juiz.

� uma quest�o da 4.� Emenda.

A c�mara pagar� o restauro do im�vel do Tommy Callison.

Essa nem � a quest�o.

Quer um mandado para escavar a propriedade deste homem,

s� porque construiu um terra�o?

N�o, Merit�ssimo. Porque o irm�o � um assassino.

Ent�o v� at� casa do irm�o.

Espere. J� fez isso. E n�o encontrou nada.

- Merit�ssimo... - Lamento.

At� terem mais alguma coisa, n�o os posso ajudar.

- Vamos tentar outro juiz. - N�o vale a pena.

N�o nos dar�o um mandado com base no que temos.

- Vamos desistir? - Tenho alguma bandeira branca?

Duas palavras. Direitos mineiros.

- Direitos mineiros? - Lei da Propriedade 101.

Se n�o existirem direitos mineiros, a �rea onde est� a casa de algu�m...

Pertence ao governo.

Por outras palavras, todos os caminhos levam a Roma.

Voc�s n�o brincam em servi�o.

Certifica-te que n�o partem a superf�cie do terra�o.

Se o fizerem, perdemos tudo o que temos.

- Garland. - Estamos em casa do Callison.

H� um t�nel. Parece ter uns cinco metros.

Estamos a tentar ilumin�-lo.

H� um corpo. Encontr�mos aqui um corpo.

Corrijo. N�o, temos v�rios corpos. De mulheres.

Em diferentes estados de decomposi��o.

Prendam-no.

N�o fiz...

- Prendam o irm�o tamb�m. - Certo.

- Temos de o encontrar primeiro. - Disse ao Isaac para o vigiar.

O problema � que ele enviou uma mensagem.

Callison queixou-se de ass�dio. Isaac teve de parar a vigil�ncia.

E ias contar-me isso quando?

Com tudo isto, n�o houve propriamente tempo.

- Raios. - Vou lan�ar um alerta geral.

Boa. A esta hora j� deve ter atravessado metade do pa�s.

A U.S.C. � uma boa escola.

O meu pai deve estar quase a chegar.

N�o me esque�o do curso que ele deu na U.S.C.

- Inspirou-me. - Parece que era o melhor aluno dele.

Como estava a dizer, ele e a tua m�e

estavam a divorciar-se e ele estava muito abalado.

Mas sempre que falava em ti, os olhos enchiam-se de amor.

A s�rio? Porque ele n�o era muito presente.

Como � ter um pai t�o brilhante?

� bom.

N�o � que seja da minha conta,

mas ningu�m se d� sempre bem com os pais.

Eu sei que ele est� a tentar.

�s vezes, os pais t�m dificuldade em deixar os filhos crescer.

Sobretudo uma filha como tu.

Obrigada.

Tem filhos?

N�o. Acho que ainda n�o encontrei a mulher certa.

Julie.

- Vai l� para cima. - Ol�, Sebastian.

- O que se passa? - Agora.

Fala Sebastian Stark. Quero que enviem um carro patrulha.

Wayne Callison est� aqui.

� uma casa linda. Merece-la.

Encontr�mos os corpos. Acabou-se.

Deve ser �ptimo ter tudo o que sempre se quis.

Por que � que o fez?

Por que � que ganhou uma fortuna a soltar criminosos?

Sou um advogado.

Exacto. Todos nascemos com uma miss�o.

Vou assegurar-me que pagar� pelo que fez.

Com o testemunho de Janet Butler.

Foi inteligente dizer que ela tinha morrido.

N�o esperava menos de si.

Mas n�o se fez uma aut�psia.

- Foi a� que errou, Sebastian. - Pol�cia. Ningu�m se mexa.

Mr. Stark, afaste-se.

- M�os atr�s das costas. - Wayne Callison, est� preso.

- Entendido. - Ele est� detido. Comunica-o.

Est� tudo bem.

Vemo-nos em tribunal, Sebastian.

L.A. vs. Wayne Robert Callison.

Cinco acusa��es de homic�dio.

Tentativa de homic�dio premeditado.

- Como � que o r�u se considera? - Inocente.

- A Acusa��o est� pronta? - Estamos.

- Mais algum pedido? - Sim, Merit�ssima.

Por favor, dirija-se ao tribunal pelo seu advogado.

Essa � que � a quest�o, Merit�ssima. Desejo ser eu a representar-me.

A Acusa��o op�e-se fortemente.

Mr. Callison, as acusa��es contra si s�o muito graves.

Um advogado competente � crucial para a sua defesa.

Eu entendo.

- Preparei um requerimento. - Merit�ssima,

este � um caso de grande vulto.

Permitir que o r�u se auto-represente,

suscitaria motivo de gozo.

O requerimento parece bem elaborado.

- Preparou este documento sem ajuda? - Sim.

S� porque sabe usar o computador e tirar um papel da Internet,

n�o significa que saiba cuidar de um caso de crime capital.

Pode ter raz�o, mas a n�o ser que forne�a

provas da sua inimputabilidade, a mo��o de Mr. Callison � deferida.

Callison auto-representar-se soa a boas not�cias.

Por isso � que eu ando de Mercedes, e tu de autocarro.

Os ju�zes e os j�ris torcem pelos desfavorecidos.

Sempre que apertar com ele, parecerei o rufia e ele a v�tima.

- Ele � um assassino em s�rie. - E inteligente, calculista, sem moral.

Mas eu n�o tenho cinco cad�veres no meu terra�o.

A Janet disse que acertou em cheio no Callison.

Por�m, n�o h� registos m�dicos.

Viram um hematoma nas costelas. Disse que caiu de um escadote.

Encontra um perito que ateste que a ferida pode ser de contus�o

- causada por um cano. - J� est� tratado.

Ent�o, por que vamos falar com o irm�o outra vez?

Isaac disse que o cart�o de ponto iliba-o de todos os crimes.

Certo. Mas ele n�o sabe disso.

- Pode ter um advogado presente. - N�o tenho nada a esconder.

O senhor e o seu irm�o pensam da mesma forma.

- Fam�lias homicidas... - Eu n�o matei ningu�m.

Tem cinco corpos enterrados na sua sala de estar, amigo.

Ajudou o Wayne a mat�-las? Ou a escond�-las?

Ou ambas? Seja como for, est� tramado.

- N�o fiz nada de mal. - Queremos acreditar em si.

Mas ter� de ajudar.

Tommy?

Tinha 10 anos quando o seu pai morreu.

- Como � que o Wayne ficou? - N�o � da sua conta.

Acredite em mim, Tommy. � da conta dele.

Ou alinha ou vai morrer aqui dentro. Qual � que escolhe?

O Wayne enfrentou a morte do pai muito mal.

Ele descontou em si?

Ele descontou em toda a gente.

Achei que ias querer comer algo antes de voltares para o trabalho.

- O que estamos a celebrar? - Vejamos.

� quinta-feira, evitaste que fosse retalhada por um doido...

As coisas do costume.

Tiveste muita sorte.

Eu sei. Nunca o deveria ter deixado entrar.

Achas? Sabes qual � a minha profiss�o.

- O tipo de pessoas com quem lido. - Mas a forma como falou de ti...

Era quase como se fosse um velho amigo.

- N�o acredito que ele matou algu�m. - Acredita. Ele f�-lo.

Ele parecia t�o normal.

Se n�o tivesse chegado a casa...

Mas chegaste.

Conseguiste que Tommy Callison denunciasse o irm�o?

Nada de consistente. Mas o Wayne torturou-o durante anos em mi�dos.

Quando o Tommy terminar o depoimento,

o Wayne far� o Charlie Manson parecer um cidad�o modelo.

Investigaram o disco r�gido do Wayne. Sabias que tem um Q.I. de 184?

Quanto mais inteligentes, mais estranhos.

Fez v�rias pesquisas jur�dicas nos �ltimos meses.

Pode ser doido mas n�o � parvo.

Tem uma licenciatura da U.S.F., e um mestrado da Irvine.

At� esteve um tempo na Mensa.

- Estiveste a pesquisar. - Conhece o teu inimigo.

Mentes brilhantes pensam igual. Acharam um ficheiro intitulado Stark.

Transcri��es dos teus casos nos �ltimos 10 anos, recortes

e informa��es pessoais.

O que posso dizer? O tipo tem bom gosto.

Tudo o que ele sabe, aprendeu contigo.

Por fim, um advers�rio � altura.

Est�o interessados numa liga��o

- entre o Callison e a Butler? - Diz-me.

Ela fez um curso de escrita num Centro de Artes.

Callison ensina na Universidade de Santa Monica.

Mas tamb�m no Centro de Artes.

Esse s�tio � �ptimo. Tirei l� um curso de hist�ria de arte.

- Desculpa? - Andava com uma rapariga...

- Arte? Espero que fosse boazona. - Era linda.

Se Janet tivesse sido aluna do Callison, tinha-o reconhecido.

Ele n�o foi professor dela, mas estiveram l� na mesma altura.

- Podia t�-la marcado como alvo. - Fazia um curso de hist�ria por ti.

Sim? Est� bem. Est� bem.

Tente acalmar-se. N�s vamos a caminho.

- Temos um problema. - Mentiu-me.

Tente acalmar-se, Janet.

Ele ligou-me, disse que tinha de falar com ele,

porque eu aparecia na lista do M.P.

- Tem o direito de estar perturbada. - Disse que nos ver�amos em tribunal.

Estamos a fazer os poss�veis para que n�o v� depor.

Faz alguma ideia do que foi ouvir a voz dele?

- Pensar no que ele me fez? - Ele est� preso. N�o a pode magoar.

N�o me interessa. Quero que retirem o meu nome.

Ele est� a tentar assust�-la. Est� desesperado.

N�o me pareceu nada.

Ele falou daquilo que me fez.

- Do que me queria fazer. - Espere, ele amea�ou-a?

Falou novamente sobre o meu pai, do dia em que ele morreu.

Eu sou uma boa pessoa.

Por que me est� ele a fazer isto?

Aquelas coisas sobre o pai dela tiveram de vir de algum lado.

- N�o podemos revistar a cela dele. - Pessoas de pouca f�.

Sebastian, veio oferecer-me um acordo?

- Mais a extrema-un��o. Abram. - Sim, senhor.

Parece perturbado. Tem falado com a Janet?

- Sacana s�dico. - Voc�s � que a arrolaram.

Gosta de estudar os meus passos? Veja s� este.

- Prendam este homem. - Muito bem. De p�.

Por interferir com uma testemunha. Amea�ou a Janet.

Foi muito maroto.

Prender um suspeito de um crime capital por um delito?

O que nos d� o direito de procurar vest�gios na cela.

Recolham esses documentos e o port�til.

- Est� bem. - Esse material � confidencial.

Onde leu isso? No dicion�rio jur�dico para doidos?

Assediou uma testemunha. Diga adeus � confidencialidade.

Uma c�pia de um caderno.

- Tem o nome da Janet Butler. - " Mem�rias do Passado:

A Arte da Biografia Pessoal."

Leu o di�rio da Janet, Wayne.

N�o � muito educado.

J� alguma vez pensou que ela merecia ser castigada?

N�o. Mas o Wayne merece. E sou a pessoa certa para o fazer.

Vamos.

� irm�o do r�u. Correcto?

Sim.

Tiveram uma inf�ncia feliz?

Nem por isso.

- Ent�o porqu�? - Bom...

O nosso pai n�o nos tratava muito bem.

O seu pai morreu quando tinha 10 anos e o seu irm�o 12 anos?

Sim.

Ap�s a morte do seu pai, o seu irm�o come�ou a abusar fisicamente de si?

Tommy, o seu irm�o maltratou-o?

N�o.

N�o, eu e o Wayne d�vamo-nos bem.

No seu depoimento, mencionou maus tratos psicol�gicos e f�sicos.

Era mentira?

Sim.

Disse-lhe aquilo que pensei que queria ouvir.

- A testemunha � hostil. - Concordo.

Protesto. Mr. Stark fez um acordo pelo testemunho do meu irm�o.

Ele n�o deveria aceit�-lo?

Indeferido.

N�o � verdade que o seu irm�o aterrorizava-o a si e � sua m�e?

- N�o. - Amea�ava-os com facas?

- Nunca aconteceu. - Ele matou e desmembrou animais

- no quintal. - S�o mentiras. Tudo mentira.

O Wayne � meu irm�o. Ele nunca faria isso.

Tem mais perguntas para a testemunha?

N�o.

Quer contra-interrogar, Mr. Callison?

- Pode ser, Tommy? - Sim.

- Respondes a umas perguntas? - Claro.

Onde acharam os corpos das mulheres que dizem que matei?

Debaixo do terra�o, no meu quintal.

- Viste-me a p�-los l�? - N�o.

- Alguma vez me ouviste falar deles? - Nunca.

Quando Mr. Stark foi a tua casa e encontrou aquelas mulheres,

quem � que ele mandou que a Pol�cia prendesse?

A mim.

- Eles disseram porqu�? - Sim. Por suspeita de homic�dio.

- Ele est� a tentar culpar o irm�o. - Obrigado pela novidade.

Quando Mr. Stark perguntou sobre a nossa inf�ncia,

fez-me pensar.

- Lembras-te da Lydia Franklin? - A relev�ncia, Merit�ssima?

As suas quest�es devem relacionar-se com o que estamos a tratar.

Se o Mr. Stark tiver paci�ncia, garanto ao tribunal que tem relev�ncia.

Dar-lhe-ei alguma liberdade, mas v� direito ao assunto.

Obrigado.

Ent�o, Tommy, a Lydia Franklin.

- N�o quero falar sobre isso. - Foi nossa vizinha durante 12 anos.

Ela n�o te acusou de a violares quando tinha 15 anos?

- Merit�ssima. - Sente-se, Mr. Stark.

A testemunha tem de responder.

Disseste que ela gostava de mim.

Mas nunca te disse que a obrigasses a fazer nada.

Mas aquilo foi um erro. N�o lhe queria fazer mal.

N�o faz mal, Tommy. Todos cometemos erros.

N�o tenho mais quest�es, Merit�ssima.

O Isaac vai traz�-la, mas � errado.

Tens uma sugest�o melhor?

Sem o testemunho da Janet, o caso � apenas circunstancial.

O irm�o tramou-nos. A Janet � a nossa �nica hip�tese.

- Se ele n�o acabar com ela no tribunal. - Obrigada.

O qu�? Est�s a ficar mole? � como um pit bull a citar Gandhi.

Quando estava deitada e amorda�ada como um animal,

em casa de Wayne Callison, ele falou consigo?

Sim.

O seu di�rio foi encontrado em posse dele.

Ele falou consigo sobre coisas que l� estavam?

Sim. Ele falou no meu pai.

Ele referiu-se a algum acidente espec�fico do passado?

Eu escrevi sobre o dia em que o meu pai morreu.

O qu�, em particular?

Antes de o meu pai morrer, pediu-me desculpa.

Pelo qu�?

- N�o consigo. Lamento. Eu... - Eu sei, Janet.

Sim. Vai ser capaz.

Estamos quase despachados.

Est� bem.

O seu pai pediu-lhe desculpa porqu�?

Quando eu era pequena...

...o meu pai costumava ir ao meu quarto � noite.

O seu pai abusou sexualmente de si?

Sim.

E Wayne Callison usou essa lembran�a dolorosa e cruel...

...para a torturar e humilhar?

Ele disse...

...que eu era uma prom�scua.

Ele ia castigar-me pelo que eu...

Pelo que eu tinha feito.

Certo. Portou-se muito bem.

Portou-se bem.

Quando o Callison a contra-interrogar, quero que esteja calma.

- Vai ser muito dif�cil. - Est� bem.

E...

...pode perguntar o que quiser? - Dentro do �mbito do caso, sim.

Por favor.

N�o me obrigue a fazer isto.

Lamento. Mas tem de o fazer.

Porque se n�o testemunhar, Wayne Callison pode sair em liberdade.

E ele tem de pagar por aquilo que lhe fez.

E tenho de impedi-lo de o fazer a outra pessoa.

Miss Butler, afirmou que o homem

que a atacou passou v�rias vezes as m�os pelo seu cabelo.

- Sim, f�-lo. - Protesto.

Miss Butler identificou Mr. Callison como o agressor.

Deve poder referir-se a ele como tal.

Deferido.

Certo. Afirmou que passei as m�os pelo seu cabelo.

Sim.

Tamb�m disse que lhe sussurrei algo. O que foi?

- Protesto. J� fal�mos sobre isto. - Indeferido.

N�o parava de dizer:

"As meninas m�s merecem ser castigadas."

Eu disse porqu�?

N�o me lembro.

E depois o que � que eu fiz?

O senhor...

...pegou numa faca e desatou a cortar-me.

Continue.

Implorei-lhe que parasse.

Estava a acariciar-me a cara.

A Acusa��o pede um adiamento.

Aceite. A audi�ncia est� suspensa at� amanh� de manh�.

Precisamos de falar.

A Janet est� a enterr�-lo. Ir�nico, dadas as circunst�ncias.

Acho que est� a correr bem, tendo em conta a competi��o.

A hist�ria da bajula��o est� a ficar gasta.

Ambos sabemos que as matou. Vamos acabar com isto.

Mas eu e a Janet ainda temos tanto para falar.

Por que n�o admite que raptou a Janet?

Tu �s bonita. Aposto que foste a menina do pap�.

V� para o diabo.

Quem matou aquelas mulheres ia ter um dia em cheio contigo.

Pronto. Cinco acusa��es de homic�dio.

Retiro a acusa��o de tentativa de homic�dio.

Internamento num hospital psiqui�trico.

Como est� a sua filha, Sebastian?

- Aceite o acordo, Wayne. - � uma mi�da linda.

- Mas parece atormentada. - Deixe-a longe disto.

Acredito que fez o seu melhor, mas ela ainda tem problemas.

- Estou a avis�-lo. - Podia ajud�-la a ultrapassar a dor.

Podia mostrar-lhe o que � a verdadeira dor.

Eu faria isso por si, Sebastian.

- N�o perdes pela demora. - Calma.

- J� chega. - Est� bem.

Agredir um advers�rio quando se est� a discutir um acordo.

Essa � uma manobra nova, Sebastian.

Devia tentar controlar esse seu temperamento,

antes que magoe algu�m.

Hoje temos c�u limpo e sol. Alguma neblina para a noite.

O seu comportamento � inaceit�vel, Mr. Stark.

Pe�o desculpa, Merit�ssima.

O Minist�rio deseja manifestar opini�o?

O acto de Mr. Stark foi vergonhoso.

Foi punido por isso. Terei todo o prazer em afast�-lo do caso.

Dado o que sucedeu, o julgamento ser� anulado e dado in�cio a outro.

Merit�ssima, n�o quero o Sebastian afastado do caso.

A decis�o n�o � sua, Mr. Callison.

O j�ri deve saber que o culpado disto fui apenas eu.

E julgo que o Mr. Stark devia estar presente quando lhes contar.

� o m�nimo que eu posso fazer.

As m�os de Mr. Stark estavam no meu pesco�o e eu mal respirava.

Sou apenas um professor. Posso dizer que tive medo.

Mr. Stark?

�s vezes, no calor do julgamento, as emo��es est�o � flor da pele.

Pe�o desculpa a Mr. Callison, ao j�ri e a este tribunal.

Tenho, por�m, algumas perguntas.

Por que acha que o ataquei?

N�o sei. Deve ter problemas de autocontrolo.

� bem prov�vel.

Lembra-se do que disse durante o debate de acordo?

Merit�ssima, creio que os detalhes de um acordo n�o podem ser tratados.

Ele tornou isso poss�vel ao falar da minha agress�o contra ele.

Devia ser-me permitido contextualizar esse evento.

- Vou autorizar. - Espere. Isso n�o �...

Pode continuar, Mr. Stark.

Esta � uma grava��o dessa reuni�o. Gostaria de a passar para o j�ri.

- N�o. - Esqueceu-se do "protesto".

Isto � uma armadilha. N�o sabia que estavam gravar.

- Isso � irrelevante. - Ele tem raz�o, Mr. Callison.

A lei permite-me ter algum direito � privacidade.

N�o quando est� a falar com o Minist�rio P�blico.

Chama-se princ�pio do contradit�rio por alguma raz�o.

- Aprendemos isto em Direito. - Chega, Mr. Stark. Passe a cassete.

Como est� a sua filha, Sebastian?

- Aceite o acordo, Wayne. - � uma mi�da linda.

- Mas parece atormentada. - Deixe-a longe disto.

Acredito que fez o seu melhor, mas ela ainda tem problemas.

- Estou a avis�-lo, Wayne. - Podia ajud�-la a ultrapassar a dor.

Podia mostrar-lhe a verdadeira dor.

Eu faria isso por si, Sebastian.

Para quem abomina a viol�ncia, � um pouco assustador, Wayne.

Viram o j�ri quando escutaram o Callison a amea�ar a Julie?

Isso e o testemunho da Janet � suficiente para n�s.

Wayne quer voltar a chamar Janet para acabar o interrogat�rio.

Depois da grava��o, apertar com a Janet prejudic�-lo-� mais.

- O Martin teria adorado isto. - A s�rio?

Ele adorava quando usava os seus truques de raposa velha.

Parecia ser uma pessoa muito correcta.

- Sim, era. - Tamb�m gostava de prender os maus.

Bem, este vai ser para o Martin.

Vamos chegar tarde ao tribunal.

Janet?

Janet, � a Raina Troy. Est� aqui?

Espera aqui.

Janet?

Janet, � o Isaac Wright. Est� bem?

Bolas.

Meu Deus.

O m�dico-legista declarou que se tratou de suic�dio.

O meu detective investigou as chamadas.

Antes de se matar, Janet recebeu um telefonema da pris�o para homens.

- Para confirmar factos. - Ass�dio. Puro e simples.

Fez press�o psicol�gica com ela at� que esta se matou.

Tamb�m gravou isso?

Ele sabe que n�o podemos pois est� a auto-representar-se.

- Faz parte deste esquema rid�culo. - � uma trag�dia,

mas n�o h� provas que Mr. Callison provocou a morte de Miss Butler.

- Certo. Vamos prosseguir. - Desculpe.

N�o pude terminar o interrogat�rio � Miss Butler.

- E ent�o? - Tenho o direito de a interrogar.

Uma tentativa m�rbida de ter piada?

O que creio que significa

que o testemunho de Miss Butler deve ser apagado dos autos?

Isso seria absolutamente chocante...

O contra-interrogat�rio do Mr. Callison foi suspenso a seu pedido.

Assim sendo,

todo o depoimento de Janet Butler ser� assim eliminado.

Est� muito equilibrado.

- Fr�gil como um castelo de cartas. - Fizeste o que podias.

- Sem o testemunho da v�tima... - Janet Butler.

Chamava-se Janet Butler.

- Tinhas de a chamar a depor. - Ela disse-me que n�o era capaz.

- Eu n�o quis ouvir. - Era tudo ou nada.

Eu pu-la em perigo. Deixei o Callison terminar o que fez.

- Precis�vamos do testemunho. - Mas n�o conseguimos, pois n�o?

Agora ela est� morta.

O j�ri j� voltou.

O arguido pode levantar-se?

- O j�ri j� chegou a uma decis�o? - Sim, Merit�ssima.

No caso de L.A. vs. Wayne Robert Callison,

cinco acusa��es de homic�dio premeditado e tentativa de homic�dio,

consideramos o arguido inocente.

O tribunal agradece aos jurados o seu servi�o.

Mr. Callison, fora a papelada pendente,

pode sair em liberdade.

Sem ressentimentos?

Entendo que esteja desiludido. N�o perde muitas vezes.

Est� doente, Wayne. Precisa de ajuda.

Deus ajuda aqueles que se ajudam a si mesmos.

Vemo-nos por a�, Sebastian.

N�o te podes culpabilizar, pai.

Tinha-o encurralado.

Deixei-o escapar.

A pobre rapariga matou-se. N�o podias prever isso.

Se ele matar mais algu�m...

A�, eles apanham-no. E da pr�xima, vais met�-lo na cadeia.

Pai?

Pai?

Desculpe. Pe�o desculpa.

Pe�o desculpa. Pensava que era...

- Podia p�r as bebidas na minha conta? - Sim, senhor.

Legendagem: SDI Media Group

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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