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Oh, sim...
Sim, � bom. Mais ou menos.
- Respire. - Amber, isto sou eu a respirar.
Olhe aqui.
- Concentre-se. Encontre o seu centro. - Prefiro encontrar o seu.
- Vai levar isto a s�rio? - Posso ser franco?
Convencer-me a fazer ioga, � como tentar que Satan�s medite.
- Pronto para se voltar? - Pensei que nunca mais o dizia.
Aparentemente, uma jovem de 16 anos, sa�a de uma festa,
neste bairro de Brentwood,
quando foi atingida por tr�s, por um carro.
- Ele disse Brentwood? - Meu Deus, que coisa horr�vel.
Meu...
Atende o telefone. Atende o telefone.
- Ol�, fala a Julie. Deixe mensagem... - Fique aqui!
- N�o precisavas de vir c�. - Viram o corpo?
- N�o. - A minha filha estava nesta festa.
Liguem para o gabinete do Procurador. Levantem o len�ol.
- Meu Deus... Jules! Jules! - Est� ali o meu pai. � o meu pai.
Vi nas not�cias.
Espera, tentei ligar para o telem�vel. Porque estava desligado?
Fiquei sem bateria, pai. Desculpe, eu estou bem.
A rapariga chama-se Erica Hartford.
Anda na Preparat�ria de Southlake.
- Viste o que se passou? - N�o, estava l� dentro.
E alguns mi�dos come�aram a gritar sobre algu�m que tinha sido atropelado.
- E lig�mos para o 911. - Vai sentar-te no carro.
N�o te mexas. Eu...
- N�o demoro nada, est� bem? - Est�.
- Que bom que ela est� bem. - Obrigado.
E esta pobre mi�da?
A Pol�cia j� localizou os pais dela. Vivem em Compton.
- � muito longe da Preparat�ria. - Pois �. A Erica tinha bolsa de estudo.
Convidou alguns amigos para virem c�, a uma festa.
Que, segundo testemunhas, n�o correu l� muito bem.
V�tima de ra�a negra, festa de mi�da branca rica, bairro de luxo.
A imprensa vai ter um dia em cheio.
Ah, sim. 90 porcento dos mi�dos de Southlake
t�m pais ricos, famosos, ou as duas coisas.
Preciso de respostas, agora. Um caso com quest�es raciais como este
- pode azedar muito rapidamente. - Quero v�-la.
- Minha senhora! N�o pode... - Afaste-se! Afaste-se, por favor!
Erica, por favor, quero ver se � ela.
N�o!
N�o! N�o...
N�o, por favor, Deus.
Meu Deus! Meu Deus...
Meu Deus!
A mi�da que morreu � Erica Hartford.
Andava em Southlake, ao abrigo do projecto Pre.
Esse projecto-lei foi do meu pai.
Alunos de classes desfavorecidas recebem subs�dios escolares.
Muito bem, e que se passou?
Segundo os alunos havia alguma tens�o
entre os amigos da v�tima, de Compton, e mi�dos de Southlake.
Mi�das brancas a bater em rapazes negros.
E, de repente, algu�m atropela Erica Hartford.
A Pol�cia verificou os cadastros. Dois dos amigos da Erica t�m antecedentes.
Sigam isso. A chave � encontrar o carro.
Procurem nas oficinas carros com danos que coincidam com o acidente.
- Muito bem. Martin, no local do crime. - De acordo.
Casey, Madeleine, quero que voltem a interrogar cada um dos mi�dos.
Podemos falar com a sua filha?
Ela tamb�m � testemunha. Mas v�o com calma.
Raina, tu vais para Compton com o nosso investigador.
- Quando contratou um investigador? - H� meia hora.
Quando acabar a�, n�o se importa de me ajudar com o meu, pois n�o?
Que faz aqui, Stark?
Tenho pessoal em cada uma das lojas da rua.
A quest�o �: que fazes tu aqui?
- Estou a trabalhar. - �s o qu�? Motorista?
Sou seguran�a, mas isso j� sabia, n�o �?
Posso ter feito alguns telefonemas.
Isaac, a minha proposta de trabalho continua de p�.
Estou bem. Ganho bem, trabalho por conta pr�pria, qual �?
Yo! Isaac! Anda c�, meu, r�pido!
Yo, adorei a farpela.
- Curtes este? Um amor. - Sou pois.
Est�s a brincar? � por este tipo que arriscas levar um tiro?
- Fiquei com o caso Brentwood. - Atropelamento e fuga da mi�da negra?
Sim, e h� uma liga��o com Compton. � a tua zona, n�o �?
Obrigado, de qualquer forma, mas a rua, para mim, acabou.
Yo, 'bora bazar!
T�m a ficha dent�ria?
- Conhecias a v�tima? - Conhecia.
A minha amiga Cat apresentou-nos, h� uns meses.
- A Catherine Crosby? - Ela e a Erica eram muito amigas.
Apercebeu-se de alguma tens�o na festa?
H� sempre confus�o. H� quem fique b�bedo, andam � pancada, curtem.
Mas nada fora do comum.
Que tal � trabalhar para o meu pai?
- Interessante. - Que tal � ser filha dele?
Interessante �, sem d�vida, o adjectivo apropriado.
J� terminaram?
- Bem... - �ptimo.
- Temos muita gente com quem falar. - Obrigado, Julie.
- Tudo bem. - At� depois.
- Est�s bem? - Sim, estou �ptima, pai.
Alguns mi�dos na escola dizem que a Pol�cia est� concentrada
nos amigos da Erica, de Compton.
N�o falo pela Pol�cia, mas a minha equipa est� a falar com todos, at� contigo.
Preciso que tenhas cuidado, Jules. Este caso � muito emotivo.
- As pessoas sabem que �s minha filha... - Sei tomar conta de mim.
�ptimo. Porque a imprensa vai cair em cima quando souber que estavas l�...
J� percebi.
Porque � que algu�m mataria a Erica?
Isso � o que estou a tentar descobrir.
Verifiquei o processo deste mi�do. Ele � meio estroina.
Sem ofensa, mas consigo resolver isto sozinha.
Aposto que sim. O Stark s� me pediu para olhar por ti.
Fui advogada oficiosa durante dois anos. Estou habituado a bairros dif�ceis.
L� est� ele. De camisa preta.
Anthony Rand?
- Saca, saca, saca. - Sou assistente do procurador p�blico.
Preciso de te fazer umas perguntas.
Como disse aos chuis, n�o tenho nada a dizer.
Estavas na festa em que Erica Hartford foi morta.
E tenho culpa que eles gramem curtir?
V�rias testemunhas viram-te a discutir com um rapaz.
N�o me v�o atirar com as culpas disto.
N�o tive nada que ver com o que aconteceu.
Estamos fora disso, meu. Vamos!
Yah, 'bora bazar.
- Que cena. - Yah!
Consegues traz�-los de volta?
Desculpa, est�s a pedir-me ajuda?
Por favor.
Yo, Anthony!
Aqui a dama tem mais perguntas. Pode faz�-las aqui ou na esquadra.
O qu�? V�o prender-me?
�s menor e tens cadastro.
Se te apanho armado, agora, vais de cana, por isso, v� se �s esperto.
E n�o me obrigues a ir atr�s de ti.
E diz � tua malta para desandar.
A malta v�-se.
- Fixe. - Yah, meu irm�o.
Fala-me da tal festa.
Foi uma festa normal�ssima.
Havia gente a beber, mas estava tudo controlado.
Havia tens�o entre os brancos e os negros?
Que eu tenha visto, n�o. J� houve mais festas juntos.
N�o � grave.
Ou�a, a Erica pediu-nos para irmos.
- Foi fixe. - Quando a viste a �ltima vez?
No andar de cima. Estava com um meco branco qualquer.
O Ben Channing. Joga � bola.
Eu vi a Erica e o Ben a irem para um quarto, no andar de cima.
- N�o sei se estava a curtir com ele. - Eram namorados?
N�o.
O Ben andava com a Cat Crosby h� quase dois anos.
A Erica era a melhor amiga da Cat.
Essa era a onda da Erica.
Tentar ser aceite por aquela gente. Boa sorte.
Era dif�cil para ela. A Erica queria integrar-se.
Andava sempre com a Cat e com o Ben.
Acho que a Erica curtia o Ben.
- Tinha um fraco pelo Ben? - E aparentemente era m�tuo.
A Cat apareceu e encontrou a Erica e o Ben no quarto.
Muito estranho.
A triste realidade � que se Erica Hartford fosse branca
e tivesse sido morta � sa�da de uma festa, em South Central,
o condutor do carro ou estava preso
ou morto pela pr�pria Pol�cia de L.A.
- At� parece que quer um motim. - Sabe que mais? � dos dois lados.
Sabe quantos e-mails recebi a pressionar para prender os "sacanas dos pretos"?
Julgava que t�nhamos aprendido alguma coisa com o Rodney King.
Isto parece menos uma coisa racial do que um romance que acabou mal.
A v�tima � apanhada enrolada com o namorado da melhor amiga.
- Precisamos de mais. - Ent�o ou�a.
A Pol�cia recebeu a participa��o de um BMW roubado, junto � casa da festa,
registado em nome de Cat Crosby.
Isso � coincid�ncia. Conseguiram encontr�-la?
Ainda n�o, mas estamos em cima do namorado.
Mal prove que n�o � uma quest�o racial, quero uma confer�ncia de imprensa.
Quero isto esclarecido antes que saia do nosso controlo.
Sim, sim!
Ben, v�rias pessoas te viram a discutir com a Erica, na noite da festa.
Ela estava chateada. S� estava a tentar acalm�-la.
E porque estava chateada?
Ela tinha convidado os amigos de Compton.
Isso espalhou-se e apareceram 20 tipos.
E isso � um problema?
N�o, n�o, de maneira nenhuma, mas...
a Erica achou que as pessoas iam ficar chateadas com ela.
Ela estava sempre preocupada com isso.
N�o pode ter sido f�cil equilibrar dois mundos diferentes.
Acho que n�o!
Mas todos gostavam dela. Ela e a minha mi�da, a Cat, eram as melhores amigas.
Tamb�m discutiste com a Cat naquela noite?
Ela � minha namorada. Estamos sempre a discutir.
Ela queria ir embora, eu queria ficar. E ela � que me dava boleia.
De certeza que n�o estava zangada por te ter apanhado com a Erica?
Nem pensar, somos todos amigos. Eu nunca faria isso � Cat.
- Pois. E onde est� ela, agora? - N�o tenho a certeza.
Ben, temos de falar com a Cat.
Obrigada por ter vindo, Mrs. Crosby.
Estamos a falar com os pais de alguns dos mi�dos.
Tudo bem. N�o sei o que possa dizer-vos.
Gost�vamos de falar com a Cat. Faz ideia onde ela est�?
N�o. Vi-a a sair, esta manh�.
Tenho estado a dar-lhe espa�o. Isto tem sido terrivelmente dif�cil para ela.
Falou com a Pol�cia?
Eles foram l� a casa. Julguei que fosse por causa do carro roubado.
A sua filha contou-lhe o que se passou naquela noite?
Apenas que a Erica saiu antes dela.
Quando a Cat soube o que acontecera, correu para casa.
Vivemos a poucos quarteir�es de dist�ncia.
Disse que estava demasiado nervosa para guiar, e admitiu ter estado a beber.
Quando voltou para casa, na manh� seguinte, o carro tinha desaparecido?
Sim.
Mrs. Crosby, considerou a hip�tese
de a Cat n�o ter ido directamente para casa, naquela noite?
N�o estou a compreender.
Algo se passou naquela noite entre a Cat e a Erica envolvendo o Ben Channing.
- A Cat e a Erica discutiram... - Esperem a�!
Est�o a sugerir que a Cat teve alguma rela��o com a morte da Erica?
Estamos a dizer que precisamos de falar com a sua filha.
Se querem falar comigo ou com a minha filha
sugiro que contactem o meu advogado.
HPCU, fala o Allende. Isaac.
- Que tal correu? - Nada bem.
Sim. N�o desligues! Isaac!
- D�-me uma boa not�cia. - Estou em Compton.
Recebi uma chamada de um tipo da Pol�cia.
Encontraram o carro da Cat em Alameda.
Tem sangue e res�duos de tecido no p�ra-choques da frente.
An�lise forense completa. �s uma estrela. N�o desligues.
Segundo os registos o telem�vel da Cat foi localizado em Laguna.
Querem apostar que a mam� e o pap� t�m uma casinha simp�tica na costa?
Segue para Laguna.
V�rios suspeitos t�m sido interrogados sobre o atropelamento de Erica Hartford.
Mas, at� � data, n�o houve qualquer deten��o.
Est� bem! Vou ver as janelas das traseiras.
- N�o podes espiar a casa de algu�m. - Ele est� a fazer o trabalho dele.
Esqueces-te que este tipo colocou provas num local de crime?
E, � conta disso, tir�mos um traficante de droga das ruas.
Este tipo sabe o que faz.
Ela quase n�o respira. Chamem uma ambul�ncia.
Cat, acorda. Acorda.
- Est� a descansar. - �ptimo, mas quero um pol�cia � porta.
- N�o est� em estado de fugir. - O que � que tomou?
- Calmantes e �lcool. - Tentou suicidar-se ou n�o?
Tomou demasiados para ser acidente, e n�o os suficientes para morrer.
Que estava chateada, estava. Se foi suic�dio, � dif�cil dizer.
N�o os quero a discutir a sa�de da minha filha com esta gente.
N�o h� op��o. A sua filha � suspeita num caso de homic�dio.
O que n�o lhes d� o direito de assediar as pessoas.
Dan, quando eu assediar algu�m, ser� o primeiro a saber.
- Queremos falar com a Cat. - N�o est� em condi��es.
- Ligamos daqui a uns dias. - Boa. A sua cliente j� tentou fugir.
Querem falar com a Cat? Prendam-na.
- Vamos ver que tal soa nos jornais. - Bem, se coloca as coisas dessa forma...
Deteve-a na cama do hospital.
Acho que podia ter esperado que ela acordasse.
Faz-nos parecer uns capangas.
Faz-nos parecer promotores p�blicos atr�s de um assassino.
S� estou a dizer que prender a rapariga naquele dia, depois dela ter...
Jess, ao que sabemos, Cat Crosby fez isto para evitar ser acusada de homic�dio.
Pois, e talvez tenha conseguido.
Merit�ssima, decorreram 5 dias desde a tentativa de suic�dio da minha cliente.
� impens�vel tomar uma decis�o quanto � capacidade psicol�gica dela.
Miss Crosby foi observada por um psiquiatra designado pelo tribunal.
E foi dada como mentalmente s�.
O nosso psiquiatra, um conhecido perito em psiquiatria infantil,
- considerou que a Catherine n�o est�... - Quero a opini�o de Miss Crosby.
Como te sentes, Catherine?
Estou bem.
Tens a certeza de que est�s preparada para um julgamento?
Tenho.
A opini�o da minha cliente n�o � cred�vel...
Li as opini�es dos dois peritos intervenientes.
E tendo em conta a idade da arguida...
- E a idade da v�tima? - Mr. Stark!
Terei de relembrar ao tribunal
- a natureza brutal deste crime? - N�o!
Delimito, ent�o, a natureza do perfil deste caso.
E ao impacto potencialmente explosivo do mesmo na comunidade.
- Que relev�ncia tem isso? - Ainda bem que pergunta. � simples.
Temos uma v�tima de ra�a negra, claramente de poucas posses.
E uma arguida de ra�a branca, riqu�ssima.
A decis�o � sua, mas eu n�o voltaria para casa por uma zona de perigo.
Como sabia que a Pearlman outorgaria baseada no receio de um motim?
Numa audi�ncia com autoridade competente, o j�ri � o juiz.
- S� a opini�o dela conta. - E?
A Pearlman balan�ou depois do veredicto de Rodney King.
- Brilhante. - � uma maldi��o.
Nem tudo s�o boas not�cias. Recusou a mudan�a de foro.
- O julgamento mant�m-se em Westside. - Esque�am o foro. Centrem-se na teoria.
- Que �? - O eterno e popular tri�ngulo amoroso.
A Erica e a Cat amam o Ben. O Ben ama as duas. Segue-se a trag�dia.
Vamos ter de provar que a Erica e o Ben andavam.
E que o carro da Cat n�o foi roubado.
Ela matou a Erica, foi para Compton, e largou o carro para cobrir o rasto.
Ap�s provar isso, temos de conseguir que um j�ri de brancos de Westside
defenda uma mi�da negra de um lado da cidade onde eles n�o iriam.
- E como fazemos isso? - N�o fa�o a menor ideia.
Isto � um julgamento por homic�dio, Ben.
O que significa que se retiveres informa��o importante
poder�s ser acusado de cumplicidade.
N�o est�o a perceber. Eu amo a Cat.
Ningu�m coloca isso em quest�o.
Mas, por vezes, mesmo quando amamos algu�m,
podemos sentir algo por outra pessoa.
Ben...
andavas com a Erica Hartford?
Tent�mos manter em segredo. N�o quer�amos magoar a Cat.
Mas ela descobriu na mesma?
Escrevi uma carta � Erica a dizer o que sentia.
E estava no meu cacifo da escola.
A Cat guarda coisas no meu cacifo e encontrou a carta.
- E isso foi no dia da festa? - Foi.
Ela trouxe a carta com ela, nessa noite.
Estava furiosa. E eu percebo-a.
- Onde est� a carta, agora? - N�o sei.
Ela estava aos gritos. Amachucou a carta e atirou-ma.
N�o sei o que aconteceu � carta depois disso.
Achas que a Cat matou a Erica?
Estou h� dois anos com a Cat.
Ela � boa pessoa.
As boas pessoas cometem erros.
Ela estava zangada, sim.
Mas � imposs�vel, totalmente imposs�vel, que a Cat fizesse mal � Erica.
Ningu�m viu uma rapariga cuja descri��o coincida com a da Cat,
perto do beco onde encontraram o carro?
Ainda n�o. Tenho pol�cias a investigar.
Quantas adolescentes brancas e puras andam em Compton �quela hora?
- E empresas de t�xis? - Mandei a foto da Cat �s r�dio-t�xi.
H� a esperan�a de que apare�a um taxista.
- E motoristas de autocarros? - A mesma coisa.
- Portanto estamos a zero. - Talvez n�o.
Acabei de receber o extracto de cart�o de cr�dito de Andrea Crosby.
Usou-o numa bomba, em Compton, na noite em que a Erica morreu.
- Alguma testemunha? - Identificaram o Mercedes da m�e.
N�o viram quem ia a conduzir.
- C�maras de seguran�a? - H� tr�s anos que n�o funcionam.
Pois bem. Os Crosby devem ter seguran�a na casa deles.
Descobre os registos. Quero saber a que horas a m�e entrou e saiu, naquela noite.
Tu talvez te safes.
H� alguma coisa que eu possa fazer?
Tenho tudo controlado.
Sa�ste-te bem.
Com o mi�do na rua.
Obrigada.
Aquilo sim, � um homem lindo.
� engra�ado.
� alto.
N�o sei, n�o! N�o sei se trabalho sem rede.
Tencionas dormir com todos os tipos do escrit�rio?
Isso � um convite?
- Acho que ele gosta de ti. - N�o ando com colegas de trabalho.
Quem falou em romance?
Foi o ci�me que matou Erica Hartford.
Catherine Crosby descobriu que a melhor amiga dela
tinha um caso em segredo com o namorado dela.
Ficou magoada. Ficou zangada.
Ouvir�o testemunhos de que a Catherine foi � festa para os confrontar.
E que os encontrou juntos, no quarto.
Houve uma discuss�o acesa.
E Erica saiu da festa sozinha.
Alcoolizada e furiosa, Catherine entrou no carro e arrancou.
E viu a Erica a caminhar ao longo da rua.
E num acesso de raiva, atropelou a Erica.
E largou o BMW em Compton, rezando para que desaparecesse depressa.
Em seguida contou com a ajuda da m�e para esconder o crime.
Andar-se com o namorado da melhor amiga
n�o � l� muito simp�tico.
Mas a Erica n�o merecia morrer por isso.
Catherine Crosby p�s cobro a uma vida repleta de potencial e promissora.
Tem de pagar por isso.
N�o bate certo. A acusa��o afirma que Andrea Crosby
foi a Compton para ir buscar a filha,
depois de ela ter largado o BMW batido.
Apresentaremos registos de compras online
feitas por Andrea Crosby, exactamente � mesma hora
em que alegadamente foi em aux�lio de Catherine.
Al�m disso, um perito em acidentes de via��o demonstrar�
que a morte de Erica Hartford n�o pode ter sido intencional.
Claro que a morte de Erica � uma trag�dia.
Mas n�o h� nenhuma conspira��o sinistra envolvida.
Algu�m roubou um carro e atropelou um pe�o durante a fuga.
Encontremos essa pessoa. Castiguemo-la.
Mas que n�o culpem Catherine Crosby por um crime que ela n�o cometeu.
- N�o conseguimos mandado de busca. - J� soube.
- E tentar os registos de internet? - Bom impulso, n�o na hora certa.
Talvez consigamos provar que as compras foram feitas por outra pessoa.
O Lauter � esperto. N�o vai alegar coisas que n�o consiga sustentar.
Temos de encontrar uma testemunha que tenha visto Andrea Crosby
a p�r gasolina em Compton, naquela noite.
Descobre qual � o perito em acidentes de via��o que o Lauter vai usar.
E tu, encontra essa testemunha, rapidamente.
O julgamento de Catherine Crosby pelo atropelamento e fuga de Erica Hartford.
At� ao momento n�o foi estabelecido nenhum motivo claro
para a morte brutal da jovem estudante de Southlake, de 16 anos.
Certifica-te de que o Isaac assina este relat�rio de investiga��o.
E que fique tudo muito preciso.
A prop�sito...
- Ol�. - Ol�. Que fazes aqui?
Houve uma exibi��o de fotografia na MOCA. Preciso de falar contigo.
Tenho de terminar uma coisa neste caso.
� sobre isso que queria falar-te.
Ouve, eu conhe�o a Cat Crosby, e � imposs�vel que ela tenha feito isto.
Querida, eu sei que isto � dif�cil para ti.
A Cat � um amor, percebes? Sempre disposta a ajudar toda a gente.
E � esperta, e � divertida.
E cometeu um grande erro.
S� porque voc�s acham?
N�o, porque teve motivo e oportunidade, e por todas as provas o indicarem.
- Eu n�o posso fazer nada. - Ol�, Julie.
- Desculpe interromper, � importante. - For�a!
A Pol�cia falou com toda a gente que abasteceu naquela bomba,
entre a meia-noite e as 3 da manh�.
Uma mulher viu duas pessoas no Mercedes da Andrea.
Identificou a Cat Crosby pela fotografia dela.
- Lamento, Jules. - S� que n�o estava com a m�e.
Estava com um adolescente.
- Porque nos mentiste, Ben? - Eu n�o menti.
N�o contaste que ajudaste a Cat a largar o BMW.
N�o queria met�-la em sarilhos.
Lamento dizer-te, mas ela j� est� metida em sarilhos.
E se n�o contares tudo o que se passou
eu n�o te largo.
E, vai por mim, isso � algo que n�o queres.
- Preciso de um advogado? - Se disseres a verdade, n�o.
Est� bem!
A Cat viu-me com a Erica, naquela noite.
Est�vamos a curtir, no andar de cima, num quarto.
A Cat passou-se. Desatou aos berros connosco.
A Erica n�o aguentou. E fugiu.
Eu segui a Cat at� ao carro dela.
Estava b�beda e totalmente passada.
N�o me deixou lev�-la a casa, por isso fui no lugar do pendura. S� queria...
Estava s� a tentar acalm�-la.
Continua.
A Cat viu a Erica a caminhar na rua.
Achei que ela s� ia encostar, para falarmos sobre as coisas.
Mas em vez de abrandar, a Cat foi direita a ela.
Tentaste ajudar a Erica?
Claro que tentei ajud�-la.
Sa� do carro, verifiquei o pulso. Era tarde demais.
Porque n�o chamaste a Pol�cia?
Porque n�o podia fazer isso � Cat.
Isto foi tudo por minha culpa.
Acabou, Cat.
O Ben contou-nos, exactamente, o que se passou naquela noite.
A Cat veio direita para casa a seguir � festa.
O Ben estava no carro quando a Cat atropelou a Erica.
- Que prop�e? - Homic�dio por atropelamento.
Permitimos a alega��o como menor. Em sete anos est� c� fora.
- Sete anos por algo que n�o fez? - M�e...
- Este rapaz j� mentiu. - Para proteger a namorada.
- O j�ri n�o vai incrimin�-lo por isso. - Torna-o mais cred�vel.
Aceite o acordo.
A minha filha n�o vai para a cadeia. Vamos, querida.
Estou a dar-lhe uma hip�tese, Dan.
- A m�e n�o se demove. - A Cat pode apanhar 30 anos.
A proposta foi recusada.
- O Lauter bebe? O acordo era bom. - Ele queria aceitar, a mi�da tamb�m.
A m�e recusa-se a acreditar que a filha fez isto.
- Acho que entendo. - Deus sabe como adoro a nega��o.
Mas ela vai perder a filha � conta disto.
Os pais nem sempre comunicam com os filhos.
- A sua filha conhece a Cat? - Foram juntas para um campo de f�rias.
- Est� a ser terr�vel para a Julie. - Pois, aparentemente.
Fez alguns coment�rios sobre o caso no jornal da escola.
- Acha que a Cat est� inocente. - Tem de ser engano. Ela nunca o faria.
Que importa? Tem uma tiragem de qu�? Uns 200?
Tente 20 milh�es.
A m�e do editor dirige a delega��o local da Associated Press.
- A Associated Press pegou nisto? - E publicou.
- O qu�? Quer que eu pe�a desculpa? - N�o.
Quero que me expliques porque desobedeceste directamente
�s instru��es que te dei de n�o falares para a imprensa.
- Tenho direito � minha opini�o. - Pois tens.
Mas n�o quando sai na CNN, no meio de um julgamento por homic�dio.
N�o sabia que ia tomar essas propor��es.
Vai diz�-lo ao Dr. Phil, no Especial Discuss�es Pai-Filha.
- Disse que acho que a Cat est� inocente. - O j�ri n�o est� isolado.
Podem ler isto nos jornais, ver na TV, ou na porcaria da internet.
- E? - E eu n�o te ensinei
que os julgamentos com jurados s�o concursos de popularidade?
Se nem a minha filha de 16 anos acredita em mim, porque acreditariam eles?
Pedi-te para teres cuidado.
N�o! Pediste-me para ficar calada.
N�o consegui. A Cat � minha amiga.
E eu sou teu pai.
Mr. Archer, foi o criador desta simula��o computorizada do acidente
que vitimou Erica Hartford?
- Fui sim. - Quer partilhar as suas conclus�es?
Ao programar a rua exacta e as condi��es climat�ricas, naquela noite,
e tendo em conta os ferimentos apresentados pela v�tima
e uma an�lise forense completa do local do crime,
a minha opini�o � de que esta colis�o foi acidental.
Obrigado.
Quer contra-interrogar?
- � um perito na mat�ria, n�o � assim? - Sou sim.
E considera a simula��o computorizada uma ferramenta cred�vel?
Na posse de dados suficientes, a t�cnica tem uma precis�o de 99,37%.
Noventa-e-nove-v�rgula-trinta-e-sete porcento. Impressionante.
Chamo a aten��o do tribunal para o monitor. Mrs. Troy?
- Reconhece esta simula��o? - Sim.
Presumo que sim, j� que a concebeu para a firma de Stark Bell, em 2003.
Que pretendia demonstrar?
Que o avi�o se tinha despenhado por erro do piloto.
Por outras palavras, atestou que este acidente tinha sido acidental.
Tal como testemunhou hoje, neste caso.
- N�o � verdade? - Sim.
Ent�o imagino o choque quando a nota de suic�dio do piloto
foi encontrada no local do acidente.
N�o h� programas perfeitos.
Claro. Mas a percentagem de precis�o � de 99,37.
Foi a taxa de precis�o que referiu, n�o � assim?
- Sim, mas... - Logo a sua recria��o do acidente
incidiu, precisamente, nos 0,63% residuais.
Acho que � o problema com as simula��es computorizadas.
Por vezes, cai-se e arde-se. N�o tenho mais perguntas, Merit�ssimo.
O vosso tributo envergonhar-me-ia se n�o fosse merecido.
Deixo por sua conta o estripamento de uma testemunha perita.
Quase tive pena do tipo.
N�o teriam se soubessem quanto ele cobra por aqueles v�deos.
- Temos um problema com a testemunha. - Tu �s tipo um anjinho da morte.
O Lauter encontrou o cadastro do tribunal juvenil de Ben Channing.
- Isso � confidencial. - Agora, j� n�o �.
Foi autorizado a inclu�-los no processo.
- Condena��es por furto e vandalismo. - L� se vai a credibilidade dele.
Temos de confirmar a rela��o dele com a Erica. Falaste com os pais dela.
Vieram c�, e n�o estavam a par da vida social da Erica.
Falaste com os dois em simult�neo?
- Falei. - Fala com a m�e, a s�s.
- Porqu�? - As mi�das n�o falam de sexo com o pai.
E as m�es escondem esses segredos.
Obrigada por me receber, Mrs. Hartford.
O caso ainda est� a decorrer?
Continua, mas continuamos a precisar de entender a rela��o
entre a sua filha e o Ben.
Talvez seja ing�nua, mas chocou-me saber que a Erica e o Ben estavam...
A Erica adorava a Cat. Ela nunca magoaria uma amiga a esse ponto.
Nunca viu a sua filha e o Ben, juntos?
N�o.
Ela era muito reservada quanto � vida social dela.
Eu acho que ela receava dizer ao pai que andava com um rapaz branco.
Mas deve ter-se apercebido de que algo se passava.
Quando a Erica foi para Southlake
sentia-se como se fosse de outro planeta.
Foi t�o solit�rio para ela.
H� seis meses, algo mudou.
De repente, a Erica ria e cantava.
Sa�a ao fim-de-semana.
Tinha conhecido algu�m.
N�o fiz perguntas.
Estava feliz por ela.
Ficava no quarto, at� �s tantas, a ouvir aquele CD, vezes sem conta.
E de que CD se tratava?
Daqueles que se tiram por computador.
A Erica escutava-o. Todas as noites.
M�sicas de amor.
O advogado da Cat vai tentar desmentir a tua hist�ria.
Mant�m a calma, e demora o tempo que quiseres.
- Est� bem. - Vai agarrar-se ao teu cadastro juvenil.
Diz a verdade. N�o tenhas vergonha.
E vai haver muitas perguntas sobre sexo.
Sobre a tua rela��o com a Cat e com a Erica.
Eu percebo.
V�o querer que o j�ri te veja como um tarado sexual idiota.
Para que a Cat pare�a uma v�tima.
- Ou�a, eu n�o sou... - Exactamente!
Amavas a Cat, mas sentias uma atrac��o pela Erica.
Cometeste um erro. De que te arrependes profundamente.
- Entendido? - Sim.
Conseguiste alguma coisa da m�e da Erica?
Talvez. Fui verificar as coisas que a Pol�cia retirou do quarto da Erica.
Fizeste um CD para a Erica?
Fiz. A Erica adorava m�sica. Isso � importante?
A defesa tem acesso a ele, ou seja, pode questionar o conte�do.
N�o queremos surpresas. Que est� gravado no CD?
Umas cenas que eu sei que a Erica gostava. Fi-lo h� meses.
N�o me lembro ao certo o que estava gravado.
- J� fizeste algum CD ao Eddie? - Como?
Com m�sicas do iTunes: "You're the love of my life", "Never forget me", e isso.
N�o. Mando-lhe e-mails com fotos minhas, nua. � mais r�pido.
Sim, mas se lhe gravasses um CD,
lembrar-te-ias das m�sicas que tinhas escolhido, para a�, seis meses depois?
Sim, claro. Nunca mais as esqueceria.
Julguei que �amos para o vosso escrit�rio.
Temos de ir buscar uma coisa a casa da Erica.
Voc�s iam para l�, �s vezes, n�o? Para a Cat n�o vos apanhar.
�s vezes.
Conheces bem este bairro. Viramos na 23rd, ou na 26th?
Acho que pode virar em qualquer uma delas.
Deve ter sido tramado ter duas namoradas ao mesmo tempo.
Sim, principalmente por serem as maiores amigas.
Ora, c� estamos. T�m uma bela casa.
Pois t�m.
Eu volto j�.
Sou eu.
Estamos a 20 quarteir�es de casa da Erica. Ele nunca aqui esteve na vida.
N�o deixes que te vejam. Volta para aqui o mais r�pido poss�vel.
O nosso caso foi pelo cano abaixo.
Meninos! O Ben Channing andou a enrolar-nos o tempo todo.
Ele n�o andava com a Erica.
- N�s sabemos. Era outra pessoa. - O que � isto?
Encontr�mos numa pasta protegida, no computador da Erica.
- Os da inform�tica acederam. - Sim?
Anda c�.
Somos n�s!
- Gostam de praia e ent�o? - Calma.
Gosto do meu telefone novo.
Portanto...
Parece que eram mais do que apenas amigas...
O liceu mudou.
A sua cliente tinha uma rela��o de amor com a falecida?
- Sim, Merit�ssima. - E tencionava contar-nos?
N�o sabia, at� Mr. Stark mo revelar no v�deo que constitui prova.
- Mentiu ao seu advogado, Miss Crosby? - Menti sim.
O Minist�rio P�blico requer interrup��o para reanalisar o caso.
N�o ser� necess�rio. A minha cliente prop�e homic�dio simples.
A Catherine assina na condi��o
de que a rela��o dela com a Erica n�o seja inserida no processo.
Presumo que os termos s�o aceit�veis, Mr. Stark?
- Mr. Stark? - Por acaso, n�o s�o, Merit�ssima.
O Minist�rio P�blico n�o aceita uma confiss�o
at� que Miss Crosby apresente uma base factual.
A descri��o integral do que se passou naquela noite.
Muito bem. Quer reconsiderar, Dr. Lauter?
Merit�ssima, esta proposta foi feita contra a minha opini�o.
Entendo que dever� perguntar � minha cliente.
Muito bem. Miss Crosby?
Est� segura quanto a esta confiss�o?
Estou.
Quero pagar pelo que fiz.
- E seguir com a minha vida. - Ouviu-a, Dr. Stark.
Se achar que h� algo mais adequado, fa�a o favor, Dr. Lauter.
Caso contr�rio, siga para tribunal, ou retire as acusa��es.
Tem 24 horas para decidir.
� tudo.
- Recusou homic�dio simples? - N�o me cheirou bem.
Tape o nariz.
N�o tenho a certeza se foi ela, Jess.
- Desde quando se interessa por isso? - Desde quando voc� n�o se interessa?
- Isto tem a ver com a sua filha. - Por favor!
� amiga da arguida.
A sess�o j� terminou? Estou-lhe a dizer que algo n�o me cheira.
- Aceite o acordo. - S� depois de descobrir o que se passa.
A ju�za deu-lhe 24 horas.
Se n�o tem mais ningu�m para acusar pela morte da Erica
eu pr�pria aceito o acordo proposto.
Certifiquem-se de que tem uma nota para n�o ampliarem.
- Pai? - Sim? Est� tudo bem?
S� preciso de uns segundos.
Vou buscar as fotografias do local do crime.
Sei que est�s atolado de trabalho.
Vim s� pedir desculpa. N�o devia ter falado para o jornal da escola.
Mas estava zangada contigo. Achei que n�o estavas a ouvir-me.
- A tua m�e dizia sempre isso. - E tinha raz�o.
Ainda assim, o que fiz foi incrivelmente ego�sta e est�pido.
E pe�o imensa desculpa.
E prometes nunca mais me desobedecer
at� ao final dos tempos?
Pelo menos at� � universidade.
Neg�cio fechado.
Consegues ajudar a Cat?
Estou a tentar, querida, mas ela n�o est� a facilitar.
A vida dela era muito complicada.
O amor � estranho. Leva a que se cometam loucuras.
- A quem o dizes. - Da primeira vez que me apaixonei...
- Quero mesmo ouvir isto? - O Paul Dinardo, 7� ano.
Sa�mos durante um m�s, fal�mos talvez umas tr�s vezes.
Parece a receita para uma rela��o duradoura.
Escrev�amos longas cartas de amor profundo.
E p�nhamo-las no cacifo do outro.
Era muito piroso, acho eu.
Mas ainda as tenho todas guardadas.
- Pai?! - Madeleine, liga � ju�za Pearlman.
- Isto � ass�dio. - Segundo o juiz, n�o. Tenho mandado.
- A Pol�cia j� revistou o meu carro. - O meu homem � melhor.
N�o percebe que quem roubou o carro da Cat matou a Erica?
E como sabe isso?
Havia mi�dos que n�o eram daquela festa. Amigos da Erica.
Ela era muito querida, mas trazia um elemento perigoso com ela.
Agora, est� morta, e a vida da minha filha pode estar arruinada.
Bem, n�o �, propriamente, muito liberal, n�o �?
Acho que ela n�o sabe da Cat e da Erica.
A Cat est� com muito medo de que a m�e descubra a rela��o entre elas.
Encontrei uma coisa.
Preso por baixo do banco do condutor.
- E como � que a Pol�cia n�o viu? - Detective de narc�ticos.
Encontraria um grama de coca�na numa tempestade de neve.
Preciso de falar com a sua cliente.
- Est� a brincar. - Estou a tentar ajudar.
- Diz o homem que a prendeu no hospital. - Quando julgava que era culpada.
Agora, sei que n�o �, Dan. Ela tem estado a mentir-lhe o tempo todo.
Ela, obviamente, n�o confia na m�e.
- Deixe-me falar com ela. - Porque havia de confiar em si?
Porque o Ben Channing leu esta carta.
Que confus�o, n�o �?
Pode crer.
A Julie manda saudades.
Ela deve odiar-me.
Est� preocupada contigo.
Toda a gente est�, at� eu.
A culpa � minha se a Erica est� morta.
Eu sei que acreditas nisso.
Mas ambos sabemos que n�o mataste a Erica.
Matei sim.
Acho que isto � teu.
Tive de a ler. Pe�o desculpa.
Sim...
Parece que a Erica te amava muito.
Nunca quisemos que acontecesse uma coisa destas.
Mas aconteceu.
Sabes, Cat, se a Erica te amava metade do que diz nessa carta
n�o creio que quisesse que vivesses uma mentira.
E sei que n�o quereria que desperdi�asses a tua vida.
Isto n�o tem s� que ver com a Erica. N�o.
Isto �, eu enganei o Ben.
- Ele confiou em mim, e eu menti-lhe. - Cat.
- N�o � culpa dele. � minha. - Tu tens 16 anos.
Achas que est�s a fazer o que est� certo.
E que se disseres a verdade, o mundo vai desabar.
Mas acredita em mim, n�o � assim.
Olha para mim.
Conta-me o que realmente aconteceu naquela noite.
Est� bem.
Quando a Erica chegou � festa, o Ben chamou-a l� acima.
Tinha a carta na m�o e estava furioso.
Quando l� cheguei, ainda estavam a discutir.
Fart�mo-nos de pedir desculpa, mas ele...
Ele estava cada vez mais furioso.
Continua, querida. Est� tudo bem.
A Erica foi embora, para eu poder falar com o Ben a s�s.
Acalmou-se um bocado, mas depois disse que queria ir embora.
Eu tinha bebido umas cervejas, por isso, dei-lhe as chaves do carro.
�amos em direc��o a minha casa
e vimos a Erica a andar na rua.
Ele disse que s� queria assust�-la.
E come�ou a acelerar direito a ela.
E de repente...
Nunca me esquecerei daquele som enquanto for viva.
E a Erica estava...
Estava ali, no ch�o.
E n�o respirava.
E tu pegaste no carro da tua m�e, e seguiste o Ben at� Compton.
Largaram o BMW, e voltaram juntos?
Sim.
Querida, porque n�o ligaste � Pol�cia?
N�o queria que o Ben fosse preso por uma coisa que o obriguei a fazer.
O Ben tem o direito de ficar zangado. Mas n�o tinha o direito de matar a Erica.
A morte dela � uma responsabilidade dele, n�o tua.
Tenho tantas saudades dela.
Eu sei.
Calma!
Eu sei.
De forma surpreendente, Jack, a Pol�cia fez mais uma deten��o
no �mbito do caso da morte de Erica Hartford.
Momentos depois de terem sido retiradas as queixas contra Catherine Crosby...
- A que se deve isto? - Por ter ajudado a minha amiga.
Nem acredito que o Ben estava disposto a deixar a Cat ir presa no lugar dele.
As pessoas fazem coisas est�pidas quando est�o assustadas.
Como acho que mo ias dizer, reconhe�o j�.
- Tu sabias que a Cat estava inocente. - Achas-me assim t�o infantil?
- Eu bem disse. - E eu devia ter dado ouvidos.
Eventualmente, aprendeste que tenho sempre raz�o. Com a m�e demorou mais.
Jules.
Sabes que h� certos assuntos em que n�o tenho muito �-vontade
para discutir contigo.
Tipo sexo, droga e...
Excelentes exemplos.
E quando surgem, como eu sempre disse,
n�o quero saber.
Eu quero saber.
Boa noite. Boa noite.
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