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- E qual � a m�sica do dia? - Um Jazz de fus�o.
Bem... Os Stones v�o tocar em Anaheim, sabes?
E aquele menino p�e-nos l� em 45 minutos.
- O concerto de hoje estava esgotado. - Sou amigo do Keith. Longa hist�ria.
Acho que n�o estou vestida para um concerto de Rock.
Vestes uma t-shirt por cima do vestido, com uma l�ngua de fora e perfeito!
- Sebastian? - Claro, Jazz de fus�o � sempre bom.
- Nem penses nisso. - � trabalho.
- Est�s fora de servi�o. - Sim?
Sim, eu sei onde �.
Vou j� para a�.
Encontraram a Emily Forrester.
A menina desaparecida? Isso � �ptimo.
- Meu Deus. Tinha 8 anos. - Encontraram o corpo a norte daqui.
Mando um carro vir buscar-te. Lamento.
Liga-me, mais tarde.
Isto vai parecer o Jazz de fus�o parecer o para�so.
Sim, eu aviso-o.
Est�s bem?
J� vim a locais de crimes. Mas nunca de uma crian�a.
Preciso de ver o corpo. Fica aqui.
N�o.
- Alto. - Esperem.
- Est� bem. - Posso v�-la, por favor?
Nunca vi nada assim.
Eu j�.
Espero que haja um bom motivo para vir a minha casa a esta hora.
� nestes momentos que recupero do tempo que pass�mos juntos.
Precisava de falar consigo sobre a Emily Forrester.
Ligaram-me, quando viu o corpo. J� sei de tudo.
N�o me parece.
Tanya Blake?
Um homic�dio h� 15 anos, que tem que ver com o de Emily Forrester?
Deixe-me mostrar-lhe. As v�timas eram da mesma idade.
Locais de despejo semelhantes.
Ambas foram levadas de parques p�blicos.
E, agora, a pi�ce de r�sistance.
Marcas semelhantes em redor da boca.
- O caso foi muito medi�tico. Imita��o. - Quinze anos depois? � rebuscado.
T�o rebuscado como o assassino fazer um intervalo de 15 anos entre as v�timas.
As que temos conhecimento.
Charlie Davis foi condenado por um j�ri. Voc� representou-o.
N�o aceitou o acordo, chamou-o a depor. Perdeu. Esque�a.
Dado que foi a procuradora que o condenou e que ganhou fama
no decorrer do caso, isso era o que voc� queria.
- N�o torne isto pessoal. - J� �.
- Traz-me picles. - Desculpa? Tamb�m estou a trabalhar.
Deixa-me explicar-te a din�mica entre pai e filha.
Hoje, recebi um telefonema estranho.
- De quem? - Um tal Scott Natterson.
Parecia uns anos mais velho do que eu.
- Natterson? - Sim. Conheces?
- N�o. Que � que ele queria? - O n�mero da m�e em Nova Iorque.
Disse que era um velho amigo, mas eu nunca ouvi falar dele.
- Que lhe disseste? - Que te perguntava e ligava depois.
�ptimo. Esquece.
Devem ser telemarketing. Esses tipos s�o implac�veis.
Obrigada.
Podes fazer-me um muffin ingl�s?
Emily Forrester foi raptada do Parque Palisades h� quatro dias.
O pai � gerente de supermercado. A Pol�cia esperava um pedido de resgate.
Quero o nome de todos os detidos e interrogados.
Nem que tenham sido citados s� por fazerem churrascos na rua.
O m�dico-legista divulga o relat�rio hoje.
Esperemos que consiga explicar as marcas na boca de Emily.
- �cido estomacal aspirado. - Como � que sabe?
- Sou m�dium. - Uma poss�vel pista sobre o despejo.
Um trabalhador identificou uma matr�cula parcial de uma carrinha suspeita,
estacionada ao largo do metro Gold Line.
A Pol�cia comparou o n�mero com o modelo da carrinha e tem 10 suspeitos.
- Que podem ter despejado a Emily. - Tragam-nos c� todos.
Dev�amos esperar que a Pol�cia identifique o suspeito principal...
- Ou podemos traz�-los c� a todos. - Boa ideia.
Preciso que estudes um caso semelhante.
Morte de uma menina de 8 anos, no Echo Park, em 1991.
- Nome da v�tima? - Tanya Blake.
O homem condenado pelo crime chama-se Charlie Davis.
- Acha que h� uma liga��o? - Descobre tudo.
Ficheiros policiais, fotos, relat�rios de aut�psia, interrogat�rios.
N�o comentes isto com ningu�m.
Raina, com ningu�m.
Charlie. H� quanto tempo.
Quinze anos, sete meses e 13 dias.
- Agora, sou procurador p�blico. - Sim.
- Tamb�m temos jornais, aqui. - Certo.
Tenho em m�os o caso de uma menina assassinada.
- E os pormenores s�o semelhantes... - Emily Forrester?
Sim, tamb�m temos TV cabo.
Ent�o, compreendes que te queira mostrar umas fotografias.
Nunca respondeu � minha carta.
- Perd�o? - Escrevi-lhe uma carta.
Depois de ter perdido o recurso? N�o tive not�cias suas.
Lamento. As coisas complicaram-se. Esgot�mos os recursos todos.
- N�o podia fazer grande coisa. - Podia ter-me dito que se ralava.
Seja como for, a Emily Forrester foi morta da mesma forma
que a Tanya Blake, em 1991.
Penso que o autor dos crimes poder� ser o mesmo.
- Acha que n�o matei a Tanya Blake? - N�o.
N�o acreditei na altura, e n�o acredito agora.
Mostre-me o que tem.
Reconheces algu�m daquele dia do Echo Park?
N�o.
N�o.
Isto � in�til. Passaram-se 15 anos.
- Charlie, olha... - Ou�a, esque�a.
� ele.
- Conheces este tipo? - Foi dele que lhe falei.
Vi-o naquele dia a falar com a Tanya Blake, no parque.
Agora, est� mais velho, mas juro por Deus que � ele.
Obrigada por ter vindo, Mr. Bemis.
Tenho um cliente em Silver Lake, por isso, estava aqui perto.
O senhor � jardineiro?
- Arquitecto paisagista. - Ah, claro.
Passou algum tempo perto da Baixa, na ter�a-feira?
Na Baixa? N�o. N�o, acho que n�o.
Passou algum tempo no Parque de Palisades, no s�bado?
Por acaso, sim. Passei.
- Que foi l� fazer? - Jogar softbol.
- A s�rio? - Fa�o parte da liga h� anos.
Fizemos dois jogos no s�bado. Ainda estou dorido.
Ouviu falar do que aconteceu l�, no s�bado?
- A menina, sim. - Inacredit�vel.
Chamava-se Emily Forrester.
Exacto. Vi os carros de Pol�cia. N�o sabia o que se passava.
Mas ouvi no r�dio, quando ia para casa.
Horr�vel. Eu pr�prio tenho duas crian�as.
- O pesadelo de qualquer pai. - Exactamente.
Viu a Emily ou algu�m parecido, naquele dia?
N�o. Gostava de ajudar mais, mas havia muitas crian�as no parque.
E, tal como disse, estava a jogar.
- Sem mais nem menos, estranho. - Sim.
- Desculpe. - Obrigado por ter vindo.
- Ligamos, se surgir alguma coisa. - Est� bem.
Importa-se de ver esta foto? Pode ser que lhe avive a mem�ria.
Esta n�o � a menina que mostraram nas not�cias.
N�o?
Tem raz�o. Est�o sempre a trocar os ficheiros.
Ou�am. Se precisarem de mais alguma coisa, liguem-me.
- Claro. Entramos em contacto. - Est� bem.
- Obrigado. - De nada.
Muito bem. Como se escreve o nome? Est� bem.
- Tem a foto da Tanya Blake? - Sim.
Notifica a Pol�cia de L.A. Quero o Bemis sob vigil�ncia, 24 horas.
Se tentar sair do Estado, quero-o detido. V� se trabalhou numa pizaria.
- Qu�? - Explico mais tarde.
- Quem � a menina da foto? - Um engano meu.
- Voc� n�o comete erros. - Revi os processos da Pol�cia.
Uma mulher disse que um homem falou de forma impr�pria com a filha,
no parque, no dia em que Emily Forrester desapareceu.
- O homem tem nome? - Kevin Olmstead.
A Pol�cia interrogou-o e libertou-o.
N�o tem cadastro local, mas em Tacoma, tem cadastro por abuso de menores.
- Que idade tem? - Vinte e seis.
Vigiem-no. Mas j� temos o nosso homem.
Come�a a preparar um mandado de busca para Sam Bemis.
E o Kevin Olmstead? Tem cadastro por abuso de menores.
Por que estamos a p�r de parte um poss�vel suspeito?
Quando quiser o teu conselho sobre um caso, eu pe�o-to.
Pode ser?
Liceu Beverly
- Desculpa, Julie Stark? - Sim?
Sou o Scott Natterson. Fal�mos ao telefone no outro dia.
- �s assediador ou assim? - N�o. Por favor.
Estou a tentar entrar em contacto com a tua m�e.
A quest�o � que o meu pai morreu de cancro h� tr�s meses.
- Lamento muito. - Obrigado.
Mas deixou muita coisa para tr�s.
E eu estava a arrumar e encontrei umas cartas da tua m�e.
- Que tipo de cartas? - N�o h� outra maneira de diz�-lo.
Acho que o meu pai e a tua m�e tinham um caso.
- Pediste um mandado para Sam Bemis. - As not�cias viajam depressa.
Encontraste um tipo com um cadastro de abuso.
Puseste escutas no meu escrit�rio?
Por�m, n�o vamos atr�s do homem com cadastro.
Ao inv�s, vamos atr�s de Sam Bemis, um suspeito com um �libi v�lido?
Tenho uma fonte que diz que o Bemis � o nosso homem.
Importas-te de me dizer que fonte � essa?
Importo. Mas quando encerrar o caso, ser�s a primeira a saber.
E que caso � esse, ao certo?
Estou a ajudar a Pol�cia a desvendar quem matou Emily Forrester.
Tinha receio que estivesses a usar os factos do caso Tanya Blake
para determinar os suspeitos que investigamos no caso Emily Forrester.
Claramente, o meu receio n�o tinha fundamento.
Kevin Olmstead esteve no parque ao in�cio do dia.
Mas, na altura do rapto, estava num restaurante em Santa Monica.
Kevin Olmstead � o homem do cadastro de abuso.
- Podemos exclu�-lo da lista. - O relat�rio da aut�psia chegou.
Descobriram o que provocou as marcas na boca.
- N�o foi �cido estomacal aspirado. - Ent�o?
Diazinon. Um pesticida, provavelmente usado para a deixar inconsciente.
Pesticida. Sam Bemis � arquitecto paisagista.
Que te parece agora o mandado de busca?
A Pol�cia encontrou litros de Diazinon num barrac�o
e v�rios cabelos louros na parte de tr�s da carrinha.
Uma cor parecida com a de Emily Forrester.
Da �ltima vez, safou-se.
Desta vez, vai directo para o Inferno.
A Pol�cia emitiu um alerta para o acidente a oeste.
Se o laborat�rio confirmar que os cabelos da carrinha do Bemis
pertencem a Emily Forrester, estamos safos.
� excep��o do �libi do Bemis. Jogou softbol ente as 11h e as 14h30.
H� um intervalo de 20, 30 minutos entre cada jogo de 90.
O intervalo do Bemis sobrep�e-se com a hora do rapto.
Bemis saiu do campo, encontrou a Emily, meteu-a na carrinha, p�-la inconsciente,
tudo em 20 minutos e, depois, voltou para o jogo?
Eu n�o disse que era prov�vel. Disse que era poss�vel.
Algo me diz que a Raina nos pode dar mais pormenores.
- De que � que est�s a falar? - � mais de quem.
- O nome Tanya Blake diz-te algo? - Quem � a Tanya Blake?
H� 15 anos,
Tanya Blake foi raptada de um parque infantil em Echo Park e assassinada.
- O mesmo modus operandi? - N�o sei.
Quando pedi o processo dela, j� tinha sido levantado.
Est�s a trabalhar noutro �ngulo?
O Stark deu-me ordens para n�o dizer nada.
Ele representou o condenado pelo homic�dio da Tanya...
...h� 15 anos. - Parece que ele sempre perde.
Por que n�o nos disse o Stark que o Bemis cometeu os dois crimes?
Por que n�o lhe perguntas?
Este foi o �ltimo s�tio em que Tanya Blake foi vista com vida.
Dia 3 de Junho de 1991.
As testemunhas viram um homem de 19 anos, Charlie Davis, perto do baloi�o,
na altura em que Tanya brincava com outras duas crian�as.
- Tinha antecedentes menores, nada vil. - Condenaram-no com base nisso?
Condenaram-no porque eu fui idiota e chamei-o a depor,
em vez de aceitar o acordo que o Rudy Hill ofereceu.
- Hill, grande procurador. - O melhor.
Mauz�o. Teria prendido a pr�pria m�e.
- Onde est�, agora? - Faleceu h� muito. Fumava dois ma�os.
- N�o teve hip�teses. - Qual foi a defesa do Davis?
Viu outro homem a falar com a Tanya antes de a levar para fora do parque.
- O tipo da pizaria? - Sim.
Ele disse que trazia uma farda de distribuidor de pizzas.
Mas contactei todos os restaurantes
que serviam pizzas e afins e n�o deu em nada.
- Ent�o, Charlie Davis foi condenado. - Visitei o Charlie, na pris�o.
Ele identificou o Bemis como o homem que viu a falar com a Tanya.
- O Bemis distribu�a pizzas? - Segundo o IRS, n�o.
Mesmo que consigamos condenar Bemis pelo homic�dio da Tanya,
n�o podemos usar as suas atitudes para o condenar pela Emily.
Se conseguirmos determinar um padr�o de comportamento espec�fico...
- Aponta para o modus operandi. - Obrigado.
Por que chamou o Charlie a depor?
Pela pior raz�o poss�vel.
Achei que ele estava inocente.
Se encontramos vest�gios do mesmo pesticida nos restos mortais da Tanya,
isso liga os dois homic�dios.
N�o vou fazer os pais da Tanya passarem por isso.
- O que � isto? - O n�mero de casa dos Blake.
Falei com eles h� uma hora.
Se uma exuma��o determinar quem matou a Tanya, eles aceitam.
Vais fazer isto tudo para provar que o Charlie Davis est� inocente?
- Condenaram o homem errado. - Segundo o j�ri, n�o.
O nosso caso de 2006 n�o � suficientemente forte.
O caso de 1991 torna-o mais forte. Ajuda a determinar que foi o Bemis.
Admite. Receias que, se ilibar o Charlie Davis,
a imprensa te crucifique por teres prendido o homem errado.
Se queres desenterrar a menina, for�a.
Mas quando isso n�o der em nada, �s tu que o explicas aos pais.
D�-me boas not�cias.
Revi o processo de acusa��o de Tanya Blake.
Um pol�cia de giro que analisou o local do crime
disse ter falado com algu�m a quem chamou B.D.
que viu um homem suspeito perto da hora a que a Tanya desapareceu.
- Por baixo de B.D., est� "cabelo ruivo". - Ou seja, B.D. era ruivo.
Ou ele viu algu�m com cabelo ruivo, como o do Sam Bemis.
Dois homens com essas iniciais
trabalharam na Divis�o de Parques, em Echo Park, em 1991.
- Nomes? - Beau Dawkins e Bill Dupree.
Not�vel. V� se algum deles viu o Bemis em Echo Park, em 1991. Mas...
� estranho n�o ter ouvido falar de uma testemunha ilibat�ria
de um interrogat�rio policial de 91.
- Estava a pensar o mesmo. - Temos os resultados da exuma��o.
H� vest�gios do pesticida nos restos mortais de Tanya,
id�nticos ao pesticida usado na Emily Forrester.
Seria de esperar que me cansasse de ter sempre raz�o, mas n�o.
Mas o cabelo louro encontrado na carrinha do Bemis n�o tem ADN folicular.
- N�o h� como lig�-lo � Emily. - Isso n�o � bom.
- Temos de p�r a Emily naquela carrinha. - E tem uma visita.
- Estou a ver se liberto o seu filho. - O Charlie j� sofreu muito.
L� dentro, na pris�o atacam os assassinos de crian�as.
S�o abusados de formas inimagin�veis.
Tentou matar-se duas vezes. Houve alturas em que desejei...
Faz ideia do que � desejar isso para o nosso pr�prio filho?
Se isto resultar, o Charlie ainda � novo. Ele pode ter uma vida.
Se tivesse aceitado o acordo, ele estaria c� fora em dois anos.
- N�s ouvimo-lo. Disse que ganhava. - Tem raz�o. Eu fiz asneira.
O Charlie pagou o pre�o. E, agora, estou a tentar rectificar as coisas.
O Charlie aceitou a realidade da vida que lhe resta.
Se lhe volta a dar esperan�a e lha tira de novo, ele n�o resiste.
E o sangue dele vai ficar nas suas m�os. N�o permito que o fa�a.
� pai dele. Ele precisa de si em tribunal. Principalmente, se tiver de depor.
Depor? Da �ltima vez que ele dep�s, arrasaram com ele.
N�o. N�o o deixo depor outra vez!
Sam Bemis pode ser o homem que o Charlie viu.
- O que nunca conseguimos encontrar. - � demasiado tarde!
Naquele dia, no tribunal, quando chamei o Charlie a depor,
a sua mulher estava l�, mas o senhor n�o apareceu!
Porqu�? J� fa�o isto h� muito tempo.
E j� vi fam�lias de assassinos acusados �s centenas!
Por um momento, o senhor perdeu a f� no seu filho.
Como se atreve?
O que aconteceu naquele dia � da sua responsabilidade, n�o minha.
E diabos me levem se volto a passar por isso.
Lembras-te do rapaz que me ligou no outro dia, o Scott Natterson?
Foi � minha escola.
N�o pareces surpreendido.
- Que queria ele? - O pai dele faleceu.
Tom Natterson.
- Era advogado, como tu. - Olha, Jules...
Tu conhecia-lo, certo?
- Sim. - E a m�e tamb�m?
S� porque um mi�do aparece na tua escola a contar coisas,
n�o significa que acredites...
Posso acreditar nas cartas escritas com a letra da m�e?
Filha, esse � um caminho perigoso.
- Por que n�o me disseste? - O qu�?
Nos �ltimos 10 anos, vivi com a ideia de que a culpa era toda tua.
Que eras o mau marido e o p�ssimo pai.
- E era. - Mas ela � que teve um caso!
Jules, tu �s inteligente.
Deita isso fora e esquece que as viste.
Como � que fa�o isso?
Mr. Dawkins, o senhor foi interrogado...
...pela Pol�cia em 1991? - Sim.
Queriam saber o que eu vi no dia em que a menina desapareceu.
- Tanya Blake. - Exacto.
E?
Lembro-me de ver um tipo ruivo a falar com uma menina,
de blus�o azul, como o que a Blake trazia.
- Que idade tinha o tipo? - Sei l�, uns 30?
Depois de falar com a Pol�cia, n�o teve mais not�cias?
N�o. S� do gabinete do procurador p�blico.
N�o h� registo com os procuradores e nunca foi chamado como testemunha.
Parece que j� tinham o suficiente, n�o?
O homem do MP que falou consigo chamava-se Rudy Hill?
Havia um homem, mas n�o me lembro dele. A senhora � que fazia as perguntas.
- Uma procuradora? - Sim.
Dela, lembro-me. Parecida consigo.
Alta, loura, corpo jeitoso.
Tive pena por n�o me ter chamado a depor.
Depois, contactamo-lo.
- Suprimiu uma testemunha. - Que conversa � essa?
Beau Dawkins viu um tipo ruivo de 30 anos.
- Charlie Davis n�o � ruivo. - A credibilidade dele era duvidosa.
- Escondeu provas ilibat�rias. - N�o tenho de ouvir isto.
Prefere ouvi-lo da Ordem dos Advogados ou de um juiz?
Rudy Hill � que decidia. Ele era o advogado principal.
E voc� estava a cumprir ordens, � isso? Em Nuremberga iam gostar dessa.
Desde que nos conhecemos que se arma em santinha.
Integridade do sistema, justi�a para todos.
Mas, no fim de contas, � uma predadora, tal como eu.
V�rias testemunhas apontavam para Charlie Davis.
- Um homem s� era irrelevante. - A decis�o n�o era sua.
Tinhas obriga��o de me falar do depoimento do Dawkins!
O caso era muito medi�tico!
Receb�amos chamadas de pessoas a dizer que tinham visto a Tanya.
N�o foi uma omiss�o consciente.
Viu pontos com a condena��o de um assassino de crian�as e aproveitou.
- Voc� p�s o Charlie Davis a depor. - E voc� arrasou com ele.
Fiz o meu trabalho. Voc� teria feito a mesma coisa.
Tem raz�o. Por isso, deixe-me elucid�-la com a minha experi�ncia.
Isto n�o vai desaparecer, Jess.
Nada fica enterrado para sempre. Vou ganhar isto.
E n�o tenciono protege-la no entretanto.
N�o, n�o. J� acabaste? N�o acabaste. Muito bem.
Eu n�o lhe contei, Claire.
N�o. O filho do Tom foi ter com ela. Ele tinha as tuas cartas.
Disse � Julie que era complicado e que ela devia esquecer o assunto.
Que querias que fizesse? Olha, posso ligar-te mais tarde?
Claire?
- Nunca se casem. - Pensei que era divorciado.
- Tenho dito. Falem. - Problemas com a Forrester.
Vai ser dif�cil ligar o corpo ao local de despejo.
A carrinha � viatura da empresa. V�rias pessoas tinham acesso a ela.
Ainda temos o depoimento de Beau Dawkins.
Dawkins foi detido por posse de marijuana.
A primeira vez foi tr�s meses
antes de alegadamente ter visto Sam Bemis com Tanya Blake.
Meu Deus, por que tro�as de mim diante dos outros?
Para determinar um padr�o de comportamento, o Charlie tem de depor.
Correu t�o bem da primeira vez... O tipo passou um mau bocado.
N�o foi propriamente consistente, h� 15 anos.
O Charlie viu o Bemis em 91. Disse que era o que ligava este caso.
O j�ri jamais o levar� a s�rio. Ele est� a tentar sair da pris�o.
Al�m disso, ele viu um distribuidor de pizzas, coisa que Bemis nunca foi.
Bolas. Bolas...
A firma de paisag�stica onde o Sam Bemis trabalhava em 1991
fazia parte de um projecto de renova��o urbana em Chinatown,
perto da linha de comboio onde o corpo de Tanya foi encontrado.
Mas n�o estamos a tentar condenar o tipo que matou Tanya Blake.
Queremos apanhar o que matou a Emily Forrester.
- � o mesmo tipo. - Bemis foi acusado da morte da Emily.
- Sim. At� agora. - Como assim?
Os vest�gios de pesticida. Os depoimentos de Dawkins e Charlie.
Agora, sabemos que o Bemis conhecia o local de despejo do corpo.
Podemos ter provas suficientes para nova acusa��o no caso de 91.
Julgar o Bemis pelos dois casos. � arriscado.
Sam Bemis molestou e matou duas meninas. Deve pagar por isso.
- J� h� j�ri. H� risco de condena��o. - O nosso caso Forrester est� mau.
Esta � a �nica maneira de o Bemis ser condenado pelos dois crimes.
Precisamos de falar.
- N�o h� nada para falar. - A tua m�e ligou. Est� transtornada.
- Imagina como eu me sinto. - Julie.
Tenho de aceitar o facto de que a minha m�e � uma vadia...
N�o voltes a dizer isso.
- Ela traiu-te. - A tua m�e � um ser humano.
Ela cometeu um erro. Durante uns tempos, foi duro.
- Ultrapass�mos isso. Ponto final. - Ent�o, por que n�o me contaste?
N�o � o tema de conversa mais comum entre pai e filha.
Ela destruiu o vosso casamento.
O meu casamento com a tua m�e n�o acabou por causa de um caso.
- Houve um milh�o de motivos. - Por exemplo?
O que aconteceu foi entre mim e a tua m�e.
N�o fa�as de conta que isto n�o me diz respeito.
Eu odiei-te durante muito tempo, e ela permitiu isso.
Agora, odeio-a a ela.
Julie.
Jules.
Tinha raz�o quanto ao Dawkins.
O depoimento dele devia ter-lhe sido facultado.
Por que n�o foi?
Depois de ter falado com o Dawkins, escrevi um relat�rio e dei-o ao Rudy.
Quando fizemos a nossa descoberta, vi que o relat�rio n�o estava na lista.
Por que n�o disse nada?
Devia ter dito. Eu sabia que estava mal.
Mas tinha 25 anos.
Rudy Hill era um dos carolas do MP.
- Podia ajudar a minha carreira. - E assim foi.
Eu estava t�o certa que o Charlie Davis matara a Tanya. Se n�o estivesse...
N�o o teria privado de um processo justo?
Disse a mim mesma que n�o faria diferen�a.
Que ele era culpado. Os fins justificam os meios.
Essa desculpa � minha.
� verdade que vai tentar condenar o Bemis pelos dois homic�dios?
- Sim. - Isto � capaz de ajudar.
Lembra-se da chamada an�nima
que indicou o Charlie Davis � Pol�cia em 1991?
- Sim. - Foi feita de uma cabina p�blica.
Em 1991, a Pol�cia n�o encontrou liga��o.
Mas n�o sabia do Sam Bemis.
A cabina fica em frente ao escrit�rio onde o Bemis trabalhava.
Bemis sabia que o Charlie era suspeito.
Por isso, ligou � Pol�cia, identificou-o e acabou-se.
- E por que est� a fazer isto? - Merece saber o que se passou.
E se esta informa��o ajudar a libertar o Charlie Davis, pode us�-la.
Isso � capaz de prejudicar a sua campanha de reelei��o.
At� amanh�.
Jess.
Obrigado.
Merit�ssimo, queremos acrescentar acusa��es...
...contra o arguido. - Prossiga.
Homic�dio premeditado em liga��o ao homic�dio de Tanya Blake, em 1991.
Isto � absurdo. Novas acusa��es � uma coisa, mas um caso inteiro?
Dois casos fracos n�o constituem um caso forte.
Se quiser julgar o arguido pelo crime de 1991, muito bem.
Escolha um dos crimes.
O Estado deseja prosseguir com o caso de 1991.
- O homic�dio de Tanya Blake. - Isto � repentino!
- Pedimos um adiamento. - Recusado.
Foi avisada de que estas quest�es seriam levantadas.
Teve tempo para se preparar.
Sam Bemis ser� julgado pelo homic�dio de Tanya Blake, em 1991.
- Queremos apresentar uma mo��o. - Prossiga.
Em 1991, Mr. Stark defendeu Charlie Davis,
o homem condenado pelo homic�dio de Tanya Blake.
Pedimos que Mr. Stark seja afastado do caso por conflito de interesses.
Isto � uma tentativa desesperada de atrasar o processo...
Sim, tenho de concordar com Miss Sussman.
A sua defesa do homem anteriormente condenado
pode impedi-lo de conduzir este caso com justi�a.
Com efeito imediato, Mr. Stark est� afastado do caso.
N�o correu exactamente consoante o planeado.
Escolher o caso Forrester teria sido mais convencional.
Calculei mal. N�o pensei que o juiz aceitasse o conflito de interesses.
- Recorra da senten�a. - � uma perda de tempo.
Ele n�o me vai deixar voltar ao caso.
D� as alega��es iniciais � Madeleine. Deixe a Raina conduzir o caso.
O j�ri ver� todos os adjuntos como meus substitutos.
Tenho 400 advogados a trabalhar para mim. Escolha o que quiser.
J� escolhi.
- Quer que eu acuse Sam Bemis? - � a escolha perfeita.
O juiz n�o me deixa acusar, porque fui defensor.
Eu tamb�m l� estava. Por que acha que me deixa ser eu a acus�-lo?
Foi procuradora na altura.
� procuradora agora. N�o h� conflito.
E o b�nus � que foi voc� que condenou o Charlie.
E o depoimento do Beau Dawkins, em 1991?
Podemos ganhar sem isso.
Se eu revelar que a Acusa��o omitiu isso...
Destr�i a sua carreira.
Lan�a d�vidas sobre o veredicto de 91. O j�ri ver� o Charlie como v�tima.
N�o precisamos disso. N�o somos obrigados a revel�-lo.
Eu preparo o Dawkins. Vai correr bem.
Isto � uma loucura.
Aceite o meu conselho, Jess.
Raramente h� a oportunidade de remediar as coisas.
Que disse � Pol�cia, em 1991, Mr. Dawkins?
Que vi um homem ruivo a falar com uma menina loura?
- Esse homem est� presente? - Sim.
Que conste da acta que a testemunha identificou o arguido.
� esta menina loura que viu...
...a falar com Mr. Bemis nesse dia? - Sim, � ela.
Que conste da acta que Mr. Dawkins
identificou uma fotografia da falecida Tanya Blake.
- � verdade que tem um v�cio? - N�o.
N�o foi detido por posse de drogas em duas ocasi�es independentes?
Bem, sim.
- E vendia droga? - N�o.
Ent�o, posso concluir que as consumia.
Estava pedrado, no dia em que alegadamente viu Sam Bemis...
...com Tanya Blake? - Claro que n�o.
Mas consumia drogas nessa altura?
Sim.
N�o tenho mais perguntas.
Contra-interrogat�rio.
Miss Devlin?
Miss Devlin.
Depois de ter falado com a Pol�cia, houve algum seguimento...
...por parte do MP? - Sim.
Disse ao procurador...
...o mesmo que disse � Pol�cia? - Sim.
Mas nunca dep�s a favor da Acusa��o...
...no julgamento de Charlie Davis? - N�o.
Porque a sua descri��o do homem que viu com Tanya Blake...
...n�o correspondia � de Charlie Davis. - Isso � uma pergunta?
- O advogado de defesa ligou-lhe? - N�o.
N�o admira. A sua conversa com a Acusa��o
n�o foi disponibilizada � Defesa, como manda a Lei.
- Merit�ssimo? - Miss Devlin?
Mr. Dawkins, lembra-se do procurador com quem falou?
Sim.
Chamava-se Rudy Hill.
- Que diabo foi aquilo? - O qu�?
- Sabe muito bem. - A mem�ria � uma coisa curiosa.
Eu estava sempre, quando o Dawkins foi interrogado.
Isso foi obviamente h� muitas pedradas atr�s.
Parece que n�o � assim t�o memor�vel.
E este caso n�o � sobre si. Ainda temos trabalho pela frente.
Temos a identifica��o do Dawkins, os qu�micos no corpo,
a chamada da cabina, que mais quer?
Sussman arruinou a credibilidade do Dawkins. O resto � circunstancial.
Para condenarmos o Sam Bemis,
o j�ri tem de acreditar que o Charlie Davis est� inocente.
- Deve estar a brincar. - � a �nica hip�tese.
- O Charlie Davis tem de depor. - Viu o que a Sussman fez.
Quando acabar de questionar o Charlie, ele vai implorar para voltar para a pris�o.
N�s preparamo-lo.
N�s?! Quer que eu ajude?
Voc� � que o vai interrogar.
Mais vale acabar de vez com o encontro sentimentalista.
- Que faz ela aqui? - Senta-te, Charlie.
Miss Devlin vai fazer-te as perguntas
sobre o que aconteceu naquele dia no parque.
Senta-te.
- Mas voc� j� sabe de tudo, certo? - Charlie.
Que eu conheci uma menina de 8 anos no parque, a meti no carro,
a violei e espanquei, que abandonei o corpo dela na estrada.
Eu sei que o que aconteceu no julgamento foi dif�cil.
Ser descrito como um anormal doente e pervertido diante da minha m�e?
- Acha que foi dif�cil? - Ela est� aqui para te ajudar.
Arruinou a minha vida e, agora, quer ajudar-me?
Vais colaborar ou morres aqui dentro. � isso que queres?
Queres morrer aqui dentro? A escolha � tua!
Acho que est� tudo bem, obrigado.
N�o perten�o aqui.
Pensei que eras culpado. Estava enganada.
Eu sei que n�o posso devolver-te os anos que passaste aqui dentro.
E n�o tens qualquer motivo para confiar em mim.
Mas tamb�m n�o tens nada a perder.
- Ol�. - Ol�.
Estes s�o os n�meros dela, de casa e do telem�vel.
- E aqui est�o as tuas cartas. - Posso fazer c�pias, se as quiseres.
N�o. Na verdade, prefiro n�o voltar a v�-las.
Desculpa se te transtornei.
Acho que � melhor saber a verdade.
Sim, tamb�m acho.
Sei que n�o me diz respeito.
Mas que vais perguntar � minha m�e?
O que achas que ela te pode dizer?
N�o sei bem.
Eu e o meu pai nunca nos demos l� muito bem.
Quando li estas cartas,
� como se houvesse outra pessoa cuja exist�ncia eu desconhecia.
Deve ter sido estranho.
Sim. Ele amava a tua m�e.
Talvez ela fosse a �nica pessoa que realmente o entendia.
S� quero conhecer o meu pai.
Nunca tive oportunidade, enquanto ele foi vivo.
- Por isso, obrigado. - Boa sorte.
O que viu naquele dia em Echo Park, Mr. Davis?
Vi um homem de cabelo ruivo com uma menina. Estavam a conversar.
Pode identificar esse homem?
Sim, est� ali. Est� mais velho, mas � ele.
Falou dele �s autoridades?
Sim.
Mas a Pol�cia nunca o encontrou. Correcto?
- Correcto. - Obrigada.
- H� quanto tempo est� preso? - H� 15 anos.
- Quinze anos de uma perp�tua? - Sim.
Mas pode ser libertado, se outra pessoa for condenada pela morte de Tanya?
Acho que sim.
Sei que teve problemas nos primeiros anos de pris�o.
Foi dif�cil.
T�o dif�cil, a ponto de se tentar matar?
Protesto. Que tem isto que ver com o que a testemunha viu em 1991?
- Define a sua credibilidade. - Indeferido. Responda.
- Estava assustado. - Mais alto, por favor.
Estava assustado.
T�o assustado que tentou matar-se?
Foi um erro.
Sabe que vai regressar, se isto n�o resultar?
N�o me deixavam em paz.
- Ent�o, prefere matar-se a? - Foi um erro.
E se tivesse de voltar agora?
Charlie? Est� bem, Charlie?
Mr. Davis, precisa de um minuto para se recompor?
Mr. Davis.
N�o.
Pergunte o que quiser.
Ent�o, disse que viu um distribuidor de pizzas no parque, naquele dia.
Mas Sam Bemis nunca distribuiu pizzas.
Na altura, o autor do crime foi um distribuidor de pizzas.
Agora, � o Sam Bemis.
� poss�vel que o homem certo j� tenha sido condenado por este crime?
N�o. O homem que matou a Tanya est� ali sentado.
Ent�o, est� a dizer que um j�ri constitu�do pelos seus pares,
e um sistema inteiro de recursos se enganou?
Por que ser� que diz isso?
N�o tenho mais perguntas.
Em 1991, afirmou
que viu algu�m vestido de distribuidor de pizzas perto da Tanya Blake.
- Correcto? - Sim.
Gostava que visse esta fotografia.
Protesto. N�o foi mostrada nenhuma fotografia durante a descoberta.
- Chegou agora � nossa posse. - Vou permitir.
Charlie, pode dizer-me o que v�?
Uma equipa de softbol?
E reconhece algu�m?
Sam Bemis, primeira fila.
Pode dizer ao j�ri o que � que Mr. Bemis tem vestido na fotografia?
Um uniforme de softbol.
- O que diz na camisola, Charlie? - Diz "Pizza Castle".
Foi esse uniforme que viu no dia em que Tanya Blake desapareceu?
- Sim. - Obrigada, Charlie.
N�o tenho mais perguntas.
Continue. � capaz de ter futuro no ramo.
- Obrigada. - Onde arranjou a foto?
A equipa reviu o depoimento do Bemis sobre o caso Emily Forrester.
Ele s� dizia que jogava softbol.
E era a coisa mais importante da vida dele.
Fiz uns telefonemas e tive sorte.
Est� a perder o seu tempo na administra��o.
- Nasceu para ser acusadora. - Pois.
N�o me tinha apercebido das saudades que tinha disto.
O j�ri j� regressou.
A sess�o est� reiniciada. Preside o juiz Chudacoff.
- O j�ri chegou a um veredicto? - Sim, Merit�ssimo.
Levante-se o arguido.
Que dizem de vossa justi�a?
No caso do Estado da Calif�rnia vs. Samuel Bemis,
consideramos o arguido culpado de homic�dio premeditado.
O arguido ser� levado sob cust�dia
permanecer� na pris�o municipal de L.A. a aguardar senten�a.
O tribunal ordena que Charles Davis seja libertado imediatamente.
A sess�o est� encerrada.
N�o sei como lhe agradecer.
V� ter com o seu filho.
- Como se sente? - Muito bem.
Carla, estamos dispostos a n�o deixar o seu cliente ser condenado � morte
e permitir-lhe fazer a �nica coisa decente na sua miser�vel vida.
Retiramos a senten�a de morte da equa��o,
se ele se declarar culpado do homic�dio de Emily Forrester.
Os pais dela merecem isso.
- Eu falo com o juiz. - Obrigado.
Ol�.
Ol� para ti tamb�m.
Como v�o as coisas?
Hoje, foi um dia muito bom.
E o teu?
Gostava de te poder dizer que a vida vai sendo cada vez menos complicada,
mas n�o � verdade.
Eu sempre soube que as coisas entre ti e a m�e estavam mal.
Nem sempre.
Amaram-se, certo?
Est�s a brincar?
�ramos loucos um pelo outro. Durante muito tempo. Foi fant�stico.
O dia em que tu nasceste foi o melhor.
- Nunca fal�mos disso. - Sem contesta��o.
Foi o melhor dia da minha vida.
Podes falar-me dele?
Ia a meio de um triplo homic�dio e ligam a dizer que a tua m�e est� a ter-te.
Sa� a correr da sala de audi�ncias, a meio do interrogat�rio.
O juiz... A cabe�a dele ia explodindo.
Foi tipo...
Parecia o Jimmy Stewart. "Mr. Stark!"
Legendagem: SDI Media Group
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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