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Original subtitles

Anteriormente em Shark:

Aquele � o meu advogado. E se me soltassem?

Vamos criar uma equipa para ca�ar tipos com advogados como tu.

Quem � que aceitaria isso? N�o brinques.

Trabalhar para o Minist�rio P�blico? Como esses tipos ao pequeno-almo�o.

- S�o ricos em fibra. - Quem melhor para agitar as coisas?

Tu �s um vencedor.

O julgamento � uma guerra. Perder � morrer.

A verdade � relativa. Escolham uma que resulte.

Uma vez que tem 16 anos, deve nomear

qual dos pais ser� o tutor at� fazer 18 anos.

Escolho o meu pai.

Sabes o quanto custa criar uma adolescente sozinho em LA?

Este ser� o maior caso da tua vida. N�o estragues tudo.

�s uma boa advogada, mas as pessoas do teu gabinete...

Qual � mesmo a express�o? N�o prestam.

Bom, isto vai ser divertido.

Manny, levaste menos tempo a resolver aquela greve. Vamos.

O dinheiro n�o era meu. Acompanho.

- Shapiro? - Subo para 500.

� s� coragem. Posi��o no Nono C�rculo?

- Restri��o judicial. - Wolfie?

- Estas cartas n�o valem nada. - � a tua vez.

- Vou apostar todas as fichas. - �ptimo.

E depois, se venceres, passo-te um cheque

de 10 mil d�lares para aquela sopa dos pobres que queres salvar em Figueroa.

- E se conseguires o milagre? - A minha unidade precisa de um espa�o.

- N�o, a decis�o � da Jessica. - �s o Monty Hall mexicano.

N�o tens sa�da, hermano. Precisas de uma dama.

Dez mil d�lares d� para muitas sopas.

- Desculpem interromper. - Ol�, Julie.

- Vejam s� a minha menina. - Tudo bem?

Finalista no Liceu de Beverly. J� viram?

- A hereditariedade � fant�stica. - N�o quero estragar o momento...

- Mas podemos jogar? - N�s n�o par�mos.

Tu n�o tens hip�teses. Tenho uma boa m�o.

Por isso ou igualas a aposta como um homem ou desistes como um rato.

Boa. Agora quero paus e quero ver a dama.

Dama de paus, muito obrigado!

Envia o sorvete ao Herbert. E o p�o ao Fred.

Estou a pensar num espa�o aberto.

Muito moderno com toques tradicionais.

- Problemas? - Para n�s os dois.

- O que � que temos, chefe? - Um dos nossos.

Detective Joe Rodriguez.

Agente infiltrado. Casado, com dois filhos.

A meio de uma transac��o?

Eu depois ligo-lhe. Pode ganhar uns d�lares a ilibar o miser�vel.

N�o leu o memorando. Agora estou do vosso lado.

Fique atr�s da fita amarela.

- Foi algo que eu disse? - Eles arriscam a vida

para prender os vil�es. Tu ganh�-la a solt�-los.

- Sim, mas nunca foi pessoal. - Para eles foi.

- Quem � aquele? - O colega do pol�cia morto.

Queres emendar as coisas com a LAPD?

Apanha o filho da m�e respons�vel por isto.

A morte do Detective Rodriguez � um crime contra a nossa cidade.

O meu gabinete vai trabalhar com a LAPD

para garantir que este assassino � detido, presente � justi�a

e condenado.

O Subchefe Martinson responder� �s vossas quest�es. Obrigada.

J� t�m alguma pista?

- Quero que o Sebastian trate disto. - Os pol�cias odeiam-no.

Tens a elei��o daqui a dois meses. Precisas de vencer.

A rela��o entre este gabinete e a LAPD � um barril de p�lvora.

- E o Stark � o ma�arico. - Exacto.

Se ele perder, a cabe�a que vai rolar � a dele e n�o a tua.

Tudo isto num jogo de sorte.

Que s�tio lindo. Os Narc�ticos devem estar fulos.

Parece uma firma a s�rio.

- Menos o sal�rio. - Temos uma cozinha.

- Belas prioridades. - Sou comil�o.

- Como � que a Devlin aceitou? - Ach�mos uma t�ctica.

Arranjo o que quero pela calada e ela fica a adivinhar o que ter� acontecido.

Segurem-se, apanh�mos o assassino.

- Quem � o suspeito? - Tape os ouvidos.

Scott Ransom. Fam�lia rica.

Preso duas vezes por tr�fico. Solto em ambas.

Os Narc�ticos iam apanh�-lo por transportar metanfetaminas.

A coisa aqueceu. Ransom puxa da arma.

- O detective Rodriguez acaba morto. - H� testemunhas?

Sim, o colega, detective Wright, estava a vigiar a compra.

Diz que viu o Ransom junto ao corpo do colega.

A testemunha � pol�cia, estamos com sorte.

- Porque n�o prenderam o Ransom? - O Wright n�o viu o disparo.

E o Ransom tem um �libi.

Disse que esteve toda a noite com a namorada. Obrigado.

Um detective n�o vale mais do que uma namorada?

Sim, mas lembra-te, j� venceu duas acusa��es de tr�fico

porque � representado por nem mais nem menos do que Elliott Dasher.

- Quando foi a �ltima vez que perdeu? - 1999, Condado de L.A. v. Pendleton.

Quando trabalhava para a firma de advogados Stark Bell.

- Foi chefe dele? - Ensinei-lhe tudo o que sabe.

- Esperamos que se tenha esquecido. - Posso continuar?

Mais 30 segundos. � um campe�o.

Certo, tarefas. Raina, Martin.

A vi�va vai receber pessoas.

Vamos apresentar as nossas condol�ncias.

- Desde quando � lamechas? - Desde nunca.

Esta � a parte pior de um caso destes.

Estes agentes infiltrados, convivem com drogas e dinheiro todos os dias.

Qualquer bom advogado de defesa

vai contestar a integridade do pol�cia morto.

- V�o at� l�, investiguem... - Ou seja?

Garantir que falamos de um her�i, n�o de um chui corrupto.

- A mulher perdeu o marido. - Queres ser freira, vai para um convento.

Se queres vencer, p�e um penso nesse cora��o lamechas.

Madeleine, Casey.

A ju�za Pearlman negou o pedido para um mandado de busca

� casa do Ransom.

A pol�cia est� a vigi�-la desde o homic�dio.

Ransom est� escondido, talvez em casa do advogado.

Por isso, n�o importa como, mas temos de ver a casa,

antes dele decidir ir at� l� e destruir provas.

Entendeste? Usem todos os meios dispon�veis.

O mundo inteiro est� a ver. Nada de erros.

Ali est� a vi�va.

Dizemos ao Stark que j� fal�mos com ela.

Eu trato disto.

Obrigada.

Gost�vamos que prestasse um depoimento.

Tudo o que eu puder fazer.

Queremos prender este tipo.

Ajudaria saber qualquer coisa que possa prejudicar o caso.

- N�o compreendo. - Lamentamos a sua perda.

Em casos destes, a defesa geralmente tenta culpar a v�tima.

Como � que a culpa � dele?

N�o �, mas tudo � posto em causa. Os advogados n�o olham � privacidade.

- Est� a insinuar que ele era criminoso? - N�o, claro que n�o.

Isto parece-lhe a casa de um pol�cia corrupto? V� bons carros?

- N�o quis sugerir... - N�o venha com isso.

Chega aqui a falar espanhol, a fingir que est� muito interessado.

Testemunharei, mas n�o � por si. Agora, saia j� daqui!

O proj�ctil que tiraram do corpo parece ser de uma 9 mm.

Ransom tem uma arma dessas no seu nome.

O relat�rio � vago. Precisamos de mais para um mandado.

O depoimento do colega coloca-o no local.

A ju�za Pearlman leva a 4� Emenda a s�rio.

N�o temos a arma.

Ela n�o aceita a peti��o se n�o forem do mesmo calibre.

A Bal�stica dar� mais dados em breve.

N�o podemos esperar, precisamos de ver aquela casa.

N�o podemos deturpar o relat�rio.

Claro que n�o. Isso seria pouco �tico.

A n�o ser que fosse um simples lapso por causa da press�o.

- Esquece. - A sorte favorece os audazes.

O que queres dizer com isso?

Que �s vezes temos de ser corajosos.

Bom, nunca tive queixas.

� o que tenho ouvido.

Ent�o foi um lapso.

Acontece a qualquer um.

Certo, est� melhor. Basta dares um toque no trav�o.

N�o precisas de carregar tanto.

Eu mal toquei no pedal.

Os trav�es n�o s�o iguais ao carro da m�e.

Isso � porque s�o mais caros que o carro dela.

Certo, muito bem. V�s? Boa.

Esta coisa � t�o grande. Quem quer um carro assim?

Imagina que s�o oito Toyotas soldados juntos.

Isso mesmo. Muito bem.

Certo. Quando � fazes o teu exame?

Amanh� de manh�. Nem acredito que vou ter a minha carta de condu��o.

Ainda me lembro da minha instrutora, Mrs. Romanoff.

Um carr�o. Tinha umas pernas fant�sticas.

- Ent�o? A tua filha est� aqui. - Isso, desculpa.

Ainda n�o tiraste as coisas das caixas.

Pois, sim. Ainda demora para me instalar.

Estava a pensar em chamar a minha decoradora. Lembras-te da Sophia?

Ligava-te e iam escolher umas coisas.

Para ficar mais pessoal.

Obrigada. Mas s� quero pendurar uns p�steres e pintar as paredes.

- Vais pintar? - Sim.

A minha amiga Kim pintou o quarto de um fant�stico roxo.

Est� na hora.

Temos de voltar. Com cuidado.

Estiveste bem. Vou dizer � Sophia para te ligar.

� s� porque, tu sabes... Acredita, vais gostar dela.

Com calma. Respira fundo.

Belo espa�o, para um apartamento.

- O meu pai diz "ol�". - Sebastian Stark, procurador.

� como se o Babe Ruth fosse para a 2� divis�o.

Ouvi que j� n�o perdes h� uns tempos.

� como andar de bicicleta. N�o se esquece.

Acabaste? Ele tem uma reuni�o.

- H� alguma festa sem drogas? - V�-se lixar.

Combinado. Espero que gostes das coisas � bruta.

E se acab�ssemos com isto? Mr. Ransom tem um �libi.

O pai � um homem de neg�cios. N�o sou um s�cio de terceira.

Encontr�mos algo. Um saco junto � porta.

Parecem metanfetaminas.

- Prendam-no. - E o saco tem sangue.

Imposs�vel. Isso n�o � meu.

- Leiam-lhe os direitos. - Estou a ser incriminado.

Mr. Dasher � um grande advogado.

Sempre pensei como seria enfrentar-te.

Cuidado com o que desejas.

O que costumavas dizer? Julgamento � guerra, perder � morrer.

Vou notificar a tua fam�lia.

- Tem um segundo, detective? - J� prestei depoimento.

- Existem coisas a clarificar. - Estou ocupado.

Escute, eu sei que n�o estou nas boas gra�as da LAPD

mas estou a tentar condenar o tipo que matou...

- Nem sequer se lembra, n�o �? - Esclare�a-me.

H� oito anos defendeu um patife de nome Palmer, acusado de agress�o.

Sim, e depois?

E depois? Fui eu quem o prendeu.

O tipo que acusou de agredir o seu cliente. Lembra-se?

Tecnicamente n�o foi uma acusa��o. Foi mais uma insinua��o.

Fui a um conselho disciplinar.

Ilibaram-me, mas tive de trocar de esquadra, come�ar de novo.

Vamos fazer um acordo.

Ajude-me e prometo-lhe que vou tramar o Scott Ransom

muito mais do que o tramei a si.

- Se me volta a prejudicar... - Prometo que n�o.

�amos apanhar o Ransom num neg�cio com speeds.

Joey era o agente infiltrado. Eu era o apoio.

Era uma opera��o normal.

O Joey ia receber o dinheiro

quando um cami�o estaciona mesmo em frente a mim.

Quando consegui que ele pusesse aquilo a mexer...

...o Joey estava ca�do e o Ransom estava a entrar no carro.

Detective, vi-o chegar ao local do crime.

Onde foi ap�s os disparos?

Quando os param�dicos chegaram, fui atr�s do Ransom.

Mas ele conduz um daqueles carros italianos

com um maldito motor de avi�o.

Nem me consegui aproximar.

- A culpa n�o foi sua, Isaac. - N�o preciso da sua pena, Stark.

Prenda o Ransom.

Os pol�cias n�o encontraram a arma do crime.

O que importa? O sangue encontrado no saco era do Rodriguez.

S� falta um teste de ADN. As minhas alega��es iniciais v�o ser lindas.

Quem � que disse que ela ia fazer isso?

- Ela pediu. - Posso fazer as finais?

N�o fa�o ideia. Ser�s capaz?

- Estou a brincar. - Ent�o posso?

N�o.

A ju�za convocou uma audi�ncia preliminar.

Dasher est� a contestar a nossa mo��o por causa da casa do Ransom.

A mo��o afirma que a bala que matou o Detective Rodriguez era de 9 mm.

O relat�rio do IML n�o apresenta tais dados irrefut�veis.

Da� as buscas e todas as provas deverem ser exclu�das.

� um pedido desesperado baseado num erro trivial.

Estou inclinada a aceitar a mo��o e sugerir ac��o disciplinar

contra Ms. Poe e o Mr. Woodland.

- Responsabilizo-me pelo erro. - Devo ent�o fazer a mesma coisa a si?

Est� no seu direito, claro.

Mas asseguro-lhe que este lapso n�o foi intencional.

A causa foi a sede de justi�a devido � perda de um agente.

N�o obstante esta sentida explica��o

o mandado foi obtido com uma mo��o falaciosa.

� verdade. Mas recusarei a mo��o para suprimir a busca.

O tribunal acha que mesmo sem a ac��o deturpada da acusa��o

existem factos suficientes para causa prov�vel.

- Mas aviso-o, Mr. Stark. - Senhora Ju�za.

Agora representa o povo de Los Angeles.

Comporte-se conforme.

Orgulho-me em servi-los.

Orgulho-me em servi-los.

Podemos sempre fazer um acordo.

Isso era o que tu querias.

Que rica equipa. Pensei que eras mais criterioso.

Meteste �gua, eu despedi-te, recompuseste-te. Esquece.

Tu dizias: " n�o se esque�am dos vossos rancores. Fortalecem-vos."

- Tamb�m nos podem matar. - Eu n�o meti �gua. Perdi.

Desculpa. H� alguma diferen�a?

Est�s prestes a descobrir.

- Safaste-te de boa. - Est� tudo sobre controlo.

- Quero a Poe e o Woodland punidos. - Vou dar-lhes um serm�o.

Escutem todos. Parem de falar e escutem-me.

Acenem com a cabe�a, finjam-se desolados.

Ouviram? Certo, "Bonitinho"?

Obrigado. Certo. Vamos no bom caminho.

Basta desfazer o �libi do Ransom e estamos despachados.

Quero que v�s � casa da namorada,

usa esse teu sorrisinho e acaba com a hist�ria dela.

Perceberam? Digam que sim.

- Sim. - Obrigado.

Tu e tu, falem com os vizinhos do Ransom

para ver o que sabem. Certo?

Ent�o n�o est� zangado com a hist�ria da peti��o?

Quase me esquecia. Considerem-no uma li��o.

A pr�xima vez que fizerem batota, n�o sejam apanhados. Perceberam?

- �s muito giro para pol�cia. - Obrigado.

Mas sou do Minist�rio P�blico. Casey Woodland.

J� n�o te vi em discotecas?

Namoraste com aquela modelo australiana.

Era doida. Preciso de fazer-lhe umas perguntas sobre Scott Ransom.

Esquece. J� disse aos detectives que passou aqui a noite.

- N�o podia ter matado o chui. - Ele n�o presta, Carrie.

Se estiver a mentir, � c�mplice de um crime.

�s um mi�do rico. O pap� � um congressista ilustre?

Senador.

O meu pai vende carros usados em Rhode Island.

O Scott paga esta casa. Ele toma conta de mim.

- � um tipo bestial. - H� outras formas de pagar a renda.

Para ti � f�cil dizer isso.

Foi um prazer falar consigo.

Perd�o. Desculpe incomod�-lo.

Sou do Minist�rio P�blico. O senhor mora aqui?

H� treze anos.

Ent�o sabe o que se est� a passar?

Era uma quest�o de tempo.

A Carrie � amorosa, mas o namorado

a entrar e a sair a qualquer hora da noite.

Maldito Ferrari.

� um carro barulhento. Deve t�-lo acordado algumas vezes.

Diga antes todas as noites.

- D�-me licen�a. - Com certeza.

N�o espreites. Certo.

E podes abrir.

Parab�ns, querida.

- Compraste-me um carro? - N�o � um carro qualquer.

� a �ltima novidade em carros para mi�dos ambientalistas.

Meio cilindro, motor solar, meio litro aos 100 km.

� a tua cara.

- E odiaste. - N�o, foste muito simp�tico.

- N�o h� nenhum modelo em roxo. - N�o, o problema n�o � esse.

- Chumbei no exame de condu��o. - Essa teve piada.

N�o consegui a minha carta.

Julie, como � que � poss�vel?

N�o sei. Distra�-me.

Estavam todos a falar, o instrutor come�ou a gritar comigo...

Desculpa, isto tem piada?

N�o. N�o. S� um pouco... Mas, escuta, n�o h� problema.

Podes repeti-lo.

Tenho de voltar a fazer tudo de novo.

- N�o sabia. - Ainda bem que te diverti.

- Obrigada pelo carro. - Julie, por favor. Querida.

Desculpa. Ent�o?

O Ransom ficou sem o �libi.

O vizinho da namorada tem a janela do quarto virada para a rua.

Sempre que o Ransom chegava, era acordado por 12 cilindros.

Ouviu o Ransom sair �s 0h45 da noite do crime.

E regressou � 1h37.

Como consegue ser t�o preciso?

Porque tem um filho de cinco meses.

Sempre que o Ransom chega, consulta o monitor do beb�

- que indica as horas. - Wright disse que o disparo foi � 1H15.

Sobrava-lhe tempo para o matar.

- Nada mau para um menino bonito. - Nem bom.

- Est� a falar do qu�? - Marcador.

Ransom sai de Los Feliz �s 0h45.

Dirige-se a L.A. para a transac��o.

Alveja o Detective Rodriguez � 1H15 da manh�.

Regressa aos bra�os da namorada � 1h37.

Mas segundo a nossa teoria, n�o voltou logo para Los Feliz,

- n�o foi? - O saco das drogas.

Exacto. Por isso ele teria de guiar desde a baixa

� cena do crime, at� � sua casa em Venice,

largar o saco de droga e regressar a Los Feliz.

E tudo isto, em 22 minutos?

N�o seria poss�vel nem de helic�ptero.

Ent�o se n�o foi ele quem deixou a droga na casa, quem foi?

Posso ajud�-lo?

Ent�o?

Diga-me, numa escala de um a 10, qu�o est�pido � que voc� �?

N�o estava no local quando cheguei. Onde � que estava?

- Fui atr�s do Ransom. - Que demorou cinco minutos.

- Onde foi depois disso? - Saia daqui.

O que fez? Deixe-me adivinhar.

Encontrou a droga no ch�o junto ao corpo do seu colega.

A ambul�ncia chega, vai atr�s do Ransom.

Chega a casa dele, n�o est� l�, deixa l� o saco da droga e pira-se.

- Estou a ficar quente? - N�o sei o que est� aqui a fazer.

Tem tudo o que precisa para prender o tipo.

E podia t�-lo feito sem a sua ajuda.

J� vi muitos patifes safarem-se com advogados espertalh�es

dispostos a tudo para vencer.

A s�rio? Bem, gra�as a si, est� prestes a acontecer novamente.

Se o Dasher sabe que o Wright p�s aquele saco

esque�am o testemunho dele.

O Wright n�o o admitiu.

S� ele � que podia ter posto as drogas em casa do Ransom.

- � uma prova ilibat�ria. - Temos de inverter as coisas.

E se n�o notificarmos o Wright?

� a nossa testemunha ocular. N�o temos caso sem ele.

Exacto. Fazemos assim.

O Casey n�o falou com o vizinho da namorada.

Vamos trocar a falha no �libi do Ransom pelas drogas.

- Deixaria o Wright mentir? - N�o tem de mentir.

S� testemunharia o que viu e mais nada.

Exactement, mais nada.

A verdade � relativa. Escolham uma que resulte.

N�o pergunto ao Wright aonde foi ap�s o tiroteio.

Pode ser expulso da Ordem e n�o � �tico.

Est�s mesmo a irritar-me.

- Queres que o Ransom se safe? - Isto trata-se s� de ganhar.

Como te atreves a dizer isso?

Que se lixe a Lei, o sistema, mas para mim n�o � assim.

Estou? Sim, posso. Obrigado.

Fui chamado para uma reuni�o com a LAPD.

O problema � que n�o acredito em Deus e Ele odeia-me por isso.

O bando est� todo aqui.

Invadiste a esquadra e acusaste um detective de forjar provas?

Deixe ver se me lembro. Sim, fui eu.

- Isto n�o � uma piada. - Tem toda a raz�o.

- O meu caso est� em apuros. - Podes provar que forjou as provas?

N�o. Mas espero que a defesa tamb�m n�o.

Porque ele era o �nico com motivo e oportunidade.

Incomodou muitas pessoas. Estava a par disto?

Se estivesse, n�o estar�amos aqui.

Concordamos que os seus actos foram conden�veis.

Os meus? Um detective que forja ind�cios?

Alegadamente. O departamento est� a recuperar de Rampart.

Os recrutas aumentaram. Cresceu a confian�a nos pol�cias.

- N�o queremos outro esc�ndalo. - Diga isso �s tropas.

A rela��o entre o Minist�rio P�blico e a LAPD baseia-se na confian�a.

Quando ela � violada, o sistema sofre.

Os pol�cias n�o v�m testemunhar.

As provas somem de repente. Ningu�m quer isso.

Esta rela��o tem de ser m�tua e n�o lido bem com amea�as.

- Isso correu muito bem. - O que foi que disseste sobre

- evitar sequelas pol�ticas? - N�o te saiu bem.

Sou apenas o mensageiro.

- N�o podemos enfrentar a Pol�cia. - H� provas para condenar o Ransom?

N�o � disso que se trata. Temos de revelar o que sabemos.

Voc�s tratem dos detalhes legais.

Isto � contigo, Jessica. N�o te posso proteger.

� o melhor que posso fazer.

- Ol�, como vai? - Veio inscrever-se?

N�o, n�o, procuro o Norman Elby.

- Pronuncia-se Elby. - Que ma�ada.

Ou�a, creio que...

Foi o examinador da minha filha ontem. Julie Stark.

Espere.

- O senhor � da televis�o, n�o �? - Apresento um concurso.

A Julie � uma grande condutora e uma boa mi�da.

Ontem estava um pouco nervosa.

- Ent�o, posso abrir-me consigo? - Tenho uma aula daqui a cinco minutos.

A Julie est� numa fase dif�cil.

A m�e foi para Nova Iorque, ela est� muito vulner�vel.

Ela infringiu o limite de velocidade.

Passou um sinal de stop.

Ou seja, est� habilitada a conduzir em Los Angeles.

Mais alguma coisa?

Sim. 23 de Janeiro de 1999. Diz-lhe alguma coisa?

- N�o me diz nada. - A s�rio?

Mandaram-no parar em Culver City. Suspeita de conduzir alcoolizado?

- Foi c� uma multa, Norm. - Como � que soube?

Sou apresentador. Tenho uns contactos.

Fiz um acordo com o procurador, eles retiraram as queixas.

Mas contou aos seus patr�es, Norm?

Eles gostam de saber quem ensina os mi�dos a conduzir, n�o acha?

Ent�o, quer trocar o seu emprego

pelo que est� atr�s da porta n�mero um?

Hoje � o seu dia de sorte, Mr. Ransom.

Proponho uma pena de 15 anos a perp�tua.

Quinze anos? � uma piada de mau gosto.

Posso saber por que o MP decidiu agora oferecer um acordo?

Estava a pensar na mesma coisa.

O homic�dio de um pol�cia � um evento traum�tico.

Quanto mais cedo decidirmos, mais r�pido seguimos em frente.

Isso � comovente, mas aposto que h� mais.

Podes apostar que sim.

O pai do Scott controla metade das carteiras na zona ocidental.

- S�o muitas contribui��es eleitorais. - Fica calado.

Esta � uma oferta �nica. T�m 30 segundos para se decidirem.

- Nada feito. - Obrigado, meu Deus.

Vais gostar de Folsom, Scotty.

A rapaziada vai eleger-te Miss Simpatia.

Apesar desta pequena encena��o,

t�m um caso com falhas.

Ou n�o propunham um acordo a um suposto assassino de pol�cias.

E mais cedo ou mais tarde, irei descobrir essa falha.

- Gostei daquilo das contribui��es. - Foste um pouco exagerado.

- Tenho de o ser. - Tens de deixar o caso.

Nem pensar.

Certo. Mas vais entregar tudo o que tens ao Dasher.

Est� bem.

Eventualmente.

Eu sei que isto � dif�cil.

O advogado da defesa tentar� enerv�-la, Mrs. Rodriguez.

Descontraia e diga apenas a verdade sobre o seu marido.

Sentes-te bem?

O homic�dio de um pol�cia representa o pior crime contra a sociedade.

Concentra-te, idiota.

Trata-se da sua sensa��o de seguran�a, por isso torna-o pessoal.

Pessoal, pessoal, pessoal.

Quando andamos pela rua, sentimo-nos seguros

porque a cada instante avistamos um agente da Pol�cia.

Homens e mulheres dispostos a arriscar a vida por n�s.

- Parece-me bem. - Depois...

- Ol�. - Desculpa, sei que est�s a trabalhar.

N�o, fico feliz por te ver. Eu...

Queria pedir desculpa. Fui um idiota.

N�o foi totalmente in�dito.

N�o tiveste culpa de eu ter chumbado no exame.

Assustei-me e fiquei paralisada... O que � isso?

Parece que as tuas mudan�as de faixa ajudaram-te a passar.

"Licen�a de condu��o."

- Como? - Breves negocia��es.

C�us, pai. Foste l� e subornaste algu�m?

- Eu n�o suborno. - Ent�o amea�aste algu�m?

Depende do que entendes por isso.

- N�o entendes, pois n�o? - Pensei que ficarias feliz.

N�o preciso que me fa�as as coisas.

Sei escolher o meu carro. Sei decorar o meu quarto.

N�o v�s, pai? J� n�o sou mais uma crian�a.

Perdeste essa parte. Enquanto aqui estavas, eu cresci.

Estou a tentar compensar-te.

N�o podes, porque a situa��o � esta.

Tu � que o quiseste. A decis�o de te mudares foi tua, n�o minha.

Tive de fazer esta op��o

porque ambos sabemos que n�o ias lutar por mim.

Porqu�? Por que n�o lutaste por mim, pai?

N�o dev�amos estar a preparar as alega��es iniciais?

E estamos. O que v�em aqui?

Foi aqui que o Detective Joseph Rodriguez foi assassinado.

Aqui mesmo. Foi aqui que Ana Rodriguez ficou vi�va.

Onde duas meninas ficaram �rf�s.

Um julgamento de um homic�dio n�o trata de factos e provas.

O que nos ajuda, pois estamos com azar em ambas.

Trata-se de pedir a um j�ri para exigir justi�a para esta fam�lia.

N�o queremos que vejam um advogado. Queremos que vejam a Ana Rodriguez.

Uma jovem m�e a sofrer.

Isso n�o � problema.

�ptimo. Porque vou pass�-lo � Raina.

- A mim? - Deve estar a brincar.

Aquelas mi�das sensibilizaram-te. Eu vi-as.

Usa esse teu cora��o de manteiga.

Faz com que 12 pessoas vejam aquilo que Scott Ransom roubou.

Joseph Rodriguez acordou como se fosse uma manh� normal.

Beijou a mulher, Ana, penteou as filhas,

preparou-lhes os cereais, depois foi trabalhar.

Ele nunca mais as viu.

O Detective Rodriguez adorava trabalhar como agente dos narc�ticos.

Ele sabia o que as drogas faziam a um bairro,

especialmente �s crian�as.

Queria que as filhas crescessem

numa cidade onde n�o estivesse a ser vendido veneno em cada esquina.

As provas ir�o mostrar que este foi morto pelo arguido

ao tentar proteger as filhas e as outras crian�as desse veneno.

Ele queria traficantes de droga como Scott Ransom fora das ruas.

Agora cabe-vos assumir a responsabilidade

e terminar o que ele come�ou.

A Defesa tem as alega��es iniciais prontas?

Merit�ssima, fic�mos a par de uma informa��o

que pode causar um impacto profundo neste processo.

Eu avisei-o, Mr. Stark.

O vizinho disse que Ransom saiu da casa da Ms. Reed

e depois voltou. Por isso n�o podia ter chegado a casa

onde estava a prova. A Acusa��o sabia que a conclus�o seria

que esta tinha sido forjada e n�o partilhou esta informa��o.

- � uma viola��o do c�digo 1054. - Tamb�m me parece.

Plane�vamos revel�-lo assim que a per�cia provasse

que o ve�culo de Mr. Ransom n�o podia ter feito aquela dist�ncia.

Poupem-me.

A Defesa pede anula��o imediata.

H� motivos para indeferir esta mo��o?

Sim, Merit�ssima. O cliente dele matou um pol�cia.

E n�o quer ser a ju�za que o vai libertar.

As Normas de Prova indicam...

Eu conhe�o as regras.

Ir� invalidar a busca e as provas reunidas?

Mas tamb�m irei anular as insinua��es de m� ac��o policial

resultantes dessas provas.

- � tudo eliminado. - � justo.

Dificilmente. A prova foi forjada pelo Detective Wright.

Deveria poder questionar a sua credibilidade

- se o intitulam testemunha ocular. - Concedido.

Vai tirar-me a minha principal prova f�sica e a testemunha?

Por acaso, foi o senhor que o fez.

E se perder, ser� o respons�vel pela liberta��o de um assassino.

� dif�cil de explicar.

N�o sei o que aconteceu, m�e.

Est�vamos a falar, e de repente est�vamos aos gritos.

Por acaso, era eu quem gritava mais.

Foi horr�vel.

N�o... N�o precisas de vir at� c�.

Eu consigo tratar disto, sim.

Eu sei. � estranho estar t�o longe de ti.

Nova Iorque deve ser lindo.

Eu apare�o logo que os exames terminem.

Por favor, n�o te preocupes comigo.

As coisas est�o estranhas, mas vou ficar bem.

Tamb�m tenho saudades tuas.

Est� bem. Adeus.

N�o tens a droga, nem a testemunha.

Acabou-se. Retira as acusa��es.

Deixa-me fazer o jogo. Vou atr�s da namorada.

Queres perder, for�a...

Mas isto � uma ordem, afasta-te do Detective Wright.

N�o envergonhes a Pol�cia. Entendeste?

Sim, senhora.

Levantem-se todos.

Podem sentar-se.

Mr. Stark, a Acusa��o est� pronta para continuar?

Mr. Stark?

Sim, Merit�ssima Ju�za.

A acusa��o chama o Detective Isaac Wright.

Lembro-lhe que as decis�es anteriores est�o em vigor.

E nada mais que a verdade?

Juro.

Assistiu ao homic�dio do seu colega,

- o Detective Joseph Rodriguez? - Sim.

Trabalhavam infiltrados para deter um traficante, certo?

- Certo. - Ele encontra-se aqui?

N�o h� provas do envolvimento do meu cliente com drogas.

O j�ri deve ignorar qualquer descri��o

- do arguido como traficante. - H� conversas gravadas

onde fala de neg�cios de droga com a v�tima.

- O que lhe devo chamar? - Mr. Stark.

Retirado. O objecto da vossa investiga��o est� nesta sala?

- Sim, est�. - Que conste dos registos

que o Detective Isaac Wright reconheceu o arguido.

Detective, por que n�o p�de apoiar o seu colega naquela noite?

Um cami�o bloqueou-me.

- Quando sa�, tinham atingido o Joey. - O que fez a seguir?

Quando a ambul�ncia chegou, fui atr�s do Ransom.

Foi a casa do Mr. Ransom em Venice, certo?

- Sim. - Ele estava em casa?

- N�o. - Ent�o, o que fez?

- Voltei � cena do crime. - Voltou l�.

Foi o que disse? Voltou � cena do crime?

N�o foi a casa do Mr. Ransom, n�o a invadiu,

nem forjou provas que o envolviam na morte do seu colega?

- N�o tem de responder � quest�o. - Pois n�o?

- Eu respondo. - Tem direito a um advogado.

Quer um advogado ou ser um homem?

Fui mesmo eu quem colocou l� as provas.

Havia um saco de speeds com sangue do meu colega.

Fui at� casa do Ransom e deixei-o l�.

- Por que fez isso, detective? - Porque ele matou o meu colega.

Queria que ele fosse preso.

O seu testemunho n�o chegaria?

- Protesto. S�o conjecturas. - Indeferido.

Os patifes ricos t�m bons advogados. Safam-se sempre.

- Isso n�o podia acontecer. - Por isso infringiu a lei

para evitar que o assassino do seu colega fosse libertado?

Pode apostar que sim.

- Gosta de ser pol�cia? - � tudo o que eu sempre quis.

N�o viu que ao forjar provas, estava a p�r a sua carreira em risco?

- Sim. - Mas f�-lo de qualquer maneira.

Porqu�? Por que � que fez isso, detective?

Porqu�?

Porque deixei que matassem o meu colega.

Fez o melhor que podia.

- A culpa n�o foi sua. - Foi.

- Porqu�? - Porque eu adormeci.

Eu adormeci.

N�o dorm�amos h� 36 horas para montarmos esta opera��o.

Eu estava no beco, � espera que o Ransom aparecesse.

Estava muito cansado.

Fechei os olhos...

...pareceu-me apenas um segundo.

O cami�o acordou-me.

Quando sa� a correr do beco...

...vi o Ransom junto ao Joey, que estava estendido na rua.

Compreende que devido ao depoimento que hoje aqui prestou...

...ir� certamente perder o seu emprego?

Sim.

E mesmo assim est� disposto a isso...

...em vez de deixar que o homem que matou o seu parceiro...

...saia em liberdade?

Dizer a verdade � o m�nimo que posso fazer pelo Joey.

Obrigado, detective.

A Pol�cia de LA precisava de mais homens assim.

Estamos dispostos a aceitar a oferta de 15 anos a perp�tua.

Essa oferta durou 30 segundos.

Perdeu-a por 47 horas, 59 minutos e meio.

Fizeste o Wright parecer um santo.

Quando acabar, ele vai parecer o Mark Fuhrman.

Perdeste o j�ri e n�o o vais reconquistar.

- Vinte anos a perp�tua. - Vinte e cinco.

Ou ele enfrentar� pris�o perp�tua sem condicional.

N�s aceitamos.

Digo-te isto sinceramente, Elliott.

� bom perder de vez em quando.

Mant�m-nos realistas...

...pelo que ouvi dizer.

- Belas alega��es iniciais. - Obrigada pela oportunidade.

Falas de mais, �s teimosa

e o teu sentido de moralidade enlouquece-me.

- Eu sei. - Continua o bom trabalho.

Diz-me uma coisa. Como sabias que o Wright adormeceu?

N�o sabia. Queria provar que cometera um erro

por uma boa raz�o ao l� deixar a droga.

O sentimento de culpa por adormecer foi um b�nus infeliz.

- Mais vale ser sortudo que bom. - Mais vale ambas as coisas.

O teu comportamento imprudente

podia ter causado uma briga entre o departamento e a LAPD.

S� porque tiveste sorte e ganhaste, resolve tudo?

- A Pol�cia de L.A. est� feliz? - Sim.

- O Delgado est� feliz? - Sim.

Apanhaste um assassino de pol�cias e n�o est�s feliz.

Devias falar com algu�m sobre isso.

Ouvi dizer que entregou o crach�.

Pensei em poup�-los da confus�o do inqu�rito disciplinar.

Tem muitos apoiantes na Pol�cia.

Talvez pudesse vencer, com o advogado certo.

Nem o senhor � t�o bom.

- Ou�a... - Guarde as desculpas, est� feito.

- Vou seguir em frente. - N�o ia pedir desculpa.

Fiz o que tinha de fazer.

Finalmente temos algo em comum.

- Para onde � que vai? - N�o sei.

Um amigo tem uma empresa de seguran�a. O sal�rio � bom.

- � um desperd�cio de talento. - Tal como a morte do meu colega,

mas h� coisas que n�o podemos mudar.

Preciso de um investigador.

Algu�m corajoso, disposto a fazer tudo o que for preciso.

- Est� a dar-me um emprego? - Parece que sim.

Por que trabalharia para si?

Porque gosta de prender os maus e � isso que eu fa�o.

- Mesmo se estivesse interessado... - O que...

- N�o estou a dizer que estou. - Claro que n�o.

Sou mercadoria estragada. Ia ficar mal visto.

Fala disso como se fosse algo mau.

Preciso de algu�m que possa falar com a Pol�cia.

- Quem melhor do que um her�i? - N�o sou her�i.

Isso � outra coisa que temos em comum.

- N�o te preocupes, eu fecho a porta. - N�o, �...

� colorido.

Soube que mandaste o tipo que matou o pol�cia para a pris�o.

Sim. Mas ainda n�o descobri como falar com a minha filha.

- Pai... - Julie, escuta-me, est� bem?

Fico muito feliz que aqui estejas.

Eu s� n�o lutei por ti

porque senti que n�o tinha o direito.

Tens de ultrapassar isso.

Eu pensei que est�vamos a ir bem, mas...

Quer dizer, parecias menos zangada comigo e agora �...

� diferente desde que te mudaste, n�o �?

Sim. Sim, � verdade.

N�o queria interferir com o instrutor de condu��o.

Eu sei que s� estavas a tentar ajudar...

Mas, sabes, o problema...

...� que ainda n�o estou preparada.

Para depender de ti.

Eu sou o teu pai.

Sim, mas eu n�o...

Ainda n�o confio em ti.

Queres que assuma a responsabilidade e te apoie...

...e n�o tens qualquer confian�a em mim.

Jules, v� l�.

Escuta, ningu�m disse que isto ia ser f�cil.

Legendagem: SDI Media Group

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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