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UMA CRIAÇÃO DE CRIS MORENA
MARGARIDA: QUE SUA LENDA VALHA A PENA
Margarida!
Mar, Mar, Marga, Margarida
Mar, Mar, Marga, Margarida
Mar, Mar, Marga, Margarida
Má, Margarita
A que de nada precisa
E cresce bem sozinha
E, em suas pétalas, o amor sobra
Mar, Mer, Madeleine
Soa doce até em latim
E seu amor encheu o jardim De margaridas
E de um amor sem fim
Mar, Mar, Marga, Margarita
Decido, escolho
E se não quero, é não
Eu sou a rainha
Ninguém muda meu rumo
Nem me diz o que fazer
Decido, escolho
Está tudo bem
Está tudo bem
Está tudo bem
Estou com tudo, está tudo bem
Muito bem
Com licença, posso fazer uma pergunta?
Quero ser a rainha do mundo
Espera.
Pode ligar para o Erasmus, por favor?
O Erasmus. Pode ligar para ele, por favor?
Estou com tudo, está tudo bem
Como vai? Sou Severino Montfleur.
Sou ex-agente de inteligência daqui de Krikoragán.
Escolho, dirijo
E se eu quero é sim
Sou a rainha
Este é o meu destino
Por aqui, por favor.
Está bem.
Pronto.
Tudo é muito real
Tudo é muito real
Não! Cuspa tudo! Não pode ser tão ordinário!
Como pode tomar essa porcaria?
Pelo menos temos teto e comida, Delfina, agradeça.
Não hesitarei nem um segundo
Quero sentir
Quero viver
-Escutou? -Que foi?
Espera um pouco, me empresta.
Bem-vindos ao novo Reina.
Ada!
Isso vai estar de lamber os dedos.
Parem, calma, guardem muffins para o Torino.
Parece que o principezinho André tem governanta própria.
-Pode ser. -Estavam falando de mim?
-Olha ele aí. -Bom dia!
De fato, Alteza, falamos do senhor.
Estávamos pensando que precisa mudar seus hábitos de sono.
-O que acha? -Scusami, Ada.
Io sono un animale notturno.
-"Animale notturno"? -Isso é bom.
Posso governar à noite, a Má à tarde
e o Fach de manhã.
-Não vejo falhas na sua lógica. -Nem eu!
Estou tão feliz!
Que felicidade!
Que felicidade enorme
vê-los juntos.
Vê-los sãos e salvos. Felizes.
Acho que estou em um sonho.
Que felicidade!
- Que feio! -O quê?
Que feio!
Com tudo o que está acontecendo,
vocês já pararam para pensar
que toda essa alegria não ia me parecer suspeita?
Por favor, não delire, Ada.
Estamos muito bem, só estamos tentando vibrar alto.
High.
-Que alto que vibramos. -Sim.
Então estão fingindo que está tudo ótimo
porque estão planejando
ir à minha pátria.
Touché.
Olha, Pipe, isto não é uma viagem de formatura.
Vamos para um lugar de onde todos estão fugindo.
Sabemos o que vamos enfrentar.
Eu sei o que eu vou enfrentar.
Se acontecer algo com a Má e eu não estiver lá,
não quero viver nem com tristeza, nem com culpa a vida inteira.
Olha, você tem razão.
E eu estou dando aulas a ele. Ele é bom.
Tudo bem, ele vai. Mas sob a sua responsabilidade.
E esquece essa mochilinha, por favor.
O que você mandar, minha general.
Mas estou complicado com um probleminha.
Com o passaporte, os documentos.
Acha que vamos pela Imigração?
-Não? -Não.
Vamos num chárter que o Hans vai mandar para Tajaskán
e lá cruzamos fronteira, e então chegamos.
O que disserem.
Me deem dois segundos e volto com isso.
Segue a sua família trabalha aqui há muitos anos.
E vocês, mais que ninguém, conhecem os horrores desse regime.
E sabem os segredos que este palácio esconde.
Não têm por que serem leais a ele.
Falem com a sua gente, falem com a sua família.
Como tem a verdade. Ajudem a resistência.
Não tenham medo. Não tenham medo deles.
Retirem-se.
Penso mesmo que ia mobilizar
as massas com essa micromilitância medíocre?
Acreditou que era um líder revolucionário?
Sim , você acreditou.
Você é mais idiota do que eu pensei, Merlin.
Pensei que me mandaria para a prisão, como os que pensam diferente.
E aqui está você. Esta é a pior prisão para você.
Aqui você se dá conta do que poderia ter tido
e do que perdeu por bancar o revolucionário.
E o que você perdeu também.
Eu sou o rei, Merlin.
Eu ganhei.
Não, Erasmus.
Você perdeu. Mas ainda não percebeu.
Amanhã executaremos os seus amigos por alta traição à pátria.
E você vai estar lá.
Talvez assim você entenda quem ganhou e quem perdeu.
Mesmo que pareça que tudo continua igual,
Que continuamos cantando e dançando
com uma nova rainha...
Eu disse que esse molusco era um traidor, você não escutou...
Cala a boca e me deixa escutar, por favor.
Por que essa ridícula está com o meu vestido?
Como devem imaginar, estamos em choque.
Claro, ela não sabia de nada. Que aprenda a falar, a estúpida.
Nós, os trabalhadores deste império,
estávamos acostumados aos maltratos dela.
Vou desmaiar. A idiota é delegada sindical.
-Me deixa escutar. -Este stream...
é nossa fonte de trabalho.
Sua família. Nossa comunidade.
Este é o império que eu construí
E que você está transformando em corporativa, sua louca?
O que vem agora? Uma onda popular?
Foi por isso que chamamos quem mais
a conhece, Malva.
-Bem-vinda, Malva. -Bem-vinda.
Aplaudam, estúpidos!
-Bem-vinda, Malva. -Obrigada, obrigada.
Sanguessuga. Sua parasita imunda!
Você também negligenciou quem não podia negligenciar.
Digo.
Eu lhe dei a vida, dei carinho, dei amor.
Tanto amor quanto tenho por mim mesma.
E se ela fez isso comigo, que sou a mãe dela,
como não ia fazer com essas pobres criaturas?
Então, que agora pague.
Que pague o que deve e que a justiça seja feita.
Ada.
Ada, chega!
-Escute a gente. -Escutei.
Margarida, já escutei.
Não me entra na cabeça como é possível
que agora que estão juntos e a salvo,
queiram se jogar direto no inferno.
Ada.
Esta é a missão para a qual me prepararam
toda a minha vida.
É meu dever com o povo.
Mas de que dever está falando, Frederico?
São jovens, por favor.
Sim, nós somos.
Igual ao Merlin.
À Blue.
Ao Sarik.
E não podemos abandoná-los.
Vamos supor que eu aceite a sua postura.
Por que aceito? Porque você é treinado.
Mas os seus irmãos...
não têm seu preparo, isso me preocupa.
Ada.
Eu sinto
que chegou a hora.
Eu sinto. Sinto aqui.
Sinto uma força poderosa
que me puxa como um ímã para a minha história.
Eu tenho que ir.
E nós tomos o team Caldeirão de Alicante.
Não vamos nos separar.
Mach,
Fach
e Afch.
Nos bons e maus momentos.
Aceito.
Aceito porque, diga o que eu diga, não vão me dar ouvidos.
Dignos filhos dos seus pais.
E eu adoro.
Que bom.
Me deixa tão orgulhosa.
Tempo, tempo.
Não. Tempo.
A Daisy não está planejando em segredo ir com vocês, né?
Tempo dois.
Onde está a Daisy agora?
Foi fazer uma coisa importante.
Preciso falar com o Severino, pode chamá-lo?
Plantou provas contra mim. Me processou.
Para eu que fosse presa.
Muito obrigado, Malva, por compartilhar sua experiência.
Sim, querido, mas olha...
A vocês... vocês.
Principalmente a vocês, os juízes.
Prendam-na.
Procurem mais. Porque tem mais, muito mais.
Procurem debaixo do tapete.
Porque é incrível o que podem encontrar ali.
Não sabem o que é.
E com esta superbomba, deixamos vocês
com nossa fofoqueira favorita, Única.
-Vem. -Não, me deixa.
-Não! Não terminei! -Senhora, preciso dele!
-Dê o telefone pra ela, por favor! -Não terminei de olhar!
-Deus. -Por que estou passando por isso, Deus?
Por que faz passar por isso?
Por favor, chega. O que quer de mim?
Ontem, rainha de tudo. Hoje, criada de nada.
Santo Deus.
-Senhor? -Sim.
A Srta. Daisy quer fala com o senhor.
Diga que não tenho mais nada para falar.
Não, você vai conversar com essa menina.
Não. Além disso, não podemos sair.
Você vai e vai se explicar com ela.
Porque mentiu a vida inteira e ela cresceu sem saber quem é.
Então saia e explique.
Tenho uma fofoca de matar.
É? Porque tenho uma fofoca muito, mas muito interessante.
Como nos acertamos isso, querida?
Como acertamos o quê?
-O cachê. -Que cachê, Malva?
O cachê, querida.
Não vou vir aqui levantar sua audiência de graça.
De jeito nenhum. Vamos fazer como combinamos.
Venho uma vez por mês,
você me dá um cheque com muitos zeros,
e eu vou feliz para casa.
Não, não. Isso acabou.
Se não ficou claro,
a Delfina está foragida da justiça.
Refugiada na embaixada de um país
que a qualquer momento voa pelos ares.
Esqueça de continuar vivendo às custas dos príncipes.
Não acredito. E o que eu vou fazer agora?
Não sei, tenta trabalhar.
E se não conseguir trabalho porque está difícil,
pega um carrinho e vá fazer corridas, sei lá.
"Trabalhar". Essa palavra, não.
Olha, quem você pensa que é?
A rainha de tudo agora?
Mas quem é você? Cópia barata da Delfininha.
-Pode levar essa senhora? -Quem você pensa que é?
-Muito obrigada. -Bom, é simpático.
-Mas você vai ver só, barata! -Por favor, Malva.
-Ridícula! -Malva!
Estou aqui.
Só vim te fazer uma pergunta.
O que significa isto?
Isso é um boneco velho.
Deve ser a marca, sei lá.
Não, Severino. Não.
Isto aqui é o meu nome.
Sol.
O que eu quero saber é
o que significam essas duas outras palavras.
Porque, claramente, não são sobrenomes
da minha suposta mãe.
Eu já disse que não sei.
Se é verdade que algum dia sentiu carinho por mim,
diga ao seu... capanga
que me conte o que sabe da minha mãe.
Fale com ela. Ela é sua filha.
Eu já disse tudo que sabia.
Isso não é verdade.
Mentiu para ela a vida inteira.
Ela não sabe quem é. Está com o coração partido.
E te pede, por favor, que lhe diga a verdade.
Vá lá e diga.
Chega, Pipe.
Você é bailarino, não guerreiro. O que pode fazer?
Bom, depois de tanta guerra,
Um pouco de arte para o povo não cai mal, não é?
Diga alguma coisa, Jano. Se te acontecer algo, eu morro.
Tranquile, eu tenho recursos.
Além disso, sobrevivi a coisas piores.
Prometam que continuarão com os streams.
Com tudo que formos documentando, sim?
Não se preocupe com isso.
E me prometam
que vão se acertar.
É uma idiotice não estarem juntos.
Jano, não vem comigo passar as toalhas?
As toalhas.
Vamos passar as toalhas.
Soube que você vai para a guerra. Vim te desejar sorte.
Você é um herói, Pipe.
E mais uma coisa.
Bom, eu tinha planejado que fosse igual aos filmes,
mas teve que haver modificações.
Dadas as circunstâncias, né?
Você gostou?
Muito.
Para que você tenha uma boa razão para voltar, né?
Obrigado, Polo.
Não podia ter escolhido alguém melhor
para ser os meus olhos aí.
Para mim foi uma honra, Hans.
Polo.
-Já estamos prontos para partir. -Certo.
Oi, Hans.
-Chegou a hora. -Eu sei.
Mas vão viajar com o Polo.
É ele quem terá a voz de comando, Frederico.
O Polo é soldado da causa e tem experiência.
Eu também.
Eu sei , não tenho dúvidas.
Mas você vai com seus irmãos, reivindicar seus pais.
Essa emoção pode nublar seu juízo.
Por isso, considero que...
o Polo deve liderar a missão, Frederico.
Foi uma honra ser o seu tutor.
Compartilhar todos esses anos com você
foi a melhor coisa que eu fiz em toda minha vida.
Obrigado.
Obrigado, Hans.
Nada disso teria sido possível sem você.
Logo nos reencontraremos em uma Krikoragán livre.
Assim será, Hans.
Te amo.
Eu também, Frederico.
Eu também.
Uma camerazinha pra você gravar conteúdo exclusivo pra mim, tá?
Faça muitos vlogs.
Vamos apressar as despedidas?
Esperem, falta eu!
Bom...
-Generala. -Sorte.
Não, comigo, nada de abraços. Não.
Não se faça de durona.
Pronto, chega.
Se cuidem.
E voltem inteiros.
-Vamos. -Vamos.
Te espero lá fora, comandante.
Vai embora?
Pensei que íamos fazer isso juntos.
Te prometo que vou voltar.
Sei que vai fazer este canal dar certo.
Você não é a Delfina.
Tem bom coração.
Escute-o.
E, se quiser,
quando eu voltar,
nos damos outra chance.
Vai, ganha a guerra
e volta.
Rey, Krikoragán está em guerra. É um desastre.
-Como você vai? -Vou cuidar da Má, Otto.
E, apesar de não ser como o meu pai,
nem querer ser, ele me ensinou coisas que vão ser úteis.
-Cuidado, por favor, amigo. -Sim.
-Estão levando purificador de água? -Acho que sim.
E roupa térmica? Faz muito frio lá nesta época.
-Fica tranquila, Ada. Tranquila. --Sim.
Já temos tudo pronto e conferido.
Não, ainda não. A Daisy ainda não veio.
Deveríamos esperar para recebê-la.
Voto a favor disso.
Lamento, pessoal.
Nos despediremos por videochamada.
-O chárter está esperando. -Vamos.
Tchau.
-Se cuidem. -Tchau, Adinha.
-Vamos. -Fica calma, tá?
Vamos, vamos, vamos.
-Polo. -Acompanhamos vocês.
Cuide deles para mim.
Com a minha vida.
Vão, vão.
Se alguém se arrependeu,
esta é a hora para dizer.
-Daqui direto para o aeródromo. -Andiamo, capitão!
E aí?
Prontos para recuperar o reino, Altezas?
Imagino que estejam com os passaportes em dia, não?
Pipe!
-Sabia que vinha se despedir. -Vou com vocês.
-Não. -Sim.
-Não. -Sim.
Não, de jeito nenhum. É muito piccolo
para eu te expor a um perigo desses.
Alguém tem que cuidar da Ada.
Má, olha, não tem discussão.
Mesmo que agora você tenha seus irmãos de sangue real,
não vou deixar minha única irmã sozinha.
Pipe, você é meu irmão de alma.
E é o meu favorito.
-Bom, vamos indo? -Olha como a generala está.
Me esperem!
Principessa!
Eu sabia que ia chegar.
-Te deixei uma mensagem, mas... -Não vem me despedir, Torino.
-O quê? -Vou com vocês.
O Severino disse que o que está bordado aqui
tem a ver com Krikoragán.
Sol.
Sol.
Esse é o meu verdadeiro nome.
A verdade da minha história está lá.
Entendo a sua necessidade.
Mas é muito perigoso.
Minha história está lá, Fach.
Vocês, que são minha única família,
vão estar lá.
Meu lugar é com vocês.
-Tá bom, sobe. -Vamos.
Wait!
Ada! Que mochila linda!
-Para que é? -Para ir com vocês.
Essa história começou comigo
tirando os príncipes do palácio.
Esta história termina comigo os levando de volta.
Atenção, Liga.
Comandante.
-Vamos! -Subam.
Não existe nenhuma guerra na história da humanidade
que tenha sido ganha com um só soldado.
Para a senhora.
Alô?
Estive pensando no seu pedido e vou ter piedade.
Mesmo sem nada para negociar, ainda me serve.
Para quê?
Eu vou explicar. Primeiro precisa vir a Krikoragán.
Eu adoraria, mas isso é impossível.
Não posso sair da embaixada, vou acabar presa.
Não se preocupe. Já cuidei disso.
Eu te espero aqui.
Pronto para ver onde termina sua revolução, sobrinho?
Levem-no.
Olha, se quiser,
posso dar uma aula sobre Krikoragán.
Posso falar da história,
da cultura, de...
esportes, não te interessa?
Não, não, agradeço. Obrigada, não precisa.
Vamos, Calucha, já foi. Muda essa cara.
Não vai acontecer nada, o Pipe vai ficar bem.
Se você quiser, podemos ligar o streaming.
Não, amiga, obrigada.
Olha, Calu.
Se não quer fazer streaming, posso te ensinar a tecer.
E, até que nossos amores voltem, tecemos de dia e destecemos à noite.
Quem te deixou?
Não, ninguém, mas...
O Jano ainda não voltou.
Oi! A Yei chegou!
-Quê? -O que está fazendo aqui?
Vim fazer uma proposta a vocês...
como a nova CEO do Reina.
Quê?
Anda. Anda, estúpido!
Sou Malva Torres Oviedo, viúva de Santillán.
Não dou declarações a ninguém da imprensa. Fora!
Fora! Pode ir!
Não sei o que fazer, estou nervosa. Não é como antes.
Antes eu era a rainha de tudo. Tinha poder. E agora?
-Saio e me entrego de bandeja? -Não temos opção.
-Você tem que ir. -Não, nós temos que ir!
Porque você vai comigo.
Onde está a fugitiva da justiça?
Qual é o seu problema?
Não bastou rir de mim em cadeia nacional,
agora veio rir na minha cara?
Você acha que é a única que perdeu a fortuna?
Agora eu preciso trabalhar. E vim fazer um trabalhinho.
Sentem-se tranquilos. Confiem.
Bom, depois de tudo que aconteceu,
as pessoas e as marcas nos abandonaram.
Delfina é palavrão e o Reina é sinônimo da Delfina.
-Até que enfim. -Sim, mas o Reina não é só isso.
Sei que ela o criou com dinheiro que não era dela.
Mas o canal oferece trabalho e difusão
para pessoas megatalentosas como todos vocês.
E eu
decidi salvá-lo.
-A Margarida sabe de tudo isso? -É claro que sabe.
Foi ela que me deu a ideia.
Temos que unir nossos talentos
e trabalhar duro
para que seja o que sempre deveria ter sido.
Sim.
Pronto, filhinha.
Por favor.
Não sabe como eu sofro
por te ver fracassar.
Eu não te criei para isso.
Delfininha, eu te criei para triunfar.
Mas você não quis me escutar.
A Botão perto de você te enfraquece, entende?
Eu te disse para arrancá-la pela raiz.
Mas você não ouviu e aqui estamos.
Te peço perdão.
Não.
Não. Não me peça perdão.
Me escute.
E preste atenção.
Já perdeu todas as suas vidas.
Não sobrou nenhuma.
Vai ter que arriscá-la.
O que fizemos até agora é pouco
comparado com o que vai ter que fazer.
Então, nada de compaixão.
Se tiver que arrancar uma cabeça,
arranque.
-Quero que volte... -Alto!
...ao lugar que te pertence.
Está claro?
Que foi?
Sou María Laura Torres Oviedo, viúva de Santillán.
Apaga essa luz, estúpido!
-Temos que revistar baú. -Sim, senhor.
Obrigada.
Quero que recupere
o trono que a Cardinho imunda roubou de você.
Antes seguíamos as máximas da Delfina.
O individualismo, o cada um por si.
O chegar ao topo sem importar como.
Mas, a partir de hoje, entramos em uma era colaborativa
de redes e de trabalho em equipe.
E, por isso, tenho uma surpresa para todos vocês.
Rebeldes, estão aí?
Quando uma rainha pega o flíkiti rebelde,
abre as portas do palácio.
Que emoção e que medo
começar a compartilhar programação com vocês!
Eu que tinha que dizer isso, Zeki!
Bom, não importa. O Zeki já deu spoiler.
Então quero lhes contar que, a partir de agora,
vamos nos fundir e seremos o Reina do Flíkiti Rebelde!
Parou, parou!
Vamos começar com tutti, não?
Tremenda produção!
-E nós... -Não, não!
Os créditos em outro momento. Senão não vai dar pra ver o videoclip.
Certo? Vemos depois.
Oh-oh-oh
Oh-oh-oh
Corações vermelhos
Não são corações partidos
São corações tão cheios de amor
Que sonham um mundo melhor
Corações escuros
São corações adormecidos
Tão machucados, sentem medo
Porque estão feridos
Sou um coração vermelho, me apaixono
Eu jamais vou me entregar
Os corações escuros dormem E sonham sem cor
Por esse coração, esse coração
Que se expande por amor
Por esse coração, rubro coração
Que caminha para o sol
Coração, oh-oh-oh
Não se deixe intimidar
Coração, oh-oh-oh
Pelos corações que não sabem amar
Oh-oh-oh
Oh-oh-oh
Pelos corações que não sabem amar
Quando querem te ver sozinho,
estar juntos é um ato de rebeldia.
A partir de aqui, 5km ao sul,
entramos em território krikón.
Estão prontos?
-Estão prontos? -Sim
Vamos.
Pronto?
Bem-vindo ao seu inferno, Merlin.
Aproveite o espetáculo.
Seus amigos vão ser executados por traição ao rei.
Me solta!
Não dá mais
É uma grande loucura
Uma história suicida
Que não serve mais
Quantas marcas na pele
E na alma é preciso ter
Até despertar
Até despertar
Hoje morro outra vez
Outra vez
Pela milésima vez
Me crave outro punhal
Me machuque uma vez mais
Como animais sobrevivendo
Que decadência
Que cheiro de mofo
Que decadência
Que final
Hoje morro outra vez
Outra vez
Pela milésima vez
Rebele-se, não se deixe cair
Rebele-se, não se deixe vencer
Que a cruz não é um conto
Que a cruz está aí dentro
Rebele-se, desperte
Não se deixe cair
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