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''AQUELE BEIJO DA MEIA-NOITE''
Esta � a Filad�lfia.
� um lugar pac�fico e agrad�vel.
O ber�o da liberdade americana.
E se as outras cidades n�o se incomodarem...
o lar da grande tradi��o colonial.
� uma cidade grande...
com pr�dios altos e ruas cheias.
E uma surpresa para Willian Penn que a fundou...
e a nomeou de cidade do amor fraterno.
Esta � Abigail Budell, dona de quase toda a cidade...
e a dirige com, digamos, devo��o fraterna.
Sua vida � uma inspira��o para muitos.
Muitos. E com todo o direito.
Porque ela trouxe o melhor da arte, da m�sica...
e ela ainda n�o acabou.
-Excelente, senhores. Obrigado. -Jos�.
Perfeito. Voc� vive, mas nunca aprende.
Mas Jos�, a Sra. Budell disse que � importante.
A Sra. Budell acha que o que � importante para ela...
� importante para os outros. Ela sabe que estamos ensaiando?
Sabe, mas me disse que quer v�-lo j�, hoje de manh�.
Vou v�-la �s 15:00h.
Ela n�o vai gostar disto, Jos�. Ela disse: ''Hoje de manh�.''
�? Ent�o diga a ela para...
Deixe pra l�. Eu mesmo lhe digo.
-Boa tarde, senhor. -Outro teste, Hutchins?
Prefiro n�o dizer.
Me traga ch�, por favor.
-Boa tarde, Abigail. -Finalmente chegou.
Me atrasei de prop�sito. Talvez assim entenda que...
n�o gosto de quem interrompe meus ensaios.
Desculpe. Estou ansiosa por sua opini�o...
quanto � voz de uma garota.
-Que est� fazendo? -Me pagando uma aposta.
Sabia que era um teste.
Quero saber se a voz dela serve para a �pera.
Temos uma orquestra sinf�nica, n�o uma companhia de �pera.
Logo vai me perguntar como ficam as pessoas na TV.
Isso � especial. A garota � minha neta.
Aquela magricela, com olhos chorosos?
N�o � mais uma magricela com olhos chorosos.
Estudou com Rachero em Mil�o.
Todos estudam com Rachero. Todos estudam em Mil�o.
Todos que s�o algu�m e chegam a um lugar alto...
-devem cantar �pera. -Madame Bouget, Sr. Iturbi.
-Como vai? -Minha neta, Prudence.
Ol�, Prudence, mudou. H� quanto tempo n�o a vejo?
-H� 5 anos. -Estudou este tempo todo?
Sim. Paris, Mil�o, Floren�a.
Todos dizem que sua voz � muito boa.
Naturalmente. O que vai cantar?
-Caro Nome. -Caro Nome?
� ambiciosa. Vamos ouvir.
Estou apavorada.
Voc�? E eu que tenho que tocar piano para ele.
Gualtier Mald�
� seu nome t�o amado
Que fica gravado no cora��o
Apaixonado
Caro nome que meu cora��o
Foi o primeiro A fazer palpitar
As del�cias do amor
-Minhas... -Est� certo. Est� certo. Chega.
Por que est� olhando o forro? Tem uma mancha l�?
-Para quem est� cantando? Me diga. -Para o senhor.
Ent�o cante para mim. Estou na sua frente.
Por favor.
Agora, por favor. Olhe para mim.
Vamos.
Agora, comece.
N�o vim aqui para tocar solo de piano.
Desculpe, mas n�o posso cantar agora.
-Por que n�o? -Me deixou nervosa.
�timo. � bom que fique nervosa. Vai se acalmar enquanto canta.
N�o consigo.
� uma amadora que canta sozinha no banho?
N�o canto para o senhor, ainda que seja...
para nunca mais cantar na vida, seu... seu...
Minhas desculpas, madame.
Vov�, desculpe. Perdi a cabe�a.
Foi a melhor coisa que fez durante o teste.
Compre um piano novo. Gostei dela.
Achei que ficou interessado.
Tem uma bela voz, mas precisa de trabalho.
Ela tem o tipo de fogo que eu gosto.
Mas ela pode cantar �pera? � o que ela quer.
Acha que est� me enganando, n�o?
-Fiz uma pergunta simples. -N�o t�o simples, minha amiga.
Quer saber se ela pode fazer o que quis fazer durante a sua vida.
-Esque�a disso. Ela pode? -Ela quer?
Claro que quer. Estuda desde os 15 anos.
Trabalhou duro. Claro que quer.
Conheci um homem na Espanha. Ele queria ser um grande toureiro.
Mas perdeu a perna antes de ter a chance.
Ent�o disse que o filho seria um grande toureiro.
Mandou o garoto trabalhar com os melhores das touradas.
At� que chegou o grande dia em Madrid.
O filho tornaria o nome do pai famoso.
Seria um grande toureiro.
O touro era melhor que o garoto.
E o sonho do pai acabou.
Sente-se, meu amigo aleg�rico.
E me ou�a.
Minha hist�ria � sobre uma garota que tinha uma linda voz...
mas sua av� n�o permitia que cantasse em p�blico.
A garota de voz linda agora � av�. E gosta de realizar coisas.
Quanto mais � combatida, mais ela quer fazer.
E ela decidiu que Filad�lfia ter� outra Companhia de �pera.
-Abigail, outra Cia. de �pera? -Sim, a ''New Civic''...
do modo que decidiu ter outra orquestra sinf�nica...
e contratar um homem dif�cil, Iturbi, para dirigi-la.
Mas uma Cia. de �pera lhe custar� uma fortuna.
Tenho uma fortuna.
E tamb�m tenho um contrato com Guido Rossini Betelli...
para ser o tenor.
Betelli vai cantar com uma desconhecida?
S� acredito vendo.
Vai acreditar em muitas coisas.
Hutchins!
Que pena!
A Cia. de �pera ''New Civic'' que est� lan�ando...
qual � seu objetivo?
-Para p�r �peras. -Disso eu sei.
Ent�o, por que pergunta?
Quero saber por que est� abrindo outra.
Tenho uma neta que tem uma linda voz...
e a ''Civic �pera'' ter� sucesso...
como o de outras cidades, que t�m suas pr�prias Cias.
Cias. de �pera costumam perder dinheiro, n�o acha?
-A minha n�o perder�. -Acho que n�o.
Quero pedir que o povo da cidade...
considere essa nova �pera como dele.
O Sr. Iturbi e eu faremos o m�ximo para que seja boa.
Muito interessante. Ainda temos uns minutos.
-Pode dizer mais aos ouvintes? -Era o que eu tinha a dizer.
Diga ao homem da ''juke box'' para encher o tempo.
Obrigada por terem ouvido.
Obrigado, Sra. Budell.
Nos pr�ximos 5 min tocaremos m�sica.
ABIGAIL BUDELL REPETE A DOSE
''NEW CIVIC �PERA'' SEU MAIS RECENTE PROJETO
ANTON NOLARD EST� AQUI PARA A �PERA DE ABIGAIL
ZACOPOTE CHEGA PARA A NOVA �PERA
GUIDO BETTELI CHEGA FAMOSO TENOR CONTRATADO
-Diga que o aguardamos. -Vou dizer.
-O que foi? -Est�o prontos para o senhor.
Mas Betelli n�o est� pronto para eles.
-Onde? -Aqui.
Ir�o a teu encontro Com a brisa
Os meus suspiros ardentes
Ouvir�s atrav�s do mar Que murmura
O eco de meus lamentos
Lembrando que eu De gemidos
Me alimento, e de dor
Derrama uma l�grima Amarga
Sobre este compromisso De amor
Ah! Sobre este Compromisso de amor
Ah! Sobre este Compromisso de amor
Este compromisso De amor
Parem, por favor.
-Sim, Sr. Betelli? -� imposs�vel.
Essa soprano canta virada para a parede.
Deve estar nervosa.
Sou Betelli, voc� n�o � ningu�m.
Devia beijar minhas m�os por eu estar com voc� no palco...
enquanto canta. Devia ficar inspirada.
-Estou, Sr. Betelli. -Ent�o por que se virou?
Porque estou nervosa.
Maestro, vamos come�ar de novo?
Senhores.
Ah! Sobre este Compromisso de amor
Ah! Sobre este Compromisso de amor
Este compromisso De amor!
Parem! N�o! Maestro, por favor.
Onde est� a besta do empres�rio? Onde?
Aqui estou. A besta do empres�rio. Sr. Pemberton.
Esse barulho, pare com este barulho.
Parar o barulho? � uma ambul�ncia. Algu�m est� doente.
Est�o com pressa. Tocam a...
sempre, quando algu�m est� doente.
Algu�m est� doente. Certo. Eu estou doente.
O barulho, amadores.
Voc� virou ao cantar, para eu n�o ouvir a deixa.
Quer que Betelli cante com grito?
Desculpe, mas eu n�o ouvi.
� surda?
Foi o que pensei.
Um empres�rio burro, uma soprano surda...
pessoas doentes e gritos. � demais para um dia.
� s� por hoje, senhores. Obrigado.
At� amanh�, �s 10:00h.
-Sinto muito, Sr. Iturbi. -Venha � minha sala.
Jos�, o que houve com Prudence?
O toureiro, lembra?
Ele � famoso. Para alguns, a fama lhes d� o direito...
de gritar com os outros. Mas estava errada.
Por isso n�o interferi.
� habitual na �pera ou na vida, olhar para as pessoas...
quando lhes diz o quanto as ama.
Bem, eu... Estava nervosa, eu sei.
Mas n�o tem desculpa.
N�o estava nervosa. Estava com medo.
-Com medo de qu�? -Medo de rir.
Com medo de rir durante a m�sica. Por qu�?
-Da letra. -Rid�culo. A letra � um cl�ssico.
Tente dizer ao Sr. Betelli...
''Em tamanho e prece, eu viverei at� termos de partir.
Deixe que este presente lhe diga que vos amo para sempre.''
Tente olhar para o Sr. Betelli e cantar esta letra.
Mas ele � um grande artista. Pense nisso. Tanto faz a letra.
-Eu tentei, mas... -Olha, Prudence...
grandes tenores poucas vezes s�o jovens bonitos...
que sentem as letras das �peras. Se achar algum assim...
-me avise. -Obrigada, Sr. Iturbi. Boa tarde.
Iturbi � t�o seguro, t�o positivo. Queria provar que est� errado...
-ao menos uma vez. -Quando a noite vai caindo
Pode queimar Em poucos instantes
-� um tenor. -N�o na minha casa.
Tem vontade De te beijar
E te chama todos os dias
Mas � por l� que estuda e vive
Tem a noite no cora��o
E n�o pode repousar
Mas n�o me fa�a morrer
Que quer voc� de mim
Mamma mia, venha Me dizer por qu�
Esta vontade N�o me quer deixar
E n�o me fa�a morrer
Que quer voc� de mim
Mamma mia Poder te ver
Mamma mia Tanto te querer
Mamma mia Poder te beijar
Ah! Ah!
Mamma mia Tanto te querer
Ah! Ah!
Mamma mia Tanto te querer!
-Obrigado, Arty, obrigado. -Oi.
-At� logo. -Espere!
Assine a�. N�o cobro a mais pela can��o.
-Tem uma voz maravilhosa. -Obrigado.
-Devia fazer algo com ela. -Fiz. Fechei a �pera de Nova York.
N�o estou brincando. Estava em coma no coral dos soldados.
Levei oito semanas para conseguir o emprego. Cantei tr�s vezes...
Ganhei $38,00 para voltar para casa.
No dia seguinte voltei para o trabalho. Estava fechado.
Ainda n�o sei como descobriram que fui eu.
-Ent�o estudou? -Desde pequeno.
-Na It�lia? -Na ''Pequena It�lia'' com meu pai.
Miolo mole. Depois 2 anos em Boston com Beretti.
-E depois? -Fiquei com fome e criei ju�zo.
Voltei para a Filad�lfia, obtive um empr�stimo e comprei um caminh�o.
Desistiu de cantar?
N�o sei se eu desisti ou o canto desistiu de mim.
Diga-me. Gostaria de cantar para Jos� Iturbi?
Adoraria, mas ele gostaria de tocar para mim?
Muito, eu acho.
� uma garota maravilhosa, mas ficou com meu l�pis.
-Como entro em contato com voc�? -No restaurante da minha m�e.
''Mama Donnetti, na Rua 2. ''Ravioli, spumoni, minestrone.''
-Donnetti? -Johnny Donnetti.
-Eu sou Prudence Budell. -Prudence Budell?
� melhor eu ir, sen�o terei de cobrar hora extra.
Desculpe ter buzinado, mas � meio-dia...
e temos outros compromissos sociais.
Deixar a mercadoria, pegar um aquecedor de �gua...
e conversar com o cara sobre uma carga de ferro tudo antes das 14h.
-Ela tem uma boa conversa. -Uma mo�a interessante.
Ela disse que ia chamar Iturbi para tocar piano para mim.
Espero que seja quinta-feira, � minha folga de mordomo.
RESTAURANTE MAMA DONNETTI'S
� aqui.
-Ele � gar�om? -N�o.
� caminhoneiro.
Que est� tentando fazer? Me cansar, como sua av�?
-Espere ouvi-lo cantar. -Boa noite, me sigam.
� uma grande voz que est� sendo desperdi�ada.
Um outro sol
Mais belo ainda
� meu Sol
Ter voc� � frente
Houve um...
Lembre da cortesia profissional
� Sol meu
Ter voc� � frente
Ter voc� � frente
Que ouvido maravilhoso voc� tem. Bravo! Bravo!
-E que gosto! -Houve um engano.
Nisto concordamos. Bravo! Bravo!
N�o acha que est� exagerando? Johnny � jovem...
Muito obrigado, maestro. E obrigado a voc�, tamb�m.
Sou Adriano Lanetti. Cantei no Scala.
-Not�vel. -Claro.
-Obrigado, Sr. Lanetti. -Obrigado.
-Johnny est�? -Hoje, n�o.
-Aonde podemos ach�-lo? -No fim da rua, com os caminh�es.
Est� ficando tarde. Temos de ir para casa.
-N�o v�o comer nada? -N�o hoje � noite. Voltaremos.
Que pena! Obrigado, maestro. Muito obrigado.
Volte quando estiver com fome.
V� em frente.
Caminh�es Canford GI. Plant�o noturno.
Ol�, � Mary. Qual � o peso?
Vamos buscar j�.
Tommy, � o pr�ximo. Uma encomenda nas docas de carga Penzy.
-Leve ajuda. -Ok, obrigado, Mary.
Sente-se.
Vamos cantar ''Shaltering Palms.''
Legal.
L� entre as palmas Que nos abrigam
Querida me espere Querida me espere
Querida, n�o esque�a Que temos compromisso
Lembre-se que em outro lugar O sol se p�e �s oito
Meu bem Meu amor est� queimando
Meu cora��o est� Ansiando, ansiando
Para ficar entre as palmas Que nos abrigam
Oh, querida espere
Entre as palmas Que nos abrigam por mim
Me espere
-�timo, rapazes. -Muito obrigado.
Artie, � Jos� Iturbi.
Bem...
Toque, rapaz. N�o tenha medo.
Procuramos por Johnny Donnetti.
-Est� fora, trabalhando. -Est� fora? �timo.
Deve voltar a qualquer momento.
-Sente-se, maestro. -Obrigado, mas n�o.
-Pe�a que ele me procure amanh�. -Ele n�o far� isso.
-O qu�? -Acho que n�o tem tempo. Talvez...
Ele tem uma programa��o apertada amanh�.
Se � t�o ocupado, vamos esquecer de tudo.
Est� com sorte, maestro. Ele chegou.
Volto num instante, como um raio.
-Johnny, Iturbi est� aqui. -Com a orquestra ou sozinho?
-Com aquela mo�a. -Com a Budell?
Vamos, est�o te esperando.
Eu sei, um bando de homens est� me esperando...
para rirem da minha cara.
N�o � brincadeira. Est� l� com Mary e a turma.
-Venha! -Vou tomar uma ducha.
Mande que entrem e tragam a orquestra.
Ou�a, est�o l�. Venha, est�o l�.
� seu grande momento. Vamos.
Eu te mato. Venha, seu...
Estou cansado.
Achei que estava brincando.
-Sr. Donnetti, Sr. Iturbi. -N�o � f�cil de ser achado.
Desculpe, achei que Artie estava apenas dizendo...
-que o senhor estava aqui. -Vim ouvi-lo cantar.
-Veio? -O que quer que eu cante?
O que quiser.
Que tal ''Una Furtiva Lacrima''?
Sim, mas s� a �ltima parte.
Tudo bem.
Pronto? Tudo bem.
Num s� instante as palpita��es
De seu bom cora��o sentir
Os meus suspiros confundir
Por pouco, com seus suspiros
As palpita��es As palpita��es sentir
Confundir os meus Com seus suspiros
C�us, posso at� morrer
Mais n�o pe�o, n�o pe�o
�! C�us, posso
Posso at� morrer
Mais n�o
Pe�o
N�o pe�o
Posso at� morrer
Ah! Sim, morrer
De
Amor!
-Obrigado, maestro. -De nada.
Johnny, esteve sensacional!
-Eu n�o estava certa? -Ele � uma surpresa agrad�vel.
A voz tem qualidade e calor.
-E ele tem uma bela personalidade. -Pode us�-lo?
Se est� pensando nele para a �pera, esque�a.
N�o podemos usar dois iniciantes.
Desculpe, mas n�o se pode cham�-lo de iniciante.
Prudence, a voz � uma coisa...
mas no palco, ele pode parecer desajeitado e duro.
-Me pareceu muito � vontade. -Senti isso.
Com os amigos dele, ele est� bem.
Mas com um p�blico? Ele ficaria muito diferente.
-Fale com ele. -Certo.
Sr. Donnetti, j� trabalhou em concertos?
S� no ex�rcito. Shows de tropas.
Ele arrasou. Ficaram de p� para aplaudir.
Ficaram de p� porque n�o havia quase cadeiras.
Podia apresent�-lo em um de seus concertos.
Para ver como se sai na frente do p�blico.
Ficar� surpreso, eu garanto.
Garante? �timo.
Rapaz da Filad�lfia. Talento local.
-Abigail gosta disto. -Gosta.
-Acho que tudo bem. -Maravilha! Com licen�a.
-Tem empres�rio? -Sou eu. Perd�o.
Glenson. A.G. Arthur Glenson.
Tem um empres�rio.
Certo, leve seu artista ao New Symphony Hall...
-s�bado de manh�, �s 10:00h. -Meu artista estar� l�.
-Bom dia, Prudence. -Desculpe...
tem mais uma pergunta...
para esta apresenta��o, n�s pagamos ou o senhor nos paga?
Um bom empres�rio. N�s lhes pagamos.
-E quanto? -200.
-250 pelo concerto. -Est� satisfat�rio.
S�o 400 pneus para meu caminh�o. Obrigado.
-Agrade�a a ela. -Srta. Budell...
-tentarei n�o envergonh�-la. -N�o vai, Johnny. Tenho certeza.
Preciso ir, sen�o o Sr. Iturbi lhe cobra hora extra.
-Adeus, senhores. -Adeus.
-Tchauzinho, Jos�. -Tchauzinho.
Sr. Donnetti, fechamos neg�cio.
N�o, enquanto ele est� rezando.
Mas no telefone, ele mandou subir.
-Sou o pai de Johnny Donnetti. -Eu, a m�e.
Entrem, por favor.
Sr. Iturbi.
Ol�, Sr. Donnetti. Sra. Donnetti.
Maestro, � duro para mim seis andares.
-Fico sem ar. -Subiram a p�?
Seis andares, mama n�o gosta de elevadores.
Bem-vinda, cara senhora. � uma honra para mim.
Queremos agradecer pelo que est� fazendo por nosso filho.
E quando a mama agradece � com um minestrone.
-Um pouquinho. -N�o, minestrone?
Oh, magn�fico. Milagroso mesmo!
-Posso lhe ser �til? -Procuro Johnny Donnetti.
Ei, Donnetti, uma garota!
-Mande-a para c�. -Por l�, mo�a.
Ficou presa? Aconteceu com minha irm� ca�ula, uma vez.
N�o percebi e pisei na grade.
Pare, n�o abaixe o p�, sen�o rasga a meia.
Chegamos.
-O que faz por aqui? -O Sr. Iturbi me mandou.
O concerto foi cancelado?
Pelo contr�rio.
Que bom! Meu pai n�o dormiu a noite toda de empolga��o.
Meu empres�rio, est� procurando um terno para eu me apresentar.
Quase foi parar na Esta��o da Pensilv�nia.
O Sr. Iturbi quer que pratique isto imediatamente.
Come�o assim que fizer a �ltima entrega.
-''Celeste Aida.'' -O Sr. Iturbi disse que...
Celeste Aida
Forma divina
M�stica...
21� CONCERTO DIRIGIDO POR JOS� ITURBI SOLISTA E MAESTRO
Onde est� Prudence? Pare de mascar esse chicl�.
Achei que seria f�cil, mas toda esta gente!
Lembre de quanto significa para voc�...
para o Sr. Iturbi. Bem, para todos.
N�o se preocupe por estar nervoso. � tradi��o.
-Obrigado. -Senhoras e senhores...
hoje tenho uma surpresa.
Um jovem com uma bela voz de tenor.
Um homem de sua cidade. John Donnetti...
que vai cantar ''Celeste Aida'' de Verdi.
Senhoras e senhores, eu lhes apresento o Sr. Donnetti.
Esperamos para ouvir o caminhoneiro de Iturbi ou...
-sa�mos antes da agonia come�ar? -Eu fico.
Celeste Aida
Forma divina
M�stica coroa
De luz e flores
De meu pensamento
Tu �s rainha
E de minha vida
�s o esplendor
Teu belo c�u Gostaria de te restituir
Bem como as doces brisas De teu p�trio solo
Uma coroa real
Colocar-te sobre a fronte
Erguer-te um trono
Perto do Sol
Ah!
Celeste Aida
Forma divina
M�stico raio
De luz e flores
De meu pensamento
Tu �s rainha
E de minha vida
�s o esplendor
Teu belo c�u Gostaria de te restituir
Bem como as doces brisas De teu p�trio solo
Uma coroa real
Colocar-te sobre a fronte
Erguer-te um trono
Perto do Sol
Um trono perto do Sol
Um trono perto do Sol!
Bravo!
Bravo!
Bravo! Bravo!
Sou o empres�rio dele.
Entre.
Obrigada, Prudence.
-O tenor n�o esteve �timo? -Muito. Fiquei feliz por voc�.
-Por mim? Por qu�? -Provei minha teoria para Iturbi.
Por mais que finja, est� interessado em jovens artistas.
Entendo o que quer dizer.
-Viu o que fiz hoje por... -Donnetti.
-Sabe como o achou? -Sei.
Dirigindo um caminh�o.
Se fez isso com ele em t�o pouco tempo...
pense no que ele pode fazer por voc�.
Sim, entendo. Boa noite, vov�.
Boa noite. Obrigada pelo ch�, Prudence.
E quando eu lhes disse
Como � linda
Eles n�o me acreditaram
Eles n�o me acreditaram
Seus l�bios, seus olhos Seu rosto, seu cabelo
Est�o numa classe Al�m da compara��o
� a garota mais ador�vel
Que algu�m pode ver
E quando eu lhes disser
E certamente lhes direi
Que sou a garota cujo
Garoto voc� ser� um dia
Eles nunca me acreditariam
Eles nunca me acreditariam
Que deste mundo imenso
Voc� me escolheu
E quando eu lhes disse
Como � maravilhoso
Eles n�o me acreditaram
Eles n�o me acreditaram
Seus l�bios, seus olhos Seu rosto, seu cabelo
Est�o numa classe Al�m da compara��o
� a garota mais ador�vel
Que algu�m pode ver
E quando eu lhes disser
E certamente lhes direi
Que sou o homem cuja garota
Um dia voc� ser�
Eles nunca me acreditariam
Eles nunca me acreditariam
Que deste mundo imenso
Voc� me escolheu
-Como foi? -Magn�fico.
Todos com trajes de gala. S� figur�es.
As Budell no camarote.
Quem � algu�m na Filad�lfia estava l�. Adoraram.
Bom dia, bom dia, bom dia.
Escravos, voltem aos ve�culos.
N�o pensem, escravos que n�o sei o que � trabalhar para viver.
J� fui caminhoneiro nos velhos tempos.
Os velhos tempos nunca voltar�o... espero.
-D�em uma espiada nele. -Uma flor na lapela.
Parece que est� pronto para ser enterrado.
Tudo bem. Podem parar. Voltem a seus servi�os.
-Onde est� o Johnny? -Dormindo.
O Pai Donnetti quase me mata quando sugeri...
acordar o artista.
Artie, que achou de ontem?
Est� chegando l�, seguindo sua estrela.
Voc�s dois est�o.
Lembra a loucura que foi na noite que nos apresentou.
Ele ficou t�o sem jeito.
Voc� tamb�m estava meio louca naquela noite.
Receio que sim.
N�o fiquei feliz por ele. S� se eu desse essa sorte.
''Sua voz � rica e cada tom � verdadeiro.''
Ele que tente ''Faustus'' para ver se a voz � verdadeira.
Continue.
-''Ele tem uma boa presen�a.'' -Que significa isso?
Que ele fica bem no palco. � agrad�vel.
Continue.
''O p�blico de Donnetti aplaudiu e...''
-Que foi? -Est�o prontos para o seu ensaio.
Betelli ir� quando estiver pronto para eles.
Continue.
''Guido Betelli estava na plat�ia.''
''Filad�lfia tem sorte de ter dois grandes tenores.''
''Dois grandes tenores?''
N�o vou passar o dia aqui ouvindo estas besteiras.
''Dois grandes tenores?'' S� h� um Betelli! Lembre-se!
-Bom dia. -Bom dia.
Acho que vamos come�ar com um dueto.
-Sr. Betelli, do lado esquerdo. -Eu sei.
Por favor, senhores.
Ir�o a teu encontro Com a brisa
Os meus suspiros ardentes
Ouvir�s atrav�s do mar Que murmura
O eco de meus lamentos
Lembrando que eu De gemidos
Me alimento, e de dor
Derrama uma l�grima Amarga
Sobre este compromisso De amor
Ah! Sobre este Compromisso de amor
Ah! Sobre este Compromisso de amor
Este compromisso De amor
Por favor, parem!
-O que � agora? -Precisa olhar para mim.
N�o est� cantando para um caminhoneiro.
E os m�sicos n�o est�o tocando para um caminhoneiro. Lembrem-se.
Deve olhar no fundo dos meus olhos.
A letra significa: ''Eu te amo para sempre.''
-Sr. Betelli! -''Eu te amo para sempre.''
-Sr. Betelli! -''Eu te amo para sempre.''
Sr. Betelli.
-Sr. Betelli. -Sim, maestro...
-estou pronto para come�ar. -Est�? Eu n�o.
Pemberton?
Diga para a orquestra fumar.
-Sr. Iturbi. -Calma, Prudence.
Quero falar com voc�, Abigail.
-Sr. Pemberton! -Senhor?
Vim aqui ensaiar, insisto no ensaio.
Est� no meu contrato.
O Sr. Iturbi n�o consta do seu contrato.
Insisto em ensaiar!
Insiste? Fique por aqui, garot�o, vamos ensaiar.
-Com voc�? -Claro.
Idiota. Agora me ofendi.
Empres�rio incompetente.
Sr. Pemberton!
Sr. Pemberton!
Sr. Pemberton!
Sr. Pemberton! O Sr. Betelli est� bravo.
Deve dar um jeito. Agora.
Todos est�o impressionados com o tal caminhoneiro.
Tocam para Betelli como se fosse para um batizado.
-Mas v�o me procurar. -Sim, senhor.
-V�o lutar! -Est�o vindo, senhor.
V� embora, n�o atendo ningu�m!
Mandei ir embora!
N�o ouviu? Eu disse para...!
� incr�vel que possa ficar t�o calmo.
Eu n�o estou calmo!
-Est�. -N�o estou calmo!
Est�, sim.
Se essa trag�dia fosse comigo, se eu fosse o grande Betelli...
eu quebraria coisas. Assim...
assim.
Arrancaria as cortinas. Pisaria nelas...
como numa dan�a.
Rasgando-as sob a sola dos meus sapatos.
Ficaria enlouquecido. Precisaria de ar.
Teria uma crise de temperamento. Temperamento!
Sairia de minhas orelhas, do meu nariz.
Eu faria do caminhoneiro, o meu monumento!
Nunca esqueceriam que ofenderam um grande artista!
Fora! Fora! Isso iria pro espa�o!
-Importa-se em me ajudar? -De modo algum.
Um, dois.
Bom garoto.
Eu deixaria o lugar inteiro em ru�nas.
Fora daqui. Uma amostra da minha retribui��o!
Como ousam fazer isso com o grande Betelli?
Com o lindo Betelli.
Para fora! Como ousam?
Quem eles pensam que s�o?
-Eu n�o faria isso. -Cale a boca.
-O grande Betelli. -Gostei disto.
Gostou? �timo.
Deixa comigo.
-E para o ''crescendo'', eu... -N�o.
-Que foi? -D� azar quebrar espelho.
-Por quanto tempo? -7 anos.
Seria meu �ltimo protesto, ao pedir demiss�o.
-Pe�o demiss�o. -�timo.
-Eu rasgaria meu contrato. -Vou rasg�-lo.
-Agora? Neste minuto? -Sim.
-Sem espera? -Sim.
Cansei da Filad�lfia.
Cansei deste papo de ''amor fraterno.''
Cansei de amadores.
De jornais.
E j� cansei de voc�.
Saia! Saia! Saia!
Quebrou tudo. Veja o que fez! Magn�fico!
Senhor, eu o sa�do.
-Betelli... -Est� me dando nos nervos.
-� insuport�vel. -N�o diga isso, Jos�.
-� muito legal. -O qu�?
Acaba de rasgar o contrato.
-�timo. Chame Melchior. -Est� comprometido.
-E Lanetti? -Est� em turn�.
Johnny Donnetti n�o est� comprometido.
-Que tal Donnetti? -Besteira!
Sabe que estudou. E tem uma bela voz.
Tem boa presen�a e � jovem...
-e � da Filad�lfia. -� da Filad�lfia.
Grande recomenda��o para advogados ou pessoas que fazem torresmo...
mas n�o se aplica necessariamente a cantores de �pera.
-E adoro torresmo. -Admita que tem boa voz.
Claro que tem. Para dois solos de 6min.
Mas uma �pera dura 2 horas. Ele n�o est� pronto. Precisa de treino.
-Pode prepar�-lo. -Estou te preparando.
-Pode nos preparar juntos. -Por que n�o?
Quer participar tamb�m?
Prudence, pe�a que nos tragam ch�, por favor.
Abigail, antes do ch� e da conversa mole...
-aviso que... -N�o haver� conversa mole.
Sente-se.
-Como conseguiu? -At� que foi simples.
Jos� sempre diz n�o, n�o, n�o.
E depois de um tempo, muda de id�ia.
Posso contar ao Johnny?
Por que n�o? Voc� que est� apaixonada por ele.
-Estou apaixonada por ele? -Repita.
-Estou apaixonada por ele. -Uma cantora de �pera...
pode se apaixonar por um tenor, um compositor...
um bar�tono ou um maestro.
Que bom que escolheu um tenor. Precisamos de um.
-V�, voc� �... -Uma mulher extremamente pr�tica.
-Johnny Donnetti est�? -Acho que n�o.
Oi, Srta. Budell.
Ele trabalhou ontem � noite, acho que n�o acordou ainda.
Costuma me telefonar quando acorda.
Sente-se.
Os garotos deixam graxa em todo canto.
Todos os motoristas s�o t�o pouco convencionais com Johnny?
N�o. Quebraram o molde depois de faz�-lo.
Com certeza. Na outra noite, ele fez furor no meu bairro.
Chegou com um bando de m�sicos e cantamos um dueto. � meia-noite.
Esse � o Johnny. Vou contar o que aconteceu em Visbaden.
Meu chefe estava de cama com gripe...
e fiz a bobagem de contar para o Johnny.
Trouxe um coral na ambul�ncia e cantaram...
''I've Been Working on a Railroad'' at� a pol�cia chegar.
-Terminaram a can��o na cadeia. -� a cara do Johnny.
De uma coisa eu tenho certeza...
nossa vida n�o ser� chata.
Ele pode nunca dizer, mas est� grato...
ambos estamos gratos.
Obrigada, mas sua gratid�o deve ser com minha av�...
-e com o Sr. Iturbi. -Oh, n�o, voc� que come�ou.
Querem que ele cante na nova �pera.
Na �pera?
� seu sonho.
Dizia: ''Vou cantar �pera um dia...
e por mais gente que haja, cantarei s� para voc�.''
Isso vai deix�-lo nas nuvens.
Srta. Budell, deixa que eu conte para ele?
Claro, voc� que deve lhe contar.
Se pudermos fazer algo por voc�, ligue-nos.
Obrigada. At� logo.
''Querido Johnny, sou uma amante da m�sica...
h� anos. Por favor, me mande uma foto sua...
quando o correio chegar, e escreva algo de sua vida...''
Tenho novidades.
Sabe quem acaba de sair da garagem? A Budell e a av�.
Foram embora neste instante.
-Essa � a novidade? -N�o, voc� vai cantar na �pera.
-Vou o qu�? -Querem voc�, o Sr. Iturbi quer.
Foi o que disseram. Ela disse, a garota Budell.
Est� tudo resolvido. Querem v�-lo imediatamente.
V�o faz�-lo um astro da �pera.
Eu sabia disto. Sabia que um dia...
-Foi a melhor not�cia que recebi. -Maravilhoso.
Tchau, pessoal, tenho de voltar ao escrit�rio.
Preciso acreditar.
N�o acreditei quando ela disse que Iturbi tocaria para mim. E tocou.
Viu Johnny... todo o trabalho duro, todo o estudo valeu, afinal.
Sim, tudo o que faremos agora.
Donna, vai para uma boa escola e ser� uma estilista!
-N�o sei o que dizer. -N�o diga nada.
Mama, n�o ter� mais que lavar pratos...
cozinhar, ter restaurante. Vai ser uma dama.
Estou t�o feliz por voc�.
Olhe, todas est�o chorando!
Por que est�o chorando?
� uma hora feliz.
-Desculpe. -� minha culpa.
Trouxe a caixa para lhe agradecer.
Foram a minha av� e o Sr. Iturbi.
Tamb�m, mas voc� � minha estrela da sorte.
No dia que trouxe uma caixa aqui, voc� mudou minha vida.
Madame Bouget e eu est�vamos ensaiando.
-Isso mesmo. -Vou sair.
S� queria dizer que estou grato, meu pai, minha m�e...
Rosita, Donna e Peanuts est�o gratos.
E agora que vou embora, Madame Bouget est� grata.
Eu estou grato.
-Prudence, que foi? -Nada. Vamos tentar de novo.
Muito bem.
-Nunca mais fa�a isso. -Por qu�?
Pode cair e machucar as am�gdalas.
CAMINH�O � VENDA
PROCURAR JOHNNY DONNETTI OU SEU EMPRES�RIO
�PERA
ABIGAIL CONTRATA JOVEM LOCAL ENSAIOS COME�AM J�
DO CAMINH�O PARA A �PERA
Aquelas alegres jovens
Pareceu invejar...
Estava bom, mas vamos fazer de novo.
Agora, sorria. Vamos, sorria.
Melhorou. E se solte. Ande um pouco.
-Vamos tentar de novo? -Sim, maestro.
Senhores, do come�o.
Rouxinol
Oh, rouxinol
Doces s�o suas can��es
Oh, rouxinol
Deixe que
Eu lhe diga isso
Cante uma can��o
Ao nascer do dia
Rouxinol, oh, rouxinol
Cante uma can��o Ao nascer do dia
Rouxinol, rouxinol
Voe para ele, para ele
Meu amor
Bravo! Muito bom! Muito bom! Senhores, por favor.
Como vai, Srta. Budell?
-Oi, Artie. -Pode me tocar.
Isso tudo � seu e est� selado.
-Seu contrato. -Contrato?
''Mama mia'', vamos comemorar � noite!
-E que comemora��o! -Espere um pouco!
Antes de combinarem qualquer ''festa''...
n�o acha que devia espiar o conte�do?
Deixe para o papai.
-Quem �? -Johnny.
Lamento, mas n�o pode entrar agora.
� noite vamos comemorar. Mama, papa, Rosina...
Donna, Peanuts, e um convite para quem tornou tudo isso poss�vel.
A assinatura do meu contrato. A que horas posso busc�-la?
Sinto muito, tenho um encontro � noite.
Parece que tem encontros todas as noites.
Acha isso bom para sua carreira ou a minha?
N�o se preocupe mais com sua carreira.
Venha, n�o deixe o maestro esperar.
Voc� tamb�m.
Tente vir, mesmo que seja tarde.
Vamos deixar uma luz na janela para voc�.
Assine, antes que o papa o gaste de tanto ler.
Leu, pai?
Cada palavra. � maravilhoso. � um verdadeiro artista.
-� o que dizem a�. -Que mais diz?
Isso n�o basta?
-Claro, papa, � o bastante. -Claro.
FECHADO HOJE OCASI�O ESPECIAL
S�o 3 horas
Da manh�
Dan�amos toda a noite
As luzes logo v�o se apagar
Tudo em sua homenagem
Eu poderia continuar dan�ando
Para sempre aqui Com voc�
Que ''festa'', � magn�fico!
Estou extremamente feliz. E estou feliz por Giovanni.
Traduzindo � Johnny, voc�.
Estou feliz por voc�. Feliz por mama e papa.
Mas estou com pena de mim. S� um pouco.
Quem est� chorando � a bebida.
Quer que diga por que estou com pena de mim?
N�o conto.
N�o conto para ningu�m. � confidencial.
� minha bomba at�mica.
Ficar� trancada no fundo do meu cora��o.
No fundo do meu cora��o! Um bom t�tulo de can��o.
Vou pedir que Jos� componha a melodia.
-Ele vem mais tarde. -�timo. Consulto-o...
-quando ele chegar. -A Budell vem?
N�o. Tinha um encontro.
N�o vou aborrec�-la com minha tristeza se dan�ar comigo.
Que horas s�o, Louie?
24:05h.
-J� deve ter chegado em casa. -Quer alguma coisa?
Rapazes, chegaram na hora!
Venham comigo.
Sim, eu sei que est� Muito acima de mim
Eu sei, eu sei, eu sei
Sonhar
� rid�culo de minha parte.
Eu sei, eu sei, eu sei
Tenho poucas chances Me dizem
E que sou louco
Por desej�-la tanto
Mas ainda assim
Um dia vai me amar
Eu sei, eu sei
Eu sei
Tenho poucas chances Me dizem
E que sou louco
Por desej�-la tanto
Mas ainda assim
Um dia vai me amar
Eu sei, eu sei
Eu sei
-Foi muito bonito. -Obrigado.
-A Srta. Budell ainda n�o chegou? -Ela foi dormir cedo hoje.
N�o saiu?
Foi para o quarto logo depois do jantar.
-Ent�o est� em cima. -Sim, senhor.
Vamos cuidar disto.
N�o � melhor voc� descer dar um beijo de despedida...
para o concerto terminar?
-N�o, vov�. -Que foi?
Cansei de ser feita de trouxa.
Achei que estava apaixonada por ele.
Estava at� saber que vai se casar com outra.
-Quando soube disto? -Quando fomos � garagem.
-Ela trabalha l�. -Ent�o deve dizer para ele.
Nunca mais quero v�-lo, nem falar com ele.
Vou cantar com ele e s�.
N�o vou deixar que a use, nem a mim.
Fez isso pela �ltima vez.
V� para a cama. Eu cuido disso.
Mas ainda assim
Um dia vai me amar
Eu sei, eu sei...
Eu sei
-Ol�, Sra. Budell. -Terminou a serenata?
Espero n�o t�-la acordado.
-Se acabou, � melhor que se v�. -Est� brava com alguma coisa?
-� melhor que se v�. -Qual � o problema?
-Voc�. -Eu?
-Vou falar com Prudence. -N�o precisa.
-Ela pediu que eu o atendesse. -E pedir para que eu me v�.
-E pedir para que se v�. -Tem certeza?
Prudence sabe de seus planos de se casar com outra.
-O qu�? -A garota lhe contou tudo.
-V� e n�o seja dif�cil. -N�o quero ser.
Hutchins, acompanhe o Sr. Donnetti.
N�o ser� necess�rio. Boa noite, Sra. Budell.
Importa-se, Artie?
Mary, pretende se casar comigo?
Que jeito de pedir a m�o!
Mas nunca faz nada como os outros.
Quero casar com voc� h� tanto tempo!
O que fazem aqui?
� uma festa, devem ficar com seus amigos.
''Mama mia, mama mia'', N�s vamos nos...
''Mama mia''? Vai se casar com meu filho?
Estou t�o contente por voc� e por voc�, tamb�m.
Vamos contar a todos. Faremos duas comemora��es.
Venha!
Por favor, pessoal. Pessoal, por favor.
Parem a m�sica. Vinho para todos!
Ol�, maestro! Chegou na hora certa.
O que est� acontecendo? Do que se trata?
Vinho. Uma ocasi�o muito especial.
Beba pela sorte.
Johnny e Mary v�o se casar.
Parab�ns! Vai se casar?
Parab�ns, Johnny.
-Oi, Artie. Bom dia, maestro. -Bom dia.
-Bom dia, Sra. Budell. -Bom dia.
Quero falar com a senhora num lugar privado.
N�o h� tempo. O ensaio come�a �s 10:00h.
-N�o vou ensaiar. -Como assim?
Comprei meu caminh�o de volta.
Isso n�o � de interesse da minha av�.
Talvez n�o entenda. Estou me demitindo.
-Mas n�o pode fazer isso. -Achava que consegui o emprego...
porque gostava de como eu canto.
Se n�o for assim, n�o quero o emprego.
Entendeu, n�o, Sra. Budell?
Sr. Donnetti, s� quero dizer uma coisa.
Diga para a sua av�.
Obrigado, maestro.
Venha, temos um monte de coisas para fazer.
Sr. Pemberton, se quiser mudar um piano de Iugar...
Ligue para n�s.
Vamos adiar a �pera. Podemos fazer isso, n�o?
N�o, vov�, por favor.
N�o podemos continuar sem um tenor.
-Pode conseguir um. -� praticamente imposs�vel...
a esta altura da temporada. E pouco tempo para ensaiar.
Por favor, n�o podemos adiar a estr�ia!
Por que est� t�o determinada?
Temos de lhe mostrar que nos viramos sem ele.
-Consiga um tenor. -Qualquer um?
-Sim! -Certo.
Chame Guido Betelli.
Ir�o a meu encontro Com a brisa
Os teus suspiros ardentes
Ouvir�s atrav�s do mar Que murmura
O eco de meus lamentos
Lembrando que eu De gemidos
Me alimento, e de dor
Derrama uma l�grima Amarga
Sobre este compromisso De amor
Ah! Sobre este Compromisso de amor
Ah! Sobre este Compromisso de amor
Este compromisso De amor
Eu parto!
Adeus!
Lembra, nos une o c�u
Adeus, amor!
Bela! Bela!
Obrigado, senhores. At� amanh�.
Obrigado. � s� por hoje.
Bela. Isso quer dizer, linda, linda.
Mas foi descuidada. Desviou o olhar tr�s vezes.
Desculpe.
H� alguma raz�o de n�o poder me olhar enquanto canta?
N�o, senhor.
Vou ajud�-la na ''cadenza'', vou vir�-la um pouquinho...
para ficar sempre � sua frente.
Fa�a o que fizer, eu concordo.
-Bela. -Obrigada.
Claro que a voz dela � tecnicamente perfeita...
-mas sabe o que falta. -Esquecer� do Johnny.
� o que pensa. � uma otimista.
Conhe�o as mulheres da minha fam�lia.
-Todas teimosas. -Firmes.
Entre!
-Gostou do ensaio? -Esteve �tima.
Obrigada.
-Est�vamos falando nisso. -Betelli � uma grande ajuda.
Acha?
Agora vejo a diferen�a entre um amador e um profissional.
� muito experiente.
Betelli lida perfeitamente com as transi��es.
Eu sei.
-� t�o seguro! -Sem d�vida.
Sua voz � t�o exata. � �timo trabalhar com ele.
Est� ficando gripada?
Acho que n�o.
Pe�a para Madame Bouget borrifar sua garganta.
Abigail, lembra da hist�ria do toureiro?
-Ela ainda o ama. -Tem um em sua fam�lia.
Faria tudo pela felicidade dela.
Muita gente aqui est� ficando gripada.
-Boa noite, madame. -Boa noite. E Prudence?
Disse que est� com dor de cabe�a. N�o vir� jantar.
Vir�. O Sr. Iturbi vem jantar aqui.
Muito bem, madame.
Tenho novidades. Vou cancelar a 1� �pera.
-Betelli est� doente? -N�o, voc� que est�.
E est� cansada da �pera e de mim.
-Nunca me senti melhor. -Quem pensa que engana?
-N�o quer continuar. -Quero, sim.
Mais que tudo na vida.
Tudo para se vingar de Donnetti?
-Em parte. -� tudo.
Tem mais.
Quero provar que n�o se enganou...
quando disse que eu podia ter uma carreira na �pera.
Quero terminar o que comecei.
Sou uma Budell tamb�m. Lembra, vov�?
Teimosa, n�o �? Bem, eu desisto.
O que quer?
O Sr. Iturbi ligou que n�o poder� vir jantar.
Tudo bem.
Mande uma aspirina, estou com dor de cabe�a.
Estou come�ando a ficar com uma, tamb�m.
-Jos�, o que tem? -Nada.
-Est� preocupado. -N�o, nada, nada!
N�o me engana. Eu te conhe�o muito bem.
Quando meu irm�o toca com esta cara, algo est� errado.
-Por favor, Amparo! -Bem, Jos�...
� s�rio. � um fracasso!
Primeiro Abigail quer ter uma Cia. de �pera.
Depois me passa sua neta Prudence...
e ainda contrata Betelli.
Prudence acha Johnny e tudo est� perfeito.
Mama Donnetti e Papa Donnetti est�o contentes.
E eu estou contente.
Mas, de repente, Johnny n�o quer mais cantar.
E quer voltar ao seu caminh�o.
�timo. Vamos terminar, Amparo.
Espere, Jos�!
Sempre que acontecia algo ruim, voc� dava um jeito.
Justin, meu casaco e a sopeira dos Donnetti.
Sim, senhor.
Obrigado, Amparo.
-Oi, papa. -Ol�, maestro.
Estou para devolver isso h� semanas.
-Quer mais minestrone? -N�o seria ruim.
-E n�o seria bom. -Que acontece com o minestrone?
-Mama. � o que acontece. -Ela n�o est� mais cozinhando?
Claro, mas quando est� preocupada, n�o fica bom.
-Est� preocupada com o qu�? -Com Rosina.
-Que h� com Rosina? -Est� preocupada com Donna.
-Que h� com Donna? -Est� preocupada com Artie.
Artie? Aconteceu algo com ele? Artie est� preocupado com Mary.
Mary? A namorada de Johnny? Aconteceu algo com eles?
Mary est� preocupada com Johnny.
Que h� com Johnny?
Johnny est� preocupado com a Srta. Budell.
-Sente falta da �pera. -N�o � a �pera.
Vai se casar com uma garota que n�o ama.
Seu sorriso � falso. Ningu�m est� feliz.
-Johnny est�? -Est� na cozinha.
-Vou ver a mama. -Est� na cozinha, tamb�m.
Maestro, n�o tome o minestrone.
-Massa, por favor. -Certo. Mas n�o est� boa.
-Boa noite. -Mama vim devolver a sopeira.
-N�o precisava se incomodar. -N�o foi inc�modo.
Estava delicioso. Que cheiro bom!
Obrigada.
-Faz sopa de arroz? -N�o acho que possa, maestro.
�timo. Come�a com arroz em casca.
-Arroz em casca? -Depois, voc�...
-Est� bravo comigo? -De modo algum.
-Depois p�e... -Nem me olhou.
Desde que saiu da �pera, n�o temos assunto algum.
-Depois corta... -Sabe por que desisti, n�o?
Por que n�o valorizou o que tinha.
Recebeu um grande dom e a chance de us�-lo.
Podia alegrar o mundo, fazer as pessoas felizes.
Mas s� pensou em voc�.
Poderia ter facilitado as coisas para sua m�e.
Poderia realizar os sonhos do seu pai.
E deixar suas irm�s fazerem o que queriam.
N�o. Era mais importante fazer o que voc� queria.
Certo, fez. Ent�o, esque�a.
-Espere... -Depois corta o frango...
-E o meu lado da hist�ria? -O que tem?
N�o pedi o emprego. E n�o fiz ningu�m de bobo.
Estava cuidando da minha vida, e me divertindo.
Tinha meu caminh�o e uma garota que pensava amar.
Fui levado �s nuvens e tiraram meu tapete.
-Acha f�cil eu voltar as origens? -Desistiu.
Depois da coroa me expulsar da casa claro que desisti.
N�o quero ver, nem saber delas nunca mais.
Desculpe. Acho que n�o entendi o que aconteceu.
Mama, volto qualquer dia destes e faremos a sopa. Tudo bem?
-Claro. -At� logo.
Boa noite.
Maestro, estou feliz do senhor ter vindo.
Eu tamb�m, papa.
Ele mexeu comigo.
Johnny, vamos dar uma volta.
Quero olhar aquelas vitrines de m�veis de novo...
e ver aquelas cozinhas.
N�o vamos ver vitrines hoje.
Vamos dar uma volta no quarteir�o e falar de voc�...
e de mim.
Pobre Mary.
Acho que vou chorar.
Tudo bem, e chore por mim, se tiver mais l�grimas.
-Sente pena de Mary, tamb�m. -Sinto pena de todos.
Vi o que ela fez.
Ela vai devolver a alian�a.
-Mas pode mudar de id�ia. -Acha poss�vel?
Isso que me preocupa.
Para onde foi o Johnny?
Foram dar uma volta r�pida, eu espero.
Acha bonito o que ele disse na frente de Mary?
N�o podia, mas ele fala demais.
-Puxou da m�e. -De mim?
Ouviu o que ele disse de mim?
E quando disse: ''Parem a m�sica''.
Acha que geladeiras s�o avi�es?
Mas deu Johnny para Mary e ele ama a Srta. Budell.
-E Artie ama Mary, certo? -Certo.
Eu fiz isso? Eu fiz isso?
Voc� fez isso. E Johnny n�o foi o pior.
Quando o Sr. Iturbi veio aqui...
Johnny o tratou como se fosse um mec�nico.
Vou falar com ele e dizer o que � cortesia profissional.
-V� atr�s dele. -Mas ele saiu com Mary.
-Mande ele voltar aqui. -Papa, eu n�o acho...
Por favor, uma vez deixe que eu pense.
-Mande Johnny voltar. -E a Mary?
Se n�o sabe o que fazer com ela, � mais tonto que a mama.
-Anda logo! -Certo, agora sim!
-N�o quero que fa�a isso. -N�o me importa...
o que quer que eu fa�a.
Como sabe que ele ama a Srta. Budell?
Por que n�o sou t�o cego quanto voc�.
N�o diga que sou cega. Ele odeia a Srta. Budell.
-Ele n�o a odeia. -N�o quer falar com ela.
-N�o quer falar com ela? -N�o quer v�-la.
-N�o quer v�-la? -N�o quer ouvi-la cantar.
N�o quer ouvi-la cantar?
PRINCESA
Abigail, como est� a nossa estrela?
Sua sa�de est� �tima. O problema � outro.
Deve cair de cara no ch�o.
N�o se preocupe, ela vai estar bem.
Sabemos bem o que �.
Est� fria como gelo. Sem tremores, sem nervoso...
sem crise de temperamento e � noite de estr�ia.
Vai cantar como uma debutante e cair em desgra�a.
-Est�o bonitas? -Maravilhosas.
-Escreveu o cart�o? -Claro. Est� aqui.
Dentro da caixa.
Vou cham�-la. Me d� um minuto.
-Prudence, sou eu. -Entre.
-Como se sente? -Bem.
�timo. Sabe o papel, est� com a voz boa...
vai se sair muito bem hoje.
-Principalmente com Betelli. -N�o se preocupe com ele.
S� se olhar para ele sem rir.
J� superei isso.
Entre!
Para a senhorita. Acabam de chegar.
-Obrigada. -Boa sorte.
-Que lindas flores! -Maravilhosas.
''Tenha toda a sorte do mundo.'' Quem ser� que mandou?
Que tem atr�s?
''Vai precisar. Johnny Donnetti.''
Que cara de pau! Como ousa me escrever isso?
-Nada profissional. -Como ousa me mandar rosas?
-Por favor! -Quer me aborrecer!
N�o se aborre�a. Tem uma apresenta��o hoje.
� o que penso dele.
Se ele estivesse aqui pegava as fIores...
e batia na cabe�a dele.
Sinto muito, por favor, n�o se aborre�a.
Eu o odeio! Eu o odeio!
Eu o odeio!
Espero n�o ter que segurar a cortina.
-Falta meia hora. -Olhe o que estou vendo.
Johnny, que bom v�-lo.
Meu pai me mandou lhes desejar boa sorte.
Entendo. Obrigado. Mas n�o posso deixar que a veja agora.
Est� transtornada. E n�o seria bom.
-�timo. Conseguiu. -Deu uma trabalheira.
Sinto muito. Sinto muito.
N�o se preocupem. N�o se preocupem.
Obrigado.
-Tome os sapatos. -Obrigado.
Esta roupa n�o � minha! Saia! Saia!
Saia! Saia!
O que acha que est� fazendo, seu idiota ?
-Saia. -Espero aqui.
-Qual � o problema? -Qual � o problema?
Esta roupa que � o problema.
Que desgra�a!
N�o caiu muito bem.
Que pensam que sou? Um an�o?
-� um an�o grande. -N�o vou usar isso.
Grave minhas palavras. N�o vou usar isso.
N�o posso usar estes trapos.
N�o vou usar, est� me ouvindo?
N�o vou tolerar isso! � demais!
Ouviu? Demais!
� incr�vel como consegue ficar calmo.
N�o estou calmo!
N�o se respeita Betelli neste lugar.
-N�o fique bravo. -Estou bravo.
-N�o est�. -Sim, estou.
Eles tamb�m v�o ficar bravos, n�o saio daqui.
Deixe que comecem sem mim e que esperem.
Se tal trag�dia me acontecesse, se eu fosse o grande Betelli...
eu quebraria coisas. Assim, quebre.
Muito bem! Arranque as cortinas.
Agora pise nelas. Dance sobre elas.
Esmague-as sob seus sapatos.
Agora, fique empolgado. Precisa de ar.
Eu faria da destrui��o o meu monumento.
Nunca esquecer�o que ousaram ofender um grande artista.
Isso vai para o beco.
Excelente.
Me provoquem!
O amor � m�sica
Se eu fosse dan�ar
A can��o sempre estaria
Nas asas da primavera Em toda parte
Can��es, can��es
Desde de manh�
Se dormir para sempre
Nunca deixarei de sentir Emo��o pela melodia
Amor, eu sou seu
Me acalente com sua voz
Sua can��o � minha
Ent�o, me acorde Da pobre inoc�ncia
Mas voc� refreia
Uma can��o terna e nova
Darei para voc� Todas as minhas can��es
Meu cora��o, meus bra�os
Minha can��o
� para sempre
Para voc�
� uma luz que vai Brilhar na noite
Para voc�
Doces s�o suas M�sicas de amor
N�o para os solit�rios
Me d� sua can��o Eu desejo essa melodia
Doce � a m�sica N�o para os solit�rios
A m�sica � minha can��o
Renda-se a mim
Seu abra�o, querido
Aben�oado com sua gra�a Querida
N�o vou mais evitar
O chamado do amor
Doces s�o suas M�sicas de amor
Para os solit�rios
Me d� sua can��o, Eu desejo essa melodia
Doce � a m�sica N�o para os solit�rios
A m�sica � minha can��o
Renda-se a mim
O para�so a desenhou
Me abrace, eu te achei
Estaremos perdidos na can��o
Seremos unos na emo��o
Para�so eu lhe perten�o
Para�so para voc�
Eu lhe perten�o Voc� e eu
Agora eu sei Que preciso te amar
Anjo supremo Anjo divino
Voc� � minha vida
E para sempre ser� minha
Nosso amor vai durar
Eu vou te amar Completamente
Can��es maravilhosas Nos esperam
Anjo do amor Se renda
O para�so em toda A eternidade
Nunca esquecendo Uma promessa que fez
Esse � verdadeiro
Estou aqui para voc�
Oh, amor!
FIM
TRADU��O DAS M�SICAS POR CARLA VERCESI
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