All language subtitles for A Mothers Embrace (2024).WEB-DL.NF.br

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Original subtitles

[m�sica instrumental melanc�lica]

Aninha?

[suspira]

Ana! Vamos dar um passeio.

T�.

[m�e] Vamos no parque?

Toma esse leite para n�o ficar com fome. E a gente janta na volta.

Esse leite t� com gosto estranho!

N�o t�, n�o, Ana. Toma tudo.

Sen�o n�o vai dar tempo da gente ir nos brinquedos.

Isso...

[copo na mesa]

[m�e] Vamos.

[porta abre]

[burburinho]

[porta bate]

[ru�do de parque]

[sanfona toca]

[crian�as gritam]

[estrondo]

[som met�lico]

[m�sica tensa]

[batimentos card�acos]

[crian�as gritam]

M�e, vamos na boneca gigante!

[Ana] Olha a boneca, m�e!

[crian�as gritam]

[m�sica tensa]

Espera!

[conversa indistinta]

[homem] Eu tinha vindo aqui. Te falei!

[mulher] E nem me avisou, hein!

[batimentos card�acos]

[respira��o profunda]

[crian�as gritam]

[crian�as riem]

[Ana] M�e!

Eu quero ir pra casa.

[batimentos card�acos]

[m�sica de suspense]

[m�sica sombria]

[m�sica sombria]

[m�sica diminui, para]

[chuva]

[vento]

[respira��o ofegante]

[Ana tosse]

[trov�o]

[suspense]

[m�sica sombria]

[Ana grita]

[crian�as riem]

M�e?

[chuva]

Acorda, mam�e! Mam�e! Mam�e! Mam�e?

[vento]

M�e!

Manh�!

[respira��o ofegante]

[m�sica do parque]

[tilintando]

[beb� chora]

[estalos]

[grita]

M�e!

M�e!

[Ana] Mam�e!

M�e!

M�e!

Ana?

[Ana] M�e! Mam�e!

[homem] Abre a porta! Chama o bombeiro!

Tem algu�m a� me ouvindo?

[batidas � porta]

[gritos]

[batidas � porta]

[m�sica tensa]

[est�tica]

[rep�rter 1] O Rio de Janeiro enfrentou hoje mais uma trag�dia.

Bairros inteiros ficaram alagados. Casas foram destru�das.

[rep�rter 2] Mais de 300 mortos e 30 mil desabrigados

na cidade do Rio de Janeiro.

[m�sica tensa continua]

[rep�rter 3] O rio Maracan� transbordou, invadindo pr�dios e casas.

[m�sica tensa continua]

[rep�rter 2] Na Pra�a da Bandeira, bastaram 30 minutos de chuva

para que a �gua cobrisse tudo.

[est�tica]

[m�sica continua]

[rep�rter 1] Em janeiro de 1966,

a cidade maravilhosa transformou-se em um palco de dor e de lama.

[rep�rter 2] A �gua caiu sobre o Rio na sexta-feira de Carnaval.

Meteorologistas alertam que as chuvas extremas

v�o se tornar cada vez mais frequentes.

[m�sica continua]

[m�sica diminui, para]

[buzinas]

[rep�rter] A frente fria vinda do Sul pode ser respons�vel

pela maior chuva em 25 anos.

Segundo o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia do Rio,

h� riscos de alagamentos e deslizamentos

por conta da chuva.

A Defesa Civil orienta

que qualquer [inintelig�vel] devem ser comunicados.

Agora seguimos com a nossa programa��o.

Duas horas de muita m�sica e informa��o.

[m�sica suave no r�dio]

[sons de tr�nsito]

[buzinas]

[burburinho]

[porta bate]

[sirenes]

[burburinho]

[alarme toca]

Ana!

Oi, Mour�o. Desculpa, n�o t� podendo falar agora.

� que eu n�o tinha conseguido falar com voc� ainda.

Desde que voltou, t� sempre correndo de um lado pro outro.

N�o sei se voc� viu.

Ah, parab�ns!

[risos]

� condutor. Obrigado.

Eu s� queria que voc� soubesse que...

� bom ter voc� de volta.

� hoje, n�?

�. � meio-dia.

Vai dar tudo certo.

Daqui a pouco vai estar a equipe junta de novo.

�.

�. Vamos ver.

[telefone toca]

- [Ana] Oi, Roque. - Aninha! Tudo bom?

- Voc� estava com o coronel? - Eles est�o te esperando.

O que voc� falou para eles?

Me pediram para contar de novo o que aconteceu naquele dia.

T� tudo certo.

Aninha, fica tranquila.

N�o faz sentido encostarem voc� no administrativo. Eles sabem disso.

- �. - T� tudo certo.

O Mour�o veio se gabar de que tinha virado motorista.

�, t� vendo? Por isso a gente precisa de voc� na equipe.

Pra dar uma equilibrada.

Voc� tem certeza que n�o falou mais nada, n�?

S� o que aconteceu naquele dia.

Tudo bem? Vai l�.

Permiss�o, coronel.

- Cabo Ana Santos se apresentando. - � vontade.

Bom, cabo, foi voc� que solicitou a reuni�o.

Ent�o, pode prosseguir.

Queria pedir pra voltar para o socorro.

Voc� agora est� no...

[Ana] No administrativo. Aqui no quartel.

O cabo Batista saiu daqui agora h� pouco e, pelo que eu entendi,

foi o primeiro a registrar a ocorr�ncia do que aconteceu naquele dia.

Ele fez um novo depoimento, em fun��o da nossa reuni�o de hoje.

Voc� pode fazer o mesmo?

�...

Dois meses atr�s, eu fiz parte de uma equipe

comandada pelo subtenente Dias.

A gente atendeu uma chamada de emerg�ncia na Ladeira do Barroso, 731.

Era um inc�ndio em um pr�dio residencial.

Uma opera��o grande, com v�rias guarni��es,

e a minha fun��o era verificar

se os apartamentos do t�rreo tinham sido evacuados.

[coronel] Uhum.

E o que aconteceu depois?

[crepita��o]

[ofega]

Eu entrei em choque.

Fiquei sem ar.

N�o conseguia me mexer.

Me deu um...

E foi justamente o Roque...

o cabo Batista que me ajudou a sair do pr�dio.

Eu fui obrigada a dar baixa psiqui�trica e tirar licen�a de 60 dias.

E, desde ent�o, eu passei por dois exames toxicol�gicos,

avalia��o cl�nica...

No laudo diz que n�o h� sinais de depress�o ou tend�ncias.

N�o. N�o h� tend�ncia, coronel.

Eu tive alta. N�o tem nada de errado comigo.

- Ningu�m t� dizendo que tem. - Claro que n�o.

Mas quando voltei para o quartel,

em vez de voltar pra minha guarni��o, fui carregar documentos.

A ideia nunca foi te transferir pra sempre.

Mas achei que seria melhor que tivesse mais tempo antes de voltar pro socorro.

[coronel] S� um minutinho.

Logo antes da reuni�o, o cabo Batista pediu para refazer o depoimento dele.

Da� ele contou que, no dia do inc�ndio,

voc� tinha acabado de receber a not�cia da morte da sua m�e.

Eu n�o tinha contato com a minha m�e h� mais de 20 anos.

Isso n�o teve nada a ver com o que aconteceu.

Cabo...

voc� realmente sente que est� pronta pra voltar?

[Ana] Eu n�o sinto, coronel.

Eu tenho certeza.

[coronel] Muito bem.

Bem-vinda de volta, ent�o.

[passos]

[sirenes]

[burburinho]

[buzinas]

Eu n�o acredito que voc� contou pra eles sobre ela.

Ana, ningu�m aqui est� contra voc�.

Pelo contr�rio. Eu fiz isso pra te ajudar. Voc� sabe disso!

N�o preciso que ningu�m cuide de mim n�o, Roque!

T� bom, t� bom.

Eu tamb�m achava isso.

Mas voc� me ajudou quando eu mais precisei, n�o foi?

� bom voc� me perdoar logo, n�?

Porque a gente vai passar um bom tempo juntos na guarni��o.

Com o Mour�o.

Bem-vinda de volta, cabo.

[alarme toca]

[homem] Confirmado. Resgate veicular. AS Guarni��o 01.

� estranho que eu senti falta disso.

[Roque] N�o �?

[homem] Acidente em galp�o ao sair da linha vermelha.

Na altura do Gas�metro, sentido centro.

Bem-vinda, Ana!

Obrigada.

[homem] Aten��o, ala 1. Ao salvamento [inintelig�vel].

T� pronta, Sub!

[motor de ve�culo]

[ru�dos no r�dio]

[sirene]

[sirene]

[m�sica tensa]

[sirene]

[m�sica tensa]

Subtenente Dias. Qual � a situa��o?

A gente fez contato com o motorista, ele � a �nica pessoa no carro.

Ele t� consciente, mas n�o consegue se mexer.

[Dias] E qual � o risco?

A porta da garagem t� energizada. O carro tamb�m. Caiu um cabo ali.

A gente j� chamou a Light, mas eles s� v�o chegar em uma hora.

N�o d� para esperar. Essa chuva vai cair a qualquer momento.

Mour�o.

Manda o Roque trazer o gancho e a Ana, o p� de cabra.

[Dias] Preciso que ela entre no galp�o e desligue a bateria do carro.

Ouviram?

Bom trabalho, Mour�o.

Deixa esse volume alto que at� o final do ano te d�o uma medalha.

S�rio?

O Dias vai querer que a gente desligue isso.

Voc� j� fez isso antes?

J�, p�. Em um treino.

[m�sica tensa]

[m�sica de suspense]

[passos]

[som met�lico]

Senhor! O senhor trabalha aqui?

[Roque] Ana!

Senhor, ali depois do corredor tem uma sa�da.

V� at� l� e espere por mim l� fora.

N�o � seguro aqui.

[Dias] Ana, o Roque j� cortou a energia no transformador.

Pode abrir o cap� do carro.

[grita] Ana! Voc� t� a�?

Assim que eu desligar a bateria, eu dou um sinal.

- [Dias] Desligou? - Desliguei!

[Dias] Vamos l�! Puxa. For�a! Vai! Puxa!

[Mour�o] A� j� d� pra abrir a porta. D� pra abrir a porta.

[Dias] T� liberado, Ana.

[estrondo]

Senhor?

O senhor t� me ouvindo?

[grita]

[geme de dor]

[suspira]

[grunhe]

[grunhe]

[respira��o ofegante]

[suspira]

[gemido de esfor�o]

[m�sica tensa]

[chuva]

[m�e] Ana!

[chuva]

[sirene]

[m�e] Filha!

[Dias] Ana! Voc� t� a�? Ana!

T� bem! T� aqui. T� bem.

[suspira]

[Ana] T� tudo bem.

[Dias] Ana! Deixa eu te ajudar. Me d� a m�o aqui.

[Mour�o] Vai com cuidado, Ana.

[chuva]

[m�sica de suspense]

[arrulho]

[m�sica de suspense cresce]

[m�sica para]

[doutor] Pronto.

[pigarreia]

- Obrigada. - [doutor] De nada..

Foi um corte superficial.

O m�dico me deu um antibi�tico e disse que amanh� j� vou estar melhor.

- Ana... - �, sub... Por hoje, deu.

Voc� fez um bom trabalho l� dentro.

[porta fecha]

O que aconteceu, Mour�o?

Resolveu finalmente sair da caminhonete?

Eu queria saber como � que voc� estava.

Obrigada por ter se preocupado.

Gente, eu acabei de receber um chamado

de um desabamento em um asilo em S�o Crist�v�o.

S�o Crist�v�o? Tem que ter outra equipe perto.

Tinha duas equipes ali por perto,

mas tiveram que cobrir um engavetamento seguido de inc�ndio perto da UERJ.

A Central t� mandando a gente pra l�.

Qual � o endere�o?

[Roque] Rua do Bonfim, 1013.

N�o � longe daqui.

Deixei meu carro no quartel.

Vou ter que voltar com voc�s de qualquer maneira.

- Ok. - Vamos.

[sirene]

[Ana] O Rua do Bonfim � mais pra frente.

Vira aqui � direita.

A� mais uns dois quarteir�es � esquerda.

Voc� j� morou aqui em S�o Crist�v�o?

Quando eu era crian�a.

[m�sica tensa]

[m�sica tensa continua]

[sirene]

[m�sica tensa continua]

[port�o abre]

[trov�o]

[batidas � porta]

[Dias] Boa noite.

Eu sou o subtenente Dias, do Corpo de Bombeiros.

A gente foi acionado. Disseram que houve um desabamento.

Tem algu�m ferido?

N�o teve desabamento nenhum e ningu�m chamou voc�s aqui.

[Dias] Mas pode ter sido o vizinho preocupado que escutou um barulho.

Senhora, entenda meu lado.

Eu preciso voltar pra Central com a certeza de que est� tudo bem.

Voc� se incomoda da gente avaliar?

N�o vamos atrapalhar. S� quero olhar a casa.

Eu me incomodo, sim.

E ningu�m chamou voc�s aqui.

Senhora, se voc� n�o colaborar, vou ser obrigado a chamar a pol�cia.

[em espanhol] O que houve?

[Dias] Subtenente Dias, do Corpo de Bombeiros.

Fomos acionados porque houve um desabamento.

A gente s� quer entrar na casa e verificar se t� tudo em ordem.

[sotaque espanhol] Voc� disse desabamento?

A casa est� bem. Est� inteira.

[em espanhol] Eu n�o sou engenheiro, mas desde que cheguei, n�o houve nada.

[Dias] � exatamente isso que a gente quer ver.

N�o vai demorar mais de meia hora.

[suspense]

[em espanhol] Entrem.

[trov�o]

[chuva]

[trov�o]

[homem] Por que a luz t� apagada? N�o d� pra ver nada.

Eu cuido disso. Fa�a suas coisas.

Ningu�m chamou eles aqui. Eu n�o quero eles aqui!

Ela � a...

Ela � a dona desta casa.

Ela morou aqui quase toda a sua vida.

Os residentes e a casa s�o...

isso. Sua vida.

[Dias] E voc�?

[homem] Eu? Aqui todos fazemos um pouco de tudo.

Poder�amos dizer que sou uma esp�cie de administrador.

Ajudo com os pap�is... um pouco de tudo.

- Olha... - Ulises.

Ulises, eu vou tentar ser objetivo.

Se a gente precisar evacuar a casa,

vai ter que ser antes que essa chuva piore.

A minha equipe vai dar uma olhada pra avaliar.

Se necess�rio, eu preciso que estejam preparados pra sair.

N�o vai ser necess�rio. Voc� vai ver.

Tomara.

"Mi casa es su casa."

Revisem tudo o que precisar.

S� pe�o pra n�o incomodarem os residentes.

A tranquilidade e o bem-estar deles � o mais importante pra n�s.

N�o se preocupe.

N�o esperaria mais nenhum segundo.

Se desabou uma parte da casa ou n�o, isso aqui � uma crise sanit�ria!

Vamos tirar todo mundo daqui agora.

[Ana] N�o sei como a Defesa Civil n�o interditou isso antes.

[Dias] N�o � t�o simples assim. E n�o vai ser f�cil

tirar essa gente idosa daqui no meio dessa chuva.

A gente vai precisar de refor�o pra isso.

A gente precisa fazer isso direito,

sen�o eles voltam pra c� assim que a gente virar as costas.

Ok. Vamos dar uma olhada na casa.

Se estiver t�o mal quanto parece,

a gente chama a ambul�ncia pra evacuar as pessoas.

Eu vou olhar o andar de cima enquanto Ana fica na �rea aqui embaixo.

E Roque, faz uma varredura l� fora.

Sub...

Vai. E nos vemos aqui em 15.

[trov�o]

Como nos velhos tempos, n�?

[Ana ri]

- [porta abre] - [chuva]

Com licen�a.

[porta fecha]

[chuva]

[�gua corrente]

[m�sica de suspense]

[trov�o]

[interruptor]

[m�sica continua]

Boa noite.

Eu sou o subtenente Dias, do Corpo de Bombeiros.

Estamos fazendo a inspe��o.

[respira��o ofegante]

Senhor, o senhor t� bem?

[Dias] O que voc� t� sentindo?

� melhor arrumar as coisas dele.

N�s vamos evacuar a casa.

[Dias] O senhor t� me ouvindo? A gente tem que sair daqui!

[�gua corrente]

[trov�o]

[Drika] S�o paredes de concreto.

Grossas.

Eu n�o sei quem foi que mandou voc�s aqui.

Mas com certeza n�o foi nenhum dos moradores.

Todos aqui s�o muito bem tratados.

Tenho certeza.

[Drika] Eu vivi minha vida toda aqui.

Essa casa j� aguentou tempestades de verdade.

Chuva grossa, forte.

Voc� acha que uma chuvinha dessas vai abalar a casa?

Nada dura pra sempre.

[trov�o]

Aqui sempre foi um asilo?

[Drika] N�o. Aqui sempre foi um templo.

[m�sica tensa]

[m�sica para]

[chuva]

[televis�o ligada]

[rep�rter] Rios de lama invadem as casas.

Os carros s�o levados pela correnteza.

Uma m�e se arrisca com a filha para chegar em casa.

A enchente afetou as principais vias de acesso da cidade.

[chuva]

Roque! Qual � a situa��o a� fora?

[Roque] Muito ruim! A estrutura t� pior do que eu imaginava.

T� cheio de rachadura nas paredes

e a parte lateral parece levemente afundada no terreno.

Ok. Termina de dar a volta que a gente se v� na entrada.

[Roque] Ok.

[estalos]

[estalos]

[suspira]

[respira��o ofegante]

[respira��o ofegante]

[estalos]

[respira��o ofegante]

[passos]

[respira��o ofegante]

[trov�o]

[passos]

Senhor.

Senhor?

[mulher] Voc� se perdeu?

[suspense]

[trov�o]

[Ana] Desculpa.

A gente recebeu um chamado

de que algo tinha desabado na casa e estamos avaliando.

[Ana] Provavelmente a gente vai ter que evacuar.

Com essa chuva?

Posso falar com ele?

Acho que ele n�o vai querer falar muito.

Ele t� cansado.

Eu vi ele agora no corredor.

Isso � imposs�vel. O Sr. Carvalho n�o consegue nem se levantar.

Talvez ele saia sem voc� saber.

Eu saberia.

[Ana] A gente vai ter que tirar os moradores, de qualquer forma.

Seria bom se voc� pudesse ajudar com a transfer�ncia deles.

Voc� acha que eles v�o querer sair daqui?

N�o importa se eles querem ou n�o. T� perigoso aqui.

E voc� acha mesmo mais seguro l� fora

pra uma pessoa como ele do que aqui dentro?

Vamos chamar ambul�ncias

e a ideia � fazer a evacua��o da melhor forma poss�vel.

A verdade...

� que daqui a algumas horas essa chuva vai ter passado

e a casa vai continuar de p�.

Na hora certa, tenho certeza que vai tomar a melhor decis�o

pros seus pacientes.

Pode ter certeza.

[passos]

Tem crian�a aqui?

Toda fam�lia tem crian�a.

[rep�rter] A Defesa Civil acabou de divulgar

que o n�mero de v�timas devido �s intensas chuvas aumentou.

O total agora s�o 55,

com aproximadamente 3 mil pessoas desabrigadas.

A Defesa Civil faz um apelo...

para que a popula��o permane�a em casa durante a noite.

Como vai tudo, capit�o? Passamos na inspe��o?

Olha, Ulises, a gente vai precisar conversar.

Est� com goteira, n�?

�? Ah!

N�o. � um cano quebrado no banheiro.

Olha aqui, Ulises, a gente vai ter que tirar todo mundo daqui.

A chuva t� piorando e a casa obviamente n�o est� segura.

Mas para que tudo ocorra bem, eu vou precisar da sua ajuda.

N�o vai ser f�cil convencer a Dona Drika.

Isso � muito s�rio, Ulises.

Essa casa t� com muitos problemas e...

e eu n�o sei at� que ponto voc� � respons�vel ou n�o por isso.

Mas eu conto com voc� pra fazer a coisa certa.

Sim, sim, sim. Conte comigo.

Os residentes s�o, para mim, a coisa mais importante.

Ent�o eu vou reunir a equipe e come�ar a evacuar a casa.

Sim, sim, sim.

[rep�rter na TV]

Conte comigo, capit�o.

[m�sica de suspense]

[trov�o]

[estalos]

[respira��o ofegante]

[trov�o]

[ru�do]

[m�sica tensa]

[arrulho]

[m�sica tensa continua]

[bipes e chiados]

[m�sica intensifica]

[m�sica para]

[bipe de r�dio]

Mour�o na escuta.

[bipe de r�dio]

Mour�o na escuta, 1.1.

[chiado]

[bipe de r�dio]

- Porra... - [chiado]

[bipe de r�dio]

Subtenente Dias! Na escuta?

Ana?

[voz no r�dio] Ana?

[bipes]

[bipe de r�dio]

[ecoando] Tem algu�m na escuta?

[grita] Quem � que t� a�? Eu n�o posso sair da viatura!

[zumbido]

[chiados]

[grita] Roque!

Espero que n�o seja sacanagem!

[trov�o]

[porta range]

[Ana] Tem algu�m a� embaixo?

Ai!

[suspira]

[respira��o ofegante]

[rangido]

[rangido]

[sons met�licos]

[respira��o ofegante]

Oi!

[Ana] Oi, qual � o teu nome?

Meu nome � Ana.

[Ana] N�o precisa ter medo. Eu t� aqui pra te ajudar.

Voc� t� bem?

[Dias] Ana!

T� tudo bem, Dias!

Estou s�... n�o, calma!

Espera!

Volta aqui!

[Ana] Cuidado que a madeira t� cedendo.

A gente ter que evacuar as pessoas daqui agora.

A chuva t� piorando.

Tem uma menina aqui embaixo. Tenho que tirar ela daqui.

N�o precisa ter medo!

Vem, vamos subir com a gente.

Vamos, Ana.

Se a menina estiver na casa, ela vai aparecer.

E os pais devem estar procurando ela.

E se o problema forem os pais?

[suspense]

Vamos sair daqui.

[rangido]

- [grito] - Dias!

[respira��o ofegante]

[Dias] Eu acho que quebrei a perna.

T� doendo pra caralho!

Dias, eu vou buscar uma escada l� no carro.

Mantenha a perna fora da �gua. Eu j� vou te tirar da�.

T�. Vai.

[m�sica tensa]

[vozes abafadas]

[Ana] Ulises, n�? Voc� viu o meu colega?

[em espanhol] O que houve? Est� bem? Aconteceu algo?

O subtenente Dias sofreu um acidente. Preciso encontrar meu colega. Viu ele?

N�o, n�o depois que ele saiu.

Fica aqui. Se prepara pra evacuar a casa.

[chuva]

[porta fecha]

[em espanhol] Por aqui.

Est� nas escadas.

[Ana] Roque!

[m�sica tensa]

[estrondo]

[grita] Mour�o!

[respira��o ofegante]

[grunhe]

[movimento na �gua]

[grunhe]

[movimento na �gua]

[respira��o ofegante]

[grunhe]

[arrulho]

[gritos]

[grita] Roque! Ana!

[estrondo]

[m�sica tensa]

[m�sica diminui, para]

[em espanhol] Encontrou seus colegas?

Preciso de uma escada.

O subtenente Dias sofreu um acidente. Ele caiu em uma esp�cie de por�o.

Quebrou a perna e eu preciso descer l�.

No quarto do fundo deve ter algo que...

Escada ou corda, o que voc� tiver. Eu preciso disso agora!

Dias!

[�gua corrente]

[suspense]

[suspense intensifica]

[respira��o ofegante]

Qual � o teu nome?

Seu nome?

Lia.

Meu nome � Ana. Eu sou bombeira.

Voc� viu o meu amigo que estava l� embaixo comigo? Que caiu.

O que voc� estava fazendo l� embaixo?

Eu queria sair.

[respira��o ofegante]

Voc� sabe se tem algum telefone por aqui?

[grita] Ulises!

Dona Drika?

Lia, eu vou sair e tentar dar um jeito de falar com a Central

pra pedir apoio pra evacuar todo mundo daqui, t�?

Voc� conhece alguma outra sa�da?

N�o. N�o, querida. Sa�da.

Sa�da, entende?

[falando em mandarim]

[grita] A porta t� trancada!

Eu n�o consigo abrir!

[falando em mandarim]

[falando em mandarim]

� melhor voc�s procurarem outro lugar pra sair da chuva.

[falando em mandarim]

[falando em mandarim]

[falando em mandarim]

Eu n�o tenho a chave!

[batida � porta]

[batida � porta]

[grita] N�o! Para!

[homem grunhe]

[trov�o]

O que t� acontecendo aqui?

Tem pessoas l� fora querendo entrar, mas a porta t� trancada.

Como assim, trancada? Ela tinha que estar aberta.

E voc�?

Seu pai sabe que voc� t� andando por a� sozinha, menina?

[batida � porta]

Seu colega t� te procurando.

O Roque?

�. L� em cima.

Voc� n�o queria sair?

Eu vou chamar o Roque primeiro.

Come�a a reunir os moradores. Vamos evacuar todo mundo daqui!

Lia, voc� n�o quer esperar com a gente aqui?

[respira��o ofegante]

[Ana grita] Roque!

Voc� veio pra c� com seus pais?

Voc� quer me contar o que veio fazer aqui?

Meu pai me trouxe pra festa.

[respira��o ofegante]

[porta range]

[m�sica tensa]

[chuva]

[r�dio apita]

[bipe de r�dio]

[r�dio apita]

[bipe de r�dio]

[grita] Roque!

[m�sica tensa continua]

[em espanhol] Lia, onde voc� estava?

Estava preocupado.

[Ulises] O que foi, filha?

A Lia � sua filha, Ulises?

Obrigado por encontr�-la, Ana.

N�o sabe como � dif�cil cri�-la sozinho.

Venha, Lia. Venha com o papai.

O que foi?

Parece meu pai...

[em espanhol] mas n�o �.

[em espanhol] Venham comigo. Vamos descer.

Encontrei uma escada no dep�sito.

Ok.

[suspense]

[vozes abafadas]

[m�sica tensa]

[Ana] D� licen�a. Me deixa passar!

Voc� j� deveria ter ido embora.

[m�sica tensa continua]

[chuva]

Vamos l�.

Preciso que todo mundo preste aten��o, por favor.

Primeira coisa.

Preciso de um telefone pra conseguir falar com a Central dos Bombeiros.

� muito importante!

[em espanhol] Aqui tem um telefone. Pode us�-lo quando quiser.

N�o vamos cobrar nada.

Ok, perfeito.

A situa��o � a seguinte.

Est� chovendo muito e a casa n�o est� segura.

Eu preciso evacuar voc�s daqui imediatamente.

[Drika] Por que voc� n�o sai daqui?

Afinal de contas, ningu�m te quer aqui.

- Chega, Drika! - Essa casa ainda � minha.

[telefone toca]

- [operadora] Central dos Bombeiros? - Al�, Central?

Central, aqui � a cabo Ana Santos. � uma emerg�ncia.

- [em espanhol] Lia, venha com o pai. - [operadora] Qual � a emerg�ncia?

A gente atendeu um chamado no bairro de S�o Crist�v�o.

� um asilo com s�rios danos estruturais e t� cheio de idosos.

Preciso de ambul�ncias pra tirar eles daqui.

[operadora] Cabo, voc� est� com qual guarni��o?

Eu vim com o subtenente Dias, com o cabo Batista e o soldado Mour�o.

Mas eu n�o sei onde eles est�o.

[operadora] Cabo, t� cortando! Pode repetir, por favor?

Por favor, eu preciso de ajuda.

[operadora] Vamos enviar uma equipe agora.

Preciso que me informe o endere�o.

Voc�s mandaram a gente pra c�!

[operadora] N�o tem registro de ocorr�ncia em um asilo em S�o Crist�v�o.

Pode repetir o endere�o, por favor?

Como assim?

[grita]

[operadora] Ana, t� me ouvindo?

[m�sica tensa]

[grita] O que voc� fez?

[Ulises] Lia, vem com o papai.

N�o! Me solta! Por favor, eu n�o quero!

[Lia] Me solta!

[m�sica tensa]

O que voc� fez comigo?

[m�sica tensa continua]

[grita]

[chora]

[ecoando] Por que voc�s est�o fazendo isso?

[suspense]

Lia!

Lia?

[grunhe]

[respira��o ofegante]

[mulher] Calma, Ana.

Calma. J� vai passar.

[suspense]

[m�e] Vamos dar um passeio.

Vamos ao parque?

Toma esse leite...

pra n�o ficar com fome.

[voz fraca] O que eu fiz pra voc�?

[batidas � porta]

[homem grita] Abre a porta!

[gritos]

[Ana grita]

[m�sica sombria]

[grita]

[respira��o ofegante]

[suspense]

[geme]

[m�sica dram�tica]

[m�sica dram�tica continua]

M�e, eu quero ir pra casa.

[respira com dificuldade]

M�e. M�e! M�e!

[respira��o ofegante]

[Ana] M�e! Eu quero ir pra casa!

Vamos, m�e!

Vamos!

Eu quero ir embora!

Vamos, mam�e!

Vamos, m�e!

[m�sica tensa]

[Ana chora] Vamos!

Vamos! Vamos, m�e!

[m�sica para]

[sussurro]

[respira��o profunda]

[grunhe]

[respira��o profunda]

[respira com dificuldade]

[grunhe]

[respira com dificuldade]

[choraminga] N�o, n�o, n�o... n�o!

[respira��o ofegante]

[rangido]

Quem t� a�?

[respira��o ofegante]

[rangido]

Me disseram que voc� tinha morrido.

E voc� n�o tem o direito de mudar isso!

[choraminga]

[choraminga]

[m�sica suave]

[choraminga]

[chora]

[m�sica intensifica]

[som met�lico]

[ru�dos]

[objeto met�lico]

[respira��o ofegante]

[respira��o ofegante]

[m�sica suave continua]

[respira��o ofegante]

[m�sica tensa]

[grunhe]

[gemido de esfor�o]

[respira��o ofegante]

[ru�dos de r�dio]

[bipe de r�dio]

Central? Central, aqui � cabo Ana Santos. T� me ouvindo?

[bipe de r�dio]

Central?

[operadora] Cabo, gra�as a Deus!

A gente estava tentando falar com a sua guarni��o.

Eles me prenderam aqui.

� Rua do Bonfim, 1013. � um asilo em S�o Crist�v�o.

N�o sei o que t� acontecendo. S� que o Subten. Dias sofreu um acidente

e n�o sei onde t� o resto da minha equipe. Eles est�o com uma menina l� dentro.

Com uma crian�a l� dentro. Dentro da casa tem uma crian�a

e eles v�o fazer algo com ela!

[operadora] Calma, Ana. Repete devagar.

Onde voc� est�? O que aconteceu?

Eu t� do lado de fora. Eu consegui sair.

� Rua do Bonfim, 1013.

[operadora] Rua do Bonfim, 1013. Ok.

A gente t� mandando uma equipe de apoio e pol�cia para o local agora.

Vai pra rua e espera eles chegarem.

Pode deixar. Mas n�o demora. Por favor, n�o demora!

[operadora] Ana, os acessos do bairro foram comprometidos por causa da chuva.

Est� tudo alagado.

Vai levar pelo menos uma hora pra eles chegarem a�.

Uma hora?

N�o! Uma hora, n�o! Uma hora � muito tempo.

[operadora] Voc� precisa esperar a� fora.

V� pra um lugar seguro e aguarda a equipe chegar.

[bipe de r�dio]

T� bom. T� bom.

[operadora] Fica calma. Eles j� est�o a caminho.

[bipe de r�dio]

[respira��o ofegante]

[m�sica tensa]

[m�sica tensa continua]

[sirenes]

M�e, eu quero ir pra casa...

[bipe de r�dio]

[m�sica sombria]

[trov�o]

[m�sica tensa]

[m�sica sombria]

[m�sica sombria continua]

[m�sica sombria continua]

[m�sica tensa]

[m�sica suaviza]

[respira��o ofegante]

Eu s� quero tirar a menina daqui.

N�o importa o que voc�s v�o fazer com voc�s mesmos, mas por favor...

Ela � uma crian�a!

Ela t� com o pai l� em cima, em um dos quartos.

Ele t� preparando ela.

A salva��o � apenas pra quem quer.

[rodas rangem]

[passos]

[passos na escada]

Lia!

[respira��o ofegante]

[respira��o ofegante]

[passos]

[despega l�quido]

[sons met�licos]

[respira��o ofegante]

[suspira]

[em espanhol] N�o tenho nada contra voc�, Ana.

N�o foi ideia minha traz�-la aqui

e pouco me importa se vai ficar ou se vai embora.

S� pe�o que n�o interfira entre minha filha e eu.

Larga ela agora!

[Lia chora]

[em espanhol] Quando tiver filhos, vai entender

que todo pai s� quer que n�o sofram.

Voc� t� dizendo isso quando t� prestes a cortar sua filha, seu filho da puta!

[grita] Solta ela agora!

[Lia chora]

[Ana] Ulises!

[Ulises geme de dor]

[respira��o ofegante]

[trov�o]

[respira��o ofegante]

[trov�o]

[respira��o ofegante]

Lia, desce.

[Ulises] Lia!

Pega isso aqui. Desce.

Desce e me espera l� embaixo.

[trov�o]

[m�sica tensa]

Eu vou levar a Lia comigo!

N�o t� nem a� que voc� � o pai. Voc� n�o tem o direito de machucar ela!

[Ulises em espanhol] Sabe h� quanto tempo esperamos

uma tempestade como essa?

Quantos deles n�o viveram para v�-la?

Ela vem comigo.

[arrulho]

[tent�culo]

[Ulises] Acha que vou deixar que arru�ne tudo para os que restaram?

N�o entende que ele s� vem nos ver se a �gua trouxer?

[ofega]

[trov�o]

Eu sou o pai da Lia.

Sei o que � melhor para ela.

[sufoca]

[grunhe]

[ofega]

[tosse]

Voc� n�o sabe porra nenhuma!

[Ana grita]

[grita]

[ofega]

[m�sica tensa]

Ana, o que � isso?

Sou eu, Ana. Sou eu.

Ana...

eu estava te procurando.

[Ana] Voc� t� sangrando?

� a minha ferida, Ana.

Mas como?

[Roque] O Dias t� l� embaixo esperando a gente.

Dias?

Ele t� bem?

A gente precisa tirar ele daqui o mais r�pido poss�vel, t�?

Eu n�o consigo sozinho. Vamos.

Voc� sabe do Mour�o?

[Roque] Mour�o, acabei de falar com ele no r�dio.

Ele teve que estacionar a viatura na rua de cima por causa da enchente.

Assim que a gente pegar o Dias,

ele vai encontrar com a gente aqui na frente.

[Ana] Roque, as pessoas aqui... n�o � s� que elas n�o querem sair.

Elas est�o esperando alguma coisa.

Fica calma.

Eu falei com a Central pra mandar apoio.

Eles j� devem estar chegando.

[Ana] Eles disseram que os acessos est�o todos bloqueados.

Eu achei seu r�dio l� fora.

Roque...

Faltava t�o pouco, Ana.

[Ana] Filho da puta!

[Roque] Eu n�o vou te machucar. Fica tranquila.

Por qu�, Roque?

[Roque] Por qu�? Voc� pergunta como se fosse algo ruim, Ana.

� o contr�rio. Eu t� fazendo isso pra te ajudar.

[respira��o ofegante]

Voc� me ajudou a entender que todo mundo carrega essa dor.

[ofega]

A n�o ser que voc� tenha isso.

[respira com dificuldade]

Aninha...

espero que um dia voc� compreenda todo o esfor�o que eu fiz...

pra trazer voc� at� aqui hoje.

[m�sica sombria]

[m�sica tensa]

[m�sica tensa intensifica]

[m�sica sombria]

[batimentos card�acos]

[batimentos card�acos]

[m�sica sombria]

[ru�dos met�licos]

[m�sica sombria intensifica]

[m�sica diminui, para]

[ofega]

[tosse]

[ofega]

[movimento na �gua]

[grunhe]

[ofega]

[tosse]

[respira��o ofegante]

Vamos sair daqui.

N�o!

[m�sica sombria]

Por ali.

[respira��o ofegante]

[tent�culo]

[grita] Ana!

[arrulha]

[respira��o ofegante]

- Lia, vai! Vai, se salva. Vai! - [grita] Ana, n�o!

[grita] Vai, Lia! Sai!

[grunhe]

[arrulha]

[Roque] Ana...

Para de lutar!

[sussurros indistintos]

[Ulises em espanhol] Pronto, Ana.

Acabou.

[mulher] Voc� n�o precisa mais carregar essa dor.

[sussurros indistintos]

[sussurros param]

[respira��o ofegante]

[m�sica tensa]

[m�sica tensa intensifica]

[m�sica para]

[respira��o ofegante]

[bipe de r�dio]

Al�?

Me ajuda, por favor.

[bipe de r�dio]

[chiados]

[�gua gotejando]

[movimento na �gua]

[passos na �gua]

[respira��o ofegante]

[choro]

[m�sica suave]

[m�sica melanc�lica]

[p�ssaros cantam]

[m�sica melanc�lica continua]

Est� doendo?

Sim.

[m�sica melanc�lica continua]

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