All language subtitles for Clapham Junction - gay themed Channel 4 production-por

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Original subtitles

CLAPHAM JUNCTION

São esperados 30 graus para hoje.

E poderemos bater o recorde...

de 12 de Junho desse ano, quando fomos a 32, chegando a...

a 33 graus hoje. E a persistir...

o calor - não mais respire. Não essa noite, 15 graus...

no mínimo. Uma ou duas regiões ficam nos 20º C a noite toda.

E isso é muito, muito quente!

Quanto tempo isso vai durar?

Uma frente fria chega amanhã então ao menos mais 24 horas...

Olha para a direita.

Olha para cima.

Muito bom, Danny.

- Está bem, não é? - Sim, obrigado.

- Me parece muito bem. - Bem, obrigado.

- Sobrevivendo ao calor, não? - Com dificuldade.

- Bom e abrasador, não? - É isso.

Ok...

Ao roteiro!

Vamos em frente.

A doação por um lado, significa a promessa de amor...

que é sempre duradoura e é uma afirmação pública...

que o contrato entre Will e Gavin será honrado.

- Will? - Esse anel é um sinal do meu amor duradouro...

e o sinal da promessa que te faço hoje.

O bispo pode ser meio exigente quando se trata de provas.

E a velha Wurzel de Lambeth Palace, vai dar um nó na calcinha.

- Aceita um pouco mais, Sr? - Oh, que simpático!

- Como suporta a tensão? - Talvez eu seja a 4ª cruz...

mas ainda creio que Jesus me quer como um raio solar.

Garçom, pode nos servir mais daquela adorável salsicha?

Então voltamos para onde estávamos no inicio...

com aquele rapaz no caminhão...

e percebemos que Chris disse "caiam fora" para muitos deles e...

decidiu ter um recomeço em Londres... O filme é sobre isso.

Veja, Robin, é isso... sabe que sou um grande fã...

- Você não gostou. - Sabe disso, não?

- Não sabe, não é? - Parece que estivemos ali.

- Não estivemos? - Eu digo, toda a coisa gay.

- É mais um assunto? - É sim, se você é gay.

E por isso deve se perguntar: isso ainda é um assunto?

- Mas isso é mais do que era. - Porque não acho que seja.

Você sabe... com Elton e David,

e Ian e... bem todo mundo. Qual é o problema?

Está feito. Fomos em frente.

- Foi aceito. - Assim prosseguimos...

Acho que se fizer um pouco como Gary Glitter.

- Gary Glitter? - Vietnam, Cambodia, todo o turismo.

Então? Talvez, talvez.

Mas todo o turismo tem sido feito para a morte.

Como está, não é para mim.

Desculpa, apenas não é!

Veja, estou ansioso para escrever algo contigo.

Acho que sabe disso. Mas isso, desculpa, é um não.

- Ainda está casado? - Sim.

Bem feito. Verei Dunstan na semana que vem.

- Verdade? - Posso lhe mandar o seu amor?

- Não me incomodaria. - Não, melhor que não.

Eu te deixo então.

Ele chegou ao sétimo grau.

A Srta. Richard disse que se ele continuar assim, poderá fazer...

- o "Royal College of Music". - Isso é maravilhoso, Dolly!

- Ele é um bom garoto. - Deve estar toda orgulhosa.

Isso me faz chorar de alegria. Quero muito que toque violino.

Deveria lhe indicar a Sra. H.

- Adoraria também, Dolly. - Ele toca como um anjo.

- E o que está preparando? - Monkfish e cogumelos.

Com licença, Sr... as salsichas.

- Obrigado. Esse sotaque? - Sou de Shropshire... Ludlow.

Ludlow?

E serão 30 graus em toda a região central de Londres.

Vovó, estou de volta!

E claro, é onde a maioria da população se concentra.

Olá, vovó!

- Querido! - Calor sufocante, não quer algo?

- Querido! - Que tal uma xícara de chá?

Oi, eu. Me atrasarei um pouco. Tenho que passar por St. Luke.

Oh, alguma pequena crise. Talvez nada, mas sabe como é.

Bem, claro que tentarei. Mas diga para não esperarem.

Estarei aí tão logo possa. Está bem. Eu prometo. Até...

- Alguma ligação, vovó? - Apenas uma.

- E de quem foi? - Era sua mãe.

- Oh, sim! - Ela quer vê-lo, querido.

- Não começa, vovó. - Disse que não toca numa gota há semanas.

- É uma mentirosa, vovó. - Não é, Terry, é uma boa moça.

- Não, ela não é, vovó. - Pode ser tudo, menos mentirosa.

- Ela tem um bom coração. - Não, ela não tem, vovó.

- Ela tem Terry, é uma boa moça. - Não, não é.

- Quer uma salada? - Telefona pra ela, Tel.

- Não vou telefonar pra ela. - Ela quer te ver.

- Ela não quer, vovó. - Ela quer, Terry.

Há um tempo ela poderia ter de mim tudo o que quisesse.

Se acontecer algo, não será capaz de viver consigo mesmo.

Você quer uma salada ou alguma coisa quente?

- Escolha por mim, querido. - Salada e não se fala mais nela.

Gavin tem me ensinado a amar. A amá-lo, a me amar.

É para sempre, querido. Se não for, conseguiu o inferno pré-nupcial.

Então vamos todos brindar. Saúde!

Vamos, então, meu lindo!

- Está aí coçando, não está? - Não, Sr. é meu intervalo.

Estou pagando por tudo isso, você sabe. E não custa pouco.

Suponho que não, Sr.

Sabe que é muito, muito charmoso me chamar de Sr.

Mas realmente não precisa.

- Então, Ludlow. - Sim? - Muito bom!

- Sim. Um pouco mais tranquilo. - É um pouco, suponho.

Bem, o suficiente.

- Ludlow... lindo castelo! - Sim.

Muito bom. Adoro essa parte do mundo.

- Nunca esteve lá ou já? - É algum lugar ao norte, não é?

- Beba um pouco. - Não, não. Estou a serviço.

É meu casamento.

- É um bonito anel. - Uma criação exclusiva.

- Deve refletir o seu mundo. - É muito grande, o joalheiro exagerou.

- Poderia tê-lo apertado. - Não gostará de perdê-lo.

Você está certo. Preciso ver o seu anel, não é?

- Sei que isso é incrível. - O quê?

O casamento. Nunca pensei que viveria para ver esse dia...

dois homens se casando. Acho tudo isso fantástico, não acha?

Acho que sim.

Gavin e eu vivemos juntos há muito tempo.

Sim, é lindamente fantástico.

- Ficou ruborizado. - É o calor.

Não, não, me perdoa.

Onde estava? Espero por você há séculos!

- Precisei ir à biblioteca. - Cristo, chegaremos atrasados.

Querido, use um copo.

Ficará bem aqui, não é?

Claro que sim.

Por que não sai e encontra Benjy ou faz algo?

Não gosto da idéia de estar sozinho e está uma linda noite.

- Mamãe, estarei bem. - Coma o "homus tahine" que você adora...

- ... com o delicioso baguete fresco. - Mamãe, estou bem.

Oh, eu sei que está, querido.

Bem, vou me ajeitar. Se seu pai ligar, diga para acelerar.

- Não está indo, não é? - Sim, já terminei.

- Que pena! - Fim do meu turno.

Venha, vou te mostrar algo.

Moro com um colega no momento, ao sul do rio...

mas mudo para o meu canto na semana que vem.

Quer dizer, é alugado, mas estou muito animado.

- Aposto. - Vim de minha cidade para Londres...

tenho o meu trabalho e agora o meu canto. Brilhante!

Brilhante!

E que lugar é este?

A despensa.

- E para que a utilizam? - Para guardar comida.

Está todo orgulhoso, não está?

Adoro Londres. Sempre soube o que queria e você também?

- Quer? - Eu quero.

Imagina... eu com o noivo.

- Vou perder o meu emprego. - Não comigo atrás de você.

Cristo, adoraria lamber os pelos atrás do seu pescoço.

Já está casado. Deveria ter outras coisas na cabeça.

Vai para algum belo lugar em lua de mel?

Eventualmente. Gav volta ao trabalho amanhã.

- O que ele faz? - Cuida da saúde das pessoas.

- O que você faz? - Faço dinheiro.

Estou perdido!

- Não aqui! - Aonde, então?

- Não deveríamos fazer isso. - Ora, vamos!

Tão honesto como o dia é longo, hein?

Não quero acabar sozinha, Tel.

Não vovó.

Eu tenho você não é? Quem você vai procurar?

- Fico preocupada contigo. - Estarei bem, vovó.

Eu sei. Me preocupo com você.

Deixa disso, vovó.

Todos precisamos de alguém, querido.

Encontrarei alguém, vovó. Não se preocupe.

Venha aqui.

- Meu celular. - Oh, o quê?

- Quero te ver de novo. - Não pode.

- Me telefona. - Não.

- Vai ligar, você sabe. - É seguro de si, não é?

Até mais, então.

Você tem uma bunda adorável!

E você tem um adorável marido.

- Onde diabos você esteve? - Me desculpa.

Estava cheio de dar desculpas, o que esteve tramando?

Por Cristo, me dê um pouco. Estive às voltas com o vigário.

- Muito pura, da boa. - Até pensei em segundas intenções.

- Onde está o anel? - Na carteira, saiu do dedo.

- Eu dei a ele as medidas certas. - Está bem. Verei isso amanhã.

Ei...

Um chope, por favor.

- Que calor, hein? - Sim.

- Pensei que estivesse indo. - Não, não estou... - Bom.

- Eu sou Alfie. - Oh, sim?

- Sim. - Não conheço muitos Alfies.

Deixe-me te apresentar...

Não, está bem.

Minha mãe ligou e falei que ia a um casório; não disse que era gay.

- Ela não pensaria nisso, não é? - Não sei. Mas ela sabe de tudo.

Sim, as mães sempre sabem.

- Legal. - Sim, se gosta desse tipo de coisas.

- Putz, mijei nas calças! - Oh, sim?

Não vai pensar que...

Eu disse não vá até lá. Mas ele não ouviu, entende o que digo?

Era o botão.

Continuou empurrando e eu falando e a coisa quebrou.

- O botão direito. - Cerca de 300 pratas.

- Ele conseguiu dar "boot". - Aí fiquei falando aquela porra.

- Olá, Rog. - Ei, Robin.

- Como está? - Tudo bem.

- E você como está? - Muito cansado.

Entra e pega um drinque.

O que posso fazer por você?

- Robin! - Quer um desses?

Está muito bem, não está, Roger?

- Um cliente me mandou dois desses. - Oh, já te dei desse.

- Não bebeu desse? - É bom demais. Aqui está.

- E ganhou um pouco de peso. - Você acha? - Sim, está bem.

- Veja o que acha. - Obrigado... Saúde!

Droga!

Veja que confio no adorável rapaz de Shropshire! Agora, me ligará.

Idiota imbecil!

- Algo sobre o verão, não é? - Sim.

É como a seiva do tempo. Sempre tenho a sensação de estar perdido.

- A festa acontece sem mim. - Não se sente assim, não é?

É meio sem propósito, como um tipo de explosão contida.

Algo como os garotos indo para a universidade.

Sinto incomodado no departamento. Quero jogar o jogo de novo.

Joguei o jogo desde 15 anos e não é tudo.

Preciso de mulheres. Eu as amo, sabe disso.

Bem, você tem uma.

Não dá no mesmo, não?

Então, qual é o seu nome?

Smithy.

Smithy?

Eu gosto.

Sim?

Qual é o seu?

Mickey.

É irlandês?

Não.

Disse que mora por aqui.

Nada longe.

- Aqui é seu território, então? - Sim, um tipo de.

E sobre você?

Não.

Sou de fora de Londres.

Oh, sim?

E de onde é?

Sussex.

Sussex, hein? Muito bem, muito bem.

De onde em Sussex?

Nutley.

Nutley? Nunca ouvi falar de Nutley.

- É minha mãe. - Oh sim?

Ela morreu.

Há alguns meses, de ataque cardíaco...

de forma inesperada.

Não sinto muita falta dela.

- Minha mãe morreu há pouco tempo. - Ela morreu?

Do que ela morreu?

Morreu atropelada.

O quê?

Algum tipo de depressão?

Não. Por uma van dos correios.

- Está brincando. - Não estou.

Os caras dirigiam feito maníacos.

É terrível.

- Sabe o quê? - O quê?

Ela estava postando uma carta.

Cristo, estou...

Sim, faz a gente pensar, não é?

- Te invejo... Nem usa gravata. - Tem seu próprio negócio...

Advogado criminal de sucesso, muito dinheiro. Esposa e filhos.

É um adulto... Eu vivo num estado de eterna adolescência.

Sou adolescente de coração.

Ainda aprecio futebol, uma boa bronha...

Foi bom, não foi? A escola, tudo aquilo.

Sim, claro que foi.

Cristo, preciso de uma foda!

Que calor, não está?

Órfãos na tempestade, não é?

Sim.

Gosto desse. Podemos só...

Podemos ouvir um pouco disso?

Sim. Sim, está bem.

- Como um maldito pesadelo. - Não tem problema.

- Ele chegou tão atrasado! - Uma reunião sobre arquivamento.

- Basta por os seus pés no chão! - Não posso deixá-lo.

- Maldito conselho! - Sinto muito.

- Não importa. - Tinha a roupa certa e estava pronta.

- Por que está fazendo isso? - Odeio ferrar Pet Shop Boys!

- Minty está aqui? - Acho que foi chorar lá fora.

- Oh, não. - Ela está quase morta com a febre do feno...

- Deixe-me lhe dar um drinque. - Você fez Botox?

- Não fiz! - Oh, está com um aspecto tão rejuvenescido.

Roger e Robin estão no jardim.

Robin?

Sim, estou certa de que o conhece.

É um antigo amigo de escola de Roger.

- Oh, não é o... - Escritor.

- Está certa. - Puro?

Sim, por favor.

Fecha a porra da boca!

Disse que não quer nem pensar num pouco de mijo?

Como gosta, seu chupador imundo?

Huh?

Isso é ótimo, não é?

Hein?

Quão bom é isso?

Sua merda patética!

Quão orgulhosa mamãe ficaria, não?

- Eu faço "Howards End". - Grande, qual personagem?

- Faço a Sra. Willcocks. - Ótimo!

Acredito que não conheça.

Oh, mas precisa! Vanessa Redgrave fez ela no cinema.

Então, foi feito antes.

Tudo foi feito antes. Só fazem hoje o que foi feito antes.

- Parece ser o caso. - Nunca foi feita para a TV.

- Acho que foi. - Não, estou certa que não.

Acho que está certo. Nos anos 70.

- Como saberia, nunca assiste TV. - Assisti nos anos 70.

- Quem está fazendo? - Frank Winston é o comissário.

- O que faz, agora? - Você o conhece?

Nos encontramos de manhã, por um certo motivo.

Querido, não é ele!

Tudo bem.

Algo sempre me intriga em "Howards End".

É uma novela intrigante.

Será que tem ou não um apóstrofe?

Seria o fim dos Howard ou de vários Howards?

Ou é só o fim de Howard?

Enfim, estou contentíssima.

Desculpa, Belinda. Tive que vestir o Albertinho.

Comprei pra ele um chapéu fofinho e ele ficou adorável!

Olá, cara!

O que está fazendo?

Com licença.

Venha!

- Olá, companheiro! - Desculpa o atraso, Roger.

Cristo, está todo ferrado!

Estou?

Não parece estar bem.

Te peguei!

Belinda e eu fomos ao Pilates. Mostrei a ela fotos do Albertinho.

Ele é meu neto...

- Ela é adorável não é? - Sim, ela é.

- É casado? - Não, sou gay.

Oh, que ótimo!

Você tem... como eles dizem... um parceiro?

No momento não.

Oh...

Gostaria de um Pringle?

Oh, meu marido ao menos?

Desculpa, querida.

Não conhece Robin, conhece?

Não nos conhecemos.

Fecha a boca querido, parece uma carpa!

Robin e eu estivemos juntos na escola.

Prazer em conhecer.

Deus, o que foi isso?

O quê?

Pareceu um grito, algo assim.

Deve ter sido uma raposa fazendo sexo.

Vim trazer a sua caneta.

A sua Parker ballpoint.

Esqueceu ela na biblioteca essa tarde.

Eu a achei.

E pensei em trazê-la.

Não poderia entrar?

Por quê?

Para te entregar a caneta.

Pode me dar aqui.

Mas gostaria de...

De quê?

De entrar.

Não pode.

- Por quê não? - Porque não te quero.

- Por quê não? - Porque não quero.

Não está fazendo nada.

Como sabe?

Olha, me dê a caneta ou fecharei a porta.

- Mexa-se. - Pensei que pudesse ser bom...

para conversarmos.

Conversarmos?

Sim.

Não quero conversar.

Não te conheço.

- Me conhecerá se conversarmos. - Olha, se manda!

Tira os pés daí e caia fora!

Chega de jogo! Volta pra casa, pra mamãe e papai, está bem?

- Eles saíram. - Vá e espera por eles.

Não quer a sua caneta?

- Por que preocupado com isso? - Te bato com um cinto se não sair.

Não faria isso.

Não me pressione.

Eu te imploro.

Porque não posso ficar um minuto?

O que há de errado com isso?

Sempre nos vemos na biblioteca.

Qual é o problema?

Estou chateado até a morte e não quero dormir agora.

Eu só...

pensei que pudéssemos conversar.

Cinco minutos, é tudo. Depois vou embora, prometo.

Está inventando uma história, não é?

Estou inventando uma história também.

Entre outras coisas.

Está no colégio?

Qual o seu assunto favorito?

Gosto muito de Hitler.

Não do cara.

Mas, você sabe, o 3º Reich e tudo mais.

É isso, então?

O quê?

A nossa conversa.

É provável que achemos outras coisas para falar.

Não precisava ter me empurrado tão forte.

Pôs os seus pés na porta.

Acha que eu poderia beber um copo de água?

- Ah! - Sua bunda parece boa.

Aqui vamos nós.

Somos casados!

Somos finalmente casados!

Fica quieto!

Obrigado.

Obrigado.

Aqui já teve um incêndio?

Sim.

O que aconteceu?

Foi um acidente.

Deixei a torradeira ligada.

Deveria dizer a alguém.

Eu te disse.

É uma vizinhança abominável, não é?

Esse lado da rua é sim.

Não gosto muito das pessoas daqui e você?

Não saberia, eu cuido de mim mesmo.

Apesar disso é difícil às vezes, não acha?

Não está aqui há muito tempo, não é?

Não estou.

Não sei você, mas estou cansado. Boa noite!

Boa noite!

Não é tarde.

Deverá ir pra casa para sua mãe e seu pai.

Não estarão aqui tão cedo.

Vou me deitar.

Meus pés doem.

Eu te disse para não por os pés na porta.

A propósito, sou Theo.

- Quem é você? - Tim. Agora, foda-se!

Gostaria de outro copo de água, por favor, Tim.

Ele está com 18 meses.

- Sim, você disse. - Albertinho.

Não tinha tanta certeza, mas Albert já começa a crescer.

Que bom ele não ter sido chamado de Ivy.

- Ele me faz rir. - Estava dizendo a Belinda... - Eu...

- dei a ele um chapéu fofinho, - Como o que usa Andy Roddick.

- Agora ele está fofinho. - E estava empinadinho...

Ele é tão orgulhoso de seu Willy.

Acho que é uma fase que as crianças passam.

E é surpreendente, não é, Julian?

Ele subiu no meu colo e tentou empurrar o botão para a casa.

- Não deve ser daquele grande. - Eram botões muito grandes.

E no final não resisti e tive que beijá-lo.

Adorável, mamãe!

Por que está sempre consigo mesmo?

É como gosto.

Não tem amigos?

Toda essa conversa...

todo o lixo.

Não precisa ser desse modo.

Sim.

Bem...

Eu nunca fui assaltado.

Sempre fui discretamente evitado.

Pela minha sorte...

a sua sorte.

Não é algo de cima.

Pode-se acostumar com a falta de um membro...

mas não é suficiente.

Poderemos ser amigos.

Não, não podemos.

Claro que podemos.

Você tem... o quê?

14 anos?

15 anos?

Eu vou fazer 30.

Não temos nada em comum. Nunca seremos amigos.

Já me viu antes, não é?

Mora na rua de cima.

Quero dizer, você já reparou em mim.

Olhou para mim, não é mesmo?

E na biblioteca...

olhou pra mim como se eu tivesse olhado pra você, é desse jeito.

É melhor você ir.

Posso tomar uma cerveja, por favor?

Não.

Continuando...

- Mamãe e papai me deixam beber um gole. - Então vá para casa e beba!

Está muito quieto essa noite, Julian. Tudo bem?

Pobre sujeito, está exausto! Dê um tempo!

Estou bastante cansado, na verdade.

- Trabalha até tarde, não é? - Sempre até tarde, não é querido?

Oh, isso não é bom, muito trabalho, pouca diversão.

- É o que digo a ele. - Precisa se relaxar, às vezes.

Exatamente! Sabe de algo, Robin...

- Acho que precisa dar a mão a ele. - Precisa que te dê a mão, Julian?

Isso já basta. Já basta, está bem?

Desculpa. Estou mesmo cansado.

- Querido, gostaria de ir embora? - Não.

Sinto muito.

Não, por favor, não!

Todos ficamos meio estressados quando a pressão aumenta.

Uma outra bebida pode ser um engano.

Obrigado.

Tem fogo?

Sim.

Desculpa.

Linda, não é? A lua.

Oh sim, é linda.

- Está aqui faz tempo? - Não muito...

- Sabe quem mora por aqui? - Não.

Onde estamos, então?

- Para o oeste. - Para o oeste, é?

Sim.

Muito bem.

Sim, é sim.

E como veio parar aqui, de ônibus?

Vim dirigindo.

Oh sim? Que carro tem?

- Muito inquisitivo, não? - Te aborrece, não é?

Não. Não.

Está tudo bem, então.

É um Audi.

Um Audi, hein?

Um daqueles grandes fodidos ou pequeno, tipo cabeleireiro?

Um A4 Estate.

Então tem família?

Não.

Isso te faz curioso, não?

Por que aquela estrela fica perto da outra?

Aquela está perto da outra?

Imagino que sim.

Sabe o que eu acho?

Não.

Acho que significa: fodam-se todos!

Que maldito calor, hein?

Sim, maldito.

Não sei se queria ver o seu A4 Estate.

- Gostaria? - Oh, sim!

Adoro grandes motores.

Mickey.

Joe.

Olá, Joe.

O que foi aquilo?

Foi por ali.

Joe!

Foda-se!

Me ajuda.

Me ajuda.

Alfie, não é?

Me ajuda.

Isso é seu, Alfie?

Por favor, me ajuda.

É um pequeno diamante, não é?

O que é isso ao lado dele?

Me parece uma safira.

O que me diz, Alfie?

Safira, não é?

E não é seu, você diz.

Me ajuda!

É muito bonito!

Muito bem, cara! Estou atrasado.

Em 2010, reduziremos as emissões de carbono...

Querido, não queremos saber dos carbonos da...

Ao menos em 20%.

Não é, Robin?

- Julian? - Acho interessante.

Ouça, querida, alguém gritou!

Não, sempre me dei bem com os gays.

Tenho amigos, realmente.

São muito divertidos e amigáveis.

De fato temos vários amigos gays, não é, Julian?

Nunca os contei.

Admito que há uma parte em mim bem conservadora.

Adoro a ideia do homem forte, protetor, lutando nos campos...

voltando para casa para uma fecundação vigorosa!

- Tudo bem aí, meu velho? - Alguém não deveria ir lá fora?

- Querem que eu vá lá fora? - Não, tudo bem.

Não faria esse tipo de coisa, não é Robin?

Desculpa, não sei do que está falando.

- Falo de se esconder nos arbustos. - Marion!

Isso parece irresponsável.

Depende, não é?

Qualquer um iria para qualquer lugar caso se sentisse acuado.

Hum?

Até algum deles e eu. Não falo de você, Robin.

Tendem a nos jogar as coisas na cara.

Precisa disso?

Ninguém fareja no escuro. É coisa de cachorro, não é?

- É mesmo necessário? - Marion!

Já aceitamos. Não se comportaria como uma pessoa normal, agora?

- Já expôs o seu ponto. - Talvez nos divirta farejar no escuro.

Talvez achemos a aceitação a que se refere um pouco chata.

Talvez percamos esse pequeno golpe de excitação.

O que acha, Julian?

Todos podemos fazer tudo com uma dose de excitação em nossas vidas.

Acho que tenho que concordar.

É mesmo?

Há muito para você em todos os...

clubes e casas e quartos escuros.

Câmaras escuras!

Vai muito a boates?

Não, não vou.

Não, não acho que vá, considerando...

Considerando o quê?

Que não tem andado muito bem, não é?

Não vou muito mais a boates pela mesma razão que você não vai.

Estamos passados.

Entretanto, como saberemos que...

o pobre sujeito estava...

fungando, como você diz?

Poderia estar apenas caminhando.

E nem mesmo sabemos se é gay.

De qualquer modo...

a quem importa se farejava como um cão nos arbustos?

Ele estava no mais temeroso e horrível estado.

E ninguém, ninguém... merece ser tratado daquele modo.

Você me viu à noite...

te observando?

Ajoelhei na janela...

com uma bicha.

Não percebeu?

Quando suas cortinas se abriram...

eu te desejei.

Eu te via e me masturbava.

Você me via...

e se masturbava...

com uma bicha.

Por quê?

Não é óbvio?

Me pergunto...

porque estava com uma bicha?

Sempre fumo enquanto me masturbo.

Não está furioso, está?

Não é nada divertido!

Não.

Não, sei que não é.

Está bem.

Realmente.

Há um homem que mora no bloco do conselho - lugar medonho!

Aqui vamos nós!

O que significa "aqui vamos nós"?

É homem jovem...

com alguns atrativos, mas tem algo nele...

Só porque é um tipo calado?

- Alguma vez falou com ele? - Não.

- Bem, lá vamos nós. - Não fala com pessoas como nós.

Não faz ideia do que ele gosta!

- Eles dizem... - Ah, eles!

que estava envolvido...

- com molestação de menores. - É um boato.

- Fumou o maço todo? - Quem se preocupa?

Ele não estava em uma lista ou algo assim?

Mas não são provas concretas.

Alguma vez o viu com menores?

Claro que não!

Sou muito ocupada.

As pessoas são...

medrosas por serem diferentes.

Nunca irá entender isso.

É preciso muita coragem.

Mas...

se puder ser o que é...

e não o que acha que deveria ser...

será feliz o bastante...

e se compreenderá...

e poderá encarar qualquer coisa.

Quando a gente se entristece...

a felicidade vai embora.

Eu olhei pra você.

Olhei pra você muitas vezes.

Mas não é bom.

Você precisa ir.

Você tem...

Você tem que ir.

Vá, por favor.

Por favor!

Sei por um fato que seu apartamento foi atacado.

Pobre cara!

- Bomba de gasolina, através da janela. - É terrível.

- Felizmente, não morreu. - Ele saiu ferido?

Não sei. Talvez alguma criança.

Bem, foi assim! E fizeram isso por causa do que ouviram.

E são uma droga de pais preconceituosos!

- Preciso ir. - Nat!

- Preciso ver como está meu bebê. - Ele está bem.

- Não sei sair sem ele. - Já saimos antes...

Preciso ir!

Achei mesmo a sua complacência inacreditável.

Só porque ele mora lá não quer dizer que algo sinistro acontece.

Essas histórias não saem do ar. Deve haver uma razão para elas.

Imagina se são verdadeiras?

E se ele começasse a importunar o Theo?

Desculpa.

Espera.

Desculpa.

Está bem.

Tenta de novo.

Devagar.

Devagar... sim.

Devagar.

Lentamente. Sim.

Oh, sim!

- Compreendeu, não? - Claro.

Estranha noite de maldades na rua. Só quero abraçar o Theo.

- Adoraria vê-lo de novo. - Ele é brilhante, meio deprimido, mas...

- Qual a idade dele? - Está perto dos 15.

Que noite adorável!

Monkfish e cogumelos!

Você é um talento!

Obrigado.

Viu alguma coisa?

O que houve?

Esteve ali por um longo tempo.

- Onde exatamente? - Deve ter visto algo.

Não sei do que está falando.

Viu, não viu?

Com licença.

Porque se viu, precisa dizer à policia.

Sou cônscio de minhas responsabilidades.

Não ligo para a sua consciência!

Tem sido um pouco cansativa essa noite com seus olhares maliciosos.

Me importa que algum monstro o tenha espancado.

É muito pueril pensar em me dizer isso.

Se viu algo que possa de longe ajudar a achar o idiota que fez...

Está tudo bem?

Sim, obrigado.

Mas deverá dizer a alguém.

Porque da próxima vez, Julian...

poderá ser um de nós.

A propósito...

tem um belo pau.

Theo, querido!

Não.

Tem que ir.

É um grande engano.

Primeiro ou segundo?

Haverá uma perfeita e razoável explicação.

Em qual porta?

Não sei.

Em qual porta?

Acho que o andar está errado.

Oh, pelo amor de deus!

Não vai dizer nada, vai?

Claro que não.

Porque se disser, irá ferrar com todas as coisas.

Porque vou dizer?

É o que eu queria.

É o que eu quero.

Quem será?

- Onde ele está? - Desculpa?

- Theo? - Por favor.

O que é isso? O que há de errado?

São seus pais.

- Caia fora daqui. - Por quê?

Tim.

Prazer em conhecer.

- Peter. - Olá.

Que diabos está fazendo?

- Caia fora, pelo amor de deus! - Mamãe, o quê?

O que faz aqui?

Qual o problema contigo?

Se não me disser o que está acontecendo chamarei a policia.

A policia?

Se levantar um dedo pra você...

- Se tocou no meu filho... - Nat, por favor.

O que pensa? "Nat, por favor?" Ele tem 14 anos!

Mamãe!

Bem, não tem?

Tocou nele?

- Tocou nele? - Papai, fala com ela.

Nat!

Não toquei. Por que tocaria nele?

- Está meio despido. - Está muito calor!

Cala essa boca!

Me diga, Theo...

porque está aqui?

- Para entregar isso a ele. - O quê?

Peguei por engano na biblioteca e a encontrei nas minhas coisas.

Como sabe que é dele?

Porque o vi usando e é muito distinta, não vê?

Quer dizer que se veem na biblioteca.

Algumas vezes, na divisão de história.

Vejo muitas pessoas. Qual é o problema?

Existe uma explicação.

Sim, então pensei em trazê-la.

- À meia noite? - Eu não dormia. Vi luzes e pensei... porque não?

Querido, não precisa entrar no apartamento para devolver a ele.

- Foi muito amável da parte dele. - Sim.

Muitos rapazes teriam pedido dinheiro.

Então porque ainda não a pegou?

- Aqui está! - Obrigado.

Certo.

Vamos.

Esteve fumando e... álcool. Você fede a álcool.

- Você também fede. - Não se atreva a falar comigo assim.

Ofereceu álcool e cigarros ao meu filho?

- Oferecer a ele? - Nat, vamos lá!

- Bem, ofereceu? - Mamãe!

Diga alguma coisa, por que não?

Vamos pra casa.

Sei que está tramando algo.

Nada aconteceu.

- Posso sentir o cheiro. - Papai, diga que nada aconteceu.

- Vamos, Nat! - Largue-me!

Ótimo!

Ótimo!

Posso ver a sua mão?

Se olhar de novo para o meu garoto...

Desculpa.

Desculpa por tudo isso.

Ódio ao Bando de Criminosos Gays!

Foda-se!

Tenho o Sr. Cape na linha.

Cape?

Robin Cape.

Ele falou sobre o que era?

Só que era muito importante e queria falar.

- Julian. - O que quer?

- Chamou a polícia? - Me escuta...

Ele está morto.

Morreu durante a noite.

Tão irreconhecível que será identificado pelas digitais.

Pensei que devesse saber.

Que calor, não?

Mora por aqui, não é?

Não é nada mau, posso dizer.

Bela vista.

Ar fresco.

Então...

- Onde você mora? - Não moro por aqui.

Tem uma língua, então?

Vê todo tipo por aqui.

Passeando com seus cães...

soltando pipas...

arrancando urtigas.

Vi George Michael por aqui outro dia.

Viu mesmo?

Sim.

Tem uma propriedade aqui por perto.

Qual é o seu nome?

Alf.

Alf.

Eu gosto.

Merv.

Prazer em conhecer, Alfie.

É muito esperto, de onde tirou isso?

De um admirador.

Deve pensar muito em você.

Sim, ele pensa.

Posso ver porque.

Olá, Alfie.

Sabe de uma coisa?

Acho que é muito novo para isso.

Acho que terei que te ensinar.

Me ensinar uma lição?

Sim, adoraria isso.

Tente de novo.

- Danny? - Sim, Srta?

- Sempre tem algo a me dizer? - O que quereria dizer, Srta?

Se tem algo te aborrecendo.

Nada está me aborrecendo, Srta.

- Ou se tem algo em mente. - Não há nada, Srta.

- Se houver... - Não há nada.

Bom. Bom.

- Estou aqui para ajudar. - Obrigado, Srta.

O que aconteceu contigo?

Eu andei em um lugar.

- Num matagal. - Andei num terreno baldio.

Desculpa.

Você relatou à policia?

O que há para relatar?

Não deveria ser permitido deixá-lo fugir.

A policia precisa saber o que anda acontecendo.

Aqui dói?

Não.

Não vivemos mais na Idade Média.

Já é hora desses "primatas" se ferrarem.

Sim.

Morte certa, doutor.

Quero dizer, tudo o que fazia era farejar um pouco de "knob".

Não há nada errado nisso, não é?

Sabe de onde estou vindo?

Olha para a direita.

Esquerda.

Quem sabe, doutor...

Para cima.

Um dia colidiremos um com o outro de novo.

Para baixo.

E não saberia o que te esbarrou.

Direita.

Esquerda.

É melhor se cuidar.

Para cima.

Sou um homem casado.

Para baixo.

Oh, sim?

Não queremos meu marido enciumado, não é mesmo?

Oh, não queremos isso, queremos?

Se eu pudesse só...

O que há?

Alô?

Gav?

Está bem?

Pegou de volta o anel no joalheiro, hoje?

O anel?

Sim, o anel.

Pegou?

Sim, claro, peguei.

Você pegou.

Não houve nenhum problema, nada?

Não.

Disseram que ficará pronto na semana que vem, por quê?

Não o esqueceu ou perdeu? Porque se aconteceu eu entendo.

Eu não me importaria.

Poderia conseguir um outro. Isso...

não seria problema.

Eu te disse, eu o peguei na joalharia.

Gavin, quer me dizer o que está acontecendo?

Gav?

Gav, o que é?

Te vejo depois, está bem?

O garçom de 24 anos, de Ludlow... foi achado essa noite...

em Clapham Common por um aposentado e seu cão.

Ele foi levado ao hospital, mas foi impossível salvá-lo.

A policia diz que foi mais um desses ataques cruéis que acontecem.

Mais um caso deprimente que confirma a crescente criminalidade.

Tradução/ Legendas *espantalho*

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