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Original subtitles

Os primeiros antepassados que foram capazes de escrever

mencionaram uma estranha droga chamada "nind andhera".

Esta droga foi introduzida pela primeira vez na cidade de Lahore, Punjab, na �ndia

no ano de 730 e apaga as loucas mem�rias da vida ap�s a morte.

Ela separa o corpo da mente

e mergulha a alma em sono profundo e nenhuma dor � sentida.

Ele � como um homem morto embora ainda n�o esteja morto.

A TORRE DOS MONSTROS

Pris�o de Newgate Londres - 1872

Doutor Ramsay, voc� tem visita.

Dr. Cadman.

Fico feliz que tenha vindo me ver.

Tinha que vir. Voc� foi meu aluno mais brilhante em St. Thomas.

Agora n�o t�o brilhante.

V�o me enforcar amanh� de manh�.

Eu fico me lembrando do passado.

Eu simplesmente n�o acredito.

E estou aqui.

Usando roupas de um condenado.

Um assassino, um bandido!

Gordon, Gordon, por favor.

Me condenaram com evid�ncias circunstanciais.

Encontraram o corpo desse Curry flutuando no rio.

Um agiota, para quem eu devia 14 libras.

Como se envolveu com um homem como Curry?

Ele foi at� meu quarto para cobrar minha d�vida.

Conversamos um pouco

tudo que lembro � que ele saiu

ent�o ouvi a porta abrindo atr�s de mim

algu�m me bateu e perdi a consci�ncia.

Mas voc� esperou por Curry?

Eu n�o sei!

Eu acordei em um banco de pedra na praia.

A pol�cia me prendeu

e estou aqui preso.

Eles t�m que ter mais provas contra voc�.

Sim! Curry deixou pap�is em meu bolso e seus sapatos no meu quarto.

Mas eles nem provaram que o corpo tirado do rio era Curry!

Isto � o suficiente para me enforcarem.

Meu corpo vai ser levado para a sala de cirurgi�es

e os meus colegas v�o me dissecar.

N�o vai acontecer isso com voc�.

Isso � parte da senten�a.

Eu vim aqui para fazer justi�a.

Consegui revogar esta parte da senten�a.

Eu fui at� as autoridades para solicitar a mudan�a da puni��o.

O que quero dizer � que voc� tem direitos.

Tome isto e amanh� eu irei at� voc�.

N�o, eu n�o me matarei.

� apenas um sedativo para ajudar a enfrentar a prova��o.

Ficar� completamente inconsciente do que acontecer� com voc�.

O que � isto?

"Nind andhera."

Uma droga indiana. Eu a chamo de "sono negro".

Ele est� morto possivelmente h� umas duas horas.

Provavelmente pouco antes de voc� entrar.

Hora da morte: Cinco da manh�.

Causa: desconhecida.

Provavelmente um ataque card�aco.

Ou�am esta gente m�rbida que quer ver um homem sendo enforcado.

Enviarei o corpo para o Dr. Cadman para um enterro decente.

Mas ele deve ser levado a sala dos cirurgi�es para disseca��o.

Houve mudan�a. Recebi uma autoriza��o vinda de cima ontem.

- H� uma c�pia em meu consult�rio. - Sim, doutor.

Ele est� aqui, senhor.

Acenda a luz.

Porque abriu o caix�o?

Algu�m podia entrar e v�-lo.

Iria ver um homem que foi enforcado e sufocado.

Ele n�o foi sufocado.

Sua vida foi suspensa.

- Tem uma seringa? - Claro, senhor.

A melhor que se pode comprar na Bond Street.

Algum problema com as autoridades?

Existe um papel quando se trata com autoridades.

Pessoas assim precisam de pap�is, pap�is sem assinaturas.

Mostrei o seu papel e o corpo aqui est�.

Muito bem!

H� quinze anos que eu lido com corpos dessa natureza.

H� quinze anos eu tamb�m senhor!

De maneira diferente, claro.

Eu roubava seus t�mulos para pegar an�is e coisas

para minha bela loja cigana.

Mas a pol�cia n�o achou muita gra�a.

Eu seria guilhotinado.

Eu estava na Fran�a.

Dr. Cadman?

Isso mesmo.

Voc� ainda est� aqui?

Sim, ainda estou aqui.

Eu estava... eu estava dormindo.

Vou ser enforcado amanh�.

N�o foi.

Hoje � depois de amanh�.

Acabou.

Acabou?

Bom dia, Dr. Ramsay.

Gordon Angus Ramsay morreu �s cinco hs. do dia 3 de outubro de 1872

em Newgate Prison, causa desconhecida, poss�vel ataque card�aco.

Assinado pelo m�dico da pris�o.

Mas voc� est� vivo.

Muito.

E pensando no meu jantar. Voc� tamb�m deveria.

Dr. Ramsay, voc� est� legalmente morto.

A justi�a est� satisfeita.

Sem forca.

Obviamente.

Que dia � hoje?

3 de outubro.

Onde estamos?

Em Londres, Limehouse.

No ateli� de um artista excepcional.

Excepcional em muitas �reas.

Udo, o cigano.

O.P.A.C.

Isso O.P.A.C. Ornamentador Profissional de Arte Corporal.

Vivo tamb�m.

Claro, ningu�m tem mais sorte de estar vivo!

Claro, que voc� tamb�m teve muita sorte.

Sim, � a droga, n�o �? "O sono negro"?

- Isso mesmo. - Por isso estou vivo!

� fant�stico!

Quer dizer...

Quer dizer que este "sono negro" suspende todo os sinais...

pulso, respira��o... e faz um m�dico de bobo?

Voc� � a prova viva.

Mas e a temperatura corporal?

Tamb�m � suspensa.

Mude seu foco, Dr. Ramsay.

Na pris�o teve dias muitos dif�ceis

e agora poder� ter dias mais iluminados.

Poder� viver muito bem novamente.

Bem, eu produzi a aparente anima��o suspensa

no organismo vivo e posso tamb�m dizer

que determino quando quero fazer.

E a administra��o do ant�doto deve ser feita em 12 horas.

Voc� fez tanto por mim.

Porqu�?

Por duas raz�es.

Primeira, acho que ningu�m tenha direito de tirar uma vida.

A n�o ser que seja estritamente necess�rio.

Por exemplo, para o avan�o da ci�ncia m�dica.

Segundo, eu estou desenvolvendo um trabalho de pesquisa.

Pesquisas sobre cirurgia cerebral.

Seu conhecimento do sistema neurol�gico e habilidade para realizar cirurgias

pode cooperar com minhas descobertas e me ajudar a relacion�-las.

Portanto, por estranhas circunst�ncias

voc� se tornar� meu assistente e possivelmente meu colaborador.

Ser seu assistente ser� uma honra, um privil�gio.

Mas a natureza da sua pesquisa...

Temos que tomar algumas provid�ncias, referente ao seu estado...

quero dizer, morto.

Udo, providencie que o caix�o do Dr. Ramsay

seja preenchido com pedras e tijolos

e espalhe a not�cia sobre uma cerim�nia

o caix�o ser� levado para algum lugar pequeno no norte...

- Voc� � anglicano? - N�o, presbiteriano.

Presbiteriano.

Seu funeral ser� realizado na igreja certa.

Udo, aceitaremos tudo no servi�o funeral, exceto uma coisa...

Sei, o Dr. Ramsay n�o poder� estar presente.

Providencie um funeral agrad�vel e digno

com tudo que estou pedindo, e me d� um retorno, claro.

- Senhor... - Oh... sim...

Bem, j� cuidamos de tudo com rela��o ao seu funeral.

Obrigado... pelo funeral digno.

Eu disse que ia fazer justi�a, n�o?

Agora, o seu futuro.

Voc� vai viajar para minha casa que fica em St Griffins

� uma antiga abadia na costa leste

e � um lugar espl�ndido para fazer pesquisas.

Enquanto Dr. Gordon Ramsay descansa em paz em uma igreja no norte

voc� vai estar livre

livre depois da interrup��o de sua vida.

Obrigado.

Boa noite Casimir!

Bem-vindo doutor!

Minha casa, minha cl�nica, meu local de trabalho.

Doutor Cadman! Doutor Cadman!

Mungo! Pare! Pare!

Daphne!

Pare! Pare!

Daphne!

Mungo... Mungo!

Sua amiga est� aqui.

Estou com vergonha de voc�.

Querida, est� tudo bem, tudo bem.

Laurie.

Laurie, se controle.

Mungo, volte...

V�!

Sinto muito Sir Joel.

Eu estava fazendo o relat�rio cl�nico de nosso �ltimo caso...

Eu sei qual � o caso em quest�o.

Talvez voc� devesse prend�-lo.

Mas isto � raro acontecer.

Ele obedece s� a voc�.

Quer continuar com essa responsabilidade?

Sim, quero.

Daphne, deixe-me apresentar o Dr. Gordon.

- Como vai? - Como vai?

Ele vai ajudar com meu trabalho.

Daphne, � minha enfermeira cir�rgica.

Cuide da Laurie, Daphne.

- Sim, boa noite doutor. - Boa noite.

- Boa noite, doutor Gordon. - Boa noite.

Doutor, deixe-me mostrar seu quarto.

Alguma mudan�a?

N�o.

238 dias hoje.

Ou oito meses desde o derrame.

Oito meses.

N�o vai demorar muito mais.

Quando acha que vai operar?

Deve ser logo Daphne.

Tem que ser logo.

Talvez ela saia do coma.

As pr�-an�lises.

Somente junto.

Porque sabemos como o tumor � profundo.

A cirurgia mais s�rie e delicada j� feita.

Eu n�o posso agradecer o suficiente por tudo que tem feito por Angelina.

Obrigada, Sir Joel.

Fa�o tudo para ajud�-lo.

Angelina, minha querida esposa.

Eu tenho a habilidade e logo terei o conhecimento

e a coragem para libertar sua mente presa na inconsci�ncia

e traz�-la de volta a vida, ao mundo, a mim.

Por �ltimo, eu espero por voc� h� tanto tempo.

Logo vou fazer a cirurgia mais importante de minha vida.

E se eu falhar

vou me destruir.

Mas eu n�o vou falhar, minha querida.

Eu n�o vou falhar.

Entre!

Bom dia doutor!

Bom dia Ramsay!

Talvez doutor... fosse melhor mesmo quando estivermos sozinhos...

Cham�-lo Gordon. Muito bem.

Descansou?

Eventualmente ainda um pouco tenso, mas � compreens�vel.

Ajudar� tomar seu caf� da manh�, uma torrada.

Gel�ia, marmelada.

- Espero que goste. - Obrigado.

Sirva-se.

Doutor, me fale sobre o incidente de ontem a noite.

- Voc� quer dizer, Mungo? - Sim.

Infelizmente, um caso muito triste.

Eu tive uma estranha impress�o.

Claro que se lembra do Dr. Monroe, que dava aulas na St. Thomas.

Bem, mesmo com um rosto completamente distorcido.

Mungo me lembra ele.

Mungo era o Dr. Monroe.

O que? Uma mente t�o brilhante?

Agora, completamente inconsciente.

Um dano cerebral.

- O Dr. Monroe � meu s�cio na cl�nica. - Sim, eu sei.

Achei que saindo de Londres devido sua condi��o

eu poderia ajud�-lo e vou ajudar. Mais ch�?

N�o, obrigado.

Que coisa mais tr�gica.

Bem, acho que est� pronto para come�ar a pesquisa.

Estou honrado que queira me mostrar suas teorias.

Venha, vou lhe mostrar.

Este � o princ�pio de minha teoria.

Se eu puder prov�-la

cirurgias cerebrais avan�ar�o muito.

Minha teoria � que as rea��es racionais

s�o concentradas em determinadas �reas do c�rebro.

Mas isso j� foi falado em 1805

e n�o deram cr�dito, demonstraram 27 fatos contra, evid�ncias m�dicas f�sicas...

N�o fizeram estudos suficientes e nem pesquisas cir�rgicas.

Eu escolhi o que foi esquecido.

Meu plano � estudar cada fibra e sua fun��o

e cada �rea combinada com a fun��o.

Por exemplo, esta �rea indicada por C2

eu provei com certeza que ela controla a voz.

Surpreendente.

Pegue a B3 que � a �rea da fissura central.

Ela controla a postura, movimento dos membros.

E aparentemente a M1 controla a raz�o, intelecto e tudo que o afeta.

H� um grande interesse no que est� controlado nesta �rea.

Isto significa completo conhecimento sobre cada �rea do c�rebro.

Poderia salvar milhares de vidas.

Sim!

Tomemos especificamente

um paciente em coma h� semanas, meses

sem esperan�a, paralisado,

com um profundo tumor cerebral

como o cirurgi�o vai remover o tumor

sem afetar as outras �reas do c�rebro?

Este � o meu objetivo

e � nisso que seu conhecimento vai entrar, meu amigo.

O trabalho � muito complexo para um �nico homem.

Voc�, doutor

voc� vai ajudar a completar minha obra.

Obrigado, senhor.

Voc� disse que tem provas concretas de suas descobertas.

Como � poss�vel?

Passando da teoria a pr�tica

e da minha pr�tica aprendo gradualmente.

Sim, est� quase na hora.

Venha, vou mostrar para voc�.

Tudo certo, Gordon.

� s� um laborat�rio no por�o.

Tudo bem, vamos.

Entre.

Melhor deixar mais fogo, n�o �?

Bom.

Isto � como uma rota de fuga.

O que eu n�o posso ver? Qual � o mist�rio?

Este esconderijo foi feito no s�culo passado por causa dos ataques piratas.

Alguns monges que n�o eram est�pidos e preferiram permanecer vivos.

Ent�o transformaram a abadia em uma fortaleza.

Como eram espertos estes homens.

O s�culo 18 acabou. E vemos pouco progresso.

� incr�vel como ainda estamos na idade m�dia, doutor.

Mas vou explicar minha pesquisa muito cuidadosamente.

E como desvendamos todas os mist�rios que nos s�o apresentados.

Esta � minha sala de cirurgia.

- Bom dia Dr. Candman. - Bom dia.

Bom dia.

Bom dia.

Fant�stico!

Cirurgias aqui em cima.

Na maioria dos hospitais as cirurgias s�o realizadas no por�o

sob a luz de velas ou lampi�es.

Aqui temos muita luz.

Ent�o quando pensei em um est�dio pensei que teria luz.

Luz natural, boa luz, c�u.

Quando os olhos enxergam bem

o c�rebro enxerga bem tamb�m

para realizar o trabalho nas cirurgias.

Laurie, �gua quente.

Sir Joel, o que espera aprender em um cad�ver deitado im�vel?

Meu pai, que tinha uma mem�ria aben�oada e n�o era pescador

me dizia, uma coisa de cada vez, faz uma boa pescaria.

Tudo bem, vou esperar para ver.

Mergulhe suas m�os em hipocloreto de c�lcio.

� uma nova teoria de desinfec��o?

Isso mesmo.

- Tudo pronto? - Sim senhor.

Vamos come�ar marcando o local.

Ramsay, voc� vai observar as rea��es.

Ramsay � o primeiro nome do Dr. Gordon.

Laurie, o recipiente de descarte.

Bisturi.

A dura-m�ter.

Abaixo, a aracnoide.

Agora, a pia-m�ter.

O c�rebro foi completamente exposto.

Agora doutor, vamos responder suas perguntas.

Vamos fazer uma estimula��o el�trica. Daphne.

Tudo certo, Daphne.

Agora, uma rea��o de movimento.

Conectar ao interior da fissura central.

Esta eu sei que � a �rea da fala.

Um reflexo?

Voc� percebe que emite sons que n�o significam nada.

Ele precisa ter controle da boca, dos l�bios e da l�ngua.

Estas �reas eu ainda n�o localizei.

Agora vou conectar a �rea �tica.

Mas isso � galvanismo.

Luigi Galvani experimentou os efeitos da eletricidade

em m�sculos e nervos por volta de 1760.

H� sete anos, prof. Aldini experimentou no corpo de um homem, mulher e crian�a.

Mas novamente sua pesquisa n�o foi suficiente.

Ningu�m nunca exp�s o c�rebro completamente para investigar.

Vamos continuar. Bisturi.

Agora eu vou estimular as �reas principais.

Apenas uma incis�o na fissura central.

Sir Joel!

� flu�do cerebral.

Sim, �.

Porque segurou minha m�o?

Ent�o este homem...

Claro que ele est� vivo.

Se n�o estivesse como sentiria alguma coisa?

- Vivo! - Sim, vivo.

Mas voc� vai destruir suas capacidades!

� um risco que eu tenho que correr.

� um risco que voc� vai correr, Sir Joel.

Voc�?

Porque est� dizendo isto?

Eu achava que o conhecimento era importante para voc�.

E isto significa um avan�o para a humanidade.

Humanidade?

Transformando seres humanos em monstros!

No interesse da ci�ncia, doutor.

Qualquer coisa.

Qualquer coisa � justific�vel.

Agora vamos continuar a cirurgia.

Voc� n�o queria morrer, doutor.

Nem este homem.

A cirurgia precisa ser completada assim como nosso estudo.

"O sono negro" pode matar tamb�m.

Mungo!

Volte para o seu lugar.

V�.

Obrigado.

N�o � sensato ficar andando pelos corredores � noite.

Sensato? � quase mortal.

Do que se trata?

Eu implorei, implorei para que viesse.

Por que secretamente?

� melhor que saiba o que eu sei.

Eu senti que posso confiar em voc� depois do que disse na cirurgia.

Eu preciso muito de um amigo.

Voc� quer prote��o contra aquela criatura Mungo?

Eu quero que voc� o ajude.

O que?

Por que?

Ele tentou te matar.

Ele � meu... meu pai.

Desculpe por t�-lo chamado...

Mas � isso que ele se tornou... uma criatura, um monstro!

Mas ele costumava ser... gentil, cavalheiro, compreensivo

- e sensato antes de... - Eu sei.

Eu o conheci antes. Ele me dava aulas em St. Thomas.

Ent�o voc� deve lembrar como ele era.

Sim, grande homem. Um dos melhores que eu conheci.

Por que ele me odeia agora? Eu n�o entendo.

Como ele tratava voc� antes?

Amoroso.

Minha m�e morreu quando nasci. Foi assim a vida inteira.

Bem...

Talvez nesta presente condi��o ele a culpa pela morte de sua m�e

e ent�o quer destruir voc�.

Porque ele � t�o diferente com Daphne?

Ele deve considerar que em Daphne ele encontra a imagem de sua m�e.

Isto � como um pesadelo!

Calma.

Ali!

Ele � muito esquisito como...

Ele n�o pode falar mas ele pode vir aqui.

Laurie! Laurie! N�o!

Dr. Cadman � um �timo cirurgi�o.

Ele est� tentando ajudar seu pai. Ele vai oper�-lo.

Ele j� o operou.

J�?

Sim.

E depois da opera��o meu pai n�o foi ele mesmo,

exceto que curou a paralisia do lado esquerdo de seu corpo.

A cirurgia o curou, mas tamb�m destruiu sua mente

o transformando na coisa como voc� chama.

Dr. Cadman pretende fazer outra cirurgia!

Ele diz que � para ajud�-lo a recuperar sua sanidade.

Mas eu sei que � n�o � isso.

Dessa vez a cirurgia vai destru�-lo um pouco mais.

Cada vez destruindo um pouco mais para satisfazer sua curiosidade.

Dr. Cadman � muito mais do que seu rosto mostra!

Laurie, Laurie...

Voc� tem que fazer a outra cirurgia.

Voc� poderia?

N�o chego nem perto do conhecimento e habilidade do Dr. Cadman.

Nem tamb�m do mal que ele tem dentro de si.

Laurie n�o � poss�vel que o Dr. Cadman queira ajudar seu pai?

N�o.

Toda cirurgia tem uma taxa de sucesso e tamb�m de fracasso.

Houve outras. Eu estava presente em tr�s cirurgias.

Houve outras cirurgias al�m de hoje?

Sim.

Voc� viu os resultados?

N�o.

Deve ter havido outros bem-sucedidos.

Voc� est� do lado dele, n�o est�?

N�o, n�o, n�o.

Existem muitas coisas que eu n�o posso explicar.

Mas esta manh� voc� disse que o Dr. Cadman estava fazendo monstros.

Esta manh� falei em um momento de emo��o, n�o posso me opor.

Laurie, voc� passou por muitas fortes emo��es.

N�o � poss�vel que tenha interpretado mal certas coisas

que tenha se confundido.

N�o!

Se eu pudesse provar voc� acreditaria em mim.

Eu acreditaria na prova.

Ent�o n�o vamos ser amigos

por causa do que falei sobre o Dr. Cadman?

Somos amigos.

Terminou suas observa��es?

Quase.

Que al�vio!

Como pr�mio, agora tenho um colega. Um homem treinado.

Obrigado, senhor. Aqui est�.

�rea de fala... certo.

�rea dos membros... certo.

�reas principais, certo.

�tico, sim.

Local... n�o, Gordon. Este est� errado.

Mas voc� vai corrigir.

Sim, excelente observador.

Um �timo resumo dos resultados obtidos ontem.

Esta foram as �reas estimuladas na cirurgia de ontem.

Os sentidos primordiais.

Antes de come�armos, senhor

eu percebi como Mungo anda, foi resultado de sua cirurgia?

Voc� foi informado sobre a cirurgia do Dr. Monroe?

- Bem, eu... - N�o est� interessado como cirurgi�o?

Eu vejo algu�m interessado em saber sobre como era a condi��o dele.

Como soube da cirurgia?

Eu notei as cicatrizes em sua cabe�a

e pude perceber que foi trabalho de um cirurgi�o superior.

Me perdoe, Gordon.

Claro, que foi a observa��o de um cirurgi�o.

Quando eu trouxe o Dr. Monroe para c�

o lado esquerdo de seu corpo estava completamente paralisado

ent�o eu operei seguindo minha teoria da �rea motora

restaurando o tecido danificado.

Como voc� viu, a paralisia sumiu exceto pelo arrastar do p�.

Podemos dizer que este foi o lado bem-sucedido da cirurgia.

Mas de alguma forma durante a cirurgia

eu danifiquei a �rea do c�rebro referente ao racioc�nio

a �rea respons�vel pela sanidade.

Eu falhei com um amigo e colega de profiss�o.

Eu criei um sub-humano.

Se me permite senhor, porque mentiu?

Deixe-me lembr�-lo, de quanto meu estudo � �rduo.

E um... desastre assim poderia prejudic�-lo.

Senhor...

Se indica que esta foi a �rea afetada na cirurgia de Mungo...

Por favor, Gordon... n�o o chame de Mungo

ele foi o Dr. Monroe e voltar� a ser o Dr. Monroe.

Vou tentar oper�-lo novamente.

Desculpe.

Se indica que este foi o local de cirurgia do Dr. Monroe

e aqui � a �rea respons�vel pelo controle da fala

eu poderia presumir que sua primeira cirurgia foi em Casimir?

Meu caro Dr. Ramsay, voc� n�o pode presumir nada.

A ci�ncia � baseada em fatos. A introdu��o da l�gica.

Indica��es concretas e fundamentadas.

Personalidades, nomes, indiv�duos, n�o tem import�ncia.

Exceto pela contribui��o ao objetivo final.

E agora, voc� poderia continuar a relatar minhas descobertas?

Sim senhor, mas gostaria de perguntar mais uma coisa.

Quando voc� corta com o bisturi, porque eles n�o sangram?

Pela a��o de um anest�sico, "Nind Andhera - o sono negro".

Alguma coisa mais?

Bem, seus pacientes devem estar como eu, n�o?

N�o t�o bem.

Quer dizer que morreram?

N�o, do ponto de vista de recupera��o, eles est�o muito bem

mas do ponto de vista mental, houve mudan�as inesperadas.

Bem, senhor, eu acho que deveria v�-los.

Onde � a sala de recupera��o?

Tudo a seu tempo, doutor.

Sim, entre.

Sir Joel, um cavalheiro de Londres est� aqui.

Que cavalheiro?

Aquele que usa brinco.

Mande-o entrar.

Hum... cavalheiro...

Voc� sabe que Laurie � filha do doutor Monroe?

N�o, como poderia saber?

Deveria saber, tem sido um �timo observador at� agora.

"Monsieur" Professor doutor Cadman, � uma honra estar aqui.

"Buenos dias" senhor doutor.

Por que est� aqui? H� algo errado?

O clima de Londres n�o est� sendo muito bom para mim

por isso estou aqui.

O clima de Londres � sempre ruim, diga o que quer.

Claro, � sobre o assunto que me incumbiu.

Eu tenho algumas pequenas coisas para fazer at� conclu�-lo.

Para faz�-los se comportar como gatos...

Por falar nisso, sabem que meu nome Udo no idioma romeno-cigano

- significa "gato"? - Sim, continue.

Quando eu saio para a rua, eu sempre olho cada...

N�o importa, voc� fracassou...

Est� muito apressado, senhor. Udo nunca fracassa.

O �nico fracasso � quando morremos.

Eu cumprirei suas ordens, voc� ver�.

E para o senhor doutor, eu devo dizer que

teve um funeral lindo.

Lindo!

Dez carpideiras. Claro que o pre�o foi mais caro.

E tamb�m muitas outras coisas, o cortejo da igreja at� o local do enterro

e uma linda l�pide que eu mesmo escrevi.

Feita em 3 idiomas. Alem�o, espanhol e franc�s.

Foi muito gentil.

Um belo t�mulo em um pequeno e tranquilo vilarejo.

Que voc� descanse em paz.

Udo!

Fale a s�rio!

S�rio? Mas eu sempre falo s�rio, senhor.

Exceto com as mulheres, mas voc� sabe, claro, que com elas geralmente brincamos.

N�o importa, quero saber quanto a f�mea.

Sim, ainda tenho uma considera��o, uma pequena observa��o...

relativa aquele sujeito que mencionei.

Quem?

Voc� deve lembrar, aquele sujeito enorme que eu trouxe outro dia.

- Um agiota, acho que o nome dele... - N�o importa!

E a f�mea?

Exatamente, exatamente senhor. Ela � sua amante.

Agora, sem recursos a pobrezinha est� mendigando nas ruas.

Ela fala demais.

Mas ningu�m sentir� a falta dela.

Pessoas assim s�o as melhores para desaparecer no mundo.

Assim h� mais ar para respirarmos.

Ent�o, foi por isso que deixei Londres,

lentamente, para dar tempo a pol�cia esquecer de mim.

Arrivederci...

Me diga...

� verdade que o c�rebro das mulheres � menor que o dos homens?

Levemente.

Se o c�rebro das mulheres � menor que o dos homens

tenho certeza que a �rea de controle da l�ngua � muito maior.

Bom dia, Sir Joel.

At� logo senhor.

Auf wiedersehen meu pequeno Casimir.

Doutor, tem que me ajudar!

Por favor, me ajude, doutor!

Por favor!

Por seu senso de humanidade, por favor, doutor!

V� embora!

Que �timo! Entre.

Eu sou a srta. Daly.

Sim... sim eu sei.

- Voc� falou comigo hoje na rua. - Sim, eu sei.

Voc� disse que tinha um trabalho para mim.

Eu vim mesmo por causa do trabalho.

Sim, tamb�m n�o � do meu car�ter abordar senhoras na rua.

Eu preciso de uma modelo.

Voc� � um artista?

Voc� n�o vai encontrar melhor professor de ornamenta��o corporal.

Entenda a minha posi��o, estou na rua mendigando para comprar comida.

Mas eu n�o vou tirar a roupa para nenhum artista.

Madame, est� mostrando seu rosto em um lugar p�blico, n�o?

� s� o seu rosto que me interessa.

Acredite... por favor, seu rosto � muito sensual e lindo.

Seus olhos azuis como flores do campo.

Cabelos dourados como os raios do sol.

Tudo em perfeita combina��o.

Por favor, me deixe desenhar seu rosto

na pele dos marinheiros que sentem saudades de casa

porque est�o muito longe.

Olhando para seu rosto, eu mesmo vou desenh�-lo

e depois quem o olhar vai se sentir muito feliz.

Seu rosto lindo vai salvar muitos marinheiros.

Quem diria, poder viajar dessa maneira.

- Quanto voc� paga? - Doze.

Doze? Quinze seria melhor.

Quinze?

Bem, eu tinha quinze quando encontrei minha primeira modelo.

Tudo bem, ser� quinze.

Posso ver o dinheiro?

- Posso segurar? - Sim, como queira.

N�o � algo idiota deixar copiar o meu rosto?

Idiota? Ser� um servi�o prestado para o mundo mar�timo.

Venha, venha senhorita.

Sente-se senhorita.

N�o, n�o, n�o, n�o... l� na cama e tire seu chap�u.

N�o tem muita luz aqui.

Para deixar seu rosto mais misterioso... e art�stico.

N�o, n�o, n�o est� bom.

Recline-se, por favor.

Reclinar?

Sim, recline-se, deite.

Senhor?

Eu s� quero que seus m�sculos repousem.

� s� esse meu interesse.

Eu a quero mais plana.

Muito bom.

Excelente, sim!

Deixe-me ver.

Excelen... deixe-me ver.

Com licen�a.

Sim, est� segurando seu dinheiro mas relaxe.

N�o, n�o, minha jovem, precisa relaxar. Talvez com um pouco de vinho.

Tenho um maravilhoso Cherry.

Vem da ilha da Madeira.

Eu estive na ilha h� muito tempo.

Estava apaixonado por uma linda garota.

O nome dela era Francesca.

Uma verdadeira beleza latina.

Olhos como azeitonas.

Voc� acha que vai ficar bom?

Por que n�o? Vou colocar um rosado em suas bochechas?

Voc� acha que vai ficar parecido?

Desculpe incomodar, podemos entrar?

Com o maior prazer.

Deixe apresentar minhas credenciais.

Investigador Sargento Steele, Scotland Yard.

- Roundsman Blevins. - Como vai?

- Podemos olhar? - Cavalheiros.

Um momento, por favor.

Este � um lugar p�blico, voc�s tem direito a revistar,

mas h� pessoas que moram aqui que tem direito a privacidade de seus lares.

Sim, sim, voc�s t�m direitos. Vamos conseguir um mandado.

N�o, precisa nada t�o oficial. Tem a minha permiss�o, cavalheiros.

Entrem no meu castelo.

Por favor.

Eu posso saber o que est�o procurando talvez...

Voc� conhece a srta. Daly uma pedinte?

Sim, mas muito pouco.

Eu a vi entrando em sua loja.

Sim, policial, ela esteve aqui procurando trabalho como modelo

pobre coitada, cabelo horr�vel, pele maltratada,

mas como pode ver, ela j� foi embora.

- Que pena. - Sim.

Se eu pudesse ajudar os cavalheiros da Scotland Yard, eu...

Talvez, voc� possa. Nunca se sabe.

Estamos investigando o assassinato do Sr. Curry.

Voc� o conhecia?

N�o, senhor. N�o conhe�o.

O Sr. Curry era um amigo especial da Srta. Daly e tamb�m um agiota.

Agiotagem � um neg�cio muito bom mas recuperar o dinheiro

pode n�o ser t�o f�cil.

Sim, pode ser e aconteceu, o Sr. Curry foi assassinado.

Seu corpo foi achado no T�misa e um jovem doutor foi acusado e condenado

mas morreu na pris�o.

A Scotland Yard sempre encontra o assassino!

Entretanto a srta. Daly nos procurou e contou a hist�ria

que o corpo encontrado � de um marinheiro que conheceu em um pub.

Mas a �gua tem que ter feito um grande estrago no corpo deste marinheiro!

Este marinheiro encontrou a srta. Daly

na mesma noite em que o Sr. Curry foi supostamente assassinado

ele e dois outros ajudaram o Sr. Curry na cena do ato violento

a ir embora em uma carruagem.

E o sr. Curry estava vivo nesse momento.

Depois que a srta. Daly nos deu este depoimento

nos tentamos encontr�-la para novas perguntas

mas ela desapareceu.

Os assuntos policiais devem ser muito complicados.

Se essa garota... srta. Daly voltar...

Sim, eu pergunto para ela.

N�o, voc� vai nos avisar, n�s vamos interrog�-la.

- Como ordenar, senhor. - Blevins.

Bom dia, cavalheiros.

Pobrezinha...

Pobre menina...

A pol�cia a procurou para interrog�-la.

Ent�o voc� deveria ter mentido por causa disto.

Mas eu n�o posso deixar voc� viver.

Voc� fala demais e pode me colocar em apuros.

Isto vai acabar com sua vida mas pagar� suas d�vidas.

Ou podemos dizer, um ato de humanidade.

E com mais investiga��es

determinamos que a �rea cerebral que controla o fechamento da mand�bula

por uma s�rie de min�cias controla tamb�m a abertura.

Eu acho que terminei minhas conclus�es, doutor.

Bom.

Excelente percep��o.

Temos novas teorias para estudar.

Estamos ou n�o corretos?

S� fazendo novos experimentos com os novos sujeitos.

Este ser� novo experimento final. Uma cirurgia dupla.

Uma cirurgia dupla?

Isso ser� a prova definitiva e de grande valor.

Este � nosso planejamento.

Este experimento � para que n�o ocorra nenhum erro

com nosso principal sujeito.

Principal sujeito?

Toda pessoa que ser� operada � importante ser salva.

Quem � o principal sujeito?

Uma vez de cada para uma boa pescaria.

A paci�ncia � de ouro.

Roma n�o foi constru�da em um dia

ent�o deve ter sido constru�da � noite.

N�o � melhor irmos dormir?

Vou demorar alguns minutos.

- Boa noite. - Boa noite.

- Boa noite, doutor. - Boa noite.

Vamos ver, onde estamos?

Sobre a �rea de abertura da mand�bula.

Oh, sim.

Na escola de medicina St. Thomas eles nos ensinam

para sempre abordar todos os problemas com a mente aberta.

Se sua mente estiver confusa como a minha est�.

E se voc�...

Laurie, desculpe se pare�o que estou delirando.

Eu acho que n�o sou assim.

Recentemente tive um sonho

na verdade, mais um pesadelo.

O homem que operamos, K6 no quadro.

Ele apareceu para mim acorrentado

implorando por ajuda.

Voc� o viu desde a cirurgia?

N�o.

- Para onde ele foi levado? - Eu n�o sei.

Laurie, voc� foi assistente em tr�s opera��es...

Quatro, incluindo a �ltima.

Onde est�o as outras vi...

Os outros pacientes que foram operados?

Eles foram levados pelo meu pai e por Casimir.

Eu s� os levo para a cirurgia e os limpo. Eu n�o sei.

M1

M1, eu sei que � Mungo.

Ah... Dr. Monroe.

C2

Cordas vocais in�teis.

Eu sei que � Casimir, o mordomo.

K6, � o �ltimo, o marinheiro.

O homem que eu... ajudei a operar.

Laurie...

Udo mencionou algo sobre um agiota...

Um homem bem grande.

Que era o paciente C5.

O nome dele era Curry?

Nenhum nome � mencionado quando eles chegam aqui.

Pouco antes de o Dr. Cadman operar este homem grande,

Dr. Cadman estava bem alegre e fez uma piada.

Voc� sabe como as piadas dele s�o ruins.

Sim, Roma n�o foi constru�da em um dia,

ent�o deve ter sido constru�da � noite. Eu sei.

Dr. Cadman apontou para este homem grande e disse:

O tempero Curry vem da �ndia e tamb�m o "sono negro".

Eles devem se dar bem.

Laurie.

Eu tenho que contar uma coisa a voc�

e ent�o voc� decide se quer me ajudar.

Eu fui condenado por matar um homem chamado Curry.

- O que? - N�o, n�o, mas eu sou inocente.

Eu estava preso e Cadman salvou minha vida usando o "sono negro".

Voc� n�o entende, Laurie?

Se eu encontrar este homem, Curry ainda vivo

eu estarei livre.

Voc� vai me ajudar?

Sim, se eu puder.

Vamos para a sala de cirurgia. Talvez voc� se lembre de algo.

Voc� acha que devemos?

- Tudo bem. Eu vou sozinho. - Voc� n�o vai.

Casimir!

Casimir!

Essa foi por pouco.

Vamos achar a trava.

Estava sempre aberta quando �amos para a sala de cirurgia.

Vamos apalpar, deve haver uma trava.

Temos que ser r�pidos!

- Onde est� a sala de cirurgia? - Eu n�o sei.

Talvez encontremos alguma coisa l� embaixo.

Eu sou Bohemond, um cruzado.

Eu divago sobre a terra santa.

Os judeus ainda est�o em Jerusalem ou j� os expulsamos de nossas ruas?

A hist�ria diz que os judeus foram expulsos em 1099.

Hist�ria? O que est� dizendo? 1099? Ano passado?

A hist�ria se tornou realidade para ele.

Quando a noite chegar eles vir�o me libertar!

Eu sou Bohemond, n�s vamos invadir a cidade santa!

O que Cadman est� pensando?

Colocando as pessoas em masmorras.

Olhe como ele mudou.

A epiderme est� degenerada. Cicatrizes enormes na pele.

Como isso aconteceu t�o r�pido?

Me ajude... por favor, tire as correntes.

Que horror!

Ela era t�o bonita quando Dr. Cadman a trouxe aqui.

N�o pode ser.

� Curry... segure.

Curry, � Gordon Ramsay, voc� n�o lembra de mim?

Doutor Ramsary!

Fui condenado por seu assassinato.

Temos que ir � pol�cia de qualquer jeito...

Doutor Ramsay!

O que est� fazendo aqui?

Que tipo de homem � voc�?

N�o foi suficiente usar estas pessoas!

� cruel!

Monstros!

Mungo!

Eu sinto muito pela sua infeliz explora��o.

Voc� n�o era obrigado a vir aqui.

Eu quis poup�-lo desta... desta...

C�mara de torturas?

Voc� mant�m estas pessoas presas como animais!

Eles est�o vindo!

Vamos prender e torturar!

Em nome da humanidade, fa�a alguma coisa por eles!

O que acontece com eles n�o importa!

Eles serviram ao meu prop�sito.

Daphne!

Mungo, leve-o para cima.

Voc�, voc�, voc� � o imperador!

Voc� � o herege!

Voc� espalha o �dio!

Infi�is, pecadores!

Isso foi uma grande tolice!

Tolice e muita ingratid�o.

- Eu salvei sua vida. - Voc� arruinou a minha vida!

Voc� destruiu seis seres humanos e sabe mais quantos outros.

Voc� � um louco com uma obsess�o!

Nada!

Nada... vai me afastar do meu trabalho.

Eu vou!

Eu pe�o que me deixe ir embora.

Claro que pode ir embora. Em breve.

Quero dizer agora!

Agora?

Sua senten�a era para que fosse enforcado e morto.

J� que ainda est� vivo, a senten�a n�o foi cumprida.

Sinto muito, doutor.

Talvez meu dever seja informar as autoridades.

Informar o que?

Que o homem que fui acusado de matar est� vivo e aqui conforme planejou?

E eu tamb�m estou aqui porque voc� planejou?

Eu estou em um ponto crucial do meu trabalho.

Eu preciso de sua ajuda.

Tenho sua ajuda ou n�o?

Sim?

O que foi?

Udo?

Ele me trouxe um sujeito?

Mande-o entrar.

Eu suponho que acredita no que diz, doutor.

Que alcan�ar seu objetivo ser� por uma ci�ncia perfeita.

As pessoas s�o somente sujeitos.

N�o h� lugar para emo��es.

Isto n�o � verdade.

Talvez se mostrar a voc�, entender�.

Venha.

Bem, doutor... qual � o seu diagn�stico?

Ela est� viva.

Angelina.

30 anos de idade, no auge da vida.

Est� assim por um tumor no c�rebro.

Angelina Cadman. Est� em coma h� oito meses.

Esperando a cura.

Em coma h� 8 meses?

E voc� espera a cura?

Eu n�o quero deix�-la morrer.

- Ela � minha esposa. - Ela � o que?

Voc� pensa que � f�cil...

Doutor Gordon Ramsay viver com visto?

Um homem em tormento.

Que abandona convic��es.

Eu espero salvar a minha rainha pelos avan�os da cirurgia.

Doutor.

Eu colocaria meu bisturi no c�rebro de mil pessoas e destruiria todos!

Se eu puder traz�-la de volta para mim por apenas um dia.

Eu a amo.

A morte n�o vai tir�-la de mim.

Eu a alcan�arei nos corredores da eternidade

e a trarei de volta... e a trarei de volta.

Udo.

Voc� vem comigo, Dr. Ramsay!

Voc� deu a ela o ant�doto?

Claro que dei, senhor.

Ela est� morta.

Morta... eu a escondi da pol�cia, senhor.

Mas n�o foi mais do que 12 horas.

- Seu idiota! - Idiota...

Muito l�gico, senhor.

Acontece uma falha e Udo se torna um idiota.

Tudo est� pronto.

Pronto para a opera��o combinada.

Tudo o que eu pedi era que me trouxesse um corpo.

Sua utilidade acabou.

Muito bem.

Voc� ser� o substituto. Voc� ser� meu pr�ximo sujeito.

Eu, senhor?

Mas... n�o, n�o, n�o.

Eu n�o sirvo, senhor.

Voc� pediu uma f�mea, senhor?

- Vai ser voc�! - Por que? Por que eu senhor?

Por que n�o...

Por que eu se voc� tem uma f�mea bem aqui.

O tempo todo... ela...

ela odeia voc� por causa de Mungo.

Ela est� causando problemas.

Porque n�o a usa?

Sim.

N�o!

Daphne!

- Aplique o "sono negro". - Sim senhor.

E a leve para a cirurgia.

O que foi?

Pol�cia? Onde eles est�o?

Eles entraram?

Est�o l� fora?

Me d� um minuto e ent�o os deixe entrar.

N�o vou demorar. V�!

Udo!

A pol�cia est� l� fora.

- Pol�cia? - N�o devem encontrar voc� aqui.

Voc� deve fugir imediatamente.

Voc� pode sair pela cozinha. Aqui est� a chave.

Senhor.

Dinheiro, dinheiro, dinheiro, sempre dinheiro.

Boa noite cavalheiros!

- Sir Joel Cadman? - A seu dispor.

Deixe-me apresentar, Sargento Steele, Scotland Yard.

Detetive Redford e policial Coldwell.

Voc� conhece Udo, o cigano tatuador?

Eu conhe�o.

E a srta. Carmona Daly?

N�o, n�o tive esse prazer.

Ela desapareceu depois que visitou o ateli� de Udo, o cigano.

Descobrimos que o cigano talvez tenha vindo para c�.

Sim, ele esteve aqui.

Veio pedir dinheiro e oferecer seus servi�os, mas eu declinei da oferta.

Ent�o n�o tem ideia de seu paradeiro ou inten��es?

N�o, sinto muito. Eu gostaria de poder ajudar.

Esse sujeito Udo

� um tipo desonesto e uma vez tentou me chantagear.

Sim, a Yard est� sempre de olho nele.

Bem, desculpe a intromiss�o Sr. Joel.

- Sem problema, boa noite. - Boa noite, senhor.

Por que n�o se prepara para a cirurgia, doutor?

Eu achava que era uma cirurgia dupla?

Sim, eu vou buscar agora a outra paciente.

N�o...

Eu n�o posso control�-lo.

Mungo, solte.

Ele vai matar Laurie quando voc� sair do quarto.

N�o, ele n�o vai.

Ele n�o vai machuc�-la enquanto ela estiver sob efeito da anestesia.

S� quando Laurie fala, se movimenta ou olha para ele

� que ela desperta a raiva de Mungo.

Intrusa maldita!

Guerreiros do por�o, vamos para a torre!

Vamos, vamos matar!

Intruso! Ningu�m escapar�!

Mate! Mate o intruso!

Mate! Mate!

Mate o intruso!

Mate! Mate!

Mate! Mate!

Voc� � o principal infiel!

Em suas m�os corre o sangue dos guerreiros!

Ele derrubou a grande muralha!

Sarraceno! Maldito sarraceno!

Mate! Mate!

Mate! Mate!

Ele est� morto!

Ele est� morto!

Eu sou o Sargento Steele da Scotland Yard

gostaria de fazer mais perguntas para o Dr. Cardman.

Eu temo que seja tarde demais.

Tarde demais? Porque?

Policial, vigie os outros at� que venham refor�os.

Sim, senhor.

Vamos.

Qual vai ser minha puni��o?

A forca, provavelmente.

Sabe que Udo em idioma cigano significa "gato"?

E gatos tem nove vidas.

Vamos.

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