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Original subtitles

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Podemos entrar para ver?

Não se soube nada deles desde então?

Nada. Foi o último local em que foram vistos.

Preferiríamos entrar, se não se importasse.

Se puder fazê-lo, alegra-me ajudar.

Só ouvíamos discussões no quarto deles.

Havia actos de violência?

Não, mas ele tinha um pequeno temperamento.

Mas ela era adorável. Era uma senhora.

- Uma ou duas colheres de açúcar? - Duas, por favor.

Deram algum indício de onde iam?

Não. Pagaram a totalidade do aluguer e saíram.

Tinha dito que não falaram com eles, que tinham saído à pressa.

Com ele. Não falamos com ele.

Mas ela pediu desculpa e pagou a renda do mês antes de ir.

- Não foi isso que disse antes. - Têm os registos da renda?

Claro.

É uma pena. Os casais jovens parecem tão impacientes hoje em dia.

Querem tudo para ontem, ao invés de

tentarem construir uma boa vida ao longo do tempo.

Espere, deixe-me ver.

- É a assinatura dela? - É.

Mas eles não tinham dinheiro.

Diz aqui claramente que pagaram. Está tudo em ordem.

Mas não poderiam pagar, pois não tinham dinheiro.

Lamentamos o incómodo.

Não faz mal. Nós entendemos. Também estamos preocupados.

Especialmente com a Jill.

Sabe-se lá o que um tolo como o Marcus poderá fazer.

O senhor já o tinha dito, quando veio cá falar.

Vemo-nos por aí.

Espero que os encontrem.

Afastem a Jill daquele louco.

Obrigado.

Pára de tremer.

Tens de tomar o remédio. Preciso de ti forte por nós os três.

Um filme de

Edição

Produção

Argumento

Realização

UM QUARTO PARA A MORTE

Ora muito bem...

Vou contar-vos uma história verídica.

A cota de um amigo meu foi fazer um Papanicolau.

Sei no que estão a pensar, mas acompanhem-me

porque isto melhora.

E ela pensou que precisava de estar apresentável.

Estão a ver, lá em baixo.

Então vai devagarinho até ao quarto da neta

e pulveriza um frasco de desodorizante.

Não percebendo que não era o cheiro doce a floresta de verão,

mas um frasco de laca que a neta havia escondido de uma festa.

Então, a velhota vai ao ginecologista e abre as pernas.

O tipo fica sem palavras.

À frente dele estava uma cota de 67 anos com a rata com laca!

A caminhar até ele. Uma rata de discoteca à maneira!

Não, não. Estou a brincar.

A cota dele não pôs laca na rata nem o meu pai é o ginecologista.

Obrigado, senhoras e senhores. O meu nome é Marcus Crowe.

- Onde te meteste? - Desculpa, atrasei-me.

O meu novo chefe não me deixou sair mais cedo.

Diz a esse conas que o teu namorado tem um espectáculo.

Vá lá, aquele call-center é uma comédia para ti.

Já te pagaram?

Mark...

Se continuar a pedir dinheiro, não me arranjam mais actuações.

É bar aberto.

Temos de ir ver a casa de manhã. Não podemos embebedar-nos.

Podíamos agachar-nos aí num canto qualquer.

Acho que as minhas piadas estão um pouco fora hoje.

Só um copo.

- Igual? - Sim, por favor.

Mark, estiveste em grande!

- Ratas com laca! Adorei. - Obrigado, meu.

Olá, Jill.

- Saúde. - Obrigado.

Raios, querida.

Estou a tentar escrever. Será que podias...

... fechar a matraca?

Fecha a matraca.

Viva. Devem ser o casal com quem falei ao telefone.

Olá, sou a Jill. Este é o meu namorado, o Marcus.

Entrem, por favor.

Henry, estes são a Jill e o Marcus.

Vieram ver o quarto.

É lá em cima. Segunda porta à esquerda, está aberto.

Façam favor.

Parecem nazis.

Porta-te bem. Precisamos deste lugar.

Eu gosto. O que achas?

- Não sei, é um pouco... - Olha, isto é temporário.

Dentro de seis ou nove meses saímos daqui para fora.

Se me permite a pergunta, por que ainda está livre?

É que tanto a casa como a zona são fantásticas.

A minha mulher e eu queremos a pessoa certa.

Achamos que são perfeitos, na verdade. Não achamos, Henry?

Precisamos da decisão hoje.

- Como? - Nada.

Querem voltar a ver o quarto antes de decidirem?

Obrigada. Seria óptimo.

É Jill, certo?

Espero que digam que sim.

É ouro sobre azul. Aqui e a este preço?!

Seria de loucos não aproveitarmos.

Não sei. Os velhotes pareceram-me hipócritas.

A isso chama-se "ser simpático".

Não tens de ser tão protegido no palco e fora dele.

Isso quer dizer o quê?

Pensa no material novo que podias conceber neste sossego.

Olha, fiquei com a impressão de que querem adoptar-nos.

E passei anos a escapar de pais. Não preciso de um substituto.

- Provavelmente, sentem-se sós. - O velho ficou colado em mim!

- Se calhar, gostou de ti. - Estou a falar a sério.

E eu também.

É impossível não achar que essa tua rotina de bebé é adorável.

- Ouviste um bebé a chorar? - Não. E pára de arranjar desculpas.

Preciso que sejas responsável com o que se passa, Mark.

Tens de aceitar o facto de que não temos dinheiro.

Não estou a pedir-te que vás trabalhar.

Não estou a pedir-te que pares com a comédia.

Só eu me sacrifico por nós.

Agora faz isto por mim. Tens de confiar em mim.

Pois, mas partilhar uma casa com velhos com os pés para a cova...

Chantagem! Adoro.

Gosto dela, Henry.

Concordo.

Ele será o problema.

Preocupa-me estarmos a ficar sem tempo, Henry.

Vai correr tudo bem.

É tipo uma bomba nuclear a rebentar do teu lado.

Dá cá isso.

Nunca conheci ninguém que achasse difícil até a coisa mais pequena.

Pergunto-me como nos conhecemos. Podia ter-te dado uma tampa.

Começamos a sair porque te subornei com os meus dotes culinários.

Entradas, pratos principais e sobremesas.

E estás prestes a desfrutar das minhas qualidades nessas três áreas.

Óptimo.

Obrigada.

- Pelo quê? - Por concordares com isto.

- Tinha escolha? - Não, não tinhas.

Henry!

Tenho aqui uma terceira perna aqui pendurada!

Perdão. Estamos a desfazer as malas.

A minha mulher e eu gostaríamos de vos convidar para jantar.

Para dar as boas-vindas, se não se importarem.

- Isso é muito querido, mas... - Dê-nos um minuto.

Não era preciso, Josephine. Já tínhamos comido.

Vocês, jovens, só comem porcarias. Comam comida da boa.

Obrigada, isto é muito querido da vossa parte.

Não dão graças antes de comer?

Obrigado, Senhor, por este bondoso presente vindo da Tua mesa.

Em nome do nosso salvador, Jesus Cristo, Ámen.

Nenhum de vocês trabalha? Deve ficar caro manter esta casa.

Estamos ambos aposentados.

O dinheiro que entra da renda do quarto vai chegando para o dia-a-dia.

- Tomaste o remédio, querido? - Tomei, sim.

Vocês costumam sair?

Não, estamos quase sempre em casa.

Isto por aqui é seguro.

O Henry é muito caseiro.

O Marcus também.

Talvez possamos fazer coisas juntos.

Sim, claro. O que precisar.

- Coma, minha querida. - É muita comida!

Não terei de comer durante a próxima semana!

Faz parte da boa educação esperar que o sirvam.

O que faz da vida?

Faço stand-up. Actuo.

E a sua mulher que arranje um trabalho com um salário em condições!

- Henry! - Não, não faz mal.

Sempre quis mais do que um emprego das nove às cinco.

O stand-up é o novo rock n'roll.

Fico feliz por apoiar o Marcus. Ele é muito bom.

Tem de corrigir umas coisas na rotina, mas ele chega lá.

A minha rotina está boa, ela é que não acha piada.

E a menina? Quais são os seus sonhos?

Ganhar dinheiro suficiente para viajar e conhecer o mundo.

- Pensam casar-se? - Para já, não. Talvez depois.

E filhos?

Nunca quisemos.

Diz isso, mas se engravidar é capaz de se sentir diferente.

Não é para nós.

- Temos um filho. - Que querido. É o seu ne...

Sim, é o meu bebé. O nosso.

Eu disse-te.

É rude falar ao ouvido enquanto se está à mesa.

O Henry e eu não poderíamos estar mais contentes.

- Têm irmãos ou irmãs? - Tem família, Jill?

- Tenho um irmão, o Jason. Ele é... - Um otário.

Não. Mark!

Ele tem sucesso e gosta de se lembrar de mim.

Os nossos pais morreram cedo e ele fez de pai e de mãe.

Acho que fui sendo posta de parte.

O Mark é a minha família agora.

- A família é muito importante, querida. - E vocês os dois?

A Josephine tem uma costela alemã e eu sou da zona este de Londres.

Ena, isso deve ter sido esquisito.

Duas guerras mundiais e um campeonato do mundo.

Está a ver? Duas guerras mundiais e um campeonato do mundo!

Em 1966. Um Inglaterra - Alemanha.

- Comédia, certo? - Desculpe, às vezes fico nervoso.

Eu entendo.

Como raio é que eles têm um bebé?

Como raio é que aconteceu?

Podem não ser tão velhos como parecem. Podem ter-se reformado cedo.

Como achas que aconteceu?

Ela deitou-se, a ouvir Eva Braun e ele apareceu-lhe por trás

e deu-lhe uma rapidinha enquanto lia a Bíblia!

Não estragues o ambiente.

Estragou-se.

Vi corpos.

Corpos de mortos.

Corpos sem cabeça.

Sem membros. Com as tripas de fora.

Corvos e águias a atacar, arrancando os olhos

e rasgando as línguas proeminentes.

Às vezes, de corpos que ainda não estavam mortos.

Valha-me Deus.

Tenho saudades desses tempos.

Com licença.

A decomposição começa no sistema digestivo.

E alimenta os órgãos internos.

Causa inchaço e um marmoreio da pele.

Aqui está um terrível inchaço e a protrusão da língua.

Correm líquidos e sangue de todos os orifícios.

E há um cheiro horrível a carne podre.

Depois disso...

O rigor mortis entra em cena.

E cobre o corpo todo num só dia.

É mesmo lindo.

Merda. Estou atrasada.

Que tal estou?

Ficas melhor sem roupa, querida.

Vou precisar de dinheiro para comer.

Merda. Só tenho vinte.

Tem de dar para dois dias. Não o gastes em doces ou em BD.

Que gracinha.

Talvez devesse dedicar-me ao stand-up. Tenho mais graça do que tu.

Que raio sabes tu de comédia?

Marcus!

Marcus!

Marcus!

Marcus!

- Sim, Henry. - Venha cá abaixo!

O seu bebé ainda...

Não deixe louça suja na banca. Lave já isto!

- Sim, ia lavar depois. - Não é depois, é já!

Não é depois, é já! Lave já isto!

Se tem problemas, pois vá o Henry limpar!

Senão o quê, velhote?

Sua putinha!

Olá, Ben. Que tal estás?

Sim, ando a testar aquele material de que falamos.

Pode levar um tempo. Quando é a próxima actuação?

No mês que vem?

Não, preciso de mais actuações.

Sim, sim. Pois... Ocupado, parceiro.

Tu também. Adeus.

Eu avisei-o!

Não volte a ligar!

- Olá, amor. - Olá, querida.

Escreveste muito?

Um pouco.

Desde quando proteges tanto o teu material?

Desde que o criticaste.

- Estou esfomeada. - Queres pedir alguma coisa?

Valha-me Deus!

Marcus, não pode cozinhar depois das seis.

- Perdão? - Tem de acabar de cozinhar às 5.

Porquê?

Não aguento o cheiro.

O velho é um cretino.

Tem calma, Mark. O que aconteceu?

Primeiro, temos de lavar a louça antes de comer

e agora não posso cozinhar depois das seis.

A casa não é nossa. Temos de seguir as regras deles.

Qual é o mal de quererem ter a casa limpa?

Por que estás a pôr-te do lado dele?

É como eu te digo. Ele vai ser um problema.

Mark, eles são velhotes. Devem ter as razões deles.

- Quando vamos sair desta espelunca? - Fala baixo, podem ouvir-te.

Não encontraremos outra casa a este preço.

Por isso morde a língua, sorri e faz-te de bom.

Sabes porquê?

Feliz aniversário!

Henry...

Ouça, acho que começamos mal

e gostaria de recomeçar.

Quero o saco do lixo.

Quero separá-lo nas divisórias correctas.

O bebé está a chorar novamente.

Ele cala-se.

Até arranjar trabalho,

vai ter de fazer umas coisinhas na casa.

Eu tenho trabalho!

O sarcasmo é a forma mais baixa de sagacidade.

Uma vez escrevi uma piada.

Era sobre um velhote que não sabia fechar a matraca.

Quer ouvi-la?

Se isto é uma "espelunca",

e eu sou um "cretino",

por que é que ainda cá está?

Idiota de um raio.

O que disse, meu rapaz?

- Não disse porra nenhuma! - Tenha tento na língua, meu rapaz!

Não vão cá estar muito tempo.

Porra!

Vai à merda, cota! Quem é que é a puta agora?

Velho de merda!

"Arranje um trabalho a sério."

Cabrão!

Não quero estar aqui.

O sarcasmo é a forma mais baixa de sagacidade.

Tenha tento na língua, meu rapaz!

São duas da manhã. Por amor de Deus!

Chora todos os dias à mesma hora e durante o mesmo tempo.

É um bebé. É o que eles fazem.

- Nenhum de nós o viu. - Estás a parecer paranóico.

Se não é o puto a chorar, é ela a tocar aquela música bélica.

Ou ele, a berrar assim do nada.

Talvez precises de sair de casa durante o dia.

Estás aqui isolado.

Tu não estás cá.

O velho... Ele é maluco.

Tentei assustá-lo hoje e ele ainda sorriu.

Tu o quê? Ameaçaste-o? Mas tu estás parvo?

O que é que eu te disse? Nós precisamos desta casa!

Estava a dizer que devia limpar o quarto,

aspirá-lo e deitar o lixo no contentor.

Não vivemos aqui de borla. Pagamos a renda, porra!

E há duas semanas que te peço para fazeres isso!

E eles andam a ouvir as nossas conversas.

Por amor de Deus, Marcus.

Pára de arranjar razões para sairmos daqui e cresce!

Saia do meu quarto!

Quero-vos fora daqui.

Isto é só pesquisa para uma actuação.

Saem amanhã de manhã.

Assinamos um contrato. Temos direitos.

Nós devolvemo-vos o dinheiro. Mas desapareçam amanhã!

Mas que raio se passa?

Não se incomode, nós vamos embora.

Desculpe.

Não estamos habituados a ter cá outras pessoas.

Mas ele vai fazer um grande esforço daqui em diante.

É tarde demais.

Não queremos que vão.

A Jill disse-nos que esta é a mudança perfeita para o trabalho dela.

Acabaram-se as tarefas domésticas.

E terão umas chaves da porta de entrada.

São para a Jill.

Onde raio te meteste?

Fui beber um copo depois do trabalho.

Enquanto estavas a embebedar-te

fui atacado pelo cabrão do mal.

A Josephine explicou-me. Está tudo resolvido.

Ele é demoníaco, Jill.

Isso é um bocadinho demais, não te parece?

Não estou maluco, Jill!

Arranja um trabalho para não estares em casa sentado,

uma vez que, como é óbvio, não andas a escrever.

Preciso de paz e sossego para escrever.

- Então qual é o problema? - Não tenho paz nem espaço.

Está casa... O velho está a pôr-me paranóico!

Tem calma, Mark.

Amanhã vamos arranjar um sítio para onde ir.

Ou juro por Deus que vou acabar por o matar!

- Não sejas estúpido. - Juro-te que o mato!

E mato a merda do miúdo também!

Chega! Estás a ouvir? Vais parar já com isto, Mark.

Não gosto de ti assim. Toda esta raiva não te faz bem.

Não vou viver contigo, estás a perceber?

Lamento, mas é que...

Preciso de mais actuações. E preciso de escrever!

Eu perdoo-te.

O meu irmão vem cá jantar.

Raios!

A indústria está cheia de celebridades que precisam de especialização.

Há agora um reality-show que segue o meu trabalho.

O último cliente, "Abraçando as Trevas", de Matthew Cox.

O primeiro romance foi estratosférico.

O segundo afundou-se tipo crias caninas indesejadas pelo Natal

com um peso à volta do pescoço.

Com o terceiro, voltou à ribalta.

Vamos reembalá-lo, reinventá-lo,

mandá-lo para o mundo e fazer jarros de dinheiro.

Por isso, querida irmã, tens de dividir esta cozinha?

O velho casal amavelmente deixa-nos usá-la.

São bastante hospitaleiros.

Sim, são.

Falaste num emprego.

Seguro de vida.

Trabalhas num call-center.

E a tempo parcial.

Foi isso que eu disse quando comecei.

Agora trabalho por Berlim, Paris, Nova Iorque.

Até recusei uma soma de 6 dígitos em Sydney, esta semana.

Sabem porquê?

Não gosto do clima de lá.

É muito quente.

Gosto de frio e do tempo cinzento.

Sabes, Marcus, Nova Iorque é o sítio ideal para o stand-up.

Todos lá fazem o seu comércio.

Fazes cócegas na caixa toráxica de Nova Iorque, fazes cócegas a todo o mundo.

De que estás à espera?

Faz-me rir.

- Não funciona assim. - Se não sabes improvisar,

não tens como ter sucesso.

Vá lá, Mark. Tu és capaz. Prova que o querido irmão está enganado.

Não, não te sentes.

Levanta-te e faz o que tens a fazer. Fazes stand-up, não fazes?

Certo.

Perigo de tocar ao bicho.

Perigo de tocar ao bicho.

Imagina que estás no teu quarto, a tocar ao bicho,

e a tua mãe chamou-te para jantar

mas ainda vais a meio do serviço.

Por isso continuas.

A partir desse momento, resta-te menos de um minuto

antes de que a tua mãe apareça, para acabares de tocar ao bicho.

E isso, caro amigo, é um sério

perigo de tocar ao bicho.

Se precisas de dinheiro, arranjo-te um emprego lá na minha empresa.

Tens de começar por baixo, mas já é alguma coisa.

Expulsei o Jason.

"Perigo de tocar ao bicho."

Achei engraçado.

Que sabes tu? Nem achas graça ao meu material.

Que se passa contigo?

Tive a hipótese de conseguir, não tive?

E dei cabo dela. Ambos sabemos porquê.

O que foi? A culpa é minha?

E tu...

És tu que vestes as calças nesta relação

e é suposto ser eu o homem.

Então, age como tal.

Dás-me dinheiro para comprar coisas,

dizes-me o que posso e o que não posso fazer.

Até te digo mais...

Não és diferente do maluco do velho.

Não me espanta que eu queira matá-lo.

Está bem. Então inclui-me nessa lista.

Estás do lado dele e daquela cabra velha

quando sabes que eles estão a tentar enlouquecer-me.

E estás com eles.

Estás a ouvir o que dizes?

Estás um caos, Marcus. Não fales deles assim.

Só andas comigo para chatear o teu irmão.

Tratas-me como se fosse a tua putinha!

E és a minha putinha.

Não tens tomates. És um cobarde.

Por que não te casas com aquele velho,

para que vocês os três possam viver felizes para sempre?

Vamos ver como te safas sem as minhas punhetas.

Olá. Quero que me entreguem umas rosas numa direcção.

Vinte.

Pára sempre de chorar aos vinte.

Voltaste!

Desculpe. Pensei que era o Mark.

Viu-o hoje?

Ouvimos muito barulho. Parecia que estava a empacotar coisas.

Depois, a porta da frente bateu.

Ele disse-vos alguma coisa?

Não, minha querida.

Se ele estiver zangado, acabará por voltar.

Dê-lhe tempo.

Parece exausta.

Precisa de comer alguma coisa.

- Vá, deixe-nos olhar por si. - Não, eu estou bem.

Venha daí, minha querida. Coma alguma coisa.

Deixe-me em paz, por amor de Deus!

Olá. Desculpa, sim?

Ainda não os mataste, pois não?

Estou um pouco bêbeda.

Continuo zangada e bêbeda, mas...

Eu perdoo-te e amo-te.

"Fui para casa de um amigo por uns dias.

Preciso de concentrar-me e escrever material.

X."

Ocupado.

Ocupado, ocupado.

- Nunca é muito cedo. - Não.

Devo concordar consigo.

- Para o vosso bebé. - O inverno está aí à porta.

Tenho de admitir que

pensei que a Jill estava a mentir quando disse que havia um recém-nascido,

mas são esses os milagres da ciência moderna.

Sabem, trabalhei com muitos médicos famosos.

Em que trabalha?

Pego em pessoas famosas e no seu dinheiro

e torno-as ainda mais famosas e ainda com mais dinheiro.

A minha irmã está um pouco afundada por agora.

É verdade, não é?

Tentamos descobrir para onde terá ido o Marcus.

Falamos com toda a gente.

Presumo que tenham sido as últimas pessoas a vê-lo.

Vi-o pela janela com uma mala.

Não olhou para trás.

Disse-me que não o vira.

Cara-a-cara, não.

Não gosto de falar com ele.

Percebo isso.

Tive sempre de tratar dela.

Desde que os nossos pais morreram,

fui eu que, mais ou menos, a eduquei.

Isto é da guerra dos Boer!

- Posso? - Sim, força.

Experimente-a.

Graças a Deus.

Ena.

Com que então, acha-se engraçado?

Socorro!

Socorro!

Se até hoje à noite não tiver notícias do Mark, vou ligar à polícia.

Não sejas dramática, Jill.

Ainda bem que desapareceu. Ele é um falhado.

- Não o conheces como eu. - Ele derrubou-te.

Tu e o velho chatearam o Mark.

A fazer pouco dele, mesmo quando não estava presente para se defender.

Não te iludas tanto, Jill.

Ele deixou-te. Encara os factos.

O Mark tinha razão.

O casal é esquisito.

Nunca nenhum de nós viu o bebé.

E não voltei a ouvir o choro desde que o Mark desapareceu.

Estás a ouvir-te, Jill?

O Marcus meteu-te na cabeça a mesma paranóia que ele tem.

Devo ser franco.

Acho-os fenomenais.

Quero que me adoptem.

E eles adoram-te.

Não, algo não está bem.

"Desculpa não ter entrado em contacto.

A escrita vai muito bem.

Volto quando acabar. Até lá."

Cara risonha e...

Quem é que põe carinhas nas mensagens com a idade dele?

Tal como eu dissera, Jill,

ele não passa de uma criança.

Eis a criança.

Estás feliz?

Continuo a achar que devias deixá-lo.

Venho cá na próxima semana para ver como estás.

Está na hora de seguir em frente, irmãzinha.

Ajude-me.

Ouça-me... Eles não a amarraram.

Ajude-me.

Não se preocupe.

Há anos que sabemos destas pessoas.

Desate-me. Vou tirar-nos daqui.

- Não, não posso. - Ajude-nos.

Mataram o meu irmão e o meu namorado!

Não foi só a ele. Houve outros.

Como assim, "é tarde demais"?

Há anos que sabemos destas pessoas.

Vá lá, por amor de Deus!

Não se preocupe.

Há anos que sabemos destas pessoas.

Ouça-me.

Nunca encontramos ninguém vivo.

Então e ela?

Está à espera de quê? Ajude-nos!

É suposto ajudar!

Foi isto que aconteceu à última mulher que ajudamos.

Ela está morta.

E a menina também.

Deve tê-lo magoado quando lhe tocou.

Como se atreve a tocar no meu bebezinho?

Mark! Mark!

Quero ouvir o relato.

Mark!

Continuo a preocupar-me, Henry.

E se não acontecer a tempo?

E se nenhum de nós conseguir?

Não aguentaria viver sem ti, querida.

A vida é tão curta.

Se é para isto que vem,

certificar-me-ei de que vamos em frente juntos.

"Por vezes consigo ouvir

quando tudo está silencioso."

É apenas um tranq...

Ele voltou e eles levaram tudo que era deles e saíram.

Quando?

No dia a seguir a ter vindo. É uma pena.

A minha mulher e eu gostávamos muito da sua irmã.

Pedimos-lhe para ficar, mas ela foi.

Por norma, não faz nada sem me contactar primeiro.

Achamos que ele lhe fez algum tipo de ultimato.

Não entendo mesmo o que foi que ela viu nele.

Pode dar-me um instante? Preciso de fazer uma chamada.

O número para o qual ligou não se encontra disponível.

Bem, agradeço-lhe.

Adeus.

Ele vai ser um problema?

Acho que podemos precisar de mais alguns resguardos.

Que alguém me ajude!

Ninguém a ouve.

Por que estão a fazer-me isto?

Tínhamos um filho.

Mas ele morreu, por minha causa.

Ela nunca me perdoará, a menos que eu conserte tudo.

Falhei uma vez à Josephine.

Não vou falhar desta vez.

A Josephine não vai enterrá-lo até ter um bebé novo.

- Por favor, que alguém me ajude! - Não se ache tão especial.

Não sabe quantas pessoas foram sacrificadas

para nos dar de volta o nosso bebé?

Não os mantemos aqui.

Espelhamo-los por Londres.

Tal como farei ao Marcus.

Mas mantive-o cá como recordação,

já que ele gosta tanto de brincar.

Pensei que ele poderia fazer-lhe companhia

e tentar fazê-la rir.

Rezámos todas as noites.

E Deus deu-nos a menina.

Eu sei quem vocês são!

Não são meus donos!

Ninguém é meu dono!

A rainha não é minha dona!

Vou cagar na vossa cara!

Saiam, eu sei quem vocês são!

Eu sei quem vocês são!

Saia da minha propriedade.

Saia da minha propriedade.

Desculpe, meu senhor.

Está no seu círculo menstrual.

Foi calculado.

É quando está madura para dar sementes.

A Josephine assegura-me que

a sombra dela corresponde ao seu tom de pele.

A menina não sabe o que é a dor.

Não!

Mark, lamento pelo que disse.

É Henry.

É Henry.

Diga Henry, querida.

Di-lo.

Diz o meu nome.

Diz Henry.

Diga Henry, por favor.

Diga, diga.

Diga Henry.

Assim que o bebé nascer,

que lhe faremos?

Podemos mantê-la cá?

Sei o que tens em mente.

Não, não podemos.

Temos de nos livrar dela, tal como fizemos com os outros.

Que triste.

Pensei que poderíamos mantê-la.

Faltam dois meses.

Vou começar a preparar o quarto do bebé.

Henry...

Henry!

Henry, chegou a hora!

- Temos de tirar o bebé. - Não, não! Não!

Vai matar o bebé.

- Ela vai fugir. - Para onde?

Não pode passar por ambos. Vamos a isto, Henry.

Muito bem.

Deita-a no chão.

Segura nela.

Ponha o meu bebé cá fora

ou vou cortá-lo e deixá-la a sangrar!

Ponha o meu bebé cá fora!

Puxe!

Sim.

Massaje-lhe o peito.

Temos o nosso bebé de volta, Henry.

É o nosso bebé, Henry!

Temos o nosso bebé de volta, Henry.

É o nosso bebé.

- Venha até mim e eu mato-o. - Vai buscar o nosso bebé, Henry!

Não podemos voltar a perder o nosso bebé.

Eu lamen...

Não!

Tínhamos um filho.

Mas morreu.

- E se nenhum de nós conseguir? - Não aguentaria viver sem ti, querida.

Tradução e Legendagem darkdevil

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