Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Greg Latter Fala sobre o Filme
Greg, como tomou conhecimento deste projecto?
Fui abordado pelo Jean-Luc Van Damme que...
Ele queria que fosse um argumentista sul-africano
a escrever o argumento.
Portanto, andou à procura e finalmente ouviu falar de mim.
Eu acabara o argumento do filme "Forgiveness".
Então, ele telefonou-me e encontrámo-nos na Cidade do Cabo.
Ele mandou-me o livro, mas não fiquei muito empolgado com o livro.
Mas depois levou-me a conhecer o James e a Gloria Gregory.
Esse encontro foi uma revelação para mim
porque eles lembraram-me muito a minha própria família.
Eram típicos sul-africanos brancos.
Especialmente a Gloria.
Porque no livro não diz o que ela fazia na Ilha de Robben.
Ele perguntei-lhe o que ela fazia e ela respondeu: "Era cabeleireira."
E a cabeleireira era uma pessoa...
Obviamente arranjava o cabelo às esposas dos outros brancos,
às esposas dos oficiais, às esposas dos guardas.
E as cabeleireiras sabem tudo, ouvem as bisbilhotices todas.
Ela levou-me à garagem deles e mostrou-me a mesa
com o espelho e as luzes que foi levada de ferry
para a Ilha de Robben quando lá chegaram em 1967.
Não, em 1969.
Fiquei fascinado...
... com o facto de ela ter sido cabeleireira.
Ele estava muito doente quando o conheci.
Tivera cancro do pulmão.
O cancro entrara em remissão, mas ele não estava lá muito bem.
Ela foi buscar os álbuns de fotografias da família,
mostrou-me as fotografias dos filhos.
Ela perdeu dois filhos em acidentes de viação.
Foi muito comovente.
Foi isso que me motivou a escrever sobre o assunto.
James Gregory estava doente quando o conheceu...
Mas como foi esse encontro? Ele conseguiu falar-lhe
da estada na Ilha de Robben?
Sim, falou nisso, mas ele não é uma pessoa bem-falante.
Não é...
... muito falador e extrovertido.
É uma pessoa muito tímida... e reservada.
A Gloria é que falou muito.
A Gloria contou-me mais coisas que eu precisava de saber
do que o James. Sendo mulher dele ela sabia...
Sabia tudo o que ele passara.
Ela nunca conhecera Mandela.
Nesses anos todos, nos vinte e tal anos que ele passou...
Ele estava praticamente todos os dias com Mandela.
Apesar de estar perto de Mandela, ela nunca o conheceu.
Só quando...
Acho que só o conheceu quando ele foi libertado.
Eu achei isso muito estranho.
Mas os presos não podem ver mulheres.
Nas cadeias para homens.
E até que ponto o James e a Gloria influenciaram o argumento?
Não influenciaram nada.
A Gloria, quando eu estava a escrever o argumento,
um dia eu telefone...
Eu fazia perguntas técnicas e práticas.
E o James sempre foi muito directo.
Um dia telefonei-lhe para fazer uma pergunta pateta,
que tipo de carro é que eles tinham em 1972, algo assim.
E a Gloria disse-me que tinha más notícias, o James falecera.
Achei isso muito estranho porque durante um ano trabalhei no projecto
e escrevi acerca de uma pessoa que estava viva.
E, de repente, estava a escrever Sobre uma pessoa que morrera.
Para um argumentista isso faz imensa diferença.
Se a pessoa estiver viva...
Nem sei bem qual é a diferença, mas ela existe.
É uma diferença curiosa.
É mais fácil escrever acerca de uma pessoa que já morreu
do que de uma pessoa que está viva.
Se a pessoa já tiver morrido, podemos recriá-la mais.
Se estiver viva, temos de ter mais respeito.
Pela verdade.
E tirando o facto de a Gloria ser cabeleireira,
qual o aspecto desta história que O levou a escrever o argumento?
Houve muitas coisas.
Tanto Mandela como James Gregory eram chefes de família.
Eu sou chefe de família e identifico-me com isso.
Mas...
Essencialmente foi a ideia de um homem extremamente comum
que...
... Se viu numa situação em que tinha de lidar diariamente
com um homem extraordinário, um génio.
E como isso mudou a sua vida.
Por exemplo...
Os filhos do James acabaram por estudar na universidade.
E isso é uma coisa quase inédita,
um guarda prisional mandar os filhos para a universidade.
Mas foi graças a Mandela que os filhos dele estudaram.
Mandela mudou a vida deste homem.
Acho que ele lhe ensinou o valor do amor-próprio
e do respeito por...
... pela vida e pela liberdade.
Acho que são coisas muito importantes que por vezes...
Por vezes, não. São coisas que muitas vezes os sul-africanos...
... não sabiam o que eram.
Mas...
E como é ver o Dennis Haysbert,
o Joseph Fiennes e a Diane Kruger
a desempenharem as personagens que criou,
com base em pessoas reais, obviamente?
São aquilo que imaginava?
Não, não são como eu imaginava.
Mas eu nunca tive uma ideia fixa
em relação ao que os actores deviam ser ou parecer.
Talvez tivesse uma noção da sua voz interior,
mas não da sua aparência.
Eu também sou actor.
Estava ciente de que...
Não podemos ter uma ideia definida
de quem vai representar os papéis que criamos.
Mas eu acho-os fantásticos.
E o Bille é um realizador extraordinário.
Há muita confiança entre eles.
É fantástico vê-los trabalhar.
Acho que têm sido excelentes.
- Nasceu e cresceu na África do Sul? - Não...
Sim, nasci na África do Sul, mas quando ainda era bebé,
mudámo-nos para a Rodésia do Norte, a actual Zâmbia.
Fui criado na África Central.
Regressámos à África do Sul quando eu tinha nove anos.
Por isso, sim, sou sul-africano.
E como encara a sociedade sul-africana
e a forma como evoluiu ao longo das últimas décadas?
E como encara o futuro?
Eu era um daqueles...
Todos os brancos tinham muito medo nos anos 90.
Durante os anos 70 e 80, havia um caos generalizado.
Havia motins... O país estava literalmente em guerra.
Foi horrível.
Eu estava muito consciente no início dos anos...
... em meados da década de 80, de que o ANC iria chegar ao poder.
Mas os meus parentes e as pessoas que me rodeavam diziam:
"É impossível." Na ideia deles, era uma coisa impensável.
A maioria governativa negra nunca se concretizaria.
As pessoas estavam completamente cegas.
Mas o mais extraordinário para mim foi que a transição tenha acontecido
sem uma chacina.
Ainda hoje me espanta que este país...
... Seja relativamente pacífico.
As coisas podiam...
... ter seguido outro rumo, mas não. E acho que se deveu...
... a Nelson Mandela.
Não tenho qualquer dúvida.
Você...
- James chegou a ler o argumento? - Não.
A Gloria leu o argumento e telefonou-me lavada em lágrimas.
Disse que adorava.
Eu fiz algumas...
... alterações relevantes. Por exemplo...
Só incluí um dos filhos do casal no argumento,
porque seria muito estranho...
... no mundo ficcional,
o James e a Gloria terem dois rapazes e uma rapariga.
Só dois filhos é perfeito, é o chamado "casalinho".
Na história têm só um filho e uma filha porque eu queria
que eles fossem uma família arquétipo.
Mas ela não se importou com isso.
- Não se importou nada. - Optimo.
- Obrigada. - Já está?
A não ser que queira partilhar mais alguma coisa.
Vou dizer-vos que estou sentado num quarto de hotel,
no quarto andar, e se olhar pela janela, vejo a Ilha de Robben.
Quando era pequeno, perguntava ao meu pai: "O que é aquilo?"
, E ele respondia: "E a Ilha de Robben."
Eu perguntava-lhe se era bonita e ele dizia que não sabia.
E eu perguntava: "Porque não vamos lá?"
O meu pai dizia que não podiamos ir lá e eu perguntava porquê.
"Porque é lá que estão...
"... os monstros terríveis.
"As pessoas más."
Mas acabei por ir à Ilha de Robben.
E não era aquilo de que estava à espera.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.