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Socorro!
Nora.
Equipe inSanos apresenta:
Tradução e Sincronia: JuLima
NÃO MATARÁS 2ª Temporada | Episódio 15
- Está liberado? - É todo de vocês.
- Obrigada. - Está super tarde.
Andrea, você atende, por favor?
Atendo. Só um segundo.
- Quem é? - De Lorenzo.
Bom dia, sou Sandrina De Lorenzo.
- Sandrina! - Vim ver a Viola.
Entre.
- Oi. Como você está? - Estou bem.
Sei que para vocês é cedo, mas depois vou ao restaurante.
Ela é a Sandrina, foi minha segunda mãe.
E ela é minha irmã Valeria.
Valeria Ferro, não Menduni.
Sim?
Os dois são policiais.
Estou indo.
Se me dão licença, devo correr para a delegacia.
Nos falamos depois.
Eu queria te mostrar isto.
É a Lucia.
- Onde achou a foto? - Em casa.
Valeria percebeu?
Acho que não.
Paolo Ratti, 45 anos.
Era vigilante num shopping em Pino Torinese.
Estamos verificando no cartório.
Assalto?
É o que diz a dona da casa, Nora De Millet.
Foi ela que abriu a porta
e está no hospital com um ferimento na cabeça.
- Quem atirou nele? - O marido, Ludovico De Millet.
- Aquele da joalheria? - Isso.
Ele também está no hospital, levou um tiro na perna.
E não só deu um tiro, mas vários.
Veja isso, lá dentro tem um arsenal.
Tudo registrado.
Quem chamou a polícia?
A irmã do Ludovico, se chama Matilde.
Ela não é muito faladeira.
Olá, sou a detetive Ferro da Polícia de Turim.
Olá.
Você estava em casa na hora do incidente?
Sim, ouvi o tiro e vi Ludovico e aquele homem no chão.
Quando vocês irão embora?
Precisamos terminar de coletar as provas.
Temos novidades, por oito anos a vítima
foi chefe de segurança do Country Club.
Há cinco meses ele perdeu o emprego,
graças a pressão do vice-presidente.
Adivinha quem é?
- Ludovico De Millet. - Exato.
ASSALTO COM MORTE NA ELITE
FERIDOS O CASAL LUDOVICO E NORA DE MILLET
Ligue para sua esposa.
Avise que passaremos dois dias em Turim.
Você é da polícia?
Andrea Russo, Polícia de Turim.
Só preciso lhes fazer algumas perguntas.
Foi você que abriu o portão para aquele homem?
Foi.
Ele interfonou e disse que era um entregador.
E surgiu na minha frente com um capuz e um revólver.
Só lembro que ele gritava: "Cadê o dinheiro? Cadê?"
Como fui burra.
Ele gritou e você não ouviu nada?
Não. Eu estava no banheiro, no andar de cima.
Ele foi até lá um pouco depois.
Vocês souberam quem era?
Frequentamos o Country Club desde sempre.
Aposto que o desgraçado do Ratti estava de olho em nós há meses.
Ele nos odiava.
Tentou se dar bem, mas não conseguiu.
O presidente do clube disse que você o fez ser demitido.
Claro, eu o flagrei duas vezes trabalhando bêbado.
Ele era um incompetente.
Ouça, nós estamos exaustos.
Só nos diga que essa história acaba aqui.
Essa história acaba quando nós dissermos.
E seu esposo será investigado por excesso de legítima defesa.
Duas pistolas automáticas:
uma Desert Eagle e uma Parabellum;
uma espingarda;
um rifle de caça;
e como não citar o AK-47 com o qual matou Ratti?
Não confio na polícia.
Desejo que tenham um bom dia.
Belo quarto este.
Que babaca!
Lombardi quer encerrar o caso como assalto à mão armada.
- E o De Millet? - Fui ao hospital falar com ele.
Ele é estranho, disse que demitiu o Ratti
porque o pegou trabalhando bêbado.
Mas acho que ele não contou tudo.
Ganhe tempo com o Lombardi.
Quero ver onde Ratti morava.
CASA DOS DE MILLET
Valeria, veja.
Tire isso daqui, por favor.
Onde as achou?
Na casa do Ratti.
Por isso seu marido o demitiu do clube, certo?
Ludovico descobriu quando já tinha terminado.
Estava acabado.
Não houve nada entre mim e o Paolo,
fomos para a cama algumas vezes em uma semana.
E fim de papo.
Foi só uma distração.
Ludovico é um homem inteligente,
ele entendeu e me perdoou.
Mas me parece que Ratti não o perdoou.
Detetive, Ratti era inSano.
Se eu tivesse percebido antes, não teria dormido com ele.
Quando eu disse que não teríamos futuro,
ele começou me atormentar.
Me esperava fora de casa, me ligava à noite.
Ratti tinha comprado uma passagem de avião
para semana que vem.
Para ele... e outra pessoa.
Deixe-me adivinhar.
Recife?
Era a obsessão dele.
Sempre disse que queria fugir comigo
e repetiu o mesmo quando contei que daria queixa dele.
Eu sei o que você está pensando.
Pode checar, ligue para o Ludovico
e ele confirmará tudo.
É a coisa certa, não?
Você só está fazendo seu trabalho.
Irmãzinha!
- Senti saudades, sabia? - Eu também.
Não está tendo pesadelos?
E onde está a Nora?
A polícia ligou, ela saiu correndo.
O que ainda querem com ela? Por que não a deixam em paz?
Ludovico...
tem uma coisa que eu queria te dizer.
O que foi?
É sobre a Nora.
Aquele cara, o Paolo Ratti,
eu o vi com a Nora.
Eles estavam juntos.
- Está tudo bem. - Lamento, Ludovico.
Eu não queria te contar. Não queria mesmo, desculpa.
Está tudo bem.
Eu já sabia.
Já sabia?
Foi um momento de fraqueza.
Mas aconteceu só uma vez e aquele inSano não a perdoou.
Mas eu e a Nora continuamos nos amando.
Fique sossegada.
Não foi só uma vez.
Aconteceu só uma vez.
Há um ano.
Para a Nora foi uma aventura.
Para ele, evidentemente não foi.
Ele não foi o primeiro cara a enlouquecer por ela, sabia?
Como você descobriu?
Ela mesma me contou.
Ela não suportava aquele peso.
E por que você não nos contou antes?
Quis evitar a humilhação da mulher que amo.
Nora já sofreu muito na vida.
Posso ir?
- Até logo. - Até logo.
Bem-vindos ao Tivoli.
Temos uma reserva no nome De Rosa.
É uma suíte e um quarto de solteiro.
Esteja no restaurante em meia hora.
Posso saber o que viemos fazer aqui?
Não.
Muito bem.
Bom dia, amor.
Eu te apresento o engenheiro Morelli.
- Nora De Millet. - Prazer, Morelli.
Vamos reformar a casa?
- Não exatamente. - É uma surpresa.
Tenho certeza que você vai gostar.
Então se é só isso, vou embora.
- Até logo. - Até logo.
Posso saber o que está aprontando?
Vamos entrar.
Eu te perdoo e é assim que me agradece?
Transando com o vagabundo do Ratti.
Não envolva a Matilde nisso.
Amor...
Pare, querido.
Sua irmã me odeia.
Ela sempre me odiou.
- É mentira. - Não é mentira, amor.
Mas nós somos mais fortes que tudo isso.
Somos mais forte ou não somos?
O que você fará amanhã?
Amanhã?
Quero que tire o dia de folga.
Eu estarei ocupado.
Lisa Gualdi.
Você lembra de mim?
Você não mudou, Lisa.
Largue a arma!
Mandei largar!
Largue a arma, vamos!
Coloque as mãos para trás.
Lisa Gualdi.
Por que mudou de nome?
Mudou após matar meu filho. Para não ser encontrada.
Eu não matei o Diego.
Sr. De Rosa...
como seu filho morreu?
Numa rodovia.
Atropelado por uma carreta.
Disseram que ele se suicidou.
Que saiu do acostamento e se jogou no meio da estrada.
Eu nunca acreditei nisso.
Por que tem tanta certeza que a Nora o matou?
Porque ela estava lá quando aconteceu.
É verdade.
Eu estava lá quando Diego se jogou na pista.
Mas juro que não o matei, detetive.
A polícia encerrou o caso em menos de uma semana.
Eu mandei fazer...
uma perícia à parte.
Diego era abstêmio.
Mas descobriram que no sangue dele
havia vestígios de álcool.
Detetive, eu não o matei.
Diego estava fora de si aquele dia.
Quando chegou o resultado da amniocentese
que diagnosticou a síndrome de Down,
Diego ficou furioso.
Ele não aceitava que o filho não era perfeito.
Algumas semanas depois,
ele quis me levar a um médico em Milão.
Queria que fizessem outros exames,
ele precisava de outro diagnóstico.
Ele já estava bêbado quando foi me buscar.
No meio do caminho, ele parou num acostamento.
Assim, sem motivo.
E me mandou sair do carro.
Começou me bater, chutar minha barriga,
ele queria matar o meu filho.
Só quando comecei cuspir sangue,
ele se deu conta do que estava fazendo.
Mas nesse meio tempo, eu tinha desmaiado.
E não sei o que houve depois. Não sei mesmo.
Só sei que acordei numa ambulância
e soube que Diego havia se jogado na frente do caminhão.
Não é verdade.
Não é possível.
Na noite em que foi internada...
Dezenove de novembro de 2007.
Meu filho nasceu de cinco meses.
E não sobreviveu.
Eu jamais esquecerei aquele dia.
Jamais.
Detetive,
você não contará para o Ludovico, não é?
Lamento, mas sou obrigada a contar.
Poderia não contar sobre o bebê?
Obrigada.
Dei uma olhada no caso De Rosa.
Quem cuidou do caso foi um policial chamado Guido Vanni.
Já pedi para enviarem os documentos.
- Pode intimá-lo. - Certo.
Caso Marchi: 39 dias.
Caso Caselli: 47 dias. Caso Stelitti: 62 dias.
E caso De Rosa:
Seis dias.
Você me fez vir de Varese só para dizer
quanto tempo gasto para fazer meu trabalho?
O que quer de mim?
Saber por que teve tanta pressa com o suicídio De Rosa.
Porque não havia nada para descobrir.
De Rosa era inSano desde sempre,
Varese inteira sabe disso.
Isso não significa que você não deveria fazer seu trabalho.
Detetive, De Rosa se suicidou
se jogando na frente de um caminhão em movimento.
Guido Vanni.
Guido Vanni.
Guido Vanni. Guido Vanni.
Você assina toda a papelada dos seus casos?
E quem mais deveria assinar?
Então isto é seu também?
- Qual a ligação com o De Rosa? - Nenhuma.
Mas é o segundo documento em que seu nome
aparece ao lado do nome de Lisa Gualdi.
Neste Lisa mudou o nome para Nora Virili.
Eu simplesmente a salvaguardei. Não acho que seja crime.
Há quanto tempo não fala com ela?
Há anos. Muito anos.
Desde que ela saiu de Varese, eu não a vi mais.
Lisa queria mudar de vida
e eu só a ajudei.
Porque naquela cidade, os De Rosa
têm amigos muito poderosos
e eu não queria que ela pagasse o preço
dos atos de um inSano.
Ela queria mudar de vida, só isso.
- E evitar de ser presa. - Foi suicídio.
De Rosa queria acabar com a vida.
E se jogou na frente de um caminhão.
Agora, se não tem mais perguntas,
eu gostaria de ir embora.
Fique à vontade.
Detetive...
Foi você, não foi?
Eu não queria que fizesse besteira.
Pensei em deixar com o porteiro,
mas já que estamos aqui.
Você também quer ir embora?
Depois do que houve hoje, me parece inoportuno
continuar ao seu lado.
Fiz uma lista de pessoas que podem assumir meu lugar.
Você já achou que fez tudo errado?
Eu sim.
Hoje. Pela primeira vez em 70 anos.
Dez anos procurando o assassino do meu filho
e a coitada era inocente.
Sendo que bastaria
me olhar no espelho.
- Querem fazer o pedido? - Queremos.
Uma garrafa de vinho
e duas taças.
Viola.
- Devagar. - Desculpa.
Não foi nada.
Ela está ótima, melhorou muito.
Em apenas três sessões já conseguiu andar de muletas.
Por que não contou que voltou a andar?
Eu queria ver essa cara que você fez agora.
Viola, o que acha de tentarmos sentar?
- Quer jantar fora hoje? - Quero.
No tio Giulio, certo?
- Você fixou bem? - Claro que sim.
Já troquei milhares de barris na vida. Só sai espuma.
- Deve ser... - Talvez se abrir a válvula.
Era a válvula.
Eu sempre disse que você errou de profissão.
Vai ficar para jantar?
Se não quer jantar, é só falar que não quer.
- Tem mesa para três? - Oi.
Sim, claro que tem.
Sei que você não gosta de mim.
É que você não se esforça para ser simpática.
Eu sei, simpatia não é meu forte.
É mal de família.
Pegue.
Era meu.
Eu queria dar para a Costanza
para me desculpar.
Obrigado.
Então, dá para preparar três sanduiches.
- Sim. - Ou talvez algo melhor.
Sim, tio. Obrigada.
Por que não me contou?
Lisa Gualdi.
Sua vida passada.
Precisamos comemorar.
DE MATILDE: ELE PÔS ÁCIDO NO SEU COPO. FUJA!
Vamos fazer um brinde à Lisa Gualdi.
Socorro!
Você teve sorte.
- Sim. - São só queimaduras leves.
Obrigada.
Ele fez o mesmo com você?
Vem cá.
Venha, venha.
Venha aqui.
O que é isso?
É o único jeito para eu ficar tranquilo.
Daqui posso controlar tudo.
Você tinha razão, sabia?
Nora só queria o nosso dinheiro.
Desde o começo foi a única coisa que ela quis.
Nem sei mais como ela se chama realmente.
Por que está me dizendo isso?
Porque você é minha irmãzinha.
A única a quem posso confiar minha vida.
A única que sempre me amou
do jeito que sou
e ponto final.
Coloque o polegar no leitor.
Aqui no leitor digital.
Obrigada.
Agora...
eu e você somos os únicos a ter a chave daqui.
Vou dormir aqui.
Depois daquele dia, nunca mais vi a Susana.
Ludovico a demitiu sem motivo,
do dia para a noite.
Só porque viu a gente se beijando.
Mas não foi o suficiente para ele.
Depois de arruinar a vida da Susana,
tentou arruinar a minha também.
E quase conseguiu.
Enquanto ele estiver vivo, jamais seremos livres.
Jamais.
ACESSO NEGADO
Merda.
Matilde.
Abra a porta, a ventilação quebrou.
Coloque seu polegar.
Abra a porta.
A ventilação parou.
Abra a porta.
Coloque o polegar no leitor e abra a porta.
Abra esta porta, Matilde.
Vai logo, abra a porra da porta.
Abra logo.
Não.
Matilde, sou eu.
Mati, sou seu irmão.
Coloque o polegar no leitor e abra a porta.
A ventilação parou.
Enquanto ele estiver vivo, jamais seremos livres.
Abra a porta, Mati!
Não faça isso!
Bom dia.
Lamento, mas meu irmão viajou a trabalho.
Podem falar comigo.
Estamos procurando Nora De Millet.
Estou aqui!
Socorro!
Por que continua me importunando?
Porque não acredito em você.
Não acredito em você nem no seu amigo Guido Vanni.
Não creio que você e Ratti tiveram uma aventura passageira.
Não creio que você chamou Guido só para pedir ajuda.
Quem foi ausente na sua infância, detetive Ferro?
Deve sempre demonstrar que é a melhor de todos.
Já se perguntou o motivo?
Porque quase todo mundo mente.
Primavera.
Inverno.
Você e Ratti não viveram só uma aventura de duas noites.
- Vocês tinham um caso. - Você não tem provas.
Primeiro você seduziu o Ratti,
depois contou para o Ludovico que o demitiu.
A raiva do Ratti foi aumentando,
então você o convenceu a fazer essa loucura.
Matar Ludovico para dividirem o patrimônio e fugirem juntos.
Pare de falar como se me conhecesse,
você não sabe nada de mim.
Sei que nunca amou seu marido.
E a você?
Quem foi ausente na sua infância, Lisa?
Mesmo que eu contasse,
você jamais entenderia.
Precisaria ter nascido órfã.
Não pode me manter aqui, você não tem provas.
Eu sei.
- O que foi? - Ludovico De Millet.
Morreu asfixiado no quarto do pânico
que construiu em casa.
Quando estivemos lá, hoje de manhã,
a irmã disse que ele estava fora da cidade.
Ela está sendo trazida para cá.
Quando...
Ludovico me deu a chave de acesso
do quarto do pânico,
foi a primeira coisa em que pensei.
Ele sempre foi obcecado com segurança.
E aquele quarto era um túmulo perfeito.
Então esperei que ele dormisse
voltei durante a noite, mudei a senha
para que ele não pudesse controlar de dentro.
E desliguei a ventilação.
Esperei a noite toda para vê-lo morrer.
Por que matou seu irmão?
Porque ele me fez isso.
Eu não gosto de homens, detetive.
E Ludovico nunca aceitou.
Ele destruiu a vida da mulher que eu amava.
E teria feito o mesmo comigo e com a Nora.
Foi a Nora que te pediu para matá-lo.
Não.
Por que disse que seu irmão queria fazer o mesmo com a Nora?
Porque eu vi.
Vi quando ele colocou ácido no copo dela.
Ludovico era um monstro.
Sempre tentou destruir o que não podia controlar.
Como comigo e a Nora.
Você e a Nora?
Foi ela que te pediu para matá-lo, não foi?
Fiz tudo sozinha.
Matilde, defendê-la não a salvará.
Foi a Nora que pediu?
Eu o matei.
Pode ir.
Viola não está mais na casa dela.
E onde está?
Na casa daquela policial, a filha da Lucia.
Eu estive lá hoje.
Mora com ela e com o namorado.
Que também é policial.
Viola disse que Valeria é irmã dela.
Eu já sabia.
- Devemos nos preocupar? - Não.
Viola não sabe de nada, não faz ideia do que o pai fez.
Mas a partir de hoje, você deve ficar de olho nelas.
Use a Viola ou qualquer desculpa.
Você deve ser meus olhos e ouvidos naquela casa.
Vito foi muito claro,
aquela Ferro é esperta e perigosa como a mãe.
Devemos ficar de olho nela.
Não podemos estragar tudo por causa dela.
A verdade sobre Giuseppe não deve vir à tona.
Eu sabia, porra!
Você tinha razão.
Por que não me contou que Giuseppe é pai da Valeria?
Não cabe a mim decidir quem deve ou não deve saber.
Valeria quis contar só para a família.
Para a família.
Nós precisamos contar para a Valeria.
Se não quiser contar, vamos usar essas gravações
e tentar reabrir o caso.
Reabrir o caso com isso?
Quer que a gente seja investigado?
É uma interceptação ilegal, você sabe que é crime, não?
Então o que faremos?
Vamos esperar, é só o que nos resta.
Cedo ou tarde eles darão um passo em falso.
O que está fazendo?
Estas fotos são lindas. Sua mãe era maravilhosa.
- Você ficou brava? - Não.
Não, Viola, não fiquei.
Estou feliz por você estar aqui.
Mas há coisas que prefiro manter para mim.
Desculpa.
É que passo o dia sozinha
e fico um pouco entediada.
Juro que não teria mexido se não tivesse visto o Andrea...
Andrea?
Ontem quando saí do banheiro, ele estava vendo as fotos
e fiquei curiosa.
Sinto muito.
Não se preocupe.
Boa noite.
Trouxe o jantar.
NÃO MATARÁS
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