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Original subtitles

No sistema de justi�a criminal

crimes sexuais s�o considerados especialmente hediondos.

Na cidade de Nova Iorque, os dedicados detetives que investigam

estes crimes cru�is s�o membros

de um esquadr�o de elite

conhecido como Unidade de V�timas Especiais.

Estas s�o suas hist�rias.

O amor � sofredor e gentil.

O amor nunca se alegra com o mal,

mas se alegra com o triunfo da verdade.

Repita,

Amor acima de todas as coisas.

Amor acima de todas as coisas.

Sempre confiante, esperan�oso e paciente.

Sempre confiante, esperan�oso e paciente.

O amor nunca falha.

O amor nunca falha.

Noah Porter, agora n�s comemoramos voc�,

e o recebemos em nossa comunidade.

Todos digam, "Voc� � um aben�oado presente,

e n�s damos-lhe nossas b�n��os."

Voc� � um aben�oado presente,

e n�s damos-lhe nossas b�n��os.

Noah, talvez o futuro traga amor ao cora��o,

alegria � sua mente, e verdade desses l�bios doces.

N�o sabia que voc� era evang�lica, Sargento.

Eu n�o sou. Eu...

Na verdade, n�o cresci com nenhuma religi�o.

S� queria que Noah tivesse algo pra ter de base.

E se revoltar com isso quando for adolescente, estou certo?

Eu entendo. Sou cat�lico.

S�rio?

Vamos, carinha. Voc� foi �timo.

Michelle, estou feliz que continua voltando aos servi�os.

Est� trabalhando no seu programa?

Sim, todos dias.

Estou na nona etapa.

Se retratando.

Com o meu pai.

Michelle, seu pai est� na pris�o.

- Isso n�o � sua culpa. - Sim, �.

Menti para a pol�cia.

N�o � o suficiente para se desculpar.

Eu deveria retratar com a justi�a.

Quando poss�vel.

Voc� n�o conhece aquele advogado,

que tira pessoas inocentes da cadeia?

Diga alto. � T-H...

-Throw (Lance).. -N�o.

-O O-U � "ooh" aqui. -Through (Atrav�s).

�timo.

Eu andei atrav�s...

O vale das sombras...

A visita est� aqui.

Sabe, me procure depois Jos�, certo?

N�o, Thompson � pra voc�.

Pra mim?

Michelle?

Por que est� aqui?

Trouxe algu�m pra conhecer voc�.

Bayard Ellis, Sr. Thompson.

Eu trabalho com o Projeto Inoc�ncia.

Contei a ele, papai, a verdade.

Que voc� nunca me estuprou.

SUS.Svu Temporada 16 Epis�dio 21 Perverted Justice / Justi�a Pervertida

Tradu��o: Camila Nel e Camila Carvalho

Revis�o: Camila Nel e Karine dos Reis

Tivemos uma cerim�nia de apresenta��o.

Um menino t�o doce. Ele tem o seu sorriso.

Se tudo correr como planejado,

a ado��o ser� oficial dentro de um m�s.

Bem, parab�ns, Olivia.

Obrigada.

Mas sei que n�o me convidou pra jantar

pra conversar sobre o Noah, vamos ao assunto.

Reverendo Scott me pediu para olhar um caso

envolvendo um membro da congrega��o, Michelle Thompson.

Seu pai, Derek,

foi condenado por estupr�-la 17 anos atr�s, quando ela tinha seis anos.

Condenado por estuprar a pr�pria filha?

Esse � um caso dif�cil para Projeto Inoc�ncia ir atr�s.

�, mas esse caso foi feito

principalmente pelo testemunho de Michelle.

Agora, est� dizendo que era pressionada pela m�e pra mentir.

Ela quer se retratar.

17 anos depois dos fatos.

Ela tentou uma vez quando era adolescente.

O promotor e o detetive foram contra a reabertura.

Michelle foi ao fundo do po�o depois disso. Drogas, �lcool...

Ela encontrou recentemente a sobriedade.

Espera, ent�o quer se retratar por causa do programa de 12 passos?

Esse n�o � o indicador da verdade mais confi�vel.

Acredite em mim. Vi aquela nuvem rosa de

"eu perd�o todos" tamb�m.

� por isso que preciso de voc� pra investigar.

Algum DNA, pesquisa forense, alguma confirma��o?

N�o, apenas o testemunho dela

e alguns sintomas m�dicos inconclusivos.

Sua m�e, que tem hist�ria de abuso de subst�ncia,

fez a chamada inicial pra emerg�ncia.

Voc� conversou com o pai?

Claro. No Green Haven. � um preso modelo.

Eu o achei cred�vel.

Ele afirmou sua inoc�ncia por 17 anos.

� dificil provar que algu�m � inocente de um crime.

� mais dif�cil, ainda, provar que esse crime

em si nunca ocorreu.

Ent�o voc� pensou em mim.

Na verdade, sim.

Bayard Ellis quer que n�s

reabramos um caso de 20 anos de estupro e incesto?

Deixe-o fazer o trabalho bra�al.

Veja, ele quer que vejamos se tem algo para ser nvestigado.

Quero dizer, obviamente, � dif�cil reabrir uma condena��o,

mas Bayard Ellis, o cara � uma lenda.

Se ele acha que vale a pena olhar...

Veja, sei que Ellis � seu amigo,

mas realmente precisamos trabalhar um caso encerrado?

Nick, isso n�o � por amizade.

E a UVE n�o lidou com o caso.

Foi a delegacia mais pr�xima que odiava Derek Thompson,

que realmente funcionou,

e quando finalmente conseguiu um advogado...

Deixe-me adivinhar. Primeiro ano de assessor jur�dico.

Pior que isso: para seu azar,

lhe arrumaram um advogado

que mal podia pagar por suas c�pias de transcrito.

Vamos examinar o caso.

No in�cio, o detetive foi um cara chamado Ted McCormack,

e o promotor era O'Dwyer, nenhum dos quais conheci.

Antes de seu tempo, uau!

Est� sentindo falta de Staten Island, Carisi?

Mas h� algu�m de volta � cidade que estava aqui

quando construiram o lugar.

Netos de Eileen. Passamos o inverno com eles

em Fort Lauderdale ap�s o cruzeiro.

Voc� sabe, nunca pensei que diria isso,

mas acontece que h� vida al�m da NYPD.

Sim?

Bem, o lugar est� caindo aos peda�os sem voc�.

- Obrigada, Nick. - Certo, vamos.

Chega de conversa fiada. Por que estamos aqui?

Voc� tem uma v�tima que quer se retratar?

17 anos depois.

Entre seu nono passo, Reverendo Curtis e Bayard Ellis,

est� convencida que os policiais e o promotor estragaram o caso.

N�o era a UVE.

Foi sua antiga casa, o 2-7,

e n�o consigo fazer contato com esse detetive

que pegou o caso, Ted McCormack.

Ted McCormack.

Sim, certo, talvez voc� tenha problema.

O que, voc� conheceu McCormack?

Infelizmente o cara bagun�ou muito por a�.

Nunca conheci um atalho que ele n�o tenha tomado.

Certo, alguma chance de voc� lembrar do promotor

O'Dwyer, Kenneth O'Dwyer?

O'Dwyer?

Esse deve ter sido um caso precoce dele.

Ele tinha liga��es familiares, teve suas m�os sujas por um ano,

e ent�o se enfiou em um caso de colarinho branco.

O que ele diz sobre isso?

- Ainda n�o o chamaram. - Bom.

Mantenha-o fora. Ele � peixe grande.

Sei como era a vida antigamente no 2-7.

Se for lhe comprar um lanche, compre um prato estilo Gossip Girl.

Minha m�e estava fora.

Ela estava bebendo e se drogando, meu pai chegou do trabalho,

me viu com meu irm�o pequeno fazendo bagun�a.

Tentei fazer cachorro quente e me queimei.

- Ele ficou bravo. - Com voc�?

N�o deveria estar cozinhando aos 6 anos.

Bem, isso foi o que meu pai disse.

Meu irm�o estava chorando. Com fome.

Bom, voc� tentou.

E o papai perguntou onde a mam�e estava, se estava...

se estava bebendo. Ele nos colocou na cama.

E quando ela chegou, come�aram a gritar um com o outro.

Eu estava chorando, ent�o mam�e entrou.

Contei que minha m�o estava queimada, ela me olhou estranho

E disse "O que papai fez com voc�?"

Voc� lembra o que respondeu?

Sim.

N�o queria que ela ficasse brava comigo,

ent�o disse que era culpa do meu pai,

e ela continuou fazendo perguntas.

O que mais ele fez? Se ele me tocou l� embaixo?

E cada vez que eu dizia n�o, ela ficava brava, ent�o...

ent�o eu finalmente disse sim.

Na manh� seguinte quando papai foi trabalhar

ela chamou a pol�cia.

Certo, est� dizendo que seu pai nunca

tocou em voc� naquela noite?

N�o, ele gritou e me assustou, mas n�o.

Michelle, voc� repetiu a hist�ria

pro detetive, pro promotor e pro j�ri.

Sim, mam�e disse que tinha que continuar dizendo,

ou as pessoas ficariam bravas por estar mentindo.

Olha, eu s� queria que todos ficassem quietos.

N�o aconteceu nada aquela noite.

Eu juro.

Aquele homem � uma maldi��o.

- Ele est� morto? - N�o est� morto senhora.

Poder�amos subir? Gostariamos de fazer algumas perguntas.

N�o vou deixar pol�cia entrar em minha casa.

O que � isso? Ele n�o est� saindo, n�o �?

- N�s estamos olhando o caso. - Ele os colocou nisso?

N�o, na verdade sua filha Michelle o fez.

O que � esta semana? Ela encontrou Jesus?

Ela parou de procurar a verdade

no fundo da garrafa?

Sabe, espere uma semana, ela vai mudar de id�ia.

Ela e o irm�o s�o estragados

por causa do pai.

Estou cansada de falar.

Estou atrasada pro trabalho.

Ela est� de volta a aquele apartamento, h� 17 anos.

Sim.

Ela est� mantendo firme a hist�ria que contou a eles.

� quase como se ela estivesse certa.

Bem, esse � o motivo que n�o gosto de reabrir casos.

� muito dif�cil descobrir no momento.

E todos esses anos depois?

Como vamos saber?

GREEN HAVEN 20 de Abril

Nunca toquei na minha garotinha.

Minha esposa mentiu e fez Michelle mentir.

H� raz�o pra sua esposa fazer isso, Sr. Thompson?

Sabe, Audrey era viciada na �poca.

Ela costumava vir pra casa com esse olhar selvagem.

Era perigoso.

Mas na maioria do tempo, sabia como me manter fora do caminho.

Mas naquela noite n�o.

N�o, ela deixou as crian�as sozinhas.

Eles poderiam ter queimado a casa toda.

Certo, ent�o est� dizendo que sua esposa inventou a hist�ria

sobre voc� ter estuprado Michelle, a convenceu a mentir,

e te colocou na pris�o por causa de uma briga de casal?

N�o acha que me pergunto a mesma coisa

pelos �ltimos 17 anos?

Sim, � tempo o suficiente pra arrumar

um monte de desculpas para si mesmo.

Sim, mas n�o h� evid�ncias.

Havia contus�es. Ela estava chorando.

N�o por minha culpa.

Bem, a pol�cia perguntou por que havia s�men

no pijama de sua filha.

Disse que sua esposa o colocou.

- N�o havia s�men. - Exato.

Se voc� era inocente, por que n�o disse isso?

Porque a pol�cia me enganou,

como voc� est� tentando me enganar agora.

N�o estamos tentando enganar voc�.

S� queremos saber o seu lado da hist�ria.

Sabe, tenho mantido bom comportamento aqui.

Eu tentei ser um bom pai.

Como?

Porque escrevo pro Will e pra Michelle toda semana,

E digo que os amo.

A m�e deles, Audrey, nunca os apoiou, cara.

Ainda sou o pai deles.

Minha filha admitiu

que a hist�ria toda era inventada.

Agora, o que mais tenho que fazer?

� uma honra conhec�-lo promotor Ellis, senhor.

- Me chame de Bayard. - Certo.

Certo, Carisi, sobre a reuni�o com Derek Thompson?

Certo, ele mant�m sua inoc�ncia,

o que � esperado,

mas sua vers�o daquela noite n�o corresponde com Michelle.

-E ela parece ser cred�vel. -Sim.

Vamos precisar de mais do que isso pra convencer o juiz a reabrir.

O advogado do caso,

Ted McCormack, se aposentou na Fl�rida.

Deixamos algumas mensagens, mas n�o tivemos retorno.

Vejam quem encontrei na rua.

-Capit�o. -Amanda, prazer em v�-la.

Capit�o Cragen, promotor Ellis.

Voc�s se lembram um do outro.

E esse � o Carisi.

-Me chame de Sonny. -Ningu�m chama.

Capit�o Cragen possui alguns contatos do 2-7.

Pedi pra ele dar uma olhada.

Achou alguma coisa?

N�o, n�o achei. E n�o estou te mostrando isto,

mas � endere�ado ao Detetive McCormack

e ao promotor O'Dwyer.

Ent�o, se voc� fosse solicitar pelo seu escrit�rio

porque talvez tenha visto um registro de provas,

teriam que produzi-lo.

E o que � isso que n�o est� nos mostrando?

Uma carta que a professora da primeira s�rie de Michelle escreveu.

Diz aqui que Michelle veio at� ela chorando

porque sua m�e a fez mentir para a pol�cia.

E essa carta foi enviada antes do julgamento ter come�ado?

Promotor, se me permite,

se pudermos provar que o promotor tinha esta evid�ncia

e n�o compartilhou com a defesa,

� tiro certeiro, certo?

Agora, mantenha a calma, Sonny.

� poss�vel que O'Dwyer mostrou carta.

E a defesa de Thompson n�o a usou?

Vamos. Isso � incr�vel.

Isto significa que justi�a atrasada n�o � justi�a negada.

Ent�o voc� � novo aqui.

SALA DE CONFER�NCIA 21 de Abril

Tamsin, obrigado.

Isso n�o vai demorar.

Bayard Ellis, como � a vida no Brooklyn?

Prazer em v�-lo, promotor.

Essa � a Sargento Benson.

-Eu ouvi boas coisas. -Bom, est�o estamos quites.

O caso Thompson.

Minha primeira vit�ria como promotor.

O j�ri deliberou por meia hora,

o consideraram culpado de todas acusa��es.

Voc� me conhece, Kenneth. Absolutos me d� coceira.

O j�ri acreditou na v�tima.

Pensei que isso lhe daria conforto, Sargento.

Normalmente, sim, mas a garota agora alega

que foi for�ada pela m�e a mentir.

De novo?

Ent�o sabia que ela queria se retratar antes?

Quando era adolescnete ela veio a pol�cia.

Disse que sentia muito.

O detetive pensou que poderia ter sido as drogas.

Ele n�o a achou cred�vel.

Mas Michelle tamb�m disse a professora do primeiro grau

que ela mentiu e isso foi antes do julgamento.

Agora, a professora escreveu uma carta

para voc� e o detetive McCormack detalhando a declara��o.

N�o preciso dizer pra voc�s que essa tal carta

seria de defesa.

-N�o, n�o precisa. -Eu li a transcri��o.

Essa carta nunca foi mencionada pela defesa.

Bem, voc� deveria perguntar para a defesa sobre isso.

Espero que n�o esteja me acusando de m� conduta ao Minist�rio P�blico.

Voc� est� dizendo que mostrou essa carta para a defesa?

Claro.

Em 1998, a advogada era Cassie Muir,

e n�o tenho id�ia por que ela n�o levou a carta ao julgamento.

Derek Thompson estuprou sua filha.

Se ele se arrepende disso agora,

se a filha decidiu que de repente sente falta dele,

� uma trag�dia familiar, mas isso n�o faz dele inocente.

APARTAMENTO DE CASSIE MUIR RUA GROTON, 90-15, FOREST HILLS, QUEENS TER�A-FEIRA, 21 DE ABRIL

Falamos ao telefone, Sra. Muir.

Sobre o caso Derek Thompson.

Minha experi�ncia como advogada

faz parte do meu passado.

Prefiro revisit�-lo o mais raramente poss�vel.

Ent�o n�o exerce mais?

N�o, fui expulsa em 2009,

apesar de nunca terem apresentado queixa.

Eles disseram que enviaram uma carta certificada,

mas nunca recebi, ent�o, na �poca poderia lutar contra isso,

mas eles j� estavam convencidos.

Certo, bom, estamos aqui por uma carta diferente.

Isso � sobre o caso Derek Thompson.

-Ent�o voc� lembra? -Claro que lembro.

As alega��es eram horr�veis,

mas at� mesmo um ped�filo tem direito a defesa.

Voc� acha que ele era culpado?

Querido, todos eram culpados.

Certo. Bem, achamos essa carta.

� da professora da primeira s�rie de Michelle.

Aqui diz que a m�e dela a orientou a mentir.

Sim.

Ent�o lembra de ter recebido a carta do escrit�rio do promotor?

Ken O'Dwyer e eu podemos ter sido advers�rios,

mas sempre nos tratamos com respeito. Ent�o sim, claro,

lembro de receber essa carta.

A professora nos disse que voc� nunca a usou.

Pode nos dizer o por qu�?

Bem, tenho certeza que tinha uma boa raz�o.

Voc� deve colocar uma carta

como essa no contexto de toda sua defesa.

O j�ri ficaria chateado.

Pode sair pela culatra, for�ar muito uma garotinha.

Ent�o a advogada do papai tinha a carta?

Ela nunca tentou falar

com sua professora, Srta. Morgan.

Sua professora tamb�m disse que enviou uma carta

para o detetive do caso.

Ent�o que faremos agora?

Vou apresentar de uma proposta de audi��o 440.

Pela inefic�cia da assist�ncia da advogada.

O melhor cen�rio. Sua senten�a � inocentada,

E O'Dwyer concorda em retirar as queixas.

O'Dwyer. Ele me odeia.

N�o aposto minhas esperan�as nesse cen�rio.

N�o posso prometer um resultado,

mas a juiza Rosenbaum ouvir� o caso.

Ela � progressiva, justa sobre a reforma do sistema.

Seu hist�rico tende a favorecer a defesa com recursos.

Sr. Ellis est� dizendo que temos uma boa chance.

Vamos ter f�, papai.

N�o poderia dizer nada melhor.

Sim.

Promotor Ellis.

Est� alegre considerando que a juiza Rosenbaum

est� prestes a retirar as acusa��es contra o meu cliente.

Ainda n�o ficou sabendo?

A juiza Rosenbaum sofreu um pequeno derrame ontem � noite.

Que pena.

Sim. Estou disposto a adiar.

N�o h� como dizer quando ela estar� de volta.

O caso j� foi reatribu�do. O Bertuccio � o juiz agora.

Ganhar algumas, perder algumas, Bayard.

Est� tudo bem?

Houve uma mudan�a no ju�z do caso

que pode n�o ser a nosso favor.

Bayard, esse � o irm�o da Michelle, Will.

Fico feliz que esteja aqui.

Obrigado por ajudar o meu pai.

Todos de p�.

Obrigado por esperarem,

podem se sentar.

Aproxima��o, Merit�ssimo?

Do que precisa, Sr. Ellis?

Meret�ssimo, � de minha compreens�o

que acabou de assumir este caso.

Posso sugerir um adiamento?

Por qu�? Quem n�o est� pronto?

N�s estamos Merit�ssimo.

Bom, eu li a papelada.

Estou bem.

Sr. Ellis, voc� precisa de um adiamento?

N�o, Merit�ssimo.

Bem, ent�o se afastem.

Povo contra Derek Thompson.

-Tenho um requerimento 440. -Meret�ssimo.

Temos uma carta probat�ria da inoc�ncia do r�u

que nunca foi mostrada ao j�ri pela defesa.

E est� nos arquivos, Sr. Ellis?

-Sim.

Uma carta da professora da primeria s�rie da Srta Thompson.

Sr. O'Dwyer?

Merit�ssimo, o advogado de fato teve essa carta

e escolheu n�o apresenta-la.

Suspeito que o juiz achou ser um boato.

Mesmo que fosse admitido,

n�o seria cred�vel

para abalar o vered�to do j�ri em todas as acusa��es.

Certo, s� pra ser claro,

ela disse para a professora que foi instruida a mentir pela m�e?

Em retrata��o, ela se mant�m inflex�vel.

Mas ela testemunhou estupro no julgamento

depois de ter falado com a professora.

Acreditamos que o seu testemunho no julgamento

foi baseado na press�o materna.

Olhando essa carta, talvez fosse o suficente

pra trazer d�vida razo�vel em seu testemunho.

No entanto, cabia a defesa introduzir isso,

estou curioso pra saber o por que n�o usararam.

A quest�o foi insuficiente na �poca.

Meu medo � que este recurso

seja convenientemente no arrependimento da v�tima.

A falha do n�o uso da carta por si s�

n�o � o suficiente pra determinar a falta de um advogado eficaz.

A mo��o foi negada.

Sr. Thompson,

voc� ser� enviado de volta ao Green Haven.

Esta audi�ncia est� suspensa.

Papai, sinto muito. Sinto muito.

Olhe, voc� tem que fazer alguma coisa,

- Michelle, ele tentou. - Outra apela��o.

N�o sei se vamos conseguir.

N�o. N�o. Voc� me deu esperan�a.

Voc� deu esperan�as ao meu pai,

e ao meu irm�o para nada.

Eu nunca deveria ter confiado em voc�, ou em voc�.

A sa�deira come�ou cedo.

O mesmo que ela.

Nenhuma boa not�cia.

- Como est� Michelle?

Reverendo Curtis est� com ela.

Ele n�o quer que ela tenha uma reca�da.

- Ent�o o caso morreu? - Est� no CTI.

N�s j� esgotamos as apela��es estaduais.

O �ltimo recurso � apresentar uma peti��o federal de Habeas Corpus.

N�s precisamos de uma nova evid�ncia para isso.

Bom, se h� alguma coisa, eu n�o sei onde estava

escondido todo esse tempo.

Amaro me mandou mensagem. McCormack est� na cidade.

O detetive do caso.

Eu pensei que ele n�o estivesse respondendo.

Ele n�o estava. Cragen tentou de novo.

Ele disse que estava preocupado, j� que um doido chamado Bayard Ellis,

estava tentando reabrir o caso.

Ent�o McCormack est� vindo ajudar a UVE.

Para ter certeza que ela continue enterrada?

� bom te ver, Ted.

N�o tenho certeza se voc� se lembra de mim.

Capit�o Cragen.

N�s costumavamos te chamar de Capit�o Crunch naquele tempo.

Eles n�o queriam voc� na UVE. Quanto tempo voc� durou?

15 anos.

N�o brinca? Quem � o garoto?

Nick Amaro.

O Capit�o me ensinou tudo que sei.

N�o deve ter demorado muito.

Que tal voc� nos contar sobre

aquele peda�o de lixo, Derek Thompson?

Ele � o mais baixo do mais baixo.

Com a sua pr�pria filha.

Projeto de Inoc�ncia, um?

Sei que eles est�o fazendo cora��es sangrarem,

mas voc� acha que ele pode se limpar.

Bem, sua filha atingiu o fundo do po�o,

encontrou Jesus, e tamb�m o Reverendo Curtis Scott.

Aquele charlat�o.

- Agora entendi. - Ele joga com o Ellis.

Ellis joga com o seu novo amigo na prefeitura...

- E aqui estamos. - Nessa cidade.

Mesma porcaria, s�culo dferente. Ent�o o que vai acontecer?

Bem...

A garota alega que sua m�e a fez mentir.

Audrey? Ela nunca faria isso.

Ela tem seus problemas,

mas ela estava apenas protejando seus filhos

daquele ped�filo.

Ela j� estava chateada com isso.

Ent�o voc� falou com Audrey Thompson?

Sim.

Quero dizer, ela me ligou quando voc�s come�aram a investigar.

Sempre que ela precisa,

ela ainda me procura quando precisa de um choque de realidade.

Ent�o voc� manteve contato com ela ap�s o caso.

E antes.

Eu separei v�rias disputas dom�sticas

mais vezes do que eu consigo contar.

O cara tem um hist�rico.

Desde bater na sua mulher, at� o estuprar a sua filha.

Bem, a defesa dele achou uma carta enviada

a voc� pela professora de Michelle dizendo que Audrey a fez mentir.

Sem chance.

Derek tem um jeito de convencer aquela pobre crian�a

de que ele n�o fez o que fez.

E agora ela est� querendo se retratar.

Isso mostra que ele � doente, controlando o resto de vida dele.

� o que n�s imaginamos.

Certo, Ted. Obrigado novamente.

Tudo bem.

Se algum de voc�s forem � Fl�rida,

Os levarei para pescar no mar.

Fl�rida... nunca estive l�.

Foi bom conversar com voc�, Nick.

Eu gostaria de ficar um pouco mais, mas Eileen

est� me esperando em uma matin�.

Boa sorte, Capit�o.

Ent�o, o detetive que trabalhou no caso manteve contato

com a ex mulher do acusado?

Isto � muito com�do

Bem, quantas chamadas de viol�ncia domestica ele respondeu?

Tr�s.

A �ltima, aconteceu uma semana antes da acusa��o.

O que n�s sabemos sobre a vida pessoal do MacCormack?

Bem, eu posso imaginar, bebedeira e um casamento dif�cil.

Sim, sua mulher entrou com o div�rcio

dois anos ap�s o caso.

Ela morreu h� ano atr�s.

Voc� pode procurar os pap�is do div�rcio?

J� estou fazendo isso.

Olhem. Aqui est�.

Motivos citados: 174, adult�rio.

Co-responsav�l, Audrey Thompson.

Ent�o o detetive do caso estava dormindo

com a esposa do cara que ele prendeu.

O j�ri saber sobre isso ser� bom, certo?

Nova evid�ncia. Estou certo, doutor?

Certo. � um come�o

mas precisamos estabelecer que o relacionamento

come�ou antes do julgamento.

O McCormack n�o sair� limpo dessa.

E a maluca da Audrey tamb�m n�o.

Michelle e Will, seis e quatro anos.

- Muito novos. - Voc� ficaria surpresa.

Crian�as lembram mais do que voc� pensa.

Michelle � muito fr�gil.

Quem vai querer fazer a ela esse tipo de perguntas?

ESCRIT�RIO DO REVERENDO CURTIS AVENIDA AMSTERDAM, 1657 SEXTA-FEIRA, 24 DE ABRIL

Detetive McCormack?

Sim, ele ia muito l� em casa quando o papai foi embora.

Ele ia no apartamento de voc�s?

Sim, mam�e dizia que ele estava cuidando de n�s.

Eu pensei que era o que os policiais faziam.

Voc� se lembra da primeira vez que viu ele?

- N�o. - Eu lembro.

Antes do Natal, a mam�e e o papai tinham brigado.

Ela bateu na �rvore, e o papai jogou ela para o outro lado.

Ela ligou para o 190.

E o detetive McCormack respondeu.

Sim.

Voc� se lembra de alguma coisa

do jeito que ele se comportava perto da sua m�e?

Ela estava chorando. Eu acho que ele a abra�ou.

Certo, voc� se lembra de qualquer contato f�sico entre eles?

Por que voc� est� perguntando isso?

A sargento Benson pode ter achado uma evid�ncia

de que sua m�e estava envolvida com o Detetive McCormack.

Eles estavam juntos?

Meu Deus.

N�o temos certeza.

Algum dos dois

lembram do tempo que eles poderiam ter se encontrado?

Sim, ela saiu por um final de semana.

Isso foi depois que o papai estava na cadeia.

Eu lembro que fomos para a casa da vov�.

Sim, ela nos trouxe

um globo de neve e um flamingo rosa.

Ent�o, isso aconteceu quando o pai de voc�s estava na cadeia,

e antes do julgamento.

Estou tentando me lembrar.

Eu n�o sei.

- Me desculpe. - Est� tudo bem.

Est� tudo bem.

Eu sei que isso � dif�cil.

Ent�o, Ted e Audrey

tinham se conhecido seis meses antes do julgamento.

Podemos provar que o relacionamento era rom�ntico?

Sim, podemos provar que os dois estavam em Key West

no mesmo final de semana em maio.

Continue.

Naquele final de semana, o detetive McCormack foi pegar um preso

na deten��o do condado de Monroe.

Um final de semana � custa do contrimbuinte.

N�s sabemos que a Audrey estava l� como?

Eu liguei para o escrit�rio do xerife do condado de Monroe.

Adivinha quem foi autuada por

embriaguez e perturba��o da ordem no mesmo final de semana?

- Audrey Thompson. - Sim.

Ela foi presa por m� conduta no dia seguinte.

Meu palpite: foi a� que o McCormack interveio.

Ent�o, esses dois estavam saindo.

Enquanto Derek Thompson estava esperando pelo julgamento.

Eles o coagiram, sargento.

Quero dizer, isso deve ser o suficiente

para um Habeas Corpus federal, n�o estou certo?

Quero dizer, talvez o promotor O'Dwyer

apenas retire todas as acusa��es.

Voc� pode pedir, mas n�o segure sua respira��o.

Audrey Jones estava Key West no mesmo final de semana

que o detetive McCormack

um m�s antes do julgamento de Derek Thompson.

Isso � chamado de coincid�ncia, n�o de conspira��o.

O detetive estava l� em servi�o.

Bem, talvez, mas n�s acreditamos

que o servi�o policial foi inventado por ele

para voar coma Sra. Jones para um final de semana romantico.

N�o h� nenhuma prova disto.

� somente senso comum.

Audrey Jones foi nomeada como co-respons�vel

nos pap�is do div�rcio de Nora McCormack.

O detetive McCormack nunca deveria ter sido permitido

a testemunhar contra o homem que estava sendo tra�do.

A defesa foi privada

da oportunidade de questionar seu motivo.

Eu concordo com voc�, Sr. Ellis.

Dadas as evid�ncias,

eu vou permitir a peti��o para Habeas Corpus.

Sr. Thompson ir� esperar um novo julgamento.

Espera a�, funcionou?

Pai, est� funcionando.

Venha aqui.

Outro julgamento... porque ele apenas retirou as acusa��es?

Um passo de uma vez.

O julgamento ser� diferente, Pai.

Vamos estar l� com voc�.

Com a nova evid�ncia, e possiv�l

que o j�ri encontre uma d�vida razoavel.

Parab�ns advogado, e para voc� tamb�m, Sr. Thompson.

Tenho certeza que voc� est� ansioso para seguir sua vida em frente.

O que podemos fazer por voc�, Ken?

Como o seu cliente se sente sobre ir para um novo julgamento?

O que voc� vai oferecer?

Ato de crime sexual em primeiro grau.

Concordamos no tempo de servi�o.

S� pense nisso.

- O que isso significa? - O promotor quer salvar sua pele.

Ent�o? Ele vai tirar voc� da cadeia.

Sim, mas eu terei um crime em meus registros.

E voc� ir� entrar no Registro de Crimes Sexuais.

Voc� ter� que adimitir sua culpa na corte.

isso � parte do acordo.

E voc� n�o pode voltar atr�s.

Sr. Thompson, se voc� aceitar a oferta do Sr. O'Dwyer,

voc� vai poupar sua filha de

de ser interrogada novamente.

Ele realmente precisa ir para um novo julgamento?

Ele realmente acredita que voc� � culpado.

� mais f�cil do que aceitar que ele p�s um homem inocente

na cadeia por 17 anos.

N�o. Todo esse tempo,

tudo o que eu tinha era o fato de ser inocente,

e eu nunca machuquei minha filha,

e ele n�o pode me pedir para dizer que eu fiz.

Ele pode te manter na pris�o pelo resto da sua vida.

Pai, por favor.

N�o, � a verdade que supostamente

te liberta, n�o uma mentira.

- Doutor, bom dia. - Sergento Benson, Sr. Ellis.

Bom, o r�u queria seu dia na corte.

- Espero que ele esteja pronto para isso. - Ele est�.

Ele est� esperando por isso durante 17 anos.

Bem, ele n�o teria que vir a este.

Eu ofereci outra saida.

Quando um homem recusa a se declarar

culpado para sair da pris�o, isso pode te dizer alguma coisa.

Isso me diz que ele � um narcisista patol�gico.

Se ele realmente se importasse com seus filhos, sua filha,

ele n�o colocaria ela para fazer isso.

Ele n�o se preocupou com ela.

Ele se preocupou com o seu nome, seu ego.

Ego... � engra�ado voc� mencionar isso.

- Bayard... - N�o, n�o, n�o.

Deixe o Sr. Ellis falar o que pensa. � a sua atividade favorita.

Ningu�m gosta de adimitir um erro,

mas Derek Thompson sofreu um ter�vel engano pelo sistema,

e temos a oportunidade de consertar isso.

Temos?

Isso n�o tem nada a ver com o promotor, advogado

ou at� mesmo o juiz determinar se ele � culpado ou inocente.

Isso � com o j�ri.

Boa sorte.

SUPREMA CORTE PARTE 12 TER�A-FEIRA, 28 DE ABRIL

Minha filha estava chorando quando cheguei em casa.

Eu perguntei o porqu�.

Ela disse: "Papai me machucou com o piu-piu dele".

E o que voc� fez?

Na manh� seguinte, depois que o Derek saiu,

eu liguei para policia,

e fizemos quest�o de levar Michelle ao m�dico.

Voc� pode me dizer o nome do investigador?

Detetive McCormack.

E o detetive McCormack era algu�m que voc� j� conhecia?

Sim, ele tinha respondido a alguns chamados de violencia domestica.

At� ent�o Derek e eu cheg�vamos a esse ponto,

mas o que n�s fizemos um ao outro

n�o tem nada comparado o que ele fez a Michelle naquela noite.

Porque voc� come�ou um relacionamento com o detetive McCormack?

Eu sabia que eu e meus filhos precis�vamos de prote��o

Depois daquela noite, a �nica coisa que eu pensava

era ter a certeza de que meus filhos estavam seguros.

Obrigado, Sra. Jones.

Voc� era envolvida com o Detetive McCormack.

Voc� passou um fim de semana com ele na Florida, sabemos disso

porque voc� recebeu uma cita��o por bebedeira e desordem.

Essas f�rias foram

antes ou depois do julgamento do seu ex marido?

Antes, mas n�o tinha nada a ver com o caso.

Se isso fosse verdade, porque voc� ou o detetive McCormack

esconderam a rela��o do promotor

e do advogado de defesa do seu marido?

Ele era casado.

Isso foi errado, mas n�o quer�amos que a sua esposa descobrisse.

Ou talvez voc� estava com medo de que se o j�ri

soubesse sobre o relacionamento de voc�s,

eles n�o iriam acreditar em nenhum dos dois.

- Obje��o. - Retiro.

Na noite que voc� alega que a sua filha foi agredida,

� que horas voc� voltou para casa?

N�o tenho certeza.

Voc� estava bebendo?

Estava.

N�o me orgulho disso.

J� era tarde. Voc� estava bebendo.

Voc� come�ou uma briga com o seu marido?

Comecei.

E imediatamente depois disso, sua filha

supostamente falou com voc� que o pai dela a tinha abusado?

Ela estava machucada. Ela estava... ela estava chorando.

No entanto voc� n�o procurou um atendimento m�dico para ela

ou ligou para a policia de noite.

Eu queria esperar at� meu marido sair de casa.

Na outra manh�, quando voc� sabia que

o detetive McCormack estaria de servi�o.

Eu queria esperar at� que meu marido sa�sse de casa.

O detetive McCormack sugeriu para voc�

que se voc� quisesse seu marido fora de sua vida,

acusando ele de crime sexual

seria mais poderoso do que uma acusa��o de violencia dom�stica?

N�o. N�o.

Ent�o voc� teve a ideia sozinha?

Obje��o.

Retiro.

Eu n�o era o melhor pai.

N�o tinha dinheiro suficiente.

Eu trabalhava por muitas horas. Eu nunca fui muito presente.

- Mas voc� tentou ser? - Tentei.

Eu fiz o melhor que eu pude para criar meus filhos.

Minha esposa... ela n�o estava interessada nisso,

n�o enquanto ela usava drogas e �lcool.

Por isso voc� continuou mantendo contato com os seus filhos da pris�o?

Sim.

Eles precisavam de conselhos, mesmo que fossem por cartas.

S� mais uma vez. Na noite em quest�o,

voc� atacou sexualmente sua filha Michelle?

Absolutamente n�o.

Obrigado, Sr. Thompson.

Quando os policiais fizeram perguntas

sobre os ferimentos de sua filha, o s�men nos seus pijamas,

voc� acusou a sua mulher de implant�-los n�o foi?

S� disse isso porque a policia mentiu para mim.

N�o tinha s�men nenhum.

E por que voc� disse isso?

Porque eu estava tentando entender o que estava acontecendo.

Certo.

Sr. Thompson, a �nica raz�o que estamos aqui

� porque sua filha

est� contestando o depoimento original.

Voc� testemunhou que escrevia cartas para ela.

Nessas cartas, voc� pede a ela

ajuda para sair da pris�o?

Sim, porque...

Voc� n�o acha poss�vel que ela conteste agora

porque voc� manipulou ela a fazer isso?

A �nnica coisa que pedi foi que contasse a verdade.

Ela j� n�o tinha feito isso com os promotores, detetives e

o j�ri, sob juramento?

Minha ex esposa disse a ela para falar aquelas coisas.

E agora voc� est� dizendo a ela o que dizer.

- Protesto. - Sustentado.

Quando o detetive McCormack chegou l�,

minha m�e me fez dizer a ele que fui estuprada,

mas n�o era verdade.

Ent�o porque voc� continuou a dizer isso

mesmo meses depois do julgamento?

Eu tinha seis anos. Estava assustada com a minha m�e.

Eu disse o que ela queria.

Eu me arrependo todos os dias da minha vida.

Obrigado, Srt. Thompson.

Voc� diz que seu pai n�o � estuprou,

mas no seu depoimento original, voc� declarou o contr�rio.

Voc� poderia ler isso para o j�ri?

"Papai me machucou".

"Ele me pegou,

"e ent�o ele tentou colocar seu p�nis em minha vagina.

"Isso doeu muito.

Ent�o ele p�s os dedos dentro de mim."

Voc� se lembra de dizer isso?

Sim. Fui for�ada a falar.

Em uma recente entrevista com UVE,

voc� disse que queimou a m�o naquela noite

tentando fazer cachorro quente.

Sim, meu pai culpou minha m�e por nos deixar sozinhos.

Ele estava com fome.

Voc� se lembra disso?

Eu me lembro de ouvir a briga.

Voc� se lembra qual das m�os voc� queimou?

Minha m�o direita, do�a muito.

Mas quando voc� foi ao m�dico na manh� seguinte,

ela examinou os ferimentos da sua coxa, mas n�o tem nenhuma nota

do seu ferimento na m�o.

Voc� esqueceu de dizer para ela?

Eu fui porque minha m�e me fez dizer que tinha sido estuprada.

� poss�vel que voc� nunca tivesse queimado a m�o,

mas seu pai a convenceu de que isso aconteceu?

Acho que n�o.

Mas � poss�vel que

a sua m�e tenha convencido voc� a dizer que foi estuprada

mesmo voc� dizendo que n�o tinha acontecido?

Ou talvez � mais f�cil voc� acreditar que ele

n�o te estuprou.

- Obje��o - Sustentado.

O seu pai te machucou naquela noite?

Eu sei que ele n�o fez isso.

Voc� sabe que ele n�o fez ou n�o se lembra que ele n�o fez?

Eu n�o me lembro dele fazendo nada.

Que n�o � a mesma

que se lembrar que ele n�o fez nada.

Essa � a hist�ria que voc� disse que se lembra?

O qu�?

Eu vou perguntar mais uma vez, Srta. Thompson,

e eu vou te lembrar que voc� est� sob juramento.

Seu pai te estuprou?

Seu pai te estuprou?

Eu n�o sei. Eu tinha seis anos.

N�o consigo...

Pai, eu sinto muito.

- Redirecionamento, Merit�ssima. - Irei permitir.

Michelle, eu sei que voc� passou por muita coisa vindo aqui

dar seu depoimento hoje.

Como agora, voc� se sentiu assim com o Sr. O'Dwyer

pressionando voc�?

- Sim. - Isso � confuso para voc�?

Voc� deu a ele a resposta

que achou que ele queria ouvir para faz�-lo parar?

Sim.

Similar com o que aconteceu entre voc� e a sua m�e

quando voc� tinha seis anos?

Aquela noite.

Seu pai alguma vez j� tinha feito isso antes?

N�o, n�o mesmo.

Em fato, depois que seu pai foi levado,

voc� tentou dizer a verdade

para a sua professora, para o detetive McCormack,

e para o promotor O'Dwyer.

Sim, mas ningu�m me ouviu.

Eu estou ouvindo, Michelle.

Seu pai te estuprou naquela noite?

N�o. N�o, ele n�o estuprou.

Obrigado.

Michelle, voc� est� bem?

O que aconteceu comigo l�?

O'Dwyer pressionou voc�

at� voc� contar o que ele queria,

mas o Sr. Ellis ir� fazer com que o j�ri

veja o que foi aquilo.

Se voc� diz.

Quando eu estava l�, eu come�ei a imaginar.

Eu fiz isso tudo por meu pai ou por mim?

Voc� n�o tem ideia como � ter todo mundo

achando que o meu pai fez isso comigo.

Eu costumava dizer que ele estava morto.

S� quero que essa parte da minha vida tenha um fim.

E vai ter.

Voc� teve a certeza de que a verdade foi ouvida desta vez.

Certo, a verdade.

A verdade �, que eu n�o me lembro.

SUPREMA CORTE PARTE 12 QUARTA-FEIRA, 29 DE ABRIL

Senhoras e Senhores do j�ri,

chegaram em um veredito?

Chegamos, Merit�ssima.

Na acusa��o de estupro em primeiro grau,

n�s declaramos o r�u, Derek Thompson,

Inocente.

Sim.

O Estado de Nova York agrade�e pelos servi�os.

Derek Thompson, se n�o h� nenhum impedimento,

voc� est� livre para ir embora.

Obrigado, Olivia.

Fizemos a coisa certa.

Fizemos?

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