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Original subtitles

A HIST�RIA A SEGUIR � FICT�CIA N�O RETRATA PESSOA OU EVENTO REAL

No sistema de justi�a criminal,

crimes sexuais s�o considerados especialmente hediondos.

Na cidade de Nova Iorque, os dedicados detetives

que investigam estes crimes cru�is

s�o membros de um esquadr�o de elite

conhecido como Unidade de V�timas Especiais.

Estas s�o suas hist�rias.

Desculpa, cuidado com isso.

Ent�o a caixa de brinquedo � s� decorativa?

Ah, voc� trouxe as piadas.

Olha, voc� pode segur�-lo por um minuto?

Obrigada.

Voc� disse que n�o queria falar no escrit�rio?

Johnny D, o cafet�o, ainda est� preso

por acusa��es federais?

Sim, os advogados tentaram fian�a mas n�o conseguiram, porqu�?

E se descobr�ssemos em nossa investiga��o

que Johnny D � pai de uma crian�a?

Com Elly Porter.

Essa conversa � hipot�tica a partir de agora, certo?

Se Johnny D fosse de fato o pai biol�gico de Noah...

Isso � algo que a pol�cia teria que divulgar?

Voc� conferiu?

O DNA foi feito tr�s vezes.

Johnny D era um grande traficante.

Provavelmente comprou e vendeu todas as garotas que foram

colocadas para trabalhar em Nova Iorque.

E ele as estuprava para inaugur�-las.

Olha, n�o durmo desde...

Apenas diga que ele n�o precisa saber.

N�o precisa.

N�o � justificativo. Ele nunca precisa saber.

J� comecei o processo de ado��o.

Devido ao hist�rico de Noah, como pode ser esperado

saber quem era o pai dele?

CLUBE ELYSIUM SEXTA-FEIRA, 6 DE FEVEREIRO

Walter? Com licen�a.

Te desenterraram do lar de velho romancista para isso tamb�m?

� Fred Worth, Walter.

Fred Worth. Nossa, bom te ver.

Tem certeza?

A �ltima vez que falamos foi na sala verde do Cavett Show.

Eu tinha acabado de fazer a resenha do seu livro do Vietnam.

Voc� disse que iria cortar minhas orelhas

e enviar para os Viet Congs.

N�o fiz isso. Fiz?

Claro que n�o, querido.

Acho que voc� est� bem, Walter.

Esqueci como era ficar com uma beleza como esta.

Minha esposa mais bonita at� agora.

Olha, ali est� Roland Evans.

Fred, bom te ver.

Bom te ver tamb�m.

-Pai! -Pai?

N�o est�vamos na lista da festa por causa dela.

-Charmaine? -Sim, pai.

-N�o nos deixa v�-lo. -Delilah, agora n�o.

-Seu pai est� com frio. -Estivemos na casa.

-N�o nos deixa entrar. -Pai, s� queremos saber

Voc� est� bem? Sentimos sua falta.

Sim, estou �timo. Estou bem.

Pai, tem certeza?

-Estou bem. -Cuidado com a cabe�a.

Pai?

Foi �timo ver voc�s.

Sargento, t�m duas mulheres aqui

que s� falam com quem estiver no comando.

Claro.

Oi, como posso ajud�-las?

Queremos reportar um crime sexual... Um estupro.

Sinto muito. Sentem-se por favor.

-Qual de voc�s... -N�o foi nenhuma de n�s.

Foi nosso pai, Walter Briggs.

O romancista? Sou um grande admirador.

Li todos seus livros desde...

O que aconteceu com ele?

A esposa dele, Charmaine,

ela o enche de comprimidos para disfun��o er�til,

e faz com que ele fa�a sexo todo dia, o que � perigoso,

considerando que ele tem problema no cora��o.

Ele � divorciado das nossas m�es.

Charmaine n�o nos deixa v�-lo.

Ent�o como sabem disso?

A governanta nos contou.

Ela se sente p�ssima, mas n�o sabe o que fazer.

Isso pode n�o ser tecnicamente estupro.

Lei Penal Se��o 130.25. Rela��o sexual com uma pessoa

incapaz de consentir por causa de defici�ncia mental

ou incapacidade.

Nosso pai tem quase 80 anos e tem dem�ncia.

Ele n�o consente. Ele n�o pode consentir.

Voc� pesquisou isso?

-Estudo Direito. -Ah, onde?

-Estudo em Fordham... � noite. -Carisi?

Porque ela faria isso?

Nosso pai ir� dividir seu patrim�nio em partes iguais

entre sua atual esposa e seus filhos.

Sua madrasta quer uma crian�a para ter uma parte extra.

Por isso o estupra.

Equipe SubsSVU

Tradu��o: AdaL0velace|Am�lia|Camila

Tradu��o: Gigi|L.Corleone|SilasP

Tradu��o: Susana|Thiago

Revis�o: CarolJ|SilasP

subssvu@gmail.com fb.com/SubsSVU @SubsSVU

Law and Order: SVU S16E16 "December Solstice"

Sim, trabalho para o Sr. Walter h� 30 anos.

As filhas dele disseram que voc� tem preocupa��es.

Tenho.

Quando a Sra. Briggs descobrir, vai me demitir logo.

N�o, faremos o poss�vel para te manter fora disso.

O que ela est� fazendo com o Sr. Walter � errado.

Dando comprimidos a ele.

Ele n�o sabe, mas eu a vejo.

Um homem da idade dele... Precisa de descanso.

Ele n�o sabe o que est� havendo? No geral.

Ele era brilhante.

Agora ele tem lacunas. Espa�os enormes vazios.

Ela n�o gosta que eu me atrase.

Certo. Obrigado por vir.

Bom, a governanta confirma.

Certo, Sr. Walter de Walter Briggs, o escritor?

Pr�mio Pulitzer, Pr�mio Nacional do Livro.

Ele tem quase 80 anos, e a esposa...

-Sexta esposa. -Que tem 45 anos...

E o faz fazer sexo constantemente.

Isso � crime ou o sonho de um idoso?

As filhas dizem que ela quer outro filho,

ent�o se ele � incapaz de consentir,

ent�o elas est�o certas, � estupro.

E o fato da suposta estupradora

ser sua esposa � legalmente irrelevante,

mas, de todas as pessoas... Digo,

voc�s leram o livro "O Quinto Assaltante"?

O cara � um g�nio da literatura.

N�o � ele o g�nio liter�rio que jogou uma das esposas

contra uma janela de vidro?

�, existe at� uma cena baseada nisso no livro.

Certo, ent�o as queixas v�m das filhas, n�o �?

Do que elas est�o atr�s?

Uma parte maior do patrim�nio?

N�o... Amor, devo��o, talvez preocupa��o?

-Certo. -Temos uma alega��o,

e uma confirma��o, ent�o voc�s v�o falar com o casal feliz.

E Carisi,

como detetive, n�o como f�.

CASA DE WALTER E CHARMAINE BRIGGS S�BADO, 7 DE FEVEREIRO

Devo dizer que ainda n�o sei por que est�o aqui.

� chamado confirma��o de bem-estar.

Fazemos isso �s vezes, em sua maioria com idosos.

Acho que este sou eu, n�o?

Queridos, as filhas do meu marido chamaram voc�s?

Elas mostraram uma preocupa��o.

Elas disseram que n�o podem ver o Sr. Briggs?

Esta � uma daquelas situa��es dif�ceis de fam�lia...

Madrasta, enteadas.

Tenho certeza que acontece o tempo todo.

Tenho certeza que sim, mas, Sra. Briggs,

se importaria se convers�ssemos separadamente?

� um procedimento padr�o.

Na verdade, me importo.

Walter e eu n�o guardamos segredos um do outro, n�o �, Walter?

N�o mesmo. Fa�o a vontade dela.

Ent�o do que exatamente voc�s querem falar?

� bem pessoal.

Relativo � vida sexual de voc�s.

E isso � assunto de pol�cia?

79 e r�gido como uma enguia envernizada.

Enguia envernizada.

Minha terceira esposa me traiu com um bartender

porque me distra� com meu livro sobre o papa.

Agora, se passar seis meses no Vaticano,

ver� o que acontece com seus test�culos.

"Roman Follies". Livro maravilhoso, senhor.

-Li na faculdade. -Obrigado.

-Todos s�o maravilhosos. -Certo, ent�o, Sr. Briggs,

voc� est� feliz em manter sua esposa satisfeita?

Claro que sim.

Olha s� para ela.

Al�m disso, sou obrigado.

� um dever do homem com a natureza.

Milh�es de anos de evolu��o, sabe.

Essas feministas podem pregar

e reclamar o quanto quiserem,

mas at� que o homem d� de mamar a uma crian�a

e uma mulher saia � ca�a, e...

Uma mulher saia � ca�a, e...

O qu�? Me perdoem.

O qu�? Me perdoem.

Meu marido est� muito cansado, mas como podem ver, estamos bem.

Est�o brincando.

As filhas est�o reclamando, mas ele n�o?

Ele diz que est� fazendo o trabalho de macho

mantendo sua mulher satisfeita.

Ent�o ele consente com a atividade sexual?

Ele e sua enguia envernizada.

Certo, mas ele � capaz de consentir?

Digo, como ele �?

-N�o sei. -Rollins?

Ele piscou muito para Rollins.

Citou um artigo sobre um homem viril

que escreveu para "Playboy" em 1972,

e assim, do nada, ele fica senil.

Foi triste. Ele era um tit�.

Escutem, era o caseiro.

O Sr. Briggs foi para o hospital.

Aparente ataque do cora��o.

A filha disse que ele tinha problema no cora��o.

Se a esposa sabia

e estava dando aquelas p�lulas escondida...

� agress�o qualificada.

Dano f�sico culposo a outra pessoa, at� mesmo tentativa

-de homic�dio. Certo, doutor? -Raro. A n�o ser que as filhas

deem provas de que a esposa sabia do problema no cora��o

e estava piorando ele, n�o d� em nada.

Ela est� negando? Claro que est�.

Que vadia. Certo, me ligue de volta.

Era minha irm�.

Est� no tribunal o dia todo pleiteando direito de visita.

Charmaine n�o quer deixar,

nem mesmo no hospital.

-Algo sobre a condi��o dele? -Est�vel. S� sabemos isso.

-Ele j� teve ataques do cora��o? -Alguns, nos anos 80.

Pode provar que Charmaine sabia disso?

Todo mundo sabia.

Ele escreveu um artigo sobre o primeiro ataque para a "Esquire".

Est� tudo muito corrido aqui hoje.

Sou dramaturga. Abri o teatro para mostrar meu trabalho

ent�o sou diretora de arte, captadora de dinheiro,

-bilheteira, at� zeladora. -Deixe-me ser claro.

Voc� e sua irm� j� discutiram especificamente

o problema de cora��o de seu pai com Charmaine?

Com certeza.

CENTRO DE SA�DE GROLLIER LEMAY S�BADO, 7 DE FEVEREIRO

Dr. Tedroe?

Est� aqui por causa do incidente?

Sim, especulamos se o ataque do cora��o do Sr. Briggs

pode se dar pela medica��o contra impot�ncia dele.

N�o sei. N�o tive como olhar o hist�rico m�dico completo.

Por que n�o?

Achei que estavam aqui por isso.

A esposa chegou h� 20 minutos em uma ambul�ncia privada

e o tirou do hospital, contra a orienta��o m�dica.

Ela o tirou do monitor de ECG com tanta pressa

que levou a bomba de soro com ela. As enfermeiras

n�o tentaram impedi-la porque sr. Briggs precisava

-daquilo para manuten��o. -Ele pode ficar vivo fora daqui?

Talvez, talvez n�o. A esposa p�s a vida dele em risco.

-Smplesmente a deixou lev�-lo? -Ela disse que estava

-levando-o para outro hospital. -Temos a ordem judicial.

Onde est� nosso pai?

-Ele n�o est� aqui. -Ele... morreu?

N�o, n�o, n�o. Ele foi levado.

Checamos todos os hospitais em Manhattan.

-Sem sinal do Sr. Briggs. -N�o � sequestro. � esposa dele.

-Ela pode tir�-lo do hospital. -Mesmo contra a ordem m�dica?

Arrancando equipamento hospitalar da parede?

Quer uma acusa��o de furto da bomba de soro?

As filhas t�m ordem judicial para visit�-lo.

-Charmaine desacatou a ordem. -Ela negou acesso?

-N�o sabem onde ele est�. -Ent�o n�o.

Ela est� arriscando a vida do marido.

-Os m�dicos deixaram isso claro. -Sim, e h� acusa��es

de estupro e agress�o sob investiga��o.

Pouca chance... Um por bem pouco, outro por muito.

� um velho doente sendo arrastado pela cidade.

-N�o somos assistentes sociais. -Mas somos policiais

e podemos continuar investigando.

-Fa�a isso. -Faremos.

Mam�e? Sim, sou eu. Como est� a vov�?

Posso passar em casa de noite, provavelmente.

A mandaram para casa?

Quem vai cuidar dela?

RUA 47 OESTE, N� 349 S�BADO, 7 DE FEVEREIRO

O expedidor disse que atendeu um chamado hoje

referente a um paciente de nome Briggs.

O velhote doente com a esposa maluca?

Me diga voc�.

O cara tinha tubos saindo dos bra�os.

Mal consegui coloc�-lo na cadeira.

Imaginei que iam a outro hospital,

talvez reabilita��o, mas a esposa disse n�o.

Onde ela queria ir?

Aeroporto particular em Westchester.

Eu disse: "dona, n�o acho que seu marido aguenta um v�o".

Ela disse que pagava para eu dirigir, n�o dar opini�es m�dicas.

-Certo, ent�o voc� o levou? -Sem chance.

Disse a ela que voltar�amos ao hospital,

ou ir�amos a outro hospital. �nicas op��es.

Se ele embarca num avi�o em algum lugar,

perguntar�o sobre o motorista de ambul�ncia que os levou.

Ent�o onde voc� os deixou?

A dona me fez parar onde estava.

Arrastou o marido para fora no meio da rua 57.

-Parou um t�xi. -Certo.

Ela mencionou para onde eles iriam naquele avi�o?

Canad�.

Parece uma escolha saud�vel para um velho doente, no inverno?

Sr. Briggs. Sra. Briggs?

Ol�, detetives.

-�timo ver voc�s. -� bom v�-lo tamb�m, senhor.

Sra. Briggs, quer nos dizer o que est� havendo?

Estamos saindo de f�rias.

Isso � verdade, Sr. Briggs?

Eu a agrado.

Sr. Briggs, suas filhas t�m uma ordem judicial para v�-lo.

Est�o preocupadas com seu bem-estar.

Sou esposa dele, ningu�m est� mais preocupada

-com o bem-estar dele do que eu. -Pode ser verdade, Sra. Briggs,

mas agora ter� que dizer isso a um juiz.

Minha advogada j� passou metade do dia diante de um juiz.

Bem, agora voc� ter� que passar a noite toda.

Por favor.

TRIBUNAL DE WESTCHESTER S�BADO, 7 DE FEVEREIRO

Est� dizendo que h� uma investiga��o criminal

-contra a Sra. Briggs? -O que � rid�culo, Merit�ssima.

Isso � intimida��o policial. O que eles est�o fazendo aqui?

E voc� � a advogada da Sra. Briggs?

Arlene Heller, sempre um prazer vir � buc�lica Westchester.

Que gentil. A Sra. Briggs n�o est� presa.

-Est� correto? -Sim, senhora.

Ent�o por que estou sendo mantida contra minha vontade?

Pois estava tentando levar nosso pai para fora do pa�s.

Levar? O Sr. e a Sra. Briggs podem viajar se quiserem.

Merit�ssima, temos uma ordem judicial que nos permite v�-lo.

E estamos solicitando que sejamos suas tutoras,

de acordo com o artigo 81 da lei de sa�de mental.

Tutoras? Ele n�o precisa de tutoras.

-Ele � casado comigo. -O Sr. Briggs foi removido de

um hospital hoje pela Sra. Briggs, contra ordens m�dicas.

E evid�ncias sugerem que o ataque card�aco que o levou

ao hospital foi causado por uma overdose de rem�dios

contra impot�ncia, dados pela Sra. Briggs.

Que evid�ncias? Quem est� testemunhando aqui?

Quando a pol�cia se tornou autoridade m�dica?

Assumo daqui, Sra. Heller.

A suspeita � de que a Sra. Briggs abusa do marido?

Exato.

Sr. Briggs, sua esposa est� abusando de voc�?

N�o, claro que n�o.

H� uma quest�o, Merit�ssima,

de incapacidade mental.

Sr. Briggs, pode dizer o assunto dessa audi�ncia?

Tenho certeza que � sobre mim.

Pai, est� aqui porque deveria voltar ao hospital.

-N�o, estou bem. -N�o est�. Charmaine n�o cuida

-bem de voc�. -N�o tenho que aturar isso.

Parem todos. Um de cada vez.

Merit�ssima? Posso falar um minuto?

Sabe quem sou, certo, pai?

Sim, eu sei. Voc� � minha filha.

E sabe quem � ela, certo?

Sim, outra filha.

Acha que n�o conhe�o minhas crian�as?

Quais s�o nossos nomes, pai?

Isso � rid�culo. Ele est� exausto.

Um momento. Sabe o nome delas, senhor?

Eu deveria. Dei os nomes a elas.

Pai, quem sou eu?

Voc� � a que quer se tornar escritora.

N�o, n�o. � ela, certo?

Isso mesmo, pai.

Qual � meu nome? Diga, pai.

Nos deu nomes de mulheres da B�blia, mulheres fortes.

Judith, j� chega.

Foram muitas pessoas.

N�o prova nada, Merit�ssima. � tarde. Ele est� se recuperando

-de um infarto. -Isso n�o a impediu de tir�-lo

-de seu leito de hospital. -� o bastante.

Julgarei o pedido de tutela ap�s

an�lise psicol�gica e f�sica do Sr. Briggs.

Eu me lembro.

Os nomes eram da B�blia.

Delilah cortou o cabelo de algu�m,

e Judith cortou a cabe�a.

Obrigada, senhor.

Enquanto isso, ele ser� internado no Hospital de Westchester

e as filhas podem visitar quando quiserem.

S�o voc�s que est�o atormentando ele, n�o eu.

Walter, pegarei o melhor quarto do hospital para voc�.

Tive seis esposas, sabia.

Eu sei.

E centenas de amantes.

Penetrei os corpos e as mentes delas,

pois eu era um homem. Era que o que eu deveria ser.

Agora, mulheres est�o me jogando como uma peteca sem penas.

Minha esposa, minhas filhas

e uma ju�za de saias.

Deus.

Esta noite terei uma enfermeira secando minha bunda.

Como isso aconteceu?

Me diga.

APARTAMENTO DE CATALINA DIAZ S�BADO, 7 DE FEVEREIRO

Mam�e, s� n�o entendo por que ela n�o vai para a reabilita��o.

Pois ela n�o quer ir.

Os m�dicos discutiram com ela.

Eles est�o cheios. Quer discutir com ela?

Sim, quero. Deixe-me levar umas sacolas.

-Espere, espere. H� ovos naquela. -Deixe. Est� tudo bem.

Acho que posso lidar.

Ent�o � este o plano?

Voc� trabalha por 12 horas por dia,

e ent�o vem aqui e d� as p�lulas, traz comida.

Sou filha dela. E as escadas s�o dif�ceis pra ela.

Por isso ela deveria morar num pr�dio com elevador.

N�o me importo, ela ama esse lugar.

Pode pedir para entregarem as compras.

Aqui � o Bronx, querido. N�o a Park Avenue, lembra?

Como esqueceria?

Mam�e? Sou eu.

-Vejo que trouxe El Juez. -Abuelita, n�o sou um juiz.

Voc� ser�.

A que devo a honra?

Como foi a noite passada?

De cortar o cora��o.

Briggs est� s�o o bastante para saber que se perdeu.

N�o mais, ele n�o est�. Era do hospital.

Ele morreu esta manh�, em Westchester.

Outro ataque card�aco.

Talvez tenha sido melhor.

Com uma esposa daquelas... Os eventos finais

-ser�o muito tensos. -Bem, j� foram.

Precisamos da Warner ou qualquer outro legista

de Nova Iorque para a aut�psia.

Certificar que as a��es da esposa n�o contribuiram.

A ju�za adiou a decis�o de tutela.

Charmaine ainda tem controle de tudo.

Incluindo o corpo. O que n�o � bom.

Certo, v�o at� l�. Vou ligar para o Barba.

HOSPITAL DE WESTCHESTER DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO

Ei, esperem.

� o Sr. Briggs?

Sim, levarei ele para um lindo lugar.

N�o levar�, n�o.

Ordem judicial. Chega de brincar de esconder.

Viagem cancelada, garotos.

Ainda n�o acabou para Walter Briggs.

Suas art�rias estavam entupidas, seu cora��o alargado.

Desde quando SVU investiga morte por ataque card�aco?

Sua esposa o levou para uma viagem

depois de um pequeno ataque, ontem.

Queremos saber se isso contribuiu.

Certamente n�o ajudou.

Ele n�o estava em condi��es para passeios.

Ent�o h� conex�o entre isso e sua morte?

Doutor, ela o tirou do hospital

contra conselho m�dico, com soro no bra�o.

Ent�o... Foi consequ�ncia.

Ali�s, parece que ela tirou mais algo dele.

-O qu�? -H� sem�n na uretra dele.

-Ele fez sexo? -Uma ejacula��o final

pouco antes ou depois de morrer.

Sua esposa subiu na cama do hospital com ele?

Acredito que ele n�o tenha sido t�o sortudo.

Se puder observar,

posso mostrar o traume intra-rectal.

N�o, obrigado.

Mesmo? Eletroejacula��o por sonda retal?

Pessoal, estou perdido.

� uma t�cnica para esposas de luto

procriarem com os amados, mesmo postumamente.

Eletroejacula��o por sonda retal?

Isso soa como crime sexual em si e por si.

Conversamos com a enfermeira em Westchester.

No meio da noite da morte dele, as filhas tinham sa�do.

Sua esposa ligou para uma companhia especializada,

para extrair esperma.

Emerg�ncias s�o normais.

Tamb�m cortam cabe�as para quem quer congel�-las.

O hospital permitiu?

A esposa tinha o direito, como voc� mesmo disse.

Qual �, Doutor. Sabe o que h� aqui.

Ela atormentou esse cara.

O viagra, o v�o do hospital...

D�i dizer isso, mas est� certo, Carisi.

Ela matou ele.

TRIBUNAL DE ACUSA��O SEGUNDA, 9 DE FEVEREIRO

Homic�dio em 2� grau. A r� contesta?

Contesta por sanidade, Merit�ssima.

Sra. Briggs � uma vi�va

cujo marido morreu tragicamente de causas naturais.

Causas naturais interpostas pelo comportamento da r�.

Pode ler o estatuto.

O promotor pode deixar a atitude condescendente

antes que suje o terno.

Resolvam isso sozinhos.

Sem obje��es, a alega��o ser� de inocente.

Fian�a de US$ 100 mil, em dinheiro ou garantia.

Pr�ximo.

-Mam�e. -Precisamos covnersar.

-Estou ocupado agora. -Sempre est�.

N�o acha que � importante?

Claro que s�.

Barba, US$100 mil por homic�dio? Est� brincando?

Demos sorte de pedirem fian�a.

Sargento Benson, minha m�e, Lucille Barba.

Benson... Ele fala de voc�.

Voc� o deixa louco.

S� fazendo meu trabalho.

Mami... Olhe de novo aquele lugar para a abuelita.

Sabe que � a coisa certa.

N�o, voc� sabe que � a coisa certa.

Por favor, s� pense nisso.

Estou pensando. Me ligue.

Tchau, m�e.

Charmaine?

Charmaine, Charmaine. Voc� matou seu marido?

Por que o escondeu das crian�as?

Voc� s�o animais. S� querem carne crua.

O Minist�rio est� perseguindo uma esposa fiel

e am�vel que estava cuidando do marido como podia.

S� quero que meu marido descanse em paz.

Quanto pagou pela sonda retal?

O que fez com o esperma de seu marido?

-Precisamos escutar isso? -N�o s�o perguntas ruins.

-Viu a manchete? PERVERS�O NO LEITO DE MORTE

POL�CIA DESCOBRE SONDA -Sim.

Tudo que o cara conquistou, toda sua vida, resumida a isto.

Ele n�o era um �timo ser humano.

Era um �timo escritor, Nick. O trabalho merece respeito.

SUPREMA CORTE TER�A-FEIRA, 10 DE FEVEREIRO

Srta. Thwaites, como governanta da casa,

pode ver a Sra. Briggs administrar rem�dios ao marido?

Sim.

Vi aquelas p�lulas nos an�ncios de TV,

aquelas que... os homens usam

para poder fazer...

Mas sei o que estava dando ao Sr. Walter,

-ele n�o sabia. -Obje��o.

Meret�ssima, � uma governanta, n�o vidente.

N�o poderia saber o que o falecido sabia.

Mantido. O j�ri vai desconsiderar.

Como a r�u deu ao Sr. Briggs aquela p�lulas?

Esmagou-as e as colocou

no suco de laranja enquanto ele n�o estava.

Obrigado.

E foi exatamente o que disse � enteada da Sra. Briggs,

-Delilah, n�o � mesmo? -Eu disse.

-Conhece Delilah h� muito tempo? -Ajudei a cri�-la.

Fiquei com o Sr. Walter por quatro casamentos.

Ent�o se sente maternal quanto � Delilah?

N�o sei se maternal. Eu a amo.

Voc� ama Charmaine Briggs?

N�o.

Ficou brava por ela n�o deixar Delilah ver o Sr. Briggs?

Partiu meu cora��o.

Estava procurando um jeito de lev�-la pra ver o pai.

Dando a Delilah muni��o contra a madrasta dela?

N�o pensei desse jeito.

Bem, talvez voc� n�o.

Sem mais perguntas.

Sr. Briggs tinha um chance razo�vel de sobreviver

ao primeiro ataque card�aco. Mas ele estava

com a sa�de muito fr�gil.

E qual seria o efeito em um paciente

sendo tirado do hospital, colocado em uma ambul�ncia,

depois em um t�xi. E ent�o, deixado tremendo por

-horas em um aeroporto? -Potencialmente catastr�fico.

Quaisquer dessas a��es geram estresse no paciente

que j� estava muito fraco.

Por isso pedimos a Sra. Briggs deixar o marido conosco.

-Mas ela recusou. -Obrigado.

Dra. Tedroe, voc� disse que andar pela cidade era perigoso

para o Sr. Briggs pois sua sa�de era ruim.

-Correto. -T�o ruim que atividades

rotineiras como pegar um t�xi, poderiam lev�-lo a morte?

Sim.

Ent�o havia perigo de morrer de qualquer jeito?

Ele poderia ter morrido enquanto, n�o sei,

ia ao banheiro, ou levantando uma colher?

Ele poderia.

Entendo. Obrigada.

Redirecionar?

Dr. Tedroe, o que era mais perigoso para o Sr. Briggs?

Levantar uma colher ou ser arrastado por dois munic�pios?

O Sr. Briggs n�o deveria ter deixado o hospital.

ASILO STA. TERESA TER�A-FEIRA, 10 DE FEVEREIRO

-Veja. Sei o que est� pensando. -N�o.

Deveria lev�-la pra morar comigo.

Outros colocam familiares em lugares assim.

N�s n�o colocamos fam�lia em lugares assim.

Voc� cuida sozinha de uma escola.

S� vai pra casa dormir. Como voc� cuidaria dela?

-Poderia me aposentar. -N�o. N�o poderia.

Mira, n�o � t�o ruim. Talvez ela goste daqui.

Est� cheirando.

Est�o fazendo almo�o, abuelita.

-O que est�o cozinhando, maconha? -Mama.

Rafie passou por muitos problemas

para arrumar isso para voc�.

N�o pedi pra arrumar.

Por que deveria me mudar

depois de 40 anos?

Porque aqui, ningu�m carrega as compras

por 6 lances de escada, abuelita.

Eles t�m atividades. Mira, filmes.

Se voc� cair novamente,

ou qualquer coisa, basta apertar um bot�o.

Se cair em casa, bato no ch�o

e Sra. Rivera escuta.

-Mam�e? -N�s vamos pensar.

Estou tentando ajudar. As duas.

Tchau.

Tenho que ir. Precisam de mim no tribunal.

�timo, v� ajudar outra pessoa.

SUPREMA CORTE TER�A-FEIRA, 10 DE FEVEREIRO

Sim, com o passar do tempo

a sa�de do meu pai come�ou a deteriorar.

Charmaine parou de nos deixar visit�-lo.

Ela dava desculpas no in�cio, que estava em um dia ruim,

e ent�o parou de arrumar desculpas.

Isso nos magoou muito.

Merit�ssima, a acusa��o � de homic�dio culposo.

N�o de ser cruel com enteadas.

Prossiga, Sr. Barba.

Srta. Briggs, nos fale do dia que sua madrasta tirou

seu pai do hospital.

Minha irm� foi ao tribunal para obter uma ordem

-pra podermos visit�-lo. -A acusada sabia disso?

Sim, por isso ela o tirou de l�.

Qualquer coisa para nos manter longe dele.

-Obje��o de retirada. -Mantido.

Certo. Voc� descobriu por que a acusada n�o queria que

-voc�s vissem seu pai? -Acredito que era a sua vontade.

N�o sei se ela estava tentando mud�-lo.

Ou tinha medo que n�s o fiz�ssemos.

Obje��o de retirada. Disse que n�o sabia.

Ou talvez ela nos odiasse.

-Merit�ssima? -Mantido.

O j�ri ir� desconsiderar.

Sra. Briggs?

Meu Deus.

-Algum problema? -Pode ser, Merit�ssima.

� uma mensagem em v�deo de Walter Briggs.

Agora, se algu�m ainda l� os livros de Fred Worth

no momento em que voc� v� isso,

s� pode ser parte de sua puni��o

em uma penitenci�ria estadual.

Ele passa 10 minutos destruindo rivais liter�rios.

Nem por Deus uma rixa termina s� porque ele morreu.

De onde veio o v�deo?

� um servi�o da internet. Envia mensagem aos entes

queridos ap�s a morte. -Gravado h� tr�s anos.

Seu obitu�rio ativou o lan�amento.

Com uma taxa extra, mandam m�sica.

Agora quero falar com as pessoas que amo.

Minha linda esposa, Charmaine, que salvou minha vida,

e minhas filhas, que amo, apesar da forma como me tratavam.

Da forma que "elas" o tratavam?

Certamente tinha vis�o diferente da que temos.

Ele tinha dem�ncia. Quer dizer, ele estava confuso.

N�o parece confuso aqui.

As m�es delas as viraram contra Charmaine.

Foram rudes. Rudes com minha esposa em minha casa.

Eu falei com as filhas. Elas n�o sabem sobre isso.

A defesa pode usar isso no tribunal?

Eles v�o encontrar uma maneira.

SUPREMA CORTE QUARTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO

Delilah, eu amo voc�,

mas voc� queria ter as duas coisas.

Por anos, voc� n�o falou comigo

por causa do incidente com sua m�e.

Seria aquela ocasi�o em que sua m�e foi jogada por ele

-atrav�s de uma janela fechada? -Sim.

Certo.

Mas quando a sua carreira no teatro n�o ia bem

e voc� escreveu aquela adapta��o terr�vel

de "O Quinto Assaltante" sem a minha permiss�o,

voc� come�ou a me rondar, pressionando-me pelos direitos.

Ficou muito tedioso ver voc�.

Voc� testemunhou ontem que a Sra. Briggs impediu voc�

de ver seu pai por causa da heran�a dele,

ou porque ela odiava voc�.

-Essa ainda � a sua alega��o? -Sim, ainda creio nisso.

-N�o acredita no seu pai? -Acredito que ele estava sob

sua influ�ncia... seu feiti�o.

Entendo.

Charmaine era sentimental.

Ela acha que um pai deveria ver seus filhos, n�o importa

o que aconte�a.

Mas eu tive que insistir que era o melhor para todos n�s.

Quanto Walter foi para o hospital,

eu sabia que ele n�o tinha muito tempo.

Queria que ele morresse em paz, sem ser importunado,

e em um lugar lindo.

H� um lago em Quebec

onde vivemos momentos felizes.

E sobre a assist�ncia m�dica?

Poderia n�o ser muita estando no lago.

Ele estava morrendo.

Ele sabia disso,

e ele teve a coragem de enfrentar isso.

Ele foi o homem mais corajoso que eu j� conheci.

Voc� disse a ele o porqu� de retir�-lo do hospital?

Eu n�o precisei fazer isto.

Ele me deixou bem claro

que ele n�o queria morrer cercado de tubos

e m�quinas.

Agora, ouvimos o depoimento de que antes do ataque cardiaco

voc� deu ao seu marido comprimidos de disfun��o er�til

sem conhecimento dele.

Ele era muito...

orgulhoso.

Ele queria se sentir homem,

e ele n�o precisava saber que o rem�dio estava ajudando.

Eu queria ter um filho dele.

Para ter mais uma parte da heran�a?

N�o, porque eu amava meu marido.

Nunca conheci algu�m como Walter Briggs,

e eu gostaria de ter uma parte dele comigo para sempre,

e eu queria que o mundo tivesse mais uma parte dele.

Obrigada, senhora Briggs.

Sinto muito por sua perda,

e eu sinto muito que voc� tenha que estar aqui hoje.

O m�dico do seu marido declarou que ele poderia

ter se recuperado, mas voc� sabia que ele estava morrendo.

-Onde estudou medicina? -Protesto.

Sr. Barba?

Sabia que ele n�o queria estar naquele hospital.

Mas voc� n�o o tirou de l� antes de saber

que as filhas haviam ganhado direito de visitas.

-V�-las o angustiava. -Certo.

E voc� sabia que ele queria morrer em paz?

-Sim. -Ent�o o arrancou pacificamente

da cama de hospital com uma inje��o de heparina no bra�o.

-Ele n�o queria estar l�. -Mentiu sobre onde o levava,

o colocou numa ambul�ncia, arrastou-o para fora dela

no meio de Manhattan, enfiou-o em um t�xi...

-Ele n�o precisava da ambul�ncia. -A� voc� o levou para Westchester

para esperar num hangar sem oxig�nio, medicamentos,

ou supervis�o profissional.

Ele estava feliz.

N�o estava sofrendo. Estava comigo.

N�o at� o fatal ataque card�aco ocorrido logo ap�s isso.

Que poderia ter acontecido a qualquer momento.

E o que te deu o direito de fazer isso acontecer antes?

-Merit�ssima? -Retiro.

Sem mais perguntas.

A testemunha pode se retirar.

Sra. Heller, sua pr�xima testemunha.

A defesa chama Judith Briggs.

Merit�ssima.

Ela n�o estava na lista. Estava sentada ali

-ouvindo as outras testemunhas. -N�o ouviu nada que j�

n�o soubesse e acabou de se oferecer para testemunhar.

Vou permitir.

Tem uma hora para preparar.

Judith, n�o acredito que ir� testemunhar para aquela vadia.

Depois que vi o v�deo do papai,

finalmente entendi o que estava acontecendo.

Parei de ir v�-lo

pois me contou que Charmaine n�o deixava,

mas era s� voc�.

N�o, ela o for�ou a fazer aquele v�deo.

-Ela odeia n�s duas. -Delilah, pro favor, um minuto.

Judith, o que pretende dizer l�?

Que minha irm� mentiu para mim.

Charmaine odeia n�s duas.

Ela n�o queria nenhuma de n�s aqui.

Fui s� um bode expiat�rio.

Sempre fui bode expiat�rio nessa fam�lia.

Delilah, pare.

� tudo por causa da sua pe�a, n�o �?

A pe�a era pra ser o grande sucesso dela.

Ela disse que fracassou

-pois n�o conseguiu recursos. -N�o consegui

porque o papai n�o me passou os direitos.

Ele era t�o arrogante. Voc� sabia disso.

N�o podia ser bom se ele n�o tivesse escrito.

Al�m disso, eu era uma menina. Como poderia ser boa escritora?

Como uma garota poderia se comparar a ele?

Eu mexi com os piores preconceitos dele.

Era isso que ele n�o aguentava.

-Estamos interrompendo? -Gra�as a Deus, sim.

-Estamos em reuni�o. -Com minha testemunha.

Vamos direto ao assunto.

A irm� boa vai testemunhar

e destruir seu caso provando que minha cliente

estava certa ao afastar Delilah.

Enorme drama familiar, mas isso n�o d� permiss�o a Sra. Briggs

para causar culposamente a morte do marido.

Se eu pudesse mant�-lo vivo,

eu teria feito qualquer coisa. Mas sabemos que era

-quest�o de dias. -A mente dele tinha ido.

-Ele n�o sabia nada. -N�o, havia momentos de sanidade.

E nesses momentos era firme sobre o que queria.

-Ele n�o queria ser estuprado. -Deus.

Delilah, uma vez na vida, apenas pare.

Uma coisa eu sei...

Meu pai n�o iria querer nada disso.

N�s tamb�m n�o. Doutor?

Seu cliente confessa homic�dio negligente,

-e cumpre um ano. -N�o, n�o � o suficiente.

Poderia considerar descuido culposo.

-Primeiro ou segundo grau? -Primeiro.

-Ainda � um crime. -Poderia aceitar condicional.

Vamos ao tribunal, conseguirei absolvi��o.

Vamos. Estamos aqui mesmo.

-Vamos. -N�o... vamos acabar com isso.

Eu aceito com uma condi��o...

Que ela n�o arru�ne o trabalho do Walter com pe�as ruins.

Ele n�o queria isso, ent�o eu n�o quero.

Judith.

Delilah? Voc� sabe que te amo.

Mas tenho que respeitar os desejos do papai.

Ent�o a vota��o est� empatada. Vamos a julgamento.

N�o. N�o est� empatada.

Posso ficar atr�s, mas h� um terceiro voto que controlo.

O seu novo irm�o ou irm�.

Uma cl�nica de fertilidade implantou um embri�o numa

m�e de aluguel... Meu �vulo e o esperma de Walter.

Est�o indo bem.

Tudo bem, ent�o.

N�s temos um acordo e voc� tem um filho.

Parab�ns.

Um ano em condicional?

Ela matou o marido.

Bem, pode-se dizer que ela o manteve vivo.

E acredito que ela o amava.

Pessoas n�o podem amar algu�m

-e ainda apressar sua morte? -Carisi, sei que o admirava,

mas o j�ri nunca colocaria Charmaine na cadeia.

E as filhas est�o bem com isso?

Uma delas est�.

Judith?

Fale com ela.

Uma boa ideia.

-Fam�lias. -Como est� sua av�?

Ainda me dando trabalho sobre a mudan�a daquele

corti�o que ela, de alguma forma, confunde com Shangri-la.

-Ela n�o gostou do asilo? -N�o, ela n�o gostou.

Mas isso n�o pode mais ser escolha dela.

Ent�o estamos empacotando as coisas dela, sob reclama��es.

Isso � dif�cil.

-Voc� � um �timo neto. -N�o, eu n�o sou.

Sou um compensador.

O que far� aos 85?

Jogar domin� com voc�?

Isso n�o seria bom?

Pensei que voc� poderia gostar disso.

-"O Qunto Assaltante"? -Primeira edi��o.

E autografado.

Sei que voc� admirava meu pai.

Eu admirava. Obrigado.

Ent�o agora voc� est� limpando os...

Casos do pai?

Pode falar. Ele era galanteador.

Charmaine me pediu para ir atr�s dos pap�is.

Seu editor est� trazendo de volta

seus trabalhos em uma nova edi��o.

Ele merece.

Queria que o tivesse conhecido...

Quando estava no auge.

Eu conhe�o.

Mam�e?

Raf.

Eu vim para ajud�-la com as coisas, sabe,

s� ajud�-la com suas coisas.

E eu toquei e toquei e... ningu�m respondeu.

Ent�o, sabe, tenho a chave,

ent�o eu subi as escadas,

entrei no apartamento,

e ela estava deitada na cama.

Eu te amo, mam�e. Sinto muito.

Nunca deveria ter concordado com isso.

Ela disse que n�o queria se mudar. Devia ter vindo

morar com ela, deveria...

Devia ter sa�do do emprego.

Mam�e. Mam�e, n�o. Fui eu, certo?

Ela disse que queria morrer em casa.

E assim foi.

Vamos.

Meu Deus.

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