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Original subtitles

No sistema de justi�a criminal,

crimes sexuais s�o considerados especialmente hediondos.

Na cidade de Nova Iorque,

os dedicados detetives que investigam estes crimes cru�is

s�o membros de um esquadr�o de elite

conhecido como Unidade de V�timas Especiais.

Estas s�o suas hist�rias.

� um admir�vel mundo novo.

Como criminosos est�o cada vez menos restritos

� jurisdi��o geogr�fica,

a aplica��o da lei deve seguir o exemplo.

Precisamos compartilhar informa��es

de forma r�pida e eficiente.

Caso em quest�o:

o recente caso de estupro padr�o 17, em Nova Iorque.

Agora, para n�s da Pol�cia de Atlanta,

a parte mais gratificante de fechar aquele caso

foi colaborar com nossos estimados e encantadores colegas

da Pol�cia de Nova Iorque.

Uma das detetives da Sargento Benson,

anteriormente uma das minhas,

lembrou-se de uns casos em aberto em Atlanta

que batiam com o perfil que eles haviam estabelecido.

Agora, dadas as semelhan�as no modus operandi,

t�nhamos certeza de que o DNA arquivado conosco

provaria que isso era trabalho de um homem.

DNA que eles n�o conseguiram obter nas cenas de Nova Iorque.

Ele ignora os kits de estupro por 6 anos,

n�s pegamos o cara, e ele faz a corrida da vit�ria?

Aceite as coisas que n�o pode mudar.

N�o me pe�a para jantar com ele.

Sargento, linda cidade voc�s t�m.

Mesmo quando n�o �.

Sim, � verdade.

Falando em beleza,

Amanda, � um prazer v�-la.

Partiu meu cora��o deix�-la partir.

Voc�s t�m uma vencedora.

Sabemos disso.

Perdoe-me, querida.

Amigos, esta � a detetive Reese Taymor.

� a primeira confer�ncia dela.

Bem-vinda a Nova Iorque.

Exatamente como a m�sica.

Amei sua apresenta��o

sobre agregar as m�dias sociais

para concentrar as cenas ou padr�es de crime.

Dev�amos examinar alguns programa mencionados.

Snap Trends, Gramfeed.

Sim, bem, tudo o que voc� quiser, querida.

Nossa, tantos amigos aqui.

-Nos vemos depois. -� bom conhecer voc�s.

Voc� tamb�m.

Atlanta. S�o t�o educados.

Sam Reynolds, antigo Capit�o da Rollins,

quer que nos juntemos a eles no Moran.

Nem estou aqui.

Preciso ir para casa, pelo Noah, gente.

-Boa noite. -Bem, somos apenas n�s.

N�o estou bem para sair com bons e velhos colegas.

Ele disse que Reese vai.

Sabe, eu preciso levar a Frannie pra passear.

Complete.

Aqueles caras de Atlanta bebem demais.

Quando sa�, eles ainda ficaram l�.

N�o sei como voltaram para o hotel.

-Voc� foi? -Sim.

A Rollins te empurrou para eles?

Sim.

Qual o problema dela com esse caras?

Quer saber? Pergunte a ela.

-SVU. -A Liv j� chegou?

Sim.

-Avisei que voc� se atrasaria. -Obrigada.

Certo, m�s not�cias.

O qu�?

Estupro num hotel ontem � noite.

E a v�tima � aquela jovem detetive de Atlanta.

HOSPITAL BELLEVUE S�BADO, 3 DE JANEIRO

Ela chegou com um ferimento s�rio na cabe�a,

disse que caiu no banheiro.

Ela foi encontrada no pr�prio quarto?

Pela arrumadeira. A seguran�a ligou para a emerg�ncia.

Ela falou do estupro com a enfermeira

-ent�o fizemos o kit. -Drogas ou �lcool no organismo?

Sem drogas.

No entanto, o n�vel de �lcool estava alto, 0,12.

Ainda intoxicada esta manh�.

Certo, algum outro ferimento?

Marcas de mordidas, alguns machucados nas coxas e quadris.

Ela disse quem foi que a atacou?

Isso esta fora da minha al�ada, detetive.

Obrigada.

Detetive Taymor, sentimos muito.

Ent�o, pode nos dar os detalhes?

Eu, �...

Acho que bebi demais no jantar.

Eu acordei no meio da noite,

fui pegar um copo de �gua e ca�,

devo ter batido a cabe�a na pia.

E sobre o ataque?

Eu n�o... N�o sei o que quer dizer.

Certo, a enfermeira de plant�o disse que voc� se abriu.

Eu n�o... Eu estava...

Eu estava meio... Emotiva.

Sim, eu sinto muito.

O Fin precisa de mim.

V� em frente.

Me sinto t�o est�pida trazendo-as aqui.

Certo, que tal n�s...

Que tal partirmos do in�cio?

N�s bebemos.

Ele me acompanhou at� a porta.

Usou um pretexto para entrar.

E quando eu falei que precisava dormir...

Tudo mudou.

N�o acredito que estou dizendo isso em voz alta.

Certo, voc� resistiu?

Disse n�o?

Entendo que tenha alguns machucados.

Escute-me.

Isso n�o vai apenas desaparecer.

Sim, vai.

Vamos pegar as filmagens de seguran�a

e descobrir quem entrou e saiu daquele quarto.

Foi o meu...

Foi o meu chefe.

O Capit�o Reynolds?

N�o, n�o.

Foi... Foi o chefe dele.

Vice-Chefe Patton.

Ent�o, sabe, eu n�o vou prestar queixa,

nem testemunhar.

N�o posso.

Equipe SubsSVU

Tradu��o: CarolJ|Gigi|L.Corleone

Tradu��o: SilasP|Thiago

Revis�o: CarolJ|Gigi|L.Corleone

subssvu@gmail.com fb.com/SubsSVU @SubsSVU

Law and Order: SVU S16E10 "Forgiving Rollins"

Uma detetive agredida j� � muito ruim,

mas ela est� acusando o chefe.

Sinto saudades da homic�dios.

Muito menos problem�tico.

Presumi que iria querer ser informado.

Ent�o, o kit de estupro mostra hematomas e mordidas, s�men.

Seu n�vel de �lcool estava... Alto.

Sempre assim. Foram at� o hotel?

Sim, Patton estava hospedado no quarto ao lado.

C�meras o flagraram entrando no quarto dela

pelo corredor � 1 da manh�.

E uma voz masculina pede servi�o de quarto dez minutos depois.

As c�meras o pegaram saindo do pr�prio quarto �s 6h da manh�.

E a camareira encontrou Reese

desacordada no ch�o do banheiro.

Ela disse que escorregou e caiu.

Isso foi �s 8 da manh�.

Ela admite que o convidou?

N�o tanto como convite e sim, permiss�o.

Digo, ele � seu superior.

� muito dif�cil dizer n�o.

Ou um homem e uma mulher fora da cidade, beberam um pouco.

Eles fizeram coisas que n�o fariam em casa.

Hematomas, mordidas... N�o inconsistentes

-com sexo sob efeito de �lcool. -Ou estupro.

Rollins trabalhou para esse cara?

Voc� conhece Patton.

Ele faria isso?

Detetive Taymor, ela parece confi�vel?

Na verdade, eu n�o estava na hora do seu testemunho.

Rollins, Dodds quer te ver.

Vice-Chefe Patton foi meu superior por seis anos.

Ele � inteligente, pol�tico.

Conhece o tipo.

E pessoalmente?

Voc� sabe, alguma hist�ria de ass�dio?

Ele � casado h� 20 anos.

N�o vi sua esposa na conven��o.

Detetive Taymor n�o falou at� voc� sair da sala.

Voc� ouviu alguma coisa sobre

-o relacionamento deles? -At� onde sei, trabalham juntos.

Em quartos cont�guos.

N�o sei da sua vida pessoal.

Somos adultos. Sabemos que h� diferen�a

entre infidelidade e estupro. Estou perguntando se...

Patton � capaz de algo assim.

Voc� nunca pode dizer quem � capaz de qu�.

Obrigada, Rollins.

Fin.

Ela est� em uma posi��o dif�cil aqui.

Tenho certeza que ela se sente fiel a ele.

Assim como n�s.

Ele � um colega.

Assim como a Detetive Taymor.

Ele est� acima dela, mas...

Ainda n�o ouvimos o lado dele.

Certo. Gostaria de assistir o interrogat�rio?

N�o, eu fa�o.

Chefe Dodds, ouvi falar bem de voc�.

Igualmente.

Obrigado por vir.

Ent�o...

Aqui estamos, na caixa.

Sem desrespeito.

Somente, a perspectiva.

Ent�o...

Estamos numa situa��o.

Ent�o deixe-me entender bem.

N�o tenho orgulho disto,

e eu amo minha mulher.

Mas aquela garota e eu estamos...

Bem... Est�vamos envolvidos.

E voc� esteve no quarto dela a noite passada.

Sim, quero dizer, fizemos sexo.

Consensual, obviamente.

Sim, ela tinha bebido.

Claro.

Aqui est� nosso problema.

Ela diz que n�o foi consensual.

Bem, agora...

Meio que deduzi isso.

Sabe como essas coisas s�o, o "ele disse, ela disse".

S� preciso de um motivo.

Porque ela te acusaria desta maneira?

Dodds com a t�tica pol�tica.

Ele � bom.

Assim como Patton.

Ela come�ou a vomitar toda essa bobagem

sobre eu estar me separando.

Ah sei.

Reese � uma menina esperta.

E ela � uma �tima detetive.

Mas, voc� sabe como �.

Nada pior que uma mulher desprezada.

Ent�o isto � ela n�o ouvindo o que queria

e dando o troco.

Exatamente isso.

Aposto que tudo vai sumir agora.

Sabe que eu n�o posso fazer isso.

Bem, e se eu falar com ela?

N�s dois sabemos que isso � contra o protocolo.

Isto � uma armadilha, Chefe Dodds?

Voc� me convida para vir aqui cheio de sorrisos e boa vontade.

Voc� sabe, aquele besteirol de cortesia de colega.

-� isso que voc� acha? -Sabe o que eu acho?

Acho que Amanda Rollins

colocou ela e voc�s nisso tudo.

Como �?

Bem, agora...

N�o, gostaria de ser cavalheiro aqui,

mas ela tem reclama��es a fazer.

Digo, existem motivos para ela ter deixado Atlanta.

Sou novo na SVU.

Me diga.

Bem...

Ela ficou me cercando.

Pergunte a ela sobre a vez

que se jogou em mim para que salvasse a irm�.

Me oferecendo coisas que me fizeram lacrimejar.

Ela nunca se livrou daquela.

Obrigado pela hospitalidade.

Mas eu sou o Vice-Chefe da Pol�cia de Atlanta,

E tenho neg�cios a tratar ao voltar para casa.

Imagino. Quanto a sair da cidade,

Acho que a imprensa de Nova Yorque pode descobrir.

Eles fariam picadinho de voc�.

Sua carreira, seu casamento.

Eu odiaria que isso acontecesse.

Sim, bem...

Ambos sabemos que da pr�xima vez que conversarmos,

meu advogado estar� presente.

Tenha um bom dia, certo?

Filho da m�e.

Ningu�m acreditar� numa palavra dele.

Na verdade, em casa, muitos acreditar�o.

Amanda.

Me deixa.

Preciso sair daqui.

Voc� � uma mulher dif�cil de rastrear.

Tive que verificar metade dos bares de Long Island.

Eu n�o quero falar disto.

N�o vou embora.

Quero que voc� me diga

o que aconteceu entre voc� e Patton.

Eu era a loirinha protegida do Patton, certo?

Era esperta, uma boa menina.

O tipo dele.

E n�o era... N�o era assim no in�cio.

E ent�o?

E ent�o minha irm� foi presa.

Fraude de cheques, fraude eletr�nica e posse.

Ent�o Patton me chamou no escrit�rio dele.

Era tarde, ningu�m por perto.

E disse que poder�amos fazer tudo desaparecer.

-Amanda. -Era minha irm�, Fin.

Ele te for�ou?

Ele n�o colocou uma arma na minha cabe�a.

Ent�o Reese est� falando a verdade?

-Sim. -Precisamos dizer ao Barba.

N�o.

N�o vou dizer que fui estuprada, porque n�o fui.

Tem que contar a ele

que esse cara � um predador, que ele � capaz.

Mas se eu fizer... Patton joga sujo, Fin.

-E essa garota? -Bem, ela vai superar.

Quer dizer, ela j� devia estar dormindo com ele.

Quer saber? Ela vai voltar para Atlanta,

e fingir que nada aconteceu.

Bem como voc� fez.

Bem, finja bastante,

depois de um tempo � como se nada tivesse acontecido.

Apenas supere.

Certo?

Eu me coloquei numa posi��o dif�cil,

e Patton tirou vantagem disso.

Est� dizendo que ele a estuprou?

Estou dizendo, extraoficialmente,

que, baseada na minha experi�ncia pessoal,

acredito que a detetive Taymor est� dizendo a verdade.

E agora, Doutor?

N�s o prendemos.

Um kit de estupro com hematomas e um l�bio cortado,

uma enfermeira como testemunha indireta, eu.

Ela disse que n�o ir� testemunhar.

N�o posso prender um Vice-Chefe sem uma queixa.

Se ela n�o seguir com isso, n�o podemos fazer nada.

Falarei com Reese de novo.

Quer saber?

� minha vez.

Obrigada por me receber.

Se o chefe a mandou para me calar, perdeu a viagem.

Vou calar a boca e voltar pra casa.

N�o � por isso que estou aqui.

Patton a estuprou.

E voc� precisa cooperar conosco.

Se isso ir a julgamento, voc� precisa testemunhar.

Sim, porque voc� quer justi�a para a coitadinha aqui?

Sim.

Ent�o todos em casa saber�o o que me aconteceu,

minha humilha��o,

e saber�o o que passei, e me chamar�o de vadia,

bem como voc�?

Eu n�o sou como voc�.

-Porque voc� � uma boa garota. -Sim.

Trabalhei duro para chegar onde cheguei.

Eu sei disso. Sei que � por isso que � t�o dif�cil,

porque voc� sente que se fizer bem seu trabalho,

se trabalhar o dobro do que eles,

ent�o ser� vista como uma boa detetive, certo?

Mas o Chefe Patton, ele � o rei.

A forma como ele v� isso, como se tivesse direito a...

Eu conhecia a reputa��o dele,

para n�o ser a �ltima pessoa no escrit�rio.

Cuidar com toques casuais.

Ele fazia piadas, eu sorria, dizia que estava honrada,

-mas nada aconteceria. -Ent�o n�o tinham um caso?

N�o.

� isso que ele est� dizendo?

E Capit�o Reynolds o est� apoiando com isso?

Sim, sabe que os caras falam quer dormimos com eles ou n�o.

Voc� acha que Sam Reynolds quer que todos saibam

que eu o dispensei?

Voc� acha que � a primeira "boa garota" do Chefe Patton?

Ent�o tudo o que disseram sobre voc�...

E por que voc� saiu,

nada daquilo � verdade?

N�o.

Uma coisa que posso dizer sobre essa cidade �:

n�o tive uma refei��o ruim, nem uma vez sequer.

Bem, ent�o tem uma coisa boa.

Boa tarde, cavalheiros.

Chefe Dodds e detetive...

Tutuola.

Nick, o que podemos fazer por voc�s?

Por que n�o falamos l� fora?

Bem, o que quer que queiram me dizer,

podem dizer na frente dos meus homens.

Chefe Patton, temos um mandato

para prend�-lo, sob acusa��o de estupro.

-O qu�? Isso �... -Est� tudo bem, Sam.

Est� tudo bem.

Aqui.

Bem, ent�o...

N�o vamos te algemar. Sairemos sem alarde daqui.

A� voc� ser� fichado e indicado.

Sam, sabe o advogado que conhecemos?

O grand�o?

Sim, soube que ele saiu com fian�a.

Eu sei.

Sei, voc� estar� l� se eu precisar, Nick.

S� preciso de uma noite calma, hoje.

Certo, obrigada.

Certo, Frannie May.

� s� voc� e eu essa noite.

Vem c�. Vem c�.

Boa garota.

Oi, Amanda.

Voc� colocou um GPS em mim?

Eu sou policial.

Ent�o rastreou meu celular.

S� tentando cuidar de voc�, querida.

Que diabos voc� quer?

Quero que pense sobre o que est� fazendo.

-Sabemos que falou com Reese. -Falei? Peguei seu depoimento.

Voc� provocou essa hist�ria. Ela queria vingan�a.

Assim como voc�.

Mas n�o vou julgar, Amanda.

Voc� dormiu com o chefe para se promover,

e deu errado. � culpa sua.

Patton � um mentiroso.

� um homem que conhe�o e confio.

Sei o quanto voc� � ambiciosa.

Reese tamb�m.

Mas aceite meu conselho, e deixe isso para l�.

D� o fora da minha rua.

Sabe, todos esses anos,

voc� passou a imagem de santa,

mas estava s� se mantendo

aberta e dispon�vel para o chefe, n�o �?

E nada para seu velho amigo Sam?

Sua vadia!

-Vou te denunciar! -Fa�a isso.

E n�o esque�a de mandar um oi para sua esposa.

Boa garota.

Rollins.

Rollins.

Rollins, qual �, n�o fa�a eu me machucar.

Est� me perseguindo agora?

-N�o retornou minhas liga��es. -N�o testemunharei.

-N�o me force a te intimar. -N�o falarei de mim e Patton.

Atos anteriores n�o s�o prova, e n�o aconteceu nada mesmo.

Se eu n�o te chamar, a defesa chamar�.

Ouviu Patton. Dir�o que voc� quer vingan�a.

-Temos que nos adiantar. -N�o me chamar�o

para testemunhar.

Eu... Tenho que ir.

Liv odeia que eu me atraso.

Agrade�o por essa reuni�o, senhores.

Antes que isso vire um circo, pensei que poder�amos recuar,

e falar de uma sa�da tranquila para todos n�s.

Ent�o fale.

Chefe Patton tem uma carreira longa e expressiva.

Daqui um ano ele se aposenta compulsoriamente.

Ent�o, em troca da acusa��o de estupro,

ele ir� se aposentar

de maneira compuls�ria.

Estou aqui como cortesia � pol�cia de Atlanta,

Mas a pol�cia de NY n�o vai se dobrar

-s� por voc� ser um colega. -Se dobrar?

Essa � a ideia de voc�s sobre decoro profissional?

Amigos, � por isso que voc�s t�m advogados.

E entre n�s, sabemos

que esse caso te mais que 50 tons de cinza.

Sei que a Detetive Taymor foi estuprada.

Nenhum de n�s estava l�. O �nico v�deo � o da entrada,

onde uma jovem insinuante e embriagada

convida meu cliente para entrar.

O resto � especula��o.

O que quer?

N�o vejo vantagem para ningu�m.

Meu cliente foi preso em p�blico de forma embara�osa.

Sem algemas, discreto. Fizemos direito.

Fale isso para minha esposa e filhos.

Imagino que tenha conversas dif�ceis pela frente

sem que eu fale com eles.

N�o vamos deixar de acusar.

Isso se parece, mais que tudo,

com conduta impr�pria.

A��es disciplinares ser�o tomadas pela Pol�cia de Atlanta.

Estupro � um crime. Aceitamos abuso sexual

de 3� grau, pena m�nima.

Devemos pensar sobre o que acontecer�

quando um detetive de Nova lorque

tiver problemas em Atlanta.

Voc� deveria pensar

o qu�o r�pido perde o distintivo

quando for fichado.

Fichado?

N�o sei sobre voc� ou seu amiguinho espanhol,

mas sou muito h�tero.

Aquela garota teve o que merecia,

assim como Rollins.

Isso foi proveitoso.

Agress�o de 3� grau pelo ferimento na boca.

Sem pena, sem registros.

-Para mim n�o serve, doutor. -Nem para mim.

Nos veremos en los tribunales,

mi amigo.

SUPREMA CORTE TER�A-FEIRA, 6 DE JANEIRO

Como o j�ri ouviu, o teste da Detetive Taymor

mostrou marca de mordida e hematomas nos pulsos e coxas.

Na sua experi�ncia,

esses ferimentos s�o consistentes com estupro?

Sim. Tamb�m s�o consistentes com detalhes do relato dela.

� verdade que a Detetive Taymor estava relutante no come�o

para ajudar na investiga��o?

Isso acontece com v�timas de estupro,

ainda mais quando conhecem o estuprador.

Elas temem repercuss�es pessoais e profissionais.

Sem mais perguntas.

Nada para essa testemunha, Merit�ssima.

Pode se retirar, Sargento Benson.

-Amanda, voc� veio? -Como estamos?

Patton � presun�oso. Odeio esse cara.

Est� manipulando o j�ri com olhadas longas para a esposa.

Vivienne? Est� aqui?

Amanda Rollins.

Um minuto.

-Vivienne. -Olhe para voc�.

-Faz tanto tempo. -Cinco anos.

Como est� sua m�e, querida?

Com a situa��o da sua irm�, voc� por aqui, deve ser dif�cil

-para ela toda sozinha. -Que do�ura perguntar,

com esse drama acontecendo.

Eu? N�o, sou aben�oada.

Todos em casa sabem o bom homem que Charlie �.

Ele tem todo apoio do mundo.

L� est� meu homem. Com licen�a, querida.

Sou policial em Atlanta h� tr�s anos e meio.

Desde minha promo��o para detetive ano passado,

Patton � chefe da minha divis�o.

Pode descrever a rela��o de voc�s?

-Eu o via como mentor. -Voc�s costumavam socializar?

No trabalho, festas,

-sempre com outros detetives. -Estava com outros detetives

-na noite em quest�o? -Sim, at� sairmos do elevador

no nosso andar do hotel. Est�vamos em quartos conjugados.

Chefe Patton disse que seria melhor assim, pelo trabalho.

Certo. O que houve depois?

Chegamos em nossas portas. Demos boa noite.

Ele disse que o celular tinha estragado o cart�o da porta,

e n�o queria descer at� a recep��o,

e pediu para entrar pelo meu quarto.

E quando entraram?

Ele sugeriu pedir servi�o de quarto.

Eu disse que comida seria bom,

mas ele pediu champanhe.

Voc� estava bem com isso?

N�o quis ser rude.

Bebi uma ta�a.

Ele me beijou. Eu me afastei.

Disse que ele era um homem casado,

e achava melhor terminar a noite ali.

Mas ele disse... Exatamente,

"N�o percebeu ainda que

n�o aceito 'n�o' como resposta?".

Ele me jogou na cama, prendeu meus pulsos

atr�s da minha cabe�a, e mordeu meu l�bio.

Voc� disse n�o?

Claro.

"N�o, n�o fa�a isso".

A� ele me bateu. Forte.

Estava atordoada.

Ele abriu a cal�a, enfiou o joelho entre minhas pernas,

e se for�ou dentro de mim.

E ent�o?

Ele terminou e foi para o quarto dele.

Mandou eu me limpar para a confer�ncia do outro dia.

Detetive Taymor, voc� chamou a pol�cia

ou a seguran�a do hotel?

N�o.

Eu estava... Constrangida e envergonhada.

Terminei o champanhe.

Desmaiei.

Horas depois, ca� no banheiro. No hospital, disse � enfermeira

que tinha sido estuprada, e � Sargento Benson da SVU.

Tamb�m contou a ela, inicialmente,

que n�o queria cooperar.

Por que isso?

Tinha medo que minha carreira acabasse,

e que ningu�m acreditasse em mim.

-Mas est� aqui agora. -Sim.

O que o Chefe Patton me fez foi um crime,

e percebi que se eu n�o testemunhasse,

poderia acontecer com outra pessoa,

e eu n�o poderia viver com esse peso.

Obrigado, detetive.

Alega que voc� e o Chefe Patton

nunca se envolveram romanticamente?

-Nunca. -Mesmo sendo monitorada

de perto por ele, voc� nunca passou dos limites?

Eu n�o tinha um caso com ele.

N�o faria isso.

Ent�o seu relacionamento com o Chefe Patton

era estritamente profissional,

at� viajarem para Nova lorque,

quando ele te atacou no hotel

cheio de policiais visitantes.

-Foi o que aconteceu. -Voaram para c� juntos,

passaram o dia na confer�ncia, e jantaram juntos naquela noite

-com todas as bebidas. -Era uma reuni�o de neg�cios.

Depois, quando voc�s dois

sa�ram do elevador no hotel,

muito amigavelmente,

no v�deo voc� estava sorrindo

quando deixou ele entrar eu seu quarto a uma da manh�.

Ele pediu champanhe, que voc� bebeu.

Estava tentando ser educada.

Aparentemente.

Durante essa suposta agress�o,

voc� gritou ou pediu ajuda?

Pedi que ele parasse.

Mas n�o alto o bastante para que algum colega ouvisse.

Voc� foi treinada em autodefesa.

Lutou contra ele?

Eu me debati.

Mesmo?

Voc� n�o deixou marcas no Chefe Patton.

Arranh�es, mordidas.

N�o havia DNA dele sob as suas unhas.

Eu meio que...

congelei.

Voc� congelou.

Ele saiu.

Voc� ficou sozinha.

Quem voc� chamou?

A seguran�a do hotel?

Ligou para algum dos detetives da SVU

com quem voc� passou o dia?

N�o.

Como eu disse, eu estava humilhada.

Voc� tamb�m disse que terminou o champanhe,

em cima de toda a bebida que tinha tomado no jantar.

De fato, voc� estava t�o b�bada que teve uma queda feia.

Voc� foi encontrada desmaiada no ch�o do banheiro.

-Sim. -Tiveram que chamar

uma ambul�ncia para voc�. Para uma detetive ambiciosa

como voc�, isso deve ter sido muito embara�oso.

Protesto.

A defesa passou de insist�ncia para ass�dio.

Aceito. Sr. Buchanan.

Voc� � uma detetive de crimes sexuais.

O que acharia de uma v�tima

que deixa o chefe entrar no quarto dela,

n�o relata o estupro dela at� o dia seguinte,

e depois se desmente?

Eu tentaria entender a press�o em cima dela.

Voc� tamb�m consideraria a possibilidade

de haver mais na hist�ria do que ela contou? Ou menos?

Eu investigaria. Mas no meu caso...

Eu vou tomar isso como um sim,

que deve ser exatamente o que o Chefe Patton fez naquela noite.

Protesto.

Retirado.

Sem mais perguntas.

Reese.

Voc� est� bem?

Eu sei que n�o foi f�cil.

Sabe o que eu sei?

Voc� me convenceu a testemunhar,

mas eu n�o vi voc� subindo l�.

Minha irm� estava enfrentando acusa��es criminais,

e o Chefe Adjunto Patton me chamou no escrit�rio dele,

disse que n�s pod�amos resolver o problema.

O que deduziu que ele quis dizer com isso?

Que se eu fizesse sexo com ele,

minha irm� n�o seria processada.

Isso � necess�rio?

N�o � como se eu nunca tivesse testemunhado antes.

Sei que j� testemunhou antes,

mas nunca sobre a pr�pria agress�o.

Se a ju�za permitir isso, precisamos estar prontos.

Tudo bem?

-Sim. -Certo.

Detetive Rollins,

voc� consentiu em fazer sexo com o Chefe Adjunto Patton?

A princ�pio, sim.

Nos encontramos em um motel, e...

Eu deitei na cama.

E ele estava... b�bado.

Pegando em mim e arrancando as minhas roupas.

Eu pedi para ele ir devagar.

E ele ficou rude comigo.

Ele me mordeu,

me estapeou,

bateu minha cabe�a na cabeceira da cama.

Eu estava sangrando.

E...

Tentei levantar.

Mas ele disse...

"Amanda, voc� sabe que eu n�o aceito n�o como resposta."

O que aconteceu ent�o, Detetive Rollins?

O Chefe Adjunto Patton

prendeu meus pulsos acima da minha cabe�a...

E me falou que eu n�o iria a lugar nenhum

e que ningu�m acreditaria em mim de qualquer forma.

Eu desisti.

Ele me estuprou.

CORTE SUPREMA QUARTA-FEIRA, 7 DE JANEIRO

Voc� deve estar brincando.

Aquela vagabunda, cinco anos depois do ocorrido.

V� com calma, chefe.

Doutores, se aproximem.

Novamente, n�s contestamos essa testemunha.

Ela n�o est� na lista da acusa��o.

Ela esteve aqui nos depoimentos.

N�o houve nem uma audi�ncia pr�via.

Maus atos anteriores s�o admiss�veis

quando mostram claramente um padr�o.

N�o pode estar falando s�rio.

Ela estar� testemunhando uma alega��o n�o fundamentada

que nunca foi reportada.

Nenhuma queixa foi prestada...

Ouvi voc�s, doutores, agora parem de falar.

Tendo lido o texto de resumo desse testemunho,

decido que ele seria mais prejudicial do que probat�rio.

-N�o permitirei essa testemunha. -Obrigado, Merit�ssima.

Sr. Barba, algum outro pedido de �ltima hora?

A acusa��o encerra.

Ent�o nos reuniremos ap�s o almo�o

com sua primeira testemunha, Sr. Buchanan.

Depois de tudo, ela n�o vai me deixar testemunhar.

-Era um tiro no escuro. -E o que acontece agora?

Acho que Patton testemunha. � um "ele disse, ela disse".

Ele tem que dizer algo, e eu vou peg�-lo.

CORTE SUPREMA QUARTA-FEIRA, 7 DE JANEIRO

A verdadeira v�tima nisso tudo � a minha esposa, Vivienne.

Eu deveria ter pensado melhor, um homem da minha idade.

Fiquei lisonjeado por uma mulher jovem se interessar por mim.

Pe�o desculpas para minha esposa e para a Pol�cia de Atlanta

pelo constrangimento que a minha tolice

e essa farsa t�m causado.

Ent�o voc� n�o estuprou a Detetive Taymor?

N�o, senhor.

Deus � testemunha de que nosso caso breve foi consensual.

Eu nunca machucaria uma mulher.

Sem mais perguntas.

� seu testemunho que,

apesar de ser o mentor dela,

voc� e a sua subordinada Detetive Taymor

estavam tendo um caso consensual?

N�o me orgulho por isso.

E tudo estava indo bem at� voc�s virem a Nova Iorque?

Sem raz�o alguma, ela alegou estupro?

Houve uma raz�o.

Ela estava brava por eu n�o ter deixado a minha esposa.

Voc� disse que nunca machucaria uma mulher.

Isso inclui outras subordinadas loiras e jovens

-das quais foi mentor? -Protesto.

Mantido. Sr. Barba.

Est� falando sobre Amanda Rollins?

N�o a estuprei, nem a outra garota, nenhuma delas.

Dizem isso quando n�o conseguem o que querem.

-Merit�ssima. -Instruirei o j�ri

a desconsiderar a �ltima pergunta e a resposta do r�u.

-Ser�o retirados dos registros. -Voltemos � confer�ncia.

N�o convidou sua esposa.

Nova Iorque em janeiro?

Bom, essas coisas s�o somente trabalho,

ent�o sabia que n�o teria tempo de dar a aten��o que ela merece.

Somente trabalho?

Foi trabalho � 1 da manh�, quando saiu do elevador

claramente b�bado com a Detetive Taymor?

Bom, parte da conven��o � fazer contatos

com outros membros da pol�cia.

Fazer contatos.

Sua chave magn�tica n�o funcionou quando retornou ao seu andar.

Sim.

Bem, meu telefone...

Meu telefone deve ter desativado.

Se estavam tendo um caso,

ent�o porque a estrat�gia da chave?

N�o � para isso os quartos conjugados?

Entram separados, se encontram no meio,

fazem o que t�m que fazer?

Bom, n�o queria presumir...

Naturalmente.

Deixe-me perguntar, quem reservou os quartos para a viagem?

Bom, deve ter sido algu�m do meu escrit�rio.

Digamos que a chave n�o tenha funcionado

e teve que entrar pelo quarto da Detetive Taymor.

Como sabia que a porta adjacente estaria aberta?

-Filho da m�e. -Deixou a porta aberta

-deliberadamente, ou apenas... -Protesto.

Chefe Patton, precisa de um minuto?

Gostaria de um copo d'�gua, Vice-chefe Patton?

Posso falar com meu cliente?

Por favor. Oficial.

Chamem uma ambul�ncia.

Ele est� tendo um infarto.

Certo, obrigada pela informa��o.

Patton n�o teve um infarto.

Dizem que foi ansiedade.

Ent�o o julgamento continuar�.

Bom, n�o sei sobre isso.

Pode fechar a porta por um minuto?

Amanda, o que Patton fez com voc�,

voc� tem deixado de lado por anos.

E se voc� n�o lidar com isso agora,

vai te deixar presa ou mais estagnada do que j� est�.

-Certo. -Voc� tem uma oportunidade.

J� passei por isso.

Voc� s� est� t�o doente quanto seus segredos...

E tenho ido a reuni�es.

�, por apostar.

Sei que n�o gosta de sentir pena de si mesma.

Entendo.

Mas voc� pode voltar � detetive

que voc� era h� cinco anos

e sentir compaix�o por ela?

Eu me meti nisso.

Sabe, me coloquei naquela posi��o.

Tem que parar de se culpar.

Amanda, voc� pode sair dessa.

Estou bem.

Olha, sei que acha que terapia

� pagar algu�m para falar sobre seus problemas.

Eu n�o devia ter dito aquilo a voc�.

Ent�o voc� pode se desculpar.

Gostaria que fosse ao meu terapeuta.

-N�o vou ao seu terapeuta. -Apenas para uma refer�ncia.

Sei que ele tem hor�rio hoje mais tarde.

Vou dizer a ele que voc� ligar�.

� importante, Amanda.

Certo, Sargento.

Ei, docinho, que tal um sorriso?

Ei, garota, n�o pode ser t�o ruim.

A sa�de do Vice-chefe Patton

o impede de continuar o julgamento.

Ele teve uma crise de ansiedade.

Com o intuito de lev�-lo para casa para mais exames,

declararemos culpado de abuso sexual de terceiro grau.

Ele ficar� registrado.

Condicional, servi�o comunit�rio, sem pris�o.

Bom.

Renunciar� � posi��o de Vice-chefe primeiro.

-Protegendo a pens�o? -Pelo bem da esposa e fam�lia.

E ele n�o buscar� nenhum futuro emprego na pol�cia.

Preciso que fa�a uma declara��o do abuso sexual no tribunal.

Certo.

CORTE SUPREMA QUINTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO

Vice-chefe Patton,

seu advogado diz que quer declarar-se culpado

a abuso sexual em terceiro grau. Correto?

Sim, Merit�ssima.

Voc� se declara consciente e voluntariamente?

Sim.

Algu�m o induziu ou o coagiu

a declarar-se culpado?

N�o.

Voc� teve uma rela��o sexual com a Detetive Reese Taymor

como dito na acusa��o contra voc�,

e Detetive Taymor n�o consentiu o contato sexual.

Est� correto?

Sim.

Aceito sua declara��o, Vice-chefe.

Antes de impor a senten�a,

gostaria de dizer algo?

N�o, Merit�ssima.

Ent�o sem pris�o.

-Pelo menos ele fica registrado. -E acabou.

Liv disse que voc� vai tirar um tempo do trabalho?

�.

Provavelmente uma boa ideia.

� bom para voc�. N�o demore muito.

Vou buscar o carro.

V�o na frente.

Vou tomar um pouco de ar fresco.

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