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A HIST�RIA A SEGUIR � FIC��O E N�O RETRATA PESSOA OU EVENTO REAL
No sistema de justi�a criminal,
crimes sexuais s�o considerados especialmente hediondos.
Na cidade de Nova Iorque, os dedicados detetives
que investigam estes crimes cru�is
s�o membros de um esquadr�o de elite
conhecido como Unidade de V�timas Especiais.
Estas s�o suas hist�rias.
N�o, n�o, Maria. N�o, voc� n�o pode.
N�o pode fazer essa merda.
N�o, voc� teve a Zara o ver�o todo, certo?
Estive a�, voc� tem que mand�-la para c� na A��o de Gra�as.
Sim, minha m�e est� esperando.
Minha irm� est� vindo de Miami.
N�o, olha, isso n�o est� aberto a discuss�es, certo?
N�o. Quem est� gritando? N�o estou gritando!
N�o, n�o desligue... N�o desligue na minha cara.
Maria?
Droga!
Voc� est� bem? O que houve?
Nada.
Certo, respire.
Que tal n�o me dizer o que fazer?
N�o diga.
Dizer o qu�?
O que houve com sua m�o?
Nada. Est� tudo bem.
-Tem a ver com trabalho? -Sim, algum nerd
hackeou fotos de celebridades nuas
e as postou no Redchanit.
E isso � da SVU porque...
Algumas das celebridades nas fotos s�o menores.
-Torna pornografia infantil. -Certo, resolva isso, Fin.
Encontre qualquer coisa, fa�a a t�cnica rastre�-lo.
Se n�o quer fotos suas, nua, na internet
n�o tire fotos nua.
Certo, e se n�o quiser ser atacada, n�o use saia curta?
Espere, volte. Quem � esse?
-O qu�? -N�o, volte.
Ali.
� A.J. Martin.
Do programa de esportes de antes dos jogos?
Agora, mas antes disso ele venceu o trof�u Heisman
e foi oito vezes o melhor jogador. E aquela...
Aquela � a m�e do filho dele, Paula Bryant.
Mas como esse cara est� no meio
-das fotos de celebridades nuas? -N�o sei.
Redchanit � como um estado falido.
Eles postam qualquer coisa agora.
Ei, gente.
O que � isso? For�a-tarefa de celebridades nuas?
Talvez haja algo mais.
A.J. Martin?
-Quando foi isso? -Acho que,
pelas roupas, parece o baile de gala de preto e branco
no MET, h� seis semanas.
Enorme cobertura da imprensa.
N�o lembro de ouvir nada
sobre A.J. Martin ter sido pego por viol�ncia dom�stica.
Bem, devem t�-lo pego, porque um policial aparece.
O cara � um her�i do esporte.
-Voc� sabe o que vai acontecer. -Bem, sei como costumava ser.
Ela est� t�o fora de si...
Mal pode caminhar.
Descubra se h� algum v�deo com o que aconteceu antes.
N�o vejo nada postado em lugar algum.
-Podemos contatar a garagem. -Ligue para a delegacia.
Descubra o que houve. Vou ligar para o chefe.
Quer que investiguemos?
Depois do Ray Rice e dos outros?
Se parecer viol�ncia dom�stica, n�s prosseguimos.
Antes que vire not�cia.
Equipe SubsSVU
Tradu��o: Gigi|L.Corleone|Marcela
Tradu��o: Mariah|SilasP
Revis�o: CarolJ|Gigi|L.Corleone|SilasP
subssvu@gmail.com fb.com/SubsSVU @SubsSVU
Law and Order: SVU S16E08 Spousal Privilege
Voc�s nunca brigaram depois de umas a mais?
Como isso tem a ver com SVU?
Bem assim.
Abuso sexual.
Deve estar parado l� no centro.
Bem, era uma coisa de casal.
Meu oficial prendeu ambos na cena.
Sim, vimos isso, mas ela estava tonta,
estava sem um sapato, parecia muito mal.
A Sra. Bryant recusou atendimento m�dico.
Ele foi educado. Ela estava arrependida.
Ent�o o depoimento deles foi consistente?
Foi mais uma discuss�o.
Mas eles foram interrogados separadamente?
Eu n�o vi necessidade.
Olha, temos muita press�o aqui,
e, �s vezes, menos � mais.
Entendi.
A.J. � uma lenda.
A senhora dele disse que ficou com ci�mes e fez uma cena.
Algum marginal vazou aquele v�deo para o Redchaint.
Agora voc�s querem vir aqui e opinar no que n�o sabem?
S� queremos entender por que nenhuma queixa foi prestada.
Bem, parece que foi dispensada
aguardando o cancelamento.
Ent�o voc�s t�m um problema,
podem resolver isso com o promotor.
Fora de contexto o v�deo � perturbador,
mas n�o contradiz o relat�rio policial
-enviado � promotora adjunta. -Quem � ela?
Danielle Dicarlo. Inexperiente, mas boa.
Tirando as primeiras f�rias em 3 anos.
Dizer que � dedicada � um eufemismo.
Bem, dizer que ela seguiu a lei � risca � um exagero.
Os policiais disseram que foi um bate-boca.
Dicarlo retirou as acusa��es contra Paula,
ofereceu � A.J. dispensa aguardando o cancelamento.
Faz servi�o comunit�rio, n�o reincidi...
Em seis meses tudo � retirado.
Esse � o acordo que fa�o quando a v�tima n�o coopera.
Ou est�o dizendo que, por serem celebridades,
dever�amos trata-los diferente?
Estou dizendo que a promotora n�o devia acreditar
-no oficial que os prendeu. -Eu sempre acredito em voc�.
De qualquer modo, isso � irrelevante.
O acordo foi oferecido. A advogada negou.
Eles conseguiram uma "sa�da livre da pris�o"?
-Por qu�? -Ele foi esperto.
O A.J. duvidou do blefe da promotora.
Ele presumiu que se livraria dessa de qualquer modo.
O que o preocupa � o comunicado � imprensa,
ele est� tentando evitar servi�o comunit�rio.
-�timo, ele se livra de tudo. -Tudo?
Olha, n�o h� muito aqui.
Algum v�deo da escadaria?
Amaro e Rollins est�o procurando.
E quando eles encontrarem,
sabemos o que vamos ver,
o mesmo que vimos antes desses caras.
Ele a nocauteou.
-Por que n�o o condenamos agora? -Ele a arrastou inconsciente
da escadaria sem se preocupar com ela,
e, ent�o, ela diz que escorregou e caiu?
-Qual �? -De certa forma, n�o discordo.
Odeio quando dizem isso.
Como n�o aceitou a oferta, o caso est� aberto.
Encontre o v�deo ou a fa�a mudar sua hist�ria.
Veremos como estamos.
CASA DE AJ MARTIN E PAULA BRYANT TER�A-FEIRA, 11 DE NOVEMBRO
Cooperamos com a pol�cia.
A promotora ofereceu uma anula��o condicional.
Minha equipe legal est� nisso.
Isso foi antes do v�deo aparecer.
Sim, bem, quer dizer,
isso � o que voc�s deveriam investigar.
Quem vazou isso?
Temos detetives trabalhando nisso.
Bom arremesso, baixinho.
Vou ser um jogador, igual a meu pai.
-Quem s�o voc�s? -Antwan Jarrod,
hora de ir pro quarto. � conversa de gente grande.
-Do que voc�s est�o falando? -J�nior.
-Sim, senhor. -V� pro quarto, garoto.
Ningu�m vai brincar com voc�.
Ele quer ser igual ao velho dele.
Mas com um bra�o como aquele, ele � um zagueiro nato.
Seguindo a dinastia de pai para filho.
Verdade.
O treinador do Junior diz...
O A.J. tem s� 8 anos, mas joga com os de 10 anos.
Poderia me mostrar o banheiro, por favor?
Sim, claro, � bem aqui.
-Obrigada. -Sente-se.
Voc� sabe do que se trata, certo?
Sim. Voc�s t�m que fazer seu trabalho.
Eu respeito isso.
Todos os atletas na imprensa agora...
Minha sargento s� quer checar tudo direito.
Se importa de me colocar a par?
� como eu disse aos rapazes naquela noite.
Bebemos demais, discutimos um pouco.
Foi tudo.
Aquelas palavras n�o viraram a��es?
Ei, eu amo minha garota.
Mas at� ela ir� dizer que
sai dos trilhos quando bebe um pouco.
Tudo o que estava tentando fazer era me certificar
que tudo ficasse como deve ser.
�... Aqui.
�timo. Paula, tem algo que gostaria de contar
sobre aquela noite, sobre o que aconteceu?
N�o, eu bebi.
Fui atr�s do A.J. e tropecei.
Fim da hist�ria.
Mas voc� estava subindo.
Com licen�a, sargento. Essa � minha casa,
e est� aqui com minha permiss�o.
Tudo que disser a Paula, pode dizer para n�s dois.
N�o parece filmagem de garagem.
N�o, � do baile, e � tudo o que temos,
porque a garagem alega que apagam os arquivos
-a cada sete dias. -Ent�o como o primeiro v�deo
terminou em Redchanit
seis semanas ap�s o evento? Eles est�o mentindo.
Consiga um mandado. Precisamos descobrir
o que aconteceu naquela escada.
Se algo aconteceu naquela escada.
Se? Cara, ele a arrastou. Sem preocupa��o.
J� tentou mover 45 quilos de b�bado desmaiado?
N�o � f�cil.
Ela est� acobertando ele. Fin, voc� viu.
Ele est� controlando.
O filho estava aterrorizado com ele.
Eu morria de medo da minha m�e.
Quando eu fazia besteira, ela me batia muito.
�, fui criada do mesmo jeito.
No Sul, voc� tem que escolher sua op��o.
Agora estamos fazendo isen��es culturais?
Sabe, meu pai, avan�ou em mim com os punhos.
Isso me ensinou a nunca encostar
a m�o numa crian�a, ou numa mulher.
� poss�vel que A.J. pudesse estar se defendendo.
-Se defendendo? -Ele � o dobro do tamanho dela.
-Deveria ter ido embora. -Tudo bem, �timo.
O qu�?
Quando?
Certo. LMZ, gente, agora.
-Como conseguiram aquilo? -Da maneira antiga.
Pagaram por isso.
Aquele filho da m�e.
Isso...
Isso muda tudo.
Ei, nos d� um pouco de espa�o, tudo bem?
Me desculpe pelo que deve estar passando.
com aquele v�deo por a�, infelizmente
n�o h� sigilo para v�timas de viol�ncia dom�stica.
N�o sou uma v�tima.
Preciso conversar com meus clientes.
E preciso dos dois entrevistados separadamente.
-Isso n�o � necess�rio. -Tudo bem, A.J.
Ambos estar�o com advogado.
-Brian? -Aqui, chefe.
Certo, podemos ir.
Mulheres flertam. Eu tento ser gentil,
poso para uma selfie, autografo um uniforme.
� muito gentil de sua parte.
S� estamos colocando os eventos da noite em contexto.
Certo, voc� estava flertando, e Paula ficou brava.
Sei que as garotas s�o f�s dele,
mas precisam saber que ele � meu.
-E voc�... expressou isso? -Sim.
Eu comecei. Estava falando alto.
O que fez A.J. ficar bravo.
O envergonhei na frente de pessoas importantes.
Isso n�o pode acontecer.
Ela estava cambaleando. Poderia ter se machucado.
-Eu tinha que par�-la. -Com seu punho.
Eu tinha bebido algumas tamb�m.
-Quantas? -N�o precisa entrar nisso, A.J.
Estou dizendo que meus reflexos n�o estavam 100%.
Me pareceram bem afiados.
A.J. s� queria me proteger.
-Te deitando na escada? -E essa animosidade, detetive?
S� estamos tentando entender o que aconteceu.
J� contamos � pol�cia o que aconteceu.
Olhe, estamos deixando isso para tr�s.
Por que voc�s n�o podem?
Dissemos aos policiais...
Perd�o, tive que come�ar sem voc�.
Tudo bem. Qual � a hist�ria deles?
Eles estavam b�bados, ela cambaleando,
e ele tinha que par�-la.
O que eu vi foi uma agress�o.
Concordamos nisso.
Espero que o v�deo seja ruim o bastante
para levar isso a julgamento.
Julgamento?
Voc� quer fazer acordo?
-Ele deveria estar na cadeia. -Sim, deveria.
Mas ele � influente, carism�tico.
Paula o apoia. O j�ri vai querer perdoar.
Sabe, est� certo.
Dever�amos dar um tapinha nele e mand�-lo para casa.
A.J. estava se defendendo,
mas se quiser propor algo razo�vel,
escutaremos.
A outra promotora disse algo sobre controle de raiva.
-N�s iremos. A.A., o que for. -Bom para voc�.
Reconhecendo que n�o houve les�o grave,
-agress�o de 3� grau, 90 dias. -Isso, mas sem pris�o.
-200h de servi�o comunit�rio. -A.J. ter� que fazer muito mais
que pegar lixo com uma vara por essa.
Meu cliente j� foi suspenso de sua rede de contatos.
Agress�o com pris�o � excessivo.
-Ela nem foi ao hospital. -Sabe, voc� est� certa.
Isso � neglig�ncia, desprezo pela seguran�a dela
podendo causar les�es graves.
Quer que assumamos um crime?
Nunca machuquei Paula.
Ela me apoiar� nisso.
Voc� ouviu. Nos veremos no tribunal.
Tudo bem, amanh�, 9:00 h.
CORTE DE ACUSA��O QUINTA-FEIRA, 13 DE NOVEMBRO
Na acusa��o de neglig�ncia, como se declara?
Meu cliente se declara inocente.
Quanto � fian�a?
Pedimos deten��o, Merit�ssimo.
Devido � viol�ncia do ataque e o insens�vel
desprezo pela v�tima depois.
Sr. Martin � um r�u prim�rio com um filho jovem.
-N�o tem risco de fuga. -Concordo.
Estabele�o fian�a em 20 mil d�lares.
Paula, posso falar com voc� um segundo?
Por qu�? Se quer se desculpar
pelo que est� fazendo minha fam�lia passar, � meio tarde.
Junior est� sendo perseguido na escola.
A carreira de A.J. est� acabada.
Certo, Paula, tenho feito isso h� muito tempo,
e vi v�rios homens como A.J.
S� existe um A.J.
-Melhor acreditar. -E ele � sua alma g�mea.
E tenho certeza que tem vezes
que ele a faz sentir incrivelmente especial.
Mas isso n�o compensa pelas vezes
que ele agride voc�.
Ele escorregou.
Sabe como � ter o mundo todo nos assistindo
no nosso pior momento? Nos julgarem
-por uma fra��o de segundo. -Se me olhasse nos olhos agora
e dissesse que s� aconteceu uma vez...
Acreditaria em voc�.
Vai acontecer novamente.
E por qu�?
Porque um homem negro e forte n�o pode se controlar?
Ele tem que ser derrubado, certo?
Pelo sistema legal, pelo p�blico, por voc�.
Estou preocupada com sua seguran�a.
Estou preocupada com a seguran�a der seu filho.
N�o estou preocupada com...
A percep��o p�blica de homens negros.
Bem, vivemos como uma fam�lia,
e A.J. precisa de mim,
tanto quanto preciso dele.
Sargento Benson.
Sei que � s� um papo, mas sabe que n�o pode
falar com Paula sem a advogada.
-Paula. -Obrigada.
A.J., Paula, e eu estivemos rezando juntos.
E cuidando disso emocionalmente e espiritualmente.
-Paula, quer dizer algo? -Obrigada, reverendo Curtis.
S� quero esclarecer as coisas.
Tem pessoas investindo em eu me fazer de v�tima aqui.
Isso n�o vai acontecer.
Eu me responsabilizo por provocar
os infelizes eventos de seis semanas atr�s.
A.J. e eu estamos trabalhando nossos problemas.
Tudo o que pedimos agora � privacidade.
N�o responderemos perguntas hoje, obrigada.
Concorda que ela te provocou?
Venham. Sigam-me.
E o v�deo?
Ent�o, A.J., o que tem a dizer
aos seus f�s e seus caluniadores?
Eu diria que
n�o acreditem nessa imprensa carniceira.
Os cheios de �dio n�o ir�o nos derrubar.
Estamos aumentando nosso compromisso m�tuo a cada dia.
E isso � o que importa.
Nossa rela��o � para a vida toda.
Est� vendo isso?
Sim, o pr�ximo passo do Tour das desculpas.
No esp�rito de aumentar o compromisso,
soube que t�m novidades.
Sim...
A.J. me pediu em casamento.
Nossa, � lin... Quantos quilates tem?
15. O mesmo n�mero com que A.J. se aposentou em Nova J�rsei.
Nos casaremos hoje mais tarde.
"E o que Deus uniu,
o homem n�o separar�. ".
Doutor, al�m da diferen�a �bvia de tamanho,
quais os outros fatores que podem fazer os punhos
do Sr. Martin serem mais perigosos que os do homem comum?
Na m�dia, jogadores de futebol aposentados
tem 20% mais densidade �ssea
e 13% mais massa muscular que outros homens.
Conseguiu determinar a for�a do golpe
que o acusado deu na Sra. Martin
-na noite em quest�o? -Sim.
Usando o algoritmo de for�a padr�o,
com seu peso e massa muscular,
o punho de A.J acertou a face de Paula
em mais de 49 km/cm�,
quatro vezes a for�a m�dia de um cidad�o comum.
Na sua opini�o,
esse soco era capaz de causar les�es s�rias
ou mesmo matar a Sra. Martin?
-Com certeza. -Por que n�o ocorreu isso?
-Pois teve sorte. -Merit�ssima.
O j�ri ir� desconsiderar.
Sem mais perguntas.
Como perito m�dico, � justo dizer
que passa mais tempo examinando corpos mortos em vez de vivos?
Fa�o aut�psias,
mas avalio os vivos quando pedem.
Mas n�o fez uma avalia��o f�sica
no Sr. e na Sra. Martin, fez?
-N�o. -E resson�ncia, tomografia?
-Viu qualquer registro m�dico? N�o.
Ent�o sua especula��o
� baseada em um �ngulo de um v�deo de m� qualidade.
E alguma matem�tica.
Perd�o, um algoritmo.
Isso mesmo.
E na sua opini�o,
a a��o que viu poderia causar uma les�o s�ria.
Ou dano neurol�gico.
-Morte, at�. -Ainda assim, minutos depois,
a Sra. Martin estava tendo
uma conversa normal com um policial.
Isso � consistente com algu�m tendo dano cerebral grave?
Alguns sintomas neurol�gicos demoram para aparecer.
Faz seis semanas.
Ela est� bem ali.
-Me parece bem. -Protesto.
Retirado.
Sem mais perguntas.
Mesmo ap�s mostrarmos a grava��o para a Sra. Martin
do Sr. Martin batendo nela,
ela insistiu que tinha culpa.
Isso n�o � incomum
para v�timas de viol�ncia dom�stica.
Tamb�m n�o � incomum
que v�timas se recusem a testemunhar.
-Por que isso? -Algumas s�o dependentes
emocional ou financeiramente do agressor.
Outras t�m medo de repres�lias.
E essa v�tima corre mais risco
quando enfrenta o agressor ou tenta ir embora.
Por isso as leis de viol�ncia dom�stica
foram mudadas em Nova lorque,
para proteger quem n�o puder ou n�o quiser
se proteger.
O fato de uma pessoa n�o admitir
ou negar que sofreu abuso
n�o significa que a agress�o n�o ocorreu
ou n�o piorar�.
Obrigado.
Sargento Benson,
a Sra. Martin mostrou medo do marido para voc�?
-Diretamente, n�o. -Ela citou depend�ncia
financeira ou psicol�gica como raz�es para n�o testemunhar?
-N�o mencionou. -Ent�o pode ser que
ela n�o veio testemunhar e tenha se casado
com o Sr. Martin porque o ama
e cr� que ele ser� um bom marido.
N�o foi o que vi no v�deo.
Sabe que meu cliente mostrou arrependimento
e quis fazer controle de raiva e aconselhamento espiritual.
Sim, e j� ouvi isso antes.
Sargento, acredita no poder reabilitador
do controle de raiva?
N�o sempre.
N�o houve um detetive do seu esquadr�o,
que espancou um civil,
retornando ao trabalho
ap�s um per�odo fazendo controle de raiva?
-Protesto, relev�ncia. -� sobre a opini�o profissional
-dela, Merit�ssima. -Pode responder.
Meu detetive perdeu a calma
com um abusador de crian�as terr�vel,
n�o com a esposa.
Est� dizendo que
o controle de raiva basta
para um policial violento recuperar sua arma
mas n�o serve para reabilitar A.J. Martin,
um homem sem nada al�m de uma multa de tr�nsito.
-Protesto, Merit�ssima. -Desculpe.
N�o perguntarei nada
sobre a falta de padr�o da sargento.
Retirado.
Cresci em um lar
onde meu pai agredia minha m�e.
Viv�amos com medo.
O que A.J. fez n�o tem perd�o, nunca.
Comecei sem voc�.
Fui � academia antes. O mesmo que ela bebe, por favor.
E outra dose. Sem gelo.
Est� bem?
Aquilo foi pesado.
Calhoun estava s� fazendo o trabalho dela.
Sim, mas n�o tinha direito de te expor daquele jeito.
-Fazia sentido, entretanto. -�?
-O que fazia sentido? -Que � algo particular...
entre Paula Martin
e seu marido.
-Acho que ultrapassamos limites. -Amanda, ele bateu nela, n�o?
Fim da hist�ria. Sa�de.
Espere, ent�o decidimos o que � melhor pra ela?
Isso � infantilizar.
Isso �...
Vitimiz�-la de novo.
Certo, s� vai devagar.
Est� contando minhas bebidas?
Santo Nick? N�o �? Salvador de mulheres sofridas?
Pare. S� estou dizendo que nenhum homem tem direito
-de bater em uma mulher. -Est� certo. Certo.
Mas algumas de n�s n�o precisam ser salvas.
Voc� se casou com uma que n�o precisava, n�o?
Maria?
-Vi como ela te provocou... -Nunca bati na Maria.
Sim, mas nunca quis? Nunca?
Ela mexeu com voc�. Ainda mexe.
Certo.
Isso n�o te deixa bravo?
N�o.
Qual �. E isso? N�o te irrita?
-N�o. -S�rio? E isso?
Qual �, Nick, sei que te deixa bravo.
Est� com ci�mes de Maria? � isso que est� acontecendo?
S�rio? Vai por esse caminho?
-Do que estamos falando aqui? -S�... de voc�, Nick.
N�o, assuma de uma vez.
-Se acalme. -N�o, n�o, n�o. Todos viram.
Vimos voc� surtar. O esquadr�o todo ouviu
voc� gritando com sua esposa.
S� estou diz... Escute.
Paula Martin tem o direito de escolher
-se presta queixas ou n�o. -Tudo bem.
Certo? Pois umas de n�s n�o querem ser v�timas.
Ela n�o quer ser v�tima.
-Quer saber? -Desculpe.
Farei o que A.J. Martin deveria ter feito.
Me afastar.
As atitudes de A.J. Martin constituem um comportamento que
n�o podemos e n�o vamos tolerar vindo de um atleta atual
ou um jogador aposentado.
A Liga quer mandar uma mensagem
e mand�-la muito alta e clara.
Nunca, jamais h� desculpa
para viol�ncia dom�stica ou abuso infantil.
Responderei suas perguntas.
Ele n�o tem mais nenhum amigo.
E ela se prejudica junto?
� outra brutaliza��o.
Quero dizer, como isso � justo para Paula Martin?
Esse v�deo sendo reproduzido repetidas vezes.
Essa � a pior noite da vida dela para a nossa divers�o.
Voc� quer convencer quem est� convencido.
Mas ele bateu nela, Amanda.
Sei que n�o pode salvar algu�m
que n�o quer ser salvo. Acredite, eu tentei.
Nick concorda com isso?
Nick pensa que ele pode salvar o mundo inteiro.
Ou�a.
Eu aprendi duas coisas nos meus 15 anos aqui na SVU.
Uma � que voc� n�o pode trazer esse trabalho para casa.
Estou aprendendo isso.
A segunda: n�o pode levar ningu�m do trabalho para casa.
Certo.
Eu s� quero que voc� se cuide, certo?
Eu estou te ouvindo, Fin.
Estou te ouvindo.
SUPREMA CORTE TER�A-FEIRA, 18 DE NOVEMBRO.
A.J. e Paula s�o duas pessoas boas
que se amam, mas os dois cresceram em casas onde...
As disputas se tornaram f�sicas.
� um comportamento aprendido que eles est�o tentando mudar.
Eu entendo. E voc� j� testemunhou
um incidente que te perturbou?
Eles me contaram separadamente
que o comportamento deles os t�m perturbado,
ent�o eles est�o trabalhando para encontrar sa�das positivas
para se comunicarem.
Estava no casamento recente deles.
Eu realizei a cerim�nia.
Eles esperaram para se casar,
mas eles est�o comprometidos um com o outro
h� dez anos.
Est�o criando um lindo filho.
A� est� um casamento crist�o s�lido
e amoroso entre iguais.
Obrigada, reverendo.
Um casamento de iguais, reverendo?
Isso est� correto.
Apesar de ele ganhar 100 vezes mais que ela?
N�o acha que isso faz ela depender dele?
Ele depende dela tamb�m,
para cuidar da casa, criar seu filho.
O maior tempo que passou com eles foi aconselhando?
-Vejo-os na Igreja tamb�m. -Mas voc� n�o estava
na garagem naquela noite.
Esteve com eles quando Sr. Martin tenha bebido?
Beber � uma outra quest�o que est� sendo cuidada.
� justo dizer que voc� n�o sabe
como o Sr. Martin age com sua mulher quando eles
-n�o est�o bem equilibrados? -Nunca testemunhei nada
al�m de amor verdadeiro de um para o outro.
Reverendo, como um homem de moral,
o que voc� pensou sobre o v�deo
que mostra o Sr. Martin claramente agredindo sua esposa?
Eu n�o assisti.
Foi por que a advogada dele falou para n�o ver?
-Protesto. -Retirado.
Nada mais.
Eu amo minha esposa.
Ela � minha vida,
a m�e do meu filho.
Eu irei sempre me arrepender daquela noite.
Mas juro por Deus, n�o tive a inten��o de machuc�-la.
Esse v�deo pode parecer condenat�rio,
e sabe que o promotor vai us�-lo contra voc�.
Voc� pode dizer ao j�ri
por que voc� decidiu testemunhar hoje?
Paula tem tido a for�a
de sentar nessa corte todos os dias.
Estou tomado por tanta humildade, admira��o,
e uma profunda gratid�o.
Se ela pode ser corajosa o bastante para sentar aqui,
eu posso ser corajoso o bastante tamb�m.
Eu quero ter responsabilidade.
Eu quero ensinar ao meu filho o que significa ser um homem.
Obrigada.
Sr. Martin, voc� acredita que ensinar seu filho a ser homem
significa ensin�-lo a dizer a verdade?
Sim, eu acredito.
Ainda assim, na noite do incidente,
falou para a pol�cia que a sua esposa tinha dormido e ca�do,
-o que n�o era verdade. -Sim.
Mas eu sei agora que isso foi errado.
Agora que o v�deo � p�blico e voc� est� em julgamento?
-Quis proteger minha fam�lia. -Voc� quer dizer voc�.
Eu quero falar sobre esse momento.
Seu testemunho, sob juramento,
� que voc� n�o atacou deliberadamente sua esposa.
Eu levantei a m�o para par�-la.
-Foi um ato por reflexo. -Ent�o � culpa dela?
N�o tive inten��o de machuc�-la.
-Ent�o por que n�o chamou o 190? -Por que ela acordou r�pido.
Foi um atleta profissional, sabe dos riscos de perder
a consci�ncia, mesmo por pouco tempo.
E ainda, voc� escolheu ignorar isso?
Eu fiz um julgamento.
Voc� fez um julgamento?
De dar um soco em uma mulher, arrastar seu corpo inconsciente
por uma garagem e
tentar sair de l� antes que descobrissem?
-Protesto. -Como se atreve! Eu a amo.
-N�o duvido. -Merit�ssima.
� uma reinquiri��o, Sra. Calhoun.
-Permitirei isso. -Voc� a amava aqui,
quando estava maltratando ela?
E aqui,
quando seu punho conectou com o rosto dela?
Ou realmente a amava aqui,
ao arrastar o corpo dela como um saco de lixo.
-sem preocupa��o? -Protesto.
Certo, Sr. Barba, hora de seguir em frente.
Ele abriu a porta, Merit�ssima.
Mas se � assim que o Sr. Martin demonstra que ama sua mulher,
ent�o eu terminei.
Antes de trazermos o J�ri de volta do almo�o,
est� pronta para alega��es finais
-Sra. Calhoun? -Na verdade, Merit�ssima,
gostaria de chamar uma �ltima testemunha,
Paula Martin.
Merit�ssima, aproxima��o?
A testemunha n�o estava na lista.
Sra. Martin apenas agora decidiu testemunhar.
Viu seu casamento e seu marido atacados.
-Ela quer defender. -Ela est� sentada aqui
o julgamento todo.
Ela mora com o r�u.
Tudo o que ouviu nessa corte, ela j� ouviu em casa.
Eu vou permitir isso.
Oi, como est� a situa��o?
Sete mulheres no j�ri, viol�ncia dom�stica.
-Sabe como �. -Ent�o ao menos duas delas
-v�o culp�-la e desculp�-lo. -Outro problema, Calhoun
me complicou. Vai colocar Paula para depor.
-Quando? -Em duas horas.
O que sabe dela e daquele relacionamento?
-Investigamos como sempre. -Bom, fale comigo.
SUPREMA CORTE QUARTA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO
Quando meu marido diz que me ama,
� a verdade.
Eu estava b�bada naquela noite.
Eu estava com ci�mes. Estava infernizando ele.
Ele ergueu as m�os para me conter e eu ca�.
� seu testemunho
que o seu marido n�o � abusivo em rela��o a voc�?
Sim, 100%.
Aquela noite era privada, uma intera��o pessoal
entre duas pessoas apaixonadas?
Absolutamente.
Se algu�m pensa que estou aqui agora por medo de A.J.,
n�o � verdade.
Voc�s n�o conhecem ele, eu conhe�o.
Ele � um homem gentil...
E bom.
Ele n�o merece isso.
Nossa fam�lia n�o merece isso.
Obrigada, Sra. Martin.
Obrigado por estar aqui, Sra. Martin.
Isso deve ser dif�cil para voc�.
-Estou bem. -Sim, sempre, certo?
-Desculpe-me? -Tudo est� sempre bem
na casa dos Martin.
-E est�. -N�o repetirei o v�deo.
Tenho certeza que voc� j� sofreu o suficiente com isso.
Obrigada.
S� gostaria de perguntar sobre o seu relacionamento com A.J.
Certo.
Voc� o conheceu h� dez anos quando voc� tinha 21?
-Sim. -E ele tinha 35 anos,
no final de sua carreira como jogador?
� verdade que voc� n�o tinha
tido nenhum relacionamento s�rio at� ent�o?
Quero dizer, tive namorados no passado
mas nada s�rio.
-Pode responder com a verdade. -Merit�ssima.
Direto ao assunto, Sr. Barba.
A.J. � seu primeiro relacionamento s�rio?
Ele � o amor da minha vida.
Ainda �.
Deve ter sido como em um conto de fadas.
Foi morar com ele depois de alguns meses,
e voc� teve A.J. J�nior alguns anos depois?
Sim, alguns anos depois.
Voc� era uma rep�rter do notici�rio local,
mas voc� desistiu da carreira, n�o foi?
Desisti, porque quis.
Quantos amigos pr�ximos voc� tem, al�m de A.J.?
Sou pr�xima da minha irm�,
e das outras esposas de jogadores aposentados.
Qual a �ltima vez que voc� saiu com um amigo
ou suas amigas, ou at� mesmo sua irm�
sem A.J. do lado?
� justo dizer
que sua vida se resume a A.J. e seu filho?
Tenho orgulho disso. Sou feliz.
At� quando seu marido grita com voc�?
Ele n�o grita comigo.
Ele grita com seu filho?
Ele n�o grita. Ele eleva a voz,
porque ele quer que A.J. o escute, que se comporte,
porque ele o ama.
-Como ele te ama? -Protesto.
Vou refazer.
Quando A.J. eleva sua voz com J�nior,
o que voc� sente?
O que importa?
Sra. Martin...
Quando v� a express�o do seu filho,
o que voc� sente?
Voc� n�o sabe o que � bom para mim,
e para nossa fam�lia.
Sei que n�o � saud�vel ficar em uma rela��o abusiva.
N�o me d� serm�o.
N�o vou deixa-lo,
e n�o importa o que qualquer um diga.
Qualquer um?
Voc� j� ouviu isso da sua irm�,
ou outras amigas?
Por isso perdeu contato com elas?
-N�o, ningu�m disse. -Percebeu que olhou seu marido
antes de responder a pergunta, Sra. Martin?
Fica preocupada, mesmo aqui, de como ele vai reagir?
-N�o. -Por isso mentiu
� pol�cia sobre o que houve aquela noite?
Por isso insiste em dizer que foi sua culpa
ele ter de deixado inconsciente?
N�o olhe para ele.
Sra. Martin...
Ele n�o responde por voc�. Tem que responder por si mesma.
N�o quero perd�-lo.
N�o quero perder minha fam�lia.
Por que isso � errado?
Que direito voc� tem?
Deixe-nos em paz, por favor.
Raramente penso isso, mas...
eu sinto pena da promotoria.
A imensa press�o que est� sobre eles
para mostrar que s�o proativos,
para mostrar que s�o politicamente corretos.
Viol�ncia Dom�stica � uma praga
que n�o deve ser tolerada,
mas n�o � esse o caso.
Este � um caso de um mal-entendido
entre duas pessoas apaixonadas.
� uma quest�o particular.
N�o � um teste.
Paula Martin ama o marido.
De forma nenhuma ela quis prestar queixa.
Se condenarem A.J. Martin,
voc�s estar�o dividindo uma fam�lia.
Voc�s deixar�o Paula Martin
sem um marido amoroso e dedicado,
deixar�o seu filho, A.J. Junior, sem um pai.
� para isso que serve o sistema judici�rio?
Destruir fam�lias?
Acho que n�o.
E n�o acredito que nenhum de voc�s ache isso tamb�m.
Senhoras e senhores,
esse caso e sua decis�o s�o importantes.
Vimos o v�deo, ouvimos as desculpas dele, a nega��o dela.
Voc�s podem se perguntar, "Por que � da nossa conta
interferir em um casamento?
N�o sabemos o que acontece a portas fechadas".
N�o, mas sabemos...
Sabemos que, como sociedade,
evolu�mos al�m da ideia de que mulheres s�o propriedades,
que o que elas sentem, o que acontece com elas
n�o importa.
E batendo em Paula,
deixando-a inconsciente,
A.J. Martin diz que ela n�o � importante.
Ele mostrou total desprezo pela seguran�a dela,
pela vida dela.
Ela tem um filho com ele.
Ela o ama.
Condenar o marido pode n�o ser o que ela quer.
Mas n�o conden�-lo � simplesmente errado.
Isso mostra...
Que � certo ser um valent�o em sua pr�pria casa.
Controlar, intimidar,
e machucar fisicamente seu c�njuge.
Isso n�o � certo.
N�o devemos ficar parados
e pelo nosso sil�ncio dizer que � aceit�vel
fazer vistas grossas.
Viol�ncia f�sica contra outro ser humano � um crime.
Mesmo que ela seja s� sua esposa.
Oi.
Oi.
Liv, como Barba est�?
Roendo as unhas,
ou o que quer que seja que Barba fa�a.
O j�ri est� questionando
se o v�deo foi adulterado.
Buscam um motivo para absolv�-lo.
Sabem que n�o � certo.
E mandar os dois para casa �?
O garoto crescendo com medo?
Acho que A.J. aprendeu a li��o.
Voc� acha?
Eu n�o.
SUPREMA CORTE SEXTA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO
O j�ri chegou a uma decis�o?
Sim, Merit�ssima.
O que dizem?
Na acusa��o de imprud�ncia e coloca��o em risco,
declaramos o r�u culpado.
Antwan Jarrod Martin,
ficar� detido na Rikers aguardando senten�a.
-Mas, Merit�ssima... -Membros do j�ri,
agradecemos pelo seu servi�o.
Tudo bem, A.J. Vai dar tudo certo.
-Antwan. -Mas precisa ir com a pol�cia.
A.J.
A.J.
A.J.
Quando tempo acha que pegar�?
O m�nimo, dois anos.
D� o recado.
-Espero que esteja feliz. -Paula, vamos.
Perdi o marido. Meu filho perdeu o pai.
Paula, voc� merece algo melhor. Assim como seu filho.
O que voc� sabe disso?
Eu era feliz.
Eu estava bem.
Eu e meu filho faz�amos dar certo.
Era minha escolha!
E voc� tirou isso de mim.
Acha que A.J. me espancava?
O que voc� acha que fez?
Fizemos o certo.
Eu sei.
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