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FORTE MASSACRE
Montar! Montar!
Data: 4 de Agosto de 1879.
� aten��o do oficial respons�vel, pela 6� de Cavalaria, do Fort Crain.
Assunto, relat�rio de a��es, Companhia C...
2� Regimento da 6� Cavalaria.
Em 18 de Julho de 1879...
a Companhia C, sob as ordens do Capit�o Coates...
foi atacada por um grupo de 60 guerreiros apaches.
O inimigo sofreu muitas baixas.
A Companhia C, tamb�m sofreu 50% de baixas...
incluindo o capit�o Coates.
Entre os sobreviventes, dois ficaram feridos.
O soldado Pendleton...
que tinha um ferimento leve no bra�o esquerdo.
E o tenente Cameron, que estava ferido gravemente.
O �nico graduado que ficou ileso...
foi o Sargento Vinson, que ficou no comando.
Depois de enterrar o Capit�o Coates e os outros corpos...
seguimos para o oeste, sob as ordens do Sargento Vinson.
Pelo que sei, naquela �poca encontr�vamo-nos na parte sudoeste...
do territ�rio do novo M�xico.
Aproximadamente, a umas 100 milhas do Fort Crain.
Sabes, William, tudo isto � muito absurdo.
Sim?
Olha. Primeiro fomos para o oeste.
Os apaches apanharam-nos.
Depois para o leste.
Tornaram-nos a apanhar.
Estamos a cavar uma grande sepultura neste deserto.
Ainda n�o foram para o norte nem para o sul.
Se chegarmos ao Fort Crain, juro que vou...
deixar este uniforme para sempre.
Sim, claro.
A vida de um homem n�o importa, s� o objectivo...
mas que valha a pena.
Achas que se fores procurar um comboio...
e o escoltares at� � Calif�rnia, n�o vale a pena?
Para mim n�o.
Pensa como seria bom juntares-te a uma escolta de 300 homens.
Eu n�o me importo se chegar at� S�o Jos�...
n�o � mais que um comboio.
E quem quer morrer por um grupo de agricultores?
Ainda n�o cheg�mos ao Fort Crain...
e desta forma, talvez nunca l� cheguemos.
Seria uma sorte encontrar a coluna principal.
Schwabacker? Era muito numeroso o grupo de �ndios com quem...
nos encontr�mos ontem.
- Sim? - Era o que eu estava a pensar.
O que nos teria acontecido se fossemos a coluna principal?
Taylor...
vou molhar os meu l�bios se n�o se importa, Tenente.
N�o devia ter feito isso.
Devia ter mais respeito pela propriedade do Governo.
Mesmo quando j� n�o tem utilidade...
Voc� recebe uma medalha, fazem soar...
a corneta e enterram-no numa cova.
Embora, � claro, voc� tenha ordens adequadas.
Ordens. Com o selo do regimento e a data.
Assinada por 3 Coron�is...
2 Generais, e talvez inclusive o Papa. N�o � mesmo?
Ah, n�o se pode cuspir em tudo isso.
N�o podes retirar, apesar de todo o pelot�o...
estarem a cair como moscas...
a n�o ser que tenhas ordens.
Capit�o Coates... Capit�o Coates...
O capit�o Coates?
N�o te esforces a cham�-lo.
Deixou o cargo de uma maneira...
um pouco brusca.
Capit�o Coates...
Sim.
Se insistes...
tentarei trazer-to.
Mas claro...
vou precisar de uma p�.
Sargento.
- Descansamos 10 minutos? - N�o.
Mas h� homens feridos.
Refere-se a si?
Esta bem, Vinson. J� sei que na sua opini�o � s� um arranh�o.
Mas estamos a cavalgar h� mais de 2 horas.
N�o podemos parar aqui. N�o h� cobertura.
apesar de se poder esconder atr�s de n�s.
- Acha que ainda nos seguem? - Eu n�o acho nada.
Fa�o o que me ensinaram, como um c�o adestrado.
N�o tem gra�a, Sargento.
Com o Tenente como est�, voc� � o respons�vel por n�s.
Volte para o seu lugar, e deixe de resmungar.
Uns minutos de descanso, � pedir muito?
Bolas. Quer as divisas? Mas olhe que pesam uma tonelada.
Cheiro apaches por todo o lado.
Vir�o quando menos esperarmos.
Se n�o encontrarmos logo essa coluna...
Ser� no vale, n�o �?
O Travis e o Pawnee j� foram h� 6 horas.
Talvez n�o tenham conseguido chegar ao vale.
Ou quando l� chegaram, tiveram problemas.
Porque enviou um inexperiente?
N�o se ofereceu como volunt�rio.
N�o podia. Estava ferido.
Essa bala s� foi de rasp�o, Pendleton.
Nem sequer feriu os seus sentimentos.
Acho que eu, � que devia ter ido.
Talvez tenham encontrado algo mais do que �gua no vale.
Quantos acha que s�o, Travis?
S�o muitos.
Tenho de admitir que estou a morrer de sede.
Olhe como aquele bebe.
Vai ficar com os rins do tamanho destas rochas.
Um homem consegue resistir sem �gua, se n�o falar nela.
Sinto muito.
Acho que tamb�m tem sede.
Voltou a falar nela outra vez.
S�o todos apaches.
Todos jovens.
Nenhuma mulher, nem crian�as.
T�m sentinelas.
S�o um grupo de guerra.
N�o vejo muitas espingardas. S� 5 ou 6.
Voc� deve aprender. O que est� no cora��o de um homem...
� mais perigoso do que o que est� na sua m�o.
Vamos...
dizer aos outros ou quer morrer neste canyon.
Vinson...
Disse-lhe para se encarregar dele, McGurney.
� f�cil de dizer.
Fiz tudo o que pude, excepto segurar-lhe na m�o.
Posso ficar com o tabaco?
Apenas como lembran�a.
Ah, � terr�vel, ir-se assim, de repente.
E sem pedir permiss�o a Washington.
J� chega.
Preciso de um buraco de dois metros. Algum volunt�rio?
N�o me olhe, Sargento. Estou destro�ado pela tristeza.
Eu n�o consigo fazer isso.
Est� bem, fa�o eu.
D�-me metade do tabaco?
Collins.
Com um metro basta N�o era mais do que meio homem.
Sargento, olhe.
� o Travis e o Pawnee.
J� n�o era sem tempo.
H� apaches no vale. Talvez uns cinquenta.
N�o tinham muitas espingardas, se isso serve para alguma coisa...
s� cont�mos meia d�zia.
- E o Tenente? - O Collins, est� a enterr�-lo.
E a coluna?
Nem rasto. Nada.
O que vamos fazer agora, Sargento?
N�o, sei.
Se o Tenente estivesse vivo.
O que acham rapazes?
O Sargento est� perdido sem o seu Tenente.
N�o podemos passar esse canyon.
Pod�amos aguentar sem �gua, mas os cavalos, n�o.
Mas n�o podemos ficar aqui.
Tem raz�o.
Temos de ir atr�s deles.
Ir atr�s deles? Est� louco?
- S�o mais de quatro contra um. - Deve ser do calor.
Disseram que h� mais de cinquenta �ndios apaches. E quer que tomemos o vale?
� mau, muito mau.
Voc� n�o disse nada?
N�o tenho nada para dizer.
Qual � a sua opini�o?
N�o estou c�.
Ou�a Vinson.
Porque n�o esperamos at� encontrar a coluna? Para atacarmos.
Sabemos que armas t�em, e conhecemos o lugar.
Se nos desdobrarmos bem, podemos cerc�-los.
Isso � um suic�dio.
Est� louco.
Vamos votar.
Essa � uma proposta democr�tica.
E entre os sim e os n�o pode contar um n�o, alto e en�rgico!
Collins, j� est� bastante fundo.
Envolva-o e cubra-o. Vamos.
Ou�a, n�o vamos ler a B�blia?
Se precisar da nossa ajuda para chegar l� a cima � pior do que parece.
Eu sempre pensei bem deste homem, mas...
agora tenho dele uma ideia terr�vel.
E acho que sei qual �.
Do que falam?
N�o interessa.
Desde que o c�u nos acolha.
Muita conversa do c�u.
Lugar muito bom.
Mas n�o tem pressa de l� chegar?
Voc�, n�o entende. � um infiel.
Montem!
Vamos deixar aqui os cavalos.
Faltam apenas algumas milhas, e � importante que n�o nos ou�am chegar.
Os que l� estiveram, ficam com os cavalos. E que n�o lhes falte �gua..
�gua?
- Que �gua? Deve estar louco. - O que quer dizer, Sargento?
Que vai levantar as pedras com uma varinha, como o Mois�s?
N�s ainda temos um pouco de �gua. Deixem os cantis aqui.
Sim. E n�s? O que vamos fazer?
Beber at� pudermos, depois de tomarmos o po�o.
Se o tomarmos.
E se n�o o conseguirmos?
Vamos passar sede.
Agora, ou�am-me bem.
Ningu�m deve atirar, nem fazer ru�do at� que todos estejam em posi��o...
e com todas a sa�das do canyon cobertas.
Eu vou at� ao extremo oeste. Quando l� chegar, come�arei a atirar.
Ent�o pensem nessa �gua toda.
J� estou a pensar.
E misturada com um pouco de u�sque.
Sargento, n�o vai mudar de opini�o, pois n�o?
- Acho que o Tenente... - O tenente est� morto.
Mexam-se!
N�o � nervoso, Travis.
N�o atire contra mim na batalha.
Farei o que puder. Para que � isso?
Os �ndios n�o matar sem a cara pintada.
Enganar a Deus.
Pawnee.
Como sempre disse n�o �s mais do que um selvagem infiel.
Poder ser.
Pode explicar-me, se � crist�o, porque carrega uma espingarda.
Fica atr�s daquela rocha!
Naquela rocha est� o vigia.
Ainda est� longe.
Para mim est� perto.
Se chegarmos ao Fort Crain. Vou livrar-me deste uniforme.
J� decidiste.
Quero um homem aqui. Passem todos.
O �ltimo que fique aqui.
Schwabacker. Vem comigo.
Collins, tu e os outros d�em-nos cobertura nesta �rea.
Travis. Tu e o Pendleton ficam aqui.
N�o falem e pelo amor de Deus, n�o fumem.
Estes selvagens t�m o nariz muito comprido.
- Olhe, s�o bastantes! - N�o penses nisso.
Podes atirar com o bra�o ferido?
Acho que sim.
�ptimo, vamos. Mantenham-se escondidos.
Por pouco. Tem que ter mais cuidado.
- Acha que fiz de prop�sito? - Est� bem. N�o grites.
Em frente infiel.
Vamos procurar uma rocha que n�o pare�a uma tumba.
Aqui, vamos descer do comboio, Schwabacker.
Obrigado.
Daqui v�-se bem at� ao extremo oeste, cobre-me.
Calma. N�o o ver�o.
E pode esconder-se atr�s das medalhas.
- Ele pensa que � de borracha. - Est� louco. � pior que um louco. Muito pior.
Vai levar-nos a todos para a tumba.
Travis... vai atacar-nos!
N�o. N�o te mexas. N�o podemos atirar.
Tenho de o fazer!
Porque atirou, vai conseguir que nos matem.
Quem � que deu o primeiro tiro?
- Eu � que sei! - Est�o aproximar-se...
quanto mais perto, mais facil de acertar.
Continua a atirar.
Logo vir�o atr�s de n�s.
Se soubesse uma ora��o, eu a diria.
Calma, amigo.
Vai estar inclu�do na minha.
Acho que os derrot�mos.
Ainda n�o. Continue a disparar.
V�o cercar-nos. Vamos retirar!
Mantem a posi��o.
- Mas se nos apanharem. - Atira!
Disse ao Vinson que isto ia acontecer, n�o disse.
Ele sabe o que faz.
N�o sabia que a �gua tinha um gosto t�o bom.
Devia escrever para casa a contar mas ningu�m ia acreditar.
A �gua enferruja-te por dentro, dizia o meu pai.
Por isso o teu tio Tim morreu.
Como lhe chamam?
Cirrose, � uma doen�a do f�gado.
Est�s bem, rapaz?
Sim.
Est�s muito branco.
N�o � de admirar.
Est�s a tremer. Bom, isso � normal depois do combate.
E durante o combate?
Por pouco quase sa� a correr.
Oh, bem, � isso.
N�o sei lutar contra os apaches.
N�o te preocupes. Somos todos iguais.
Todos excepto... o nosso superior.
O Sargento s� sabe lutar.
N�o � um homem, � um animal.
Quatro contra um. Dev�amos ter esperado pela coluna principal.
Acho que, n�o devia dizer isto depois do que fiz.
Esquece, n�o o conseguiste evitar.
Sou um cobarde ao ver uma serpente.
Os cobardes n�o existem.
O que existe s�o graus de medo.
Voltando ao Sargento...
N�o sei se � trai��o odiar tanto um carniceiro.
Onde � que ele est�?
Foi contar os mortos. Para informar.
Talvez tenha sorte e ainda encontre um para matar.
Travis!
J� volto.
Est� bem.
Chamou-me?
Encontrei uma serpente morta.
N�o acredito que a tenhas matado.
Foi o Pendleton?
N�o sei. Talvez tenha cometido suic�dio.
� errado n�o falar.
Num combate o erro de um homem pode custar a vida de todos.
Sim.
O que significa isso?
Ou�a, sou jovem e muito inexperiente.
N�o sei distinguir um bot�o de uma pedra.
Ponha-me a trabalhar e d�-me ordens.
Mas n�o me fa�a perguntas.
Nunca sais da casca, n�o �, Travis?
N�o sou mais do que a sela que vem com o cavalo.
Tens c�rebro, podias chegar longe.
Eu gosto de ser o que sou.
Nunca tens uma opini�o?
Sim. Odeio os terremotos.
O Pendleton era um homem bom quando chegou a este pelot�o, mas agora...
� tudo?
� perigoso. Hoje n�s vimos...
tivemos 60% de baixas, quando devia ter sido uma vit�ria.
Culpa-o?
Eu tomei a �nica decis�o poss�vel. O que havia de fazer?
N�o me pergunte.
Deves ter estado a ouvir o McGurney. Acreditas que eu gosto disto.
E n�o � assim?
N�o � que seja da minha incumb�ncia, mas...
porque matou o �ltimo apache?
Estava para se render.
Foste tu que o disseste.
N�o sabes diferenciar um bot�o de uma pedra.
Esses apaches odeiam-nos tanto, que deixaram de ser humanos.
O �dio provoca isso.
Vai crescendo at� acabar com qualquer outro sentimento.
A dor, o amor... at� o temor.
E quando um homem chega a esse extremo...
a �nica forma de fazer sair todo o �dio � atrav�s do buraco de uma bala no corpo.
� tudo.
Tu e o outros fa�am turnos de de guarda nesta �rea.
� uma bonita can��o.
Estilo irland�s.
� muito alegre, queria dizer.
Eu n�o me sinto alegre no meio de tantos cad�veres.
Os mortos n�o me preocupam.
De facto, estou entre eles...
mas ao v�-los por fora lembra-me...
de uma vez quando estava a aliviar a bexiga num cemit�rio em Dubl�n.
Nessa noite aprendi que � dos vivos que temos de ter medo...
quando um pol�cia me interrompeu, ao que chamar�amos um momento de al�vio.
O que aconteceu com a coluna principal?
Cala a boca Pawnee. Alem de ser um infiel...
tamb�m �s um desmancha prazeres?
Segundo o Vinson, tinham de passar por aqui.
Mais tarde ou mais cedo vamos saber o que lhes aconteceu.
Hoje mat�mos 50 homens.
Um grupo inteiro.
Talvez a coluna tenha tido menos sorte.
Sargento!
McGurney, Travis, Pawnee!
Ouviste alguma coisa.
Na direc��o do oeste. Pareciam vozes.
Podia ser o nosso eco.
Ou coiotes. Cheiram a morte a l�guas.
Espera um momento.
Talvez seja a coluna. � a nossa chance.
McGurney, esconde-te.
Homens a p�.
- N�o h� cavalos. - Sim? Como sabes?
Eu sei.
A minha m�e � filha do deserto.
Temos convidados inesperados. Venham comigo!
D�-me a espingarda Schwabacker, e vai.
- N�o, vou ficar aqui. - � um lugar t�o bom como qualquer outro.
Sabes o que sai de uma �rvore?
- Seiva pegajosa. - Isso foi o que eu disse.
Sabes uma coisa?
Faz-me um favor: fecha essa boca grande.
Quando chegares ao forte...
n�o deixes o uniforme.
Fica-te muito bem.
Tenho de parar.
N�o posso mais.
Continua... continua sem mim.
Vamos, Moss.
Conhe�o este lugar.
Levanta-te. J� estamos quase a chegar.
N�o consigo.
- S� mais uns metros. - N�o consigo.
Quietos! N�o se mexam! Parem!
Calma n�o disparem. N�o nos vamos mexer.
Somos do 2� pelot�o, da companhia B.
- �s tu, Tucker? - Sim.
D�-me uma m�o, McGurney. O Moss est� muito mal.
N�o aconteceu nada! � a coluna!
Ou melhor, o que restou dela.
Vamos.
P�e-o em p�.
Continua.
Atacaram-nos por todos os lados.
Cortaram-nos como se fossemos 100 gramas de f�gado.
Nunca vi nada igual.
Tiveram sorte de chegar at� aqui.
Eu estava com o Coronel.
Enviou pelo menos dez mensagens a pedir ajuda.
Disse que tentaria chegar a este vale...
e que iria resistir at� que chegassem refor�os.
Pode chegar alguma mensagem?
- Quem sabe? - Eu estava numa colina...
e juro que me desesperei a ver o massacre da companhia C.
At� ao �ltimo homem.
O Riley, o Wenworth e o Bigmac.
E depois o Coronel. Isto � tudo o que sabemos.
- N�o havia quase ningu�m com vida. - O que fizeram? Fugiram?
Isso soa horr�velmente!
- Retir�mos. - N�o tinham ordens.
- Quem diz que n�o? T�nhamos. - De quem?
Minhas! Como soldado mais graduado...
como estavam todos mortos, ordenei ao Moss que part�ssemos.
� muito compreens�vel, Sargento.
Parab�ns pela tua primeira ordem.
Conseguiste o teu objectivo sem nenhuma baixa...
o que n�o se pode dizer das outras companhias.
Chega!
A situa��o j� � bastante dif�cil para ter de ouvir isso.
Est� bem.
Temos de ficar aqui, at� que chegue ajuda.
A pergunta �: Podemos?
Embora a mensagem tenha chegado...
a dizer que a tropa vai demorar cinco dias a chegar aqui.
H� �gua, provis�es e muni��es suficientes...
e podemos construir uma defesa.
Boa ideia!
- O que diz, Vinson? - N�o.
- Quer dizer que n�o � poss�vel? - Digo que n�o vamos ficar.
Lembram-se que as nossas ordens eram...
para ir buscar um comboio ao Fort Crain.
- E continuam a ser as mesmas. - Mas somos s� onze?
Deve estar louco. Essas ordens eram para 300 homens.
Talvez tenham matado os mensageiros.
N�o podemos ficar aqui com todos os apaches � nossa procura.
N�o. Vamos viajar de noite e vamos despist�-los dando a volta pelo sul.
Se nos despacharmos, chegaremos ao forte depois de amanh�.
Para o sul?
Ir para o sul � um suic�dio.
O que se passa, Vinson? N�o derramou j� sangue suficiente?
- N�o o ouvi. - Ent�o eu vou repetir.
Essa �rea ao sul foi fechada para as tropas h� mais de um ano.
Porque continua � procura de problemas?
- Acabou? - Ainda n�o.
� um homem doente, Vinson, e todos sabemos porqu�.
S� porque os �ndios mataram a sua mulher...
vai fazer que nos matem a todos.
Sa�mos daqui a dez minutos.
O Tucker nunca vem sem nada.
- Quer um gole? - N�o, obrigado.
Espero que aquilo que o Pendleton disse n�o te preocupe.
Preocupam-me as coisas, n�o as palavras.
� verdade, sabes?...
sobre a minha mulher.
Mas o que tu e os outros n�o sabem...
� que tamb�m havia dois filhos.
Foram emboscados quando se iam encontrar comigo.
Em Julho faz cinco anos.
Sinto muito.
Acho que n�o devem saber.
Era uma �ptima pessoa.
Talvez n�o fosse muito atraente...
mas era a pessoa mais am�vel que alguma vez conheci.
Olha?
N�o era capaz de matar uma mosca.
Estava acostumada a apanh�-las com a m�o e depois soltava-as.
� de admirar que se tivesse casado com algu�m como eu.
Porqu�?
Tenho matado uma ou outra mosca na minha vida.
Vai dar ao mesmo.
Eu a amava, e ainda a amo.
Chamava-se Janet.
As crian�as chamavam-se...
Carol e John.
�s vezes � melhor nem lembrar.
Vamos mudar de assunto.
Est� bem.
Vamos falar de ti.
�s muito misterioso.
Quem? Eu?
N�o h� nada que te afete.
� a minha maneira de ser.
Acho que sou neutro. Como estes tr�s.
N�o vejo, n�o ou�o, n�o falo.
Essa � a resposta t�pica do Travis.
N�o disse absolutamente nada.
O que h� para dizer?
Tenho 30 anos e sou um recruta.
Quando tinha 29 e era um andarilho.
E antes disso?
Era uma crian�a.
Est� a ser engra�ado?
N�o, falo a s�rio.
Nunca consegui tomar uma decis�o sobre nada.
Quando era crian�a, os meus amigos perguntavam-me o que queria ser:
M�dico ou advogado?
Pensei nisso, mas n�o consegui decidir.
Quando fui para a universidade.
Nem sequer ali consegui decidir.
Formei-me com diploma, a falar grego perfeitamente.
N�o queria deixar os estudos...
mas tinha de optar por alguma coisa.
O que havia de ser? M�dico? Ou advogado?
Abrir um bar ou um restaurante?
Ent�o continuei o meu caminho...
para pensar um pouco e decidir.
E aqui estou.
� esta a hist�ria da minha vida.
N�o � tudo.
Alistou-se. Tomou um tipo de decis�o.
� verdade.
Algo me corro�a por dentro.
N�o era m�dico nem advogado.
Talvez, nem sequer um homem.
Eu pensei que ia ter d�vidas.
S�o mais os homens que se encontram na selva...
do que os que se perdem nela.
Mas no teu caso, n�o h� muitas esperan�as.
N�o tens coragem de sair e matar alguns apaches que te querem matar.
Isso era proteger a pr�pria pele.
A coragem de verdade implica tanto que te d� medo de tomar decis�es.
Como fez a minha mulher.
A sua mulher?
Disse-te que os apaches mataram a minha mulher e os meus filhos.
Mas n�o foi assim.
Ela atirou nas crian�as...
para que n�o as levassem com vida.
Eu n�o teria coragem para isso.
E tu?
Charlie!
Duas peles, pela faca. Duas.
- Charlie! - J� vou!
Aconteceu alguma coisa, Adele?
Olha ali.
A Cavalaria! O que fazem aqui?
N�o sei. Talvez se tenham perdido.
Indicaremos para onde devem ir.
Tens de te desfazer deles.
N�o t�m nenhum direito de estarem aqui.
Sempre que nos protegem queimam-me a carro�a.
O que � aquilo?
Um comerciante. Cruza-se com eles algumas vezes.
Aqui? Acho que n�o devem fazer muitos neg�cios.
N�o precisam, em cada neg�cio que fazem ganham mil por cento.
Olha. � uma carro�a, devemos estar perto de Crain.
N�o vejo, estou enjoado.
Anima-te, h� 11 raparigas, uma para cada um.
Est�s mais enjoado que eu.
N�o queremos problemas, vai por favor.
Ol� Charlie. E os neg�cios?
Ah, � voc�.
Perdoe-me se n�o dou saltos de alegria.
A �ltima vez que o vi queimaram-me tudo.
Isso aconteceu porque lhe vendeu f�sforos.
Desmontem! D�em de beber aos cavalos! Descansem um pouco!
� uma �rea restrita! N�o deviam estar aqui!
Ah n�o? Como est� a Adele?
O Charlie est� casado com a �nica mulher branca...
que fala apache em todo o territ�rio.
- Espere um minuto. - N�o disse a verdade?
N�o penses que s�o aliados dos �ndios.
S�o s� pessoas de neg�cios. Vendem farinha...
a��car, espingardas e soldados mortos.
J� sei que n�o gosta, mas olhe que do nosso ponto de vista.
Se eu fosse do seu ponto de vista estaria de cara para a parede.
Este � um grande pa�s. Porque...
n�o s�o boas pessoas e acampam noutro lugar?
De quem � o cavalo?
De um cliente, est� mesmo para se ir embora.
Chama-se Nuvem Inquieta, � o filho do chefe.
Como � poss�vel que todos sejam filhos do chefe?
Aonde � que vai?
S� podia ser voc�.
Fala o nosso idioma?
Um pouco. Porque n�o o deixa pegar no cavalo e ir-se embora?
H� um monte de apaches na �rea. Mais...
de mil, se os provocarem podem dar-se por mortos.
Diga-lhe que ficamos at� que anoite�a.
E depois nos vai acompanhar at� ao Fort Crain.
- Do que est� a falar? - Ele n�o fez nada!
� assim que quero que seja.
Se estiver connosco, talvez...
nenhum dos seus nos ataquem.
Pawnee!
Diga-lhe que largue a faca.
Est� a fazer-se dif�cil.
Larga a faca.
Diga-lhe outra vez.
Isso mesmo.
Se te portares bem n�o te vai acontecer nada.
� nosso prisioneiro at� chegarmos ao Fort Crain.
Encarrega-te dele.
Vamos.
Fiquem aqui!
Est� ferido?
Est� morto.
Ele e o Sargento � que come�aram.
Era um infiel, mas...
s� Deus sabe como gostava dele.
Se ningu�m se op�e eu quero cavar-lhe a sepultura.
Trouxe-nos para aqui sabendo que havia apaches.
Porqu�?
Podia ser, que quizesse sacrificar-se.
E a n�s tamb�m para ter a chance de matar mais �ndios?
J� chega, McGurney.
Sim, deixem-no.
Esta unidade est� a assustar-me.
O seu plano era apanhar um ref�m para chegar a Crain sem ter de lutar.
Sim, eu gostava de acreditar.
Mas provocou esse apache e colocou s� o Pawnee a vigi�-lo.
N�o tem sido o mesmo desde que mencionamos o nome da mulher.
Perdeu as r�deas e cavalgmos atr�s dele at� ao final do monte.
Tenho raz�o ou n�o?
N�o sei, eu sem tabaco estou perdido.
N�o me congui aproximar dele a menos de uma milha.
N�o deixe que isto estrague o seu dia.
Estragaria o teu tamb�m.
Tinha de correr para o tentar apanhar e evitar que voltasse com toda a tribo.
Onde est� o Pawnee?
Outra lembran�a para si, Sargento.
Este lugar � bonito por onde nos trouxe o Vinson.
Chama a isto sair a correr?
Estar�amos a meio caminho de Crain se tiv�ssemos ido pelo atalho!
Cinco horas! E onde estamos?
Acho que o McGurney tem raz�o.
Sim, tem. Estou de acordo.
� um bonito lugar.
Sim, se tiv�ssemos poupado todo este caminho ficando com o Coronel.
- Schwabacker. - Sim?
- Schwabacker! - Estou aqui.
O que acontece a um homem quando morre?
Como vou saber? Morre, e acabou-se.
Simplesmente desaparece?
Cala a boca, poupa as for�as.
N�o, tenho de saber.
Nada disso te vai acontecer. �s muito malvado.
Sabes o que penso?
Acho que h� grandes salas e a gente vai trocando de quarto...
e no fim fica-se s�zinho. Totalmente s�zinho.
Vais continuar a falar sobre esticar o pernil?
O melhor � ficares s�zinho durante cem anos... mil anos...
as paredes come�am a cair e come�as a correr.
Olha, a primeira coisa que vou fazer quando chegarmos...
ao Fort Crain, ser� perder-te de vista.
S� correr e a entrar em quartos vazios e continuar a correr...
Sargento!
Como � que ele est�?
Ainda vive, mas n�o gra�as a si.
H� um po�o no alto da colina.
Est� seco e as paredes a cair, mas podemos ficar a descansar.
- Descansar? - S� uma hora.
� absurdo. Assim nunca chegaremos ao forte.
E se continuarmos a discutir ainda menos.
Muito bem. Construiremos o nosso forte.
- O Forte do Massacre. - Parece que voltou a si.
Coloca-o no cavalo.
E amarrem-no.
Com uma hora de descanso, recuperar� as for�as.
Sargento.
Voc� � que tem as divisas e faremos o que disser...
mas eu digo-lhe uma coisa.
Isto � uma loucura, dev�amos abandon�-la.
Quanto tempo tem aquilo?
Centenas de anos, acho eu.
Talvez n�o tenha ningu�m, mas n�o nos podemos arriscar.
Desmontem!
Preparem-se!
Para o ch�o.
Pagar�s por isto.
Juro que pagar�s.
Olha, o que temos.
Um pequeno zool�gico.
Sim. A quem pertence?
Qual destes animais cheira pior?
Bom dia.
Bom dia?
Onde aprendeu o nosso idioma?
No Forte Crain, o Britchard trabalha a fazer muitas coisas...
a fazer sapatos, reparando selas,
ir � igreja, tem u�sque.
Eu te darei o u�sque com o punho fechado, diabo velho.
O que tens ai?
� um c�o.
� um animal muito bonito.
- Quantos anos tem? - Ainda � muito jovem.
V�o ficar onde est�o. Entenderam?
Claro. Porque n�o?
Tem rum?
Fica aqui e vigia-os. N�o estava � espera disto.
Eles s�o apenas piuts n�o causam problemas.
Faz o que te digo.
Olhe, Sargento.
Deve ser dos piuts.
Piuts? Que piuts?
- O casal que acampou aqui. - H� alguma coisa l� em cima?
N�o, nada.
Vamos, Tucker. Esconde os cavalos.
Sim.
Temos sorte.
Parece que vamos ter leite fresco.
Valeu a pena guardar esta garrafa, apesar do cheiro.
Vais tocar nesse asqueroso animal?
Est� cheio de piolhos.
E quem n�o est�? Calma.
Anda. Vamos ajudar o Collins.
McGurney!
Bom.
Devo ter adormecido.
� um lugar inquietante.
Divis�es vazias, e um po�o cheio de p�.
E este de onde sa�u?
� um velho piut, com muita sede.
Lembro-te que o Sargento disse para n�o saires a� de dentro.
A minha neta, � bonita.
E jovem.
- Viste-a. - Claro que vi.
Se tirasse a imund�cie, seria uma princesa.
Ela dan�ar� para quem trazer pomada para cavalos.
Alguma marca em particular?
O nosso burro tem feridas nas costas.
Est� bem. Vou ver o que posso fazer.
Mas s� se voltares a entrar.
- Coloquem-no aqui. - Est� bem.
Perdeu muito sangue.
Precisar� de mais de uma hora para voltar a viajar.
- Temos de o deixar aqui? - Gostava disso, n�o?
- J� chega. - N�o, eu n�o gostava.
O Collins � um bom homem, mas...
Tem sorte em ter o bra�o ferido. J� � o suficiente.
O Collins faz parte deste pelot�o, enquanto eu estiver no comando n�o o abandonaremos.
Vamos ficar aqui at� amanh�. Talvez ele melhor.
Um pouco melhor ou um pouco pior. Isso quer dizer, n�o?
Tudo � poss�vel. Esta noite vamos saber.
Porque esperar?
Se me ouvisse, o melhor seria morrer agora mesmo.
Falas muito.
Aquece �gua. Ser�s a sua enfermeira.
Os outros ficam de sentinelas. Quero todos bem acordados.
Eu farei o primeiro turno.
N�o. A si quero-o de reserva esta noite.
Voc�s os dois v�o vigiar. Estejam alerta.
Algu�m quer um pouco?
- O que �? Leite azedo? - N�o, � leite de cabra fresco.
Acredita ou n�o, � muito bom.
- Prova. - Ah, sim?
Muito bom, hein?
Deves ter ordenhado o burro.
Conheci uma rapariga muito saud�vel, que s� bebia leite de cabra.
E cheirava muito bem.
O que eu daria por dormir bem.
Trago a pomada.
Ah. Bem, bem.
Esta � a sua neta?
Bonita, n�o?
Est� baptizada.
Quer ver os pap�is?
N�o. Confio na tua palavra.
Muito esperta.
Prepara couro...
monta a cavalo...
e cantar hino.
Bebe u�sque.
� uma rapariga com talento.
Quando...
acabar de comer, vai dan�ar.
Isso � o acordo.
N�o h� pressa.
Duas latas?
S� prometi dan�ar.
Vov�, quando tomar o seu primeiro banho...
n�o se esque�a de lavar o c�rebro.
- J� � a minha vez? - Sim dormiste quase dez horas.
Como?
Fiz o teu turno, de qualquer maneira n�o conseguia dormir.
Noutra altura ser� a tua vez, �s 4 em ponto.
Sinto muito.
- Por n�o ter acordado. - Esquece.
O vento diminuiu. Devemos ter um bom dia.
Como est� o Collins?
Ainda est� entre n�s.
Estive a pensar nele toda a noite.
Um mau sentimento, e uma combina��o m�.
Nenhum o aceita, ningu�m.
Esperemos que amanhe�a, vamos coloc�-lo na sela...
e se tiver de morrer que morra.
O trajecto � dif�cil?
N�o, h� um caminho para caravanas.
Em metade de um dia podemos chegar ao forte.
Eu quero ver, tenho d�vidas se ele realmente existe.
Existe.
Os meus problemas v�o continuar quando l� chegarmos.
O que queres dizer?
Haver� expedientes com cargos. Inclusive o tribunal militar.
Disse-te que n�o conseguia dormir. Sabes porqu�?
Porque h� muito ru�do.
Todos esses rel�gios de bolso com o seu tic tac.
N�o me podes culpar.
N�o? Quem ordenou para atacar o vale?
Quem se negou a esperar por refor�os?
Quem colocou um batedor pawnee a tomar conta de um apache?
- Quer mais? - Fiz o que pensou que era melhor.
N�o sei. Acha que fez?
Acredito que sim.
Sabe Deus o que eu tentei.
N�o queria o comando mas quando tive de o assumir...
esforcei-me por tomar as decis�es correctas, seguindo as regras.
Mas j� sabe o que pensa o McGurney e os outros.
Esque�a.
N�o acreditam que as ordens viessem de um Sargento do ex�rcito.
Acreditam que vinham de um homem...
cuja mulher foi violada e assassinada.
Sargento...
n�o deve levar isso a s�rio.
Quando chegarmos ao forte tudo ser� esquecido em 10 minutos.
- Achas isso? - Tenho a certeza!
E pelo que me diz respeito a mim...
estou orgulhoso de estar consigo.
Obrigado por dizeres isso.
Eu precisava.
Precisava muito.
Talvez tenha cometido erros mas foram honestos.
Qualquer um os pode cometer.
Como o que aconteceu com o pawnee.
Coloquei-o para vigiar o prisioneiro...
porque conhecia todos os truques dos apaches.
- N�o foi nenhum erro. - Est� bem.
E se ainda lamenta a morte daquele apache desarmado...
isso tamb�m n�o foi um erro.
Eu digo-te que n�o se pode confiar neles ou ser-se clemente.
Est�o cheios de �dio, queimam por dentro.
- Ou�a... - Ou�a? Nada!
Tens de os encher de balas...
ou eles matam-te.
Acho que est� um pouco cansado.
Porque n�o tenta dormir um pouco?
Sinto muito... Travis.
E sobre os rel�gios.
Sim?
Qualquer um deles podia ter sido o seu.
Quase ganhou um bilhete para o c�u.
O que te faz mexer, na escurid�o?
O meu av�...
quer u�sque.
Quem � que n�o quer?
Dizem que os soldados t�m sempre um pouco.
Mas nem sempre t�m tempo para passar com uma rapariga.
Vai e diz-lhe que geralmente n�o tenho nenhuma das duas coisas.
Como saiste da caverna?
O Sargento deixou-me sair para p�r pomada no burro.
E porque n�o o vais fazer?
N�o h� u�sque.
Perdes o teu tempo.
Eu tenho muito tempo.
S� tenho 17 anos.
Para onde se dirigem?
N�o sabes para onde vais?
Voc� sabe?
Claro.
Isso d�-me medo.
O que queres dizer?
Saber onde se vai, saber onde vai terminar.
� muito cedo.
Os Piuts dizem que...
todas as viagens s�o sem motivo.
Saem do lugar onde nascem...
at� ao lugar onde v�o morrer.
N�o est� de acordo?
Esquece isso.
Vai fazer fric��es no teu burro.
N�o � meu.
Mas pertence ao teu av�.
De certo modo.
De certo modo?
O que significa isso?
Aqui, � do meu av�.
No Fort Crain, j� n�o tenho a certeza.
A� est� o motivo para a viagem. Esquece.
Vai dar fric��es no teu burro.
Vamos come isto, tens de recuperar as for�as...
para fazer esta bonita viagem.
Mas quando chegarmos ao Crain juro que vou tirar este uniforme para sempre.
Disseste isso da �ltima vez, e voltaste a alistar-te.
Sim, mas desta vez � a s�rio.
Soldado!
O que aconteceu?
O que est� a acontecer?
O vov� disse que se aproxima um grupo de homens a cavalo...
mas eu n�o vi nada.
Eu n�o ou�o nada.
E voc�?
O ouvido do meu av� � muito afinado.
Ele disse que 20 ou 30 homens a cavalo chegam daqui a uma hora.
Eu aposto um gole de u�sque.
Talvez seja um destacamento do Crain.
Numa �rea restrita?
Ou uma patrulha que nos esteja a procurar.
Nunca pensariam em procurar-nos aqui.
Ser� um grupo de exploradores apaches.
Uma coisa � certa, n�o podemos ficar aqui.
O que estamos � espera, Vinson?
Dentro de uma hora ser� dia.
Sem vento, deixar�amos rastos.
Temos de ir.
Alcan�avam-nos r�pidamente, e para mais em espa�o aberto.
Voc� colocou-nos nisto Vinson. Agora tire-nos.
Acalma-te. Deixa-o pensar.
Deix�-lo pensar?
Mas ele n�o faz outra coisa.
Vinson digo-lhe uma coisa.
Se nos colocar noutra luta...
n�o fique � frente da minha espingarda.
Ou�am.
N�o podem saber que estamos aqui.
N�o h� nada. Nem uma prova que o demonstre.
Assim vamos ficar escondidos.
E tudo o que v�o encontrar ser� o casal de piuts.
Perd�o Sargento...
mas, seja o que fa�amos? Onde vamos esconder os 4 patas?
Quero que escondam tudo. Homens, selas e equipamentos.
Homens, selas e equipamentos. Ouviram?
Aonde pensas que vais?
O vento parou.
N�o est� muito quente, o burro quer trabalhar.
Quase n�o o posso segurar.
Adeus.
Ningu�m vai sair. Volta l� para dentro.
Mas n�s j� estamos preparados.
- J� empacot�mos tudo. - O que h� de errado?
Ele disse que temos de ficar.
Eles encontrariam os apaches, e diziam-lhes que estamos aqui.
Acho que n�o fariam isso fomos muito bons para eles.
J� me ouviram. Mexam-se.
Se eles nos encontrarem aqui com voc�s, v�o matar-nos.
Voc�s criaram-nos este problema.
N�s n�o atiramos.
N�o tocamos corneta.
A minha neta est� batizada e tem pap�is.
Porque temos de morrer?
Um �ndio sabe quando � odiado.
E est� claro que o Sargento nos odeia.
O �nico �ndio bom seria um �ndio morto.
Baptizado ou n�o.
Isto � o que ele pensa.
Voc� ajuda-nos?
� ele quem decide.
Eu n�o posso fazer nada.
Bem-vindos.
Voc�s viram soldados brancos?
Ele n�o nos compreende.
Traz a rapariga.
O que aconteceu?
Eles apanharam a minha neta.
Eu n�o gosto disso.
Se eles lhe fizerem mal, eu retiro as pedras.
F�-lo e eu mato-te.
Sim, pode matar-me...
mas eles o matar�o, e a todos os outros.
Volta a colocar a pedra.
Desfrute a sua tumba, soldado.
Onde � que eles est�o?
Diz que � outra coisa?
Forte Crain.
Roubaste isto do forte?
Faca.
Estiveram aqui.
- Onde � que est�o? - N�o...
mas... eu juro...
n�o os vi.
Tudo isto foi roubado no forte.
- Por favor... - Onde foram? Quando foram?
Diz-me agora.
Eu n�o vi.
Talvez digas a verdade.
N�s ir embora!
Est�s louco? Volta a colocar!
Eles querem matar a minha neta.
Fa�a alguma coisa!
Coloca-a!
Vamos! D�-me a sua arma. Fa�o eu.
Eles v�o matar a minha neta.
Maldito...
Saia daqui! Est�s doido?
Est�s ferido?
Travis, est�s bem?
Ainda tenho o meu rel�gio.
Era um bom animal.
As feridas nas costas...
eu quase as curei.
Esquece isso.
Sabes o caminho do Fort Crain. Pega num cavalo apache e vai at� l�.
Diz-lhe que estamos encurralados e que temos mortos e feridos.
Sim... e voc� matou-os.
Eles estavam para se irem embora.
A minha neta disse-me...
porque atirou?
Vai agora.
Voc� viu.
Voc� viu matar todos estes homens.
Ent�o Travis.
Decide-te!
Em quem tenho de acreditar?
Eu n�o vi nada. Como os outros tr�s.
De acordo.
Mexe-te!
Eu vou. Mas vou dizer a verdade.
Eu tenho mais de 80 anos...
mas sempre fui um homem.
Vou dizer a verdade.
Ouviste o sargento.
Mexe-te vov�.
Mataste-o.
Sim.
Por um �ndio?
N�o.
Por muitos �ndios.
E por muitos soldados.
Assim foi como morreu.
O Sargento Vinson era um bom homem, como os outros.
Lutou para controlar o �dio que ardia dentro dele...
tanto quanto p�de.
Mas finalmente superou-o.
E provocou a aniquila��o de quase toda a companhia C.
Este � o fim deste relat�rio de ac��es.
Agora dou-me conta de que este era o �nico caminho...
em como podia acabar.
F I M
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