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TRANSILV�NIA - 1874
Uma das piores pragas que afetou este mundo foi a dos vampiros.
Se alimentavam de sangue fresco e a �nica maneira de acabar com eles...
era cravando uma estaca de madeira nos seus cora��es.
N�o seja boba.
O que voc� quer?
Cai fora!
Est� bem...
Eu vou.
Tenho que ir agora. Neg�cios.
Te vejo logo.
Est� bem, est� bem.
Primeiro, o dinheiro.
N�o, n�o, n�o. N�o quero ler isso, n�o preciso. Sei o que tenho que fazer.
� desagrad�vel de todo modo. Tome, segure isso.
N�o est� me pagando o suficiente por isto.
Est� me ouvindo?
Quero mais dinheiro.
As autoridades me pagariam muito mais pela informa��o que poderia dar a eles.
CARLSTADT 6 anos mais tarde
SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTI�A
Dr. Pierre, quer acrescentar algo antes de que seja lida sua senten�a?
S� uma coisa.
Eu tentava salvar a vida de meu paciente.
Se o Conselho M�dico voltasse a analisar o caso...
se daria conta de que a morte era inevit�vel.
E n�o, por culpa do que fiz.
Pe�o ao tribunal que contate com o Prof. Bernhardt Meinster em Genebra.
Conhece meu trabalho e dir� ao tribunal que o que fiz foi correto.
N�o tenho mais nada a acrescentar.
Tudo isso voc� j� tinha dito no transcurso deste julgamento.
E dando atendimento �s suas peti��es,
este tribunal tomou a liberdade de escrever ao Professor Meinster.
Foram expostos a ele todos os fatos do caso.
Aqui tenho sua resposta:
"Excel�ncia, n�o conhe�o ningu�m com o nome de John Pierre.
"Condeno energeticamente sua atua��o no caso que me expuseram...
e espero que a justi�a se fa�a com todo o rigor."
John Pierre:
Deve ser declarado culpado pelo delito de neglig�ncia m�dica...
com resultado de morte.
A senten�a deste tribunal � que seja encarcerado...
na pris�o de Cambells Island, para o resto de sua vida.
A corte est� dispensada.
Hugo, temos que ajud�-lo de alguma forma
Sim, querida. N�s faremos.
- � um pouco arrogante. - Arrogante e fino. Venha.
- Quer uma dose disto? - Estou certo que tem algo para celebrar.
Prisioneiro Pierre...
Voc� tem uma visita.
Olha s�, ele tem uma visita.
- Aqui! - Aqui n�o posso receber ningu�m.
� aqui ou nada!
Por aqui, Senhorita.
- John. - N�o deveria ter vindo, Madeleine.
Precisava te ver.
John, que faremos agora? V�o te transferir na semana que vem...
Vai dar tudo certo, voc� vai ver.
- Irei a Genebra ver o Meinster. - Bom.
Tem que haver uma explica��o.
- Essa carta n�o pode ser sua. - Vou descobrir isso, eu prometo.
N�o vai nos apresentar?
N�o pode manter uma coisa t�o bonita s� para voc�.
Ser� melhor que v� embora.
O que houve? Esqueceu seus modos?
A verdade � que � muito bonita.
O que foi que ela te deu? Deixe-nos dar uma olhada.
Olha, o senhorzinho n�o quer nos mostrar o que foi presenteado.
Ent�o terei que ficar com ele...
Deixem isso!
O prisioneiro Pierre s� ficar� as m�os algemadas.
O grupo para Cambells Island que fiquem aqui.
O prisioneiro Pierre, venha comigo.
Aonde me levam?
A um lugar especial, senhor Pierre. Um lugar muito especial.
Aqui est� o prisioneiro.
C�RCERE PARA CRIMINOSOS INSANOS
Saia.
Ande devagar.
Para dentro.
Voc� � m�dico?
Quando eu falar com voc�, responda-me!
Sim, sou m�dico.
Caso esteja pensando em deixar-nos...
Vamos!
Entre!
O que � isto?
Est� proibido ter objetos pessoais!
Tudo bem! Est� tudo bem, amigo!
Ele j� foi.
Quem era?
Wetzler, o chefe dos guardas.
Acho que n�o vamos nos dar bem.
Ainda que n�o pare�a, ele n�o � dos piores que tem aqui.
Vai amaldi�oar quem te mandou para esse buraco.
Isto aqui � desumano! Este lugar � o aut�ntico inferno!
Vamos!
De onde vem tanto alvoro�o?
Esses pobres infelizes gritam porque n�o v�o lhes dar o caf� da manh�.
� um castigo.
A fome?
� um dos mais leves.
Aqui.
Afaste-se dessa porta se n�o quiser que te quebrem a cabe�a.
N�o tem fome esta manh�?
Ent�o n�o ter� comida.
Aproveitem bem. Logo terei muito trabalho para voc�s.
Comecem a cavar.
N�o muito fundo. N�o queremos que se cansem em demasia.
Quem � o morto?
Ningu�m ainda.
Ent�o...
Shh...
Este homem est� por demais doente para trabalhar.
Quem disse?
Eu digo.
Aqui voc� j� n�o � mais um m�dico, � um prisioneiro. Volte ao trabalho!
Eu te digo que...
De p�! De p�, estou mandando!
Veremos se o cachorro vai faz�-lo reagir.
Deixe ele. Callistratus est� vindo.
Quem disse que est� vindo?
Callistratus.
E quem � esse?
J� ir� saber, amigo.
N�o falem!
Esse pobre homem n�o podia nem mover um dedo, mesmo com a amea�a do cachorro.
- E chega esse... - Callistratus.
Sim, esse.
e de imediato o homem consegue ficar de p� e...
trabalhar como se n�o tivesse lhe acontecido nada.
Sim.
Diga-me...
Que esp�cie de terror pode provocar algo assim?
Amigo, n�o existem palavras suficientes para descrever esse horror.
Quando conhecer Callistratus, compreender� por que eu falo.
Ele � o que manda aqui.
Ele � o senhor absoluto da pris�o.
J� vai descobrir do que ele � capaz.
A cova que cavamos esta manh�...
Disse que n�o havia ningu�m morto.
Ai est� o cad�ver para essa tumba. Ou o que restar dele.
Estamos em 1880, e n�o na Idade M�dia.
Esta � uma pris�o para criminosos loucos.
Os familiares e amigos te esquecem.
Meus amigos n�o v�o me esquecer.
H� certas evid�ncias do julgamento que n�o ficaram bem esclarecidas.
N�o poder�o te ajudar, ningu�m poder�.
Por que diz isso?
Quando um homem p�e um p� aqui, nunca mais sai.
Sabe...
Minha mulher era bonita... era muito bonita.
Tinha um homem que a desejava.
Um homem do vilarejo onde eu vivia.
Numa noite qualquer, eu cruzei com ele...
e na manh� seguinte encontraram ele com meu punhal cravado.
N�o tive defesa.
O resto voc� j� sabe. Eu estou aqui e minha mulher...
Eu sinto muito.
N�o h� ajuda, nem do lado de fora.
O que quer dizer?
Quando descobrir que ningu�m l� de fora vai te ajudar...
talvez voc� e eu possamos nos ajudar mutuamente.
Fora!
Voc� n�o! S� o Pierre.
Aonde me levam?
Vai ver o Dr. Callistratus.
Por aqui.
Entre.
Sou o Dr. Callistratus.
Talvez tenha se perguntado por que voc� est� aqui.
Seu destino deveria ter sido Cambells Island, eu acho.
Est� aqui porque assim eu quis.
� a prerrogativa de levar quem eu quero para a pris�o.
Solicitar os prisioneiros que poderiam ser �teis para nossa institui��o penal.
Eu li o relat�rio de seu julgamento...
e acho que se encaixa no perfil. Siga-me, por favor
Este � meu laborat�rio. Aqui voc� ir� trabalhar.
Trabalhar?
Voc� ajudar� esta pris�o como nenhum outro fez at� agora.
Transfus�o de sangue de uma veia para outra.
Tem que acreditar no que tentamos fazer.
Estou certo de que pode ter �xito. Tentaremos conseguir isso juntos.
Quer que eu colabore em um estudo m�dico?
Ou pode escolher ficar na sua cela e apodrecer l�.
Mas n�o penso que far� isso.
- Colaborarei. - �timo.
Diga-me, ao trabalhar com sangue... Que descobriu a respeito dos grupos?
Que tem v�rios tipos de sangue classificados em grupos.
Comprovou que se injetasse sangue a um corpo...
com um grupo sangu�neo diferente, poderia ser perigoso?
- Inclusive fatal? - Foi meu delito.
Por isso tem que se classificar os grupos sangu�neos.
Para que n�o volte a se cometer o mesmo erro.
Aqui temos dois tipos de sangue diferentes.
Para diferenci�-los, um ser� grupo A e outro grupo B.
Quero que observe a estrutura sangu�nea destes dois grupos.
Sim, vejo a diferen�a.
Agora adicionarei mais sangue do grupo A na mesma amostra.
Observe os efeitos.
Ver� que se mistura sem problemas.
Agora adicionarei sangue do grupo B nessa mesma amostra.
Pode descrever-me o que v�?
Parece que n�o se misturam.
� como se estivessem lutando.
At� que se destruam.
O mesmo poderia acontecer no corpo humano.
A primeira parte de seu trabalho consistir� em classificar os grupos sangu�neos.
Poder�o haver mais de dez.
Temos prisioneiros suficientes para fornecer todas as amostras que precise.
E... a segunda fase?
Isolar um tipo de sangue muito raro e muito perigoso.
Saber� mais disso, quando acabar a primeira fase.
Eu entendo.
Continua sendo um prisioneiro.
Se tentar escapar, eu te asseguro que vai se arrepender.
Sei disso.
Aqui tem algumas de minhas anota��es. Leia elas.
E outra coisa...
Aqui, voc� estar� em contato com outros prisioneiros,
ouvir� coisas muito estranhas e hist�rias fantasiosas. Aposto que j� fizeram isso.
Mas lembre-se Pierre, que voc� est� em uma institui��o para doentes mentais...
criminosos dementes.
A maioria das coisas que esses loucos dizem...
s� existem em suas cabe�as.
Carl vai te acompanhar aos seus aposentos. Carl?
Hoje voc� ficar� l� e amanh� n�s come�aremos a trabalhar.
Carl, mande tirar suas algemas.
Posso levar ele j�? Tenho trabalho para ele.
Quando?
Um prisioneiro com privil�gios. Nunca pensei que chegaria a ver isso, aqui.
Um passo em falso e eu estarei perto para te dar o que merece.
N�o me toque, seu deformado asqueroso.
Carl!
Wetzler, quero que retire as algemas do prisioneiro.
Obrigado, Carl.
O paciente est� pronto?
N�o! N�o!
Por favor.
Deixem-me em paz!
Logo poderei acabar com todo esse dilema do sangue.
Com a ajuda de Pierre, a solu��o para o meu problema est� muito perto.
Enfim.
O que faz aqui?
Lamento, Doutor.
Quando veio para c� como encarregada das chaves...
eu a adverti que n�o se aproximasse do meu laborat�rio.
N�o seguiu meus conselhos e se meteu onde n�o � chamada.
Mas j� que est� aqui, ir� pagar por sua curiosidade.
Carl cuidar� disso.
N�o, por favor, Doutor!
N�o direi uma s� palavra. Eu te prometo.
Carl, leve ela.
N�o!
N�o!
N�o, por favor!
J� que est� t�o interessada no meu trabalho, voc� vai ser parte dele.
At� agora eu venho tentando classificar os grupos de sangue masculinos.
Mas creio que chegou a hora de expandir minhas atividades.
E quando esta Srta. me contou o que aconteceu, vim imediatamente.
E voc� diz que nunca recebeu a carta de meu tribunal.
Se tivesse recebido, teria vindo. Pode estar segura disso, querida.
De modo que a carta que eu recebi, teria sido falsificada por algu�m.
Sem d�vida.
Entendo.
Bem.
Em vista das provas que me apresenta, Prof. Meinster, revisarei o caso.
Talvez possamos descobrir quem se encarregou de falsificar a carta e para qual motivo.
Ah, Roland.
Este � o Sr. Roland do Comit� de Pris�es.
Roland, vou rever o caso de um tal John Pierre.
Estes senhores apresentaram mais provas.
- Notifique isso ao comit�, imediatamente. - Sim senhor.
- � tudo o que posso fazer, minha querida. - Obrigada, senhor.
Lamento. Era o �ltimo.
Ter� que trazer-me outro do laborat�rio.
Agora?
O Dr. Callistratus disse que queria uma amostra de cada um.
V� voc�. Eu o espero aqui.
Volto em seguida.
Est� bem.
John.
John, por todos os c�us. Achei... eu achei...
Que eu estava morto?
Com tudo o que acontece aqui, era de se esperar.
Me puseram para trabalhar.
Como trabalhando?
Callistratus se informou de que eu era m�dico e me pediu ajuda.
Eu vim para tomar uma amostra do seu sangue.
N�o, de mim n�o.
Estou recolhendo amostras de todos os prisioneiros.
N�o vai me levar nesse laborat�rio para que fa�am experi�ncias comigo.
O que lhe d� tanto medo desse laborat�rio?
O que me diz das instala��es que tem aqui embaixo?
O que acontece aos homens que s�o levados ali?
O que aconteceu ao que desceram no outro dia?
Morreu de um infarto.
Quem te disse isso? Seu amigo, o Doutor.
Eu j� enterrei dois desses homens. Todo seu corpo havia sido esvaziado.
N�o restou nada.
Fizeram uma aut�psia neles. Isso � normal em casos assim.
Havia outra coisa. Todo o sangue tinha desaparecido.
Ficaram s� ossos e pele. Pergunte isso ao seu amigo doutor.
Pergunte pela semana passada. Enterramos um homem sem cabe�a.
Eu vi com meus pr�prios olhos.
- Cuidado! - N�o!
Aqui est�. E tenha mais cuidado.
Est� bem. Eu j� terminei com este.
Carl, traga-me uma amostra 34.
O Doutor est� a�?
Deixe-me passar, Carl
Carl, por que demora tanto?
O que est� acontecendo aqui?
Carl n�o pode. Explique-me voc�.
Lamento, Doutor. Eu queria passar por essa porta...
e Carl me impediu.
Foi isso mesmo?
Por que queria entrar ai?
Queria averiguar o que tem embaixo.
Isso n�o lhe diz respeito.
Como assistente, eu tenho que conhecer todas as suas experi�ncias, n�o �?
No seu devido tempo.
Agora concentre-se nos grupos sangu�neos.
Carl, pode ir!
E lembre-se...
N�o volte a deixar essa porta aberta de novo.
J� acabou com as amostras?
Quase. Falta ainda classific�-las.
Bom.
Agora poder� come�ar com a segunda fase.
E no que consiste?
Lembra quando veio aqui pela primeira vez e eu te falei de um certo tipo de sangue...
- que queria isolar. - Sim.
� um tipo de sangue que rompe todas as c�lulas...
e cria um grupo totalmente diferente.
As c�lulas deste grupo n�o podem se misturar com nenhum outro grupo.
Tem que existir uma combina��o de grupos...
com a qual se possa misturar.
Devemos encontrar essa combina��o!
E como far� isso?
Eu n�o sei. Para isto voc� est� aqui. Eu j� estou cansado.
Voc� j� fez experi�ncias com esse grupo?
Claro, tem sido meu trabalho.
Com o prisioneiro que pegaram na outra noite?
Os outros prisioneiros est�o te contando historinhas.
J� tinha te advertido quando veio aqui.
N�o quero voltar a faz�-lo.
Entre.
O Senhor Roland veio v�-lo, Senhor.
Obrigado.
Continue com a classifica��o. Voltarei em seguida.
Roland.
Bom dia, Callistratus.
Veio na qualidade de Inspetor de Pris�es ou s� fazer-me uma visita pessoal?
Um pouco de ambas coisas.
Olhe, o Comit� est� se interessando pelo n�mero de mortes nesta institui��o.
Ter� que fazer algo para encobrir isso, Callistratus,
ou o comit� ter� que tomar medidas a respeito.
N�o tem problema.
- Para isso, eu pago voc�. - Eu sei, mas est� ficando dif�cil para mim.
E do que mais queria me falar?
Sobre o prisioneiro Pierre.
Teremos que soltar ele.
Por que?
Quando?
Seu caso est� sendo revisto.
Eles descobriram que a carta que enviaram ao... como se chama?
Meinster.
Sim.
Nunca chegou at� ele.
O Comit� tem intercedido por ele.
Isto � inoportuno.
Se o Juiz souber que eu interceptei a carta e vier a me questionar...
ser� meu fim.
Falsifiquei a assinatura de Meinster.
Verdadeiramente, seria uma pena.
Terei que fazer algo.
Sabia que me ajudaria.
Eu fiz isso por voc�.
Quando terei que soltar ele?
Em uma semana. Talvez dez dias.
Perfeito.
Bem. Isso � tudo, obrigado.
- Mas... o que vai fazer? - Cada coisa a seu tempo.
Agora estou muito ocupado. Desculpe-me.
Diga a Pierre que quero v�-lo.
N�o esque�a das mortes. O Comit� est� preocupado.
O Comit� est� sempre preocupado.
Se n�o quiser encontrar com Pierre, sugiro que v� para este quarto e espere o Carl.
Ele vai te acompanhar.
N�o entendo o que quer fazer.
Bom dia.
Entre, Pierre.
Acabo de receber uma visita.
Um membro do Comit�.
E entre outras coisas, pura rotina, n�s falamos tamb�m de voc�.
E o que ele disse?
Ele me disse que diante de novas provas, v�o revisar seu caso.
Era o que eu estava esperando.
Tamb�m me disse que n�o acha que o tribunal revogue a senten�a.
N�o... N�o entendo.
Lamento ter que dizer isto, Pierre.
Mas apesar de analisar todas as provas, o tribunal n�o achou circunst�ncias atenuantes.
Mas... Mas... E sobre a minha testemunha?
N�o encontraram o Meinster?
Eu receio que n�o conhe�o mais detalhes. Eu s� sei apenas o que ele me disse.
Mas pessoalmente me encarregarei de que continue com seu trabalho.
Talvez assim consiga reduzir sua pena.
Isso � tudo.
Pierre, isso � tudo.
Pode voltar aos seus aposentos.
Tire o resto do dia livre.
Ajude-me, por favor.
Tem que manter este homem com vida.
Estimula��o card�aca.
Ele tem uma defici�ncia sangu�nea grave. O quanto foi injetado nele?
Voc� est� enganado, Pierre. N�o lhe foi injetado sangue. Foi, isso sim, retirado.
- E quanto tiraram dele? - Quase dois litros.
Voc� est� louco?
N�o me interessa sua opini�o. S� o que me interessa � manter este homem vivo. Estimule-o!
Precisa parar a transfus�o imediatamente.
Voc� est� querendo dizer o que eu devo fazer?
Pierre!
Wetzler!
Est� morto.
Fiz voc� vir aqui para evitar isso.
Voc� o matou, Calisstratus.
Voc� matou este homem.
E voc� arruinou toda a experi�ncia, o que � muito pior.
Wessler... Pierre voltar� ao seu quarto. Veja que n�o saia de l�.
Guarda.
Guarda!
O que quer?
Ir at� a se��o de presos. Quero ver o prisioneiro Kurt.
- Para que? - � um assunto de Callistratus.
N�o sei de nada a respeito.
Pois ent�o vou despert�-lo para que ele diga a voc�.
N�o, n�o. Espere um momento.
Kurt.
Aquele plano de que me falou. O que me disse no dia que cheguei.
O que houve?
- Quero que me conte ele. - N�o sei do que est� falando...
Escute! Estou arriscando a vida vindo aqui e quero saber qual � esse plano.
Olha s�! O c�o de estima��o de Callistratus. Vindo aqui fazer o trabalho sujo dele.
E pretende que acredite em voc�?
Quem est� por tr�s disto? Callistratus ou Wetzler?
Eu estou falando s�rio! Est� comigo ou terei que fazer isso sozinho?
Est� bem.
Vamos supor que esteja dizendo a verdade.
Por que voc� mudou de opini�o?
Meu caso foi revisto.
A mesma senten�a?
Eu te avisei, amigo. Lembra disso?
Sim, voc� fez isso.
Mas tamb�m falou para mim de uma maneira de escapar.
Vai me dizer do que se trata?
Est� bem.
Vou contar a voc�.
Me custou meia vida conseguir isto.
Esta chave abre a cela e a do corredor.
A primeira parte � f�cil. A segunda parte � que � dif�cil.
Atravessar o p�tio, chegar ao muro e encarar todos os malditos cachorros.
Ai � onde preciso de voc�.
Preciso de algum veneno. Voc� pode conseguir?
- Sim, acho que sim. - �timo.
Eis tudo o que faremos:
Conhe�o o prisioneiro que d� de comer aos cachorros.
Amanh� antes de anoitecer, lhe passaremos o veneno...
Acho que para hoje j� avan�amos muito, Pierre.
Tenho que admitir que voc� � de grande ajuda.
Obrigado, senhor.
Guarda!
O que quer?
Tenho algo importante para te dizer.
Vamos! Depressa!
Caminho livre. Depressa!
Kurt!
Kurt!
N�o!
N�o!
Wetzler seguiu o que cuidava dos c�es at� o p�tio.
Tinha um pressentimento.
Voc� j� sabia.
- Poderia impedi-lo. - Sim, eu podia impedi-lo.
Mas as vezes, isto � bem necess�rio para demonstrar a imprud�ncia de certos atos.
Lembre-se do que aconteceu e tenha isso em mente para futuras tentativas de fuga.
Lamento muito, Srta.
S� mais um dia e a ordem de liberdade teria sido oficial.
Voc� est� certo de que n�o h� nenhum engano?
Totalmente.
Eu tenho aqui, a notifica��o do Administrador da pris�o.
John Pierre e outro homem morreram ao tentarem escapar.
Perdoe-me, poderia me dizer...
quando o Dr. Callistratus ir� me atender?
Eu lhe direi que voc� est� aqui.
Neste momento est� ocupado mas n�o acho que vai demorar.
Obrigada.
Est� pronto, os aposentos dela?
Fique preparado para acompanh�-la.
Sinto ter feito voc� esperar.
Em certas ocasi�es, o trabalho de um administrador � muito pesado.
Eu compreendo.
Sente-se por favor.
Obrigada.
Bem.
Me alegra muito que o comit� a tenha escolhido para vir.
Mas eu receio que eles tenham cometido um erro.
Lamento, senhor. N�o o entendo.
Isto � uma pris�o e portanto n�o � lugar para uma jovem t�o bela como voc�.
Mas o comit� me disse que n�o teria que entrar na pris�o.
Isso est� correto.
Se soubesse disso, eu teria solicitado a minha encarregada de chaves muito antes, acredite.
Farei todo o esfor�o, senhor.
Estou certo.
Carl vai te acompanhar aos seus aposentos.
Carl, esta � a Srta. Duval. A nova encarregada das chaves.
Esse � o meu fiel criado. Confie nele.
Senhor, olhe isto.
Enfim.
Pierre, voc� descobriu os agentes destrutivos deste grupo...
e conseguiu fazer nele, uma transfus�o normal.
� um rem�dio definitivo.
� um caso isolado, n�o acho que seja para estimar assim.
Agora mesmo tem coisas mais importantes que investigar.
Nada � mais importante. Nada.
Eu levei seis anos trabalhando na cura.
Buscando essa combina��o.
Esse rem�dio para a pior doen�a de todos os tempos.
O que houve?
Ele est� aqui, agora?
Diga-lhe que j� vou receb�-lo em seguida.
Depois do descobrimento de hoje...
pode descansar por hoje.
- Esta amostra de Kurt... - O que tem ele?
Kurt morreu faz uma semana.
Sim, eu j� sei.
Aqui diz que a amostra foi tirada ontem � tarde.
Bobagens!
Hmm. Sim, est� certo.
Um pequeno erro.
Que descuido.
Volte ao seu quarto.
Est� bem Callistratus, a situa��o �...
Shh...
O que houve?
John. John, meu amor...
Sabia que n�o podia estar morto.
- Quem te disse isso? - O Comit� de Pris�es.
Disseram que aconteceu, ao voc� tentar escapar um dia antes que te libertassem.
Quer dizer que iam me soltar.
- Sabia que ele mentia. - Quem?
Callistratus.
Mas o que voc� faz aqui?
Sabia que n�o tentaria escapar at� que eu encontrasse Meinster.
Por isso tinha que descobrir o que de fato aconteceu.
Pedi permiss�o ao Comit� para que me dessem o posto vago de encarregada das chaves...
N�o pode ficar aqui mais tempo. Se Callistratus souber quem voc� �...
Deve ir amanh�. D� uma desculpa, qualquer que seja...
e v� direto �s autoridades para contar tudo a eles.
Eles saber�o o que fazer.
Oh, est� bem. J� descerei imediatamente.
Eu te digo que esse assunto do Pierre e do outro homem vai gerar muitas perguntas.
Morreram numa tentativa de fuga.
Aqui est� tendo mortes misteriosas em demasia.
Em outras pris�es, isso n�o ocorre.
Esta n�o � uma pris�o qualquer.
Entre.
A Srta. Duval. Minha nova encarregada das chaves.
O Senhor Roland.
� um verdadeiro prazer, minha jovem.
Diga-me. N�o nos conhecemos antes?
Eu n�o creio, Senhor.
Desejam algo mais?
Isso � tudo, obrigado.
Dr. Callistratus, eu estou certo de que j� a vi antes.
- Alguma novidade? - Nenhuma, Wetzler.
Abra. Vou sair.
Passe-me sua baioneta.. e sua espada.
Depressa!
Entre.
- O que est� havendo? - � Wetzler, senhor. Est� morto.
- Onde isso aconteceu? - No cemit�rio.
Havia uma tumba aberta.
Darei uma olhada.
Desculpe-me, Roland.
Carl.
Onde est� a encarregada das chaves?
Eu tamb�m estou cansado. Tem sido um dia muito longo.
Diga ao seu amo, quando ele voltar.
- O que voc� faz aqui? - Fique calma.
N�o somos estranhos um ao outro.
Ou acaso se esqueceu que j� nos conhecemos?
- N�o sei o que est� falando. - N�o?
Se n�o se retirar, chamarei o Dr. Callistratus.
Ah, vai? Ele ficar� encantado de saber que j� nos conhecemos.
Onde foi mesmo? No gabinete do Juiz do condado, se n�o me engano.
- Ent�o. Voc� vai cham�-lo ou fa�o eu? - N�o!
N�o. N�o o chame.
Claro que n�o. Ser� bem mais agrad�vel que falemos s� n�s dois.
Eu trouxe um pouco de vinho para brindar nossa boa amizade.
Voc� � muito bonita, querida. Por demais bela, para um lugar como este.
Com esta pele t�o suave, t�o delicada...
N�o!
Carl! Carl, explique-se!
N�o foi culpa de Carl. Ele tentava me ajudar.
Roland entrou e tentou me agarrar.
- E Carl... - Ela mente!
Vim aqui para averiguar de onde eu a conhecia.
E vou te dizer de onde. Foi no gabinete do Juiz do condado.
- Pergunte o que ela fazia l�. - Isso � mentira.
Est� tentando engan�-lo, Callistratus. Ela foi enviada para que descobrisse se...
- Saia daqui, Roland. - Eu insisto que...
D� o fora!
Eu vou. Mas ter� not�cias minhas. Tenho te dado cobertura demais.
Farei um relat�rio ao comit� explicando o que ocorre neste lugar.
Soltem ele.
Carl...
O cavalheiro est� indo embora.
Minha querida Srta.. N�o sei como desculpar-me por este incidente.
Obrigada, Doutor. J� estou bem.
Sim minha querida, est� tudo bem.
Voc� me chamou?
Sim. Aproxime-se, por favor.
Desculpe por ser numa hora t�o tarde.
Mas a estupidez de Roland me fez tomar certas decis�es.
Eu receio que n�o h� mais tempo a perder.
Quer me acompanhar, por favor?
Por aqui.
Este � meu laborat�rio. S� Carl e eu podemos descer aqui.
O meu trabalho te assusta, hein, Srta.?
Venha. Deixe-me explicar a voc�.
Esta � uma das minhas pequenas experi�ncias para determinar os efeitos do frio...
no corpo humano.
Este homem continua vivo artificialmente.
N�o tem o cora��o.
Eu recriei mecanicamente os est�mulos que produzem a batida do cora��o.
E bem aqui est� seu cora��o. Ele n�o serve para nada.
Por isso que o tirei.
Mas o que vai te surpreender mesmo, � algu�m que conhece voc�.
E que a conhece muito bem.
Oh!
John!
John!
N�o se esforce. A jovem n�o escapar�.
Carl, encarregue-se do senhor Pierre.
Fa�a o que eu digo!
Algeme o Pierre na parede.
E n�o se esque�a que estou mirando em voc�.
Prepare a mesa de opera��es.
Espero que voc� aprove a experi�ncia que vou mostrar.
Como colega m�dico acredito que voc� aprecie isso.
Traga a garota, Carl.
Carl!
A garota. Traga-a para a mesa.
Fa�a o que estou mandando, Carl!
J� cuidarei de voc� mais tarde.
Saia do laborat�rio.
O que fa�o n�o � da sua conta.
Vai logo!
Carl, fique onde est�!
Agora porei em pr�tica minha tese e ent�o veremos se meu trabalho ter� sido em v�o.
Com a ajuda da Srta. Duval...
vou transferir um tipo de sangue de um corpo humano vivo a outro.
Um r�pido enj�o e logo n�o sentir� nada.
Pare, Callistratus! Deixe ela em paz!
Se tem que experimentar com algu�m, por que n�o, eu?
Por que n�o eu, Callistratus?
Eu j� fui um m�dico como voc�.
E como voc�, experimentei todos os grupos sangu�neos.
Me taxaram de vampiro...
E me condenaram a morrer cravando uma estaca em mim.
Mas em minhas experi�ncias descobri uma subst�ncia...
que te permite viver ainda que o cora��o n�o bata.
Depois da minha execu��o, Carl com a ajuda de um m�dico b�bado, me ressuscitou.
Troquei meu nome e comecei uma nova vida.
Mas acontece que esta subst�ncia � uma faca de duas pontas.
Me salvou da tumba, mas criou uma infec��o em mim.
Um grupo de c�lulas de meu corpo, est�o destruindo as outras.
Kurt ser� o par ideal. Enfim ter� uma companheira.
Kurt?
Kurt n�o fala nem se move. T�o somente permanece onde est�.
Nem sequer sabe do que estamos falando.
Eu te confesso que tive que fazer um pequeno milagre para mant�-lo com vida.
Os cachorros estavam muito selvagens naquela noite.
Kurt tinha sido infectado com a mesma doen�a que eu...
mas de uma forma mais concentrada, � claro.
Bem.
Agora pretendo tirar seu sangue e substituir por um mais jovem e fresco.
Caso o Kurt sobreviva, minha experi�ncia ter� sido um �xito.
Kurt!
Pode me ouvir?
Kurt!
Sou John Pierre. N�o deixe que ele fa�a.
Voc� tem que par�-lo!
Kurt, n�o deixe ele fazer isto! Voc� tem que par�-lo!
N�o perca seu tempo. Acho que nem sequer te entende.
Agora, Kurt! Agora!
Parece que ele entende sim.
Kurt?
Kurt...
Solte meu bra�o.
Kurt?
Kurt, solte meu bra�o!
Kurt! Solte meu bra�o!
Kurt!
Kurt, solte meu bra�o!
Solte meu bra�o!
Madeleine, acorde! Acorde! Madeleine!
J� passou.
Tudo vai ficar bem.
Callistratus, levante-se!
Vamos andando!
Voc� ser� nosso salvo-conduto para sair daqui. Entendido?
Se voc� disser ou fizer algo para que nos detenham, eu te mato!
Madeleine, voc� vai na frente. Aqui est� a chave.
N�o esque�a de que tem que nos tirar daqui a salvo.
Abram o port�o. Vamos sair.
Fa�am o que digo, imediatamente!
Des�a a porta levadi�a!
Assim que eu ver o Comit�, Callistratus, eu voltarei.
O que est� tentando, seu deformado?
Quietos! Quietos!
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