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Lan�amento: http://sofilmacosfenix.blogspot.com/ e Amigos
No ano 48 a.C., Roma dominava o mundo
e um homem dominava Roma:
J�lio C�sar.
Ao ocupar o Egito
C�sar estabeleceu um forte tri�ngulo de poder.
Roma, Zeugma e Alexandria.
20 anos antes
o imp�rio romano tremeu frente ao rebelde Spartacus.
Mas sua rebeli�o foi esmagada.
E at� o nome de Spartacus pareceu esquecido.
Agora, C�sar tinha um inimigo mais perigoso que Spartacus.
Um inimigo interno.
O governador romano em Zeugma, Crassus.
O homem que crucificou Spartacus
e acabou com a esperan�a no cora��o dos escravos.
Em Alexandria, onde nossa hist�ria come�a
a semente de Spartacus estava viva.
Iria florescer de novo
e a espada do grande rebelde brilharia de novo no sol do deserto.
N�o adianta segui-los.
Eles n�o querem lutar.
Eles tem cavalos velozes e os Eg�pcios ainda n�o chegaram
Sim.
Isso n�o adianta contra o batalh�o de Roma.
Randus, olhe ali!
As alian�as com Pompeu foram feitas.
E agora C�sar conquistou o Egito.
Com sua espada, meu mestre.
Lidere, Randus.
S�o inimigos de C�sar.
Significa um inimigo a menos, mestre.
N�o � uma bela vis�o.
� melhor olhar para a cruz do que de l�.
Eu mesmo amarrei tantos durante a guerra contra Spartacus.
A vis�o ainda revira meu est�mago.
Devemos ir. Vamos, mestre.
Mate-me.
Mate-me!
N�o devia ter feito isso. Vai contra o conselho.
Por que fez isso, mestre? Pode custar sua patente e liberdade.
Do Negro ao Nilo, tudo pertence a Roma.
Est� com saudades de casa?
Os conquistadores n�o tem casa, mestre.
Eu n�o o comprei na Alemanha para ouvi-lo me chamar de mestre.
Voc� � um homem livre, Verus. E o melhor sentinela da legi�o.
Ainda tem que provar isso para mim.
V� e pegue comida. Estou com fome.
Voc� ter� comida. Pode contar comigo.
Cle�patra est� usando Roma para o seu trabalho sujo.
Pergunto quantos inimigos dela acabam presos.
Pergunto-me.
Enoja-me.
Com licen�a, Randus. C�sar quer v�-lo agora.
Tudo bem, J�lio.
-O que C�sar poderia querer? -S� C�sar sabe.
Seria mais prudente deixar o Egito na primavera, C�sar.
Duas legi�es s�o suficientes se uma delas cobrir o Nilo.
A quest�o �:
Meus verdadeiros inimigos est�o em Roma.
Se n�o saem por bem, sair�o pelo medo.
J� falam de mim como o novo tirano.
Sua voz os calar�, C�sar.
Roma n�o ama C�sar.
S�o romanos com medo de um homem superior a eles.
Randus.
Chegue mais perto.
Deve se orgulhar de si mesmo.
-Sua ordens foram cumpridas. -E o cobriram com gl�ria.
Depois da morte de Ant�nio
eu o vi comandar a cavalaria e parar o inimigo com 1 divis�o.
Foi um trabalho magn�fico.
Eu o nomeio Centuri�o. Voc� merece.
Obrigado, C�sar.
E voc�, velho amigo, ainda est� se acostumando com a lideran�a?
Todos os soldados de C�sar tem o suficiente.
O peitoral de capit�o � muito pesado para o deserto.
Voc� est� ficando velho.
H� 20 anos, a armadura de general seria muito leve para voc�.
A �nica coisa em comum que tenho com C�sar � minha idade.
Com C�sar, h� tantas vit�rias para comemorar.
Sei que n�o ir� recusar algumas moedas de prata.
Pegue. Beba um copo por mim, velho companheiro.
E n�o cante m�sicas hostis sobre C�sar com os b�bados.
Venha, Randus.
Quando acabarmos com a campanha no Egito
a briga entre as diferentes fac��es de Roma pode recome�ar.
-Isso significa guerra, voc� sabe. -Sim, general.
Preciso de seus servi�os para algo arriscado.
C�sar manda, eu obede�o.
Escute com aten��o.
Agora, a fac��o de Pompeu n�o � uma amea�a.
Mas Crassus domina livremente nas prov�ncias do leste.
Voc� ainda tem influ�ncia no senado.
E quanto mais eu souber de suas inten��es, melhor.
Em minha opini�o, general, uma cabe�a � melhor do que 2
para governar Roma.
Na corte de Crassus, tal id�ia custaria sua cabe�a.
O que eu quero � que seja meus olhos e ouvidos.
Leve alguns homens e parta ao amanhecer.
V� at� Crassus como meu embaixador
na amizade.
E ache um jeito de me informar o que acontece em Zeugma.
Ser� feito.
O Nilo est� cheio de tropas.
� melhor partir de Alexandria.
� uma longa viagem. E dificil.
Sobreviver ser� ainda mais dificil.
Se Crassus se aliar ao Farnaces, rei da P�rtia, para me atacar.
Quero saber tudo que descobrir sobre Crassus.
Arriscar� sua vida nessa miss�o
e eu arrisco perder um amigo.
Minha vida pertence a voc�, C�sar.
Ent�o se � minha, cuide bem dela.
A que estranho deus b�rbaro este amuleto pertence?
Eu n�o sei. O uso desde que nasci.
Eu conhe�o a terra de Tr�cia muito bem. Vem de l�.
Lembro que vi um na campanha de Spartacus.
-Tens uma mem�ria incr�vel, C�sar. -� algo que nunca se esquece.
Com um golpe direcionado a mim, Spartacus matou meu cavalo.
E, no pesco�o dele, tinha tal amuleto.
N�o o trouxe muita sorte.
Ganhamos a batalha e Spartacus morreu crucificado.
Sim, ele foi um grande guerreiro.
N�o era nascido, ent�o n�o pode saber.
Spartacus tinha regras muito simples em batalha.
E entendia a estrat�gia do nosso ex�rcito.
Tr�cia poderia ter derrotado Roma.
Mas os mestres nunca apoiaram Spartacus.
Adeus, Randus. E boa sorte.
E lembre-se: a gratid�o de C�sar
� t�o boa quanto sua mem�ria.
Verus, sabe por que a esfinge sorri?
-Ningu�m sabe porqu�, C�sar. -Porque ningu�m quer saber.
A esfinge ri da humanidade.
Gr�os de areia amarela, constru�dos pela m�o do destino.
Volte! Volte aqui!
Pare, soldado!
Ela � apenas uma escrava.
Eu disse que j� basta!
Randus!
Vetius. N�o esperava v�-lo aqui no Egito.
Eu esperava. A not�cia de suas explora��es chegaram � Roma.
Vejo que foi promovido.
O que houve, Vetius?
O centuri�o acabou de salvar uma escrava das chicotadas.
Esta � Cl�udia, minha irm�. Ela vai comigo para Zeugma.
-Sauda��es, Cl�udia. -Sauda��es.
Randus � um dos soldados favoritos de C�sar.
-Eu vou chicotear voc�! -Pare aqui!
-Qual � o seu nome? -Seila.
Aqui. Pague o mercador e fique com o resto.
Comprarei a escrava. Preciso dela.
N�o tem nada a temer agora.
E voc�, centuri�o, n�o precisar� socorr�-la com espada em m�os.
Vamos. Vamos para o navio.
Estamos prontos para zarpar.
Quem s�o eles?
O jovem � Vetius, ele tem orgulho da irm� ser a favorita na corte do Crassus.
� o melhor lan�ador de lan�as que j� vi.
Uma vez eu o vi partir uma ostra do outro lado do rio.
Viagem interessante.
Belo lan�amento.
A vida de civil n�o parece afetar sua pontaria.
Pelo contr�rio. D�-me a chance de praticar.
Quer tentar?
Os centuri�es de C�sar n�o podem arriscar suas reputa��es.
A sua deve ser alta,
se C�sar o considera um dos melhores soldados.
E um diplomata tamb�m, se ele o enviou at� Crassus.
Pode ser verdade.
V�o arruinar meu navio.
N�o se preocupe, amigo. Crassus compra um novo.
Traga-me uma bebida.
Achar� escravas mais bonitas em Zeugma.
A n�o ser, � claro, que como o seu general
tenha uma fraqueza por eg�pcias.
H� rumores que C�sar � movido pela fascina��o por Cle�patra.
Uma eg�pcia n�o se compara ao charme de uma romana.
Acredite, Cl�udia.
Nem mesmo Cle�patra.
Ficar� muito tempo em Zeugma?
Acho que n�o.
O suficiente para saudar Crassus e entregar a mensagem de C�sar.
Crassus ficar� satisfeito.
Quando ele ouvir que C�sar cruzou o Rubic�o e levou a legi�o a Roma
ir� desejar estar com ele. Como antigamente.
N�o duvido. Com o ouro de Crassus e o a�o de C�sar
em uma �nica for�a. Seria dificil conquistar.
O ouro de Crassus pode comprar a�o em qualquer lugar.
E C�sar � esperto o bastante para n�o esquecer isso.
Tudo tem seu pre�o. At� a ponta de suas lan�as.
-O que quer dizer com isso? -N�o mais do que disse.
-N�o queria ofend�-lo. -Vetius entendeu muito bem.
Estar do lado mais forte � melhor.
� mais conveniente, acredite.
A sabedoria de Minerva saindo dos l�bios de V�nus.
Capit�o, quanto tempo mais essa viagem dura?
Se n�o encontrarmos nevoeiro, chegamos ao amanhecer.
Se o mastro aguentar.
Pelos deuses, ele precisa jogar com tanta for�a?
A for�a de H�rcules ser� necess�ria para tir�-los.
Como ir� tir�-los?
Se tentar arranc�-los, arruinar� o mastro.
Vamos resolver o problema sem preocupar os deuses?
Verus, me empreste a espada.
Magn�fico, Randus.
Para o mar. Jogue-os pelo lado.
O que houve?
O velho desmaiou e esse se rebelou quando pegamos o corpo.
Este ainda est� vivo!
N�o durar� muito. � um ferimento fatal.
R�pido. Eu odeio ver sangue.
R�pido, se apressem!
Joguem ao mar! Ao mar.
-O outro. -Randus.
Sua t�nica est� manchada de sangue.
Recife � esquerda.
5 graus para a direita.
Vis�o limpa de recifes.
Recife � estibordo. Passamos por l�.
Que noite! Em 40 anos navegando
nunca vi um nevoeiro assim.
O jeito que o rio fede, beira a morte. N�o poderia ser mais perigoso.
O faz lembrar de casa, n�o �, Berius?
Est� enganado. Nunca vi nevoeiro t�o denso.
Nunca.
N�o gosto nem um pouco disso.
Estas �guas s�o cheias de recifes e partes rasas.
Teremos sorte se passarmos.
N�o brinque, capit�o. Quero voltar a Roma e n�o montando um tubar�o.
Isso n�o � melhor do que andar?
Recife � bombordo.
Eu a vi primeiro no acampamento de C�sar, perto das pir�mides.
Pergunto se perdeu a voz.
S� a ouvi falar uma vez.
Aquele dia no porto.
Quando o soldado a chicoteou.
Como Cl�udia a trata?
Do modo que uma mulher romana
trata uma escrava.
Como escrava.
Nem todas as romanas s�o como Cl�udia.
Algumas s�o melhores, outras s�o piores.
Voc� poderia estar pior.
Acredite em mim.
Nada mais importa.
Minha casa foi destru�da pelos seus soldados.
Meu pai. E m�e.
Mortos como gado.
Seu �nico crime foi defender suas terras.
O lugar onde nasceram.
N�o � pedir demais.
Uma vida sem riquezas, se a exist�ncia for agrad�vel.
E por qu�, me pergunte...
Como me perguntei.
Olhe, sou apenas um soldado.
De qualquer forma...
n�o posso mudar as coisas como s�o.
H� mestres e escravos.
Assim como h� mulheres bonitas e feias. S�bios e tolos.
Apenas os mestres acham isso l�gico, n�o os escravos.
A visibilidade est� piorando, capit�o.
Vamos bater em um recife!
Seila!
Socorro! Salve-me!
Socorro!
Seila!
Randus, � voc�!
Olhe! O navio est� indo embora.
Seila.
Gra�as aos deuses que conseguimos.
N�o sei porque arriscou sua vida para me salvar.
N�o poderia deix�-la morrer. Acha que pode andar?
-Sim. -Ent�o devemos come�ar.
Antes que fique muito quente.
Pergunto-me o que houve com os outros.
O sol acabou com a n�voa. Devem estar a salvos.
N�o passaremos pelo deserto se n�o tivermos �gua e comida.
Se tivermos sorte, precisaremos de uma caravana.
Vamos.
Olhe l�!
S�o guerreiros Lechians.
S�o os monstros mais cru�is do deserto.
Mas Crassus � o governador da Lechia.
S�o inofensivos.
Peguem-nos!
Deixe-me em paz!
Solte-me!
Soltem-me, seus selvagens!
Liberte-me se quiser manter a cabe�a.
Sou um centuri�o de Roma. Em miss�o de C�sar a Crassus.
Fique quieto ent�o.
Grande como �, pode valer at� 8 moedas de ouro
e ainda viver por alguns anos arrastando as correntes.
Fique parado.
Uma palavra minha basta para acabar como carca�a na areia
Tudo em nome do Crassus.
Amarrem-no com os outros. Amarrem-no bem!
Idiota! Quer que todos n�s sejamos mortos?
D� a eles um gole de �gua.
Recome�amos a marcha em 5 minutos.
�gua!
�gua! �gua!
� meu, voc� n�o pode pegar. � meu!
D�-me! D�-me! D�-me um pouco!
� melhor poupar o f�lego, se ainda tiver.
E lembre-se da 1� regra:
O que quer que os Lechians fa�am, o poderoso Gular pode fazer pior.
Pare, Gular! N�o adianta brigar entre n�s mesmos.
O destino do estranho n�o � melhor que o nosso.
Parem com isso!
Se n�o pararem, mato voc�s.
O que � isso?
Para onde vai...
n�o ter� nenhum uso para isso.
E me comprar� alguns copos de vinho.
Para que eu beba sua sa�de...
Embaixador do C�sar.
Continuem a caminhada.
Mandei marcharem!
Vamos!
Sigam.
Vamos!
Perdoe-me. Por favor, me perdoe.
N�o somos bons o suficiente para esta loucura, Gular.
Perdi a cabe�a.
Gular foi um grande gladiador.
H� v�rios anos.
N�o contarei a ningu�m.
Mas sei que n�o cometi nenhum engano.
Primeiro vi aquele amuleto
repousando sobre o peito de um rec�m nascido.
A mulher que o carregava era Varinia, a mulher de Spartacus.
O beb� quase sufocava...
sob o peso do amuleto.
Como um centuri�o romano pode ser filho de um escravo?
-Eu n�o sei. -Quieto!
Vamos, Baxus.
Um pouco mais e estaremos livres!
Por que ir a Zeugma? Ap�s as grandes rochas
nas ru�nas de Bluebard, achar� a estrada para a cidade do sol.
Outros o esperar�o.
Se desejar, posso lev�-lo � tumba de seu pai.
Do que est� falando? Voc� pegou sol demais!
N�o se fa�a de inocente. Eu sei o seu nome.
Espero h� 20 anos poder gritar seu nome em batalha.
O que seu pai n�o p�de terminar
voc� deve terminar. Como ele prometeu.
Fiquem quietos. Vem vindo algu�m.
Onde est� aquela garota?
Aqui est� ela.
N�o! N�o a toque!
Deixe-a em paz!
Soltem-me. Soltem-me!
N�o! N�o!
Eu pego o guarda.
Se os deuses nos ajudarem...
Eu prometo que ningu�m ir� captur�-lo de novo.
Achamos nosso l�der.
Eu disse que era centuri�o romano e agora vou provar!
Venham amigos. Estamos livres!
O homem do mar nos devolveu a liberdade.
Ele � nosso l�der!
Aqui, mestre. Peguei o seu amuleto de volta.
D� comida e �gua para todos.
E estaremos prontos para partir.
Pelo rio, depois de Bluebard fica a cidade do sol.
-A liberdade est� l�. -N�o fale bobagens.
Se sabe o caminho para Zeugma, me mostre.
Randus!
Ent�o � aqui que anda se escondendo.
At� no deserto voc� encontrou uma luta.
Louvados sejam os deuses.
Se n�o poupassem sua vida, ter�amos o trabalho de velar voc�.
Achamos que estava morto.
Gular nunca ser� preso de novo!
N�o esque�a. Seu povo o espera.
Ou�a o chamado do seu sangue.
Teve muita sorte de n�o encontrar nenhuma mor�ia
ou enguia el�trica.
Quando acham carne, deixam apenas o esqueleto.
N�o havia nada que pudesse fazer a n�o ser contar com subordinados
quando ganhou sua liberdade.
O nome de C�sar n�o bastou para seus guerreiros,
nobre Crassus.
Sim, meus guerreiros n�o fazem muitas distin��es
mas s�o extremamente fi�is ao Crassus.
Sinto pelo que houve com voc�, Randus.
Por outro lado, garanto que o nome de C�sar
� a chave que abre muitas portas.
em Zeugma ou onde meu poder alcan�a.
Salvar-se do afogamento
apenas para ser acorrentado e chicoteado como um escravo
deve ter sido uma experi�ncia emocionante.
N�o tanto como para os guerreiros de Zorak.
Como podem ver, foi necess�rio apenas um romano
para acabar com uma d�zia de seus melhores homens.
�s melhor que um deus de guerra ao meu ver, Randus.
� um caso de matar ou ser morto.
Est� certo.
Matar para n�o ser morto � o princ�pio fundamental da guerra
ou da pol�tica.
Os que lutaram contra os guerreiros de Zorak estavam l� por acaso
e, infelizmente, viram o incidente e n�o podem viver.
O grupo de escravos deve morrer.
Zorak pode cuidar disso.
Nenhum deles ver� outro nascer do sol.
A Seila n�o.
Paguei muito dinheiro por aquela garota
e n�o pretendo perd�-la.
Agora que Randus a trouxe de volta.
Ela ser� poupada, Cl�udia.
Mas n�o os outros. Fizeram parte de uma rebeli�o.
N�o � prudente deixar testemunhas de um ato que afeta meu prest�gio
e minha autoridade.
Quer mat�-los porque eles me ajudaram?
L�gica simples.
Ajudaram o rebelde e n�o ajudaram o romano.
Vamos parar com os t�picos melanc�licos, amigos.
Vamos entreter os convidados antes que se diga que a grandeza de Crassus
faltou em seu pr�prio pal�cio.
Cl�udia tem raz�o.
Faremos o poss�vel para que sua estada seja agrad�vel.
Depois falamos da atmosfera criada por C�sar no Egito.
Como n�s �ramos quando mor�vamos na margem do Tiva.
Cuide dos convidados. Mostre-os o pal�cio.
-Venha, Cl�udia. -Venha, Randus.
O que est� esperando?
N�o ouviu as ordens de Crassus?
Sabe a hist�ria do rei Midas?
Bem, Crassus � parecido.
Tudo que ele toca n�o se transforma em ouro
mas pode tir�-lo de qualquer lugar e n�o escolhe como faz�-lo.
Ele vende toda a popula��o como escravos.
Nunca vi tanto ouro como o desse pal�cio.
C�sar n�o sabe o qu�o poderoso e perigoso Crassus �.
O que mais voc� viu?
H� fortalezas pelo rio.
Ferreiros trabalhando em catapultas prontas para atacar.
Ele triplicou a for�a dos Lechians
ou paga os pr�ncipes locais.
Ele envia ex�rcito e ouro para Farnaces.
Ele enviou algo para Roma?
Nada.
Sim, o Crassus � poderoso... aqui.
Temos que pegar mais informa��es.
Pergunte aos criados.
Ser� conden�-los � morte, se Crassus descobrir.
Voc� tem que ter cuidado.
E quero dizer, ter muito cuidado.
Se n�o, vai acabar em uma cruz dentro da �gua como eles.
E quando a mar� chega, ao amanhecer,
escutamos os gritos ecoando no pal�cio.
� dificil.
Ou Crassus tem o sono pesado ou gosta do som.
Voc� est� andando no deserto. Ouvi falar de uma estranha cidade.
� chamada de cidade do sol.
Sonhos.
Homens se afogando,
todos falam da cidade escondida que abriga os que fugiram
mas eu n�o apostaria que lugar assim exista.
Devemos descobrir.
Se existir, essas pessoas poderiam nos ajudar.
Para servir a C�sar, qualquer custo � justific�vel.
Deve ser aqui.
O lugar chamado de Cidade do Sol.
O que espera encontrar aqui, mestre?
Encontrar a verdade.
Esperava que voc� aparecesse.
A espada de Spartacus, est� nas m�os de seu filho.
Eu, Gular, o gladiador
fiquei, em batalha, ao lado de Spartacus
por nove luas.
Voc�s me conhecem.
E sabem que eu nunca os enganaria.
Quam chegou perto da morte tantas vezes n�o mente.
Sou o �nico de 6 mil que escaparam da cruz.
O grande Spartacus, que jaz sob a pedra negra
p�s esse s�mbolo no pesco�o de Randus
filho de Varinia, antes da �ltima batalha.
E �s o homem que esper�vamos.
O l�der dos escravos.
Nossa esperan�a. Nossa vingan�a.
-Tem certeza do que diz? -T�o certo de como estou vivo.
Fa�a o que fizer, Randus, filho de Spartacus
nossas vidas est�o em suas m�os.
Pode nos vender a Crassus, o homem que crucificou seu pai
ou ser nosso l�der. Voc� deve decidir.
Ou�a a voz de seu sangue e decida.
Para voc�, � f�cil negar a verdade
e arrancar a esperan�a que resta de nossos cora��es.
Precisa dizer apenas uma palavra e ao som dessa palavra
at� os mortos levantar�o. Liberdade!
D� um tempo.
Crassus...
assim como Plat�o,
nosso dia de vingan�a vir�.
Voc� pagar� por seus crimes.
Os escravos ter�o aprendido a li��o depois dessa noite.
R�pido!
R�pido!
Corte e eu o ajudarei.
Eu sei quem voc� �.
Voc� � o filho de Spartacus!
Pegue esses dois e amarre-os na �gua.
Agora voc� vai saber como � morrer como um escravo.
R�pido! Pelo rio.
Encontrar�o ref�gio na cidade do sol.
Socorro!
Socorro! Socorro!
O que est� acontecendo a� embaixo?
-Socorro! -Guardas!
Ajudem-me!
-Cl�udia, o que faz aqui? -Ouvi todo o barulho...
Fui for�ado a levantar no meio da noite.
-Isso � insuport�vel. -Chamem os guardas!
-Algu�m vai pagar por isso. -Socorro!
Vetius! Vetius, o que est� acontecendo?
Vou checar.
Os guardas do pal�cio!
Algu�m pode me dizer o que est� acontecendo?
Algu�m entrou, quebrou o port�o e libertou os prisioneiros.
Alguns dos meus homens se afogaram, amarrados na cruz.
O que � isso? Na porta, deixaram esse s�mbolo.
Ao trabalho, escravo! Vamos, levante-se!
A causa de Spartacus voltou. Est� entre n�s de novo.
Tente aguentar.
Vamos bater em retirada.
-Retirada! -Por aqui.
Spartacus. Logo, estaremos todos livres.
O povo est� se revoltando.
Est�o come�ando a resistir.
Eles n�o querem pagar os tributos.
O problema �...
Tantos soldados foram mortos que Crassus apertou as r�deas.
Nada s�rio, espero.
Seria terr�vel se houvesse rumores de guerra.
N�o haver� guerra, Cl�udia. N�o precisa se preocupar.
Tem minha palavra.
Vamos! Todos voc�s. V�o!
Matamos todos! Vit�ria!
H� um m�s, esse homem incita a popula��o
Entendo a preocupa��o do conselho.
C�sar n�o deve achar desculpas para vir t�o ao leste.
-Voc� n�o o quer aqui, n�o �? -O que quer dizer?
� bem claro. C�sar estragaria os seus planos.
Voc� se tornou o bra�o direito do Crassus.
-Vic� ir� herdar a prov�ncia. -Qual o problema em ser ambicioso?
Afinal de contas, s�o os tempos em que vivemos.
Ao servir Crassus estou servindo � Rep�blica.
E se algum dia quiserem que eu vista a toga da tribuna...
... saberei como us�-la.
E voc�?
lndependente da gl�ria de C�sar, ele ainda � apenas mortal.
Devia come�ar a cuidar de si mesmo.
Talvez tenha raz�o.
Minha irm� n�o esconde o que sente por voc�.
Pelo que vi.
Depois do Crassus, quero dizer, depois dele
podemos dividir a prov�ncia.
Eu fico com o governo e voc� pode ficar com o ex�rcito.
� sempre a mesma hist�ria. O a�o e o ouro.
Mas n�o � uma m� id�ia, amigo.
Vou pensar.
-Sim, vou pensar. -Pense.
Aqui deve ser o local. � melhor nos divirmos.
-Que ir com seus homens? -Prefiro ir com voc�.
N�o conhe�o o deserto.
Eu n�o gosto dos Lechians e nem eles de mim.
-Certo, Zorak? -Certo, pode vir comigo.
Sua experi�ncia pode ser �til para capturar os rebeldes.
Leve todos seus homens, Zorak. Procure pelas montanhas.
Nos encontramos mais tarde no o�sis de Ava.
� aqui.
� este o lugar onde aquele rebelde apareceu.
-Tem certeza? -Sim, se a informa��o for precisa.
Olhe l�, Vetius!
� ele! Vamos captur�-lo morto ou vivo.
Os guerreiros podem recuar. -Boa id�ia.
Lan�as, � frente!
Muito bom.
Mais r�pido!
L� est� ele!
Dessa vez, ele n�o escapa. Avante!
Estamos quase pegando.
Aten��o.
Vamos ser mortos, seus tolos! Fomos enganados!
V�o! Empurrem as pedras!
Por aqui. R�pido!
Vamos! Peguem os cavalos! R�pido!
Bom trabalho, Randus. Bom trabalho.
Se encondam bem. N�o podem capturar ningu�m.
Todos se escondam atr�s das pedras!
Vencemos a batalha. Atr�s das pedras!
N�s os enganamos, mas agora precisa se apressar.
Vetius o espera.
Nos encontraremos novamente, filho de Spartacus.
R�pido, atr�s das pedras. Desapare�am!
Vetius, o que foi?
-O que aconteceu? -Maldi��o dos deuses.
Ele fez de novo.
Jogaram pedras em n�s, enterrando homens e cavalos.
Foi um massacre.
Esse gladiador misterioso estava em todo lugar como um d�monio.
-� imposs�vel peg�-lo! -Nada � imposs�vel.
Alguns m�seros escravos n�o podem me intimidar.
J� apaguei as chamas de fogos maiores.
As turbul�ncias em Floren�a
a ascens�o da Espanha.
Os rebeldes de Spartacus acabaram em uma cruz, como seu l�der.
Livre-se deles para sempre, todos eles!
Tem certeza, Crassus?
Quero dizer...
Tem certeza que o homem com quem lutou h� 25 anos
n�o est� atr�s de voc� de novo?
Sabe de quem eu falo. Spartacus.
Voc� est� louco.
Spartacus morreu crucificado e os mortos n�o voltam!
-Mas o corpo n�o foi achado. -N�o, porque os outros o tiraram.
Eu vi os homens mortos na batalha.
Nos corpos havia um sinal como esse.
Dizem ser o sinal de Spartacus.
Os tolos falam! Rid�culo!
De qualquer forma a rebeli�o ser� esmagada.
Nem que tenha que cobrir toda a prov�ncia com cruzes.
A paz voltar� a reinar no mundo de Crassus.
Voc� ir� me ajudar, Randus.
N�o h� gl�ria em lutar com escravos.
Mas n�o sou eu que devo julgar.
Eu o servirei. Pela gl�ria de Roma.
Pela gl�ria de Roma, muitas coisas s�o feitas.
Como derrubar o triunvirato, como C�sar fez.
E destruir a Rep�blica, como ele est� tentando fazer.
Se me servir fielmente
n�o se arrepender� de nada, Randus.
E quem fala � o romano mais rico de todos.
Mas posso ser muito generoso, como sou com amigos leais.
Ou cruel, como sou com inimigos.
Guardas, tragam o prisioneiro.
As mor�ias est�o famintas.
Mas a hora do jantar se aproxima.
Ele � da vila Robards.
Achamos v�rias lan�as e armas romanas em sua casa.
Ele esteve em contato com os rebeldes.
Seu tempo acabou.
A �nica forma de se salvar � dizer os nomes de seus companheiros
e do seu l�der.
Fale!
Quem � seu l�der? Onde ele se esconde?
Fale!
Quem � o seu l�der?
O filho de Spartacus est� em todo lugar!
Ele nos levar� � vit�ria.
E voc�, � sua morte!
Insolente! Levem-no para as mor�ias.
Como ousa me desafiar?
Zorak.
Pegue seus homens e marchem at� a vila Robards.
Acabe com a vila. Extermine os habitantes!
N�o deixe nenhum vivo!
Talvez Crassus tenha raz�o em usar esses m�todos.
Mesmo assim viram meu est�mago.
Ele est� com problemas.
Os rebeldes querem o sangue dele.
Eu n�o gostaria de ser ele. N�o!
Nem por todo o ouro dele!
Randus...
voc� acha que o general realmente vir� aqui?
Apenas pense.
C�sar perseguindo Crassus!
Parem!
A vila fica no vale.
Surpreenderemos enquanto dormem. Ningu�m deve sobreviver!
Avante!
� o sinal de Baxus. Est�o vindo. Avise os outros.
Vem do Gular, dessa vez.
Esperem eles chagarem ao centro da vila, antes de atirarem.
Combinou bem a mistura, senhor?
Com certeza. A fiz com perfei��o.
Aprendi a receita com os eg�pcios.
Sab�o e �cido grego.
Os Lechians v�o queimar as costas, eu prometo!
Ao custo de acabar com nossas casas...
Construiremos casas melhores, algum dia.
Eles est�o vindo! Est�o quase aqui! R�pido!
Certo, homens! Queimem a vila!
Destruam tudo! Matem todos!
As casas est�o vazias. N�o h� ningu�m aqui.
Alguem os avisou. Devem ter liga��es no pal�cio.
Queimem tudo. Queimem tudo!
Deixem a vila!
Deixem a vila.
Zorak, aqui estou eu!
Randus!
A �nica honra que lhe falta � ser morto pela espada de Spartacus.
E agora?
Abandonem suas casas. Esque�am o passado.
Cheguem ao o�sis. Morem nas cavernas.
Nas montanhas de Robard. Nas velhas minas.
Encontrar�o ref�gio na cidade do sol.
S�o as palavras de Spartacus proferidas por seu filho.
Preparem-se para o dia de reden��o.
Chamem os guardas!
Guardas, me ajudem!
Ajudem-me!
-O que foi? -Crassus.
O que houve?
Veja! Ele conseguiu entrar no meu quarto.
O lugar mais seguro no pal�cio, cercado de traidores.
O l�der est� aqui entre n�s.
Ele pode ser qualquer um. Voc�, Vetius!
-Ou voc�. -Ou Randus.
Sim, Randus. Onde ele est�?
Por que ele n�o est� aqui?
O guarda na porta dele me disse que est� dormindo.
� poss�vel que ele n�o tenha ouvido nada?
Tudo come�ou quando o espi�o de C�sar chegou a Zeugma.
Rebeli�es, conspira��es, emboscadas.
E o s�mbolo. Come�ou a aparecer depois que ele chegou.
Vamos acord�-lo.
Se for verdade que ele est� dormindo.
Randus, abra a porta.
Bem vindo. Por que toda a confus�o?
O que est� havendo? H� rebeldes nos port�es?
H� traidores no pal�cio. Estamos sob lei marcial.
Mesmo?
Parece ser s�rio.
Presumo que sua espada esteja � minha disposi��o.
Voc� � conselheiro romano, voc� d� a ordem.
Ser� obedecido.
Vetius...
deixe-nos a s�s.
V�o.
Serei franco com voc�, Randus.
C�sar n�o mais age com o acordo de amizade comigo.
Ele levou a cabe�a de Pompeu de volta para Roma.
Nada mais, nada pode satisfazer as ambi��es de C�sar.
Mas com Crassus, n�o haver� calmaria.
H� 10 anos, emprestei a C�sar 25 milh�es de Cest�rcios.
E o enviei para ganhar a gl�ria na Espanha.
Os credores o agarraram como moscas em uma fruta madura.
Mas dessa vez Cest�rcios ser�o gastos
em uma avalanche de guerreiros
para derrub�-lo e acabar com ele.
O que acha disso?
Pol�tica n�o alimenta um soldado.
Ent�o n�o morrer� de indigest�o.
Pois amanh� todo o mundo vai ver
que Crassus ainda tem energia para acabar com todos os inimigos.
� melhor repensar.
Ou est� comigo, ou est� contra mim.
Eu o acho muito inteligente para ser capaz de fazer algo tolo.
A m�o que estraga as paredes desse pal�cio
� guiada pelo C�sar.
Descobrirei em breve.
Crassus prometeu uma noite inesquec�vel.
O que ele quer � ganhar a amizade do convidado, o irm�o do rei Farnaces.
E conseguir�. Olhe! Eles est�o vindo.
Nobre homem, sua presen�a �, de fato, uma honra
e hoje � um dia de comemora��o para n�s.
Sauda��es, Randus. A festa do Crassus j� � um sucesso por sua presen�a.
Achei que fosse me negar o prazer de sua companhia.
Estive atr�s dos rebeldes. Afinal... sou um soldado.
Sim, mas se esquece de uma coisa.
Que eu possa precisar de sua espada... ou de sua presen�a.
Ningu�m ousaria machuc�-la. V�nus � sempre idolatrada
n�o dizimada.
Randus.
Com licen�a. Crassus vai matar pessoas inocentes.
Voc� � t�o diferente dos outros romanos.
Voc� pode salv�-los.
V�o ser mortos...
de uma forma terr�vel.
Salve a vida deles!
N�o posso decidir o destino deles. S�o rebeldes.
H� rumores que s�o liderados pelo filho de Spartacus.
� trabalho dele salv�-los. E o meu...
� imped�-lo que fa�a isso.
Mostrarei como inimigos podem ser punidos
sem sangue ser derramado.
� em honra ao visitante.
Eu agrade�o.
Em aposto 10 para 1 que sabe para que � aquilo.
Uma das estranhas inven��es de Crassus.
A noite vai acabar sendo bem divertida.
Duvido que uma das inven��es de Crassus possa ser...
divertida.
Olhe ali.
Olhe com cuidado, meu nobre amigo.
Tudo que vai acontecer � fruto da minha imagina��o.
Sim.
Como sabe, o ex�rcito de meu irm�o est� acampado na beira do deserto
pronto para exterminar qualquer inimigo ou aqueles que nos traem.
Crassus mant�m suas promessas.
� melhor. H� rumores que a legi�o de C�sar marcha em dire��o � sua cidade.
A paz � amea�ada por rebeldes liderados por um homem que n�o consegue capturar.
O filho de Spartacus.
Apenas uma ilus�o de alguns homens desesperados.
Agora assista!
Descubra.
Vai ser uma morte lenta.
A vida sucumbir� de seus corpos podres.
O momento em que se encher com o vapor fatal
n�s veremos...
a justi�a feita.
Fechem as portas!
L� em cima. Olhem!
-Vetius! -V� pelas escadas!
Fechem todas as sa�das!
R�pido. R�pido!
V�o para a cidade do sol.
Guardas, aqui!
Voc� pagar� por minha morte.
A vingan�a de meu irm�o o afogar�
em sangue.
Vetius, chame os guardas e venham pela outra entrada.
Sua hora chegou, Crassus.
A vingan�a do filho de Spartacus pelo seu pai.
R�pido, Lumonius
Ao seu servi�o, Crassus.
Isso serve para provar que ningu�m pode desobedecer Crassus.
Significa sua morte, escravo. Bom trabalho, Lumonius.
Vetius, tire-o de l� e mate-o!
Quero ver a cabe�a dele aos meus p�s!
-Levantem os port�es. -Levantar port�o!
Corte a cabe�a! J� n�o disse que quero a cabe�a dele?
Levantem-no.
Vamos ver seu rosto.
Randus?
Esperem!
Ele tem muito a me dizer antes de morrer.
Levem-no � cela e acorrentem-no.
-N�o quer poup�-lo, espero. -N�o.
Quero que ele pragueje o dia que nasceu
antes de implorar pelo dia de sua morte.
Levem-no!
A not�cia da pris�o do traidor se espalhou pela cidade.
A popula��o est� agitada.
Rebeldes com armas ocuparam algumas vilas vizinhas.
O ex�rcito est� enfraquecido para lidar com essa situa��o.
E os soldados est�o ficando com medo.
Mostre a sua for�a matando aquele homem.
Sua morte mostrar� aos rebeldes que Crassus ainda � mais forte.
Mate-o, Crassus. O que est� esperando? Mate-o agora!
A n�o ser que queira escravos dentro do seu pal�cio.
Voc� � um tolo, Vetius.
Por outro lado, se n�o tivesse sido assim
nunca teria se tornado meu bra�o direito
e meu sic�rio.
Se n�o fosse tolo, j� teria tentado me matar envenenado.
Rebeli�o e escravos n�o s�o os perigos reais.
Mais cedo ou mais tarde, Roma acabar� com eles, como fiz com Spartacus h� 20 anos.
H� 20 anos, Spartacus foi crucificado.
Por que n�o fazem o mesmo com o filho dele?
Ou �s velho demais?
Cuidado com o que diz, Cl�udia.
Agrade�a aos deuses por dormir na minha cama, no pal�cio.
Ao inv�s de um bordel perto do Tiva.
A hora chega.
C�sar avan�a at� n�s em uma marcha forte.
Ele tem apenas duas legi�es, mas s�o suficientes.
C�sar sabe que Crassus � um obst�culo e quer acabar com o obst�culo.
� seu jeito e ele n�o est� errado.
Ele nunca erra.
Aqui, por outro lado, fica Farnaces.
Ganancioso por ouro e gl�ria.
Com um ex�rcito 10 vezes maior que o de C�sar
e 100 vezes mais forte que o nosso.
Uma for�a de b�rbaros liderada por um man�aco.
Mas sua mente louca imagina que pode derrotar
as �guias de Roma.
Mas C�sar o destruiria em um �nico encontro.
Isso n�o ocorrer�.
Mas sou eu que irei liderar o servi�o do ex�rcito com meu ouro.
Farnaces ter� sua gl�ria ao derrotar C�sar
e Crassus teria poder total sobre tudo.
Para uma alian�a com Farnaces, ouro n�o � suficiente.
Ser� necess�rio entregar o homem que matou seu irm�o.
A vida de um homem...
paga a vida de outro. Esse � o pre�o que ele exige.
Deixe os canibais de Farnaces se livrarem do traidor.
Devo chegar logo a Farnaces.
D�-lo o ouro e o prisioneiro e propor a estrat�gia de derrotar C�sar
e esperar l�.
Ent�o...
voltaremos para Zeugma,
Alexandria
e Roma.
Prepare uma escolta.
Pegue o ouro e coloque o prisioneiro em uma gaiola.
Sa�mos da cidade assim que a noite cair, silenciosamente.
E, em 2 dias, voltaremos com o ex�rcito que derrotou C�sar.
Um momento.
Aquele decuri�o.
Lumonius.
Cuide dele tamb�m. O rosto dele � muito honesto.
Randus! Randus, pode me ouvir?
N�o tenho muito tempo. Crassus n�o pode me pegar.
Eu... eu n�o acreditei em meus olhos quando vi que era voc�.
Eu n�o sabia.
Perdoe-me.
S� h� uma coisa que eu possa fazer.
O qu�?
Ir at� C�sar. Ele est� s� a 20 milhas.
Devo chegar a tempo de avis�-lo sobre o ex�rcito do rei Farnaces.
Diga ao C�sar... que tentei servi-lo.
E, ao mesmo tempo... ajudar aqueles que sofriam.
Enquanto forem escravos...
Haver� homens dispostos a lutar e morrer por liberdade.
Se Roma � a favor da escravid�o
ent�o sou contra Roma.
-Diga isso ao C�sar. -C�sar � um homem justo.
Ele o julgar� justamente.
V�, Lumonius, v�!
Adeus, Randus.
Farei meu melhor.
Onde est� o romano?
Voc�, pare!
Parem-no!
Para onde vai, Lumonius?
At� C�sar.
Tudo est� pronto, Crassus.
Vamos, r�pido.
Quero 2 guardas vigiando meu ouro
e meu sono.
Estou cansado! Preciso descansar.
Amanh� pela manh�, com nossos aliados,
precisarei dos olhos abertos.
Ser� como ordena.
Est� se perguntando porque ainda est� vivo?
Tentou me fazer de tola e ao Crassus
e olhe como voc� terminou!
Em uma gaiola, como um animal.
Escolheu a cruz como amante.
E voc� a abra�ar�, Randus...
e ficar� junto dela para sempre.
Vamos. Ande!
Seila, por favor, v� embora. N�o quero que nada te aconte�a.
N�o, Randus. Voc� deve fugir.
-Trouxe sua espada. -�timo.
Espere! Corte as cordas.
D� aqui.
Preparar. Agora!
Vamos! Atacar!
Vamos, venham! Cerquem a tenda.
Voc� vai por ali.
� hora de pagar suas d�vidas.
N�o, Baxus, n�o, n�o!
-Ele � meu ou seu, mestre? -Meu.
H� mais um, mestre.
O que v�o fazer? O que v�o fazer?
Ouro. Voc� devotou sua vida a ele.
Ouro � t�o f�cil de derreter como manteiga, mas � mais indigesto.
Randus! Voc� deve me salvar! N�o pode me pegar!
N�o pode deixar me matarem. Lembra-se, sou tudo que eles tem.
N�o, Crassus. Voc� mesmo se sentenciou.
Os escravos. O povo oprimido dessas terras o julgam.
E eu, como soldado romano,
vejo em voc� um rebelde contra Roma.
N�o deve comprar o ex�rcito para lutar contra C�sar.
Se me der minha vida, eu prometo sua liberdade.
E ouro! Tanto ouro que n�o conseguir� contar tudo.
Por que n�o o pega? Pegue! O ouro!
Sem ouro! N�o pode chegar a um acordo com eles!
S�o as feridas, as vidas, a mis�ria que est� tentando comprar com ouro.
-S�o seus. -N�o, n�o, Randus!
N�o me mate! Eu imploro!
Seila, me salve! Me salve! Por favor, me salve!
Eu a tratei bem. Eu a imploro, me salve!
Randus.
Seja bondoso. Deixe-a viver.
Voc� est� livre. Mas lembre-se...
voc� deve sua vida a uma escrava.
Leve-a at� as dunas e liberte-a.
N�o!
N�o! Cl�udia!
N�o me deixe! N�o pode me deixar morrer assim. N�o!
Segurem-no! N�o o deixem escapar!
Tragam-no de volta!
Dizem que � o homem mais rico de Roma.
Pois vai ser ainda mais rico.
O ouro tem sido sua vida e, agora, que seja sua morte.
Pegue. Pegue um pouco de �gua.
E comida.
D�-me sua faca.
Ter� mais utilidade.
E agora, Randus?
Talvez uma nova vida para todos.
Talvez a morte.
Tentei vingar meu pai e, ao mesmo tempo,
servir �s pessoas, dando-lhes justi�a.
E j� n�o fez isso?
Eu n�o sei.
Fui criado como romano. Mas agora...
tudo mudou.
Essas pessoas me escolheram como l�der.
N�o posso abandon�-las.
Derrotamos Crassus.
Mas a batalha pela liberdade ainda n�o acabou.
N�o tenho medo.
Onde voc� estiver, eu estarei.
Estou pronta para segui-lo, Randus.
A qualquer lugar.
Minha liberdade, minha vida
� voc�.
Meu amor.
Randus!
Randus, � a cavalaria romana. Liderados pelo pr�prio C�sar.
Vamos lutar! N�o desista, Randus.
Entregue-se a C�sar, Randus.
-C�sar o julgar�. -Ele est� certo.
Irei at� C�sar.
� meu dever.
Eu dei ordens para observar os movimentos do Crassus
-mas n�o t�o de perto. -Eu fiz meu trabalho.
O plano contra C�sar foi exterminado.
O homem que matou meu pai est� morto.
Agora � minha vez.
N�o h� homem, livre ou escravo,
que saiba a hora de sua pr�pria morte.
Mas se realmente �s o homem que diz ser e que clamam
filho de Spartacus
entender� porque Roma n�o pode deix�-lo viver.
-N�o pe�o por nada. -E n�o pode ter nada.
O problema com voc� e com o resto de n�s
n�o � s� com liberdade
mas o t�tulo tamb�m.
Confio a Verulus governar a prov�ncia.
� um homem justo. Com as leis romanas respeitadas,
muitos escravos ser�o soltos.
Essa lei, n�o faz exce��es.
Voc� deve morrer.
N�o �s mais um homem, Randus, � um exemplo.
Mas Roma tamb�m precisa de um. Morrer� na cruz, como seu pai.
Para que os outros entendam que � imposs�vel
se rebelar contra Roma.
Voc� foi um bom soldado
e um amigo leal. C�sar o sa�da.
O que acontecer� com os outros?
Eles v�o viver.
Randus!
Olhe ali.
Toda a popula��o de Zeugma, C�sar.
Todos da regi�o ouviram falar da senten�a do rebelde.
Uma cruz n�o ser� suficiente, C�sar.
Se matar o filho de Spartacus, ter� que matar todos n�s.
N�o mate o homem que nos deu a liberdade
ou prepare-se para crucificar todos n�s.
Como fizemos ontem. Como fizemos h� 25 anos.
N�s dizemos. Somos Spartacus.
C�sar, ou�a todas essas vozes.
Roma � o mundo e voc� � Roma.
N�o h� madeira suficiente para fazer tantas cruzes.
Estamos no deserto.
N�o � verdade?
C�sar...
o ex�rcito romano o ap�ia em qualquer decis�o.
Libertem-no!
Tenho que ir com C�sar. Tenha cuidado. Nos veremos de novo.
-Adeus, Lumonius. -Dessa vez vencemos mesmo.
Venha, Randus, venha. Temos algo para te dar.
Pegue a espada de Spartacus.
Adeus, Verulus.
Um ato de clem�ncia � melhor para Roma que o uso da for�a. N�o esque�a.
Vamos.
Avante, legi�o!
Avante.
Lan�amento: http://sofilmacosfenix.blogspot.com/ e Amigos
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