All language subtitles for The Purple Taxi (1977)

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Original subtitles

UM TAXI ROXO (UM T�XI COR DE MALVA)

Quem � esse?

O doutor Scully.

Um velho doido e encantador.

� o seu m�dico, n�o �?

Quem � que lhe disse isso?

Confia num m�dico que conduz um t�xi cor de malva?

Os m�dicos nunca me puderam ajudar.

E tamb�m nunca me fizeram rir.

Pelo menos, o doutor Scully faz-me rir.

as minhas mem�rias.>

essa fragilidade,...>

O que � que est� a fazer?

lgnorante!

Ca�ador de merda!

Quem � voc�?

Se te deixas ver, cabr�o, j� ver�s quem sou.

Jerry,...

...n�o se mexa.

N�o saia daqui.

N�o, Jerry!

O que � que foi, cabr�o? Tens medo?

N�o, mas disparou contra o meu c�o, seu canalha!

Largue a arma.

Ser� melhor que v� procurar o c�o do seu amigo.

Cretino!

Disparar contra os patos quando eles n�o se movem.

Tenha cuidado.

Voc� est� louco. -ln�til, agarre nisto.

Vamos!

N�o � nada. Um arranh�o.

Onde est� o vosso carro?

Ao p� do caminho, l� em baixo.

Bem, vamos at� minha casa.

Ajude-me a levant�-lo para...

N�o, voc� n�o!

N�o confio em si. -Um, dois...

J� est�.

lsto vai ajudar.

Um c�o n�o morre por levar tr�s ou quatro chumbadas nu cu.

Ele vai ficar bom.

N�o tinha nenhum motivo para disparar contra ele.

N�o foi contra ele, foi contra este cabr�o.

Keen, chamo-me Keen.

O senhor Jeremy Keen,...

...filho de um milion�rio,...

...e que pretende livrar-se do peso da sua fortuna...

...fazendo-se passar por um campon�s.

N�o. Eu vivo como quero.

E para ser feliz faz falta algo mais?

Whiskey, senhor Marchal?

Sim.

Como sabe o meu nome?

Mem�ria.

Na vida, tudo � uma quest�o de mem�ria.

N�s j� nos conhecemos. Lembro-me perfeitamente de si, meu caro.

E eu achava que a minha mem�ria era boa...!

Sagora, Marrocos.

H� dez anos.

N�o se lembra?

O seu jeep ficou preso num lama�al.

Chega outro Jeep e ajuda-o.

Ao volante...

Lembro-me do incidente.

Mas n�o me lembro de si.

Parece que estava a� para escrever um artigo...

...sobre um falso problema do terceiro mundo.

Artigo que n�o cheguei a ler.

N�o perdeu muito. -� assim t�o mau?

N�o. � excelente, mas parcial.

Obrigado. -Senhor Keen?

N�o, obrigado. -Um Keen que n�o bebe?

Bom...

Parece que a America conseguiu secar as veias aos lrlandeses.

N�o. Um Keen s� bebe com os amigos.

Que boa resposta!

Felicidades, senhor Keen.

Bom dia. Sou Jerry Keen.

N�o se canse, ela n�o fala.

Sim.

Bem, meus senhores...

Ent�o conheceu por fim o senhor Tubelmann.

Sim.

Esse senhor Tubelmann deve ser um pouco judeu.

N�o me estranharia nada.

Nunca paga as contas.

Al�m do mais,...

...pode ser que tenha sido um nazi criminoso na �ltima guerra.

lsso n�o � muita coisa? -lsso n�o � tudo.

>A filha dele monta a cavalo, mas sempre sozinha.

E tamb�m...

...nunca fala com ningu�m.

� muda.

lsso � o que ele quer que as pessoas pensem.

Seamus!

Margaret Collin, o meu �nico amor! -Seamus, n�o tem vergonha.

Com a sua idade...! -Com a minha idade?

Toda a gente sabe que eu n�o tenho idade.

Quando era jovem era velho e s�rio.

Agora sinto-me jovem e s� penso em divertir-me.

Canto, dan�o... Como em Paris.

Um homem como o senhor...

N�o tenho nada mais que os outros homens.

Sen�o j� se saberia

Que tal se sente?

Quando esteve em Paris? -Na altura certa, caro Philippe.

Cinco anos.

Era o �nico s�tio onde os irlandeses podiam perder a virgindade...

...naquela �poca.

E francamente...

...n�o me arrependo de a ter perdido.

Doutor Scully! -Desculpe, Margaret.

Prometo-lhe que me contenho.

A prop�sito, Philippe,...

...espero que deixe de olhar para o umbigo.

O umbigo mata.

Sim, eu sei.

Tina!

Tina!

Que tal o encontra?

Como � que ele est� hoje? -N�o muito bem.

O qu�?

Bem, mais ou menos como ontem.

� forte como uma pedra. -Mas...

As rochas tamb�m se racham.

Se se sentir doente, doente ficar�.

�...

A Tina e eu quer�amos saber que tal est� o Pack.

Est� melhor, obrigado. Entre.

Obrigado.

J� tomou o pequeno-almo�o?

N�o.

Trouxe galinholas.

Obrigado.

Por favor, sente-se.

N�o dormi muito bem

O barulho do vento e os gemidos do Pack...

N�o queria que...

...a ferida se abrisse e voltasse a sangrar.

Quando adormeci,...

...o telefone tocou.

Acho que os meus pa�s ainda n�o perceberam...

...a diferen�a hor�ria entre Irlanda e Nova York.

Novidades?

A Sharon est� a chegar.

A Sharon?

Sim, a minha irm�.

Aquela ali?

Sim, essa � ela.

N�o gostas dela?

Claro que sim!

� por causa dela que voc� est� aqui?

N�o.

Eu pisei alguns limites...

...e foi decidido que um regresso �s origens me faria bem.

Afinal de contas, foi daqui que o primeiro Keen partiu para a America...

...na altura da grande fome.

Sim, sim. Partiu descal�o e sem um tost�o.

Passado dez anos tornou-se propriet�rio da empresa ferrovi�ria...

...onde trabalhava.

Morreu centen�rio e deixou uma fortuna.

N�o � assim?

Sim, mas n�o foi nos caminhos-de-ferro.

Conhece a minha fam�lia? -N�o.

Mas � uma hist�ria cl�ssica.

T�o cl�ssica como a sua situa��o actual.

A terceira gera��o normalmente tem problemas.

Esses limite que pisou...

O que foi exactamente?

Uma estupidez.

Essa estupidez...

...podia-lhe ter causado a morte?

Eu n�o disse nada.

O que faz a sua irm�?

Nada, vive luxuosamente.

Agora � a princesa de Hannover.

E a sua fam�lia manda-a para c�...

...para que apanhe o ar puro da Irlanda.

Creio que n�o.

O seu marido precisa dela.

Tomar conta de mim, � uma desculpa para n�o ter de tomar conta dele.

Quando chega?

Amanh�.

Posso oferecer-lhe um copo? -Sim.

Porque n�o?

Acabei com a garrafa ontem � noite.

Ent�o vamos para o Pub.

Bom dia.

Bom dia.

Senhor Keen! H� quanto tempo!

Toma um copo connosco? -Claro, Billy.

Senhor Keen! H� quanto tempo!

Toma um copo connosco?

Est�o encantados consigo, se�or Keen.

Voc� tem ci�mes, Tubelmann.

Estou cheio de ci�mes!

Deixe-os em paz.

Est� bem.

Deixarei estas fr�geis borboletas em paz.

Queridos amigos,...

...deixemos que os veados ingleses vivam em paz na Irlanda.

Deixe que os ingleses e os irlandeses resolvam os seus problemas entre si.

lncluindo as corridas de cavalos?

Especialmente as corridas de cavalos.

O Derby tamb�m?

Eu ganhei o Derby. -Eu sei, eu estava l�!

E pareceu-me genial o seu truque no final.

Deixar cair o chicote entre as patas do cavalo ingl�s...

...obrigando-o a desviar-se.

Que manhoso!

Bom dia a todos! -Aqui est� o doutor.

Sean!

Sean,...

...� um prazer ver-te. Cada vez mais forte, e s�brio.

� verdade doutor. Fa�o o meu melhor.

Parab�ns pelo esfor�o. Continue assim.

Bom dia.

Est� b�bedo. -N�o se desculpe.

� in�til, senhor Lynch.

Est� desculpado de tudo. Ponha isto na minha conta.

Na sua conta?

N�o sou t�o est�pido ao ponto de lhe fiar.

O senhor Marchal teve o bom gosto de apresentar...

...o nosso jovem multimilion�rio ao doutor Scully.

Um verdadeiro Keen volta sempre ao lugar de origem.

Suponho que amanh� n�o o veremos.

Vai ao aeroporto buscar a senhora princesa, sua irm�.

Alegro-me de poder voltar a v�-la.

Tenho coisas interessantes para lhe contar.

Sean, vamos embora!

A telefonista da central � um anjo.

Tem um interesse pessoal pelos nossos assuntos.

O senhor Tubelmann parece que a conhece bem.

Jerry!

Onde est� a senhora Lee? Fica sempre para tr�s.

Est� a passar a alf�ndega.

Permita-me.

N�o, permita-me.

Tardo dois minutos. -lsso quer dizer duas horas.

Traz bagagem para seis meses.

Ela nunca fica seis meses em nenhum s�tio.

Quero a suite frontal, a que tem duas varandas.

Lamento, minha senhora.

A suite n�mero oito est� reservada.

Quem a reservou?

O senhor Henry Ford.

N�o h� problema.

>Diga-lhe que � para mim,...

...a princesa de Hannover.

Organize tudo, senhora Lee.

Amanh� telefone-lhe.

Desculpe, minha senhora. Hoje n�o dorme no hotel?

Nem pensar.

Os pal�cios horrorizam-me.

E a sua ama?

Ela adora pal�cios.

D�-lhe a suite n�mero oito.

A oito.

Vamos, Jerry.

� tudo com que alguma vez sonhei.

Est�s a ensaiar um novo sotaque?

lsto � maravilhoso.

T�o simples, t�o r�stico, t�o...

Ecol�gico?

Estou radiante.

ldeal para n�s os dois, Jerry.

N�o sei como agradecer-lhe, senhor...?

Philippe Marchal.

Marchal. Estou segura que nos voltaremos a ver.

O Philippe janta connosco. -Ainda bem.

Os antepassados!

O Jerry disse-lhe que o velho matou um homem em Denver?

Podes por um pouco de musica, Jerry?

N�o. Aqui n�o temos electricidade.

Quer dizer que n�o tens frigorifico? -N�o.

E o gelo para a vodka?

N�o tenho vodka.

Jerry,...

...acho que os nossos pais foram um pouco severos contigo.

Emprestas-me uns jeans?

Sim. Est�o no meu quarto.

Jerry! -Sim?

Tens lume?

H� f�sforos na mesa.

Aqui est�o.

Obrigado.

Bem, s� falta a vodka.

Vou comprar.

Empresta-me o carro, Philippe?

Claro que sim.

Sim, � muito bonito.

O qu�? -O seu peito.

Firme, redondo.

Muito agrad�vel.

N�o lhe consinto...! -Ent�o n�o os exiba.

Oi�a...

Quando se trata uma pessoa como uma cadeira...

...corre-se o risco de se sentar ao lado dela.

Sinto muito.

N�o, n�o sente.

S� se sente um pouco humilhada.

Voc� � amigo do Jerry?

Ca�amos juntos.

Toma conta dele?

Ele n�o precisa que tomem conta dele!

Precisa, sim senhor.

Antes de me casar com o Frederick Charles, eu tomava conta dele.

O meu irm�ozinho � o meu beb�.

O meu companheiro.

Ensinei-lhe muitas coisas.

Ensinei-lhe a dizer palavr�es,...

...a roubar nas lojas.

lnclusivamente a masturbar-se.

Coisas da vida.

Mostrei-lhe...

...o sexo feminino.

O meu.

Um presente de natal.

Mas antes de abrir

...esse curioso presente...

...nunca podemos saber o que �.

No entanto,...

...se eu estivesse perto dele,...

...nunca teria come�ado a fumar,...

...e nada teria acontecido.

Acontecido o qu�?

Uma estupidez.

V�-se que s�o irm�os.

Porque � que diz isso?

Expressam-se da mesma maneira.

�ltimas noticias!

Est� a chover. -Quem � esse tipo?

O tipo que feriu o meu c�o.

Estava nu pub quando fui comprar vodka.

Vodka russo?

Queres rir.

lrland�s, e feito esta manh�.

Qualquer pessoa pode fazer vodka!

Com os olhos vendados ningu�m distingue o Storichna russo...

...do Viroba polaco. Fazemos a prova?

N�o sabia que frequentavas bares, Jerry.

lsso � uma novidade.

Sharon, por favor!

Vou buscar copos.

Se n�o confiam na vodka regional,...

... tenho tudo o que � preciso para a melhorar.

Gelo, lim�es verdes, pimenta vermelha,...

...sal...

Sou uma alma caridosa. Dei a receita a um fabricante...

...Grego.

Evidentemente que quem ficou rico foi ele.

Esse grego transformou-se num mecenas.

Fez uma proposta aos franceses.

Sabem bem que o governo franc�s est� sempre em dificuldades.

Pe�o desculpa. Esta diferen�a de temperatura...!

Os franceses est�o sempre em dificuldades.

O grego prop�s-lhes recuperar a Venus de Milo.

E, podem imaginar, que n�o tiveram a cortesia...

...de responder � sua oferta.

O teu amigo tem uma bexiga extraordin�ria.

Porque � que o convidaste?

Foi ele que se convidou.

J� me sinto melhor.

Coisas que acontecem!

� curioso v�-la depois de tanto tempo, princesa.

Penso que nunca o vi antes.

Talvez em Marrocos. -N�o, n�o.

Em Marrocos foi voc�.

N�o. Foi em Veneza h� cinco anos.

No baile de m�scaras em casa de...

...Enrique Schollberg,...

...um alem�o meio chileno,...

...que fez fortuna...

...com caca de aves marinas.

A s�rio?

Quem � o senhor? Como se chama?

Tubelmann.

Nunca me poderia lembrar desse nome.

No entanto lembra-se do nome Frederick Charles.

O meu marido?

J� vou.

Eu tamb�m vou andando.

Vamos � ca�a amanh�, Jerry?

Sim. Vamos explorar Corof�n.

Eu tamb�m vou.

Bem, j� veremos. Se n�o tiver ressaca...

Ela nunca tem ressaca.

Estou a ficar velha.

Oi�o-a dizer isso desde os seus 1 5 anos.

Sim, mas j� tenho quase trinta.

Sentir-se-ia melhor se lhe dissesse...

...que � bonita?

Jerry, o teu amigo � muito am�vel.

Parece-me que nos vamos dar bem.

Quem era a rapariga que fez com que Jerry...

...fizesse essa estupidez?

Uma jovem iraniana.

Fumavam opium juntos, e uma noite a casa ardeu.

Ela n�o se queria mexer e ele atirou-se pela janela.

Viu a cicatriz que ele tem na perna?

O seu irm�o n�o tem o h�bito de mostrar-me as pernas.

E imagino que n�o goste de falar sobre o assunto.

Ele culpa-se da morte dela.

N�o. Talvez se culpe de n�o ter morrido com ela.

Como sabe isso?

Tem filhos?

Sim.

Um pouco de vodka?

Vejo que n�o gosta de falar sobre si.

Digamos que ainda � cedo.

Comigo nunca � cedo.

Muitas vezes � demasiado tarde.

Jerry!

Obrigado.

Anne Tubelmann!

E se os convid�ssemos para jantar amanh�?

Tu detestas o homem!

lsso � certo.

Mas � fascinante saber que no esterco pode nascer uma orqu�dea.

Encarga-se do assunto, Philippe?

Transmitirei o convite.

Jerry,...

...vamos?

Por favor, o senhor Tubelmann est�?

Alguma vez...

...penteou uma rapariga?

Nunca, verdade?

Ent�o n�o sabe nada sobre a vida.

Tome um copo. -N�o, obrigado.

Venho para... -Sim, vem a pedido da princesa.

Ela quer saber como raios conhe�o o seu marido,...

...o principe Frederick Charles.

As princesas s�o todas iguais.

Ainda que esta seja �nica.

Sabe que ela adora despir-se em p�blico.

Adeus.

Voc� n�o suporta a verdade?

A verdade, sim. Mas a vulgaridade n�o.

Conhe�o muito bem a sua princesa.

Conhe�o-a t�o bem como o meu sof�.

Voc� s� sabe o que leu nos jornais.

Sim.

Eu devo estar parvo!

Voc� est� apaixonado por ela!

Desculpe.

Voc� � um cretino, Tubelmann.

E voc� ficar� cheio de ci�mes quando ela se dispa � minha frente.

N�o oi�as. -Adeus.

H� algum outro motivo para a sua visita?

A Sharon e o Jerry convidam-no para jantar amanh�.

A si e � Anne.

Obrigado, aceito o convite.

Mas a Anne nunca sai.

Voc� n�o a deixa?

A Anne nunca sai.

A �ltima vez que comi ostras foi em Nova York.

Quando estava na cadeia.

Toda a gente me trazia ostras.

� verdade.

Merda, cortei-me.

Fui visitado pela policia, pelos jornalistas,...

...pelo presidente da c�mara,...

...e pelo governador de estado.

Nova York ficou sem ostras.

lmaginam um rapaz de dezasseis anos na pris�o?

N�o quero ser indiscreto mas, porque � que estava preso?

Senhor Keen,...

...eu n�o tinha um pap� rico.

Cheguei a Nova York num domingo de manh�.

Num cargueiro, sem bilhete.

Tinha tudo um ar deserto e morto.

Na America at� as ratazanas descansam ao domingo.

No cais dei de caras com um pastor alem�o enorme.

Era um animal feroz que se babava por todos os lados.

Olhei para ele, ele aproximou-se e deixou-se acariciar.

Disse-lhe que se deitasse.

Deita!

Deita!

E deitou-se!

Os policias n�o podiam acreditar,...

...porque treinam esses c�es para atacar tipos como eu.

Nessa altura, eu era muito magro.

Magro com um carapau.

No posto da policia o c�o n�o sa�a de ao p� de mim.

Ent�o chegou...

...um jornalista, um desses g�nios fracassados.

Uma especialidade tipicamente americana.

Um tipo conservado em �lcool.

Um tal de Yellow Runs...

Roonie, Yellow Roonie.

� isso.

Aos vinte anos ele era considerado o primeiro poeta americano.

Um ''extra pound''.

Continuemos.

Yellow Roonie escreveu a hist�ria no jornal.

No dia seguinte chegaram fot�grafos e jornalistas.

Queriam saber...

...o segredo do rapaz domador de c�es.

Ent�o eu disse...

...''s� vos conto se me derem ostras e vodka''.

E como em Nova York toda a gente � muito eficiente,...

...recebi um monte de ostras e um barril de vodka.

Tinha que inventar alguma coisa. Disse: ''� um dom''.

''� um m�todo para domar c�es''.

No dia seguinte sa� da pris�o...

...porque uma velha louca tinha pago a fian�a...

...para que eu tomasse conta dos seus c�es.

Vivia em Park Avenue com cerca de trinta c�es.

A pobre estava completamente louca.

Chamava-se...

...Olivia Pennyhurst.

Como disse que se chamava?

Pennyhurst.

A sua tia-av�.

Contei isto ao Frederick Charles a �ltima vez que nos vimos.

H� tr�s ou quatro anos.

Quer entrar?

Entre.

Estou?

Queria fazer um telefonema para a Alemanha Federal.

Vogelsburg. O n�mero � o 801 7.

Oito d�zias de ostras,...

...cinco litros de cerveja.

N�o est� mal para um s� homem.

Sim. � preciso esperar muito?

�ptimo, eu espero.

Acreditou nessa hist�ria? -N�o.

Mas podia ser verdade.

Falou do Yellow Roonie.

Publicaram a biografia dele o ano passado.

Ele conheceu a tia Olivia!

Um truque genial.

Um pequeno detalhe no momento indicado.

Explique melhor?

De repente...

...h� qualquer coisa que tem rela��o directa connosco...

...e a historia torna-se veros�mil.

Estou? Frederick Charles?

N�o, na Irlanda. Jerry precisava de mim...

...assim que estarei com ele esta semana.

-Sim, tenho muita vontade.

Aqui passa-se algo estranho.

Acabo de jantar com um tal de Tubelmann.

Diz que o conhece.

Disse que esteve consigo h� tr�s ou quatro anos.

N�o sei. De qualquer forma n�o o vi com ela.

Claro. Adeus, meu caro.

Devia ter-lhe dito que viesse.

Ele gosta tanto das coisas simples.

Poderia ir � ca�a convosco,...

...e poderia passar as tardes com o seu velho amigo Tubelmann.

Assim poderiam falar sobre...

...a Maria Schmitt... -Del Tasso.

O que � que ela tocava? -Schubert.

Perfeito.

O Frederick adora Schubert.

Agora j� sabemos que o Tubelmann existe.

Tem a certeza?

Entre.

O pequeno-almo�o est� pronto.

Obrigado, Mrs. Collin.

O doutor Scully n�o ficaria contente em saber...

...que o senhor passou mais uma noite no pub.

N�o fui ao pub.

A �ltima vez que l� estive foi com ele.

Ele pode fazer um pequeno excesso de vez em quando...

...porque � um santo.

A sua liga��o para Paris j� est�.

Obrigado.

Bom dia. Sabe o que aconteceu ao pequeno Michael?

Tiveram que o levar ao m�dico.

Sim? Sou eu.

-N�o, est� tudo bem.

Sonhei contigo esta noite e queria ouvir a tua voz.

Sim, s� queria ouvir-te. Nada mais.

Se queres falar sobre ele...>

�s vezes esque�o-me que ele est� morto.

-N�o.

Decidimos n�o nos ver nunca mais.

porque precisas de mim.>

Talvez tenhas raz�o.

Conheces-me muito bem.

-N�o.

Ouvia-se bem?

Sim, muito bem. Obrigado.

Bom dia, doutor Scully.

N�o ca�ou nada pelas bandas de Condiegate.

Aconselho a praia de Tralley.

A� h� imensos patos.

Havia, at� que o senhor por l� passou.

Sempre com a sua l�gica francesa!

N�o nos contamine com o virus da d�vida.

Aqui vivemos bem sem l�gica.

Como est�?

N�o me parece grave.

O bater do seu cora��o � normal.

Atropelaram-na?

N�o, caiu do cavalo.

Do cavalo?

De ra�a pura?

N�o sei.

E n�o me importa.

Um pura-ra�a � um pura-ra�a.

Onde est�? -Quem?

O cavalo.

Em Tralley.

� perigoso deixar um cavalo � solta.

O cavalo n�o nos interessa,...

...mas a Anne sim.

Sim. Anne qu�? -Tubelmann.

Tubelmann. � o marido dela?

N�o, o pai. Acho eu

Muito bem. Voltem esta tarde.

E v�o buscar o cavalo.

Onde est� o Tubelmann?

Est� em Londres.

H� alguma maneira de entrar em contacto com ele?

N�o sei.

Desce.

Devagar.

Vamos, minha linda.

Vou buscar as coisas da Anne.

Ela est� no hospital.

Caiu do cavalo.

.

Tem a clav�cula fracturada e um ligeiro traumatismo craniano.

Dei-lhe calmantes.

Porqu�? -Ela estava em choque.

Fiz-lhe perguntas sobre o cavalo... -Est� a perder o seu tempo.

Ela n�o fala.

lsso explica.

Encontraram o cavalo? -Sim.

Agradeceu-nos com um beijo na boca?

Sim?

Que susto nos deu.

O Jerry perguntava-se se o seu cora��o ainda bateria.

Encontr�mos a Marmay.

O Sean est� a tomar conta dela.

Trouxe-lhe coisas que creio que lhe fazem falta.

Dizem que...

...uma queda de cavalo n�o � assim t�o perigosa como...

...uma queda na neve que pode ser mortal.

Leve cotovia,...

...terminei o meu voo.

A Anne fala?

� sombra fiel,...

...terminei o meu canto.

Philippe, ela fala!

� maravilhoso!

Foi o senhor quem sublinhou estes versos?

-Sim.

Quero ver a Anne! Saia da frente! -Ela precisa de descansar.

Quem te raptou?

Ningu�m a raptou.

Est�o a tomar conta dela. -S� eu sei tomar conta dela!

O senhor estava em Londres. Ela est� bem, e fala!

Ela fala?

� muito bom sinal.

Est� a recuperar.

A senhora n�o percebe nada.

H� tr�s anos que ela n�o fala.

Ent�o � um milagre.

Vou dar gra�as ao Senhor.

Vou-te levar para casa, Anne.

N�o me fio desta gente. S� eu sei como cuidar-te.

Ela precisa de descansar. -Descansar� em casa!

Por favor, Anne, sou eu.

Foi o senhor que decidiu trazer estas coisas do meu quarto?

Sim.

S�o precisamente as que eu traria.

Bom, vamos para casa.

Vamos embora.

Anda.

Eu fico.

Venha visitar-me amanh�.

O Frederick Charles adora este tipo de casa.

Tenho vontade de a comprar.

Pode-se visitar? -N�o, Sharon.

Por aqui.

V�o voc�s.

Tenho horror a casas como esta.

Tenho a certeza....

...de que todas as coisas desta casa t�m segredos.

Em tempos...

...esta casa pertenceu aos Templer, uma fam�lia anglo-irlandesa.

Eram boa gente.

Tinham apenas uma paix�o, a ca�a-a-cavalo.

Trezentos anos de ca�a-a-cavalo marcam uma fam�lia.

Aos trinta anos, todos os Templer,...

...que nasciam sempre homens,...

...come�avam a sofrer uma metamorfose.

Os dentes caninos cresciam.

A boca e os olhos...

... ficavam ca�dos.

As orelhas cresciam e cobriam-se de pelos.

Al�m disso, em vez de falar, come�avam a ladrar.

Mas era uma fam�lia feliz...

...� qual...

...nada de mal acontecia.

E assim foi...

...at� � Primeira Guerra Mundial.

O velho Duque Templer...

...morreu com oitenta anos.

O seu filho Edward,...

...que tinha sido condecorado...

...em lvres,...

...morreu...

...na explos�o de uma granada.

Mas pela primeira vez...

...o filho dos Templer nasceu mulher.

Marie Doroth�e.

Este era o seu quarto.

No fim da guerra...

...come�aram a notar nela...

...sinais da mesma metamorfose.

Come�ou a ladrar.

A maldi��o dos Templer...

...fazia-se notar pela primeira vez numa mulher.

O efeito era surpreendente porque ela...

...era realmente bonita.

Ela tinha trinta anos...

...quando um jovem americano chegou ao condado de Clare.

Um jovem atraente e rico.

Marie Doroth�e apaixonou-se.

Mas certo dia...

...O jovem, que pensava...

...que ela n�o o podia ouvir,...

...disse a um amigo que nunca se casaria...

...con un galgo ingl�s porque...

...s� gostava de scottish terriers.

Ela espanca o jovem com um chicote...

...e, nessa mesma noite,...

...pegou numa pistola e disparou...

...contra todos os espelhos da casa.

Algumas semanas depois...

...soube que o americano se tinha casado e...

...liberta os seu cavalos e os seus c�es.

Nas noite de tempestade,...

...ainda se pode ouvir a matilha na floresta.

Depois fez o testamento.

Deixou a casa ao Christopher,...

...o mo�o de cavalari�a.

Surdo e mudo.

E t�o fiel como um c�o.

Um dia...

...chamou-o ao seu quarto...

...e entregou-se a ele.

A cuatro patas.

Depois deu-lhe um rev�lver.

O Christopher matou-a...

...assim como ela matara os seus c�es...

...que sofriam de uma doen�a incur�vel.

Os que viram o cad�ver no ch�o...

...dizem que o seu rosto estava intacto,...

...e que ela...

...tinha recuperado a sua beleza sem par.

N�o se pode restaurar nem vender esta casa.

� propriedade de Christopher.

E ele...

...est� num asilo desde ent�o.

Sharon? Philippe? Onde est�o voc�s?

Eu n�o sou Marie Doroth�e.

N�o tenho medo de si.

A senhora Lee j� terminou, Phillipe.

Pode lev�-la ao hotel?

Claro que sim.

Vou consigo.

N�o esperes por mim, Jerry.

Aonde vai?

Ao hotel.

A senhora Lee quer conhecer o Conemar.

Esta cortina de chuva esconde outro mundo.

Enganei-me?

De maneira nenhuma.

Senhora Lee, prepare os quartos.

Vou dar um passeio com o senhor Marchal.

Est� a ver essa linha no horizonte?

� de l� que eu venho. -N�o.

Voc� vem de aqui.

Apenas foi dar uma volta.

E eu estava � sua espera.

Agora j� nada me faz falta.

Durante quanto tempo? -Um dia, uma hora...

...um minuto.

Escolhi o moment�neo e...

...casei-me com a futilidade.

Pergunte-me porqu�?

Porque tem medo.

Choco-o?

J� n�o tenho vinte anos.

O que � que faz aqui?

Porque veio para a Irlanda?

Tem alguma import�ncia?

Gostava de saber porqu�.

Todas as noites, quando adorme�o,...

...n�o sei se acordarei no dia seguinte.

Sim, como nos melodramas.

lsso � rom�ntico, mas n�o acho que seja por esse motivo.

Que mal lhe fiz eu?

Nenhum.

Ela nem sequer o v�.

E voc�?

Voc� v�-me?

Esta noite...

...muito bem.

Ela voltar�?

N�o temos desculpas para prolongar o inevit�vel.

Porque ser� que eu torno tudo t�o dif�cil?

Porque se quer castigar a si mesma.

E porque � que me quero castigar?

Talvez por ser como �.

Por amar muitas vezes...

...e mal.

Por trair um sonho.

lsso � triste.

N�o sei.

Adoro quando dura muito tempo.

Eu tamb�m.

Bom dia.

Ao meio-dia sai um avi�o para Hannover.

Se sa�mos j�, poderei passar a consoada com o Frederick Charles.

Ao jantar dos granjeiros...

...ir� o veterin�rio,...

...o velho m�dico, o not�rio,...

...as esposas vestidas de organdi.

N�o quero perder as suas rever�ncias.

Tenho vontade de rever�ncias.

Voc� nunca deixa que as coisas terminem de forma natural?

Normalmente n�o.

Quando estar� pronto?

Assim que me vista.

Perco o avi�o.

Eu tamb�m gosto...

...quando dura pouco tempo.

Eu n�o.

Pior para si.

Estamos a passar a fronteira.

Recordarei sempre aquilo que deix�mos para tr�s da cortina de chuva.

Se calhar nunca se envelhece do outro lado da cortina.

� poss�vel que as pessoas se esque�am que podem envelhecer.

Voc� � muito amargo.

E isso � desagrad�vel.

Guarde isto.

Porque n�o?

S� aceitarei se me disser...

...o motivo pelo qual me quer dar esse len�o.

Porque valeu a pena.

O que est� a fazer?

Quero dar-lhe um beijo.

Claro que sim. -At� � vista.

Philippe! -Bom dia, doutor.

Feliz Natal, meu caro Philippe. -Feliz Natal.

Onde passa o Reveillon?

Em fam�lia, como toda a gente.

N�o sabia que tinha fam�lia. -� porque j� n�o tenho.

Sabe das boas not�cias?

A Anne j� n�o est� no hospital.

Sim, eu sei.

Esta noite janto em Donmoiran.

Ainda bem.

Que len�o t�o bonito!

E perfumado!

� curioso como nos afei�oamos...

...a coisas �s quais n�o nos devemos afei�oar.

Feliz Natal, meu caro Philippe.

Feliz Natal, doutor.

Boa noite.

Feliz Natal! -Feliz Natal, Jerry.

Onde posso p�r isto?

Debaixo da �rvore.

E eu? -No ch�o.

� um presente para mim! -Sean,...

...� Natal.

Abrimos os presentes todos juntos.

Est� bem.

Onde est�o eles?

O Tubelmann est� na cozinha.

Passou a tarde toda a preparar um jantar russo.

N�o me estranha.

De certeza que trabalhou como chefe no ''Maxime''.

De certeza.

A Anne est� l� em cima a arranjar-se.

Deram-lhe alta?

De outra forma o Tubelmann tinha pegado fogo a tudo.

Sim, faz o g�nero dele.

Vou buscar velas.

AVENTURA EM MARROCOS POR PHlLlPPE MARCHAL

Gostava de ajudar,...

...mas n�o sei fazer comida russa.

Obrigado.

N�o me acompanha?

Ainda lhe custa falar?

Foi gra�as a si que voltei a falar.

Por vezes a linguagem dos signos n�o � suficiente.

N�o sei se compreendo o que me quer dizer.

Sabe sim.

N�o creio que tenha sido...

...apenas o acaso que o levou at� Tralley...

...no outro dia.

A s�rio?

Sean!

Basta! Senta-te.

Vodka para todos! Um rio de vodka!

Hoje vamos matar a sede do mundo inteiro.

Sean, muito obrigado.

Tocou muito bem.

Agrade�o oferecendo-lhe �gua russa.

Agua em russo � ''vod�''.

E vodka � ''�gua pequena''.

Agua? -Agua!

Sean!

A este ritmo, o Sean cair� ao ch�o dentro de cinco minutos.

Eu nunca fico b�bedo.

J� bebi mais whiskey que aquele que o senhor viu.

Meu Deus!

...

...

.

O que � que acha, Marchal?

Acho que j� � tarde.

Queres que te leve, Jerry?

N�o, obrigado. Eu fico.

Muito bem. At� amanh�.

Tem um len�o muito bonito.

H� muito tempo que o admiro.

Talvez j� exista suficiente intimidade entre n�s...

...para que me diga...

...se a princesa � boa na cama.

Obrigado por este magnifico ser�o.

� assim t�o boa?

.

.

Tina.

Tina!

Bom dia, doutor.

E ainda h� gente que diz...

...que na Irlanda est� sempre a chover..

Onde me encontrou?

Aqui, meu caro.

Voltou sozinho.

N�o me lembro.

Eu achava que o senhor,...

...t�o seguro de si,...

...se tinha resignado.

E de repente...

...sentiu uma terr�vel vontade de viver.

O pequeno-almo�o est� pronto.

Al�m disso,...

a senhorita Tubelmann veio visit�-lo.

N�o sei o que ela querer�.

N�o se levante. O senhor est� muito cansado.

Eu vou ver o que ela quer.

Mrs. Collin!

Ser� melhor ir ver o que ela quer.

Querida Margaret!

Mrs. Collin...!

Philippe, quer jantar connosco esta noite?

O doutor Scully tamb�m est� convidado.

E o Jerry.

Vem?

� assim t�o importante?

Est� bem.

Ele passou mal a noite.

Esteve muito doente.

Vou.

Obrigado.

Adeus.

Senhor Marchal. -Bom dia.

O que faz por aqui sozinho?

Bebo para esquecer.

Para esquecer o qu�?

Boa pergunta.

Uma chamada para si.

Para mim?

Obrigado.

Estou?

De quem?

Sim.

-Diga.

-Sim?

-Sim, e vice-versa.

Sharon, estou no pub.

E n�o estou sozinho.

N�o � m� ideia, mas para isso � preciso tempo.

-Sim?

Tr�s rainhas, meus senhores.

Nem a lnglaterra teve tantas.

Continuemos.

Jovem, por favor...

J� baralhou?

Muito obrigado

Perfeito.

Doutor Scully, gosta de correr riscos?

Claro que sim.

Fazer diagn�sticos � como...

...prender marginais.

Deve ser apaixonante para os seus pacientes.

Sim, eles adoram.

Eles adoram!

Corte.

Porque n�o?

Eu dou.

Anne.

Anne! Traz as bebidas, por favor!

J� est�.

Obrigado.

O.k.. Quatro.

Passo.

Doutor?

Jogo.

Quatro libras.

Estou fora.

Aposto vinte.

Dez...

...vinte.

Senhor Marchal? -N�o.

Eu passei.

Quantas cartas, doutor? -Duas, por favor.

Duas cartas para si.

E uma para mim.

� a sua vez, caro doutor.

Pediu uma carta? -Sim, uma carta.

Bom, digamos vinte libras.

Vinte? Anne, serve whiskey ao doutor.

A todos n�s!

Disse vinte, n�o foi?

As suas vinte,...

...e dez mais.

Obrigado.

As suas dez, e subo cinquenta.

Cinquenta?

Deixa o whiskey...

...e traz cerveja para o Jerry.

Cinquenta...

...e cem.

Est� bem, cem e trinta e cinco.

� tudo o que tenho.

Trinta e cinco.

Mostre o jogo.

Um full de reis.

Um full de reis � bom,...

...mas um de azes � melhor.

Desculpe mas d� vontade de rir.

Assim � o jogo, doutor!

Bom...

Meu caro amigo, o jantar estava divino.

Vai-me desculpar mas... -Espero que n�o se v� embora...

...porque a sorte lhe virou as costas!

A sorte?

Adeus, Anne.

Sabe,...

...sou incorrig�velmente ing�nuo.

O meu profundo optimismo faz com que acredite na humanidade.

Confesso...

...que nunca pensei que o Tubelmann fosse assim.

Assim como?

Contribu� com trezentas libras para a liquida��o das suas dividas.

N�o � que me importe muito.

Se me pedisse eu dava-lhe dinheiro, visto que � um cr�pula simp�tico.

Mas que me roube...? � um insulto.

N�o tinha jogo. -� um batoteiro.

O Tubelmann � batoteiro.

N�o viu que estava combinado com a Anne?

Ela passava por tr�s de n�s,

...e ao servir as bebidas, via-nos as cartas.

Depois dava-lhe a entender a ele.

Est� claro!

N�o se deu conta? -Sim.

Dei-me conta.

E acha gra�a?

Nem por isso.

N�o!

� maravilhoso! Acaba de chegar.

Ela esteve connosco.

Esteve no nosso modesto atelier.

Ela, uma das mulheres mais bem vestidas do mundo.

A Sharon?

Est�vamos em Donmoiran quando ela chegou.

Dissemos-lhe que o conhecemos e que somos amigos do Jerry.

Ela � divina! -Divina?

Alegro-me por voc�s.

Vamos? -Sim.

Adeus. -Adeus.

Uma noite de revela��es!

Sim, � verdade.

Meu caro, acho maravilhoso que as mulheres...

...tenham a capacidade de o deixar num estado de total ingenuidade.

E acha que isso � maravilhoso?

Philippe, tenho que lhe contar uma coisa.

A Sharon voltou.

J� sei.

Os maricas da aldeia disseram-me.

Est� chateado?

Chateado porqu�?

Normalmente n�o lhes chamaria maricas.

Sim, � verdade.

A Sharon sabe sempre o que quer,...

...mas n�o sabe o que precisa nem o que lhe conv�m.

Disse-me o que pensa do Tubelmann.

E parece que o detesta.

Mas ela � capaz de dormir com ele...

...apenas para saber se ele existe de verdade.

Tenho a sensa��o que me est� a tentar dizer alguma coisa...

...mas n�o sabe muito bem como.

N�o.

Sim!

Estou apaixonado pela Anne.

Quero casar com ela e viver aqui.

Porque n�o?

Nada o impede.

N�o, mas preciso da ajuda da minha irm�.

Preciso do dinheiro do meu pai.

Ele n�o nega nada � Sharon.

Tu �s o motivo do seu regresso, verdade?

Ainda que por vezes odeie a minha irm�, amo-a.

Quando nos separamos,...

...sinto-me miser�vel.

Mas quando nos voltamos a ver... -Precisa dela, Jerry.

Sim, acho que sim.

Oi�a...

Sei que n�o � assunto meu,...

...e que n�o lhe devia dizer isto,...

...mas... N�o se afei�oe a ela.

E a si parece-lhe bem afei�oar-se � Anne?

Porque diz isso?

Por nenhum motivo.

O Tubelmann sabe que voc�s se querem casar?

Sim, ela contou-lhe.

E como � que ele reagiu?

Desde sempre que ela se quer dedicar � cria��o de cavalos.

Por isso ele acha que o melhor � montar-lhe uma cavalari�a.

E quem entra com o dinheiro?

Adivinhe.

Ele diz que assim a Anne n�o precisar� de depender de mim.

Que original!

Philippe,...

...o Tubelmann diz que voc� teve um filho...

...e que morreu num acidente

O Tubelmann fala demais.

Surpresa, surpresa!

Sou eu.

Parece-me que a sua deixa �: ''O qu�? A senhora aqui?''

O qu�? A senhora aqui?

Levantei-me muito cedo. -Parab�ns!

Onde est� a Mrs. Collin? -N�o sei.

Quando lhe disse que se tratava de uma visita inesperada,...

...ela ficou vermelha como um tomate.

Disse que n�o queria incomodar...

...e foi-se embora.

Que esc�ndalo!

Alegro-me de ver-te.

Eu tamb�m.

E se nos cas�ssemos?

lmposs�vel.

Amo outra pessoa.

"A Anne Tubelmann"?

N�o.

A Margaret Collin.

Quer um chazinho, Mrs. Collin?

Princesa! Esper�vamos impacientemente a sua visita!

Alegro-me que tenha voltado.

Hello, Jerry.

Bom dia. -Bom dia, Jerry.

Esta � a planta. -Formid�vel.

Aqui as cavalari�as e um pasto artificial.

S� nos resta consultar um advogado para constituir a sociedade.

Esta porta � ideia minha.

As portas tradicionais... -Onde est� a Anne?

Est� no quarto...

...a descansar.

Eu n�o demoro muito.

Boa tarde.

� muito dif�cil estar a s�s consigo?

lsto �, sem o seu pai.

Suponho que queira saber se amo o Jerry de verdade.

N�o.

O Jerry ama-a, e isso basta-me.

Acho...

Sim?

Acho que o poderei amar.

Melhor ainda.

Vamos.

Eles est�o � nossa espera. -V� andando.

Eu j� des�o.

A princesa! -Maravilhosa!

Princesa, � uma honra. -Boa noite, meus amigos.

Eu sou o principe fofinho! -Basta, Tubelmann.

N�o seja ordin�rio!

Bebidas para todos. -S�o quinze libras.

Est� bem, mas sirva primeiro.

Tem que pagar antes.

Senhor vencedor do Derby,...

...eu n�o sou aldrab�o.

Senhor Lynch, tem toda a raz�o. O senhor vende whiskey,...

...n�o a sua filha.

O que � que est� a insinuar?

Deixe comigo, senhor Marchal.

Bebidas para todos! -O dinheiro!

S� pensas em dinheiro, taberneiro da merda!

Aleijaste-te?

� melhor irmos andando.

Sente-se bem? -N�o,...

...nem por isso.

Boa noite, Tony.

Boa noite. Precisam de ajuda?

N�o, est� tudo bem. Obrigado.

E se tom�ssemos um copo? -Sim. Um copo.

Um grande copo.

Obrigado, Tubelmann.

Vi-me livre daqueles ingleses...

...que n�o bebem nada.

Como est�, doutor.

Deixe c� ver isso.

N�o � nada.

Eu curo-lhe a ferida.

Estou perfeitamente bem. -Como queira.

Beba um copo.

Bebida para todos

Tenho uma surpresa, Lynch.

Vou-lhe pagar. -N�o. Estava na brincadeira.

Musica!

Sou uma idiota!

Meto-me onde n�o sou chamada.

O Jerry encontrou uma fam�lia.

Acha que ele e a Anna dormem juntos?

N�o sei nada. -Sim dormem, eu sei.

Uma triste decep��o.

Ele n�o foi o primeiro.

A conversa n�o lhe agrada?

A vida � assim, meu caro!

Para ser completamente sincera,...

...acho que tem pena que a Anne se case.

N�o. -Est� a mentir.

Eu tenho pena do Tubelmann!

Agora durma.

Vamos.

N�o gosta de mim?

Sim.

Para que exista verdadeira amizade entre un homem e uma mulher...

...� necess�rio que durmam juntos,...

...e decidam renunciar um do outro...

...para sempre.

Para sempre?

Claro que sempre h� excep��es.

Desculpe insistir mas tenho que falar com o senhor Marchal...

...e contar-lhe o sucedido.

Philippe, vamos.

O que foi? -A Anne...

...tentou suicidar-se.

Est� no hospital e quer falar consigo.

Est� � sua espera, senhor Marchal.

Ela n�o quer ver mais ningu�m, al�m do senhor.

O senhor Tubelmann teve um desentendimento com o enfermeiro...

...por este n�o o deixar entrar no quarto .

O senhor Keen tentou intervir e...

...levou uma pancada.

Est� ferido?

Gra�as a Deus que n�o.

O senhor Keen recusa-se a ir-se embora.

Diz que prefere esperar.

A policia disse que n�o podem p�r em liberdade o senhor Tubelmann...

...at� que algu�m pague a fian�a.

N�s pod�amos pagar a fian�a,...

...mas se calhar � melhor deix�-lo preso para ver se se acalma.

Sim, penso que tem raz�o.

Philippe, � a voc� que ela quer ver.

Por isso... At� logo.

Entre.

Porqu�?

N�o sei.

N�o podia fazer outra coisa.

Porque � que me fez vir at� aqui?

Por causa do Jerry.

Arrepende-se de lhe ter preparado uma armadilha?

Sim.

Ent�o diga-lhe.

N�o posso.

Diga-lhe voc�. -N�o.

Ele n�o acreditaria em mim.

Ele ama-a.

E n�o tenho a coragem de lhe dizer que ajuda o Tubelmann a fazer batota.

Apercebeu-se?

O seu pai � um batoteiro.

Nem sei se � meu pai.

Ele vive apenas para mim.

Explique.

N�o sei se sou filha dele...

...ou do seu irm�o.

Eles nunca chegaram a saber.

E a sua m�e?

Era mulher de um,...

...e amante do outro.

Era artista.

N�o se preocupava com coisas dessas.

Quando foi que descobriu isso?

H� tr�s anos.

lsso foi quando deixou de falar...

Deixei de falar quando fiz amor com ele.

Anne,...

...para abandonar um homem,...

...n�o basta encontrar outro. -Eu sei.

Quer poupar o Jerry?

Agora, sim.

Parta com ele, imediatamente.

V�o para Paris ou para Londres.

E o senhor ajudar-nos-�?

Sim.

Vou tentar.

Essas hist�rias que o Tuebelmann conta...

� verdade que me conheceu em Marrocos?

N�o.

Leu o artigo na National Geographic.

Mas � verdade que esteve em Marrocos.

E em Nova York? -Tamb�m esteve em Nova York.

E a tia Olivia?

E o Frederick Charles?

E o Philippe Marchal!

O Philippe Marchal o qu�?

Se eu fugisse com o Jerry...

...e, com o passar do tempo,...

...um dia nos volt�ssemos a ver,...

...se eu lhe dissesse:...

...''Conhecemo-nos na Irlanda'',...

...lembrar-se-ia de mim?

Sim.

Claro que sim.

Ela est� � sua espera.

Se ainda a ama...

...lembre-se que h� um aeroporto em Shannon.

Pensava que me tinha aconselhado a afastar-me.

Eu sei.

Sean!

Onde est� a Anne?

Bom dia, patr�o.

Foi bem tratado? -Onde est� a >Anne?

Foi-se embora.

O qu�? -Foi-se embora.

Est� a gozar com a minha cara?

A Anne foi-se embora.

Quando? -Esta manh�.

Aonde foi?

Como � que quer que eu saiba?

� uma partida.

� uma partida para festejar o meu regresso.

Sabe onde est� a Anne, doutor? -N�o.

Quer que me chateie, Scully.

J� tenho bastantes problemas.

Tenho a certeza que sabe onde est�. -N�o, Tubelmann.

Voc�s s�o uns sacanas. Uns grandes sacanas!

J� estava tudo combinado.

Por fim t�nhamos tudo o que precis�vamos para ser felizes...

Foi-se embora com o sacana do Jerry.

Ter dinheiro n�o lhe d� esse direito.

Quero que o pai dele me pague milh�es! Ele tem, carros, iates...

Os ricos s� t�m um direito, o de se esconderem.

O dinheiro tem a mesma dignidade que o papel higi�nico.

Aqui nada mudou.

''Home, sweet home''.

44 quartos, 2 casas-de-banho.

Querem tomar alguma coisa, meus senhores?

44 quartos, 2 casas-de-banho...

...mas n�o h� nada para beber!

Senhores, brindo com o copo vazio � sa�de dos meus pais,...

...sejam eles quem sejam e estejam onde estejam!

Um momento de negligencia e tudo est� perdido.

Brindo a cinquenta anos de m� sorte, de mis�ria,...

...de vida, de morte!

Os outros querem l� saber.

Como � o caso desse jovem com a minha filha.

Em poucos segundos eu tamb�m posso...

...destruir o trabalho de uma vida.

Os v�ndalos s�o a minha perdi��o.

Sete anos de m�-sorte, dizem.

Sete anos!

Eu tive cinquenta e cinco anos de m�-sorte.

J� � suficiente!

Rua!

Deixem-me sozinho!

J� chega.

Vai tudo pela janela fora!

N�o sei porqu�,...

...mas tenho pena de si, Tubelmann.

N�o preciso da sua pena.

V�-se embora. A pena � para os pobres.

Eu sou rico. N�o tenho dinheiro, mas sou muito rico.

O que � que quer que eu lhe diga?

Sou o homem mais rico do mundo!

Cheguei � tr�s dias e praticamente n�o estive consigo.

Este reencontro n�o foi por acaso.

Eu sinto isso.

Algo dentro de mim faz-me sentir isso.

A s�rio?

N�o fale comigo nesse tom, por favor.

N�o quer saber por que motivo voltei?

Voltou para ajudar o seu irm�o a casar-se com a Anne Tubelmann.

Ele s� precisava de dinheiro,...

...e isso eu podia ter-lhe enviado. -Bem...

Ent�o veio certificar-se que ela o ama,...

...que n�o � um engano.

� um engano, Philippe. Ela n�o o ama.

Mas ele ama-a e isso basta.

Ent�o n�o voltou para ajudar o seu irm�o?

N�o finja que n�o percebe nada.

Est�...

...a dar-me a entender que me ama?

Cuidado, n�o lhe caia a baba.

A �nica pessoa que amo sou eu.

Ent�o?

Detr�s da sua cortina de chuva...

...a vida apareceu onde ningu�m a esperava.

Vamos, n�o tenho nada mais para lhe dizer.

Desculpe mas ou disse pouco ou quase nada.

Uma crian�a, meu caro.

Presente, e viva.

Esse � o motivo, contar-lhe.

Ser� um Hannover que perturbar� a gen�tica da fam�lia.

Eu quero ter esta crian�a.

Os m�dicos tinham dito que n�o pod�amos ter filhos.

N�o � isso.

Sou eu quem tem que decidir. -N�o!

N�o voltarei a ter filhos, Sharon.

Porqu�?

Tive um filho...

...que morreu.

Lamento muito, Philippe.

Confesso que n�o sei que dizer-te. -Ent�o...

...n�o digas nada.

Cheguei com nada mais que um fato,...

...uma espingarda, um par de botas, e...

...em seis meses acumulei um monte de lembran�as e coisas in�teis.

Apesar do progresso da ci�ncia,...

...ainda n�o se inventou o homem sem bagagem.

A musica tamb�m? -Esta, sim.

Enfim,...

...est� a tornar-se num homem novo.

Jovem, forte, cheio de sa�de.

Ent�o...

Deixe de projectar sobre os outros a sombra daquele que n�o enterrou.

Nunca lhe falei do meu filho!.

N�o fala noutra coisa.

Quem � o senhor para dizer aos outros aquilo que podem ou n�o aguentar.

O destino, quem mais?

O senhor tamb�m? Deve estar na moda.

O senhor Tubelmann destruiu tudo o que havia em Donmoiran.

Fez muito bem. Era tudo muito feio.

H� quatro dias que n�o sai de casa.

E...

...passam-lhe o correio por baixo da porta.

E n�o s�o s� as facturas.

Vejam! H� fogo!

� em Donmoiran.

Podem ver-se as chamas ao longe.

Se calhar o Tubelmann est� l� dentro.

N�o me quer parecer.

Quem iria cobrar a indemniza��o do seguro?

Querida Margaret! Vamos ver o que se passa.

Passem-me a outra corda.

Ajudem-me a soltar os cavalos! Depressa!

Tragam �gua!

Vamos, vamos!

� magn�fico, n�o �?

� o apocalipse.

� o fim do mundo.

Est� louco, Tubelmann.

Tudo come�ou com o fogo...

...e com o fogo tudo acabar�.

lncluindo a beleza.

N�o tem o direito de fazer isto!

O que foi?

Os cavalos s�o sagrados!

Estou-me nas tintas para os cavalos.

Ele que ardam! -Cuidadinho!

Sean, est�s avisado!

Sean!

Vou-me embora.

Vais-te embora?

Ent�o vai!

Pareces uma menina!

Anne! -N�o fui capaz.

N�o fui capaz de o abandonar.

� o amor.

Chama amor a isso?

Sobre eles nunca poderemos saber nada.

Para onde levar�o agora as suas vidas infernais?

Hello!

N�o penso regressar. -Hello!

� muito am�vel da sua parte vir dizer-me adeus.

Adeus?

Partimos dentro de uma hora.

O Jerry vai para Nova York... -Est� fora de quest�o.

Desta vez sou eu quem decide.

Enganas-te, meu querido.

A fam�lia decidiu que voltas para a America...

...e voltas para a America.

Sou eu quem decide... -O que � que se passa?

Passa-se que o nosso pequeno Jerry n�o est� a par da situa��o.

Jerry!

O �nico que se passa...

...� que o pequeno Jerry j� n�o existe.

Entendido?

Est� claro?

Passa-se alguma coisa?

Nada. N�o se passa nada.

N�o havendo filho n�o h� milagre.

O Frederick Charles pode deixar o seu castelo �s borboletas.

J� n�o haver� principezinho.

Lamento.

N�o lhe serve de consolo?

N�o.

O que pensa fazer? -O de sempre.

Como antes.

Foi para isso que eu nasci.

Para qu�?

Sabe muito bem.

Para o moment�neo,...

...o f�til.

Que pena!

Desta vez cheguei a acreditar...

Adeus, Philippe.

Adeus, Sharon.

A senhora fala?

.

Acha que ficar aqui � uma forma de me esconder?

Pelo contr�rio.

As suas ra�zes est�o aqui.

Ficar aqui, define-o.

Talvez por fim me sinta em casa.

Acho que tem raz�o.

Criar cavalos...

...� uma excelente decis�o.

� um come�o.

Bem, doutor,...

...se calhar esta � a �ltima vez que nos vemos.

Essas coisas n�o se dizem.

Est� em plena forma, Philippe.

Tenha cuidado.

E n�o mande postais.

Meu caro amigo,...

...adeus.

Boa sorte.

Jerry,...

...estou farto que os outros confundam...

...o nosso pa�s...

...com um cemit�rio de elefantes.

O que � que quer dizer com isso?

Dizem que quando os elefantes sentem a presen�a da morte...

...se afastam dos seus e...

...que penetram na floresta em busca do caminho do cemit�rio.

Apenas aqueles que est�o prestes a morrer encontram o caminho.

Qualquer homem...

...que tente passar � frente da sua pr�pria morte,...

...acaba por perder-se nos meandros,...

...como num enorme labirinto.

A Irlanda,...

..., com o seu grande cora��o,...

...poder� sempre oferecer a esse homem...

...um cen�rio fascinante.

Pode fazer-me um favor? -Claro que sim.

Estou um pouco cansado de estar ao volante.

lmporta-se de conduzir por mim?

Um favor?

Para mim ser� um prazer e uma honra, doutor.

Obrigado, Jerry.

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