All language subtitles for 1 - Pablo Escobar

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Original subtitles

UMA S�RIE DOCUMENTAL ORIGINAL NETFLIX

T�nhamos uma escuta telef�nica num dos telefones em que o Pablo falava

e ele falava com a mulher, a Tata.

"Ol�, como est�s, querida? E os mi�dos?"

E, em fundo, ouve-se um tipo a gritar. Estava a ser torturado.

Ouvimos um tipo a guinchar, como um grito.

Nunca esquecerei isso.

E, finalmente, o Pablo diz: "Espera s� um segundo."

E ele tenta tapar o telefone

e o Javier ouve-o dizer: "Cala-o".

Depois, de repente, fica um sil�ncio de morte.

� o qu�o diab�lico e sem remorsos este tipo �.

Ele pensava que era invenc�vel.

SENHORES DA DROGA

Medell�n, Col�mbia, 1982.

Pablo Escobar � o chefe

da organiza��o criminosa mais poderosa, violenta e temida do mundo.

Ele era respons�vel pela grande maioria de coca�na

que entrava nos Estados Unidos.

Eles traficavam 2500 quilos de coca�na

por dia.

O Cartel de Medell�n arrecada mais de dois mil milh�es de d�lares por m�s.

Aqueles que Escobar n�o consegue subornar, mata.

H� muita gente diab�lica,

mas, at� �quela altura, eu nunca encontrara ningu�m assim.

Escobar tamb�m tem seguidores fervorosos.

Para n�s, o Pablo Emilio Escobar Gaviria era uma religi�o.

ASSASSINO CONTRATADO

Era um Deus.

Os que conhecem a hist�ria do Robin dos Bosques,

sabem que eu luto e cuido dos pobres.

Mas para a DEA,

ele � o criminoso mais procurado do mundo.

Muitas vezes, come�amos por baixo,

mas o objetivo � irmos subindo

e chegarmos o mais alto poss�vel na organiza��o

porque queremos cortar a cabe�a da serpente.

Escobar trava uma guerra brutal no seu pr�prio pa�s

e n�o receia lutar at� � morte.

Em 1949, Pablo Escobar nasce num dos pa�ses mais violentos do mundo.

A Col�mbia.

Atormentada pela guerra civil e de guerrilha,

� um mundo onde o destemido Escobar � bem-sucedido.

Enquanto adolescente, ele comete pequenos delitos

e uma luta devido a dinheiro roubado chama a aten��o de um jovem

que se tornar� no seu assassino contratado de confian�a durante anos.

Um dia, eu ia a caminho da escola,

quando vi uma luta entre um pol�cia e um bandido com uma arma na m�o.

Ele tira a bolsa do dinheiro ao pol�cia.

O pol�cia cai e saca do rev�lver...

... e dispara.

Conseguiram tirar o bandido de l� numa mota.

O tipo na mota era o Pablo Escobar.

Mas o crime de rua n�o chega para um Escobar sedento de poder.

O Pablo era bastante engenhoso.

Ele conhecia as ruas e tamb�m tinha vis�o para os neg�cios.

AGENTE ESPECIAL DA DEA

Vis�o essa que levaria Escobar numa ascen��o mete�rica.

A meio dos anos 70, ele junta-se a tr�s criminosos,

Carlos Lehder, Luis Ochoa, e Jose Gonzalo Gacha,

para come�ar a comprar e vender o produto mais lucrativo da Col�mbia, a coca�na.

E assim nasce o Cartel de Medell�n.

O Cartel foca-se num novo mercado em crescimento

a mil e seiscentos quil�metros, em Miami,

onde a coca�na � a droga de elei��o para os ricos e famosos da Fl�rida.

Em 1980, Miami estava em voga.

Era inacredit�vel haver tanta coca�na...

AGENTE ESPECIAL DA DEA

... no mundo, ao mesmo tempo.

Se gostassem desse tipo de investiga��es,

n�o havia local melhor em 1980 do que Miami.

E o Cartel de Medell�n em breve cria uma forma criativa

de fazer entrar a coca�na nos EUA pela Fl�rida.

O Carlos Lehder Rivas comprou uma ilha nas Bahamas

e pagou cinco milh�es de d�lares por m�s ao presidente do pa�s.

Os avi�es chegam da Col�mbia �s Bahamas.

A partir da�, nos fins de semana, barcos e pequenos iates chegavam de Miami

e eram carregados com coca�na.

Traficar era muito f�cil.

Eles referiam-se �s Bahamas como o trampolim deles para os EUA.

Em patrulha, o agente Steve Murphy tem uma vista na primeira fila

da enorme escala da opera��o de Escobar.

Vimos uma aeronave que estava submersa no mar.

Eles referem-no e eu digo: "Meu Deus! Caiu um avi�o."

Digo aos pilotos: "Temos de chamar barcos, trazer mergulhadores,

descobrir onde est�o os corpos no avi�o."

Os dois pilotos riam-se de mim.

Disse-lhes: "De que se riem? N�o tem piada."

Responderam: "Nem sabe o que est� a ver.

S�o avi�es de narc�ticos, s�o avi�es com coca�na que caem,

que os cart�is na Col�mbia voam at� �s ilhas das Cara�bas,

os barcos chegam, retiram a carga de coca�na,

levam os dois pilotos, v�o � vida deles

e deixam o avi�o ali."

Os avi�es abandonados do cartel

revelam qu�o lucrativa � a sua opera��o.

Para estes tipos, produzir um quilo de coca�na nas selvas

custava cerca de $1000.

Os custos de transporte eram $4000.

Portanto, o investimento inicial era de $5000.

E em Miami, a meio dos anos 80,

aquele quilo de coca�na era vendido por cerca de $80 000.

Estes tipos traficavam 2500 quilos de coca�na

por dia.

LUCRO DI�RIO

Portanto, se fizerem as contas, o lucro � na casa dos mil milh�es de d�lares.

E gra�as a isso, tornaram-se no maior imp�rio de coca�na jamais visto.

No in�cio dos anos 80, Medell�n � a capital mundial da coca�na.

E Escobar protege os seus lucros com uma crueldade extrema.

A regra de Escobar era que quem n�o paga,

se ainda n�o estiver morto, era obrigado a pagar.

CORONEL POL�CIA NACIONAL DA COL�MBIA

Eles eram raptados e tiravam-lhes todas as posses.

Era este o principal fator que lhe permitiu estar acima dos outros.

O m�todo cruel dele de implementar o acordo que tinha feito.

Ele eliminou fam�lias inteiras.

Aterrorizou-as.

A DEA acelera a sua opera��o para derrubar o bar�o da droga assassino.

Enviam um agente infiltrado para uma das festas de uma semana de Escobar

que testemunha a brutalidade em primeira m�o.

Ele disse: "N�o v�o acreditar no que eu vi.

Est�vamos no terceiro ou quarto dia daquela festa,

as pessoas estavam todas mocadas.

Chega um dos sicarios e diz ao Pablo: 'Chefe,

Um dos empregados est� a roubar sua prataria.'"

O Pablo vale 30 mil milh�es de d�lares.

Ser� que se importa que lhe roubem a prataria?

Ele diz: "Deixa-me falar com ele."

Ele tr�-lo para a frente de todos e o Pablo fala um pouco com ele

e, no final, ele diz a algu�m: "Traz-me fita-adesiva."

Eles prenderam as m�os do homem atr�s da cabe�a com fita,

fizeram o mesmo nos p�s...

E o Pablo atira-o para a piscina.

O entretenimento nos minutos seguintes foi ver um homem a afogar-se,

Pensem na mensagem que isto transmite.

Que: "Sou intoc�vel. Fa�o o que quiser, quando quiser.

Sou t�o forte e assim t�o poderoso.

Se me roubarem, � isto que vos acontece."

O General da M�fia

Com as autoridades dos EUA e da Col�mbia ambas no seu encal�o,

Escobar cria um ex�rcito brutal de assassinos, conhecidos como sicarios.

Jhon Jairo Vel�squez, de alcunha Popeye, em breve se tornaria no mais mort�fero.

Pouco depois de come�ar a trabalhar para o chefe, est�vamos todos numa casa.

Chega um amigo do chefe e diz: "Pablo...

... eu quero matar um condutor de autocarro que matou a minha m�e."

O chefe diz: "Est� bem, eu resolvo isso."

E ele chama-me: "Vem c�, Popeye.

Queres fazer este servi�o?"

Ser� a primeira morte de muitas de Popeye.

O tipo foi comigo e indicou-me quem era.

Dois tiros na cabe�a. E j� estava.

Volto ao trabalho e, � noite, o chefe pergunta-me:

"Popeye, porque n�o recebeste o teu dinheiro?"

Eu disse: "N�o se preocupe, senhor. S� quero servi-lo."

Ele riu-se e deu-me $5000.

Ele era um l�der e um l�der paga sempre o que deve.

Foi quando matei o condutor do autocarro que entrei mesmo no mundo do crime.

O Popeye admite ter organizado cerca de 3000 homic�dios.

Ele admite ter matado ele pr�prio cerca de 300 pessoas.

Ele � um assassino em s�rie.

O Pablo Escobar costumava recrutar pessoalmente todos os sicarios.

Ele abra�ava-os, adorava-os, beijava-os e dava-lhes dinheiro.

No entanto, ele esperava a lealdade deles em troca, o que tinha.

O lema de Escobar � "Plata o plomo."

"Dinheiro ou chumbo."

Ele envia os sicarios dele para corromperem uma na��o.

Por exemplo, um juiz que tivesse uma investiga��o a cargo dele,

os sicarios iriam falar com ele e dir-lhe-iam:

"Juiz, fui enviado pelo Pablo Escobar.

Antes que nos mande embora... Esta � a sua mulher?"

Mostravam-lhe fotografias da mulher dele.

Dos filhos dele na escola.

E depois diriam: "O Sr. Escobar quer que arquive este caso.

Se n�o o fizer, o Escobar mata-os."

Muita gente come�ou a aceitar dinheiro e, sabem que mais?

Eu n�o os censuro por isso.

Em 1982, Escobar est� no seu melhor.

� o homem mais rico da Col�mbia.

E usa a sua riqueza numa propriedade de 2800 hectares,

a famosa Hacienda N�poles.

Como um toque ousado, ele coloca uma r�plica do avi�o

que transportou a sua primeira carga de coca�na para os EUA,

um Piper PA-18 Super Cub, no port�o principal.

A propriedade N�poles era literalmente um para�so.

Um para�so constru�do com mil milh�es ganhos com o tr�fico de coca�na.

Era um lugar de divertimento e um centro do crime.

Havia tempo para a fam�lia, para divertimento e para a guerra.

Adora levar pessoas para l� para as entreter.

Tem v�rios animais ex�ticos no seu zoo privado.

� como um parque tem�tico para crian�as.

� um s�tio que o Pablo adora mostrar.

Havia festas que duravam cinco, sete ou oito dias.

O chefe bebia meia cerveja e fumava meio charro.

O Pablo Escobar gostava de ter mulheres lindas nas suas festas.

O chefe tinha uma aura poderosa.

A energia dele era t�o forte, que tocava numa mulher e ela ficava logo molhada.

Ele era muito poderoso.

No in�cio dos anos 80, o Cartel de Medell�n fornece

quatro em cada cinco linhas snifadas nos Estados Unidos.

Escobar acha-se intoc�vel no seu esconderijo colombiano.

Mas est�s prestes a enfrentar um novo inimagin�vel advers�rio.

Eu, Ronald Reagan, juro solenemente...

O Presidente Ronald Reagan tem uma miss�o,

prender todos os traficantes de narc�ticos.

Vamos fazer o que for necess�rio para acabar com a amea�a da droga

e incapacitar o crime organizado.

Reagan cria um tratado de extradi��o com a Col�mbia.

Pablo Escobar pode agora ser julgado e detido nos Estados Unidos.

� o pior receio de Escobar tornado realidade.

Eu rejeito o tratado de extradi��o entre a Col�mbia e os Estados Unidos.

Ent�o, Escobar, tra�a um plano.

Viva Pablo Escobar Gaviria!

O Pablo entende a necessidade de se ligar � pol�tica e entrar para o parlamento

para conseguir imunidade parlamentar.

FOT�GRAFO PESSOAL

Ap�s financiar v�rios projetos comunit�rios,

Escobar rapidamente consegue conquistar o p�blico,

o que lhe d� um lugar no Congresso.

Mas este n�o � o seu �nico pr�mio.

Juntamente com o novo trabalho, vem a imunidade de extradi��o.

Mais uma vez, coloca-se fora do alcance do sistema judicial dos EUA.

Mas os que est�o contra ele procuram as provas necess�rias para o expulsar.

Voc� tem muito dinheiro, certo?

Acho que essa � uma pergunta demasiado pessoal, �ntima.

Mas quem quiser saber quanto dinheiro o Sr. Pablo Escobar tem,

pode sab�-lo atrav�s da Dire��o-Geral de Impostos.

Um jornalista corajoso investiga a fundo o passado de Escobar.

O Guillermo Cano, o editor do jornal, acreditava

que este homem que est� no Congresso, a tomar decis�es, o Pablo Escobar,

tinha estado preso e lembrava-se da fotografia da deten��o.

JORNALISTA

O editor do El Espectador publica a fotografia incriminadora.

A rea��o imediata dos pol�ticos que o receberam em suas casas

foi de lhe fechar as portas.

As acusa��es n�o t�m fundamento...

Escobar � expulso do Congresso.

E o ministro da justi�a Bonilla vai atr�s do imp�rio de Pablo.

Munido de informa��es da DEA,

Bonea ordena um ataque surpresa a uma das f�bricas de coca�na de Escobar.

Tranquilandia.

O complexo remoto tem oito pistas, instala��es para 100 trabalhadores

e 19 laborat�rios dedicados ao fabrico de coca�na.

A enorme escala da opera��o de Medell�n � clara.

Queimam mais de mil milh�es de d�lares em coca�na.

E isso desencadeia uma das d�cadas mais sangrentas

na hist�ria da Col�mbia.

O Pablo odiava a classe pol�tica.

Ele tinha um sangue-frio impressionante.

E tamb�m era muito determinado.

O primeiro da lista � o ministro da justi�a

que ordenou a destrui��o da f�brica de coca�na de Escobar.

Ele paga por isso com a morte.

Nada o conseguia impedir.

O chefe era um homem muito violento.

E foi-se tornando cada vez mais.

Empenhado na vingan�a, ele continua o seu reino de terror.

A 17 de dezembro de 1986,

o editor que publicou a fotografia dele, Guillermo Cano, � alvejado brutalmente.

Escobar termina o servi�o explodindo os escrit�rios do jornal.

Agora, como terrorista procurado em duas na��es, ele esconde-se.

Come�a a ca�a ao homem.

Era uma prioridade para a DEA iniciar a ca�a ao Pablo Escobar.

T�nhamos imensos informadores.

Se entrassem pela porta dez informadores, desses dez, dois seriam bons.

Aos informadores que eram cred�veis, pag�vamos-lhes uma boa quantia.

Sabendo que est� a ser vigiado, Escobar n�o confia em ningu�m.

Nem mesmo nos mais pr�ximos dele.

A Wendy Chavarriaga era a namorada do chefe.

Ela era uma mulher espetacular, alta,

com cabelo preto forte e umas pernas incr�veis.

Quando Escobar terminou a rela��o,

a sua amante procura vingan�a atrav�s de uma rela��o com Popeye,

que se apaixona loucamente por ela.

Mas Wendy n�o faz s� isso para se vingar do seu ex-amante.

O chefe liga-me e faz-me ouvir uma grava��o de um telefonema.

Era a Wendy a falar com algumas pessoas da DEA.

Escobar d� a Popeye uma escolha, o amor ou a lealdade.

O chefe diz: "Popeye, o que vamos fazer?"

Ele n�o precisava de dizer mais nada. Eu ia resolver aquilo rapidamente.

Ent�o, marquei um encontro num restaurante.

J� tinha dito a dois dos meus homens, os meus melhores atiradores.

Disse-lhes como ela era e o carro que conduzia.

Eu cheguei e estacionei.

Liguei para o restaurante para falar com a Menina Wendy Chavarriaga.

E ouvi o empregado a chamar o nome dela e ouvia os sapatos dela.

Sinceramente, foi dif�cil.

Mas eu jurei lealdade ao Pablo Escobar.

Mostra-se lealdade ao Pablo Escobar atrav�s de a��es, n�o de palavras.

O governo da Col�mbia far� tudo em seu poder

para capturar Escobar e os seus capangas.

Ent�o, o Presidente C�sar Gaviria lan�a o seu trunfo contra o bar�o da droga,

a amea�a da extradi��o para os EUA.

A capacidade de Escobar de gerar viol�ncia...

PRESIDENTE DA COL�MBIA

... era algo nunca visto na hist�ria do nosso pa�s.

O Pablo Escobar receava a extradi��o.

Ele acreditava que ir para os Estados Unidos

era a pior coisa que lhe poderia acontecer a ele ou a qualquer colombiano.

"Prefiro um t�mulo na Col�mbia do que uma cela nos Estados Unidos."

Ningu�m est� preparado para a escala da retalia��o de Escobar.

O plano dele,

mudar as leis da extradi��o atrav�s do terror.

O primeiro narcoterrorista declarou guerra publicamente ao pa�s.

� quando ele se torna num psicopata.

O n�mero de mortos n�o parava de aumentar.

Falo de milhares de pessoas inocentes.

Mulheres e crian�as.

Agentes da Pol�cia com a cabe�a a pr�mio.

Eu lembro-me, ele diria aos sicarios dele: "Quero muitos mortos."

E era essa a forma dele de lutar e de mostrar � Col�mbia que ia vencer.

A Col�mbia est� � beira de um colapso.

O Presidente Gaviria orienta as suas for�as

e re�ne um grupo de elite do ex�rcito colombiano e pol�cias,

agora com o apoio total da DEA.

Eles intitulam-se o Search Bloc.

O �nico trabalho deles era apanhar o Escobar, morto ou vivo.

O homem encarregue disso foi o Coronel Hugo Mart�nez.

Eu sabia que ia embarcar numa miss�o perigosa.

Podia at� perder a vida.

Mart�nez mal tinha iniciado o trabalho quando um colega o visita.

Ele diz-me que o Escobar me oferecia seis milh�es de d�lares

e que mos daria quando eu quisesse.

Ele s� queria que o avisassem quando o fossem tentar apanhar.

Achei que mostrava fraqueza da parte do Escobar, oferecer-me dinheiro.

Mart�nez n�o se deixa subornar.

Foi com Coronel Mart�nez no lugar que as coisas avan�aram.

Havia muita coisa a acontecer.

E o Search Bloc tem a sua oportunidade de apanhar o bar�o da droga.

Tudo come�ou com a interce��o de uma chamada telef�nica

em que o Escobar pede que lhe levem uma rapariga.

O destino da rapariga � no esconderijo de Escobar na selva.

Agora, s� tinham de o descobrir.

Lev�mos um agricultor connosco, ele conhecia o caminho para Medell�n.

Quando pass�mos por cima do local, ele diz: "� ali, � aquela casa."

Em tempos de guerra, o chefe n�o dormia s� de cuecas.

Ele usava as cal�as de ganga Newman, sem camisola e de arma na m�o.

Quando nos avisaram que um helic�ptero se aproximava,

o chefe agarrou na arma em tr�s segundos.

Escobar tinha sido alertado e o ataque surpresa � recebido com balas.

Eles disparavam contra n�s do terreno

e o piloto diz-me que fomos atingidos.

Ouviu-se um som que pareciam pipocas assim que o helic�ptero foi atingido.

Ent�o, tivemos de retirar.

Naquela noite, est�vamos desapontados. T�nhamos perdido.

Ele tinha-nos fugido.

Escobar foge e depois faz o que faz sempre.

Retaliar.

O Escobar n�o matava s� os seus inimigos.

Matava todos os que achasse que representavam um risco.

Ponham-se na posi��o do Presidente da Col�mbia, C�sar Gaviria.

Conseguem imaginar a press�o a que estava sujeito?

Numa situa��o em que temos um criminoso, o mais procurado do mundo,

o primeiro narcoterrorista do mundo, que declarou publicamente guerra ao pa�s.

Nada impedir� Escobar de demonstrar o seu poder.

Chega ao ponto de planear o homic�dio de Gaviria,

ele encarrega um sicario de p�r uma bomba no avi�o comercial em que ele voa.

Mas as informa��es s�o erradas.

Gaviria n�o chega a embarcar no avi�o.

Cento e dez pessoas inocentes ficam em peda�os.

Foi uma coisa horr�vel.

� o �nico caso que conhe�o, na hist�ria da humanidade,

em que derrubam um avi�o s� para matar uma pessoa.

Naquela altura, o nosso inimigo estava a vencer.

Est�vamos a perder a batalha contra o tr�fico de droga.

Eram tempos dif�ceis.

Durante o final dos anos 80, o reino de terror de Escobar continua a crescer.

Agora, o Escobar usa os seus trunfos

e eram os raptos para pressionar o governo.

Em janeiro de 1988,

o bar�o da droga manda Popeye raptar o Procurador-Geral, Carlos Mauro Hoyos.

Pouco depois das 6h00, fizemos uma emboscada e rapt�mo-lo.

Durante o rapto, matam o motorista e o guarda-costas dele

e levam o Procurador-Geral para um esconderijo.

O ex�rcito come�a a varrer a �rea. Havia cada vez mais tropas.

Porque eles sabiam que t�nhamos o Procurador-Geral Mauro Hoyos na zona.

O chefe liga-nos pelo r�dio.

Ele d�-me a ordem para matar o Procurador-Geral.

Antes de o matar, disse-lhe porque o ia fazer.

"Vou executar-te

porque permites a extradi��o de colombianos para os Estados Unidos."

O Cartel de Medell�n teve alguns dias memor�veis.

Durante a longa ca�ada do Search Bloc, os sicarios de Escobar matam 457 pol�cias.

Mas o governo colombiano recusa-se a ceder ao terror.

Depois, em 1991, Escobar faz a jogada mais inesperada at� ent�o.

Se eles garantirem que ele n�o ser� extraditado,

ele entrega-se para ser julgado.

Foi visto como uma solu��o pol�tica para um problema que n�o consegu�amos resolver.

Mas n�o tarda at� os verdadeiros motivos da rendi��o de Escobar se tornarem claros.

Ele quer fazer um acordo.

Ent�o, o Pablo chega e diz: "Certo...

... eu estava uma vez num carro em que havia coca�na na mala

e eu n�o sabia que l� estava,

portanto, acho que participei sem saber no transporte de coca�na.

E � disso que me declaro culpado. Apanharam-me."

E o governo diz: "Est� bem."

Ap�s todos os anos de crimes e viol�ncia,

Escobar s� recebe cinco anos de pris�o.

E ele tinha ainda mais exig�ncias.

Ele disse: "Primeiro, vou construir uma pris�o

e pag�-la porque n�o quero que os cidad�os da Col�mbia

sofram com os impostos disso."

E o governo da Col�mbia disse: "Est� bem."

Come�aram rapidamente as obras para construir La Catedral,

a pris�o de seguran�a m�xima a poucos quil�metros de Medell�n.

O Pablo at� escolhe os guardas e os presos.

"Vou escolher os meus colegas prisioneiros e um deles ser� o meu irm�o

e os outros s�o colegas de neg�cios, que, na verdade, s�o sicarios"

ou seja, s�o assassinos

e o governo da Col�mbia disse: "Est� bem."

E, finalmente...

E o Pablo disse: "H� mais uma condi��o.

O governo da Col�mbia e os gringos,

nenhum representante do governo se pode aproximar da pris�o enquanto l� estiver

porque n�o confio neles."

E o governo da Col�mbia disse: "Est� bem."

At� consegue manter a sua fortuna multimilion�ria.

� o acordo de uma vida.

Mas a maior proeza de Escobar � a 19 de junho de 1991,

no momento em que � levado pelas autoridades colombianas

para a sua pris�o nova e personalizada.

O Congresso Colombiano declara ilegal a extradi��o.

Sab�amos que o Pablo Escobar tinha vencido

e o resto do mundo tinha perdido.

A nova resid�ncia de Escobar � o local perfeito para voltar aos neg�cios.

Foi l� que o chefe come�ou a restruturar

o tr�fico de droga do Cartel de Medell�n.

La Catedral era um centro do crime.

Aqui havia uma parede

que tapava a entrada secreta para a lavandaria.

Ali guard�vamos o �lcool, a coca�na que as pessoas levavam

e as armas e a marijuana estavam ali.

E, neste quarto, escond�amos pessoas que entravam ilegalmente.

Traficantes, prostitutas, quem quer que n�o devesse estar na pris�o.

Por cima de tudo isto, havia uma discoteca,

um bom sistema de som, t�nhamos bebidas, as mulheres vinham, havia orgias.

La Catedral era um s�tio de pecado.

Mesmo debaixo dos narizes dos guardas, Pablo constr�i uma casa longe de casa.

O que eu vi foi um ambiente de clube de campo.

Fomos � cela do Pablo e era uma su�te de dois quartos.

Tinha quadros de milh�es de d�lares nas paredes.

Tinha forros e cortinados com cores a condizer.

Tinha velas na mesinha de apoio.

Entr�vamos no quarto dele

e ele tinha uma cama feita por medida maior do que qualquer cama de casal.

Tinha um escrit�rio numa divis�o.

A casa de banho dele tinha um jac�zi.

O roupeiro tinha um cofre escondido atr�s das gavetas que pux�vamos.

Isto � uma pris�o.

Escobar est� de volta ao controlo.

Frustrada, a DEA monta uma base ali perto.

A DEA comprou uma propriedade ali, para nos poderem vigiar.

Eles tentam p�r escutas no sistema telef�nico da pris�o, mas...

No ano inteiro em que o Pablo l� esteve, n�o conseguimos intercetar nada.

Aquela casa que vemos ali pertencia ao Pablo Emilio Escobar Gaviria.

O chefe instalara um intercomunicador.

O cabo ia at� � casa e na casa havia uma divis�o

onde membros importantes do Cartel de Medell�n

iam para falar com o Pablo Escobar.

A DEA viu o cabo, mas presumiu que era el�trico.

Nunca imaginaram que era um cabo de intercomunicador.

A DEA nunca conseguiu provas

de que o Pablo Escobar traficava coca�na a partir daqui, da pris�o La Catedral.

Mas, depois, Escobar comete um grande erro

que revela a verdade da catedral do crime.

Ele consegue p�r l� dentro dois dos membros originais do cartel

e Popeye est� l� � espera deles.

Sob a cabana do Roberto, havia uma sala secreta.

Pusemo-los l�. Algemados.

Fernando Galeano e Gerardo Moncada tinham roubado o chefe deles.

Estavam preocupados e queriam falar com o chefe. "Popeye, liga ao Pablo!"

Quando viram que n�o podiam falar com o chefe, perceberam que iam morrer.

Via-se nos olhos deles. Sabiam que iam morrer.

Pediram �gua e uma B�blia.

Demos-lhes um tiro na cabe�a.

Havia uma motosserra na Catedral.

Cort�mo-los aos bocados.

Come��mos a queimar os corpos. Era uma grande fogueira.

O chefe sentou-se numa cadeira de pl�stico, tinha um chap�u russo,

e ficou a olhar para os corpos.

Os corpos arderam durante a noite toda.

Na manh� seguinte, destru�mos os ossos com martelos e �cido

para garantir que n�o havia rasto do Galeano e do Kiko.

Est�vamos a queimar o Cartel de Medell�n.

� a gota de �gua para o governo e decidem intervir.

Ent�o, o governo decide intervir e mudar o Escobar para outra pris�o

porque tinham informa��es de que o Escobar cometia crimes e homic�dios.

MINISTRO DA DEFESA COL�MBIA

Mas Escobar foi mais r�pido do que eles.

Esta � a estrada que tom�mos com o Pablo Escobar em 1992

para fugirmos.

O Pablo Escobar ia � frente a liderar a nossa fuga.

Isto estava tudo coberto de nevoeiro e eram 23h00.

Os primeiros duzentos metros foram perigosos,

com o ex�rcito a chegar.

Vieram para c� nove mil homens do ex�rcito colombiano.

A DEA e a CIA vieram com o general.

Nestas montanhas, conseguimos despist�-los a todos.

O bandido mais famoso da Col�mbia est� de novo em fuga.

Mas numa espantosa reviravolta,

a fuga de Escobar vai dar direitinha �s m�os do Search Bloc.

� como ter uma segunda hip�tese de apanhar o criminoso mais procurado do mundo.

Todos odi�vamos o Pablo Escobar. T�nhamos outra oportunidade de o matar.

PROCURADO

� lan�ado um apelo a n�vel nacional.

E o Search Bloc recebe uma informa��o crucial.

Havia uma casa na encosta da montanha

e a informa��o do informador era que o Pablo estava nessa casa.

N�s ouvimos os passos do ex�rcito.

Entr�mos na casa e o que l� encontr�mos,

era um fetiche do Pablo Escobar,

por qualquer motivo, ele gostava de boas casas de banho

e aquela barraca tinha uma bela casa de banho.

N�o havia sinal do Pablo Escobar.

Incrivelmente, descobrimos um campo de cana de a��car onde nos escondemos.

Escobar evita ser capturado, mas est� a ficar sem tempo.

Mesmo dentro da sua rede, da mil�cia, comandantes e assassinos come�am a morrer,

os que n�o morriam, entregavam-se.

At� ele ficar completamente sozinho.

Com o cerco a apertar,

Escobar finalmente liberta o sempre leal sicario, Popeye, para se entregar.

Eu cheguei e dei-lhe a minha arma.

O chefe aceita-a e diz: "Popeye, obrigado por tudo."

Olh�mos um para o outro sem dizer nada. Soube que n�o o voltaria a ver.

A seguir, o bar�o da droga foca-se em tirar a fam�lia da Col�mbia.

Eles tentam fugir do pa�s,

mas s�o barrados pelo agente Pe�a da DEA no aeroporto de Medell�n.

Quando os par�mos, houve muita confus�o, choro e gritos.

Basicamente rasg�mos os vistos deles.

Este homem n�o se podia dar ao luxo de enviar a fam�lia para fora

e continuar a cometer crimes horrendos.

O governo muda a fam�lia para aqui,

o Hotel Tequendama no centro de Bogot�.

Receando que ainda estejam em perigo, Escobar liga ao Presidente.

Tom�mos a posi��o de n�o aceitar nenhuma das condi��es dele.

S� aceitar�amos uma rendi��o incondicional.

O Search Bloc p�e escutas telef�nicas no hotel onde a fam�lia est�...

... e espera que Escobar d� o pr�ximo passo.

As vigil�ncias duram cerca de 72 horas.

Eu ou�o tudo no meu quartel-general, dia e noite.

Depois, a dois de dezembro, Escobar liga ao filho.

Ele soube que a fam�lia pode ter um lugar seguro em El Salvador.

O Escobar aparece em linha a falar �s 9h00 ou 10h00.

PABLO ESCOBAR: TELEFONEMA PARA O FILHO 2 DE DEZEMBRO

Estamos muito gratos ao Presidente de El Salvador.

Ele est� a tratar-nos de forma humana.

N�o nos trata como criminosos.

A fam�lia dele acabou por ser o carrasco dele.

Confirm�mos a �rea em que se encontrava.

O l�der da equipa de vigil�ncia leva uma unidade para o bairro

onde localizaram as chamadas.

O agente Steve Murphy est� no quartel-general do Search Bloc,

a ouvir o desenrolar da situa��o.

Ele vai a guiar pela rua,

tem a antena de fora, olha para o aparelho,

e ele indica que o sinal vem

de uma casa com terra�o pela qual est� a passar.

Ele olha para cima e v� o Pablo Escobar a olhar pela janela.

Ele diz: "Encontr�mo-lo.

Acho que � o Escobar. Vi-o pela janela."

O ex�rcito avan�a.

Enchem a porta da casa com explosivos

e arrancam-na das dobradi�as.

O Pablo est� no segundo andar, ele e o seu �nico sicario.

Eles sobem ao terceiro andar...

... o sicario salta pela janela. E foge pelo telhado.

� atingido e cai do telhado para o terreno, morto.

O Pablo sai por aquela janela, corre pelo telhado.

� atingido tr�s vezes,

uma vez na parte de tr�s da perna,

outra na n�dega

e o terceiro tiro foi na orelha.

E esse foi o tiro fatal.

Eu estava sentado no meu gabinete e senti um grande al�vio.

A raz�o pela qual todos sorrimos naquelas fotografias

� porque cada um de n�s soube naquele exato momento,

assim que o Pablo Escobar morreu,

que todos os cidad�os da Col�mbia estavam mais seguros,

simplesmente porque um homem morreu.

"Viva Colombia!"

Todos gritaram: "Viva Colombia!"

Legendas: Carlos Alberto Silva

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