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Ter� de esperar um pouco.
- Onde est� meu an�ncio, jovem? - Qual an�ncio?
O que deveria estar na caixa l� fora. Onde est�?
- Sobre o que era? - Meus servi�os profissionais.
Ent�o o senhor � o famoso Professor Monserrat.
- Onde est� o an�ncio? - Eu o retirei.
N�o parecia interessar o p�blico tanto quanto alguns dos outros.
E o senhor n�o pagou pelas �ltimas semanas. S�o 5 centavos, ali�s.
Como posso oferecer meus servi�os sem anunci�-los? Diga-me.
Como eu disse, o senhor me deve 5 centavos.
A� est�.
- Ok, vov�. Vou colocar de volta. - Obrigado.
Talvez devesse ter outro emprego com um...
carrinho de cachorro-quente, n�o �, vov�?
DR. MARCUS MONSERRAT PROFISSIONAL EM HIPNOSE M�DICA
GAGUEIRA, INSEGURAN�A E ANSIEDADE CURADAS SEM DOR.
Estelle?
- Est� atrasado para o almo�o, Marcus. - Me desculpe, querida. Eu...
discuti com o homem da tabacaria por causa do an�ncio.
- Droga, me esqueci de pag�-lo. - Eu resolvi tudo.
Pronto para comer, amor?
Algum paciente veio aqui enquanto eu estava fora?
S� um homem com tique na bochecha. Disse que voltaria depois.
Me pergunto se ele realmente voltar�.
- O que disse? - N�o, nada. Nada.
Vamos, Marcus. O almo�o est� pronto.
Aqui est�. Voc� realmente acha que vai funcionar, Marcus?
Claro, claro.
- Quando estar� pronto para tentar? - Logo, muito em breve.
- O quanto em breve? - Amanh�, talvez.
- Amanh�? - Por que n�o?
- S� tenho que checar o equipamento e... - Ent�o poderemos test�-lo.
E ent�o... Poderemos test�-lo.
"SOB O PODER DA MALDADE"
- Estou aqui para servir, Mike. - Contanto que n�o se sinta inferior.
- Isso mesmo, senhor. - Um homem perdendo o respeito.
S�o todos esses anos puxando coca...
- at� o c�rebro, senhor. - Calem-se, os dois!
- Michael, venha dan�ar. Sim? - "Michael, venha dan�ar. N�o".
Vamos, Mike! Deixe sua garota se divertir desta vez.
"Desta vez"? Quatro noites por semana eu me encontro aqui...
nesse antro de iniquidade. Acho que isso � dar divers�o a ela. Voc� diz?
Certo. Se voc� n�o vai, eu vou. Venha, Nicole.
- Tudo bem? - Claro, claro.
- Seduza-o para valer. Beleza. - Seu pobre rapaz incompreendido.
- Sim. - Est� pronto? Quando podemos testar?
- Agora. Hoje � noite. Se tiv�ssemos... - Sim, Marcus.
- Mas a quem poder�amos usar? - Tem de ser um estranho.
Algu�m que n�o nos conhe�a. Um estranho total...
que n�o precise saber o que aconteceu com ele.
Precisamente. Mas... Precisa ser algu�m cuja mente seja firme.
Algu�m que esteja basicamente querendo fazer isso.
Como podemos achar algu�m sem explicar a ele antes?
- Um b�bado, talvez! - N�o. Uma mente confusa pelo �lcool?
- Deve estar alerta, capaz de responder. - Algu�m jovem!
Um jovem que esteja entediando, em busca de algo novo.
- Como vamos encontr�-lo? - H� todos esses jovens na rua � noite...
tomando p�lulas para se manterem acordados!
- Sim, procurando novas experi�ncias. - Exatamente.
- Voc� poderia persuadir um deles... - Oferecendo algo novo, excitante.
- Ele cairia nessa, � claro. - Mas � claro.
Ent�o o trar�amos para c�. Naquele quarto...
Ele n�o saberia de nada depois.
- � perfeito, Estelle. - E ningu�m vai rir desta vez.
N�o h� nada do que rir. Nada mesmo.
- Se divertiu? - Ela � uma garota ador�vel.
Quanto tempo ser� que elas aguentam?
As garotas?
Engra�adinho. Me refiro �s roupas que elas est�o usando.
Eu gosto do vestido. � engra�ado.
Est� sendo enganada por seu precioso chefe efeminado.
Bem, ele � um homem muito bom e tem sido muito am�vel comigo.
Se eu n�o o tivesse conhecido, ficaria preocupado com isso.
- Venham, vamos sair daqui. - Para onde quer ir?
N�o sei. De qualquer maneira, n�o importa. Vamos.
- Temo que ser� uma daquelas noites. - Est� balbuciando alguma coisa?
- Eu n�o, irm�o. - Tudo bem.
- Onde est� a Nicole? - Ainda se emperiquitando.
- O qu�? - No banheiro. Cortando as unhas, sei l�.
- Passo metade da vida esperando por ela. - Por qu�? N�o vale a pena?
- Depende. - Do qu�?
Do estado das unhas dela.
- Aonde pensa que vai? - Dar uma volta. O que mais?
N�o vai levar a Nicole para jantar?
Voc� acabou de arranjar um trabalho, amigo.
- Ela � sua namorada, n�o minha. - N�o se preocupe, eu te pago.
Esse n�o � o ponto, Mike. Voc� a convidou para sair, n�o eu.
O ponto � que estou terrivelmente entediado de ir de clube em clube...
sem nenhuma ideia de onde mais posso ir e cansado disso tudo. Ok?
Ent�o, vou dar uma volta sozinho. Entendeu?
- N�o sei do que voc� est� falando. - Voc� n�o saberia mesmo.
N�s o veremos no clube mais tarde, ent�o.
Maldito temperamento de artista.
- Sim. - Um hamb�rguer, por favor.
Voc� parece muito entediado, jovem.
- Est� falando comigo? - De fato, estou.
Estive observando-o esta noite.
- O senhor � do FBI ou algo do tipo? - N�o.
Me pergunto se posso acompanh�-lo.
Parece que o senhor j� o fez.
- Talvez possa lhe oferecer um caf�. - N�o, obrigado. N�o bebo.
Sim.
- O que o senhor quer? - Posso oferecer uma noite incomum.
- Duvido. - Experi�ncias extraordin�rias.
- O que est� vendendo? Porn�? - N�o. Nada t�o pat�tico.
Haxixe barato? Nem se incomode, amigo.
O que vendo valeria o incomodo.
Vamos. N�o h� nada que voc� realmente precise fazer, n�o �?
Certo. Vou contigo.
- Encontrou algu�m, Marcus? - Sim.
Quem � essa, senhor?
Esta � minha esposa, Estelle. Minha assistente por longos e bons anos.
Que bom.
Talvez eu deva me apresentar. Sou o Professor Marcus Monserrat.
- Mas deve ter ouvido falar de mim. - N�o que me lembre.
Vamos, vamos. Onde est�o seus milagres multicoloridos?
Ele � impaciente, Estelle.
- Est�o desperdi�ando meu tempo. - N�o. N�o v�.
- Vamos com isso! Seja o que for. - Tudo bem. Aqui dentro.
Vamos. Entre nesse quarto.
Voc�s est�o brincando.
Por 40 anos sou conhecido como um dos maiores hipn�logos do mundo.
Parab�ns, amigo.
N�o, n�o. No palco, n�o. N�o sou um ato teatral barato.
- Um m�dico hipn�logo, profissional. - Marcus...
E durante esses anos eu aprimorei e enriqueci meus poderes.
- Marcus, j� chega. - Se quiserem come�ar uma discuss�o...
- fiquem � vontade, n�o me importo. - Com a ajuda da luz e o uso do som...
eu os trouxe a um ponto nunca antes sonhado...
nos anais das mentes humanas.
Venha e sente-se, jovem.
- Nisso a�? - Sim. Sente-se.
Sou muito jovem para morrer.
Disse que queria algo novo, algo que nunca tivesse feito antes.
- �, mas n�o achei que... - Nada de mal acontecer� com voc�.
- N�s garantimos. - Sente-se enquanto ajusto isso.
- O que isso far� comigo? - Experi�ncias deslumbrantes...
indescrit�veis. Completo abandono sem remorso.
Intoxica��o sem ressaca. �xtase sem consequ�ncias.
Certo. Vamos ver o que voc�s conseguem criar.
"�guia dois para L�der Azul. �.
Relaxe. Tente limpar sua mente. Livre-a de todo pensamento.
O que est� acontecendo?
Ser� que ele est� bem?
Levante-se da cadeira.
V� para a sala ao lado.
- Voc�s vir�o? - Sim. Pode ir.
Feche a porta.
Voc� ouviu?
Est� funcionando, Marcus.
- Sim, podemos control�-lo. - Mesmo � dist�ncia, atrav�s da porta.
- Estamos comandando sua mente. - Conseguimos, Marcus.
Mantenha-o focado. Controle-o. Controle-o.
Eu vou... Para a cozinha.
� perfeito!
- Deixe-me tentar. - Concentre-se. Sinta sua mente.
- O que o farei fazer? - Fa�a-o pegar algo.
Sim. Um ovo, da geladeira.
O terceiro a partir da esquerda.
Quebre o ovo!
- Minha m�o, Estelle! � como se... - Tivesse ovo em toda minha m�o.
�gua! �gua da torneira!
Na minha tamb�m.
Meu Deus, Estelle! Estamos sentindo todas as sensa��es dele!
- Tudo que ele tocar, n�s tocamos. - � como se f�ssemos ele.
Vamos mand�-lo embora e ver se funciona a uma dist�ncia maior.
- Eu... Quebrei um dos seus ovos. - Est� tudo bem. Perfeitamente bem.
Agora, meu jovem, quero que saia daqui.
Uma vez fora dessa casa, n�o se lembrar� de nada que aconteceu aqui.
Estar� perfeitamente normal, exceto que n�o se lembrar� de nada disso.
De agora em diante vamos controlar sua mente.
De tempos em tempos, poremos pensamentos em sua cabe�a...
e voc� obedecer� esses pensamentos. Entendido?
Agora v�, meu garoto, e n�o se lembre de nada.
Aqui, Estelle! Sente-se aqui.
- Siga seus movimentos um pouco. - Marcus, isso poder� ser um...
concentra-se! Concentre-se.
Ainda o temos. Sinto seus passos na cal�ada.
Nunca sonhei que isso pudesse acontecer. Mesmo a essa dist�ncia...
poder entrar na mente de algu�m e sentir transmiss�es de seus nervos.
Algo mais positivo.
- Uma sensa��o prolongada. - Calor intenso. Ou...
- quanto a �gua est� gelada. - �gua, � isso! �gua.
Posso ouvir a m�sica. At� o som � transmitido.
- Michael! - Oi. O retorno do pr�digo.
- Se divertiu? - Vamos sentar.
Ele parece enfeiti�ado.
- Onde esteve, Michael? - Comendo um hamb�rguer.
- Todo esse tempo? - Era um hamb�rguer grande. Sa�de!
Que tro�o horr�vel.
Vou pegar mais. Mas voc� paga.
A� est�, crian�a.
- Venha. Vamos sair daqui. - Mas e o Alan?
Ele ter� de se cuidar sozinho. Vamos. Quero lev�-la a um lugar.
Isso parece muito perigoso.
- Vamos. - N�o podemos deixar o Alan...
- ele vai ficar magoado. - Ele n�o se importou em me deixar.
- Isso � diferente! - Por qu�?
- Voc� queria ficar sozinho! - Eu nunca quis ficar sozinho.
Venha, vamos. Pode deixar um bilhete, se voc� quiser.
"VOLTAMOS LOGO. MEU AMOR EXIGE DAR UMA VOLTA! NICOLE."
"P.S.: TE DEVO 2 DRINQUES EXTRAS, CARA DE SORTE. MIKE."
Desgra�ado!
- Responde perfeitamente, Marcus. - Sei exatamente aonde manda-los.
- Por aqui, amor. - O que vamos fazer?
- Vamos nadar. - Est� louco?! Nesse frio?!
- Piscina coberta. Privada. - Como entramos?
Tenho meu pr�prio "Abra-te, S�samo". Vamos.
- Quando voc� pensou nisso? - N�o sei. S� pensei.
- Assim, do nada? - �. Interven��o divina, eu acho.
Vou ver se acendo as luzes enquanto voc� entra, certo?
Ok.
Est� transmitindo perfeitamente!
Sinto a �gua � minha volta. � maravilhoso.
� demais. Ele est� me deixando exausta. Pare-o.
N�o, n�o! Deixe o rapaz se divertir, Estelle.
S� precisamos parar de nos concentrarmos nele...
e nossas sensa��es v�o ficar cada vez menores.
- A gente pode alcan��-lo quando quiser. - Claro, querida, claro. Agora...
Relaxe, relaxe. Desconecte-se.
- Devemos manter o processo em segredo. - N�o, isso pode ajudar as pessoas.
N�o. Para ajudar a n�s, Marcus. Mas somente se o usarmos bem.
N�o s� a n�s. Outras pessoas tamb�m.
Pessoas idosas como n�s que n�o t�m o que temos.
N�o temos dinheiro para comprar nada h� anos!
N�o desde que aquele rep�rter desocupado decidiu...
investigar seu trabalho. Voc� sabe disso!
- Por que somos diferentes? - N�o estamos num asilo, para come�ar.
- N�o entende? - N�o, n�o entendo.
Eles poderiam aproveitar a sensa��o de nadar, mas por liga��o. Como n�s.
- Tirar f�rias bem longas. - E como prop�e que fa�amos isso?
Bem...
Vamos encontrar algu�m que comece uma funda��o e envie uma pessoa...
um "transmissor", por assim dizer, em um longo cruzeiro e...
todas as suas sensa��es e experi�ncias seriam retransmitidas...
- para os idosos em casa. - Sim. Soa maravilhoso, Marcus.
- Ah, as novas sensa��es. - Sim. Voc� deve estar orgulhoso.
As sensa��es e o controle delas. Voc� conseguiu algo impressionante.
- Quase me esqueci do controle. - Mas ele est� a�. Aquele rapaz...
Est�vamos mandando-o fazer coisas. Ele era nosso. Ainda �.
� uma enorme extens�o de poder hipn�tico, isso eu garanto.
Mas acabamos descobrindo algo muito maior.
Preciso escrever um relat�rio, public�-lo e convencer as pessoas...
de que funciona, tentar encontrar algu�m que o financie...
e me certificar de que seja usado para o bem.
Marcus? Sim, querida?
- O relat�rio... - O que tem ele?
- Precisamos faz�-lo agora? - Por que n�o? O que quer dizer?
Estes jornais, com suas hist�rias desprez�veis sobre seu trabalho.
- Eles n�o acabaram com nossa vida? - Mas isso j� passou.
30 anos! Sem dinheiro, sem reputa��o. Tudo por causa destas mentiras!
N�o merecemos algo por todos estes anos, Marcus?
Ningu�m mais! S� voc� e eu!
Temos o garoto agora.
Vamos us�-lo e nos dar algumas coisas que n�o tivemos por tanto tempo.
- Por que n�o? - Esses poderes s�o para...
- serem usados para outras pessoas. - Sim, � claro!
Mas s� por um tempo. Por pouco tempo.
- Vamos usar o rapaz. N�s merecemos! - Us�-lo para qu�?
Podemos escolher, Marcus.
- Tudo bem, Estelle. S� um tempo. - Podemos escolher qualquer coisa.
Obrigada, Michael.
Posso subir?
Por que n�o?
V� procurar o Alan. Ou ele ficar� louco.
- Certo, voc� � a chefe. - Pela primeira vez, sou.
Bom dia.
- Procura alguma coisa em particular? - Na verdade, procuro um telefone.
Que tal este?
Vamos combinar, isso n�o vai ser bom para ningu�m, n�o �?
Tem algum outro?
- N�o, s� este. - Bem, nesse caso...
Voc� n�o tem nenhum uso para mim, n�o �?
� t�o linda, Marcus.
Eles devem ter seguro.
Bem...
Coisas assim t�m seguro...
Eles n�o sofreriam mal algum se a perdessem.
E se...
Bem, se fosse queimada em um inc�ndio, digamos?
Eles teriam?
Tudo bem, Estelle. S� essa vez.
Mas, por favor... Nunca mais.
- Michael, � voc�? - "Os gansos v�o voar hoje".
- O que � isso. - Uma senha, amor.
- Vamos, deixe-me entrar. Est� frio. - Certo, suba. Estou quase pronta.
Por que as mulheres dizem estarem quase prontas...
quando ainda est�o andando seminuas?
- Talvez elas sejam loucas. - Pode ser mesmo.
Droga.
Certo, Marcus.
- Vamos nos conectar. - Concentre-se e o acharemos.
Al�?
Como?
Ele o qu�? Aguarde. Eu vou cham�-lo.
- Ei, Alan? - O qu�?
Tem uma garota francesa querendo falar com voc� no telefone.
Obrigado, Ron.
Queria ter a sua idade.
Al�?
Ele te deu cano?!
Isso � um tanto repentino, n�o �? Mesmo para o garoto prod�gio.
Claro, claro. Terminarei aqui em uns dez minutos.
Sim, seria �timo!
Eu a vejo mais tarde, ent�o. Tchau!
- Certo, rapaz. Pode ir. - Obrigado, Ron.
- Tomara que ela use anticoncepcional. - Ron, seu velho safado!
Descendo a rua, � direita.
N�o, obrigado.
N�o se preocupe.
Voc� conhece o humor dele tanto quanto eu. Melhor, de fato.
- Desculpe, Alan. Eu... - Por qu�?
- Voc� ama o idiota, n�o eu. - Eu n�o amo o Michael.
- Conseguimos, Marcus. - Sim, conseguimos.
- Voc� tem sua pele. - Ela � maravilhosa. Obrigada.
� melhor esperar um pouco antes de tentar peg�-la.
A pele? Sim.
- Bem, n�o � o que queria? - Sim, antes.
- Eu n�o imaginei... - O qu�? N�o imaginou o qu�?
- N�o imaginei que seria assim. - N�o entendo. O que quer dizer?
Voc� entende sim, Marcus. Eu o vi.
- Voc� gostou, n�o � mesmo? - Como poderia ter gostado?
- A pol�cia veio. � perigoso. - Essa foi a parte mais excitante!
Eu vi seu rosto. Voc� gostou. Eu sei disso. Eu tamb�m gostei.
- Mas � errado, Estelle. Errado! - Ser humano?!
Todos n�s queremos fazer coisas que est�o em nosso �mago...
coisas que n�o podemos nos permitir fazer. N�o � mesmo?
Mas agora...
Temos os meios para fazer essas coisas...
sem medo das consequ�ncias!
Voc� est� certa, Estelle. Eu...
Eu realmente gostei.
Quem �?
- Sou eu, Nicole. - O que quer?
Posso subir?
Por favor.
Certo. Suba.
Tenho um corte desses e n�o me lembro de nada.
- Foi... peculiar, sei l�. - Pobre Michael.
- Consegue lembrar de ter me deixado? - Lembro de sair daqui, mas n�o por que.
Senti que precisava fazer algo em algum lugar.
Fazer o qu�?
� isso que eu n�o sei.
Mas eu obviamente o fiz.
E pode apostar que n�o foi somente uma caminhada.
Desculpe ter acordado voc�, mas eu estava um tanto...
assustado, sabe?
Aposto que � a primeira vez que voc� admite isso.
�, talvez seja.
Pare de se debru�ar sobre isso, Marcus. � tudo passado.
Acabei de ver um policial parar um homem em uma motocicleta.
- Por qu�? O que ele fez de errado? - Estava correndo.
- E...? - Voc� j� experimentou a velocidade?
N�o, s� uma vez em uma ambul�ncia. Depois que quebrei a perna.
Falo de velocidade de verdade. Eu nunca experimentei. Deve ser magn�fico.
- Aterrorizante! - Magn�fico!
N�s vamos experimentar, Marcus. Velocidade de verdade.
- Quando � sua folga? - Hoje. � s�bado, lembra?
Ent�o �. Foram dois blecautes em um dia.
Voc� deveria ir a um m�dico.
Eu sou bem saud�vel.
Muitos vegetais verdes.
- N�o fale de boca cheia. - Minha boca, minhas regras.
Ent�o... Est� com a tarde livre?
- Vamos a algum lugar. - Aonde? Cinema?
- N�o, campo. Fora da polui��o. - Como?
- Alan tem uma moto. - Ele o deixaria us�-la?
N�o. Mas e se eu s� pegasse emprestado por um tempo?
Algu�m est� andando na sua moto, Alan.
- Certo, amor? - Certo.
Certo. Vamos l�.
Que cara de pau!
- Alan. Seu amigo? - Se voc� o chama assim.
- Quem era a garota com ele? - A mesma que saiu comigo ontem.
Mike, diminua! Michael!
Mike, diminua!
Diminua!
- Que porcaria voc� andou fazendo? - Dando uma volta no campo, tudo bem?
N�o, n�o est� tudo bem! Veja o que voc� fez com a Nicole!
N�o o deixe falar assim com voc�.
N�o fale comigo desse jeito, Alan.
O que est� fazendo?
- Seu desgra�ado! - Acerte-o!
Ronnie?! R�pido!
Bom garoto, Marcus. Bom garoto, Mike.
Foi a melhor coisa que j� fizemos, Marcus.
Nunca imaginei que voc� pudesse descer a esse n�vel.
Marcus, foi lindo. Incr�vel!
Meu Deus, Estelle! Voc� deve estar louca!
Mais vivaz do que nunca.
- Eu vou impedi-la, Estelle. - Como, Marcus?
Diga-me como. Al�m disso, tem algo mais em jogo.
- O qu�? - Minha vontade � mais forte do que a sua.
Voc� n�o pode me parar. Voc� j� tentou, n�o tentou?
Pude sentir sua mente trabalhando contra a minha, mas eu ganhei.
- N�o ganhei, Marcus? - Voc� n�o pode ganhar o tempo todo.
N�o quando estiver dormindo. Trarei o rapaz de volta aqui...
- reverterei o processo. O libertarei! - Nunca o deixarei fazer isso, Marcus.
- Nunca! - Irei � pol�cia! Contarei tudo!
- Eles rir�o de voc�. - Eu vou par�-la, Estelle!
Eu prometo!
Voc� nunca vai reverter o processo, Marcus.
N�o! N�o!
N�o, Estelle! N�o!
N�o, n�o!
N�o tem nem por que trazer o garoto de volta agora, Marcus.
Eu vou par�-la nem que seja a �ltima coisa que eu fa�a.
N�o adianta, Marcus. Voc� n�o pode me parar!
Com licen�a.
Al�?
Quem era?
N�o sei. N�o havia ningu�m.
- Algum pervertido, talvez. - Duvido.
Provavelmente era Michael querendo fazer as pazes.
Aquele desgra�ado!
O que voc� viu nele, Nicole?
- Honestamente. - N�o sei.
Desde aquela confus�o ontem � noite, ele parece estar...
com algum tipo de problema. E eu queria ajud�-lo.
Mas depois disso...
- Depois do qu�? - Nada. De novo, n�o.
- Quem �? - Audrey? Sou eu. Mike.
- Quem? - Mike Roscoe, amor.
Eu n�o a acordei, n�o �?
Est� tudo bem. N�o o vejo h� s�culos. Por que veio aqui?
- Entre! - Obrigado.
S� pensei em vir aqui e ver como voc� est�.
- Quer um caf�? - Sim, obrigado.
A��car?
N�o, obrigado.
Eu deveria ter lembrado disso pelo menos.
Mike, por que veio aqui? De verdade, quero dizer.
Est� tendo problemas com a Nicole?
�, mais ou menos.
- � um pouco complicado. - Conte-me.
Me desculpe, Audrey. Precisava falar com algu�m.
Voc� pode falar comigo, n�o pode?
Sim, acho que sim.
Como est� se sentindo, Marcus?
Desculpe ter de fazer isso...
mas eu n�o poderia deixar voc� sair daqui justo quando �amos ter...
nosso pequeno duelo.
Poderia?
Tudo parece t�o vago.
Metade do tempo eu nem sei porque estou fazendo as coisas.
E ent�o, quando volto a mim... n�o consigo me lembrar de nada.
Nada!
Voc� explicou isso para a Nicole?
O que ela disse? Ela tentou entender?
N�o... n�o!
Mike? O que a Nicole disse?
Mike, qual � o problema?
Voc� est� bem?
Pare!
N�o adianta. Voc� n�o pode me parar agora!
De alguma forma. De alguma maneira...
A qualquer custo, Estelle. Qualquer custo!
Bem, bem, bem...
Acho que isso nos beneficia.
Independ�ncia � o que ele procurava.
Mas ele conhecia aquela garota antes de nos conhecermos.
Qual �? Voc� � que disse que ele est� muito estranho recentemente.
Talvez ele finalmente tenha surtado.
Bem, ele certamente n�o perdeu o charme.
- Se � que ele j� teve algum. - Deixe-o em paz, Alan. Por favor.
Tem certeza que sabe onde estamos?
Eu sei onde estamos.
Onde?
Voc� vai ver.
Eu n�o gosto disso.
N�o seja tola. Est� logo ali. Vamos.
- Eu vou voltar. - Vamos!
Por que me trouxe aqui?
- Para cantar para n�s. - "N�s"?
Sim, "n�s". Foi por isso que voc� veio, ent�o, vamos ouvi-la.
Em um clube? Onde? Eu cantarei l�. Eles t�m um grupo, uma banda...
- Cante! - N�o posso! N�o aqui, n�o assim.
Cante!
Quero ouvi-la para saber se voc� � a pessoa certa. Ent�o, vamos, cante.
Vamos, comece logo!
Cante!
Fique longe dela. Afaste-se!
Agora!
Nada. N�o h� nada que voc� possa fazer.
E nada se compara aos avan�os desta noite.
Posso ajud�-la?
Queijo e picles? Presunto, kosher?
Algo especial? Salsicha de f�gado, chucrute?
- N�o est� com fome, ent�o? - Quero perder alguns cent�metros.
Gostaria de se desfazer de algum dinheiro?
Por favor, n�o o fa�a. Voc� parece muito bem para mim, garota.
Sim?
Queijo e picles? Presunto, gherkin, chucrute, salsicha de f�gado?
- O que deseja que eu prepare? - Nada, obrigado.
Desculpe, este lugar n�o � uma parada de �nibus, sabe?
- Um expresso, por favor. - Saindo!
O que foi?
POP STAR ASSASSINADA
Ei, essa � a garota...
Ele n�o poderia... N�o, o Mike n�o.
Mas ele quase me matou. Veja isso.
"Outra garota tamb�m foi assassinada."
- Voc� n�o est� pensando... - Nem preciso pensar, garota!
Duas garotas foram mortas. Uma n�s vimos com ele ontem...
- e uma morava perto da loja. - O que podemos fazer?
- Vamos � pol�cia. - Mas isso � s� suposi��o!
Tomara que seja, mas ainda precisamos chamar a pol�cia.
N�o podemos falar com ele antes? Talvez ele tenha sossegado agora.
- �, essa � a quest�o. - Por favor, Alan. Vamos v�-lo.
Certo.
Mas ele n�o vai estar na loja. N�o a essa hora.
- Talvez no apartamento? - Vamos tentar isso.
Ei, voc�s! Deram pouca gorjeta!
Ei, Marcus... Est� feliz, Marcus?
Estou falando com voc�.
Voc� me ouviu?
Voc� n�o comeu.
Coma, Marcus. Precisa comer para se mantiver forte.
Saia daqui, Estelle.
Se voc� n�o se mantiver forte, n�o ter� condi��es...
de ter nenhum...
duelo comigo.
- Fique longe de mim... - Maldito! Coma!
- Qual � o seu destino? - Ol�.
- Como vai? - Bem. � recente?
Bastante.
- Parece que tem algo errado. - O que tem de errado?
- Velhos tempos. - Sete.
Mas temos que nos certificar de que � uma mulher, n�o uma falsifica��o.
Muito engra�ado.
Veja. Essa garota assassinada. Eu a levei no t�xi.
Quando foi isso?
Ontem � noite. Saiu do clube com um rapaz.
Eu vou me divertir sem voc�. Maldito!
- Voc� est� b�bada! - O que quer dizer?
Minha vontade � mais forte. Eu provei isso. Duas vezes!
- Sua mente est� corrompida! - � o que voc� pensa.
Mas est� errado.
Tente a porta.
- Veja no quarto. - Sim.
- Parece que ele veio aqui ontem. - Queria que ainda estivesse aqui.
Pelo menos poder�amos falar com ele.
Talvez ele esteja na loja. Ele adora o lugar...
- e n�o precisa falar com ningu�m. - Imagino que sim.
- Vamos ligar para ele. - Certo, tudo bem.
Al�?
Al�, Mike. � o Alan. Nicole e eu queremos falar com voc�.
- Pelo menos ele est� l�. - �.
Vamos.
Tudo bem, Marcus.
Voc� acha que n�o consigo mais comand�-lo. Tudo bem, eu te mostro.
Se tentar alguma coisa, Estelle, usando aquele garoto...
eu a impedirei.
- Como far� isso? - Do �nico jeito que posso.
Apenas tente.
Desgra�ado descuidado.
- N�o tem ningu�m aqui, George. - Vamos ter que vasculhar as coisas.
N�o posso desperdi�ar uma chance dessas s� por que o rapaz n�o est� em casa.
Mike, deixe-nos entrar. Queremos falar com voc�.
Michael, destranque a porta, por favor.
O que querem? Achei que n�o est�vamos nos falando.
Que se dane! � sobre aquela garota.
- Que garota? - Aquela com quem voc� saiu.
- A cantora. - De que diabos est�o falando?
Voc� foi a �ltima com quem sai! N�o foi nada bom.
- Ontem � noite, no clube. - A cantora da banda. Laura.
Aquela vadia!? Deve estar brincando. Eu nem olharia para ela.
Estou muito ocupado, tenho muito que fazer.
Ser� que os pombinhos podem me deixar em paz?
- Michael, precisamos falar com voc�. - Por qu�?
Laura foi morta ontem � noite. E outra garota tamb�m.
Ele deve trabalhar em algum lugar.
Tente encontrar uma carta, algo que nos d� uma ideia de onde seria.
Isso n�o vai adiantar muito hoje. Est� tudo fechado.
Bem, � melhor do que nada.
N�o vamos conseguir nada se ficarmos aqui procurando...
manchas de sangue ou algo idiota assim.
Bem, isso � verdade.
Se voc� n�o se lembra de ter ido ao clube, ent�o onde estava?
- N�o sei. - Deve ter alguma ideia.
- Fechou a loja. E depois? - Fui caminhar.
- Para qu�? - Ver um amigo.
- Quem? - � assunto meu.
- Uma garota. - E o que tem isso?
- Uma garota chamada Audrey Woods. - Sim, sa�amos juntos.
- Audrey Woods foi morta ontem. - Meu Deus.
- E voc� a matou, n�o foi, Mike? - N�o! N�o me lembro.
- N�o se lembra de muito, n�o �? - De algumas coisas, sim!
Como blecautes quando mata pessoas.
N�o sei do que est� falando. N�o matei ningu�m, certo. Nunca!
Esteve com duas garotas ontem. Uma voc� admite ter visto.
Da outra voc� n�o lembra. Ambas assassinadas!
- Se n�o foi voc�, quem foi? - N�o sei!
Continuo repetindo que n�o me lembro das coisas!
- Lembra de ter ido nadar comigo? - Sim.
- Andar de moto? - Sim!
- Lutar comigo na oficina? - Sim!
- Matar duas garotas? - N�o!
- Vamos, saiam. Deixem-me em paz. - Vamos, Mike! Fale a verdade!
Saiam daqui! Deixem-me em paz! V�o! Saiam!
Ele suspeita dele... N�o!
Mate.
Michael, o que aconteceu?
- Mate! - N�o!
Largue isso, Mike.
Nicole, Pe�a ajuda! R�pido!
Fuja!
- Voc� est� bem, filho? - Estou.
- N�o est� machucado? - N�o, n�o.
Marcus! O que est� fazendo?
Pare, Marcus. Pare!
Pare!
- N�o! - Sim!
Eu me diverti muito com isso, Estelle.
Vamos. Vamos.
- Leve-os para casa, sargento. - Sim, senhor.
FIM
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