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INTERNATO DERRADEIRO
- Aqui � Raposette? - Isso mesmo, senhor.
Leve a bagagem para a estalagem e eu pagarei voc� l�.
Tudo bem, senhor.
Espero poder contratar transporte por aqui.
Sim, com certeza.
Este � meu cart�o. Pode me visitar quando quiser.
-Obrigada -Au revoir (adeus).
Vamos, querida.
Tradu��o das Legendas: Netedomi
Moli�re...
era um mestre absoluto...
era um mestre absoluto...
na cria��o de seus personagens.
na cria��o de seus personagens.
Ele tinha um dom inimit�vel...
ele tinha um dom inimit�vel...
para retratar a vida...
para retratar a vida...
em seus aspectos mais v�vidos.
em seus mais...
Mademoiselle lzzier.
N�o est� com vontade de escrever esta tarde?
N�o.
Eu n�o quero.
Talvez ache o ditado aborrecido assim como a companhia de suas colegas?
O que acha de passar uns dias
em completo isolamento?
Se eu bem me lembro j� teve esta experi�ncia.
Gostaria de experimentar novamente?
Como desejar.
N�o, n�o como eu desejar Mademoiselle lzzier.
Eu n�o dou a m�nima.
Eu duvido.
Voc� pode duvidar do que quiser.
Muito bem.
Vamos ver se est� certa.
- Mademoiselle Toupan? - Sim, Madame?
Acompanhe Mademoiselle lzzier para a sala de castigo
mas volte logo, por favor.
Aqui est� a chave.
Mademoiselle lzzier?
Posso levar um livro comigo?
N�o.
Sem d�vida que a verei mais tarde.
Sim, temos que conversar.
Agora, onde est�vamos?
Oh... Nos seus aspectos mais v�vidos...
nos seus aspectos mais v�vidos.
H� um cavalheiro com uma garota para v�-la.
Est�o aguardando na biblioteca.
Garotas, Mademoiselle Desprez
continuar� o ditado no meu lugar.
Mademoiselle Noel, est� muito cansada para ficar de p�?
Desculpe, por favor, Madame Fourneau.
Um r�pido ditado do par�grafo.
Certo, vamos continuar.
V� para o inferno.
Jean-Baptiste Poquelin...
Jean-Baptiste Poquelin...
Monsieur Baldie?
Eu sou Madame Fourneau,
a diretora do col�gio.
O que posso fazer por voc�s?
Prazer em conhec�-la, Madame.
Gostaria de apresentar Mademoiselle Gravin
que vai estudar aqui.
� parente sua?
N�o, sou apenas... um amigo da m�e.
Vimos seu an�ncio no jornal.
E um colega recomendou seu estabelecimento.
Bem, espero que goste.
- Gostaria de dar uma volta? - Madame.
Esta � a sala de desenho, pintura e escultura.
Tr�s vezes por semana, nossas alunas fazem trabalhos
em aquarela e argila.
Algumas das pinturas
que v� penduradas nas paredes do estabelecimento
s�o trabalhos de nossas alunas.
Teresa?
Por aqui, por favor.
Eu acredito em mentes saud�veis e corpos saud�veis
das garotas que est�o sob minha responsabilidade.
Esta sala � para dan�a e m�sica.
Solfeggio � obrigat�rio
mas depois as alunas podem escolher.
Piano, violino, harpa ou violoncelo.
A barra e o espelho s�o para os exerc�cios de bal�.
N�o esperamos que sejam perfeitas
mas elas devem praticar uma hora por dia.
Al�m disso d� a elas eleg�ncia nos movimentos
n�o esque�a que nossas alunas n�o s�o mais meninas
e tamb�m s�o exerc�cios �teis
e as impede de se ocupar
com pensamentos sup�rfluos.
Voc� toca piano, Mademoiselle?
Aprendi um pouco tr�s anos atr�s
mas eu tive que parar.
Mas ainda deve lembrar do solfeggio.
Sim, acho que sim.
Algum problema?
Oh, nada.
Queremos que nossas garotas sejam especialistas em jardinagem.
Uma de nossas alunas Margarita Chausson,
se tornou uma autoridade no assunto.
Em nossa biblioteca temos muitas de suas obras
sobre bot�nica.
Elas foram publicadas pela academia... de ci�ncia...
Oh, n�o � nada apenas um vaso que caiu.
Foi o vento provavelmente. Por aqui, por favor.
Nosso jardim na primavera causa inveja aos vizinhos.
Claro, que nossas alunas tamb�m tem aulas de culin�ria.
Como sabem, a arte culin�ria
� a mais importante para as futuras donas de casa.
H� uma atmosfera muito cordial entre nossas alunas.
As idades variam entre 15 e 21 anos
e eu tenho certeza que Mademoiselle logo vai encontrar
boas e novas amigas entre elas
e logo vai se sentir absolutamente em casa conosco.
Esta � a sala de jantar.
Eu gostaria tamb�m de mostrar a sala de trabalho
e a sala de leitura
mas eu n�o quero cans�-los.
Gostariam de ver os dormit�rios?
N�o, n�o � necess�rio. Obrigado, Madame.
Quantos anos tem, Mademoiselle?
Dezoito e meio.
J� esteve em um internato?
N�o, Madame.
Ah, Mari?
Por favor, leve Mademoiselle... Gravin
para a sala de jantar.
S�o 5:00 horas, talvez ela goste de ch� e biscoitos.
Vamos nos juntar a ela em poucos minutos.
Madame.
Vamos para a biblioteca?
Certamente, Madame.
Por favor, sente-se.
Obrigado.
O nome dos pais, por favor.
A m�e dela chama Violet Gravin.
Ela � uma boa amiga, como j� disse.
Gostaria que soubesse que somos muito discretos aqui
particularmente no que se refere aos pais das estudantes.
Um amigo j� me disse, Monsieur Morrow, de Avignon,
ele a recomendou para mim.
A m�e de Teresa gostaria de educ�-la
ela mesma.
Mas eu temo que no momento
ela n�o seja capaz.
Bem, ela pode ficar conosco at� atingir a maioridade.
Tudo que precisamos � um nome e endere�o
da pessoa diretamente respons�vel por ela
e o pagamento de 300 francos por semestre
sempre pagos com anteced�ncia.
Tudo bem.
O nome da m�e � Violet Gravin.
Place des Arbres, Avignon.
Avignon.
Dois semestres com anteced�ncia.
Gostaria de um recibo?
N�o, n�o � necess�rio.
Esta escola � especializada em estudantes
cuja caracter�stica �...
podemos dizer... dif�ceis.
E algumas delas, apesar de juventude.
n�o tem exatamente vidas exemplares
e para mant�-las no caminho certo
tenho que dirigir a institui��o com m�o de ferro.
Mademoiselle, precisa de alguma coisa?
N�o, nada. Obrigada.
- J� terminou seu ch�? - Sim.
Porque n�o comeu os biscoitos? Eles s�o muito gostosos.
- N�o estou com fome. - Guarde-os, ent�o.
Voc� n�o ter� muito para comer no jantar.
"En�as, o verdadeiro, fez o seu caminho para a fortaleza
"onde Apolo governa, entronizado nas alturas,
"dentro da vasta caverna
"onde a terr�vel Sibila est� escondida.
"Aqui o prof�tico deus
"respira sobre ela o poder vision�rio do esp�rito
"revelando o futuro.
"Eles estavam andando pr�xima a floresta de Diana
"e seu templo dourado.
"Daedalus, de acordo com a hist�ria
ousou subir ao c�u.
"Ele consagrou suas asas ao deus Apolo,
"para quem ergueu um templo.
"No port�o do templo, ele pintou a morte de Androgeus,
e mais abaixo, os atenienses obedecendo ao terr�vel comando..."
- Voc� quer? - Obrigada.
"...para entregar seus sete filhos
"como sacrif�cio anual.
E havia a urna a partir da qual os nomes..."
- Tudo bem. - "...eram sorteados.
"A ilha em que Kronos est�,
elevando-se acima do mar
"completa a cena no outro lado do port�o.
"L� estava representada a paix�o brutal do touro
"e a uni�o secreta com Pasifae
"e bem no meio
"uma advert�ncia contra esse amor perverso
o filho h�brido de duas ra�as, o Minotauro.
"Aqui est� a hist�ria cretense com toda riqueza de detalhes..."
Basta, Mademoiselle Perry.
Est�o dispensadas, Mademoiselle.
Qual � o seu nome?
Teresa Gravin.
Trouxe muita bagagem?
Tudo que eu possuo.
Estou sem meias. Poderia me emprestar uns pares?
Oh, cale a boca, voc�.
Mademoiselle Toupan, Fragonard e Rigot,
por favor, venham comigo.
Tudo certo, ela foi embora.
- Qual � o seu nome? - Quando chegou aqui?
- De onde voc� �? - Sil�ncio, um momento!
N�o t�o alto!
Meu nome � Teresa.
Sim, Teresa Gravin de Avignon.
- Oh, voc� sabia, Mary? - Meu nome � Elena.
Oh, Avignon.
Isabelle, Claire, Cecile. E eu sou Susana.
- E meu nome � Margarita. - Espere um pouco.
- Eu sou Julie. - Vai nos conhecer logo.
- Podemos olhar sua bagagem? - Sim, claro.
Vamos.
Oh, isto � lindo!
- Posso experimentar este? - Sim, claro, por favor.
- Posso experimentar este? - Sim.
� lindo.
Ficou horr�vel.
Sua fam�lia deve ser rica.
Oh, n�o.
Mas estas coisas s�o caras.
- Aqui, muito obrigada. - Isabelle, como ficou em mim?
Minha m�e me deu a maioria das coisas.
Ela n�o precisava delas.
E isto era da sua m�e?
Sim.
Bem, eu acho maravilhoso.
Voc� me venderia?
Eu vou dar para voc�.
Obrigada.
E sua m�e conhece esta escola?
Eu acho que sim.
Voc� acha que seus pais deixariam voc� ir embora daqui
se voc� quiser?
Claro.
Ent�o n�o vai ficar muito tempo.
Tr�s j� fugiram.
Teresa, Mademoiselle Desprez estar� aqui em um minuto.
Se arrume r�pido.
N�o escute estas duas.
Voc� vai achar que todos s�o horr�veis aqui.
Amanh�, quando conhecer Catherine,
a n�o ser que
a mantenham mais um dia na sala de castigo
pergunte a ela o que acha deste lugar.
Quem � Catherine?
Uma garota muito boa.
Bem, pensou
sobre seu comportamento esta tarde?
Sim.
Est� pronta para pedir desculpas em frente a suas colegas?
Mademoiselle lzzier, estou falando com voc�.
Me responda.
Levante.
Levante!
Voc� � uma influ�ncia muito m� n�o somente para suas amigas
mas tamb�m para as outras garotas.
N�o vou suportar mais sua insol�ncia!
Por que n�o me expulsa?
Nada me faria mais feliz
mas seus pais insistem que deve ficar.
Esta n�o � a primeira vez que sou for�ada a puni-la
lembra?
Agora, pela �ltima vez
voc� vai descer comigo agora
e pedir desculpas na frente de todos?
Tudo bem.
Tire suas roupas.
Isto � uma ordem.
Tire suas roupas.
Desta vez, voc� vai ter que fazer isso.
Como desejar. Vamos!
Me deixe!
Tire suas m�os de mim!
Me deixe!
Me deixem, suas putas!
Depressa, Mademoiselle, � tarde.
Em nome do pai, do filho e do Esp�rito Santo.
Proteja nosso ref�gio e abrigo.
Seja nosso escudo e for�a.
Sob sua prote��o, encontramos paz e...
E oramos pela sua presen�a infinita.
Deus, por favor, nos proteja em suas m�os
para que nos livre do mal...
Basta.
Basta!
Boa noite.
- Boa noite. - Boa noite.
Boa noite.
Fa�am suas preces.
Voc� me fez fazer isso novamente.
N�o percebe que n�o posso permitir que ningu�m me desafie
nem mesmo voc�.
Sabe disso, n�o sabe?
Tente entender minha posi��o, por favor.
Sinto muito Catherine.
Durma um pouco.
Eu sei que n�o dormirei.
Porque tem seguido a novata o dia todo?
N�o � verdade.
Eu vi voc�.
Porque sempre fica olhando as garotas
e as seguindo?
Eu sei que n�o � mais crian�a
mas n�o tem idade suficiente para pensar em garotas.
N�o ainda.
Eu o pro�bo de espion�-las novamente!
Me ouviu?
N�o posso permitir que uma garota venha at� mim
reclamar do meu pr�prio filho
ou que os pais delas venham at� mim
com raz�o para isso, entende?
Sim, m�e.
Ent�o, porque continua fazendo isto?
Estou cansada de dizer a mesma coisa
v�rias e v�rias vezes.
Mas, m�e... se eu �s vezes saio do meu quarto...
N�o entende que nenhuma delas � boa?
S�o trazidas para c�, porque tem problemas.
Se elas n�o s�o...
Bem, voc� sabe do que estou falando...
Elas roubam
ou fazem coisas piores.
E ent�o, s�o trazidas para c� para que eu as corrija.
Imposs�vel.
No tempo certo, Louis, no tempo certo...
voc� encontrar� a garota certa.
Casar� com ela.
E ter� seu pr�prio lar.
Mas estas garotas s�o venenosas.
Voc� precisa de uma mulher como eu
que vai amar voc�
vai cuidar de voc�
proteger voc�.
Voc� vai encontr�-la.
Voc� ver�. Vai encontr�-la.
Vai encontr�-la.
Voc� vai ver.
Bom dia, Mademoiselle.
- Bom dia. - Bom dia.
- Bom dia, Madame.
Ela n�o � casada. A coitada � solteirona.
Todos os dias, as camas s�o feitas
por Susana Noel e Catherine lzzier.
Mas Catherine n�o est� aqui hoje.
Eu disse hoje, a cama deveria ser feita
por Susana Noel e Catherine lzzier.
Mas como Catherine n�o est� aqui
ent�o, voc� tomar� o lugar dela.
-Eu? -Sim, voc�.
Susana vai dizer a voc� o que deve ser feito.
- Estamos prontas, Mademoiselle. - Tudo bem.
Mademoiselle, venham tomar caf� da manh� agora.
N�o h� muito a fazer
apenas arrumar as camas e abrir as janelas.
- N�o tem que varrer? -N�o.
Todo o resto da limpeza e tirar a poeira � feito por Lucie.
Ela � a empregada que tamb�m trabalha na cozinha.
N�o se preocupe, terminaremos a tempo.
- Tem namorado? - N�o.
Quer dizer...
...que nunca saiu com um garoto sozinha?
- N�o. - Verdade?
Sim, verdade.
Estou feliz por voc�.
� melhor para voc�
n�o vai se importar de ficar trancada aqui sem garotos.
Para mim, � insuport�vel.
O resto das coisas ruins n�o s�o importantes
mas passar meses
sem ver garotos...
Por causa disso que a maioria das garotas
tem colapsos nervosos.
A cada tr�s semanas um rapaz vem nos visitar.
- Aqui? - Isso mesmo, aqui.
O nome dele � Henry.
Ele vem da vila entregar lenha.
N�o � muito bonito, mas...
Ele vem estocar lenha no galp�o l� fora.
Cada vez, uma de n�s tem a chance de encontrar com ele l�.
A pr�xima, ser� a minha vez.
O que quer dizer com sua vez?
Sim, n�s fazemos um sorteio
para saber quem vai encontrar com ele a cada vez.
Mas voc� entenderia melhor porque fazemos isto
se tivesse tido um namorado antes.
Oh, eu entendo.
Acho que todas as garotas fugiram
porque queriam estar com seus namorados ou encontrar um.
E � por isso que a �nica que n�o se importa em ficar aqui
-� lsabelle. -Isabelle?
Sim, Isabelle Delome. Ela dorme logo ali.
- Ela � loira, tem uns 15 anos. - Oh sim, eu a conheci.
Bem, ela est� apaixonada pelo filho da Madame Fourneau.
- O filho dela? - Sim, ele vive no segundo andar.
Acho que ele tem uns dezesseis ou dezessete anos.
Particularmente, o acho um bobo. Ele � um voyeur.
Ela passa a maior parte do tempo nos espionando
atrav�s das portas e janelas.
Isabelle, claro, pensa que ele � muito inteligente.
- Quer dizer que se encontram? - Oh, sim.
Quando Mademoiselle Desprez est� cuidando das classes
n�o � t�o dif�cil escapulir.
Vamos continuar amanh�.
Ol�.
Ol�.
H� quanto tempo est� esperando?
Eu cheguei depois do almo�o.
Mas ent�o est� aqui h� mais de tr�s horas?
Oh, n�o importa.
Algu�m viu voc� entrar?
N�o, acho que n�o.
Estou muito preocupado caso descubram sobre voc�.
Preocupado por voc�, quero dizer.
E eu estou preocupada por voc�.
� para mim?
Sim.
Para voc�.
Obrigada.
Um dia, muito em breve
n�s dois
vamos embora deste lugar.
E sua m�e?
Eu j� disse para voc� v�rias vezes que n�o me importo.
Eu n�o posso...
n�o posso continuar assim
tendo que me esconder para poder nos encontrarmos
com medo que a qualquer momento eles nos descubram.
E que...
Quem est� l� fora?
Eu n�o sei.
Muito bem. Vamos plantar as sementes aqui.
Mais tarde, nos transferimos para os vasos.
E como eu fa�o?
� muito f�cil, assim.
Um buraco, depois outro, outro, todos em dist�ncias iguais.
Ent�o, quando terminar a caixa inteira
voc� come�a a plantar.
Aqui est�o as sementes.
Coloque-as nos buracos
e cubra com a terra.
E ent�o cubra tudo com esta coisa.
- � fertilizante. - Fertilizante?
Sim, sabe o que �. Bem, acho que sabe.
Quer dizer, � para crescer. Isto as transforma em plantas.
S�o sementes do que?
Azal�ias. Sabe, plantas venenosas.
Mas dizem que as sementes tamb�m s�o, ent�o tome cuidado.
N�o acredite, Teresa.
Se estas sementes s�o venenosas
Madame Fourneau n�o estaria viva at� hoje.
Tenho certeza que j� ter�amos colocado no jantar dela.
Alguma not�cia de Catherine?
Ningu�m sabe.
Quando as sementes se tornam plantas?
Oh, meses.
E durante este tempo temos que regar
e plantar, e transplantar
e regar novamente, novamente. E fertilizar um pouco
e ent�o, no final, elas florescem.
Elas florescem, nos as colhemos
e ent�o, claro, murcham e morrem.
E toda essa est�pida perda de tempo
� o que eles chamam de arte da jardinagem.
A arte da jardinagem � a poesia da natureza.
Teresa, v� ver Madame Fourneau.
- Eu n�o terminei ainda. - N�o importa.
Tudo bem. Onde eu lavo as m�os?
Lave mais tarde. Ela est� esperando por voc�.
- O que ela quer? - Eu n�o sei.
Mas onde est� Madame Fourneau?
Eu chamei voc�.
Entre. Estou fazendo ch�.
Gostaria de tomar ch�?
Esta manh� deixei voc� sozinha com Susana de prop�sito.
Ela fala muito
e eu imagino que agora
voc� j� saiba como esta escola funciona.
N�o.
- Ela n�o falou sobre mim? - N�o.
- Tem certeza? - Sim, claro que tenho.
Ela n�o contou sobre Henry,
e sobre o que acontece no galp�o a cada tr�s semanas?
Sim, isso ela me contou.
- Sim, ent�o ela contou a voc�. - Eu n�o entendo.
Sou eu quem organizo tudo que acontece aqui.
Entre outras coisas, as visitas ao galp�o
no dia que Henry vem,
e muitas outras coisas que voc� descobrir� logo.
Madame Fourneau n�o gosta de quem n�o tem disciplina
e depende de mim se ela saber� ou n�o.
Tome o ch�.
O que estava fazendo?
Jardinagem.
Lave suas m�os.
Depende de voc�
se sua vida aqui na escola ser� boa ou n�o.
Posso providenciar que coma bem
e que n�o trabalhe duro.
Posso at� deixar que encontre Henry.
Tudo depende que me obede�a.
Obede�a a tudo que eu falar.
Esta � a terceira noite
que eles deixam Catherine trancada.
Ela est� acostumada.
- N�o saia vestida assim. - Por que? Algum homem por aqui?
Est� muito frio. Vista alguma coisa.
O banheiro ainda est� sem papel.
Uma das chaves � do dormit�rio e a outra da porta principal...
eu espero voc� �s onze horas na estufa. Louis.
- Boa noite, Mademoiselle. - Boa noite.
Boa noite.
Louis?
Louis?
Louis?
Como vou dirigir esta institui��o
se tenho que ficar procurando voc�s?
Eu n�o sei qual garota �
mas eu vou descobrir.
Pergunto pela �ltima vez
se alguma de voc�s viu Isabelle Delome
sair daqui noite passada
� melhor voc�s contarem tudo o que sabem.
Eu devo avisar...
que a puni��o
para aquela que est� acobertando
ser� exatamente a mesma
daquela que fugiu.
Esta manh�
quando Mademoiselle Desprez veio acordar voc�s
esta porta estava aberta!
Portanto, Isabelle Delome saiu por aqui.
Ela deve ter usado a chave ou outra coisa
e uma chave faz barulho.
Bem, eu durmo ao lado da porta e n�o ouvi nada.
Isso � muito estranho Mademoiselle Toupan,
especialmente porque voc� � a �nica
que tem a chave do dormit�rio.
As chaves que me deu ficam comigo todo o tempo.
� imposs�vel algu�m pegar
sem que eu acorde.
Bem, se alguma de voc�s pensa em seguir
os passos de Mademoiselle Delome,
eu aviso que fa�am isso muito bem e muito secretamente.
N�o me deixem peg�-las
porque se eu pegar outra garota tentando fugir...
Bem, voc�s me conhecem
n�o conhecem?
Troque as fechaduras
do dormit�rio e da porta principal.
Quantas chaves devo fazer?
Tr�s. Uma para mim, uma para voc�s e uma para Mademoiselle Toupan.
N�o acha que Irene Toupan ajudou Isabelle a fugir?
Irene?
N�o.
Consiga um carpinteiro.
Quero todas as janelas do andar t�rreo pregadas.
Se elas querem fugir, elas v�o fugir.
Isto � um internato, n�o uma pris�o.
Se nao conseguir um, eu consigo.
V� a vila, por favor
e veja se eles tem alguma not�cia de Isabelle.
Sim, Madame, mas hoje � ter�a.
As garotas v�o tomar banho. Quem vai supervisionar?
Eu vou.
Monsieur Brechard, a �gua!
Madame, tudo est� pronto agora.
Obrigada.
R�pido, garotas.
R�pido.
R�pido.
Saiam. Podem sair.
R�pido.
Mademoiselle, podem sair.
R�pido.
R�pido.
Mademoiselle lzzier, o que pensa que est� fazendo?
Tirando isso.
Eu realmente gostaria de lavar minhas costas para variar.
Acho que sabe porque.
Isso incomoda voc�?
N�o.
Mademoiselle, podem sair.
Mademoiselle Gravin?
Mademoiselle Gravin?
Basta. Pode sair do chuveiro.
Sim, Madame.
Mademoiselle?
Mademoiselle, por favor.
Mademoiselle, venha aqui.
Estou trancado na passagem da sala da caldeira.
Mademoiselle, me ajude.
Me ajude.
O que est� fazendo, Teresa?
O que estava fazendo na sala da caldeira
quase toda a tarde?
Vi voc� ir l� v�rias vezes.
Mas voc� me viu l�?
Uma das coisas que mais irritam Madame Fourneau
� uma de n�s falar com seu filho.
N�o sabia?
N�s tr�s podemos jurar que Louis e voc�
se trancaram l� sozinhos algumas vezes.
N�s queremos falar com voc� mais tarde.
Depois da aula de m�sica
vamos esperar voc� na sala de jantar.
E se n�o estiver l�
vamos falar para Madame Fourneau.
Tudo bem, vamos.
O rapaz da lenha acabou de chegar.
Precisa de ajuda?
N�o, eu fa�o sozinho.
Quando terminar de descarregar
eu aviso para voc� fechar o galp�o.
- Muito bem. -Tudo certo.
O bordado pode ficar muito bonito
especialmente quando aprendem a misturar as cores.
� quase como uma pintura.
Desculpe, Madame Fourneau,
mas uma hora atr�s na aula de culin�ria
n�s usamos algumas ma��s para fazer um cozido.
N�s o deixamos no fogo.
Ent�o, gostaria de saber se uma de n�s pode ir l� para verificar.
Sim, claro, pode ir.
Bem, se n�o se importa, eu prefiro terminar isto.
Eu poderia mandar...
Susana?
Tudo bem. Pode ir Mademoiselle Noel.
Sim, Madame.
Bem, como est� indo?
Tudo bem, mas ainda n�o est� pronto.
Vou colocar voc� no comando.
Estou no comando de tudo hoje.
Culin�ria, depois jardinagem e tamb�m na estufa.
Poderia ficar de olho por um momento?
Preciso ir verificar a estufa.
-Tudo bem, mas n�o demore. -Obrigada.
N�s n�o devemos ajudar voc�s
com a culin�ria.
Sim, sim, obrigada.
O que est� olhando Mademoiselle Chausson?
Nada, Madame.
Apenas descansando da costura.
Eu novamente.
Se importa?
Mademoiselle.
Mademoiselle.
Terminamos por hoje.
Louis.
Sim, m�e?
O que estava fazendo no jardim?
Precisava de um pouco de ar puro.
Bem, como as garotas estavam na aula de m�sica
pensei que n�o teria problema.
Agora?
Est� muito �mido para voc�.
Entre.
Sabe que tem que ter muito cuidado.
- Mas eu sou cuidadoso, m�e. - N�o, n�o �.
L� at� altas horas, n�o dorme o suficiente.
- N�o come o suficiente. - Mas m�e, eu n�o tenho fome.
Como vou dirigir esta institui��o
se tenho que ficar atr�s de voc� o tempo todo?
Voc� sabe que n�o � como os outros garotos.
Voc� est� sempre doente.
Lembra de sua asma?
E agora, seu peito.
Sei que � dif�cil para voc� ficar sempre dentro de casa
mas � absolutamente necess�rio.
O m�dico recomendou.
� isso ou ir para o hospital.
Sim, m�e.
Eu adoraria mand�-lo para um col�gio
para estar com garotos de sua idade.
Mas no momento, � absolutamente imposs�vel.
Eu sei, m�e. Eu sei.
Sabe que n�o h� nada que eu queira mais no mundo Louis,
do que voc� ter uma vida normal.
Mas voc� tem que me ajudar.
E acima de tudo, gostaria de confiar em voc�.
Mas porque diz isso, m�e?
Eu sempre fa�o tudo que me pede.
Verdade?
Eu sei que voc� encontra uma das garotas quase todas as tardes.
N�o � verdade.
Voc� foi visto.
Por quem?
N�o importa por quem.
Eu nem sei qual � a garota.
Mas eu vou descobrir.
Eu deveria mandar voc� embora, sabe.
Mas n�o existe nenhuma escola que aceitaria voc�
no seu estado de sa�de, ent�o, tenho que mant�-lo aqui.
Louis, eu j� disse mais de cem vezes
nenhuma destas garotas � boa para voc�.
Voc� precisa de uma mulher como eu
que ama voc� e cuida de voc�.
Agora, prometa
que nunca vai ver esta garota novamente, nunca.
Eu prometo.
Obrigada.
Obrigada, Louis.
Voc� ver�, vai chegar o dia
n�o vai demorar
que voc� conhecer� a garota certa
e vai se apaixonar por ela.
O tipo de garota que eu costumava ser.
Entende?
Forte, capaz.
Que viva por voc� como eu vivo.
E vai amar voc� como eu amo.
Certo.
N�s vamos para a cozinha?
- N�o. - Bem, ent�o, para onde?
Voc� vai ver.
- Mas onde? - Voc� vai ver.
Porque trancou?
Quem est� a�?
Entre.
V�.
- Ela atrasou? - N�o.
Ela foi para a sala de jantar logo que a aula de m�sica acabou.
Muito bom, Teresa.
Gosto de ordem e pontualidade.
Entre.
Esta tarde ap�s a aula de bordado
eu falei com Madame Fourneau,
e contei que o filho dela vai com frequ�ncia a sala da caldeira
encontrar algu�m.
N�o se preocupe, Teresa, eu n�o disse que era voc�.
Eu s� disse que era uma das garotas.
Mas eu ainda n�o descobri qual delas.
Vai depender de voc�, se direi ou n�o a ela.
Entre, Teresa, entre. Entre.
Voc� deveria ter visto a rea��o da Madame.
Ela disse que vai expulsar a garota
e escrever para o pai dela.
Por falar nisso, Teresa, voc� n�o tem pai, tem?
Teresa, querida, eu fiz uma pergunta!
Tem ou n�o?!
N�o.
Meu pai morreu.
Tem certeza?
- Sim. - Est� mentindo.
Minha m�e mostrou uma fotografia. Era muito antiga.
Mas pode ser qualquer um.
Voc� tem o nome de sua m�e, n�o tem?
Bem, tem ou n�o?!
Sim.
No escrit�rio da madame
tem um registro de todas as garotas.
E eu sou respons�vel pela correspond�ncia
e fico sabendo um monte de coisas.
Ent�o, n�o tente mentir.
Nos fa�a um ch�.
O que sua m�e faz?
Teresa, queremos conhec�-la
e queremos saber tudo sobre sua fam�lia.
Entende?
Sim.
Sua m�e trabalha?
- Sim. - Com o que?
Bem, ela canta.
Oh, uma cantora?
- Sim. - �pera?
- N�o. - Onde ela canta, Teresa?
Em Avignon.
Que interessante!
Nos sirva o ch�.
Ent�o sua m�e trabalha em Avignon.
Mas � uma cidade.
Em que teatro ou sala de concertos ela canta?
Eu disse, em qual teatro?
No...
No Tivoli.
No Tivoli?
Mas isto � um audit�rio ou algo pior.
O que � o Tivoli, Teresa, querida?
O que o Tivoli, Teresa?
� um cabar�.
Um cabar�?
Mas nestes lugares s� existem prostitutas.
Sua m�e � uma?
Teresa.
Perguntei se sua m�e � uma prostituta?
N�o! N�o, ela n�o �!
- Eu acho que ela �. - N�o!
- Ela � uma cantora, � isso. - Sua m�e � uma prostituta.
Como todas as mulheres que trabalham nestes lugares
n�o negue!
- N�o, eu juro! - Ela �, ela �!
Eu acho que ela �. N�o minta!
-Sua m�e � uma prostituta. - N�o, ela n�o �! N�o �!
N�o fale bobagens porque eu sei muito bem.
Sua m�e, Mademoiselle, � uma senhora honesta!
Tudo que ela faz � cantar
cantar para os cavalheiros que v�o v�-la!
E para cantar, ela sua este tipo de roupas, n�o �?
Sim, eu acho que sua m�e � isso, n�o �?
Claro que �. Encontrei isto no seu ba�.
� s� o que dei para Elena.
Era s� uma roupa de teatro. Ent�o a vista.
- N�o! - Vista!
- N�o! - Vista!
N�o, n�o vou!
Voc� n�o gostaria que Madame soubesse
que � voc� que encontra o filho dela todas as tardes.
E todas as garotas v�o saber
que tipo de trabalho sua m�e faz.
- Agora, vista. - N�o! N�o!
- Voc� vai vestir. - N�o! N�o!
Por favor!
Oh, por favor!
N�s nunca estivemos em um cabar�.
E adorar�amos saber o que acontece l�.
� por isso que voc� vai cantar uma can��o
do repert�rio de sua m�e.
- Voc� conhece alguma? - N�o.
E sua m�e nunca ensaiou as m�sicas?
Nunca cantou nenhuma delas em casa?
Tenho certeza que vai se lembrar de alguma delas.
Ou algumas palavras, pelo menos.
Vamos, cante um pouco
e ent�o, n�s vamos embora.
Cante, Teresa.
Cante.
Cante!
Este � o momento que eu sei...
Mais alto, Teresa, mais alto.
Este � o momento que eu sei...
Ainda n�o conseguimos ouvi-la.
Mas alto e sorria.
Este � o momento que eu sei...
N�o, Teresa. Mais alto, Teresa.
Este � o momento...
Teresa, sorria, Teresa.
E cante mais alto.
Este � o momento...
Agora, vamos, Teresa, cante.
Cante, Teresa. Cante, Teresa.
-Momento... - Isto n�o � cantar, cante!
Melhor, est� melhor, Teresa.
Muito bem. Agora, sorria mais.
N�o, sorria mais. E agora, mais alto.
Este � o momento que eu sei...
Melhor, Teresa, melhor. Vamos, sorria como sua m�e.
Tenho certeza que sua m�e sorri muito mais do que isto.
- N�o sorri? - Momento...
Sorria, vamos sorria.
Sorria mais.
Sorria mais. Vamos, mais alto.
N�o, eu n�o posso.
N�o, eu n�o posso.
N�o posso ouvir voc�, mais alto.
Agora, cante mais alto e sorria.
- N�o, eu n�o posso. - Sorria, Teresa.
Sorria. Sorria. Sorria!
- N�o posso, n�o posso! - Sim, voc� pode.
- N�o, n�o posso! - Sim, voc� pode!
Mais, mais! Cante, cante!
Sim, voc� pode!
- Cante, cante! - N�o, n�o posso, n�o posso.
� melhor irmos.
Tudo bem, Teresa. Vista-se.
Continuaremos amanh�, tudo bem?
"Ent�o, eles doaram peda�o por peda�o
"tudo que possu�am para o povo.
"Quando soube disso,
"o prometido de Lucia ficou furioso,
"e reclamou para o consul, Pascosio,
"dizendo que Lucia era uma crist�
"e n�o obedecia �s leis imperiais.
"Pascosio,
"convocou Lucia,
e a repreendeu por doar seus bens."
Algo errado?
- "E ordenou que... - N�o.
...oferecesse sacrif�cio para os deuses."
Qual � o problema?
Eu vou embora.
Eu preciso ir embora daqui.
- Eu vim dizer adeus. - Entre.
Est� indo? Para onde?
Para qualquer lugar.
- Qualquer lugar menos aqui. - Porque?
N�o importa.
Minha m�e fez alguma coisa?
N�o, mas ela sabe que n�s nos encontramos.
Ela sabe que eu encontro uma das garotas
mas n�o sabe qual.
Ela vai saber.
mas esta n�o � a �nica raz�o para eu ir embora.
Bem, porque ent�o?
Porque hoje...
N�o � nada.
Eu n�o quero que voc� v�.
Voc� � a �nica amiga que eu j� tive.
Sabe disso.
Vou sentir sua falta.
Eu sentirei sua falta.
Aqui, n�o � muito mas voc� pode precisar.
Obrigada.
Eu prometo que devolvo.
N�o deve ser f�cil fugir daqui.
Sim, depois que v�rias garotas fugiram
minha m�e ordenou que todas as portas fossem trancadas.
Sim, eu sei.
Mas eu acho que posso chegar ao jardim
atrav�s de uma das janelas da sala de jantar
ent�o, talvez consiga escalar o muro.
Voc� n�o ser� capaz.
� muito alto
e o jardineiro cortou todas as trepadeiras de prop�sito.
Tente escalar o port�o de ferro.
Sim, tudo bem.
Adeus, Louis, e obrigada.
O que est� fazendo aqui?
Escalar o muro sem uma escada?
� imposs�vel.
Talvez haja alguns tijolos soltos
e rachaduras no muro que ela poderia usar.
N�o, Madame. O port�o de ferro
� a �nica sa�da.
Ela n�o saiu pelo port�o.
Muito bem.
Obrigada.
Brechard, verifique todas as janelas da sala de jantar.
Sim, Madame.
Teresa n�o saiu desta casa.
N�o seja rid�cula, Irene.
Noite passada, eu fiquei vigiando o port�o toda a noite.
Eu vigiei a casa todo o tempo.
Teresa n�o saiu.
Talvez ela tenha sa�do
antes de voc� chegar ao port�o.
Eu acho que n�o.
Tudo parece muito estranho, Madame.
O que quer dizer com estranho?
Estou pensando na janela quebrada,
e na luz que eu vi na sala de jantar
e a mancha �mida no ch�o.
Cinco garotas desapareceram em menos de quatro meses.
Teresa � a quinta.
Em todo reformat�rio ou internato
garotas est�o sempre fugindo.
Sim, mas depois temos not�cias delas
seus pais escrevem ou as trazem de volta
mas eu sou a respons�vel pela correspond�ncia
e n�o soubemos mais nada destas garotas.
Bem, talvez quando chegaram em casa
seus pais n�o se preocuparam em mandar not�cias.
Bem, ent�o porque n�o escreve para eles
para informar o que aconteceu?
Est� me dizendo o que fazer?
Estou dizendo que coisas estranhas acontecem aqui.
Voc� e eu sabemos disso.
Foi voc� que me contou.
Mas h� outras coisas
que eu n�o posso tolerar.
Do que est� falando?
- Eu n�o sei, Madame. - Um...
Eu realmente n�o sei.
...tr�s, quatro.
Tudo que eu posso dizer � que eu vou embora.
Voc� vai ficar, Mademoiselle Toupan.
- Nove, dez. - Como vai me impedir?
Voc� vai descobrir.
N�o acho que seja uma boa ideia me obrigar a ficar.
Lembre-se que eu sei muitas coisas
sobre voc� e seus m�todos de ensino.
O que quer que eu fa�a aqui, n�o � diferente
do que � feito em qualquer outra escola.
Tem certeza, Madame?
Suas chaves.
Virgil mostra uma sensibilidade refinada...
Virgil mostra uma sensibilidade refinada...
...em descrever seus personagens...
...em descrever seus personagens...
...que s�o profundamente humanos...
Que...
- Mademoiselle lzzier. - Sim?
Se...
Nada.
Continuemos.
Profundamente humanos...
Os romanos consideravam...
Os romanos consideravam...
a Eneida,
a... a Eneida...
como...
Os romanos consideravam...
Tortas e bolos exigem muita for�a e paci�ncia
exatamente como com as crian�as.
Eu lembro que minha m�e costumava dizer
quanto mais forte bater na massa
antes de colocar a torta no forno
mas macia ela ficar� quando estiver pronta.
Vamos ver.
Voc�s tem muito trabalho para fazer ainda.
E como est� a sua? Muito bom. Voc� pode subir.
Continuem.
Amasse a massa suave mas firmemente
para conseguir que fique boa.
Uma vez que a torta estiver no forno
� muito importante que seja mantido quente
a uma temperatura constante.
Do contr�rio, a massa ficar� pesada.
O tempo de cozimento pode ser aprendido apenas com a experi�ncia
porque n�o podemos ver o que acontece dentro do forno.
Se pud�ssemos ver, a vida seria muito mais f�cil.
J� fiz as malas. O que fa�o com os desenhos?
- Queime. - E a janela da cozinha?
� f�cil de abrir.
Lembra se esta porta tem uma chave?
- N�o, acho que est� perdida. - E a cozinha?
- N�o, nunca. - �timo.
- Vai fugir hoje? - Se eu puder.
Vamos ver.
Muito bom. Est� muito bom.
Bem?
Pode fazer melhor que isto. Preste mais aten��o.
Nada mal.
Vamos ver.
Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.
Aben��e esta refei��o que vamos comer,
que o Senhor nos fa�a verdadeiramente gratos.
Am�m.
Ou�am nossos cora��es em um estado de pureza e paz
para quando chegar a hora estejamos preparadas para estar
no reino dos c�us.
Boa noite, Mademoiselle.
Boa noite, Mademoiselle.
Entre.
Todas est�o na cama, Madame.
Mais alguma coisa?
�timo. Trancou todas as portas?
Sim, Madame.
Bem, ent�o pode ir para a cama agora.
- Sophie? - Madame?
Gostaria de falar com Mademoiselle Toupan.
Ela j� est� dormindo?
Eu acho que n�o. As luzes acabaram de apagar.
Por favor
diga a ela para vir falar comigo.
E...
pode ir para a cama agora.
Sim, Madame.
E apague as luzes, por favor.
Sim, Madame.
Durma bem, Madame.
Boa noite.
Mademoiselle Toupan?
O que foi?
Des�a por um momento.
Madame Fourneau quer falar com voc�.
Por que est� vestida, Mademoiselle?
Estou com frio.
Est� com as chaves?
Sim, claro.
Tudo bem.
At� amanh�, ent�o.
Boa noite.
Boa noite.
Mademoiselle Toupan?
Catalina?
Catalina?
Andrea?
Andrea?
Andrea?
Andrea, por favor.
Irene?
Irene!
O que aconteceu?
Irene!
Querida, o que...
O que aconteceu com voc�?
Oh, meu Deus.
Oh, meu Deus.
Mam�e.
Estou feliz que tenha vindo.
Entre.
Eu ia chamar voc�.
Olhe, aqui est� ela.
S� estava faltando as m�os.
Irene tem as m�os como as suas
finas, mas fortes.
Olhe, peguei este vestido algum tempo atr�s
quando eu decidi fazer uma garota igual a voc�.
Uma garota para mim.
Agora, ela tem tudo.
Cabelo loiro, igual ao seu.
Os mesmos olhos.
Isabelle tinha quase os mesmos olhos que voc�.
Voc� sempre disse que eu...
teria uma garota igual a voc� quando eu era mais jovem.
E agora, eu tenho.
Voc� v�?
Louis!
Agora, voc� deve ensin�-la
a cuidar de mim do mesmo jeito que voc� cuida
e me amar do mesmo jeito que voc� me ama.
Louis!
Louis!
Louis!
Fale com ela, m�e.
Fale com ela.
Fale com ela.
Fale com ela.
Louis!
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