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O barulho dos saltos significam uma coisa.
- Não há lugar como nosso lar? - É onde ele gostaria de estar.
Ele já foi identificado como Freddie Delgado.
Um buraco no para-brisas, um buraco na cabeça.
Matemática simples.
Ele tem tatuagens de gangue. Ele é um 26er.
Não acho que foi um acerto.
Eles agem em lugares abertos para demonstrarem força.
O que diabos é isso?
Tem mais de onde essa veio.
Tommy.
A perícia tem o resultado.
O atirador estava aqui, de pé. Disparo certeiro.
Veja.
Sementes de girassol.
É provável que o atirador mastigasse isso
enquanto esperava Delgado aparecer.
O assassino estava à espreita.
Isso foi premeditado.
Oi, mãe.
A que devo o prazer dessa visita?
Eu tenho algumas novidades
e eu queria dizê-las pessoalmente.
E quais são?
Vou vender a casa.
- Nem sabia que estava à venda. - Não estava.
Um corretor veio com uma oferta de um comprador interessado,
e era uma proposta bem generosa.
Você tem essa casa há 40 anos. Recebe uma oferta e vai...
Ter a chance de, finalmente, seguir com a minha vida?
Está certo. Eu apenas...
Não sei como me sinto em relação a isso.
Você nunca vai até lá.
Se você espera que eu viva meus dias
em uma cápsula do tempo
apenas por ela guardar antigas memórias,
você está enganada.
Você não poderia só pensar um pouco nisso?
Eu pensei, e está feito.
Vamos fechar o negócio muito em breve.
Caso ainda tenha algo na casa,
você deve passar lá para pegar o mais rápido possível.
Vou deixar você trabalhar.
Saia. Por favor.
- O que há com você? - Nada.
Parece que há muita coisa.
Se você quer saber, minha mãe está vendendo a casa.
Qual casa?
Aquela casa!
Eu me lembro daquele lugar.
Pelo menos uma parte:
O chuveiro, o balcão da cozinha, o hall.
Eca.
Vou fazer o possível para não lembrar disso.
Temos alguns hematomas.
Pequenas lacerações.
Todas em processo de cicatrização.
Ele pode ter entrado numa briga 24 a 48 horas atrás.
Tenho informações sobre nosso amigo Freddie.
Ele saiu recentemente da cadeia.
Ele atirou e matou uma menina de 6 anos de idade num assalto.
- Ele foi solto semana passada. - É a mesma das fotos no carro.
Por que ele foi solto antes?
O julgamento foi anulado.
A acusação admitiu apresentar evidências impróprias.
Isso é um erro grave.
- Ele saiu impune. - Não por muito tempo.
Depots disso, o pai dela pulou a divisória e tentou atacá-lo.
Disse que ia matá-lo.
Talvez ele tenha concretizado essa ameaça.
Sim, essa é minha filha, Emily.
Nós sentimos muito pela sua perda, sr. Winters.
Aonde encontraram isso?
Nós achamos várias cópias dentro do carro do Freddie.
Ele foi morto a tiros nessa manhã.
É uma pena.
Não é nenhum segredo que você tentou atacá-lo no tribunal.
Não me surpreende ficar bravo com ele.
Sabe por que ele estava com essas fotos?
Sei, eu estava o seguindo,
deixando cópias onde eu sabia que ele encontraria,
para que não esquecesse meu bebê e o que fez.
Por acaso, você não o seguiu até a um estacionamento hoje?
Decidiu se vingar um pouco?
No dia que Freddie Delgado atirou em minha filha,
na verdade, tirou duas vidas.
Pais não deveriam viver sem os filhos.
Não é a ordem natural.
Eu deveria ver a Emily crescer.
Então, além de levar Emily,
ele também levou meu futuro.
E eu estava furioso com ele?
Sim, de maneira irracional.
E eu desejei que ele estivesse morto?
Diversas vezes.
Mas eu me vinguei dele?
Não.
Hoje não.
Eu já volto.
- Ele está indo embora? - Não podemos segurá-lo.
O resultado do DNA das sementes que chegou
não correspondem a ele ou a outro.
- Sr. Winters. - Diga.
Soube que lhe interrogaram sobre o assassinato de Delgado.
- Isso mesmo. - Ele matou sua filha a tiros,
mas ele saiu impune e livre só para morrer nessa manhã.
Você se importa em dar sua opinião sobre o assunto?
Minha filha foi levada por um monstro,
que não mostrou arrependimento pelo que fez.
E hoje ele teve o que mereceu.
Eu não o matei, mas gostaria de ter matado.
Devia ter defendido minha filha.
Defende que a justiça seja feita pelas próprias mãos?
Diga o que quiser,
mas as pessoas precisam pagar por seus atos.
Olho por olho.
Dizem que a vingança não faz você sentir-se melhor,
mas lhe digo uma coisa: Estão mentindo.
Faz sim.
Você tem ideia de quem pode ter feito isso?
Esse foi Paul Winters, falando da morte de Freddie Delgado.
Isso foi demais para um pai de luto.
Ele incitou um chamado às armas.
Coma logo. O dia vai ser longo.
3ª Temporada I Episódio 05 = Eye for an Eye =
[InSUBs] Qualidade é InSUBstituível!
Legende conosco! @lnSUBs.
Eu ofereço minhas mais profundas condolências,
pela perda do sr. Winters.
No entanto, eu não posso ecoar seus sentimentos.
Fazer justiça com as próprias mãos não será tolerado.
Diga o que quiser,
mas as pessoas precisam pagar por seus atos.
Eu estava no laboratório.
O que houve? Por que está tão cheio?
Agradeça Paul Winters por isso. O discurso dele se espalhou.
Então as pessoas tem se vingando de todos que as fizeram mal?
Tem muita gente magoada procurando um motivo.
26 ligações até agora, sem homicídios.
Vou maltratar meu locador.
Ele tem sido muito lento no conserto do banheiro.
Descobriu algo sobre o atirador de Delgado?
Não. O projétil que Megan retirou da cabeça dele
estava muito danificado para reconhecê-lo.
Vou checar de novo o álibi do Paul.
Investigar as finanças dele.
Se ele não é o assassino,
será que contratou alguém para matá-lo?
Boa ideia. Eu vou ver a viúva da vítima.
Esse cara não era nenhum santo. Algo do passado pode ter vindo.
Temos que cortar o mal pela raiz, e rápido.
- Sra. Delgado? - Sim.
Detetive Sullivan, da polícia da Filadélfia.
Essa é a dra. Hunt, do escritório legista.
Podemos falar com a senhora por um momento?
Como é ser casada com um assassino de crianças?
Sra. Delgado, nós sentimos muito por seu marido.
Tentamos descobrir quem o matou e vimos tatuagens de gangue.
Elas são antigas.
Ele largou tudo depots que Horacio nasceu.
Freddie queria uma vida melhor para ele,
mas não contratam gente sem estudo e com ficha na polícia.
Mas os bebês precisam de uma solução, não é?
- Por isso ele roubou o mercado? - Ele não queria ferir ninguém.
Se aquela bala não tivesse sido disparada...
Isso devastou o Freddie.
Não o suficiente para declarar-se culpado.
De onde veio isso?
O pai da menina veio anteontem e pôs isso por debaixo da porta.
Freddie o encontrou. Tentou se desculpar,
mas o homem ficou louco. Completamente for a de si.
Freddie...
apenas ficou lá.
Digo, ele nem revidou. E como ele poderia?
Oi, papa.
Oi. Vem cá, bebê.
Agora ele se foi, estamos sozinhos,
e a vida continua.
Vamos descobrir quem fez isso.
Tanto faz.
Paul não disse nada sobre ir à casa da vítima.
Ou sobre atacá-lo novamente.
Verifiquei o álibi do sr. Olho por Olho.
- Alguma lacuna? - Não, o contrário.
Imagens dele na câmera da praça de alimentação do shopping.
- Ele estava lá na hora do tiro. - Não foi ele.
- Poderia ter contratado alguém? - Só se o atirador não o cobrou.
Depots que a filha foi morta, se divorciou e perdeu emprego.
Paul não tem nem onde cair duro.
Estamos na estaca zero.
Deixemos assim. O carma dele o matou.
Sinceramente, não vou perder noites de sono por isso.
O que há contigo?
Não gosta da vítima e vai deixar de fazer o seu trabalho?
- Olá. - Oi, vovó.
Entrem. Oi, querida.
- Oi, Megan. - Estou animada por você.
Pensei que iria para o centro e ficaria perto.
Eu adoraria. Adoraria.
Você é uma boneca.
Megan, vou vender a maioria dos móveis e da decoração.
Fique à vontade para pegar o que tem valor sentimental.
Valor sentimental? Imagine só!
Vinha aqui quando tinha a sua idade
para ficar sozinha.
Aqui está.
Isso era seu?
Olhe.
25 centavos.
Eu fiz os pontos nesse tigre.
Sempre uma médica.
É o vovô?
Como ele era?
Ele era engraçado.
Gostava de dançar.
Ele era um pouco triste.
Mãe, o que é isso?
Por favor, largue isso.
Mãe, são as coisas do papai. Disse que se desfez de tudo.
Isso não pertence a você. Largue isso.
Ou o quê? Eu posso realmente sentir algo?
Quando papai morreu, foi como se tivesse apagado ele.
Acho que...
Se ele não existiu, nunca atirou na própria cabeça, não é?
- Megan, agora não é hora. - Nunca é a hora.
Por 35 anos, nunca foi a hora certa.
Agora você vende a casa
e tudo que sobrou dele está nessa caixinha.
- Quer que jogue for a? - Não quero falar disso.
Eu quero!
- Feche essa caixa. - Não.
Megan!
Pelo amor de Deus.
O quê?
Estarei lá.
Vamos.
- Incrível te encontrar aqui. - O que houve?
Tudo bem.
A vítima é Lori Keyser, 34 anos.
Ela era de uma casa de recuperação.
Está aqui há 3 semanas, desde que saiu da prisão.
Presa por quê?
Cumpriu 5 de 30 anos por matar o ex-namorado.
Jogou ácido no rosto dele.
E agora ela teve ácido jogado no dela.
Olho por olho.
Parece que temos outro assassino justiceiro nas mãos.
Vivemos em tempos incertos, e em tempos assim,
queremos saber se alguém cuida dos nossos interesses.
Não dos interesses de lobistas embolsando...
Droga.
Droga. Enchendo os bolsos...
- Você tem que fazer isso? - Desculpe.
Pensei estar fazendo declaração sobre o novo justiceiro,
- mas pareceu um discurso. - Não um muito bom.
Está anunciando sua candidatura?
Amanhã.
Isso é importante. Por que não me falou?
Por ter me acusado de dividir meu foco,
e não quero ouvir aquilo novamente.
Então, você está virando a noite e ficando esgotada.
Não, estou bem.
Se estivesse, não estaria vestindo sua BFG.
- Minha o quê? - Blusa de fundo de gaveta.
Essa está ultrapassada.
Isso e estar com a mesma calça e sapatos de ontem,
significa que você dormiu no sofá essa noite
pegou sua BFG, retocou e achou que ninguém perceberia.
- Tem um botão que te desliga? - Não.
Eu odeio você, às vezes.
Sim, estou esgotada.
- Precisa de alguma coisa? - Tommy e Adam estão aqui.
Pensei que gostaria de ficar a par do último assassinato,
- mas deixa para lá. - Não. Eu quero.
Não, não.
Trabalhe no seu discurso. Eu cuido disso.
Tudo bem. Vamos nivelar a informação.
Lori Keyser morreu por insuficiência respiratória aguda
devido à inalação do vapor do ácido.
Aquilo era desagradável.
Curtis está levando o tecido para descobrirmos que ácido foi.
E foi um caso óbvio de vingança.
Há sete anos, Lori jogou ácido no rosto do ex-namorado
depots que ele se casou com outra.
- Foi condenada por assassinato. - Como ela saiu após 5 anos?
Pena reduzida, prisão lotada. Sinais dos tempos.
Vai tentar resolver esse caso, ou acha Lori muito desagradável?
Já namorei piores, você sabe.
Então, a próxima pergunta obviamente é:
Quem poderia querer se vingar de Lori?
Que tal a esposa do homem que ela matou?
Ela acabou de se casar de novo. O nome dela é Susan Hart.
Certo.
Você quer dirigir ou...
Obrigada. Muito obrigada.
Por que não me liga semana que vem, para vermos...
Olá. Detetive Sullivan, polícia da Filadélfia.
Seu marido disse que estaria aqui.
Podemos conversar? Desculpe a intromissão.
Tudo bem. Qual o assunto?
Lori Keyser.
Ela foi assassinada ontem à noite.
Desculpe. Assassinada?
Susan...
Gostariam de usar minha sala?
Sim, obrigado.
- Por favor. - Obrigado.
Obrigado.
Você é...
Megan Hunt, médica legista.
Trent Marsh.
Esse é um livro muito bom.
SOBREVIVENTES DO SUICÍDIO
Perdeu alguém por suicídio?
Estava imaginando se o humor de Susan
estava diferente hoje.
Sabe que não posso falar sobre meus pacientes.
Boa tentativa de afastar o assunto sobre você.
Pensei que esse era o meu trabalho.
E você é bom no seu trabalho?
Gosto de pensar que sim.
Desculpe.
Estou tendo dificuldade de processar o que me diz.
Lori Keyser foi morta...
com ácido?
Esse assassinato pode ser visto como punição.
E, claro, suspeitam de mim.
Meu Deus. Eu...
Lori era uma mulher perturbada.
Eu nunca faria algo assim.
Seu novo marido não parece achar que superou a sua perda.
Bill não me entende.
Nem um pouco.
Como se eu pudesse simplesmente esquecer
e seguir a vida.
O assassinato do Jeffrey dividiu minha vida em duas:
Antes e depots.
E tudo que tenho feito desde aquele dia
para passar o tempo,
meu... trabalho, meus passatempos,
meu... atual casamento.
São apenas distrações para...
Mas necessárias,
porque sem elas, sinceramente, não sei o que faria.
O que houve com sua mão, sra. Hart?
Eu me queimei hoje cozinhando o café da manhã.
Eu me especializei em terapia do luto.
E embora a perda de um ente querido
seja extremamente difícil em todos os casos,
sobreviventes de um suicídio
tendem a viver um luto mais difícil.
Aqueles que perdem alguém por homicídio
têm um alvo para raiva delas:
A pessoa que tirou seu ente querido do mundo.
Mas com suicídio, o alvo da sua raiva
é a pessoa que se lamenta perder.
Se não se importar que eu pergunte,
quem você perdeu?
Eu tenho que voltar para meus colegas.
- Megan, você não precisa fugir. - É dra. Hunt.
Vamos. Ela vem conosco. Escritório bacana. Obrigado.
De nada. Por favor.
Por favor, pegue.
Se precisar conversar, aqui está meu cartão.
Oi.
Desculpe pelo que aconteceu antes.
Você me fez ver que está na hora.
Você devia ficar com isso.
Nunca lhe contei, mas quando perguntavam do seu pai,
eu dizia que ele teve um infarto.
Tinha medo do que pensariam.
Eu me culpei.
Por não ver os sinais,
não perceber que ele estava sofrendo,
e não ter sido boa o bastante para fazê-lo querer viver.
Eu poderia ter ajudado, se você tivesse deixado.
Você tinha 12 anos, Megan.
É o dever da mãe proteger e não expor seus filhos à dor.
Por isso tirei tudo da casa.
Eu pensei...
Só queria proteger você.
O que é isso? Um bilhete de suicídio?
Como a polícia nunca encontrou?
Porque eu achei antes.
E você guardou? Escondeu todo esse tempo?
O negócio estava feito.
Eu estava envergonhada, está bom?
Por que me questionar sobre algo tão antigo?
O covarde se matou, Megan.
- E se não tiver sido ele? - Por favor.
De novo essa conversa, não.
Sei que seu precioso pai nunca erra.
Como poderia?
Ele não teve 35 anos
para se tornar a decepção que sou para você.
Por que agora? Por que me mostra isso agora?
Porque acho que precisa parar de achar
que toda pergunta tem resposta.
Por que ele fez isso? Não sei.
Mas desista, Megan. Eu desisti.
Não. Nunca.
É quase hora do almoço. Onde você estava?
Todo mundo ligando na minha linha.
Devia ter tirado o dia de folga.
Você não tira dia de folga, lembra?
Tenho informações do caso de Lori Keyser.
Ela foi imersa em ácido fluorídrico.
A suspeita Susan Hart tinha uma queimadura no braço.
- Mesmo ácido? - Não, senhora.
Susan queimou-se com óleo de cozinha.
Ela disse a verdade. O álibi também confere.
Ótimo. Outro beco sem saída.
A polícia ampliou a área investigada na cena do crime
procurando recipientes com o mesmo ácido.
Lacey.
- Por que você... - Nós íamos almoçar.
Você esqueceu?
Não. Não esqueci.
Não, senhora. Eu não...
Espera. Onde está indo? Você acabou de chegar.
Acho que vou tirar o dia de folga mesmo.
Por que não vamos todos pra casa?
Tchau, Lace.
Fez as pazes com a vovó?
Não fazemos isso, querida. Nós nos aturamos.
Sei que as coisas são complicadas entre vocês.
Sei que está brava com a vovó porque ela não fala do vovô,
mas você também não fala sobre ele.
Eu falo sim.
Faz muito tempo, e ele não está aqui, mas...
Eu penso nele.
Mãe, quando fui sequestrada, você me fez ir à terapeuta.
Ela me ajudou muito.
E você?
Talvez pudesse se consultar com alguém
e falar sobre suas coisas.
"Minhas coisas"?
Se você se conhecer melhor,
me ajudaria a lhe conhecer melhor.
O quê?
Minha terapeuta mandou dizer isso.
Estou chocada.
Você fala com a sua terapeuta, sobre mim, sua mãe?
Um pouco.
- Preciso ir ao banheiro. - É, escapou dessa.
Aqui é seguro, Megan.
Relaxe.
Como funciona? O que eu...
O que lhe deixar confortável.
- Não deitar. - Tudo bem.
Por que não começamos com o que lembra sobre o incidente
quando perdeu alguém?
Está bem.
Eu tinha 12 anos.
Estava voltando da escola.
Sozinha, como sempre.
Estava um dia quente. For a do comum.
Estava andando até minha casa. Vi luzes.
Carros de polícia.
E andei até a varanda, o policial veio até mim,
disse que minha mãe não estava em casa.
Então me olhou e disse: "Seu pai morreu".
Sentei na varanda por 40 minutos, sozinha,
imaginando quem iria
regar as plantas que estavam na porta,
porque era trabalho do meu pai. Ele sempre cuidava delas.
Quem cuidaria agora? Sei que parece idiotice,
- mas... - Não.
Nunca é idiotice.
Não existe uma forma certa de lidar com a perda.
Como eu disse,
a perda por suicídio pode ser uma das mais difíceis de lidar.
Sobreviventes se sentem mais culpados.
Você se sentiu assim?
Pensei que...
ele estava bravo comigo,
que eu era ruim.
Por que mais faria isso? Por que ele me abandonaria?
O problema é que muitas vítimas de suicídio
raramente oferecem um motivo verdadeiro.
Ele deixou um bilhete?
Acho que preciso voltar ao trabalho.
Não, Megan...
- Desculpe. - Acabamos de começar, Megan.
- Ei. - Não ia tirar o dia de folga?
- Acabei de ver Paul Winters. - Nosso suspeito, aonde?
Fui ver o terapeuta de novo...
- O mesmo? - Não pergunte.
Ele estava esperando no consultório.
Ele é um paciente.
O mesmo terapeuta que trata Susan Hart?
- Não é coincidência. - Os casos devem estar ligados.
Mas não há evidências de que vingaram os amantes.
E se um matou pelo outro?
Temos dois assassinatos,
dois suspeitos e ambos tem álibis perfeitos.
E se tratam no mesmo terapeuta.
Talvez se ligaram pelo luto na sala de espera.
Então fizeram um trato para se vingar,
como em "Pacto Sinistro"?
Ninguém suspeitaria. É o crime perfeito.
Não se provarmos uma conspiração.
Só precisamos ligar um ao crime do outro.
O laboratório está trabalhando duro,
tentando ligar as sementes de girassol
- da cena do crime com a Susan. - E a cena do crime do ácido?
Encontraram uma garrafa plástica
a cinco quadras do centro de reabilitação,
com ácido fluorídrico dentro.
Estão procurando digitais e DNA na garrafa,
que esperamos ser compatíveis com o Paul.
Olhe para eles. Eles parecem incapazes de matar.
Sob influência do luto, tudo é possível.
Ótimo.
Agora está dizendo que matei uma mulher que nunca vi?
Esse não é o objetivo?
Você mata por Susan Hart e ela mata por você.
Susan quem? Isso é loucura.
Paul, Paul...
Não posso ajudar se não falar.
- Já passou por muito, não é? - Está certo, eu passei.
Não vou dizer mais nada. Não até eu ter um advogado.
Não.
Só conheço Paul Winters porque o vi na TV. Eu juro.
Susan, sei que não acha que alguém possa entender
todas as emoções que você está sentindo
desde que seu marido foi tirado de você,
mas quero que saiba que eu entendo mais do que imagina.
E entendo por que quis que ela pagasse pelo que fez.
Não, por favor, pare de falar.
- Susan, você matou Freddie? - Não! Não sei quem ele é.
Não o conheço.
Por favor, pare.
Susan não está falando.
Paul pediu um advogado.
Se acham que estamos perto, esse é o último recurso.
Não vão admitir que se conhecem.
Ela vai ceder. Olhe pra ela. Só preciso de mais tempo.
Detetive Lucas.
Sim.
Não pode ser. Pode conferir de novo?
Está bem. Obrigado.
Era o laboratório.
- Tudo fracassou. - O que foi?
O DNA das duas cenas saiu. Não combina com nenhum deles.
Não mataram os respectivos alvos.
Ótimo. É o que temos. Voltamos ao zero.
Não ainda. Não vai acreditar o porquê.
As duas amostras de DNA são idênticas.
Espere. A mesma pessoa matou os dois?
A única conexão entre os crimes é o terapeuta.
Dr. Trent Marsh.
Dr. Marsh, nosso terapeuta, tem um belo passado.
Há dez anos, a esposa foi assassinada na casa deles.
Ele era o suspeito?
Naturalmente, era o marido, mas foi descartado
porque a homicídios tinha alguém em mente.
Nathan Jarvis, ex-condenado que ficou preso por agressão sexual.
- Foi acusado? - Detido.
Mas solto por falta de provas.
Então o caso nunca foi solucionado?
Um ano depots, Marsh voltou a estudar,
conseguiu PhD em psicologia clínica,
abriu seu consultório e se especializou
em aconselhamento pós-luto.
Ele foi imerso em tristeza nos últimos dez anos.
É natural que tenha chegado ao fundo do poço,
mas por que agora?
Talvez queira dar a Paul e Susan um tipo de...
conclusão.
Adam foi até a central de arquivos
para procurar o arquivo da esposa.
Os DNAs lá listados incluem o de Marsh.
Quando ligarmos ele com os dos crimes,
o pegamos.
Você foi mesmo até ele para terapia?
O que contou?
O suficiente.
Agora vamos fazê-lo falar.
Obrigado por vir até a delegacia, dr. Marsh.
Esperamos que posso ajudar
em dois casos abertos que estou investigando.
- Certamente. - Duas pessoas
mortas por vingança.
Mortas do mesmo jeito com que outras pessoas
- foram mortas. - Entendo.
Meus principais suspeitos são ambos seus pacientes.
Paul Winters e Susan Hart.
Isso é...
É problemático.
Como sabe, a confidencialidade médico-paciente
me impede de falar sobre meus pacientes,
mas sob essas circunstâncias...
Quando eu aconselho sobreviventes de homicídios,
devo focar sua raiva contra
qualquer coisa responsável pela perda dos entes queridos.
Para que consigam seguir em frente,
para começarem a se curar. Eu espero
que eu não tenha sido, de alguma forma...
- responsável. - Acho que foi.
Mas não pela mesma razão, Paul e Susan são inocentes.
Não mataram ninguém. Mas uma única pessoa matou.
E a única coisa que temos em comum nos casos é você.
Então concluiu que eu os matei.
Você deduziu qual seria o possível motivo
- que me levou a isso? - Sua história.
Sua esposa foi assassinada. O assassino nunca foi pego.
E o que isso quer dizer? Não entendi?
Matando outros para alimentar meu desejo
por uma conclusão que não tive? Gostei disso.
Agora está realmente pensando.
Mas é verdade.
Minha esposa
continua calada, como muitos outros.
Pense nos familiares, devastados todo minuto
por causa do desejo homicida de outra pessoa.
O efeito cascata desse único ato.
Prejudicando psicologicamente as gerações seguintes.
E ainda assim, muitos assassinos saem livres...
por falta de evidência,
por causa da burocracia, tecnicalidades.
- Nós tentamos. - E falharam.
Mas, procurou retificar isso.
Matar você mesmo os assassinos. Garantir que justiça foi feita?
Novamente tenta e falha, perdendo seu tempo me acusando.
Estou feliz de vir aqui
se isso justifica sua folha de pagamento.
Procure na minha casa, analise as digitais, meu DNA.
Qualquer coisa que façam hoje.
Não sou um assassino, detetive.
E mesmo que fosse,
duvido que consiga provar.
Tommy.
Por favor, diga que tem algo para prender esse cara.
O DNA dele não é compatível com os das cenas de crime.
- Está brincando. - O quê?
Não, é o seguinte: Os técnicos estavam vendo
o DNA do caso antigo,
outro apareceu. Nathan Jarvis.
O principal suspeito do assassinato da esposa.
Parece impossível, mas então eu pensei,
procurei por Jarvis, e adivinhe?
Um ano atrás, desapareceu e nunca foi encontrando.
Foi ele. Eu sei. Ele está por trás disso.
Trent matou Jarvis.
Colocou o DNA de Jarvis nas cenas do crime.
As sementes, o recipiente do ácido.
Ele só precisa colocá-los em contato com o corpo de Jarvis
para conseguir epiteliais.
Grande bobagem para os melhores da Filadélfia.
Adivinhe? Funcionou.
Ele vai sair livre.
E eu prometo que representarei prioridades e valores
dessa grande cidade.
Enquanto cortarei a paralisia partidária
que está sufocando Washington.
Tudo que peço é uma chance.
Não vou desapontá-los.
- Obrigada. - Você está ótima ali.
- Dan. - Início propício para campanha.
Apresentando sua plataforma,
agradeceu as pessoas certas, fez as promessas certas.
Estou surpresa que não estava lá para assistir seu investimento.
Eu estaria, acredite, mas o dever diário chamou.
Foi informado do caso Marsh Trent?
- Perturbador. - Bem, ele saiu livre.
Como é possível?
Não tínhamos evidência sólida conectando ele aos casos.
Não conseguimos um caso contra ele.
Sabemos que ele as matou,
mas não podemos fazer nada sobre isso.
- Não quero acreditar nisso. - Nem eu.
Mas infelizmente, em meu escritório,
não praticamos justiça, Kate.
Praticamos a lei.
Megan.
Que surpresa agradável.
Veio ter outra consulta?
Isso é seu.
Não o quero.
Que coragem, vir sozinha aqui.
Não sou o diabólico assassino?
Você só mata quem acha que merece.
Eu sinto muito
pelo que aconteceu com sua esposa.
Eu lido com o luto todo tempo em meu trabalho,
e nunca me acostumei
a ver as pessoas no pior dia de suas vidas.
Luto é confuso. É dolorido.
Faz pessoas fazerem o inimaginável.
Acha que ao se identificar comigo, me enganará
- fazendo admitir? - Não. É muito esperto pra isso.
- Vim como um aviso. - Um aviso?
Acha que ajuda seus pacientes dando um tipo de conclusão.
E as suas vítimas?
E os entes queridos deixados para trás?
Não vão querer uma conclusão,
buscar vingança?
E se descobrirem o que fez?
É algum tipo de ameaça?
Talvez queira ver desse modo.
Quando for minha hora,
será a minha hora.
Até lá...
Tenho muitos outros pacientes
que precisam da minha ajuda.
Não se tenho algo a ver com isso.
É tão doente quanto os outros.
Quer realmente dizer isso, não?
Gostaria de passar mais tempo com você, Megan.
Adoraria uma chance de falar sobre seu pai.
Alguma chance de ver você de novo?
Um dia. Todos têm.
- Você nunca vai para casa? - E você?
Precisava respirar. Marsh me impressionou muito.
Sociopatas tendem a fazer isso.
Seu terapeuta.
Então, vai me contar por que foi vê-lo?
O que é isso?
Um favor.
"Tenho o coração pesado por causa do que preciso fazer."
Para quem ler isso, sinto muito,
mas esse mundo não é para mim...
Esse é o bilhete de suicídio de meu pai,
o qual minha mãe escondeu por 35 anos.
Não é de se admirar que estivesse tão estranha.
Megan, sinto muito.
Preciso que leve isso ao laboratório...
digitais, DNA, análise de caligrafia, tudo.
Não se deve usar o laboratório para uso pessoal,
o que significa não contar a ninguém.
Uma única pergunta.
Por quê?
Porque eu não acredito em nenhuma palavra desse bilhete.
Meu pai não se matou.
Sei disso.
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Tradução: MaNEU, mdurantep, Mery e LostParkMih.
Sincronia: MaNEU, Ivanz e Duda.
Revisão: Ivanz e Duda
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