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Vamos, se mexa, Cabo.
- A caixa é pesada, Tenente. - O ouro costuma pesar.
Vá, coloquem lá dentro.
- Entrem também e fiquem lá. - Sim, senhor.
Avise que o trem está pronto.
- Aguardamos instruções. - Sim, senhor.
Digam ao Coronel McNally que o trem está pronto.
- Aguardamos instruções. - Obrigado.
Desculpe incomodá-lo, Coronel.
São as suas ordens, Tenente. Lamentaria, se não o fizesse.
Sim, senhor.
- Que quer? - Mensagem de Plainsburg.
- Que quer o Tenente Forsythe? - Mais instruções, meu Coronel.
Diga ao Tenente que se entre no trem,
e que não saia de lá até eu bater à porta.
Sim, senhor.
- Sargento, o ouro vem no trem. - Ouviram?
O Coronel diz para entrar no trem
e para esperar até que ele bata à porta.
Boa sorte, Tenente.
Vamos.
Sargento? O trem partiu de Plainsburg.
Ouviu? Continua na escuta.
Capitão! Está chegando uma mensagem!
- O trem vem aí! - É melhor nos prepararmos.
- Não se preocupe. - Estamos esperando.
A que horas chega o trem a River Junction?
Daqui a 15 minutos. Para reabastecer de água e lenha.
- Quem comanda? - O Capitão Barrett.
Dê cumprimentos meus ao Capitão.
E diga-lhe que, se houver problemas,
farei com que se arrependa.
Sim, senhor.
Não sei como ouve o trem pondo o ouvido no trilho.
- Os trilhos estão todos juntos... - Cale-se!
Estou calado.
- Vem aí, Sargento. - Pronto! Para trás.
Não se deixem ver. Não saiam até eu dizer.
- Custa deixar ir tanto ouro. - Lá isso custa.
Quando chegar ao Capitão, o recuperamos.
Vamos, rapazes. Vamos! Se mexam!
Passem as cordas para o outro lado!
Bigfoot, diz ao Capitão que o trem passou por aqui.
Certo, Sargento.
- Eles que amarrem bem as cordas. - Amarrem bem as cordas.
Hank, mexa-se. O trem está chegando!
Capitão! Saíram de River Junction.
James... tem graxa suficiente?
O bastante para que o trem não vá a lugar algum.
- Põe bastante. - Sim, senhor.
- Sim, senhor. - Estão prontos?
Estas abelhas estão furiosas. Ouça-os.
Estão mesmo furiosos.
- Como vão as coisas, Tenente? - Parecem bem.
- Vem aí, Capitão. - Não se deixem ver.
E saiam só quando me virem.
Beauford, desce da árvore.
- Já saiu de River Junction, senhor. - Ótimo.
Assim que chegar, estará tudo bem.
- Ainda não chegou. - Não, mas...
- Se importa que me preocupe? - Não, senhor.
- Posso dizer uma coisa, Coronel? - Diga.
Foi porque a pior parte da viagem era de River Junction até aqui
que deu o destacamento ao Tenente Forsythe?
Foi uma das razões.
Trabalha com você há bastante tempo, não é?
- Desde que a guerra começou. - Sim, senhor.
A locomotiva está se esforçando pela montanha acima.
Estamos diminuindo, Tenente.
Vejam-na quando tocar na graxa.
As rodas estão escorregando e não temos tração!
Abelhas!
Temos de sair daqui!
- Estamos prontos, Capitão. - Muito bem. Billy Joe, puxa o cabo!
Não deixem que o vapor se acumule.
Todos a bordo. Separe-a.
Vamos, subam.
Se apressem! Se apressem!
Jack, vamos lá! Sobe, Jack!
Willie, quase não chegou!
Não há resposta. Talvez a linha tenha caído.
Não há comunicação entre nós e River Junction!
- Chame as posições avançadas! - Sim, senhor.
Abram a porta!
- As abelhas andam ocupadas! - Eu vejo isso.
Por amor de Deus, Harry, salta!
Vamos! Salta! Salta do trem.
Por amor de Deus, salta!
- Johnson, estão todos? - Vou espreitar, Capitão.
Não vejo ninguém.
Ponha fumaça nestas abelhas e tire-as daí!
Não os quero aí quando entrar!
É todo seu, Capitão.
- Cabo! - Sim, senhor.
Vamos mais depressa do que julgávamos. Pode abrandá-la?
- Os freios não respondem, Capitão. - Vamos bater com força.
Segurem-se bem.
- Bom trabalho, Sargento. - Houve problemas?
- Não. - O Bide está tratando do ouro.
Os cavalos estão aqui.
Vai ficar bem, Jim.
- O que aconteceu?! - Ensebaram os trilhos.
Agrediram-nos. Quando acordei, já não vi o trem.
- Podem pôr isto para andar? - Não. O vapor foi-se todo.
- Grande saque! - Me dê um pouco.
Há suficiente para todos.
- Temos o ouro. - Carreguem-no depressa.
É pesado, Sargento.
Vamos. Se mexam.
Cabo, avance com a carroça.
Não se demorem, homens.
Vá, vamos embora.
- Como está ele, Cabo? - Tem um golpe no ombro.
- Fico bem. - Que tem no rosto?
- Atiraram-nos um ninho de vespas. - Tivemos de saltar por causa disso.
- O Tenente Forsythe? - Está lá atrás. Está muito mal.
- Tenente... - Sim, senhor.
À vontade. Destroçar! Ajudem-nos aqui. Em frente!
Coronel McNally, aqui!
Desculpe. Mas não podíamos ficar no vagão com tantas vespas.
Eu sei. Sente isto?
Coronel, os rebeldes tinham de saber de antemão sobre o ouro.
- Isso é verdade. - Surpreenderam-nos.
- Sente isto, Ned? - Não. Está dormente, Coronel.
Consegue mexer a cabeça?
Não. Mas não dói, Coronel.
- Eu fico bem. - Tem o pescoço partido.
Lamento não poder ficar aqui com você, mas...
Eu sei, Coronel.
Coronel...
- Pegue-os, sim? - Irei pegá-los.
Cabo, suba ao vagão e vá observar.
Vá à frente. Veja para que lado seguiram. Provavelmente para sul.
Coronel? O ouro desapareceu. Levaram-no.
Já supunha que sim.
Aqui, Coronel.
Tinham uma carroça. Há marcas. Separaram-se.
Alguns seguiram por ali com a carroça e o resto foi por lá.
A carroça estava pesada quando chegou e quando partiu.
A carga pode ter a ver com estas pedras.
Talvez queiram que achemos isso.
- Então, o ouro está na carroça? - Vou atrás da carroça.
Pegue em metade do grupo e siga os que foram para leste.
Cartel, me siga com o seu pelotão.
E Tenente... Se os apanhar, me traga alguns de volta.
- Quero que consigam falar. - Sim, senhor.
Me sigam.
Jenkins. Verifique aquele trilho.
- Coronel! - Diga?
Um botão da farda dos rebeldes. Podem ter vindo por aqui.
- Uma carroça passava por aí? - Nem pensar.
Você e o Miller vêm comigo e os outros seguem esse trilho.
Se o ouro ia na carroça, agora estão carregando.
- Entraram na água aqui. - Subiram ou desceram o rio?
Sabe-se lá...
Muito bem. Desçam o rio os dois e eu subo.
Ei, Johnny Rebelde! Fica onde está!
Ianque, estou desarmado.
É isso que me preocupa. Se vira, na mesma.
- Não o afogue! - Esteja descansado.
Bateu com a cabeça, Capitão.
Ajudem-nos aqui.
É mais pesado do que uma baleia!
- Está tudo calmo, Sargento. - Espero que continue assim, Capitão.
Deixe a faixa aí,
se não quiser recomeçar a sangrar.
- Como se sente? - Dolorido.
- Bateu com a cabeça na pedra. - Fui tolo, me deixando pegar.
Também me sentiria assim.
Não está machucado na perna. A faixa me enganou.
O Bide emprestou.
E com sangue verdade. Uma bala ianque.
- Quem me derrubou do cavalo? - Aqui o Tuscarora.
Também estou dolorido, Coronel. Você é grande.
São vocês que nos têm roubado as cargas de ouro.
- Já é a quarta vez. - O sul precisa do dinheiro, Coronel.
Conheço-o, não conheço?
- Conhece. - Como se chama?
Pierre Cordona.
Mãe francesa, pai mexicano. Nova Orleans.
Há quatro ou cinco anos, em Abilene.
- Exato. - Por causa de um cavalo...
- Um baio grande. Roubou-o. - O tanas! Ganhei-o.
- Ganhou um alazão. - O alazão era manco.
Quando se joga póquer, deve saber-se por que se joga.
Me lembrei. Estávamos os dois no baio.
Eu à frente e você atrás, me apontando uma arma às costas.
- Os seus amigos queriam me matar. - Isso não me agradou.
Coronel, preferia que não se aproximasse das espingardas.
Nenhum de nós se magoou. Que faço vestido assim?
Bom, Coronel, o senhor me usou e agora vou usá-lo.
Desta vez, irá à frente e vai tirar-nos daqui.
E, se encontrarmos ianques, estará entre nós e eles.
- Alvejam-no primeiro. - Não sei onde estão os homens todos.
Se não sabe, é melhor pôr-se a adivinhar.
Eu começaria a pensar, antes de partirmos.
- Quando partimos? - Assim que anoitecer.
- Tem de me amarrar as mãos? - Ordens do Capitão.
Coronel, vou mesmo atrás de você. Sei atirar bem esta faca.
- E não faz barulho. - Entendi, Sargento.
Apaga os archotes. E os lá de trás!
Preparem-se para partir.
Capitão!
- Diga, Cabo? - Para onde acha que ele nos leva?
Para sul. Não vejo as estrelas, mas devemos estar a ir para sul.
Engana-se. De que lado da árvore nasce o musgo?
- Do norte. - O musgo está deste lado.
Estamos a ir para norte.
Claro. Vamos para norte. Metade do exército do Sheridan está a sul daqui.
A única forma é ir à volta. Não sei se consigo fazer-vos passar,
mas a ideia foi sua, Capitão, e não pode fazer nada.
Espero que não tente nada, Coronel. Pode vir a arrepender-se.
Siga.
Espere, Coronel.
Estamos perto da água e tem cheiro de fumaça.
- Vá verificar, Sargento. - É melhor vigiar o ianque.
- O que acha, Coronel? - Não sei de todos os destacamentos.
Talvez sejam alguns dos seus.
- São ianques. Cavalaria. - Deve ser o 10º Regimento do Ohio.
- Estavam a 30 km daqui ontem. - Você não se perde, Coronel.
- Faço por isso. - Podemos passar por eles?
- Pergunte aqui ao ianque. - É melhor irmos pelo leste.
Passa a palavra. Estamos perto de um acampamento ianque.
Silêncio com os cavalos. Usem as mãos se, necessário.
- Como, se estão amarradas? - desamarre-o.
- Cuidado, Coronel. - Esteja descansado, Sargento.
Siga. Devagar.
Vê alguma coisa, Coronel?
Rebeldes no flanco. Atenção! Venham cá!
Cada um por si!
Separem-se e sigam para sul. Nos encontramo na ponte.
Não percam o ouro! O'Brien, você e o...
Não fique nervoso, Sargento. Largue a pistola.
Continue a andar. O seu Capitão está naquele tronco.
- O que lhe aconteceu, Coronel? - Bateu com a cabeça.
Está bem. Acorde-o.
- Que tem nesse cantil, Sargento? - Aguardente de milho.
Não me importava de beber um trago.
Não faça barulho.
O seu Capitão está com a farda errada.
Então, Capitão, como se sente?
Na gruta, disse que se sentia idiota. É como me sinto, agora.
Bem achei que tinha cedido facilmente.
Ao seguirmos para norte, levou-nos para a boca do lobo.
- Queria apanhar o ouro. - Não tanto como queria pegar vocês.
Alguém do meu destacamento lhe deu a informação.
- Quero pegá-lo. - E que nós lhe digamos quem foi.
Se me disserem, liberto-vos e viro costas...
Terão uma boa hipótese de fugir.
Caso contrário... é um prisioneiro com a farda errada.
- Sabe o que ganha com isso. - Sim, sei.
E os nossos não conseguirão mais ouro.
A guerra ainda não terminou, Coronel.
Está bem... Aqui!
- Capitão. Espere! - Aqui!
Capitão! Recebi isto.
Raios! Tudo isto para nada!
ACABOU A GUERRA
- Arrepios e febre? - Não, senhor.
- Dores? - Não.
Terás, quando comeres aquele porco. Bebe isto.
- O próximo. - Nome, posto, unidade.
Macomb, Bide. Cabo. Fuzileiros Tupelo.
Um pequeno grupo. Só restou eu.
Internamento, 8 meses.
Dá isso ao tesoureiro. O próximo.
- Tinha razão. - Bem me pareceu que cá estaria.
Cordona, Pierre. Capitão. 1 o. Da Cavalaria do Louisiana.
Recebe dois dólares, Capitão. Assine.
- Pode ter espada, Capitão. - E pistola?
- Armas de fogo não. - Esqueça a espada.
Phillips, Tuscarora. 1º Sargento. da Cavalaria do Louisiana.
- Pierre e Tuscarora. - Tem boa memória.
Ainda bem que resistiram à tempestade.
É a vida simples. Sem vinho, mulheres, canções.
- E sem uísque. - Posso remediar isso.
Importam-se de beber com um casaca-azul?
- Beberia com o próprio Diabo. - Concordo com ele.
Vamos na direcção certa.
Olá, uísque para três.
Não quero desse purgante. Nos dê uísque.
Mas, Coronel, isto é rum jamaicano.
- Paguei muito por ele. - E cobra muito.
Nos dê daquele da prateleira de baixo. A garrafa.
Coronel... Sei por que quer falar conosco.
Não encontrou o homem que nos falou dos seus envios de ouro.
Que lhes vendeu a informação sobre o ouro.
Não, não o encontrei. Mas vou encontrar.
Parece uma questão pessoal.
Um rapaz que vi crescer
ia no vagão para onde atiraram as abelhas
Se machucou?
- O enterramos no dia seguinte. - Lamento.
Matamos o seu amigo, mas não está ressentido.
O que fizeram foi um ato de guerra.
Mas vender informação é traição. Traição pura, por dinheiro.
- Quero o nome do homem. - Eram dois.
Não sei os nomes. Lhe pagamos.
- Nos deram a informação. - Pode descrevê-los?
Um era grande. Quase do seu tamanho.
O outro... Estava mais perto.
O outro, até no escuro se destacava.
Parecia albino. Cabelo branco, pele branca. Mais pequeno.
- É tudo. - É mais do que eu tinha.
Podem me fazer um favor.
Se os encontrarem, me avisem.
Pode contar com isso.
- Mais um copo? - Nós oferecemos.
O que receberam, com a desmobilização?
Dois dólares.
- Para onde vão? - Fico por aqui.
Eu volto para o Texas.
O homem que me criou tem um rancho em Rio Lobo.
Com dois dólares não vai longe.
Desde que os apanhamos, os nossos salários chegam a horas.
Assim, já chega ao Texas. Lhe empresto.
Nunca imaginei querer beijar um ianque.
Se encontrarmos algum dos homens, onde podemos contatá-lo?
Em Blackthorne, Texas. Perto do seu Rio Lobo.
O xerife de lá me contacta.
Vejo que o Xerife de Blackthorne recebeu uma gratificação.
Cada uma destas peles dá para um monte de copos.
- Prazer em lhe ver. - Obrigado.
Já estava à sua espera.
Recebi o recado de que o Pierre Cordona queria falar comigo.
Sim. Chegou ontem à noite.
Está no hotel. Entra. Lhe pago um trago.
De que se trata, Cord? Pode me dizer o que te traz por aqui?
O Cordona não apanhou alguns salários dos ianques?
É verdade.
Soube que o capturou e que esteve preso.
É verdade.
Cord, não pensa arranjar problemas, não é? Não me agradaria.
Não se preocupe, Pat.
Além do mais, é superior ao rapaz.
Não há ressentimentos entre nós. A guerra acabou.
Ainda bem. Então, porque quer falar com ele?
O Cordona só conseguiu roubar aqueles salários
porque alguns dos nossos lhe venderam a informação.
Ando atrás deles.
Ao serviço do exército, ou é uma questão pessoal?
Ambas as coisas.
Xerife, diria que tem uma visita.
- Quem é o Xerife? - Sou o Pat Cronin. Se há algo...
Trata-se de um homicídio. Quero que prenda o assassino.
- Onde aconteceu isso? - Rio Lobo.
Lamento... Está fora da minha jurisdição.
- Não vai agir? - Desculpe. Mencionou Rio Lobo...
Pertence ao gabinete do Xerife?
- Não, eu... - Não se meta, por favor.
Xerife, isso quer dizer que não vai fazer nada?
Não posso fazer nada. Não tenho autoridade por lá.
Mataram um homem!
A menos que um Marshal ou o Xerife de Rio Lobo me peça...
Conhece o Xerife de Rio Lobo. Sabe que ele não lho pedirá.
Sei.
Sobretudo porque o assassino é um dos delegados.
Lamento, senhorita.
Também eu. Pensei que...
Também lamento!
- Quem é o Xerife de Rio Lobo? - O Tom Hendricks.
- O Tom Azul? - Esse mesmo. Conhece?
Bem o persegui, mas nunca tive sorte.
- Então e essa bebida? - Não tenho.
Como sempre. Lhe ofereço uma.
A cidade está crescendo, Pat.
- Bom dia, Hank. - Bom dia. Posso ajudar?
Este é o meu amigo Cord McNally.
- Prazer. - Obrigado.
- Procuro o Pierre Cordona. - Quarto 19.
- A chave não está aqui. - Ele está no quarto.
Espere... Ele deixou um recado.
Disse que matava quem o acordasse, a menos que estivesse pegando fogo.
Me deu dois dólares... Para evitar que alguém pusesse fogo nisto.
Dois dólares compram uma bela soneca, por aqui.
- Podemos esperar. - Vamos à bebida.
Não se esqueça, você paga.
- Olá, Jane. - Olá, Xerife.
Sente-se. Uma garrafa, Jim.
A Senhorita Abelhuda.
Ela deve estar na cadeia ou no hotel. Chuck, vê na cadeia.
- Não há ninguém na cadeia, Whitey. - Está bem.
George, vai pelos fundos. Vem de lá.
Vocês dois venham comigo.
Então, senhorita... Isto é que foi uma perseguição.
Xerife, é este o homem que queria que prendesse. É o assassino.
Ele pode ficar com a ideia errada a meu respeito.
Foi auto-defesa. Tentou me esfaquear.
Mentira!
Eu trato disto, senhorita. Quem é o senhor? O que faz aqui?
me chamo Carter. Whitey Carter. Sou delegado em Rio Lobo.
- Vim atrás dela. É procurada. - Procurada?!
Porquê?
Ela e o velho com quem vivia eram curandeiros.
Banha da cobra, jogos de conchas viciados, roubavam carteiras...
Outra mentira! Não fiz nada.
O Xerife de Rio Lobo só quer falar com ela, portanto, vou levá-la.
Um momento. Sou o Xerife de Blackthorne. Quero ver a ordem.
- A ordem? - De prisão da jovem.
Nunca pensei nisso.
Sem ordem, não levam ninguém.
Tenho aqui uma ordem, Xerife.
Satisfeito, Xerife? Largue a arma e vá se sentar.
Não se mexam e ninguém se machuca.
Venha.
Cuidado!
- O acertaram, Pat? - Não, fui eu, ao cair.
Está ficando velho.
Olá, Capitão. Ainda bem que apareceu naquele momento.
Ouvi barulho e pensei logo em você. Como começou?
Esta jovem acertou o homem do cabelo branco.
- Não queria mesmo ir com ele! - Censuram-na?
Era um dos homens que procurava!
- Incrível! Tem certeza? - Tenho.
Está morto?
- Infelizmente, está. - O matei?
Não totalmente, mas ajudou.
Não podia deixar que me levasse. Preferia morrer.
- Quase nos matou a todos. - Desculpem...
Vai desmaiar?
- Que faço com ela? - Leve-a para o meu quarto.
- Onde é? - Aí à esquerda. A porta está aberta.
tem alguém lá
Me esqueci! Vamos Mable. Saia.
vamos lá. Se mexa.
- Porque não posso dormir? - Depois explico. Vá.
É por isso que me manda embora? O julgava um cavalheiro!
- Esteve ocupado. - Me mantenho afastado de problemas.
Hank, vá chamar o coveiro. Esqueça. Vem aí.
Ouvi tiros, Xerife. Precisa de mim?
Tem aqui muito trabalho. Um ali. Dois por lá e um ali ao canto.
Vou já tratar disto.
Que descobriu?
Falei com o condutor da diligência que trouxe a moça de Rio Lobo.
A apanhou a uns quilómetros da cidade.
Ela contou a verdade.
Ele a perseguia e matou o velho curandeiro.
Que disse o Tuscarora na carta?
Que viu um dos homens que procurava. O de cabelo branco.
- Deve ser o Whitey, lá de baixo. - Trabalhava para um ianque rico.
O Tuscarora nunca viu o tal ianque.
Mas não veio até Blackthorne para me dizer isso.
O Tuscarora está com problemas. Querem tirar as terras ao velho.
- E achou que eu ajudaria? - Duas armas valem mais do que uma.
Talvez andemos atrás do mesmo.
Talvez eu o possa ajudar.
Alinho. Vou até Rio Lobo e logo vemos.
- O que disse agora? - Como se sente?
Não sei. Não é o homem que desceu as escadas...?
Nos ajudou quando precisamos.
Pierre Cordona, senhorita... Como se chama?
Shasta, Shasta Delaney.
Não tem as calças vestidas, Sr. Cordona.
- Não tive tempo, com o tiroteio. - Mas agora tem.
- Porque não as veste? - Está em cima delas.
- Também não está muito vestida. - Quem é que me despiu?!
- Eu. - Porquê?
- Tirámos à sorte e eu ganhei. - Nunca ouvi nada...
Não sabe que se deve desapertar a roupa de quem desmaia?
Pois... Estou agindo como uma idiota, não estou?
- Quase. - Concordo.
Posso beber qualquer coisa?
- Não vai voltar a desmaiar, não é? - Não, Sr. McNally.
Só bebe quando vai desmaiar?
Não diria tanto, senhorita.
Está bem?
Quando estava acordando, não ouvi falar de irem a Rio Lobo?
- Ouviu. - Ótimo. Vou com vocês.
- Você? Nem pense. - Não seja tola.
O que sabem de Rio Lobo? Nunca estiveram por lá, certo?
Não sabem onde ir, com quem falar. Nem quem é amigo e inimigo.
- Posso ajudar. - Porque quer ir?
Quero recuperar a carroça. O velho Charlie queria que eu ficasse com ela.
Sempre que penso nele, eu...
- Enfim... é tudo o que tenho. - Não pode ir vestida assim.
Me arranje um cavalo. Me preparo em 10 minutos.
Quando as tropas estiverem na parada, me avise. Estou no bar.
Lá vem ela.
Eu seguro nisso.
- Rio Lobo é muito longe? - Uns 115, 130 km.
- Na diligência, levei 3 dias. - Vamos demorar mais.
Esquecemos uma coisa. Ela sabe montar? Sabe montar?
- De que lado do cavalo subimos? - Do esquerdo. Eu sabia.
- É um bom professor, Francês! - Sim.
Parece um bom lugar para dormir. Está frio, mas vai esfriar mais.
Vou ver se arranjo lenha para a fogueira.
Shasta, não tem nenhum frasco de banha da cobra, por acaso?
- Por acaso, tenho. - Ótimo.
Porque está tão contente, Coronel?
Bom, tomei uns bons tragos,
estou quente e relaxado.
Se vocês, gente simpática...
... conseguem passar sem mim, vou dormir. Boa noite.
Estou gelada.
Isto vai ajudar.
Não faça isso. Não gosto.
- Desculpe. Ia... - Estou farta que me toquem.
O que aconteceu? Porque disse isso?
- Para quê falar disso? - Porque eu gostaria de saber.
Está bem.
Fui casada. Não foi um casamento feliz.
Ele não sabia beber, mas bebia.
E, quando bebia, não era bom.
Quando bebia, jogava.
E, quando perdeu, achou que estava a ser enganado.
Não sei se foi ou não enganado.
Mas o outro homem foi mais rápido e atirava bem.
E tive de arranjar emprego.
Sabe o que é trabalhar num saloon?
- Não. - Nunca nos deixam em paz.
Nunca.
Depois, conheci o velho Charlie Simms.
O único homem que foi bom para mim.
E o mataram.
- Tem mais perguntas? - Tenho. O que vai fazer agora?
- Vou dormir. - Não... depois de tudo isto acabar.
Vou buscar a carroça do Charlie e depois vou... não sei.
Não pode vender mezinhas sozinha.
Tenho jeito para convencer as pessoas a comprar o Tónico Apache.
Algo há-de aparecer. Aparece sempre.
Sabe? Gosto de si.
- Porquê? - Porque não chora.
Choro, sim. Já me viu chorar.
Chorou pelo seu amigo, não por você. É muito diferente.
Não seja simpático comigo, por favor.
- Não imaginei... - Não queria isto?
Queria, sim. Mas costumo ser eu a começar.
Foi por isso que comecei. Porque assim sei quando pára.
Bom, eu...
Boa noite.
Está a ver estas varas? Não entendo para que servem.
Estão todas queimadas.
Diria que foram usadas pelos índios para sepultarem os mortos.
Os punham nas varas e os queimavam.
- Pode estar sobre uma caveira... - O quê?!
Que tal acordarem?
- Como ela veio parar aqui? - Pergunte-lhe.
- Veio para aqui quando? - Quando adormeceu. Estava frio.
Porquê eu? Porque não o escolheu a ele?
Ele é jovem. Pensei... Você é mais velho.
- É confortável. - Confortável?
Já me chamaram muita coisa, mas "confortável"... !
Uma coisa lhe digo. É melhor do que um tijolo quente para aquecer um homem.
É bom ser apreciada.
- Cheira a café? - Cheira. Venham tomá-lo.
Vamos levantar!
Venham.
- Isto é Rio Lobo. Vejam. - Parece sossegado.
É tarde para começarmos agora.
Onde vive a namorada do Tuscarora? Disse que podíamos dormir lá.
Vive na outra ponta da cidade. Há lá um curral para os cavalos.
Podemos lá chegar sem sermos vistos?
Podem, se conseguirem atravessar a rua.
- Dá uma olhada, Francês. - Certo.
Sou eu, a Shasta.
Depressa, Maria!
Estes são amigos do Tuscarora. Vieram ajudar o Sr. Phillips.
O Capitão Cordona... E o Coronel McNally.
- Precisamos de um lugar onde dormir. - E os cavalos...?
- Não é bom ficarem aqui. - Onde poderão ficar?
Ali, há uma casa vazia. Está vendo?
E encontra um curral à direita.
- Está bem. Eu os levo. - Cuidado. Eles estão de vigília.
- Porque voltou? - Maria, é uma longa história.
Mas me conta o que o Ketcham e o Xerife têm feito?
Têm pressionado o Phillips a vender o rancho.
- E ele o vendeu? - Não sei.
Não vejo o Tuscarora desde que foi embora.
Estão todos com medo.
Os homens do Xerife vigiam tudo.
- Estão vigiando esta casa? - Tudo.
Não é seguro ficarem aqui.
Temos de ficar aqui esta noite. E não comemos.
Desculpem, nem pensei. Vou preparar alguma coisa.
Desculpe. Estão me perseguindo. Não tenho para onde ir.
- Não tem de ir. - O quê?
Pode ficar aqui.
- Pode apagar essa luz? - Como queira.
Obrigado. Não fique no meio do quarto.
- Vê alguém? - Não vejo uma alma viva.
- Quer que eu vigie? - Estou vigiando.
- Sim, mas eu posso ir lá fora. - Se vista primeiro.
- Como queira. - Não queria dizer isso.
- Acho que não devia ir lá fora. - Bom... podemos ficar aqui.
Tenho muitas tortillas, feijão, chilli e até tenho vinho.
- Que bom. Oxalá pudesse ficar. - Porque não fica?
Porque acho que já se foram. Tenho de ir ter com os meus amigos.
- Lamento. - Nem sei como lhe agradecer.
- Não é preciso. - Me chamo Pierre. E você?
- Obrigado, Amelita. - Espere.
Pode ir.
Cheira bem.
Entre.
- Onde se meteu? - Guardei os cavalos e me escondi.
- De quem? - Das pessoas que vigiam a cidade.
- Eu disse. Onde esteve? - Na casa de uma garota.
Uma garota? Você é rápido. Onde a conheceu?
Abri a porta e lá estava ela. É bonita. Cabelo escuro.
- Acho que se chama Amelita. - Conheço-a. É minha amiga.
- Me ajudou. - Espero que se tenha divertido.
Pare. O que fazemos agora?
Passamos aqui a noite.
Amanhã, vou à cidade, ver o que descubro.
E se fôssemos ao rancho do Phillip...
Se vigiam a cidade, também vigiam o rancho.
- E o Xerife não o conhece? - Conhece.
Vai querer saber o que faz aqui.
Quer saber tudo sobre os forasteiros.
Amarra o pulso, diga que se machucou e que procura um médico.
O dentista é amigo do Tuscarora e de Mr. Phillips. Pode pô-lo a par.
Sinto que vem aí uma dor de dentes. Espero que tenha muito vinho, Maria.
Obrigado. Dêem-lhes água.
- Volto já. - Cuidado.
Vamos, rapazes.
Tuscarora. Chegue aqui.
Quer falar comigo?
Trouxe cavalos para a cidade. São seus?
- São nossos. - Alguns foram roubados.
Isso é mentira.
Não. Deixem-no em paz!
Parem!
Parem com essa maldade!
Basta.
O que foi?
Estamos o ensinando a ter modos. Roubou uns cavalos.
Deixem algo dele para enforcar. Levem-no para a cadeia.
Vamos, de pé.
- Tragam também a moça. - Porquê?
Está bem, senhorita?
É melhor ir para casa.
Vamos lá!
Chegou aqui há pouco, não chegou?
- Esta manhã. - Conta ficar muito tempo?
- Estou mal de um dente. - Doc, tem aqui um cliente.
Depois de tratar desse dente, vá embora da cidade.
Parece um bom conselho.
- Doutor... - Entre, senhor.
Vigia o grandalhão. Vê se está mesmo mal do dente.
- Então, o dente está mal? - Não, está ótimo.
- Sente-se. - Já lhe disse que o dente está bom.
- Não podemos falar? - Vê aquele homem?
Está confirmando a história do dente.
- Abra bem a boca. - Não posso falar de boca aberta.
Eu faço as perguntas e você abana a cabeça.
Foi a Maria, a moça agredida... que o mandou aqui?
Bem me pareceu, pela rapidez com que entrou aqui.
Isso dói.
Grite. A maioria grita. Olhe lá para fora.
Ele já se foi. Esse dente é meu?!
Não. O seu está ótimo.
Me conte o que se passa aqui.
O homem por atrás disto é o Ketcham. Chegou logo depois da guerra.
O Hendricks matou o nosso Xerife e o Ketcham o nomeou Xerife.
- Vigia. - Oxalá pudesse ouvi-los.
Não é preciso... Chantagem.
Se fizerem como até aqui,
o Hendricks vai mandá-los ao rancho do velho Phillips.
Espantam a manada e ele fica apeado.
E dizem-lhe que, para que o rapaz não seja enforcado,
terá de lhes passar o rancho por um quarto do que vale.
Conheço o velho. É teimoso como uma mula.
Mas adora o rapaz.
Irão mantê-lo lá até que ceda e entregue as terras.
O Ketcham anda tomando muitas terras.
- Todas as que prestam, Sr...? - Não importa.
Bom, Sr. Não importa, espero que possa fazer algo.
- Tem ajuda? - Não. Não tenho.
Deus o acompanhe. Desejo-lhe boa sorte.
Tem de dar mais um bom grito.
Costumam gritar, quando lhes injeto isto.
Isso foi a sério!
Se fosse bom ator, não o teria usado.
Um dólar e 75 cents.
- Servem 50 cents? - Servem.
- Obrigado, Sr. Não importa. - McNally. Até à vista.
Escondam-se! A Maria diz que o Xerife vai mandar homens para cá.
- Onde podemos nos esconder? - Debaixo da cama. Depressa.
Espere. ponha a água na cabeça.
- Toda? - Sim, toda.
- Quem é? - Abra.
- Um momento. - Se apressem.
É só um momento.
- Tem mais alguém aqui? - Só os senhores.
- Não vejo. Quem são? - Os delegados do Xerife.
Não tem ninguém aqui.
Já se foram embora.
- Porque ri? - Nem imagina o que ele disse.
- Essas coisas são íntimas. - Safa-se mesmo com isso?
- Sabe o que ele disse? - Não. O quê?
"Mais um beijo antes de morrermos." Imagine!
- É uma idiotice! - Não é nada!
- Quem é? - Eu.
- Que descobriu? - Muito.
Bateram na Maria esta manhã,
prenderam o Tuscarora por roubar os próprios cavalos,
e foram para o rancho do velho Phillips para o obrigar a ceder.
- Vamos deixar? - Se o pudermos evitar, não.
Desculpem não ter chegado antes.
- Havia homens. - Tivemos visitas.
- Ia perguntar o caminho para o rancho. - Eu os levo.
- Nem pensar! - Ela não pode ficar aqui.
Sabe disso, não sabe? Levo a carroça.
- Porquê? - É tudo o que me resta.
Talvez não possa vir buscá-la depois.
Acredita muito em nós!
São bons, mas isto vai ser forte.
- Pode sair sem ser vista? - Com sorte. Me ajuda, Amelita.
Estarei a leste da cidade, perto da igrejinha.
Eu os oriento. Posso fazer mais alguma coisa?
Reze. Voltaremos, se tudo correr bem.
É muito, para dois homens.
Seremos três, com o Sr. Phillips.
- Nos mostra o caminho? - Sim. me sigam.
Estão ali dois ao portão.
Não vejo o terceiro...
Esperem. Vêem o barracão atrás da casa?
- Não parece fumaça de cigarro? - Tem boa vista.
Estou vendo.
- Acha que dá conta dele? - Dou. Surpreendo-o por trás.
Está bem.
E você?
Deixamos a Shasta na carroça e quando acabarmos...
Como se aproximarão deles?
Este velho confortável pensou em alvejá-los.
Como entrarão lá em casa?
O Phillips os mata antes de saber de que lado estão.
- Você...? - Não seja sarcástico.
- Tem alguma sugestão? - Tenho, sim.
Levo a carroça até lá. Vai lá atrás.
Quer que a matem?
Mataram o Charlie Simms... Quero que paguem por isso.
- Sou contra. - É o seu primeiro passo.
Se caem, não terão outra oportunidade.
- Não o permito. - Ele está apaixonado por mim!
- Não disse isso. - Disse que achava que estava.
Vamos salvar um velho ou vamos ficar aqui discutindo?
Me dê dois minutos, antes de avançar. Mas não me agrada.
Esta coisa entre vocês... É repentina, não é?
Não sou eu, é ele. Os mexicanos são todos precipitados?
Um beijinho e lançam logo o balão.
Vamos para a carroça.
Já lhe demos dois minutos.
Mais dois minutos e saberemos se a sua ideia foi boa.
Quando começar o tiroteio, se abaixe.
Sim, Coronel.
Vamos.
Temos uma visita.
Que raios é aquilo?!
Quieta, senhorita.
- Onde vai? - Os meus cavalos precisam de água.
- Pensei em arranjá-la aqui. - Não é seguro ir por ali...
Não é a moça que o Whitey Carter procurava?
- É ela? - Sou, sim.
- Tem daquela banha da cobra? - Tenho bastante na carroça.
Vou buscar.
Onde se meteu? A procuraram por toda a parte.
Sei lá... Acho que lhe posso contar.
Não gosto do Whitey. Não quis que me achasse.
Todos temos gostos diferentes. Não pode...
- Que foi aquilo? - O seu amigo, à procura da banha.
Que pode uma moça fazer, quando um homem a persegue?
Estou cansada. Não tenho dormido.
Excepto uma noite, num lugar onde enterraram um índio.
- Foi horrível! - Onde enterraram o índio?
Não me lembro. Foi mesmo antes de alguém me bater.
- Bateram-lhe? Quem? - Não o vi, mas me bateram.
- Onde? - Aqui.
Demorou. Estava ficando sem assunto.
Não acredito.
- Se apressem. - Só um minuto.
Que se passa aí fora?! Quem está aí?
Falem ou atiro!
Espere! Estamos tentando ajudá-lo.
- Pare de disparar, idiota! - Não se aproximem mais!
- Eu vou. Ele não atira numa mulher. - Não conte com isso.
Sr. Phillips, me deixe entrar!
Fique onde está!
O que se passa?
Cuidado! Afaste-se da janela!
- A Shasta? - Está lá dentro.
- Quem está aí?! - Sou eu!
- Eu quem? - O Pierre Cordona.
- O Capitão do Tuscarora? - Antes era.
Não tente nada.
Ei, grandalhão! Desça dessa geringonça.
Ponha as mãos para o alto e avance devagar.
Você também, Cordona. E mantenha-as no ar.
Não baixem as mãos.
Não baixe as mãos e diga alguma coisa. Fale.
- O que quer que eu diga? - Quero ouvi-lo falar.
- Pare de espetar isso... - Eu sabia!
Pela forma como fala, vejo que é um ianque.
- Não lhe disse? - É um homem difícil de convencer.
Também você seria, com um bando a pressioná-la!
Disse que era o Capitão do meu rapaz. Como sei se é verdade?
Ele escreveu sobre a primeira batalha?
- Foi alvejado no braço? - Parece que é quem diz ser.
E que faz aqui este ianque gigante?
Este ianque anda atrás de outro ianque gigante
e quer ajudá-lo, entretanto.
- Como se chama? - Cord McNally.
O Tuscarora não lhe falou de mim?
Falou, sim. E não vou repetir o que me disse.
Me fale dela.
Teria atirado, mas tem as pernas mais lindas que já vi.
- Não vi o que viu. - Que faz ela aqui?
O Whitey Carter matou um amigo dela.
O velho Charlie Simms. Soube disso.
- Já sei quem é ela. - O Whitey morreu.
É a melhor notícia do ano.
- Quem o matou? - Ela.
Macacos me mordam! Com umas pernas destas e sabe atirar!
Obrigado por me terem livrado deste apuro.
- Temos de tomar um copo. - Eu agradeço.
Apanharam o meu rapaz. Que conta fazer?
Mandar a cadeia pelos ares?
Isto não é para jovens! Fermentou-o com quê?
Vai mandar a cadeia pelos ares?
A resposta é não, a menos que queira o rapaz morto.
- Me julga idiota? - Não é essa a questão.
Precisamos de algo para negociar.
- Tipo o quê? - O Ketcham.
O Ketcham? Fala a sério ou é doido?
As duas coisas, mas só assim recuperará o rapaz.
- E como pega o Ketcham? - Conhece bem o rancho dele.
Duas, três horas.
- Vem conosco? - Parece que também sou doido!
Há algum lugar seguro onde possamos deixar esta senhorita?
A casa do Hank Pryor fica no caminho.
Podemos chegar lá antes de anoitecer, se partirmos já.
- Também vou. Posso ajudar. - Não vai.
Fica tentando comandar, desde que nos conhecemos!
Me ouça e fique quieta. Não vai!
Diga-lhe como é, Francês.
Dava todos os cavalos que tenho para apanhar aquele sujeito.
Sr. Pryor, se não voltarmos, disse...
Não os decepcionarei.
Já disse que a levava para Blackthorne.
Obrigado.
-Vamos lá, Shasta. - Não.
Mas que...? Francês!
Vem conosco ou tem melhores planos?
Uma pergunta idiota, Coronel.
Não gostaria de fazer o mesmo?
Não, Sr. Phillips, nem pensar. Sou só confortável.
Está sempre me chamndo de Francês. Sou meio-mexicano.
E qual foi a metade que se ajoelhou e a metade que lhe beijou a mão?
- Onde estará o Ketcham? - Na casa grande.
- Como é ele? - Grande. Cabelo preto. Bigode.
Podia ser qualquer um.
Pode ser o homem que estava com o Whitey quando lhe pagamos.
- Quantos homens tem ele? - 15 ou 20 na choupana.
Está ali um à esquerda, outro ali à direita.
E tem outros de guarda. Vocês chamam-lhes sentinelas.
- O Ketcham não se arrisca. - Vejo três... não, quatro.
Está ali um ao portão.
Teremos de os apanhar primeiro, entrar naquela casa,
apanhar o Ketcham, e usá-lo para afastar os outros.
- Então, é melhor não o matarmos. - É melhor não o matarmos.
- Então, Francês? - Fico com aquele diante da casa.
Eu fico com o da esquerda e com o da choupana.
Deixem um para mim.
Consegue surpreender aquele ali ao portão?
Até surpreendo um coiote, quando quero.
Me dêem algum tempo.
Não vale a pena desperdiçarmos isto.
Me lembre de perguntar algo ao Tuscarora.
Sobre o quê?
Disse que você era um santo que não aprovava vícios.
E não aprovo.
Mas isso não me impede de ter um prazer santo, sempre que posso.
- Faça soar a corneta! - Está pronto? Se não, vou sozinho.
- O velho? - Está ali.
Apanhou o cara do portão?
Está noutro portão, à procura do S. Pedro.
O homem da secretária... Foi a ele que dei o dinheiro.
O Sargento lke Gorman.
Esperei muito tempo por isto!
Sargento-Mor Gorman, como se sente?
Se lembra do Tenente Forsythe? Esta é por ele!
- Levante-se! - Só por um pouco.
McNally, dê-lhe uma pelo Tuscarora!
Vamos lá falar com os seus homens.
Se mexem um dedo, estouro-lhe os miolos. Grite.
Estão ouvindo? É o Ketcham. Não se mexam. Não façam nada.
- Me ouviram? - Ouvimos.
Eles que nos tragam os cavalos. E um para si.
Tragam os cavalos deles e um para mim!
Está bem.
Descubra onde ele esconde as escrituras e o que tem roubado.
Acha que sou idiota ao ponto de as ter aqui?!
Onde as guardou?! Onde estão?
- No banco. - Onde?
- No banco! - Onde?
Estão aqui. Atrás do armário. Num cofre.
Vigiem.
Está fechado.
Estão aqui, McNally! Tudo o que procurávamos!
Cuidado!
Fogo! Me ajudem, por favor!
- Phillips, me ajude! - Ele que se queime.
Não o deixem queimar até assinar os documentos.
- Está pronto para assinar? - Assino qualquer coisa!
Pronto, Francês.
Ketcham, olhe para isto. O gatilho está puxado para trás.
Veja o que acontece se o polegar resvala.
E os meus polegares já não são tão fortes como eram.
Estão aqui os cavalos. O que fazemos?
Tragam-nos até à casa! Vá, vamos.
Um fica segurando nos cavalos. Os outros desaparecem!
Vamos sair.
Obedeçam-lhe. Não tentem nada!
Leve o alazão. Aquele é meu.
- Vigia-o enquanto subo? - Suba.
Tanta briga me deixou esgotado.
Vá, Ketcham, vamos embora.
Vamos parar aqui.
Não posso continuar assim.
Prefere ir a pé?
- Há alguém nos seguindo? - Não vi ninguém.
Vamos conversar. Quer o seu rapaz fora da cadeia,
não quer, Sr. Phillips? - Claro que quero.
- Vamos tirá-lo de lá como? - Usamos o Ketcham.
E quanto tempo levaria o Hendricks pra nos apanhar?
Você e a sua mente militar. Tem de ter resposta para tudo.
- O que vamos fazer? - Muito bem.
Os civis não são tão idiotas como os ianques julgam.
- Há um forte em Longhorn Springs. - Exato.
- Levamo-lo para lá. - E o que fará o Hendricks?
Preferia ver o Ketcham morto do que nas mãos do exército.
- Tem alguma ideia, Coronel? - Tenho.
Não tiramos o Tuscarora da cadeia, vamos para lá e barricamos. Você...
Vou a Longhorn Springs e trago a cavalaria.
- Para Capitão, é esperto, Francês. - Obrigado.
Deve estar de volta amanhã, ao fim da tarde.
Se tivermos problemas, aguentamos.
Siga este trilho até à estrada da diligência, e vire a oeste.
Boa sorte, Coronel.
Não se esqueça... Este polegar está ficando cansado.
Não vá pelas pedras. O meu cavalo pode tropeçar e ter um acidente.
- O que faz aqui? - Fomos ao rancho do Phillips.
O Barter morreu, o Minton fraturou o ombro,
e o Chester estava desmaiado.
Apareceu lá uma moça na carroça do curandeiro.
Ele foi espreitá-la e não se lembra de mais nada.
Podiam ser dois ou três. A carroça desapareceu e o Phillips também.
- Viram para onde foi a carroça? - Não vimos as trilhas. Estava escuro.
Spence, pega cinco homens e vigia a estrada a norte.
Morton, leva mais alguns. Deixa-os na estrada a sul.
Os outros vão para a bifurcação a oeste. Impeçam entradas e saídas.
Matem quem tentar passar. Se mandem.
- Paramos aqui para quê? - A namorada do Tuscarora.
Talvez descubra como vão as coisas. Olha pelo Ketcham?
Se ouvir um barulho estridente, será o Sr. Ketcham a morrer.
Apanharam-no! Ainda bem.
Caso não saiba, é "porco" em espanhol, Ketcham.
Esta noite, aconteceu muita coisa.
Eles chegaram do rancho do Phillips e contaram o que vocês fizeram
e o Xerife ficou furioso.
Quer ver o que ele faz, quando fica zangado?
Amelita... mostra.
Veja.
Veja bem. Foi o Xerife que me fez isto.
- Porquê? - Para eu falar. Para me castigar.
Fez isto e depois riu.
- Um dia,o mato. - Terá de ser mais rápida do que eu.
Um dia, o mato.
Tenham cuidado. O Xerife tem muitos homens à sua procura.
E outros à sua espera na cadeia.
Temos vantagem sobre ele. Apanhamos o chefe.
- Vou rezar por vocês. - Boa noite.
Ainda não sabem que temos o Ketcham,
mas sabem que fomos buscá-lo,
portanto, devem estar à nossa espera.
- Ainda se dispõe a tentar? - Com você ou sem. Coronel.
Isso me basta.
Vamos.
Estamos perto da cadeia, Sr. Ketcham.
O meu reumatismo está pior. Não me force o dedo.
Ó da cadeia!
Diga ao Hendricks para sair.
Tom Azul, temos aqui o seu amigo Ketcham.
E uma espingarda de canos serrados e gatilho preso, apontada a ele.
Ele quer dizer uma coisa.
Sargento-Major, se estraga tudo, não sobrevive. Fale.
Não dispare, Tom. Obedece-lhe. Não tente nada.
- Ouviu? - Ouvi.
Tire todos os seus homens da cadeia.
Ouviram-no. Saiam.
Larguem as armas, todos.
- Que diz, Sr. Ketcham? - Obedeçam. Por amor de Deus!
Larguem as armas.
Se afastem daí e parem só diante daquele hotel.
Hendricks, fique onde está.
Há alguém naquela cadeia, Ketcham.
Tom, não tente nada. Chama quem lá estiver!
Sai daí, Bernie.
Larga a arma e vai ter com os outros.
Quer descer, Sr. Phillips?
Espero que isto não dispare enquanto desço.
Desça, Sargento-Mor. Vamos para a cadeia.
Não se preocupe, Sr. Ketcham. Vamos tirá-lo daí.
Boa ideia, Xerife. Tente... Por favor, tente!
Tom, esquece. Ele quer que tentes qualquer coisa. É doido.
Ele tem razão. Ainda tenho uma carga. Lá para dentro!
Estaremos aqui um dia, talvez dois.
Até chegar a Cavalaria dos E.U.
- Devia tê-lo matado esta manhã. - Devia ter tentado.
Não pude cumprimentá-lo antes, mas é um prazer vê-lo.
- Como se sente? - Algumas costelas doendo.
Fico aqui com o Ketcham. Os amigos podem armar-se em espertos.
Não se preocupe, Ketcham. Será o primeiro a morrer.
- O Capitão Cordona? - Foi buscar ajuda.
Quanto tempo ficaremos aqui?
Até ele voltar com a cavalaria.
Apague aquela luz.
Sr. Phillips, não sabe mais nenhuma música?
Não sei esta. É por isso que tenho de ensaiar.
Coronel, teve problemas para voltar à cidade?
Espalharam homens por aí, mas tínhamos o Ketcham.
Terão posto homens vigiando também as estradas?
O Hendricks não é estúpido.
E se apanham o Capitão antes de pedir ajuda?
Ficaremos com mais problemas do que desde que começámos isto.
Sr. Phillips, haverá forma de fazer com que pare?
Pararia para tomar um copo.
Se houver algo para beber, eu trago.
Onde julga que vai?
Ó da cadeia!
É o Dr. Jones, o dentista. Posso entrar?
Deixe-o entrar.
Arrisca-se, vindo aqui.
Não. Nem estão vigiando isto.
Não aposte nisso.
Trouxe comida e cerveja.
- O Ketcham tem de comer. - Não bebe cerveja, não é?
Nem você. Só se prometer que não toca gaita.
Eu paro.
- Quem é? - A Shasta.
- O que faz aqui? - Não aguentei ficar sem saber.
Trouxe um dos cavalos do Sr. Pryor. Ninguém viu.
Ó da cadeia!
- Que quer? - Trago um recado.
Não quero levar um tiro ao entregar.
Aqui o tem.
Veja o que é.
- Apanharam o Francês. - Ele está bem?
Claro. Querem trocá-lo pelo Ketcham.
- Então, não vêm os soldados. - Onde querem fazer a troca?
Há um celeiro à beira de um rio, na outra ponta da cidade.
Sei onde fica.
Estarão lá com o Francês, uma hora depois do sol nascer.
- Devemos levar o Ketcham. - Não diz mais nada?
- Não. - E o que farão, depois da troca?
Estamos em desvantagem numérica. O que acha que farão?
- O que fazemos, Coronel? - Parece que não temos alternativa.
Você, o mensageiro, continua aí?
Estou aqui.
Diga ao Hendricks que estaremos lá.
E que, se vemos alguém no caminho,
ele perde o patrão.
Eu digo.
Alguém tem horas?
Duas horas para o sol nascer.
Posso fazer alguma coisa?
Ele devia levar tudo o que o Ketcham assinou
e devolvê-lo aos donos.
Só saberão que o Ketcham os assinou depois da troca.
Obrigado a todos.
Desejo boa sorte.
Boa sorte, diz ele!
Precisamos de mais do que sorte. Precisamos de um milagre.
Então, Sargento? Consegue fazer algum?
Não parece querer dizê-lo. Digo eu?
Está na hora.
Traga-o.
Espere quatro ou cinco minutos e vá ter com as suas amigas.
Se perdermos, saia logo da cidade.
- Só queria dizer-lhe que... - Até breve.
Apague já esse sorriso, ou eu apago-o por si.
Esperem.
Fiquem nesta ponta da cidade e não se machucarão.
Cuidado!
Calma, Coronel McNally. São amigos.
- O que fazem aqui? - Vieram ajudar.
Não serão grande ajuda, se não forem muito bons.
- O Doc lhes deu as escrituras? - Deu.
Mas, de que valem elas, se perderem?
- Sabem no que se meteram? - Prometemos fazer a troca,
mas não dissemos em que estado o devolveríamos.
- Sabem disparar? - O Bide tem boa pontaria.
Foi a ligadura dele na perna do Capitão que lhe deu a enxaqueca.
- Lembra-se, Coronel? - Me lembro.
- Todos combatemos, Coronel. - Pronto, se preparem.
Vigiem a porta dos fundos.
Tem mais ajuda do que julgava. Há homens atrás daquela parede.
Podem apanhá-los de surpresa.
- Bide, o rio é profundo? - Depende. Entre 90 cm e 1,80 m.
- É profundo perto da ponte? - Deve ser.
Tive uma ideia. Pode aguentar a troca e me dar tempo?
- Não muito... - Bide, me dá a sua arma.
- Que pensa fazer? - Não tenho tempo para responder.
Não posso esperar mais.
O que quer?
- Está pronto? - Estou pronto.
Mande o Ketcham e mandamos o Cordona.
Quero ver o Cordona.
Tragam-no.
- Satisfeito? - Avance quando quiser.
Coronel, ele já está onde queria.
Pronto, Ketcham.
Vai atravessar a rua devagar.
- Desaperte o cinto. - Para quê?
Para ter as mãos ocupadas. Se manda.
Já chega.
Aqui tem o seu homem!
Ande.
Muito bem. Vá devagar.
Quieto!
Tem seis armas apontadas para si. Não se mexa!
- Então, Xerife, o que fazemos? - Quero o Ketcham.
Eu também o quero. Não lhe serve de nada.
Assinou as escrituras e passou-as aos donos.
- Estão falidos, os dois. - É verdade, Ketcham?
Não. Espera, Tom!
Ele mente. Não dispare!
Volte aqui para dentro, idiota!
Calma!
Pare de gritar. Não está ferido.
Essa arma é imprestável!
Não se importa que dispare, não é? Me sinto melhor.
São mais do que três, ali fora. Vai ser difícil batê-los.
- Pete, tem a dinamite? - Vou buscá-la.
- Pode usá-la na cantina? - Atiro-a pela janela.
- Leva o Greg para o ajudar. - Anda, Greg.
Vê aqueles tipos? Estão a tentar nos rodear.
- Coronel... - Eu o vi.
Um fósforo.
Cuidado!
Teríamos aquela dinamite no colo!
Ainda bem que o trouxe comigo.
Isto deve mantê-los à distância.
Cuidado à retaguarda. Vamos!
- Onde vão?! - Perdemos, Xerife!
Voltem aqui, miseráveis... ! Voltem já aqui!
- Onde vai?! - Atrás do Hendricks.
- Estão fugindo, Coronel. - O Hendricks não pode ir longe.
Está contente por me ter trazido?
Separem-se. Isto ainda não acabou.
Vire-se, Xerife. Quero que veja quem vai matá-lo.
A cidade voltou a ser sua.
Bem lhe disse que o mataria.
- Disse-lhe, não disse? - Me disse, sim.
Tinha esse direito. Vou ter esta marca para sempre.
E, sempre que olhar para ela, quero saber que tive o direito de o matar.
Se não o tivesse feito, outro o faria.
Quer me dar uma carona?
Sr. McNally, faz com que eu me sinta tão...
Por favor, não diga confortável.
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