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Legenda: Darrow
Legenda: SilneiS�
Legenda: Sassenach
Legenda: vegafloyd�
Legenda: B.Borelli
Legenda: pono
Legenda: CondeVlad
Legenda: Nath
Legenda: Yuca
Legenda: soma
Revis�o: KaylaSRP
Revis�o: Doug
Revis�o: MissG
- Beth, est� ligada? - Estamos gravando.
Em seus lugares, dessa vez � s�rio.
H� s�culos a m�o negra de Narash se espalha pelas fronteiras,
governando com sangue e necromancia.
S�o as escolhidas a desafi�-lo, para reduzir os ossos dele a p�,
e arrancar as v�sceras com a ponta de suas espadas?
Beth, me filme.
Meg, voc� parece um menino.
- Sim! Eu sou... - Essa parte � minha.
S� queria ter certeza que fizesse direito.
Esse � o ponto crucial de seu personagem.
- Farei do meu jeito. - Mas sou a diretora.
- Oi, Amy. - Est� bem.
Tente de novo.
Sou a leg�tima paladina.
Indique o caminho, Lorde Gilian, e concretizarei minha profecia.
Voc� deve viajar al�m das catacumbas de Eryx,
atrav�s do vale de Guell e subir os degraus de Denizen,
onde nenhum humano jamais ousou se aventurar.
Jamais ousou se aventurar, at� hoje.
� mais como: "Jamais ousou se aventurar, at� hoje!"
A fim de continuar, devem oferecer um sacrif�cio a Rian,
uma fada negra da ordem Killian.
Devem me trazer a rel�quia
da escama de drag�o dos "droides" esquecidos.
- "Druidas!" - Tanto faz.
- Est� disposta? - N�o tenho medo.
Ela se virou e disse "Adeus", flutuando bravamente adiante,
na jornada longa e desconhecida para um lugar distante.
Enjoy Apresenta...
Fim do primeiro livro.
MULHERES ADOR�VEIS Jo, fa�a o ep�logo!
Mas j� ouvimos milh�es de vezes!
� minha parte preferida.
O povo se manifestou.
N�o � suficiente que a grande hero�na mere�a a grandeza.
N�o, at� o menor servo do reino
deve merecer a grandeza.
Para que nossa hero�na triunfe, ela deve exigir a grandeza.
Arrancar a grandeza dos grandes poderosos,
e exibi-la no parapeito para todos possam ver.
Para provar que ela � a rainha deles,
e a grandiosa leg�tima herdeira de seu direito de primogenitura.
- Obrigado, Josephine. - Pode ser s� Jo.
Voc� certamente nos entreteve com sua leitura.
N�o � do meu gosto propriamente dito,
mas pude ver qual foi a rea��o dos demais.
No que est� apostando? Fantasia jovem-adulta?
N�o pode ser jovem-adulta, n�o tem uma hist�ria de amor.
- N�o � hist�ria de amor. - Ent�o eu passo.
- �, eu tamb�m passo. - Eu tamb�m, querida.
Voc� tem uma mente muito criativa.
Mas h� algo faltando na autenticidade.
- N�o consigo ouvir sua voz. - N�o � sobre mim!
D� na mesma, ainda assim n�o vamos querer.
Professor?
�, eu tamb�m passo.
- Obrigado. - N�o, eu quem agrade�o.
De verdade, eu...
Agrade�o por julgarem minha aptid�o art�stica
com tr�s p�ginas do meu romance de 400 p�ginas.
Obrigada.
O PEREGRINO
BEM-VINDAS AOS SEUS CASTELOS NO AR.
PREENCHAM COM SABEDORIA. COM AMOR, MARMEE.
16 ANOS ANTES - Depressa! A lava est� subindo.
De alguma forma voc� poderia aumentar o prazo uma vez?
- Prometo, n�o vai se repetir. - Meu brinco!
Esque�a-o! N�o! Ela entrou em combust�o!
- Temos que seguir em frente. - Qual �.
- Jo! - Ela escolheu seu destino.
N�s n�o vamos sem ela.
Tem como reverter a taxa?
- Apollyon! - Sim?
- Apollyon! - Perd�o, pode aguardar?
Estou aqui!
De onde v�m voc�s e para onde se destinam?
N�s viajamos da cidade da desola��o,
atrav�s dos fogos do purgat�rio, lutando contra bestas da noite.
Procuramos acesso � cidade de Zion.
Podem soltar seus fardos.
Mas cada uma deve sacrificar algo valioso para o altar.
Mas escolham com cuidado. N�o sejam ego�stas!
O que quer que escolham, deve ser de grande valor.
Muito bem.
- Cabelo? - � valioso para mim.
Seus castelos esperam por voc�s.
- V�o! - Com exce��o da Amy.
Al�? Obrigada por aguardar. Sinto muito.
- Deixem-me entrar! - Voc� trapaceou!
N�o merece estar no castelo!
- Deixe-a entrar. - Deve seguir regras!
� s� um jogo.
- Deixem-me entrar! - Para mim, n�o � s� um jogo!
- Deixem-me entrar! - Entre.
Todas as irm�s s�o permitidas em meu castelo.
No meu tamb�m.
BEM-VINDAS AOS SEUS CASTELOS NO C�U.
- Minha nossa. - Isso � muito legal.
O meu � rosa!
"Bem-vindas aos seus castelos no ar.
Preencham com sabedoria. Com amor, Marmee."
- Jo, o que tem no seu castelo? - Bem, eu quero v�rias coisas.
- Eu, Jo March... - Eu, Jo March...
Vou sair desta cidade e me mudar para um maior.
Eu, Jo March, serei uma escritora bem-sucedida
e comprarei uma grande casa para morarmos juntas na cidade.
N�o quero morar com voc� para sempre.
Quero me casar, ter filhos e...
Ter uma bab�, uma empregada e um mordomo.
- Amy, isso � bobagem. - N�o julgue os outros castelos.
Est� bem. Ent�o mudarei as regras do meu.
S� Beth e eu somos bem-vindas no castelo.
Eu, Jo March, serei uma escritora de sucesso
e visitarei todos os pa�ses
e provarei de todas as refei��es.
E verei cada pe�a, musical e �pera j� escrita.
As que ser�o escritas tamb�m.
Acho que isso � muito longo.
Eu, Jo March,
serei uma escritora de sucesso e...
farei todas as coisas.
Minha vez!
Eu, Amy March, serei...
uma pintora famosa e rica
para que eu possa...
comprar o que quiser e ir onde quiser.
- Amy... - Eu, Margaret March,
terei minha pr�pria fam�lia
e apenas serei...
Bem...
- feliz. - E?
E mais nada.
- Beth? - Eu, Elizabeth March...
Eu, Elizabeth March...
N�o sei o que dizer.
Pense no que quer ser quando crescer.
Acho que esse � o meu castelo.
- O s�t�o? - S� quero estar com voc�s.
Certo, Beth.
Isso � muito fofo, n�s aceitamos.
Vamos fazer um juramento.
- Vamos. - Sim.
Para nos ajudarmos a alcan�ar nossos castelos.
N�o importa o que sejam.
Todo mundo recebe um pr�mio: Mentalidade.
- Meus princ�pios seriam... - Nem todos ganham.
Com licen�a!
- Professor Bhaer. - Meu pai.
- � a dama do drag�o. - Professor Bhaer!
- Boa sorte. - Preciso falar com voc�.
Jo, do romance de fantasia, certo?
� uma f�bula fantasiosa mitopeica.
Desculpe, o g�nero n�o � familiar.
Sim, nem o seu painel dos patriarcas l�.
Eu esperava aquilo de qualquer um deles,
mas n�o de voc�.
N�o de algu�m com sua experi�ncia.
N�o importa. Encontrarei minha audi�ncia,
n�o por causa de Columbia ou Hooton Muffin
- ou qualquer coisa. - Eu acredito.
Voc� nem entendeu que a protagonista
� uma menina que se veste como menino.
- N�o mesmo. - Quando crian�a eu era assim.
Fui inspirada pelo meu "eu aut�ntico", sabe?
Voc� teria entendido e talvez gostado
se tivesse lido um pouco mais do que 3 minutos
em um ambiente sint�tico, quase hostil, onde as cr�ticas
foram sobre a conjectura capitalista subjetiva
sem levar em conta os escritores novos em forma��o.
Gostaria de ler mais do seu romance.
� s�rio? �timo! Muito obrigada.
Estive procurando algu�m, qualquer um, para ler.
- Al�m da minha irm�. - � Freddy Bhaer, falando nisso.
Aqui. Informa��es de contato na folha de rosto.
- Um e-mail seria suficiente. - N�o.
� preciso segurar as palavras para que penetrem sua pele.
Certo.
Estarei esperando sua liga��o.
� o Freddy. Gostaria de saber se est� tudo bem.
Eu sei que as notas sugam todo o tempo.
Continue firme.
Avise quando tiver outro rascunho.
PRIMEIRAS NOTAS. SIGA FIRME. FREDDY.
Josephine? Meu Deus, crian�a.
Est� cheirando banho turco por aqui.
Se vai se trancar aqui por semanas seguidas
poderia, no m�nimo, abrir a janela.
E para voc�, o m�nimo seria bater.
Sou sua patroa e eu que devo bater?
Essa sua gera��o � estranha.
O jantar � �s 18h. N�o quero que morra de fome
enquanto escapa pela "Floresta Perdida"
ou seja l� o que esteja escrevendo.
Farei o meu melhor.
- Espero que seja suficiente. - Tamb�m te amo, tia March.
Querida, � a mam�e. Como foram as reuni�es?
Que legal! Imagino que brigaram
para ver quem publicaria o seu livro.
Enfim, sei que est� ocupada,
mas avise-nos quando vir� para o Natal...
13 ANOS ANTES - Ser� o pior Natal de todos.
Todos os meus amigos na escola ganham v�rios presentes
e n�s n�o ganhamos nada.
Bem, cada uma de n�s ganha um presente
e isso � mais do que alguns ganham.
- Quer saber o que eu pedi? - N�o diga que foi um suti�.
Novos pinc�is.
L� est� ele novamente.
Ouvi dizer que ele veio da Europa.
Talvez tenha sido for�ado a vir para c�
depois de arrumar a ferrovia transiberiana.
Marmee disse que os pais dele morreram em um acidente.
Ele n�o tem irm�os,
- ent�o precisa morar com o av�. - Que triste.
Ele � bonitinho, n�o �?
Quer dizer, eu acho, para um cara velho.
Eu n�o acho que poderia viver naquela casa assustadora.
Sr. Laurence � t�o assustador.
Talvez o sr. Laurence n�o seja o av� dele,
Ele � o novo vampiro mentor das crian�as,
e est� tentando domar seu apetite arrebatador.
Espere, isso � realmente bom.
Dev�amos fazer algo bom para eles.
- Talvez possamos fazer algo. - Sim!
Amy, vamos esperar todo mundo chegar, certo?
Mas estou morrendo de fome!
Voc� continua usando essa palavra incorretamente.
- Sabe o que quero dizer. - N�o sei.
- Quieta, Jo. - Bom dia!
Aqui tem cheiro de Natal.
- Voc� voltou! - Como foi no abrigo?
- Bem... - Havia tantas pessoas l�,
n�o t�m comida suficiente para todos.
Est� vendo, Amy? Aquelas pessoas est�o famintas.
Mas n�o se gostarem de cupcakes.
Vou pegar minhas fantasias.
Podemos fazer o musical de natal!
N�o. N�o os cupcakes!
Podemos ser apenas uma fam�lia normal,
tomar caf� da manh� e abrir os presentes em casa?
Eu atendo.
- Ol�. - Oi.
- Ei, ol�. - Oi.
Acho que � um dos seus. Isso.
- Muito obrigada. - Pronto.
O Goob est� sempre fugindo.
- Sim. - Dove, onde voc� est�?
Dove? Achei que tinha dito Goob.
Eu sou Dove. Quer dizer, eu sou Meg.
Mas minha fam�lia me chama assim.
Eu sou John Brooke. Moro ao lado com os Laurences.
Voc� n�o se parece com um Laurence.
Esta � a minha irm�, Jo.
Sim, sou apenas um amigo dos Laurences.
Sr. Laurence me contratou para ensinar seu neto.
Matem�tica, m�sica e outras coisas.
- Que bom. - Ent�o, o novo garoto
- tem um bab�. - N�o. Apenas um professor.
Certo. Tudo bem.
Bem, temos que ir ajudar algumas pessoas pobres.
- Ent�o, nos vemos mais tarde. - Feliz Natal.
- Tchau! - Feliz Natal.
- Goob, saia do computador. - Desculpe, pai.
Malandro.
- Vem c�, Goob. - O que voc� tem para mim, Amy?
Certo. Este � o favorito da Marmee.
- Nossa! - Ela diz que � eticamente
- agrad�vel. - Esteticamente.
Esteticamente.
�timo. Amy, � lindo. Voc� est� ficando t�o boa.
Obrigada.
- J� te mostrei esse? - N�o. Seu tempo acabou!
- Jo! - N�o. Chega, o tempo acabou.
- Saia! - Pessoal.
Obrigada. Oi, pai.
Minha pergunta � super r�pida. Quando cortou um f�gado
pela primeira vez, o sangue que sai,
� mais vermelho ou mais marrom?
Est� escrevendo um suspense, n�o �?
N�o, � um terror de zumbis p�s-apocal�ptico.
Vermelho, eu diria. Mas s� opero humanos.
- N�o conhe�o sangue zumbi. - Certo. Obrigada.
Certo, meninas. Tenho menos de um minuto.
Jo, vou colocar voc� no comando do clube este ano.
Ent�o, aqui est�o as ordens.
A primeira miss�o do ano ser� escreverem suas queixas
e elaborar um plano de como resolv�-las.
Assim, voc�s podem ser fortes,
am�veis, independentes e ador�veis mulheres.
como a m�e de voc�s.
- Est� claro? - Senhor, sim senhor!
�timo. Descansar, soldados.
Amo muito voc�s, meninas.
- Onde est� minha linda Marmee? - Marmee!
- Preciso v�-la outra vez. - Oi.
A� est� ela. Oi, Marmee.
- Amo tanto voc�s! - Amamos voc�, pai!
Feliz Natal, pessoal. Sinto muitas saudades.
Pensarei em voc�s todo dia. Eu prometo.
Feliz Natal, papai!
Cuidem de sua m�e. Amo voc�s.
- Sempre. - Tchau.
Quinze! Dezesseis!
Dezessete!
- Digam comigo, senhoras! - Dezoito!
Dezenove! Vinte!
Muito bem. Em forma, soldados!
Como sargento do Clube Pickwick,
pe�o a leitura das queixas de cada um dos nossos membros
conforme solicitado pelo nosso comandante supremo.
Sargento Snodgrass.
Suas roupas e cadernos est�o em toda parte
e quando pedido para limpar,
lan�ou um repolho na cabe�a da soldado Winkle!
Teve sorte em n�o acertar.
Com todo o respeito, quem � a sortuda?
- Soldado... - Desculpe, soldado.
Devidamente anotado.
Cabo Tupman.
Apesar de amarmos seu companheiro felino,
solicitamos que cumpra suas fun��es com a areia do gato
e recolha a caixa de areia, pois o fedor est� ofensivo.
Com certeza, senhor.
Soldado Winkle.
Tem sido relatado que em v�rias ocasi�es,
voc� roubou papel higi�nico do banheiro,
com o �nico prop�sito de encher sua camiseta.
- Voc� � t�o m�! - Pelo contr�rio,
queremos apenas ajud�-la a apreciar sua liberdade juvenil
pois logo conhecer� o inc�modo natural de um peito cheio.
- Como se voc� soubesse. - Soldado Winkle!
General Pickwick!
Notamos que n�o visitou o abrigo a semana toda
por causa de flertes frequentes com o bab�.
Dever� ir duas vezes na pr�xima semana.
Sim, senhor!
Josephine, o que diabos est� acontecendo aqui?
Desculpe, s� estou...
tentando ler tudo.
N�o estou falando da sua historinha.
Estou falando que a tigela de �gua da Katinka
est� vazia e ela fez coc� na entrada.
- S�rio? Acabei de lev�-la. - Quando? O Natal passado?
Por que estou te pagando?
Desculpe, mas minha vida n�o gira em torno do cachorro.
Gira em torno do que ent�o?
Ogros? Drag�es?
Piratas homossexuais?
Eu n�o quis mago�-la.
S� estou preocupada com voc�.
� essa a vida que quer? Cheia de inseguran�as?
- Sim. - E se o professor n�o gostar
dessa vers�o, ou da pr�xima?
- Ele ir�. - Detesto v�-la se esfor�ar
quando pode ser tudo por nada.
N�o precisa ter vergonha em mudar de ideia.
Voc� ainda est� meio jovem.
N�o � tarde para tentar algo mais promissor.
Eu sei que pode n�o parecer no momento,
mas vai se arrepender de ter duvidado de mim.
Espero que sim.
S� pense em um plano "B".
Eu sabia. Voc� odiou o novo come�o.
N�o. Eu gostei bastante, na verdade.
Mas sempre fui f� de "Uma dobra no tempo".
Estou tentando me inspirar nos melhores.
N�o � isso que os artistas fazem?
Sim.
E a� contam suas pr�prias hist�rias.
Foi ao menos melhor do que da �ltima vez?
- Foi. - Mas?
Sou um caso perdido?
Por favor, diga e salve-me da m�goa.
Sabe, eu poderia fazer outras coisas.
Tenho habilidades comercializ�veis.
Poderia ser bab� at� o fim dos meus dias.
Amo livros, poderia ser uma velha bibliotec�ria
que tem romances atrevidos sob a mesa.
Acredito que teria tempo para ambos.
- N�o est� ajudando. - N�o sou seu terapeuta.
Sou seu editor. N�o terei pena de um artista
por se arriscar. Essas possibilidades surgiram
no momento em que se intitulou escritora.
Sinto que ficaria entediada com muito menos.
Voc� � boa, Jo. � uma boa escritora.
Mas agora que conhe�o voc� como pessoa,
voc� � muito mais interessante do que suas hist�rias.
Quero ler mais disso.
- Mais de voc�. - De mim?
Eu n�o sou interessante.
Tenho 29 anos e vivo sozinha no Queens
trabalhando para minha tia-av�.
Ainda n�o fui para a Europa.
Nem fui abandonada em uma ilha deserta.
N�o fui falsamente acusada de assassinato.
Nem sequer fui uma v�tima de roubo de identidade!
Se minha vers�o mais nova pudesse me ver agora,
ela se juntaria a um convento.
Pelo menos l� a vida dela teria um prop�sito.
Na verdade, n�o � uma m� ideia.
Freiras aceitam pessoas mais velhas como eu?
Est� vendo? Mais disso.
Aonde est� indo?
Gra�as a voc�, preciso iniciar um novo rascunho.
Podemos conversar sobre outras coisas,
n�o precisa ser sobre seu trabalho.
N�o h� tempo para conversa fiada.
Se minha musa n�o vai me visitar,
vou encontr�-la e derrubar a porta dela.
Talvez eu possa ajudar.
Pessoal...
13 ANOS ANTES - Meu nariz fica crescendo.
- Preciso operar meu nariz. - Tire essa coisa rid�cula da�.
N�o sabe como � ver todos rindo do seu nariz.
"Como ser� quando cortar a circula��o
e seu nariz cair?"
- Voc� parece Voldemort. - Isso seria incr�vel.
Por que n�o posso ir na festa do ano novo?
Ir� a todas as festas quando for mais velha.
Por enquanto, pode ficar em casa
e assistir a bola cair com Marmee e Beth.
- Isso soa divertido para voc�? - Sim.
N�o �. Sou a pior.
Sempre durmo antes da meia noite.
Sim, est�o vendo? A Beth � um t�dio!
E me importo um pouco de ver a bola cair.
- N�o se importa. - Como assim?
Se se importa um pouco, ainda se preocupa com isso.
- N�o me preocupo. - Olha, acho que s�o sortudas.
Prefiro ter pedra nos rins do que ir nessa festa.
- Voc� prometeu que iria. - Eu vou!
- Voc� � nova demais. - � muito nova!
Posso ao menos escolher a sua roupa?
N�o, vou com essa aqui.
Nunca vai arrumar um namorado.
Mas � esse o objetivo.
N�o quero um namorado. Meninos s�o nojentos.
Que cheiro � esse?
Jo!
- Est� brincando? - Deveria ter sido outra pessoa.
- Meg, Meg! - Pe�a desculpas!
Tudo bem, voc� pode cobrir com uma faixa.
Voc� est� t�o linda.
N�o est� t�o ruim, est�?
- N�o. - Claro que n�o.
N�o gosto de me olhar no espelho.
Nem eu.
Voc� se acostuma.
Jo, por que n�o usa tamb�m? Combinar� com a Meg.
N�o vou usar uma faixinha boba.
Voc� nem gosta da Sally Moffat.
Nem do idiota risonho do irm�o dela.
- N�o s�o t�o ruins. - Falam muita besteira.
E o irm�o dela olha esquisito para mim.
Vamos comer pizza e dizer que n�o fomos.
Jo, escuta.
Cansei de sermos as irm�s esquisitas educadas em casa.
Quero ter amigos, ir a festas e ver os caras da minha idade.
Por qu�?
Porque quero!
E preciso que seja minha amiga parceira.
Amiga parceira se apresentando.
Estou t�o feliz que est� aqui.
Tem algu�m que faz tempo queria te apresentar.
Voc�... Quem � voc�?
Quem conhece aqui?
Oi.
Certo, com licen�a...
Ei, garota!
Isso vai ter que sair daqui.
E voc� vai vir comigo.
Tchau.
J� era a amiga parceira.
- Desculpa! - Desculpa.
Evitando gente?
- O qu�? - Eu tamb�m.
S� vim porque meu av� acha que preciso de amigos.
Se seu av� acha que � solit�rio, deve ser verdade.
Voc� � o famigerado neto Laurence.
- Famigerado? - Na minha teoria...
Voc� era um espi�o internacional,
buscando ref�gio em uma cidade inocente.
Est� certa.
E agora, tem que morrer.
Sou a Jo.
Laurie.
Mocinha boazinha, Meggy March.
Quem abriu o galinheiro?
Vira! Vira!
- Qual �, n�o matar�! - Eu topo.
Fala franc�s?
Eu precisei. Morei l� por tr�s anos.
Sem chance. Precisa me contar!
Vou a Paris depois da faculdade.
Vou fazer de tudo l�.
� que nem qualquer lugar. S� que...
Mais franc�s.
Definitivamente, � menos chato que aqui.
Aqui n�o � t�o ruim.
- At� agora. - Mal posso esperar
para sair daqui. Ainda falta dois anos
at� ir para Oxford.
Sou romancista e dramaturga.
Vou ser muito famosa e muito rica.
N�o podre de rica, como voc� e seu av�.
Mas rica para comprar uma casa para minhas irm�s na Europa.
- E pagar por tudo. - Parece que j� resolveu tudo.
Ferdinand n�o quer ir � selva at� ter as duas pernas,
ent�o, ela tem que esperar o feiti�o passar.
- Naturalmente. - Mas o que ela n�o sabe
� que ela tem que ir at� a borda da selva
para quebrar o feiti�o! Entende?
� todo esse lance paradoxal.
E ela tem que superar ou voltar...
Espera, espera. Amo essa m�sica!
- Vamos! - Espera! O qu�?
Meg March.
N�o te vejo desde o jardim de inf�ncia.
Voc� est� bem gostosa agora.
- Voc� tem MySpace? - N�o.
Voc� est� bem?
Meg, s�rio, ningu�m vai lembrar na semana que vem.
N�o foi meio divertido?
N�o estou vendo ningu�m dan�ar. Vamos l�!
Como pode n�o dan�ar?
- Isso a�! - Eu sei, eu sei.
Obrigada por cuidar das minhas meninas.
Um prazer. Foi bom conhec�-la.
Pode me chamar de Marmee.
- E essa � a Amy. - Ol�, Amy.
Amy, Laurie.
Desculpa. Meu cabelo est� uma bagun�a.
- Estava tran�ando. - At� curti o lance de lado.
Pode inventar moda com isso.
Essa � a Beth.
Oi, Beth.
N�o se preocupe, Beth. Ele � bonzinho.
Prometo.
Aquilo � um viol�o bem ali?
- Se importa se eu... - N�o, claro que n�o.
Mas ela pode estar bem desafinada.
Quero impressionar as vizinhas. Me ajuda?
- Certo. - Vamos ter um show?
Veremos.
Ei, que sorte.
N�o vejo sinais
Menos sete graus na pele
N�o tem aula atolado na neve
Tenho meu casaco Tenho aud�cia
Nada vai me impedir De fazer arrua�a
N�o custa muito para a neve derreter
Deixe o sol resplandecer
Quero cantar
com uma banda em mente
E vou gritar
at� me ouvir somente
Tentarei ganhar
os jogos e as partidas
Tenho tudo e todos aqui
� um bonito dia
� um bonito dia
- Gente, est� quase na hora! - N�o, n�o!
Vamos, vamos!
Espera, espera!
Certo. Dez, nove, oito...
Sete, seis, cinco, quatro...
tr�s, dois, um!
Feliz Ano Novo!
Feliz Ano Novo, amor.
- Beijo. - Te amo.
- Te amo. - Feliz Ano Novo!
A irm� March que beijarei no R�veillon...
ser�...
Goob!
Nesta hora, gostaria de propor
um novo membro para o clube.
- O qu�? - Esse nomeado...
merece a chance e ficaria muito grato
- de se unir ao batalh�o. - Goob. N�o.
- N�o... - Ademais!
Creio que esse soldado trar� uma voz �nica
- ao pelot�o. - Quem?
Eu nomeio...
O Sr. Laurie Laurence.
N�o, n�o. Seria t�o vergonhoso!
Concordo com Amy, digo, Soldado Winkle.
- Ele s� riria de n�s. - Dou minha palavra
como uma soldado e como Sargento.
Ele n�o rir� de nossas dores ou juras.
Ele s� quer ser parte do CP!
� como um irm�o! Gente, temos que aceitar!
- E se contar � Brooke? - Prometo que n�o irei!
- Traidor! - Estava a� o tempo todo?
- N�o escutei muito. - Escutou tudo!
Minhas caras camaradas.
Venho como Soldado Raso de Primeira Classe!
Um amigo fiel e guarda de segredos.
Em gratid�o � considera��o, trouxe isso.
Uau.
O que �? Uma casa de p�ssaro?
Para que serve?
Todo clube precisa de um correio secreto.
Para manter as cartas seguras na guerra de duas na��es.
SECRETO Essa daqui...
� para segredos...
Que jamais dever�o ser revelados.
Uma alian�a?
Ent�o, Soldado.
Como General, eu digo...
Bem-vindo ao Clube Pickwick.
Isso!
Sua irm� n�o vem mesmo?
Ela n�o est� interessada em "rituais primitivos".
Hoje ser� tudo menos primitivo.
- Sua madrasta � a melhor! - N�o � mesmo?
- Que vestidinho foto. - Era da minha av�.
Bem couture.
S�... Como sugest�o...
Acho que tenho algo aqui um pouco mais...
Elegante.
E casa com nossas cores, n�o acha?
Toma. J� tem mesmo o corpo para ele.
Pois �. Mataria pela sua barriga.
- S�rio? - Meg, voc� � gata.
- Todo mundo sabe. - Especialmente o Brian.
Soube que namorava a Miss Cape Cod.
Bom, � melhor formatura de todas!
Vou dan�ar com minhas amigas.
Vamos l�.
- Aonde vamos? - � uma surpresa.
Desculpe. Est� atolado aqui.
Estamos no por�o.
- Isso � nojento. - � J�ger.
Voc� passa a gostar.
Talvez isso ajude.
Meg?
O que faz aqui?
Jo disse que queria uma "amiga parceira".
Ou amigo parceiro.
N�o.
Certo.
Qual � o lance do Willy Wonka?
Nada.
Desculpe. N�o consigo.
Qual o problema?
N�o quero fazer isso.
Certo.
T�m muitas meninas que querem.
Meg!
- Laurie te mandou? - Achei que queria carona.
N�o quero.
Com fome?
Aqui est�. Vamos.
Hamb�rguer e fritas.
E conseguiu uma dan�a lenta?
- N�o se faz mais isso. - S�rio?
Que bobo.
Mas voc� est� muito bonita.
Duvido disso.
Sou t�o burra. Eu s�...
Queria ser que nem todo mundo.
Sei l�. Se encaixar � t�o supervalorizado.
Por que � t�o meigo comigo?
Voc� � uma pomba.
N�o se faz mal a uma pomba.
Imposs�vel. N�o d�.
N�o sabia que voc� vinha.
Estou um horror agora.
Tudo bem. S� vim pegar a Jo.
Jo! Laurie chegou!
Ent�o. O que tem a�?
Terminei o horizonte de Paris.
- Ningu�m liga. - O Laurie liga.
� bem legal.
N�o quero perder o come�o.
Desculpa, � a vibe. S� um segundo.
Estou perto de uma boa ideia. Espera!
Espera! Certo!
Posso ir?
- N�o. - Por que n�o?
Porque n�o queremos que venha.
- N�o � verdade. - N�o.
Ela n�o vem.
N�o sou mais crian�a. N�o pode me dizer o que fazer.
Na verdade �, por defini��o. Procure.
Certo, Jo, calma. Vamos l�.
Voc� n�o tem que lidar com ela o dia todo como eu.
S� quero ver um filme com a minha irm�.
S� quer ver um filme com o Laurie.
Ela � t�o obcecada por voc�.
� doentio.
Te odeio!
N�o � t�o tarde. Quer ir ao Scoops?
Laurie, n�o. N�o posso tomar sorvete agora.
Estou t�o inspirada por aquele filme!
Inspirada? Pensei que tinha odiado.
Odiei, mas me inspirou a escrever algo melhor.
Porque se esse lixo virou filme,
meus textos v�o detonar.
Pensei que fosse romancista, n�o roteirista.
Sou, farei os dois. Qu�o dif�cil deve ser?
Viu meu caderno?
N�o sei porque n�o usa meu notebook velho.
O que aconteceria se deletasse sem querer todo o meu trabalho?
Mas um arquivo f�sico n�o se perde.
- Exceto agora. - N�o perdi, s� n�o est� aqui.
Certo. Te vejo mais tarde ent�o?
Certo, tchau.
Ainda moscando?
Ainda procurando alguma coisa?
Me d� isso!
Amy! Me d� isso.
Amy, me d�. Amy!
- Abre a porta, sua pirralha! - Deveria ter me deixado ir!
- Ningu�m te queria l�! - Laurie disse que queria!
Tamb�m disse que gostou do desenho,
mas mentiu para voc� n�o chorar.
Por que voc� tem que ser t�o dif�cil?
- Ele tamb�m � meu amigo! - N�o, n�o �.
Ele te acha est�pida e imatura, igual todos n�s.
N�o!
Vou te matar!
- O que est� acontecendo? - Ela queimou!
Queimou o qu�? Larga isso!
Meu caderno! O que h� de errado com voc�?
V� para o seu quarto!
Querida.
Querida.
Sinto muito.
- Est�... - Est� tudo bem.
Nunca vou escrever daquele jeito de novo.
Sei que est� nervosa agora, eu entendo.
Vai demorar um pouco para sarar, mas te garanto,
quanto mais demorar para perdo�-la,
mais tempo sua dor vai durar.
Certo, Rene, est� pronta para uma passeio ao entardecer?
N�o acredito.
Droga, a fivela da cela est� quebrada.
Vamos ter que ir juntos.
S�rio?
O qu�? Acha que quero ir com voc�?
- � isso ou n�o vamos. - Tudo bem.
S� temos uma hora de luz solar.
- Vamos. - Vamos.
Jo! Laurie!
Gente! Quero ir junto!
Jo! Espere!
Espera, gente! Espera!
Jo!
- O que devemos fazer? - O que acha?
Vamos!
Olha.
- � o Saint? - Com certeza parece.
- Saint. - Saint!
Calma, garoto.
Saint.
Vem aqui. N�o, Saint.
- Jo, n�o acha... - N�o.
- N�o pode ser. - Ela est� no celeiro.
- Amy! - Amy!
Amy!
Amy, grita se estiver me ouvindo.
Cela.
Amy?
- Amy? - Amy!
Amy!
Amy. N�o.
Me ajuda. Por favor.
Calma. Amy.
- Amy! - Calma.
Meu Deus.
Amy.
Amy!
Jo, est� tudo bem. Segura isso nela.
Segura aqui, vou buscar ajuda.
- N�o. Amy. - Est� tudo bem.
- Amy. - Vamos l�.
Amy.
Voc� vai ficar bem.
Por favor. Socorro.
Amy.
S� queria ir com voc�s.
Eu sei, devia ter deixado.
Sinto muito por ter destru�do seu caderno.
N�o me importo com o caderno.
Certo, me importo com o caderno.
Era trabalho da minha vida. Como n�o me importaria?
Mas prefiro perder cada palavra que escrevi,
do que te perder.
- S�o muitas palavras. - Vou escrever mais um monte.
Talvez isso ajude.
Amy.
Sei que �s vezes n�o gosta muito de mim, mas...
N�o.
N�o fala assim.
Somos apenas...
- diferentes. - E saibam o que � ter pena.
Deixem que a gentileza seja minha melhor aplica��o,
na qual espero ruborizar e esconder minha espada.
� verdade que j� houve dias melhores
e que sinos sagrados nos levaram � igreja.
Gosto de ver os ensaios.
O Duque precisa se apressar, ainda est� lendo as falas.
Deixe o processo criativo te inspirar.
Ou tente curtir.
Pois saiba que eu adoro pe�as, mas odeio este mon�logo.
Como? Por qu�? � lindo.
Lindo? � deprimente.
O mundo inteiro � o palco
e os homens e mulheres s�o meros personagens.
Tem as sa�das, as entradas
e um homem pode fazer v�rios pap�is.
� um dos solil�quios mais deprimentes do Bill.
Gosto de pensar que a vida
� mais do que ser um personagem em um palco.
Rosto matutino brilhante indo a contragosto para a escola.
- Vejo totalmente diferente. - � mesmo?
Por favor, me ajude a entender, professor Bhaer.
Acho que � sobre amadurecimento e aceita��o de mudan�as.
Chegamos perfeitos a este mundo.
E passamos por v�rias fases de aprendizado, mudan�a
e de quebras. E viramos algo novo, algo...
imperfeito, mas perfeitamente �nico.
Isso me inspira.
� uma boa maneira de ver as coisas.
"A �ltima cena de todas, que termina a hist�ria estranha,
� a segunda inf�ncia e o mero esquecimento,
sem dente, sem sabor, sem...
nada."
- Estou com medo. - Tem mil cartas a�.
Abra-as. Uma vai ser positiva.
N�o acredito s� mandou para uma. 11 ANOS ANTES
Destinada � melhor, n�o me contento com menos.
Me contentaria at� com a UMass Lowell agora.
Abra as cartas.
N�o consigo. Voc� abre.
- T� bom. - Esta aqui, primeiro.
T� legal.
Certo. "Sr. Laurie Laurence,
agradecemos por se inscrever para Stanford.
Temos o prazer de anunciar que voc� foi aceito."
- Estou dentro? - Est�! Eu sabia que entraria!
N�o acredito!
Isso!
Vamos abrir as outras.
Jogue-as fora! Queime-as! N�o ligo, vou pra Stanford!
T�, t�, t�. Sua vez.
- Fa�a as honras. - Com prazer.
"Srta. Josephine March,
agradecemos o interesse pela Universidade de Oxford.
� com pesar que..."
Jo, sinto muito.
Precisa ir logo, sen�o vai perder a orienta��o.
Stanford n�o espera por ningu�m.
N�o � justo.
- � mais inteligente que eu. - Est� tudo bem.
Vou ficar por aqui, escrevendo romances e curtindo com a Beth.
Voc� vai voltar logo.
- Eu aviso quando chegar. - T�.
Aproveite por mim.
Pode deixar.
At� mais.
� muito bom. Voc� precisa ir � Nova Iorque.
Mesmo? Voc� acha?
Acho.
T� legal. Matar Theonia foi demais?
N�o.
As melhores hist�rias sempre t�m trag�dias.
E se Marek fosse, na verdade, uma garota
que se veste como garoto por uma jornada mais segura,
mas que, no 3� ato, n�o pode mais se esconder?
Beth.
Que ideia genial!
Ainda acho que Clarissa devia se apaixonar pelo Pr�ncipe.
N�o � uma hist�ria de amor!
N�o s�o todas?
Mas, no geral, eu adorei.
Acho que nunca vou ser boa em algo como voc� na escrita.
Voc� � bem melhor em ser uma boa humana.
Posso te ajudar com isso.
Ah, e em tocar piano.
Nisso, eu n�o posso ajudar. Voc� n�o tem jeito.
Eu s�...
quero escrever algo que n�o seja esquecido depois que morrer.
Voc� vai.
Eu sei.
- � esse. - Como assim?
O esbo�o a ser enviado para editoras.
Jo. Eu n�o...
- N�o est� pronto. - Como sabe?
Ainda n�o terminou de ler.
Eu s� sei.
O processo � desgastante. Ou�a bem.
Madeleine L'Engle foi rejeitada 26 vezes
- antes de Uma dobra no tempo. - Quer que eu me sinta melhor?
Quero que seja realista.
At� Freddy Bhaer escreveu 14 romances
- antes de ser publicado. - "Freddy Bhaer", uau!
Voc� adora se aparecer, n�?
Isso � bom?
Alguns dizem que sim.
O "New Yorker" diz que "falta vis�o lingu�stica", ent�o...
Devia l�-lo um dia.
Vou ler.
Logo ap�s voc� enviar meu rascunho.
Talvez... seja hora...
de dar uma pausa nesse aqui.
Trabalhar em algo novo.
Algo novo?
Estive trabalhando nisso por 10 anos.
Exatamente por isso deve ser �til
tentar trabalhar em outra coisa.
- N�o vai me ajudar? - O que acha que estou fazendo?
Na verdade, n�o sei.
Por que passa tanto tempo comigo se n�o acha que sou capaz?
N�o disse isso, achei que gost�ssemos disso.
N�o � essa a quest�o!
N�o?
Josephine.
- Tenho que ir. - Precisamos conversar.
Eu n�o quero falar sobre isso.
Marmee, eu s� quero dizer antes que voc� diga algo...
Me escute. Est� de volta.
10 ANOS ANTES Tem que comer!
N�o quero comer. � nojento!
Voc� pediu desafio!
- N�o coma se n�o quiser. - Que droga.
- Volte aqui. - Meu Deus!
- Deixe ela. - Tanto faz! Eu ouvi antes!
Certo. Vamos continuar.
� minha vez. � minha vez. Certo.
Laurie, verdade ou desafio.
- Verdade. - Covarde.
Quem voc� acha a mais bonita daqui?
Voc� � horr�vel.
F�cil. Meg. Sem d�vidas.
Brooke, o que diz sobre isso?
Eu s� vejo beleza interior. Ent�o...
Tudo bem. Chega. Olha, ela � bonita.
Por dentro e fora. Todos veem.
Isso � rid�culo. Vamos brincar de esconde-esconde.
A �ltima pessoa que me achar
tem que lamber nossos ded�es.
Um, dois,
tr�s, quatro, cinco,
seis, sete, oito, nove,
dez.
Estou te vendo!
Jo?
- O que est� fazendo? - Desculpe...
Voc� vem aqui, toca minha obra favorita,
e n�o tem a dec�ncia de terminar?
- V�. - Sinto muito.
Deveria sentir mesmo.
E acho que deveria vir aqui tr�s dias por semana
e tocar o que quiser.
Fechado?
Bem, ent�o eu...
Acho que isso pede um pouco de Beethoven, n�o acha?
Leucemia mieloide cr�nica.
Leucemia?
Ela � jovem, ainda podemos fazer muita coisa.
- C�ncer? - � um tipo de c�ncer.
Certo. O que podemos fazer?
Queremos come�ar com radia��o e quimioterapia imediatamente.
Ser� muito dif�cil para ela. Ela j� est� um tanto fr�gil.
- Mas parece uma lutadora. - N�o a chame de fr�gil!
Voc� nem a conhece!
Josephine. Josephine.
Meg, querida, pode ir atr�s dela, por favor?
Eu sinto muito. � s� que � muito para lidar.
Sinto muito.
Vai ficar tudo bem.
E se eu adoecer tamb�m?
E se eu morrer antes de conseguir fazer tudo?
Nunca me apaixonei. Nunca tive um namorado.
Nunca fui beijada.
Voc� vai ficar bem.
Prometo. Voc� n�o vai morrer sem ser beijada.
Como sabe?
Eu s� sei.
Nem que eu mesmo tenha que fazer isso,
isso vai acontecer.
�timo.
Com licen�a, senhor, n�o pode passar sem assinar.
N�o sou um senhor, senhor.
Olhe sua prancheta. Jo March. J� assinei.
Est� cansada, querida. Desculpe.
- Parece melhor. - Obrigada.
- Onde estava? - Fiquei preocupada com voc�.
Beth, n�o se preocupe comigo. Estou bem. Desculpe, eu surtei.
Eu sei. Me senti desamparada, e tive que fazer alguma coisa.
Ent�o fui pra internet, n�o sabia o que fazer.
P�ssima ideia. M�dico online assusta demais.
A� comecei a pesquisar todas as curas e tratamentos
e em tr�s horas, percebi que n�o � o que voc� precisa.
Beth, sei que vai batalhar contra isso.
E sei que vai vencer.
Voc� precisa.
Uma coisa que eu te prometo...
vou ficar do seu lado a cada segundo.
Se fizer dieta de suco de espinafre e casca de �rvore,
vou comer com voc�.
Se tomar banho em ess�ncia 2 vezes por dia,
entrarei num esquema de pir�mide e conseguirei as ess�ncias.
Se voc� vai perder esse lindo cabelo...
Bem, soldado...
Vou perder junto com voc�.
Est� realmente careca!
C�us, sinto como se fosse a cabe�a de um alien.
O que fez com seu cabelo? Voc� doou?
N�o, m�e. Vendi para pagar aquela m�quina de doces idiota.
Eles t�m uma boa sele��o l� embaixo.
C�us!
Jo!
Como voc�...Por qu�?
A sua �nica beleza.
Querida, anime-se. Ela ficar� bem.
Eu n�o devia estar t�o chateada.
Todos n�s estamos, querida. Vamos, Jo.
� natural.
� normal ficar chateada. Sei que ela � tudo para voc�.
N�o, � que, n�o sabia que era t�o feia.
Querida, seu cabelo vai crescer de novo.
N�o para sempre.
Acredite, quando olhar para tr�s,
n�o vai se importar com sua apar�ncia.
Al�m disso, o mais importante est� em sua mente.
Seu humor, sua bondade.
Sua coragem.
N�o conte a Bethy, certo?
Claro que n�o.
Ela tem sorte de t�-la.
- Voc�s est�o prontos? - Sim.
L� vem eles.
Decore o sal�o com galhos de azevinho
Essa � a �poca de estar alegre
- Vistamos os nossos trajes... - N�s temos que abrir...
Acho que precisamos de um acompanhamento.
Voc� faria as honras?
Feliz Natal.
Obrigada, Sr. Laurence.
Claro. Aqui.
Toque algo.
- Pode ser "Vinde, crist�os"? - Sim, claro.
Vinde Crist�os, vinde � porfia
Hinos cantemos de louvor
A Deus nas alturas
Pai!
Ah, querido!
Bethy. Ei, minha garota.
Olhe para n�s, dois soldados feridos.
- Senti saudades, pai. - Senti muita saudade.
Eu te amo.
Ah, senti tanta falta de voc�s.
Como senti saudades das minhas pequenas mulheres.
Ei, Bethy, sou eu.
Estou no trem, voltando para casa.
N�o se preocupe. Venceu isso uma vez,
e vai vencer novamente, certo?
Eu te amo. Estarei a� em breve.
Ser� ver�o. Beth estar� em remiss�o. A hora certa.
N�s n�o dev�amos nos casar antes dos 30, Meg.
- Voc� quebrou o juramento. - Era algo bobo,
fizemos na inf�ncia. 6 ANOS ATR�S
Por que voc� quer se casar?
N�o vivemos mais em 1700.
N�o precisamos mais depender dos homens.
- Porque eu o amo. - Como sabe disso?
Simplesmente sei. E preciso muito do seu apoio.
Bem, n�o posso.
Sei que n�o entende
porque quero ser m�e, casar e ter filhos,
mas � o que quero.
N�o acredito em voc�.
N�o � seu castelo. � meu.
Meg, apenas lembre-se disso.
Um dia, quando tiver 40 anos, voc� vai acordar
e vai ver o seu rosto enrugado no espelho,
e vai se perguntar: "O que fiz na minha vida,
fora desistir de tudo por um homem?"
Com ousa depreciar minha vida e meus sonhos?
Sempre estive ao seu lado, com seu trabalho e ambi��es,
independente de qu�o insanas fossem para mim.
N�o estou pedindo que mude, s� pe�o que... Jo!
S� pe�o que esteja ao meu lado por um dia,
me apoiando na vida que escolhi, sem julgamentos.
Realmente n�o pode fazer isso?
Que ego�sta voc� �.
Dove tem raz�o. Estamos crescendo.
Voc� precisa aceitar isso.
Devo ficar quieta e deix�-la arruinar a pr�pria vida?
Esse � o ponto. � a vida dela, n�o � sua.
Ela vai se arrepender disso.
Se voc� n�o for ao casamento, vai se arrepender disso.
Um brinde ao diplomado! � um cara de Stanford agora.
Um brinde ao peda�o de papel.
- Ent�o, o que vem depois? - Eu n�o sei.
Parte de mim s� quer descansar e trabalhar com minha m�sica,
mas h� tanta press�o para conseguir um emprego de verdade.
Vov� quer que me mude para Londres
e aprenda sobre o incr�vel mundo da venda de t�tulos.
N�o, isso � incr�vel. Voc� precisa ir.
Mas e a minha m�sica?
Fa�a as duas coisas. � Londres.
Como assim?. N�o pode deixar passar.
- Venha comigo. - Certo...
Sabe que eu gostaria, mas n�o posso. Ainda n�o.
Por que n�o? Sempre disse que queria sair daqui. Ent�o, venha.
Tenho as aulas em Lowell.
N�o posso ficar longe de Beth.
E se f�ssemos para Nova York?
- Voc� odeia Nova York. - E da�?
� mais pr�ximo da fam�lia.
- Ent�o poder�amos ficar juntos. - N�o.
N�o, voc� precisa ir para a Europa.
- N�o mude seus planos por mim. - Mas quero ficar com voc�.
Irei visit�-lo sempre que puder.
Jo, escute-me.
Eu quero ficar com voc�.
O qu�?
Eu te amo, Jo March.
O qu�...
N�o seja teimosa, eu sei que me ama tamb�m.
- Eu amo, mas... - Mas o qu�?
- � como um irm�o para mim. - Mas n�o sou.
- Mas n�o te amo desse jeito. - Ama sim.
Jo, sou sua pessoa favorita nesse mundo todo.
Sim, voc� �, mas...
O que temos n�o � esse tipo de amor.
- �... - � porque voc� n�o...
N�o � voc�, Laurie.
Eu n�o sei se � o que eu quero, Laurie.
- Sim, voc� sabe. - Como vou saber?
- N�o vou! - Sim, um dia voc� vai!
Voc� vai encontrar algu�m...
e ser� imposs�vel voc� dizer "n�o".
Esse "algu�m" s� n�o ser� eu.
Laurie, � que...
Laurie!
Laurie!
Oi, Freddy, � a Jo.
Preciso resolver uns assuntos familiares
ent�o vou estar longe por um tempo.
Se tudo der certo, te vejo depois dos feriados.
Parece que est� faltando alguma coisa.
N�o � isso.
- N�o, a outra. - Qual?
Sim.
Nossa, est� �timo!
- Est� bom, n�o �? - Ainda n�o, querido.
Consegue encontrar um lugar para isso?
Jo!
Oi!
Est� de brincadeira?
E s�o g�meos, ent�o...
- Por que n�o me contou? - Eu queria fazer surpresa.
Fala s�rio! Voc� queria ver a minha rea��o.
E foi maravilhosa.
- Marmee. - Bem-vinda, Jo, minha querida.
- Feliz Natal. - Feliz Natal.
Onde ela est�?
- O que tem aprontado? - Voc� me conhece.
Saindo todas as noites, agitando a balada.
Senti a sua falta.
Digo, n�o sinto falta de acordar �s 3h toda manh� com:
"Beth, acha que "Lithgo" � um bom nome de pirata?"
N�o �.
Desculpe n�o t�-la visitado todo esse tempo.
Tudo bem.
Voc� est� deixando sua marca na cidade de Nova Iorque.
Estou orgulhosa de voc�.
Acordar toda manh�
- em uma cidade cheia de... - Eu odeio.
- Pensei que amasse. - N�o.
Bem, � Nova Iorque, todo mundo diz que ama.
� preciso dizer, mas ningu�m ama de verdade.
Pensei que ficaria inspirada,
mas ao inv�s de despertar a minha criatividade
ela traz � tona meus problemas com a raiva.
�s vezes quando estou a caminho do metr�...
e est� aquele tumulto, as pessoas em seus celulares,
eu quero peg�-los pelos ombros e gritar:
"Voc� sabia que existe um mundo enorme,
grande, verde e espa�oso l� fora?"
Voc� n�o fez isso, n�o �?
Uma vez, com um rapaz chin�s
muito legal chamado Han.
E parece que o sonho de todo mundo � ser escritor.
O Han n�o, ele � um peixeiro e est� indo muito bem.
Eu s�...
acho que n�o posso competir.
� a melhor escritora que eu conhe�o.
Sem ofensa, mas, voc� n�o sai muito.
Acho que h� alguns segredos suculentos aqui dentro.
Nem pense nisso.
Tenho certeza que superamos as regras do clube.
- Talvez as velhas bruxas sim. - Amy! Voc� veio!
� s�rio que est� bem assim depois de um voo internacional?
Foi o voo mais longo da minha vida.
- Amy. - Beth!
- Senti a sua falta. - Senti mais ainda.
N�o cabemos aqui como antes.
Amy, quero ouvir tudo sobre Oxford.
Faltando um semestre e duas galerias diferentes
querem comprar as paisagens Haslemere.
E o "Assistindo Tr�ptico dos Cervos"?
- Meu favorito! - O qu�?
Ent�o, semana passada falei com a galeria Lisson
- e eles se interessaram. - Isso � incr�vel!
Galeria o qu�? Por que n�o sei do que se trata?
Se atendesse seu celular voc� saberia.
Espere. Quem fez isso?
Eu sempre quero ler quando estou aqui sozinha.
- Meu pai. - O qu�?
Certo.
Acho que est� na hora de compartilhar essa.
Acho que agora sei porque se juntou
� tripula��o educada em casa.
Agora sei porque eu usava o prendedor no nariz.
Sinto falta do seu prendedor.
- Eu gostava dele. - Voc� gostava de todo mundo.
O baile. O ano que voc� n�o veio.
Perseguindo refrigeradores de vinho com J�germeister?
Erro de novata.
Foi o melhor dos natais.
Foi o pior dos natais.
Parece que foi ontem.
- Quando ficamos velhas? - Fale s� por voc�!
Ele ainda odeia quando chama ele assim.
Por isso, vou continuar fazendo isso.
Estou feliz que ainda fala com ele.
Deveria ser ilegal casar antes dos 30.
Voc� est� quase l�. algum candidato?
N�o.
Voc� tamb�m?
S� curiosa. E vivendo atrav�s de voc�.
Oi, Jo. Voc� pode me ajudar com o jantar?
Desculpe, estamos trabalhando no dueto de "Cora��o e Alma".
Vai impressionar a todos.
- Apenas venha ajudar. - Eu tiro o lixo.
Jo, por favor.
Achei que precisava da minha ajuda.
Disse aquilo para ficarmos a s�s um minuto.
Est� tudo bem?
Est�, s� queria conversar.
Tem tanta coisa acontecendo com a gente
parece que n�o nos conhecemos, sabe?
N�o mesmo.
Certo.
Queria contar a voc�...
sobre eu e...
Laurie, voc� veio!
Laurie?
- Que bom te ver! - Voc� tamb�m.
- Laurie. - Jo.
Laurie, achei que s� viria mais tarde.
Peguei um voo mais cedo. Queria surpreend�-las.
Estamos realmente surpresas.
Estou t�o feliz que est� aqui.
Agora parece Natal.
- Ei, Laurie. - Nossa, Bethy.
- Como voc� est�? - Voc� me conhece.
S� feliz que est�o todos em casa.
Senti falta do meu pelot�o.
Certo. Quais as novidades?
N�o falo com voc� h� tempos!
Tipo os quatro e-mails que n�o respondeu?
Sabe que sou melhor em pessoa.
Vamos, me conte tudo. N�o poupe detalhes.
- Nenhum. - Voc� primeiro.
Sabe que ser� av� em breve.
- Se for menina... - Av�? N�o.
Seremos av�s, pessoal!
N�o estou pronto para ser av�.
- Ainda melhor! - Quero saber do neg�cio.
- Como vai o... - Os neg�cios v�o bem.
Ele est� mentindo!
� um trabalhador agora Um respeit�vel trabalhador.
N�o posso reclamar.
Ainda est� fazendo m�sica?
Sabe, n�o posso reclamar.
Entendi, entendi.
Voc� est� bem?
Feliz Natal, meus lindos.
Tia March!
- Ei! - O que faz aqui?
- Que surpresa. - O que houve com o cruzeiro?
Bem, eu n�o sei...
Acho que o Dan�bio perdeu o brilho com a idade.
Tia March, acho que � a �nica
na hist�ria do mundo a se chatear com a Europa.
- Al�m do Marco Polo. - E Crist�v�o Colombo
E milhares de imigrantes.
- Os Vikings. - Os Beatles.
- One Direction. - Muita gente, mesmo.
Certo. Entendi. Entendi.
Josephine, isso � para voc�.
- N�o precisava. O qu�? - N�o comprei.
Achei na entrada.
Quase tropecei nele quando fui pegar as cartas.
N�o vou ser "av�". Chame de outra coisa.
Vov�, v�. Voinho, vov�zinho.
Olha s�.
QUANDO A VIDA � DURA E O TEMPO � RUDE
PASSEAR COM O BARD TALVEZ AJUDE. DE FREDDY.
- De quem �? - Quem � Freddy?
Voc� tem 12 anos?
O que diz o bilhete?
Dizia: "Quando a vida � dura."
Foi tudo que li antes de ela fechar.
Certo, pegue leve. Ela n�o vai falar.
- Sua trapaceira! - Ela vai me falar.
- N�o �? - Claro.
Nem tente. N�o vou falar.
- N�o. - Jo, voc� sempre...
- N�o contarei a ningu�m! - Sempre conta ao pai.
Literalmente, n�o � nada. N�o tenho nada a falar.
- N�o � nada mesmo. - Deixem ela em paz.
Deve ser do professor que ela tem encontrado.
- O qu�? - Professor?
Qual a idade do professor?
N�o, n�o.
N�o estamos nos encontrando.
Ele � um professor em Columbia
interessado na minha escrita. S� isso.
Jo, isso � t�o legal.
Ele est� interessado em voc� tamb�m?
N�o. Puramente professional.
E por que ele mandou algo no Natal?
- Boa pergunta. - Porque � Natal?
E se d� presentes no Natal?
Ele me deu um presente de Natal!
Por que � dif�cil de entender? Algu�m tem problema com isso?
Est� tudo bem. Totalmente bem.
Vamos, eu acho que n�o.
Voc�s s�o crian�as.
Todos voc�s.
Especialmente o papai. Todos voc�s!
Ele gosta da sua escrita. � um cara esperto.
Eu n�o diria que ele gosta.
Sempre que mando um esbo�o, ele manda p�ginas de anota��es.
Mas acho que n�o importa quantos sejam, ele sempre l�.
Ent�o ele est� a fim de voc�.
Est� bem, chega. J� vou!
Ei, Jo. Sente-se a�.
- Saiam! - Sente-se. � brincadeira.
Gostamos de saber da sua vida.
- N�o tentem me enlouquecer. - Est� bem, Jo.
Talvez esteja exagerando s� um pouquinho.
Nem todo cara tem motivos acultos.
"Ocultos." Com "O".
- Voc� entendeu. - Ent�o fale certo.
Laurie sempre l� suas coisas. E sempre foi amigo.
Talvez ele seja normal e goste de f�bulas mitopeicas.
- �. - Sabe?
Sim.
Um brinde. Ao romance da Jo e seu sucesso inevit�vel.
- Sa�de. - Um brinde � Jo.
Sa�de.
E ao Freddy. Que sua inten��o seja pura e o cora��o n�o sofra.
N�o brindarei a isso.
N�o! N�o vou brindar a isso.
N�o vou brindar! Parem, n�o vou!
N�o!
Sa�de.
Essa foi boa, Marmee.
OBRIGADA PELO LIVRO. ADOREI.
QUE BOM QUE GOSTOU. SINTO SUA FALTA. GOSTARIA DE CONVERSAR.
VOC� QUER DIZER CONVERSAR OU S� JOGAR PAPO FORA?
SINTO SUA FALTA TAMB�M.
Amy, voc� est� bem?
Sim. Sou t�o boba.
- Nossa, voc� est� sangrando. - Eu sei.
Jo, volte! Por favor, fale comigo.
Deixe-me explicar.
Ele est� em Londres. � claro que a gente se v�.
No come�o, n�s �ramos s� amigos,
mas, em algum momento, isso mudou.
E a�? Agora est�o namorando?
Eu sei que deve ser estranho para voc�.
No come�o, foi estranho para mim tamb�m,
mas, por favor, n�o fique brava.
Voc� o ama?
Acho que sempre amei.
E o que ele sente?
O mesmo.
Ao menos � o que ele diz.
Ent�o estou feliz por voc�.
Est� mesmo?
� claro.
Esse Laurie bob�o.
Tenta entrar na fam�lia desde que nos conheceu.
A Deus nas alturas
Gl�ria
A Deus nas alturas
Voc� sabia?
N�o.
Acho que todos sabiam.
Acho que ficaram nervosos a respeito da sua rea��o.
Por que ela o escolheu?
Sei que ele � incr�vel.
Mas, por que o meu Laurie?
Voc� n�o o queria.
Sim, mas eu n�o queria que outras ficassem com ele.
Muito menos a Amy.
Minha irm� mais nova que tem tudo,
cuja vida eu invejo tanto.
Todos tra�amos caminhos para nossos castelos.
Lembra-se?
N�o h� competi��o aqui.
Voc� � a minha pessoa.
Meg tem Brooke.
Marmee tem o papai.
Aparentemente, o Laurie tem a Amy.
Eu tenho voc�.
- Jo? - Sim?
Quero ver o mar.
A praia � t�o assustadora durante o inverno.
� o lugar perfeito para um mist�rio de assassinato.
Nunca pare de fazer aquilo que voc� ama.
Nunca.
Voc� foi feita para contar hist�rias.
Fui mesmo?
Ou�a.
N�o estarei sempre aqui para dizer isso a voc�.
N�o fale assim.
- Jo. - Beth.
- Eu j� sei h� um tempo. - Pare com isso.
- E eu j� aceitei. - N�o...
Eu vejo todos voc�s...
t�o saud�veis e fortes...
lutando pelos seus sonhos.
E sei que sou diferente.
N�o, voc� tem que melhorar, eu...
Precisa melhorar.
Eu tento. Juro que tento.
Todo dia eu sinto que estou indo embora.
Eu...
Acho que nunca fui destinada a ficar por muito tempo.
E esse � o motivo pelo qual eu nunca quis ir embora.
Ou conhecer um homem, ter carreira ou fam�lia.
Sei que sentirei sua falta.
Mesmo do outro lado.
N�o quero viver em um mundo sem voc� nele.
N�o diga isso.
Estou contando com voc�.
Precisa fazer todas as coisas, por mim.
DEPOIS
Pare! Espere!
N�o se preocupe. Estou cuidando da minha raiva.
Algum dia vai passar?
A raiva?
- A dor? - A culpa?
Ou a tristeza?
Quando deixarei de me sentir assim?
A vida da Bethy foi a mais dura
e ela foi a mais feliz.
Lembra quando voc�...
sempre dizia que as duas iam fazer
todas as coisas?
Tem que fazer isso por ela. Tem que sentir...
- Todos os sentimentos. - Eu...
A �nica coisa que sinto...
� o vazio.
Como nada do que fa�o importa.
Por que se esfor�ar se tudo pode ser tirado de voc�?
Pare. N�o permitirei
que se torne algu�m que n�o �.
A Jo que eu criei
� destemida, � insistente.
- � intensa. - Eu era.
E tudo ficou diferente do que eu esperava.
� uma escritora.
N�o quer que sua hist�ria seja inesperada?
Apollyon!
Apollyon!
Eu, Jo March, serei uma escritora bem sucedida.
E farei todas as coisas.
N�o sabe como � ter todo mundo
ridicularizar seu nariz.
E se morrer antes de fazer qualquer coisa?
Jo, como poderia?
Sua �nica beleza?
Amiga parceira se apresentando.
N�o � seu castelo, � meu.
Nesse momento, gostaria de propor
um novo membro para o clube.
Quero escrever algo
que n�o seja esquecido quando morrer.
Voc� ir�.
Eu sei disso.
Nunca serei boa em nada como voc� � escrevendo.
Voc� � muito melhor sendo uma...
...boa pessoa.
- Acho que esse � meu castelo. - O s�t�o?
Estar aqui com todas voc�s.
Estamos crescendo.
Tem que lidar com isso.
Para nos ajudarmos a alcan�armos nossos castelos.
N�o importa onde sejam.
H� muitas Beths no mundo.
T�midas e quietas.
Elas ficam no canto at� serem chamadas.
E que vivem pelos outros t�o alegremente
que ningu�m v� os sacrif�cios
at� o grilo parar de cantar.
E a doce...
presen�a ensolarada desaparece.
Deixando o sil�ncio...
e sombra no lugar.
Est� feliz?
N�o tenho ideia do que fazer com eles ainda.
Mas quando virarem humanos de verdade...
vou ser a tia favorita.
Tenho certeza que sim.
Pode atender? Pode ser os amiguinhos.
Amiguinhos? Eles mal se mexem.
Apenas atenda a porta. Vem c�.
Vamos l�. Ol�.
Oi. Minha nossa.
Quem poderia ser?
Freddy.
O que faz aqui?
Li seu livro.
Algumas vezes na verdade.
Ficou seis horas em um trem para me contar isso?
Precisava ver algo.
O famoso s�t�o dos March.
Vejo porque era o parquinho de uma garota.
Leu mesmo.
Jo, me desculpe.
Lamento por como deixamos tudo.
Eu tamb�m.
N�o estava pronta
para ouvir a verdade.
Mas voc� estava certo.
Quer mais uma verdade?
Deixa eu adivinhar.
Foi infantil.
E clich�.
E minha fam�lia �...
esquisita e chata.
O come�o foi devagar.
A estrutura pode melhorar e...
Tem uma tend�ncia a senten�as muito longas.
Mas � lindo e aut�ntico.
E eu amei.
Amou?
Talvez tenha chorado.
Duas vezes.
Acho que esse � o ideal.
Volte para Nova Iorque comigo.
Posso ajudar a lan�ar esse livro.
Beth n�o gostaria que jogasse fora seu talento.
Volte comigo.
Esse papel era meu.
Se acostume.
Ei, amores.
O que t�m a�? Me mostrem.
Mas que lindo. � para a tia Jo?
Muito obrigada.
N�o acredito que vou quebrar meu pr�prio juramento.
N�o quebrou os mais importantes.
Odeio fazer isso sem ela.
Ela est� aqui.
Proponho um juramento.
Um juramento para superar os outros.
De sempre...
sempre...
tentar ser t�o boa...
e doce...
e forte...
Como nossa Beth.
Sempre e eternamente.
Sempre e eternamente.
MULHERES ADOR�VEIS
UM ROMANCE DE JO MARCH
EU JAMAIS PODERIA AMAR ALGU�M COMO AMO MINHAS IRM�S.
LOUISA MAY ALCORT
Vem legendar com a gente! contatoenjoyteam@gmail.com
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