Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
No epis�dio anterior...
Albert Einstein.
A sua reputa��o precede-o.
Eu, a tua m�e e irm� vamos viver para It�lia.
- Vai abandonar-me? - N�o.
Olho pelo teu futuro.
- Como est� a Marie? - Maravilhosa. Ensina-me franc�s.
Volta para Munique. � uma ordem.
Desculpe, Pai, mas n�o volto para a Alemanha.
� hora de defender a Alemanha.
Diz-me, meu filho, o g�nio,
como tencionas ganhar a vida sem emprego?
Vou ser professor.
Chumbaste no exame de admiss�o. - N�o se repetir�.
- Bem-vindo ao Polit�cnico de Zurique. - Desculpe, n�o pensei...
Que uma mulher pudesse entender a equa��o de Maxwell-Faraday.
Einstein, cumprimente Mileva Maric.
S01E02 "Chapter Two"
Obrigada, Pap�. � t�o bonita.
Cria cores maravilhosas.
Chama-se refrac��o.
Todas as cores est�o l�, dentro da luz.
O vidro s� as afasta e podemos v�-las.
Ensinaram-te isso na escola?
N�o aprendemos Ci�ncia na escola.
Li num livro.
O que far�s na vida, minha brilhante Mileva?
A energia move-se
e altera-se atrav�s do trabalho
e do calor.
Entra e sai dos sistemas que regem a nossa vida.
Quando esses sistemas interagem, procuram equil�brio.
Um bloco de gelo numa sala quente derrete
e, com essa transforma��o de energia,
h� um aumento associado de entropia.
Esse processo, como todos os processos naturais, �...
... irrevers�vel. O gelo derrete.
Contudo...
H� algum problema, Menina Maric?
Comigo? N�o, senhor.
Est� confusa?
� apenas...
Se o calor � o resultado do movimento das mol�culas subjacentes,
e as leis de movimento de Newton s�o revers�veis,
o que explica a irreversibilidade aqui?
Nesta aula, lidamos apenas com o que foi provado.
A exist�ncia de mol�culas n�o foi.
A Menina Maric levanta uma boa d�vida.
"Herr" Einstein, por favor.
Estes l�pis, por exemplo.
Claro que n�o saltam do ch�o para se reorganizarem na caixa,
mas matematicamente podiam, correcto?
As equa��es de Newton s�o revers�veis, teoricamente,
se o movimento de mol�culas for o princ�pio...
"Herr" Einstein!
Agrade�o o seu entusiamo, mas...
... aqui n�o usamos m�todos teatrais.
Pe�o desculpa.
Obrigado.
Como eu dizia, um bloco de gelo derrete...
Menina Maric!
Menina Maric!
- Podemos falar? - N�o tenho tempo
para conversas de circunst�ncia.
Nem eu.
De que serve uma conversa, se for de circunst�ncia?
N�o, queria falar da sua pergunta na aula.
- Pareci aflita? - Desculpe?
Como se precisasse de um salvador?
Pelo contr�rio.
N�o sei porque decidiu
interceder junto do Prof. Weber em meu nome,
ou porque pensa ter direito � minha aten��o, neste momento.
Garanto-lhe que sou altamente recomendado.
"Herr" Einstein,
tenta namoriscar comigo?
N�o era a minha inten��o, mas...
N�o vim para a universidade para namoriscar
ou conhecer um homem e muito menos para encontrar marido.
Receio que tenha entendido mal. Apenas...
Afaste-se de mim!
Meu Deus, o que � que lhe fez?
N�o fa�o ideia.
Que criatura perturbada.
N�o nos conhecemos antes da aula. Michele Besso.
Albert Einstein. Pe�o desculpa pelos l�pis.
N�o � preciso pedir desculpa.
foi uma demonstra��o convincente.
Pensei que ver�amos uma transfer�ncia de energia explosiva
do cr�nio do Professor Weber.
Teria sido fantasticamente irrevers�vel.
Marcel Grossmann.
�amos almo�ar. Junta-se a n�s?
Porque n�o?
PRIMAVERA 1897
Menina Maric.
Pensa que est� sozinho no edif�cio?
- Desculpe. Incomodei-a? - A sua m�sica �...
... satisfat�ria, mas torna-se dif�cil concentrar-me.
Desculpe.
Mozart ajuda-me a pensar.
N�o � necess�rio pensar muito neste trabalho.
N�o se seguirmos estas instru��es deselegantes.
Deve haver uma abordagem melhor, n�o?
Creio que seguir as instru��es nos permite passar.
Quer apenas passar nos exames?
- Quero uma licenciatura. N�o quer? - Certamente.
Mas estudo Ci�ncias porque...
Bom...
Quero descobrir modos novos de compreender o mundo que me rodeia.
N�o sabe qual ser� o resultado?
Saber o resultado � reconfortante.
Descubra o sil�ncio,
"Herr" Einstein.
Por favor.
Ele � um perigo!
Se se tivesse arrependido dos danos,
talvez estivesse disposto a ignorar,
mas o idiota teve o atrevimento de afirmar
que a culpa era das minhas instru��es.
Fazia mais do que era necess�rio.
N�o apontemos falhas ao entusiasmo.
Entusiasmo? � pregui�oso.
N�o terminou nenhum dos meus trabalhos.
Mas passou nos exames de Inverno com distin��o, correcto?
N�o entendo o que v� nele.
Potencial.
Einstein � talvez a mente mais brilhante que j� ensinei.
Concordo que pode ser insolente, mas � jovem.
Quem n�o fazia disparates com a idade dele?
Eu falarei com ele.
B de Boltzmann?
Tamb�m?
Meio per�odo sobre gases e o Weber n�o mencionou a teoria cin�tica.
Come�o a pensar que aprendo mais com um bom livro.
Infelizmente, cheguei primeiro a este.
N�o me importo de partilhar.
Talvez mo possa ler.
O violino decidiu retaliar?
Devia ter ouvido o conselho e seguido as instru��es.
Oxal� tenha aprendido a li��o.
Porque � t�o cruel comigo, Menina Maric?
"Herr" Einstein,
- Venha comigo. - Sr. Professor,
falava com a Menina Maric...
Tenho poucos minutos antes da aula seguinte.
Claro.
Se decidir partilhar, bata-me � porta.
Por favor,
d�-lhe uma oportunidade.
- Deixe-a fazer o exame de admiss�o. - Esta � uma escola para rapazes.
E tem a melhor educa��o cient�fica da Europa de Leste.
O que faria a sua filha com tal educa��o?
- Conversaria no grupo de costura? - A Mileva n�o costura.
Passa a noite acordada, a encher o c�rebro com coisas que n�o entendo.
Como sabe que ela as entende?
Receio n�o poder ajudar, Sr. Maric.
Miza, podes mostrar ao director o que l�s?
� um adere�o?
Pensou mesmo que isso me iria convencer?
Como encontraste esse livro?
Fomos de comboio at� Viena.
N�o h� livros sobre teoria electromagn�tica em casa.
Os m�todos de Faraday despertaram-lhe o interesse?
Sim.
Os conceitos de campos e potenciais de Faraday
s�o o cen�rio mais natural
para as descobertas matem�ticas de Green e Gauss.
N�o � comum encontrar um aluno com o seu enorme potencial.
Contudo, nem todos os professores
t�m paci�ncia para a sua excentricidade.
- N�o compreendo. - Falta �s aulas,
n�o faz trabalhos e desafia os professores.
Sinceramente, d� a entender que sabe todas as respostas.
Pelo contr�rio, s� tenho perguntas.
Como devo encontrar as respostas sem perguntar?
Ao respeitar os fundamentos.
E ao prestar aten��o ao que deve.
A biblioteca n�o � um lugar para cortejar uma mulher.
- Senhor? - N�o sou cego.
Vi-o conversar v�rias vezes de perto com a Menina Maric.
- Mal a conhe�o e n�o estava... - �ptimo.
Continue assim.
Os eslavos s�o perigosos.
Bom, n�o me importei de o defender perante os professores que duvidam.
- Obrigado, mas... - Quando se formar,
posso ser �til e garantir o seu futuro,
se provar que a minha f� tem fundamento.
Claro.
Farei o meu melhor.
�ptimo.
- Menina Maric. - Boa noite.
"Herr" Einstein est�?
N�o est�. Creio que est� em Aarau com a Marie.
- Marie? - A noiva dele.
N�o deixa mensagem?
Apenas isto.
J� tinha uma vida dif�cil por nascer manca.
Isso vai arruin�-la.
A nossa filha n�o ser� rebaixada por no��es antiquadas de feminilidade.
Ela passou no exame de admiss�o e teve a nota mais alta.
Pensas que o mundo lhe abrir� caminho apenas porque desejas?
N�o por desejo,
mas porque luto por ela. L� fora!
Aqui, na minha casa, com a minha mulher? N�o!
N�o discutimos o assunto.
Nenhum homem se casou pela mente de uma mulher.
Marija...
N�o se preocupe, M�e.
N�o terei de me casar.
Tenciono ser cientista.
Minha filha linda!
� uma alegria celebrar o teu nascimento.
N�o tarda muito vamos perder-te para outro homem,
mas podia ser pior do que o Albert.
N�o por muito.
Quem diria que ao convidar-te para a nossa casa, h� anos,
aumentar�amos tanto o nosso grupo alegre?
A cara Maja � t�o tua irm� como das nossas filhas.
Agora, trouxeste-nos o Sr. Besso.
� uma companhia encantadora. Espero que regresse mais vezes.
Sim, a Anna espera o mesmo.
Julius, basta!
Mas, mais importante,
obrigado, Albert,
por fazeres a nossa Marie t�o feliz.
� Marie!
- � Marie! - � Marie!
O que aconteceu?
Usava um tubo de Kundt,
para medir o efeito da temperatura na velocidade das ondas sonoras,
e, ao tentar, ampli�-las,
esqueci-me de compensar
a natureza inflam�vel... - Ch�ri, ch�ri.
Ce que tu dis n'a aucun sens.
Desculpa, n�o compreendo.
Exactamente. Nunca prestaste aten��o nas aulas de Franc�s
e, infelizmente, a f�sica n�o � o meu forte.
Desculpa.
Claro, n�o queres falar de f�sica.
N�o quero falar de nada.
Leva-me a passear.
N�o sei agradecer a recep��o da sua fam�lia.
- Foi um prazer. - O comboio n�o espera.
Calma, filho, h� muito tempo.
Menina Winteler...
Espero que regresse em breve Sr. Besso.
- Est�s corada. - Eu podia ir a Mil�o.
Talvez.
Mas a fam�lia do Grossmann tem uma casa no lago
e fui convidado.
Gosto de velejar.
Albert,
dir-me-ias se algo te incomodasse?
Claro, Mariechien.
Sabes que sou moderno, Albert,
mas a minha Marie arrisca muito contigo.
Espero que a trates bem.
Boa viagem, filho.
C�us, fecho os olhos e s� vejo o rosto dela.
Esta conversa � insuport�vel.
Devias ter ido connosco.
H� uma terceira irm�. Terias apreciado a companhia dela.
N�o procuro uma esposa.
Quem falou disso? Falo de amor.
Jesus, salvai-me. Albert, por favor.
Albert!
- O qu�? - A tua noiva.
Quero os pormenores s�rdidos.
N�o entendo porque pensam que estamos noivos.
N�o entendo a tua relut�ncia.
Ela � linda,
� bondosa.
E ama-te profundamente.
N�o sei se quero passar a vida com uma mulher
que n�o tem uma conversa cativante
sobre a natureza das coisas.
Esse n�o � o objectivo das esposas.
Desta vez, concordo com o Marcel.
Porque aturo essa burguesia aborrecida?
Porque queres os meus apontamentos de Geometria, bo�mio falso.
Muito bem.
Aqui est�.
Aquela manca estranha passou por c�.
Manca?
Falas da Mileva?
Ela tem um problema no andar, n�o tem?
Mas adoro a voz dela.
Menina Maric!
Menina Maric.
Obrigado por me deixar o livro.
Foi inevit�vel pensar nos l�pis.
Da nossa primeira aula?
Se pensarmos na entropia como Boltzmann,
como uma medida de probabilidade,
o processo � irrevers�vel, porque o n�mero de configura��es
dos l�pis fora da caixa � quase infinito,
mas h� poucas possibilidades para caberem na caixa.
Ainda bem que gostou. Se me der licen�a...
N�o v�.
Falta pouco para o fim do per�odo.
H� coisas que quero discutir consigo, como...
A probabilidade do caos.
Mexe comigo.
� um truque.
N�o, eu...
- Como assim? - Sei que est� comprometido.
"Herr" Grossmann falou-me da Marie.
Quer divertir-se �s minhas...
Pare!
Mas a Marie n�o �...
N�o importa.
N�o posso.
N�o � uma possibilidade.
Porque n�o?
Est�o ambos rosados. As f�rias de Ver�o
trataram-vos bem. - Ainda me imagino num barco � vela,
com "schnapps" na m�o.
Os Wintelers esperavam ver-te em Aarau.
Sim, bom...
Besso, se fechasses os olhos, confundia-te com a minha m�e.
Passei o Ver�o sem ouvir o teu esc�rnio constante.
- Como sobrevivi? - � um mist�rio.
Albert, quase me esqueci. Tens de ler este livro.
Mach, "A Ci�ncia da Mec�nica".
Defende que se reconsidere Newton.
Que se reconsidere Newton. Est�s a ouvir?
O qu�?
Meu Deus, � um impostor.
Grossmann, chama a pol�cia.
Bem-vindos de volta.
Senhor Professor?
Teve not�cias da Menina Maric?
Pensei que n�o tinha interesse nela.
N�o tenho.
� puramente intelectual. Ela emprestou-me um livro.
Se quer saber, ela frequenta aulas em Heidelberg e n�o regressar�.
Lembra-se da nossa conversa?
Aten��o e desempenho.
Ser-lhe-�o �teis.
Sim, senhor.
UNIVERSIDADE DE HEIDELBERG 1898
Fritz, olha.
N�o acredito.
O que faz aqui esta rapariga?
Bom dia a todos.
Boa tarde.
Sou o Professor Philipp Lenard.
Sejam bem-vindos
aos Princ�pios Cin�ticos da F�sica Te�rica.
Ao longo do per�odo, exploraremos
um universo vasto, mas infinitesimal...
Prezada Menina Maric,
a minha mente divagou para si mais do que uma vez, no Ver�o.
Perdoe a afli��o que lhe causei no nosso �ltimo encontro.
Esperava poder pedir-lhe desculpa pessoalmente,
mas, pelo que sei,
foi atra�da para Heidelberg.
Se ficar aborrecida,
escreva e partilhe comigo porque decidiu partir.
"Fr�ulein"?
Chegou uma carta.
Devia encontrar um homem que carregue os seus livros.
Obrigada, "Frau" Fricke.
Se as mol�culas se moverem a mais de 400 metros por segundo,
ent�o, usando estes resultados, podemos determinar
que n�o viajam a mais de 1/100 de um fio de cabelo.
Prezado senhor,
tenho de lhe pedir desculpa.
As suas instru��es foram claras.
Devia escrever-lhe quando estivesse aborrecida.
Mas nunca estou aborrecida.
Fui obrigada a ignorar as instru��es
ap�s uma aula do Professor Lenard
a explorar a teoria cin�tica do calor e dos gases,
como sempre esper�mos ouvir do Weber.
N�o acreditar� no que esta aula revelou.
Quero saber porqu�, senhor.
O qu�?
Porque h� uma liga��o entre os fluxos t�rmicos e as temperaturas?
Porque � que os gases exercem press�es diferentes?
Se explorarmos a teoria cin�tica...
N�o � uma explora��o, � uma aula.
- Peguem no l�pis. - A f�sica � din�mica!
Para si, o conhecimento � um testemunho,
mas a busca cient�fica n�o � uma corrida.
- Devia ser uma aventura. - "Herr" Einstein, basta!
Nunca vi tanto desrespeito, em anos de ensino.
N�o ser� tolerado. Fui claro?
N�o leve isto a peito.
� a base da termodin�mica que questiono.
N�o "Herr" Weber.
Chame-me Sr. Professor, imbecil impudente!
Pe�o desculpa, Sr. Professor, mas n�o compreendo...
As leis termodin�micas s�o observ�veis e prov�veis.
N�o h� nada a questionar.
N�o acha fascinante que embora as mol�culas pequenas de g�s
se movam a uma velocidade quase incompreens�vel,
quase n�o percorram qualquer dist�ncia?
Essas ideias radicais s�o uma doen�a.
Quem o infectou?
Foi Boltzmann? Mach?
Lenard, na verdade.
A Menina Maric falou-me de uma aula dele...
Outra vez essa mulher! N�o lhe disse que � perigosa?
A Menina Maric
apenas lhe mostrou
a grande intelig�ncia que tem, contudo trata-a com desd�m.
Que afronta lhe fez?
� muito esperto, Einstein.
Mas tem um defeito.
Nunca deixa que lhe digam nada.
Desejo-lhe sorte.
� evidente que s� lhe posso oferecer isso.
Est� zangado comigo?
Zangado? Claro que n�o.
O Albert nem deve estar...
Nem o qu�?
Sabes como ele �.
Distrai-se?
Sim.
Deixa-se consumir pelo que tem diante dele.
Pode ser encantador,
mas tamb�m � muito frustrante.
Se te sentes melhor, n�o me escreve
desde que voltou para Zurique. Nem um postal me enviou.
Tenho saudades dele, suponho.
Eu sei.
Aposto que ele gostava de ch�,
ao estudar tantas horas. Concordas?
O meu irm�o n�o sabe a sorte que tem.
Posso ver este?
Claro, "Fr�ulein".
Obrigada.
Sr. Professor.
Se me der licen�a, o meu nome �...
Mileva Maric.
N�o perdemos de vista a �nica mulher da sala.
Sim, bom...
Tento entender o teorema da equiparti��o
e se se aplica aos gases diat�micos.
Como distribuo a energia?
De facto, aplica-se.
Usa o teorema exactamente como antes.
Ent�o divide a energia por igual,
dando aos modos de rota��o e vibra��o
a mesma energia da transla��o?
Domina muito bem esta mat�ria.
Com quem mais estudou?
O teorema da equipara��o? Apenas com o senhor.
Mas li quando estudei no Polit�cnico de Zurique.
L�, as instru��es sobre termodin�mica eram...
... escassas.
Veio assistir �s minhas aulas por prazer?
N�o, senhor.
Ali�s, sim. Gostei muito das aulas.
Escrevi um ensaio sobre teoria cin�tica.
Esperava que o pudesse ler.
Se considerar que mere�o,
pode falar de mim � administra��o.
Pedi para fazer o exame de admiss�o.
Admiro o seu esp�rito, "Fr�ulein",
mas os su��os s�o muito mais liberais do que os alem�es.
Heidelberg n�o atribuir� diplomas a mulheres.
Devia regressar a Zurique e obter o seu diploma.
Depois disso,
talvez pense em si para uma posi��o de investiga��o.
Obrigada, senhor, mas...
Por favor.
N�o posso voltar para l�.
Porque n�o?
Emile.
Se quiseres estar comigo
na biblioteca,
ajudo-te a estudar.
Talvez aceite a oferta.
Sendo assim, vemo-nos amanh�.
Ser� que tem namorado?
Tr�s cartas do mesmo jovem?
Parab�ns!
Correu como planeaste?
Ela aceitou, s� isso importa, mas...
N�o pudemos celebrar muito.
- Os Wintelers n�o s�o assim. - N�o,
mas a Anna pensa na Marie antes dela, por isso...
N�o compreendo.
Albert, est�s cansado que te diga isto,
mas estou duplamente cansado de o dizer.
Pelo amor do meu futuro casamento,
podes tornar claras as tuas inten��es para a rapariga?
- N�o sei o que lhe dizer. - N�o podes ficar calado.
Envia-lhe uma carta, agradece as prendas que ela envia.
N�o pedi nada disso.
�s mesmo t�o est�pido?
Ela � uma pessoa maravilhosa, mas eu...
Albert?
Veja por onda anda!
Menina Maric!
N�o voltei por sua causa.
Se pudesse licenciar-me em Heidelberg, estaria l�.
Pare.
S� vim para acabar o curso.
Tenho tanto para p�r em dia. Trabalhos, exames...
Por favor.
� uma distrac��o.
N�o a distrai-o.
Ajudo-a.
Pomo-nos em dia.
Juntos.
E a Marie?
S� existe voc�.
Mileva.
N�o me posso perder consigo.
Podemos falar de f�sica,
geometria.
N�o nos podemos perder.
Prometa-me.
Prometa-me.
Prometo.
Pareces uma boneca.
Podes parar.
O teu corpo � muito suave,
mas a cara � severa, como a de uma boneca de porcelana.
Acho que te vou chamar Dollie.
Achas-me engra�ada?
- N�o. Porque... - N�o � uma piada para mim.
- N�o estava... - Estavas.
Ouve-me, Albert.
Se apenas te queres divertir, tens de me deixar em paz.
Mileva...
N�o v�s?
Estou perdidamente apaixonado pela tua mente.
Albert, vens?
Vai-te embora.
Que horas s�o?
O que � o tempo? Essa � a grande d�vida.
Albert, estamos atrasados para a aula.
Que importa? J� disse que te ajudo a ficar em dia.
Al�m disso, a presen�a n�o � obrigat�ria.
S� temos de passar nos exames.
N�o � obrigat�ria, mas � esperada
e n�o posso ficar abaixo das expectativas.
Essas expectativas s�o para mentes pequenas,
para homens como Weber,
escravos da conven��o.
Homens sem criatividade ou vis�o.
Eu n�o sou um homem.
Gra�as a Deus.
Faltam meses para os exames.
O que � mais uma manh�?
Fa�o mais?
Ainda est� morno e passou algum tempo.
A lei do arrefecimento � exponencial.
O coeficiente de transfer�ncia t�rmica obt�m-se medindo o l�quido.
N�o te preocupes com a medida.
Encontramos um modo novo.
Ent�o esquece o ch�.
E se pensarmos nas mol�culas como pessoas?
Sim! Movem-se a velocidades imposs�veis,
chocam umas com as outras.
E a press�o sentida � entendida pela frequ�ncia dos choques.
Mais pessoas,
mais press�o. - N�o necessariamente.
Qu�o grande � a sala?
Imagina que est�o num corredor apinhado.
Aos encontr�es, atrasados para a aula.
Press�o alta, sim?
Mileva?
Est�s bem?
Estou.
Vamos imagin�-las num sal�o de baile.
As mesmas pessoas,
nem mais, nem menos.
Mas agora t�m dez vezes mais espa�o.
� suficiente para dan�arem livremente pelo sal�o.
Mais volume.
Menos colis�es.
- Menos press�o. - Menos press�o.
Vamos escrever um artigo juntos.
Sobre o qu�? A ideia n�o � nova, apenas a abordagem.
E se for o modo de provar a exist�ncia de mol�culas?
N�o � divertido, Dollie? Escrevemos um artigo
que pode mudar o mundo.
A probabilidade do caos.
N�o escolheria esse t�tulo, mas podemos debater isso.
Tentei avis�-lo. Einstein � igual aos outros judeus.
Detest�vel e presumido.
Desculpe, Hermann.
Sempre foi uma excep��o.
Obrigado.
Fiz tudo para ser mentor desse jovem.
Reprove-o, se for preciso.
O futuro dele j� n�o me preocupa.
Escreverei uma carta de reprimenda.
A energia cin�tica m�dia � sempre igual,
quer haja ou n�o uma uni�o qu�mica dos �tomos.
Portanto, incrementos iguais de energia cin�tica m�dia
correspondem a incrementos iguais de temperatura.
E o calor espec�fico �...
H� algum problema?
Absolutamente nenhum.
N�o � um milagre, Dollie?
Tantos de n�s, v�rios milh�es...
Como nos encontr�mos?
Falta um m�s para os exames finais.
O vosso desempenho ditar� o vosso futuro.
Cada um de voc�s pode ter sucesso...
Viste o Albert?
Bom dia, querida Dollie.
Bom dia.
Tive um sonho maravilhoso.
Dan��vamos na corda do meu violino.
Acordei com esta ideia.
E se as propriedades de gases diferentes
forem como os timbres diferentes
dos instrumentos musicais?
Representados pela composi��o molecular diferente.
- � emocionante. - N�o �?
Volto num instante.
Faz-nos ch�, Dollie.
- Mentiroso! - Dollie, o qu�?
N�o me chames isso!
"Meu caro Albert,
espero que ainda gostes do bule."
Prometeste-me!
Mas n�o me ajudaste a estudar.
N�o me ajudaste a ficar em dia.
Tiraste-me tempo, ideias, energia,
tudo a teu favor.
Como pudeste ser t�o descuidado com o meu cora��o?
- N�o fui! - Podes parar.
Deixa-me explicar, por favor.
S� pensas em ti.
Nem sequer tentaste entender-me.
O quanto tenho de trabalhar,
qu�o incans�vel tenho de ser,
qu�o forte e fria, para ter a m�nima esperan�a
de ser levada a s�rio.
Para receber um pingo de respeito
que recebes imediatamente, por seres homem.
Mileva, por favor...
N�o! Eu sabia.
Sabia que isto aconteceria.
Sou uma idiota!
Faltam poucas semanas para os exames.
Mileva...
Sou maluca.
Tornaste-me maluca!
N�o.
- Mileva, por favor. - N�o fales comigo.
Nunca mais.
Espera!
Se uma superf�cie curva for formada
em qualquer outra superf�cie,
o grau de curvatura em cada ponto mant�m-se inalterado.
Esse Teorema Egr�gio, de Gauss,
teve um impacto grande na cartografia.
Menina Maric.
Est� bem?
Posso fazer alguma coisa por si?
Nada.
Boa dia.
"Minha cara 'Frau' Winteler,
"� com o cora��o pesado que lhe escrevo
"e pe�o que partilhe o que digo e sinto com a sua filha Marie.
"Ela merece mais aten��o do que tenho para lhe dar.
"Os estudos consomem todo o meu tempo e pensamento
"e receio j� ter causado demasiado sofrimento � pobre rapariga.
"Por favor, garanta que ela entende.
Espero que ela, e todos v�s, me possam perdoar."
Preciso dos apontamentos. Geometria, dois �ltimos per�odos.
N�o sabia quando tirarias a cabe�a das coxas da manca.
N�o fales assim dela.
Claro.
Pe�o desculpa.
Vou busc�-los.
Tinhas raz�o.
Fui indiferente.
A rela��o com a Marie acabou h� algum tempo, mas eu...
N�o a queria magoar, por isso n�o disse nada.
Mas agora acabou.
Fui claro.
Embora tenha sido injusto com ela, fui dez vezes pior contigo.
Fui horr�vel e ego�sta.
Tens raz�o ao n�o querer nada comigo.
S�o os apontamentos do Marcel dos dois �ltimos per�odos.
Copiei-os para ti.
Podes guard�-los.
Espero que desfa�am parte dos danos que causei.
Se...
Se quiseres a minha ajuda,
adoraria ajudar-te.
N�o pe�o nada em troca.
Senta-te.
Foi um prazer
ter-vos na minha aula, cavalheiros.
Desejo-vos sorte.
Podem come�ar.
Sei que te disse
que n�o te pediria nada
e, com o que vou dizer, pode parecer que pe�o.
� apenas uma oferta.
S� minha parceira.
Na vida,
no amor,
na busca cient�fica infinita.
Vamos construir uma linda exist�ncia bo�mia.
- N�o sei o que isso �. - Sabes.
J� a tivemos. Era perfeita.
N�o pode continuar assim.
N�s os dois, sozinhos e juntos, encaixamos como l�pis na caixa.
Mas a mundo tem possibilidades intermin�veis
de chocarmos com tudo, irreversivelmente.
As pessoas n�o s�o mol�culas, Mileva.
Por favor.
Quando n�o estou contigo, n�o me sinto inteiro.
Vamos continuar estudantes enquanto vivermos.
Sozinhos e juntos.
"Herr" Einstein?
- Parab�ns. - Professor?
Os resultados ser�o afixados em breve, mas passou nos exames.
Por um triz, claro.
Bom dia.
Dollie.
KAC, S�RVIA TR�S MESES DEPOIS
Miza!
- Ol�, Pap�. - � t�o bom ver-te.
- Tamb�m tive saudades. - Tiveste?
Eu e a tua m�e est�vamos preocupados, nunca vieste a casa.
Nas cartas, nunca explicaste o que te manteve l� estes meses.
Pe�o imensa desculpa, Pap�.
Desiludi-o.
Por causa dos exames?
Voltas e tentas de novo.
Foi por isso que ficaste longe?
N�o.
- N�o sei como... - Mileva Maric.
Vem c� imediatamente.
Pe�o imensa desculpa, Pap�.
Pe�o imensa desculpa.
Transcrito do canal: National Geographic
Sincronia: Italiansubs
Transcri��o e resync: fininhos
www.tvsubtitles.net
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.