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Sua chamada est� sendo encaminhada...
Equipe inSanos apresenta:
Tradu��o e Sincronia: JuLima
N�O MATAR�S 2� Temporada | Epis�dio 18
- O que aconteceu aqui? - Duplo latroc�nio.
Um vizinho chamou o socorro.
Marta Valente, 45 anos. Mora sozinha com o filho,
eles foram amarrados e amorda�ados com fita isolante.
O filho n�o resistiu e morreu asfixiado.
Ele se chamava Christian e tinha 20 anos.
A outra v�tima � Luigi Merlo, de 50 anos.
Ele dirigia uma ONG fora da cidade.
Estamos contatando os familiares.
Sou a detetive Ferro, da Pol�cia de Turim.
Antes de acompanhar sua filha, pode me dizer o que viu?
Vi o carro da pol�cia da janela da minha casa.
Corri at� a casa da minha filha, eu moro no andar de baixo.
Vi o Luigi na sala de estar e todo aquele sangue.
Depois fui para o outro c�modo...
- Voc� conhecia Luigi Merlo? - Conhecia.
Ele tem um Centro de Hipoterapia para crian�as deficientes.
Ano passado...
Christian o frequentou por tr�s meses.
O que o Christian tinha?
Um retardo mental grave.
Pode lev�-la ao hospital? Obrigada.
Sua chamada est� sendo encaminhada
para a caixa de mensagens.
Luigi!
Voc� � a Sra. Merlo?
Sou.
Sou o detetive Russo, da Pol�cia de Turim.
Meu Deus, aconteceu algo ao Luigi?
Infelizmente o corpo do seu esposo
foi encontrado h� algumas horas.
Achamos que ele foi envolvido acidentalmente num assalto.
O corpo estava na casa de Marta Valente.
Ela � a m�e do Christian.
Um garoto que frequentou o Centro.
Eu n�o o conhe�o, n�o venho muito aqui.
Lamento, mas deve vir comigo � delegacia
para fazer o reconhecimento...
� minha filha Nadia.
Ela � autista.
Amor, vamos nos trocar, precisamos sair.
Senhora...
vamos fazer assim, v� amanh� cedo.
- Sergio Musso? - Isso.
Agente Rinaldi, Pol�cia de Turim.
- Foi voc� que chamou a pol�cia? - Foi.
- A Sra. Valente est� bem? - Sim, est�.
N�s viemos te procurar h� meia hora,
por que n�o atendeu?
N�o sei, n�o ouvi. Talvez estivesse no banheiro.
Precisa ir comigo � delegacia para depor.
Perd�o, mas olhe aqui.
N�o d� para fazer aqui?
- Tudo bem. - Obrigado.
Vou mostrar o caminho.
Desculpe a bagun�a. Fique � vontade.
N�o, a� ficam os livros.
Ficarei em p�, obrigado.
- Voc� estava dizendo... - Foi assalto, certo?
Como voc� sabe?
Vi uns caras correndo como loucos no p�tio.
- E quantos eram? - N�o sei, uns dois ou tr�s.
- E de onde viu? - Dali.
As luzes estavam acesas, dali d� para ver tudo.
- Com licen�a. - Sim.
Preciso dormir, se n�o tem mais perguntas...
Tudo bem. Mas n�o desapare�a. At� logo.
Estamos quase acabando.
Por sorte, parece tudo bem, n�o h� les�o, nem fratura
e os exames de sangue est�o normais.
- J� terminamos? - Quase. Pode tirar a blusa?
- Por qu�? - Preciso auscultar seu pulm�o.
N�o precisa, ela est� bem.
Tire a blusa, por favor.
Respire fundo.
- Como se machucou assim? - Foram os ladr�es.
Perguntei para sua filha.
� verdade o que minha m�e disse, me machucaram ao me amarrar.
Est� certo.
Agora terminamos.
Est� tudo bem, querida.
Como ela est�?
Precisa de repouso.
O que ela fez nas costas?
Ela disse que foram os ladr�es, mas n�o � verdade.
Parece espancamento.
E os hematomas n�o s�o recentes.
N�o podem ter sido feitos esta noite.
Ele morreu asfixiado porque foi amorda�ado?
Ainda n�o sabemos.
Posso voltar para casa?
Por que Merlo estava na sua casa?
Porque...
eu precisava assinar os pap�is para Christian voltar ao Centro.
Por que voltar? Ele n�o frequentava mais?
Ele n�o se integrou bem com as outras crian�as.
Mas Luigi era um homem incr�vel
e decidiu dar outra chance ao Christian.
Achei que fosse ele na porta, mas...
Ele deve ter chegado depois.
Eles o mataram.
Pode ir agora. Sua m�e est� te esperando.
Al�?
Al�?
� ele.
Quando foi a �ltima vez que o viu?
H� tr�s dias.
Talvez quatro, n�o tenho certeza.
Eu e meu marido n�o est�vamos muito juntos ultimamente.
Para o Luigi a Nadia era tudo.
Ele fundou o Centro porque dizia que era o �nico jeito
de cerc�-la de amigos.
Aquele lugar o tirou de mim.
E n�o fiz nada para recuper�-lo.
Posso ficar um pouco sozinha com ele?
Claro.
Ele se chama Primavera, era o preferido do seu esposo.
Sabia que s� deixa a Nadia montar nele?
Voc� foi �tima, amor.
Ela precisa se acostumar e levar� um tempo.
E a aut�psia?
O legista disse que Merlo foi morto por uma faca lisa.
Cortaram a jugular e ele morreu de hemorragia.
E o Christian?
H� vest�gios consider�veis de benzodiazepina no sangue.
Antes de amorda��-lo, ele foi sedado.
E tem mais.
O laudo da per�cia.
Havia vest�gios do seu DNA na borda da fita.
N�o entendo.
Aqueles hematomas foram causados pelo seu filho, certo?
Quais hematomas?
Os hematomas das suas costas.
O m�dico disse que parece ser espancamento
e aconteceu antes da noite passada.
Seu filho batia em voc�.
Voc� tentou entreg�-lo para o Merlo,
mas as coisas n�o funcionaram.
Quando ele voltou para casa, voc� achou que enlouqueceria.
Ele era violento, intrat�vel.
Voc� sabia que n�o era culpa dele, mas da doen�a.
E decidiu libert�-lo.
O que est� dizendo?
No sangue do seu filho havia vest�gios de sedativo.
Os mesmos que estavam no seu banheiro.
Voc� acha que matei meu filho?
Primeiro voc� o sedou,
depois o sufocou com a fita e simulou o assalto.
Infelizmente, Merlo estava no lugar errado, na hora errada.
Mas o que est� dizendo?
- Voc� conhece Sergio Musso? - Quem?
- Seu vizinho. - N�o. Por que pergunta isso?
Foi ele que denunciou o assalto e n�o acredito nele.
- Do que voc� est� falando? - Voc�s s�o c�mplices.
Se confessar, tudo ser� mais simples.
Claro que havia vest�gios do meu DNA na fita.
Quando me soltaram, eu corri at� ele.
Eu o cobri de l�grimas porque estava chorando
e tentei arrebentar esse pl�stico maldito.
Est� bom assim?
Tamb�m havia vest�gios na parte interna da fita,
- as l�grimas n�o estariam ali. - A fita � minha.
Os ladr�es pegaram do meu arm�rio.
Sempre corto com os dentes, como n�o haveria minha saliva?
E os sedativos...
- Acalme-se. - Foram receitados pelo m�dico
porque Christian estava mal.
Que diabos voc� sabe da minha vida?
Foi seu �ltimo ano na escola. H� 14 anos.
Depois tirou licen�a por dois anos.
E acabou avisando que n�o voltaria mais.
- O que fez nesse meio tempo? - Nada.
Literalmente.
Falamos com a autoridade de sa�de local.
Ele � agoraf�bico. Nunca sai de casa.
- Contatos com Marta Valente? - Nenhum.
Ele n�o pode ser o c�mplice.
Ol�. Eu te apresento a detetive Valeria Ferro.
- Prazer, Giorgia Merlo. - Prazer.
Esse � Guido Silei,
foi a �ltima pessoa daqui a ver o Luigi.
- Prazer. - Ol�.
- Prazer. - Igualmente.
- Pode nos deixar a s�s? - Claro.
Nadia, vamos?
Nadia.
V� com sua m�e, eu j� vou.
Conte-me sobre a noite de ontem.
Luigi recebeu uma liga��o da Marta Valente
por voltas das 19h e saiu logo em seguida.
- Como sabe que era a Marta? - Ele me disse.
Disse que ia at� a casa dela e j� voltava.
Sabe me dizer se ele precisava que ela assinasse algum papel?
Que papel?
Para o Christian ser readmitido no Centro.
Luigi jamais o readmitiria no Centro.
Nadia e Christian n�o desgrudavam.
Por isso, ele o expulsou.
Luigi era um homem incr�vel, mas queria a Nadia s� para si.
O que ainda quer de mim?
O que Merlo fazia na sua casa?
- J� te contei. - Voc� mentiu.
Ele n�o pretendia readmitir o Christian no Centro.
O que ele fazia na sua casa?
A verdade, Marta.
Ele queria salvar minha vida.
Salv�-la do qu�?
De mim mesma.
O que pretendia fazer?
Assim que Christian voltou para casa, eu deixei de viver.
Voc� tem raz�o, ele era intrat�vel.
Ele tinha ataques constantes.
Me batia.
E nos piores momentos, nem lembrava de mim.
S� dizia que queria voltar para a Nadia.
Mas Luigi n�o queria saber de readmiti-lo no Centro.
Ent�o eu pensei:
"Se tudo o que fiz por ele nesses anos
n�o serviu para nada.
Ent�o talvez eu seja a errada."
Preparei tudo, enchi a banheira, peguei as l�minas de barbear
sedei o Christian.
Depois liguei para o Luigi
porque queria que ele cuidasse do Christian
quando eu n�o estivesse mais aqui.
Mas sua banheira estava vazia e n�o achamos nenhuma l�mina.
Essa � a verdade, por que n�o acredita em mim?
Onde comprou as l�minas?
Ela comprou � tarde, no shopping do bairro.
Isso confirma a tentativa de suic�dio.
Sim, mas onde as l�minas foram parar?
E como explica a banheira vazia?
Eu vi a banheira e as l�minas
enquanto a pol�cia a desamarrava.
E entendi tudo.
Coloque-se no lugar de uma m�e.
Por que todos precisavam saber que ela queria se suicidar?
Tudo o que aconteceu com ela j� n�o era o bastante?
Est� certo, obrigada.
Pode voltar para sua filha.
Posso entrar?
Voc� falou com a pol�cia?
E o que disse a eles?
A verdade.
Que voc� n�o matou seu filho.
S� isso?
Sim.
Por que fez isso? O que quer de mim?
- Como assim? - Voc� quer dinheiro?
Eu s� quero que voc� seja um pouco feliz.
Marta, voc� � uma mulher incr�vel
e merece um pouco de felicidade.
O que houve?
Marta.
Onde voc� estava?
Sinto saudade do meu filho.
Nadia!
Nadia.
Amor, o que voc� fez? Espere!
Quem tirou o capacete dela?
Eu.
Ela precisa dormir com ele, sen�o se machuca.
Por que ela faz isso?
N�o acredito que ainda n�o entendeu.
Ela est� esperando o pai.
Vou lev�-la para a enfermaria.
Voc� tem certeza?
Talvez seja o �nico jeito.
Sen�o ela nunca vai superar.
Est� certo.
Entre.
Venha.
Marta.
Marta?
Marta.
Marta.
DE LOMBARDI: ME ENVIE A FOTO DA LUCIA, POR FAVOR?
O que � isso?
Por isso mexeu nas minhas fotos. Ci�mes porra nenhuma!
- Valeria, escute... - O que esta foto faz aqui?
Por que Lombardi quer uma foto da minha m�e?
Quem diabos s�o essas pessoas?
Sandrina De Lorenzo, o marido Salvatore
e Vito Mecenate.
- Valeria... - Voc�s seguiram investigando.
Por favor, escute, Vito Mecenate � chefe da 'Ndrangheta,
� de Palmi como sua m�e e est� foragido desde 2010.
N�s acreditamos que eles estavam juntos
- antes que ela viesse para c�. - N�s quem? Voc� e o Giorgio?
Voc� continuou investigando com ele pelas minhas costas!
Por que fez isso? Por que n�o me contou?
- Por favor... - Por favor uma ova.
Me esque�a, esque�a minha m�e e minha fam�lia, entendeu?
Valeria...
Com licen�a. Marta Valente tentou se suicidar.
Os m�dicos n�o sabem se ela vai se recuperar.
Preciso te fazer algumas perguntas.
Verifiquei a banheira da Marta.
O dreno est� quebrado.
Voc� n�o pode ter esvaziado quando a pol�cia chegou,
deve ter feito isso ao menos duas horas antes.
Voc� mentiu para mim.
Olhe para ela.
Acha que sua filha estar� melhor se continuar a acobertando.
A ideia foi minha.
Quando ela me ligou, estava fora de si.
Tinha brigado com o Luigi e estava descontrolada.
Estava com medo de ser presa e perder o Christian.
Eu corri at� a casa dela e encontrei o Luigi morto.
Fiz o que toda m�e faria.
Marta e Luigi Merlo tinham um caso, correto?
Eles se envolveram quando Christian estava no Centro.
Nunca vi a Marta t�o feliz.
Depois Luigi terminou com ela,
mas ela nunca aceitou.
Acabou virando uma obsess�o.
Sabe por que minha filha tentou se matar?
Por achar que matou o Christian tamb�m.
Quando decidimos simular o assalto.
Ela quis amorda��-lo.
Christian s� deixava ela encostar nele.
Ela acha que o sufocou com a fita.
Quando o vi na cama,
pensei que bastaria levantar um pouco a fita
para libertar a minha filha.
E acabar com o sofrimento dele.
Todos pensariam que foi um acidente.
Eu o matei.
Matei o meu neto.
E agora tamb�m perdi a minha filha.
O que me diz,
eu e voc� conseguiremos?
Trouxe um presente para voc�.
S�o as poesias de Eugenio Montale.
As minhas favoritas.
Quando eu dava aula,
era a primeira coisa que ensinava aos alunos.
Eu gostava de ensinar.
Nunca soube fazer outra coisa.
A escola � um bom lugar,
s�o as crian�as que �s vezes se tornam agressivas.
Para eles era brincadeira.
"Vamos esperar o professor na sa�da
para dar uns tapas nele.
Assim ele aprende a nos dar notas melhores."
Mas n�o sou como os outros,
nunca fui.
E depois disso adoeci.
Eu vim dizer que te amo, Marta.
- Como voc� est�? - Bem.
Aconteceu alguma coisa?
Sobrou um pouco de verdura, pensei em preparar o jantar.
Andrea vai voltar?
Ele n�o vir� hoje.
- Devo deixar algo para ele? - Ele n�o vai voltar.
� por minha causa?
� pela hist�ria da foto...
N�o � nada com voc�. E algo entre mim e o Andrea!
Chega de fazer tantas perguntas.
Estou sem fome, coma voc�. Vou tomar um banho.
Ela te p�s para fora?
Ela descobriu sobre a investiga��o.
- N�o acredito. - Ela pegou meu celular
e achou a foto da Lucia que tirei na casa da Sandrina.
Vamos deix�-la esfriar a cabe�a e amanh� conversaremos.
O que est� dizendo? Vamos falar com ela agora.
- Espere que vou me trocar. - Tudo bem.
N�O MATAR�S
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