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Zulu
O que est� fazendo aqui?
D� partida, porra.
Glauco!
Sandro.
Est� tudo no nome da minha esposa,
eu menti para voc�.
Quem diabos s�o esses?
Paolo!
Licen�a, voc� sabe onde est� o Paolo?
N�o, ele n�o veio trabalhar hoje.
Equipe inSanos apresenta:
Tradu��o e Sincronia: JuLima
N�O MATAR�S 2� Temporada | Epis�dio 16
O que estava procurando nas minhas coisas?
Desculpa, n�o...
N�o vi que eram suas coisas, achei que fossem nossas.
Por que minhas fotos te interessam?
Voc� me interessa.
Toda vez que tento falar do seu passado,
voc� muda de assunto.
Voc� sabe que no passado...
N�o acho t�o estranho n�o querer falar disso.
N�o falo desse passado.
Falo do Giorgio.
Giorgio?
Sim, voc�s ficaram juntos por um bom tempo.
Queria ver se tinha fotos de voc�s juntos.
Foi uma fraqueza, desculpa.
Voc� � um idiota.
Desculpa.
�s vezes, parece que moro com duas crian�as.
Uma s� n�o basta?
Pode entrar.
- Oi. - Entre, Andrea.
Dei uma investigada,
Vito Mecenate � casado desde 1974.
Com essa Maria Grazia Pirrone?
Que desapareceu no mesmo dia que Lucia Ferro chegou em Turim.
Acha que Maria Grazia e Lucia s�o a mesma pessoa?
S� que nos arquivos online n�o resulta nada.
Se ela sumiu em 1985, pode n�o ter sido registrado.
Exato. Agora ligaremos para a delegacia de Reggio Calabria
e veremos se eles t�m os documentos.
Voc� pode cuidar disso?
- Posso. - Obrigado.
- Onde est� o Andrea? - Foi convocado pelo Lombardi.
E eles?
Temos uma v�tima importante, Pietro Kummell.
- Aquele Kummell? - Sim.
Propriet�rio e diretor executivo do Grupo Kummell.
Tinha 55 anos e morava numa mans�o aqui perto.
O corpo apresenta sinais de luta.
E um corte de alguns cent�metros na altura da jugular.
A arma ainda n�o foi encontrada.
E n�o foi assalto.
Ele ainda est� com a carteira com quatro notas de 500 euros.
- Mas ele n�o estava preso? - Estava. Acabou de sair.
Faz duas semanas.
Ele foi condenado h� 9 anos, mas s� ficou preso 1 ano e meio
porque foi absolvido depois.
Aquele acidente em que morreram oito oper�rios, voc� lembra?
Dois de mar�o de 2012, houve um inc�ndio na linha 3.
Quando os oper�rios foram apag�-lo,
encontraram todos os extintores vazios.
Parece que Kummell n�o atualizou o protocolo de seguran�a.
Houve manifesta��es de oper�rios e parentes das v�timas.
- Kummell era muito odiado. - Quem o encontrou?
Aquele senhor. Ele disse que estava indo trabalhar,
viu o carro no meio da rua, se aproximou
e quando viu o corpo nos chamou.
- J� avisaram a fam�lia? - Estamos tentando encontr�-los.
Voc� disse que o acidente foi em 2 de mar�o de 2012?
- Isso. - Hoje � o anivers�rio.
Chequem a f�brica e os parentes das v�timas.
Quero saber se algu�m tem antecedentes.
E tirem os jornalistas daqui.
Luca!
Esse sangue n�o pode ser do Kummell.
Parece de algu�m que se arrastou ou foi levado.
Pegue uma amostra e mande para a an�lise.
Al�?
Detetive, hoje um oper�rio n�o apareceu para seu turno.
Ele se chama Alessandro Parisi.
Ele estava envolvido no acidente de 2012?
E n�o s� isso, � o �nico sobrevivente.
H� alguns meses ele foi preso ap�s brigar numa manifesta��o.
Tente ach�-lo.
Atenda, porra!
- Vou procurar ajuda. - N�o me deixe aqui.
Precisamos de ajuda.
- Chefe. - Estou ocupado, agora n�o.
- Kummell est� morto. - O que est� dizendo?
N�o dev�amos s� assust�-lo?
Tenho certeza que foi um acidente.
Fique calmo e tranquilize os outros.
Eu cuido disso.
- Voc� pode sair um pouco? - Katia est� trabalhando.
Fique a� e termine o que est� fazendo.
Faz dois meses que n�o a paga e ainda ousa dar ordens?
Voc� precisa parar de me envergonhar.
Seu chefe � um imbecil.
N�o posso perder esse emprego, voc� entende isso?
Pode sim, eu estive no banco
e ainda hoje liberar�o o financiamento.
Voc� foi ao banco vestido assim?
Vai fugir comigo ou n�o?
Quer ficar neste buraco ou vir comigo
e abrir um bar numa praia?
N�s daremos o fora daqui.
Eu mudei.
Estou mudado.
Onde voc� estava hoje de manh�?
Aqui. Preciso terminar isso at� meio-dia.
N�o minta, Paolo. Voc� foi � casa dos meus pais de novo.
- O que est� dizendo? - Isso, continue assim.
Sara. Sara!
Escute aqui. E se eu tivesse ido?
Sou o pai dele, preciso v�-lo mesmo que por pouco tempo.
Ele est� no carro.
- Deixa pra l�, Paolo. - Espere.
Vou lev�-lo ao pediatra.
Venha.
Por que, ele n�o est� comendo?
N�o, ontem ele s� comeu meia colher de papinha.
Tudo isso � muito dif�cil.
Talvez a gente n�o deva ficar juntos.
Talvez meu pai tenha raz�o.
Voc� n�o pensava assim na noite passada.
Assim voc� n�o me ajuda.
Al�?
Sim, sou eu.
Sou a detetive Ferro, a respons�vel pela investiga��o.
Cristina Kummell, ela � a minha filha Sara.
Voc�s devem ir � f�brica e interrogar todos.
Por favor.
Eu dou a autoriza��o, se for preciso.
Todos quem, senhora?
Todos os oper�rios que o amea�aram h� 5 anos
durante o processo.
Agora que reduziram a pena do Pietro, eles recome�aram.
Ent�o seu esposo recebeu amea�as ultimamente?
Todos os dias, desde que saiu da pris�o.
Todos os dias.
Eu e Sara o convencemos a ficar em casa.
T�nhamos medo que ele fosse agredido.
Ent�o por que ele saiu hoje de manh�?
Porque � quarta-feira.
Na pris�o meu pai adoeceu,
come�ou sofrer de insufici�ncia renal.
E precisava fazer hemodi�lise duas vezes por semana.
Quem sabia da hemodi�lise?
Voc� n�o contou para o Paolo, contou?
Sara, quem mais sabia?
Paolo Rocca.
O pai do meu filho.
Estamos separados, ele conseguiu uma ordem judicial
para ver o Edoardo duas vezes por semana.
S� que quando meu pai saiu da pris�o, o impediu.
H� quanto tempo voc�s n�o se veem?
Eu estava com ele essa noite.
Na casa dele.
S� que hoje ele saiu bem cedo.
Quando perguntei,
ele disse que era uma emerg�ncia de trabalho.
Eu conheci a Sara na f�brica,
quando comecei trabalhar na �rea de treinamento.
H� dois anos, ele nasceu.
Eu trabalhava na parte de descarte
e Sara estava gr�vida de quatro meses.
Um dia, Kummell me chamou na sala dele
e disse que eu e Sara n�o serv�amos um para o outro.
Quando falei que nos am�vamos, ele riu na minha cara.
E disse que eu n�o vivia no mundo real.
Ele me demitiu, me impediu de ver a Sara
e o Edoardo quando nasceu.
E elimin�-lo seria a solu��o.
- Era a� que queria chegar... - Prove que estou errada.
Eu fiz as coisas do jeito certo.
Achei emprego como mec�nico de aeronaves,
obtive a ordem judicial para ver meu filho duas vezes por semana.
Estava dando tudo certo at� Kummell ser solto.
Quando voltou para casa e me viu com meu filho,
ele enlouqueceu.
Ele me expulsou e me impediu de v�-lo.
Veja bem,
sei o que est� pensando,
qualquer um no meu lugar ia querer v�-lo morto.
Mas eu n�o o matei.
Foi voc� que contou ao Parisi da hemodi�lise?
Voc� era o �nico a saber, al�m da fam�lia.
Descobrimos v�rios telefonemas entre voc�s.
Somos ex-colegas e nos falamos �s vezes, � crime?
A �ltima liga��o foi feita h� menos de uma semana.
- Sobre o que conversaram? - Marcamos de comer uma pizza.
Aquele desgra�ado...
H� tr�s dias, na pizzaria, aquele merda me usou.
Sabe onde podemos ach�-lo?
Pergunte a Glauco Testa, um dos oper�rios da f�brica.
Ap�s perder Tommaso no acidente,
Alessandro virou um filho para ele.
Esperava me ver algemado?
Posso falar com ele a s�s?
Lamento, mas o manteremos aqui enquanto apuramos os fatos.
Sou a filha de Pietro Kummell.
Visto o motivo da pris�o, n�o acho que isso mude algo.
Foi voc�?
Fale na minha cara se foi voc�!
V� se foder, Sara! Voc� e sua fam�lia!
E tor�a para que n�o me deixem sair!
Agora chega! Vamos, Sr. Rocca!
Prontinho.
Estou quase acabando.
Espere.
Alessandro.
Voc� foi corajoso.
Eu n�o consegui salvar o Tommaso.
Mas voc� tentou.
Voc� o tirou daquele inferno.
E ao menos pudemos nos despedir dele.
- Sr. Testa! - Quem �?
Detetive Russo, Pol�cia de Turim.
- Saia agora. - Preciso falar com voc�.
Voc� precisa se esconder. Vai logo.
Alessandro n�o fez nada.
Entre.
Sr. Testa, venha conosco, por cortesia.
Quem atirou em voc� hoje de manh�, Sr. Parisi?
Voc� faria o exame de DNA?
Ou devo pegar o sangue da bala e compar�-los?
Voc� � o �nico sobrevivente que saiu ileso
do acidente de 2012, n�o � mesmo?
Posso imaginar quanto odiava Kummell.
Hoje voc� se ausentou do trabalho sem se justificar.
Quando o encontramos, tomou um tiro nas costas.
Voc� mesmo concluir� que n�o est� numa boa posi��o.
Eu j� te disse
que algu�m atirou em mim.
Sou uma v�tima, n�o sou um assassino.
A linha que separa os dois � t�nue, �s vezes.
O que quer de mim?
Que confesse mesmo que n�o tenha sido eu?
Seria perfeito, n�o?
O oper�rio que faz justi�a com as pr�prias m�os.
Eu estava l� e n�o tenho nada a esconder.
Eu quis dar uma li��o no Kummell.
Queria que ele fosse espancado.
Aquele homem � um assassino, voc� sabe a hist�ria.
S� porque era rico p�de comprar a liberdade.
Foi Paolo Rocca que te disse como encontr�-lo?
Foi Paolo Rocca que te disse?
Foi.
Mas ele n�o sabia de nada.
Como se diz, foi uma iniciativa pessoal.
E tamb�m foi por iniciativa pessoal
que cortou a garganta dele e deu sumi�o na faca?
N�o cortei a garganta de ningu�m.
Continuar mentindo n�o adiantar� nada.
Havia um homem com ele, voc�s devem procur�-lo.
- Que homem? - O que atirou em mim.
Quando fechamos o carro,
ele deve ter batido a cabe�a e desmaiado.
E enquanto eu agredia o Kummell,
ele surgiu do nada e atirou em mim.
- Tem ideia de quem era ele? - N�o.
Ele estava de jaqueta preta, achei que fosse o seguran�a.
Mas eu n�o conseguiria reconhec�-lo.
Verificamos a localiza��o de Paolo Rocca
e � incompat�vel com o local do crime.
Vamos solt�-lo.
Pe�a para a bal�stica analisar o proj�til
e ver se conseguimos descobrir a arma.
Que gostoso o avi�ozinho do Edo.
Por favor, coma s� um pouquinho.
Como estamos indo aqui?
- Melhor do que na cozinha? - N�o.
Edo, tocaram a campainha. Quem ser�?
Abra a boquinha.
R�pido, antes que venham roubar seu pap�.
Voc� precisa comer ou a mam�e vai enlouquecer.
Acalme-se, Sara. Pare de for��-lo.
Ele tamb�m est� sofrendo com a situa��o.
Uma situa��o que o papai criou
expulsando Paolo como um c�o.
Eu sei o que voc� est� sentindo.
Somos muito mais parecidas do que imagina.
Mas voc� deve se afastar dele.
Ele � o pai do meu filho.
Voc� confia nele?
Tem certeza que n�o foi ele?
Senhora, um amigo do Sr. Pietro est� a�.
J� vou.
Tchau.
Ele passava o dia deitado de lado na cama.
Meu pai tamb�m dormia assim.
Um dia fiz um guarda abrir a cela
e levei uma cafeteira fumegante para ele.
Ele se virou
e perguntou se eu podia ficar l� com ele.
Ele pediu por favor.
Me impressiona um pouco te ouvir contar essas coisas.
Ningu�m conhecia as fraquezas do Pietro.
�ramos de mundos opostos, sem d�vida.
Mas demos for�a um ao outro.
Foi ele que me fez entender que ao sair dali,
eu ainda teria uma esperan�a.
E o que pensa em fazer agora que saiu?
At� ontem, o que eu havia prometido para ele,
deixar de ser bandido.
E tamb�m comprar um quiosque na Am�rica do Sul.
Mudar de vida com a mulher que amo, Katia.
Pietro tinha prometido que seria minha garantia
para que eu conseguisse um empr�stimo no banco.
Mas agora n�o sei mais.
Agora h� pouco falei sobre esperan�a.
Agora voc� � minha esperan�a, Sra. Kummell.
V� embora, por favor.
- � s� uma liga��o para o banco. - Que eu n�o farei.
V� embora, por favor.
Voc� comentou sobre as fraquezas do Pietro.
Conhe�o uma que tem a ver com voc� tamb�m.
Bravo Steel Srl. Esse � o nome da empresa, n�o?
O que est� dizendo?
Ele me contou do superfaturamento.
Contou que rendeu muito.
Falou do caixa dois e que n�o pagavam impostos.
S� estou pedindo que fa�a o que ele teria feito
se ainda estivesse vivo.
Chame o gerente, por favor. Avise que � Cristina Kummell.
Oi, Fabio.
Estou ligando para pedir um favor.
Katia.
Te mandei uma mensagem, por que n�o respondeu?
N�o irei a lugar nenhum
enquanto n�o me disser o que est� havendo.
Quer saber o que est� havendo?
Isto aqui.
O que � isso?
� a nossa felicidade.
Aonde vai? Vem c�.
Eu quero um homem normal.
Onde arranjou esse dinheiro?
Voc� roubou?
Vamos ao banco amanh� e voc� ver�.
Onde conseguiu dinheiro?
Vamos fazer assim,
voc� arruma sua vida.
Arranja um emprego.
Demonstra que mudou mesmo.
Mas eu mudei.
- Oi. - Como foi?
Eles acham que Alessandro matou o Kummell
e o prenderam.
E me acusaram de ser c�mplice.
N�o posso sair de Turim.
Por que n�o passa a noite aqui?
N�o.
N�o posso mais ficar nesta casa.
Mas voc� deveria se esfor�ar.
Deveria olhar para essas fotos de vez quando.
Para lembrar como nosso filho era bonito e inteligente?
Voc� fez de tudo para lev�-lo para a f�brica.
Arranjei um emprego para ele.
N�o. Voc� deveria t�-lo mandado embora daqui.
Deveria ter dito que se morre na f�brica.
A f�brica nos sustentou por 30 anos.
Permitiu que compr�ssemos esta casa
e constru�ssemos uma fam�lia.
- Que fam�lia? - Por favor, Rosa.
N�o v� embora.
O �nico que teve coragem de fazer a coisa certa
foi o Alessandro.
Sara.
O que aconteceu?
Pare!
Pare a�!
Voc� quer tir�-lo de mim?
S�o voc�s que querem tir�-lo de mim.
Ele n�o pode comer aquilo, vai engasgar.
Sr. D'Amato?
Agente Rinaldi, Pol�cia Turim.
Precisa vir comigo � delegacia.
O que � t�o engra�ado, Sr. D'Amato?
Estava pensando que enfrentei mais interrogat�rios
do que voc� em toda sua carreira.
Se eu fosse voc� n�o me gabaria tanto.
Dos seus 43 anos, passou 20 na cadeia.
Dois assaltos, fraude, desvio de dinheiro.
- Devo continuar? - N�o, n�o precisa.
Sei muito bem que eu n�o era boa gente.
A bala foi analisada e pertence a uma CZ 75 calibre 8.
Sabe quantas t�m registradas na cidade? Sete.
� curioso que Kummell estivesse na cela com o dono de uma delas.
Eu n�o pretendia us�-la.
Eu n�o era boa gente, como j� disse,
mas agora mudei.
O que fazia no carro do Kummell com um rev�lver?
Eu sempre ando com o rev�lver.
N�s �amos ao banco.
Kummell seria minha garantia para um empr�stimo.
E imagino que estavam indo ao banco,
mas antes passariam fazer a hemodi�lise.
Porque � para onde ele estava indo.
Eu n�o sabia nada disso. Para mim, s� �amos ao banco.
E o que aconteceu depois?
Por que atirou em Alessandro Parisi?
Nem sei quem � Alessandro Parisi.
S� sei que eles bloquearam a rua com uma van.
Arrancaram Pietro do carro e o espancaram.
Quem eram eles?
Uns cinco ou seis, todos encapuzados.
Eles iam mat�-lo.
Um deles era muito violento.
Eles tamb�m me tiraram do carro. At� rasgaram minha jaqueta.
E para me livrar deles, eu atirei.
Foi leg�tima defesa.
Eles se assustaram e fugiram.
Kummell parecia morto.
Eu me aproximei dele, mas um carro apareceu
e eu tamb�m fugi.
Saberia descrever essa van?
Era uma daquelas vintage, da marca Volkswagen.
Cor?
Bege.
Eu j� vi esse carro.
Sua van foi reconhecida por uma testemunha.
Que afirma ter visto o ataque de ao menos seis pessoas.
E o rastreamento te coloca no trecho da rua
onde Kummell foi encontrado bem na hora do crime.
Sabe o que penso?
Que odiava Kummell e o culpava pela morte do seu filho.
E ontem de manh� saiu com seus colegas para se vingar.
Ent�o, voc� estava ou n�o na sua van?
- Sim, eu estava. - Diga quem s�o os outros.
N�o posso fazer isso.
Sinto muito.
Sr. Testa, voc� trabalha naquela f�brica h� 30 anos.
Todos dizem que � como um pai para os seus colegas.
� isso que quer ensinar para eles?
Que um deve acobertar o outro?
Mesmo em caso de homic�dio.
Ou devo pensar que foi voc� que matou Kummell?
- Foi um acidente. - N�o foi! Kummell foi degolado.
Quem o matou queria mat�-lo.
Degolado?
Jesus Cristo!
Cristo! N�o!
Quer me contar como tudo aconteceu?
Quando soubemos que Kummell tinha sa�do da pris�o,
- sa�mos para conversar. - Quem?
Desde o come�o, eles queriam mat�-lo.
Mas deixei bem claro,
ou me garantiam que seria apenas uma li��o
ou eu os denunciaria.
Eu errei em confiar neles.
Preciso dos nomes.
Voc� tem raz�o.
Quem erra deve pagar.
Onde est� o Glauco? Ele tamb�m estava conosco.
N�o sou obrigada a responder.
Eu os intimei porque voc�s mataram um homem.
Foi um acidente. N�o quer�amos mat�-lo.
N�s s� batemos nele.
E isto?
Estava na van que usaram para o ataque.
� a bainha da faca com a qual Kummell foi morto.
Sabem o que significa?
Significa premedita��o.
Significa que podem ser acusados de homic�dio doloso.
Ent�o, de quem �?
Tudo bem.
Se n�o querem responder, vou sair agora
e pedir pris�o preventiva por homic�dio para os cinco.
A faca � minha.
Eu menti.
Menti para todos.
Eu a levei escondida porque queria mat�-lo.
Porque a justi�a nos traiu. Nos tratou pior que animais.
Mas eu n�o o matei, infelizmente.
N�o tive tempo,
aquele inSano atirou em mim e perdi a faca.
Onde quer jantar hoje?
Por favor.
Edo, acalme-se.
- Eu entendo. - Querida, tudo bem?
Voc� lembra do delegado Barbieri?
Lamento rev�-la nesta situa��o.
Seu pai sempre falava de voc� e tinha muito orgulho
de te ver trabalhando na empresa.
Tem alguma not�cia da investiga��o?
Eles acharam as pessoas que estavam presentes
no momento da agress�o. S�o pessoas ligadas � f�brica.
� exatamente como imagin�vamos.
- Paolo Rocca � um deles? - N�o, ele n�o.
Mas prenderam um tal de Fabrizio D'Amato,
um ex-presidi�rio, que ao que parece,
estava no carro do seu pai ontem de manh�.
- D'Amato? - Isso mesmo.
- Voc� o conhece? - N�o.
Sr. D'Amato, desculpe faz�-lo esperar,
mas infelizmente a Sra. Kummell acabou de ligar
para retirar o financiamento.
N�o h� mais atributos para atender seu pedido.
Preciso saber a cor do carro do homem que achou o cad�ver.
N�o era um carro, era uma moto.
Fabrizio me disse que viu um carro chegando.
Concetta!
Concetta. Acabou a �gua.
Calada.
Vem c�. Cale a boca.
O cara do banco n�o entendeu nada.
Fiz bem em voltar aqui, n�o?
Voc� � uma sonsa.
Por que n�o me contou que estava com meu marido
quando ele foi morto?
Por que ele tamb�m se fez de sonso.
Na pris�o, quando eu era �til, �ramos amigos,
- depois ele deu para tr�s. - Meu marido nunca teve amigos.
Onde fica o cofre?
N�o temos mais cofre.
Na pris�o seu marido me contou tudo.
Abra o cofre. Anda logo.
Onde conseguiu isso?
Cobrei uma d�vida antiga.
Voc� roubou de novo.
Eu sabia.
Sr. D'Amato.
Eis que nos reencontramos.
Deve vir conosco � delegacia.
E eu que pensei que o amor revolucionaria minha vida.
Mas...
Nunca se apaixone.
Preciso que me ajude a encerrar o caso.
Vai me prender de qualquer jeito, n�o?
Infelizmente, sim.
Tenho direito a esse dinheiro.
Foi o Kummell que me traiu.
Acredite em mim.
Eu acredito simplesmente que voc� teve azar.
O que quer saber?
Preciso que tente lembrar o modelo do carro
que chegou no lugar do ataque.
Ent�o vai nos deixar?
N�o foi escolha minha, eles me demitiram.
Peguei todas as assinaturas, n�o faltou nenhuma.
Senhora Testa.
O que voc�s querem de novo?
Sr. Testa, precisamos falar com sua esposa.
Precisa ir conosco � delegacia.
Uma testemunha viu seu carro chegando no local do crime.
Voc� seguiu a van do seu marido, n�o � mesmo?
Esperou que o ataque terminasse, foi at� o Kummell e o matou.
Fiz o que precisava ser feito.
Como sabia que eles atacariam o Kummell?
H� alguns dias o boato vinha se propagando na f�brica.
Sabe qual foi a pior coisa ap�s a morte do meu filho?
Ver meu marido e aqueles rapazes
subirem na van e se afastarem sabendo que o deixaram vivo.
N�o quis acreditar at� o �ltimo segundo.
Eu estava l� por isso tamb�m.
Disse a mim mesma: "Voc� vai ver que eles o matar�o.
Vai ver que quando estiver l�, Glauco vai mat�-lo.
Ele matar� o desgra�ado que matou nosso filho."
Como planejava mat�-lo?
Com as m�os.
Mas depois vi a faca no ch�o e mudei de ideia.
Decidi us�-la.
Era como se fosse um sinal do destino.
Voc� tamb�m sabe que para n�s a justi�a normal n�o funciona.
N�o haveria outra forma de vingar meu filho.
Espero que n�o o deixe se aproximar.
Posso entrar? Voc� est� sozinho?
- Valeria j� foi para casa. - Vem c� um pouco.
Quem diabos � esta aqui?
N�o sei o que dizer, Vito.
O importante � que voc�s descobriram.
N�o. N�o acontecer� de novo.
� sua disposi��o. At� logo.
PARA SANDRINA: FALEI COM VITO TUDO RESOLVIDO
ENVIEI OUTRO DOCUMENTO
N�O MATAR�S
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