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Foda-se!

Chama a seguran�a!

Levem-na.

Precisamos de uma equipa m�dica.

Larguem-me! N�o!

Traz-me algo para tapar o ferimento.

- Saray, o kit m�dico. - N�o!

J� est�. Prendam-na.

Eu ajudo.

- O que aconteceu? - Vamos.

- Toma, pega nisto. - Larguem-me! Por favor!

J� chega, Susana.

V�, porra! Onde raio est� o m�dico?

Tenho de falar com o Ces�reo...

- O que lhe aconteceu? - Pronto.

Isso.

- Vais piorar as coisas. - Ces�reo!

Filha da m�e!

Como pudemos ser t�o idiotas?

Por favor...

Por favor, digam-lhe

que n�o lhe fa�o mais mal. - Pronto.

- Vou ser boazinha. - Pronto.

E ele vai perdoar-me.

Sim, n�s dizemos-lhe.

N�o resistas ao sono.

Descansa.

O meu advogado recusou representar-me

porque n�o tenho dinheiro.

As contas da minha fam�lia est�o congeladas...

- Certo. - ... e neste momento...

Vejamos. � o seguinte, menina Ferreiro,

para defender um caso de homic�dio,

tratando-se de homic�dio premeditado

e tendo o juiz considerado que a v�tima estava indefesa,

qualquer firma de advogados lhe pediria uma quantia avultada.

Mas n�o se preocupe, ainda h� advogados bons.

E n�o vou deixar que uma beldade assim definhe na pris�o.

Se obtiveres o diploma do liceu,

pedirei a tua sa�da prec�ria e outros benef�cios.

Atribuir-ta-�o sem problemas. Isso � o plano de estudos.

Parece dif�cil!

Literatura,

Espanhol...

- Eu sou boa a l�nguas. - Estefan�a, concentra-te. Sa�da prec�ria.

Sa�da prec�ria!

� dif�cil prever.

Acho que podia apanhar entre dez a 12 anos.

Doze anos?

Ou�a,

aquele homem

deu um tiro na cabe�a do meu pai � minha frente.

Menina, a mim pode convencer-me de tudo,

mas a um juiz n�o ser� t�o f�cil.

Ou�a o que lhe digo.

Ol�, Federico.

Veio salvar uma reclusa com as suas aptid�es legais

ou masturbar-se debaixo da mesa

enquanto olha para as mamas dela?

Este tipo n�o pode ser o teu advogado. Tens de contratar um a s�rio.

N�o posso!

N�o posso.

As contas dos meus pais est�o congeladas.

Certo, e o teu irm�o?

O meu irm�o viajou.

A �nica coisa que este tesudo conseguir� � que te aumentem a pena.

Muito bem, mantenham-me informada.

V�o a caminho do laborat�rio forense.

Temos de terminar isto r�pido, os outros guardas j� est�o desconfiados.

Algu�m o viu traz�-la?

Muito bem, vamos come�ar.

Algu�m me explica como conseguiu aquela louca matar o marido na pris�o?

N�o sei. Porque � uma cabra louca?

Se havia alguma possibilidade de salvar aquela rapariga,

agora diminuiu para metade.

S� uma pessoa sabe onde ela est�.

N�o temos tempo. Ele est� morto. T�m mais pistas?

O telem�vel era a pista crucial, mas era falsa.

O veterin�rio comprou papel de alum�nio e �cido n�trico

e fez um bal�o de ar quente artesanal que funciona a g�s.

Foi assim que o telem�vel da Amaia voou at� � Hungria,

mas podia ter ido para qualquer lado.

Ele disse que quem a tinha era um gangue de mafiosos de leste, certo?

- Exato. - H� algo mais?

C�maras, registos telef�nicos, cart�es pr�-pagos...

Ela nem pegou no telem�vel, n�o h� registo de movimentos.

O que temos s�o 3911 fichas dos clientes dele.

Ele tratava todo o tipo de animais, desde touros a cavalos.

N�o temos tempo para falar com todos e alguns j� devem ter falecido.

Em que situa��o estar� agora a rapariga?

Se tiver as tr�s garrafas de �gua, como est� no recibo do supermercado,

segundo os m�dicos, tem uma semana de vida.

Vamos fazer o seguinte.

Primeiro, deixamos a Helena a s�s com ela na cela.

� a �nica forma de sacarmos algo.

Bem, depois do incidente com o marido,

� l�gico que partilhe a cela com outra reclusa

e a Helena � a pessoa ideal. Concordo.

Segundo, vou interrogar constantemente aquela desgra�ada

at� ela abrir bem os olhos e revelar o paradeiro da Amaia.

Recordo-lhe que a Guerra Fria

e as pr�ticas de tortura cambojanas j� acabaram, sim?

N�o me chateie com isso, Nosferatu.

Que rabugento! O que foi? N�o tem a consci�ncia tranquila?

Chega!

Castillo,

se a quer torturar, leve-a para a esquadra,

pegue numa lista telef�nica e fa�a-a confessar o que quiser,

mas Cruz del Sur n�o ser� implicada num caso de agress�o.

Sandoval, quero-te presente em todos os interrogat�rios

e que garantas a integridade f�sica da reclusa.

Boa tarde.

O paladino da �tica e da moral ataca novamente.

Tragam-me uma camisa lavada.

Sim, eu era puta, se � que lhe podemos chamar isso,

porque � verdade que... Bem, put�fia.

Eu chupava pilas por dinheiro.

Aten��o, ser puta � uma coisa,

mas agir como uma � muito diferente,

e dessas, aqui dentro, h�-as aos montes.

Na verdade, nem sequer me lembro,

porque a maior parte das vezes estava meia a dormir.

A hero�na deixa-nos muito cansadas. Lembro-me de que era...

"Porra! Desculpa."

O que acontece � que aqui...

Ser puta n�o � algo mau.

Se n�o �ramos l� fora, tornamo-nos uma aqui dentro.

Aqui, todas somos um pouco putas.

Ou�am, estou a falar de algo s�rio.

Estou a falar de nos despirmos e de ganharmos dinheiro.

Mas isso s�o corpos de bombeiros,

n�o de um monte de putas e de drogadas como n�s.

N�o sei se tenho corpo para isso.

- Sim, tens, Tere! - Olha para mim, Carac�is.

E o que nos fazia bem agora era divertirmo-nos

e rir um pouco, Antonia.

Se mostrar a minha rata, o meu marido vai zangar-se.

N�o tens de abrir as pernas, basta mostrares uma mama.

Ent�o, se � s� isso... Olhe, Palacios!

Tapa-te ou dou-te uma repreens�o.

O que est�s a fazer?

Estou a propor fazermos um calend�rio de nus

para angariar dinheiro e pagar um advogado � Maca.

Acham que est�o a acampar? Que disparate, nunca aprovaremos.

V�, mexam-se!

N�o aprovar�o o qu�?

Que as reclusas tenham liberdade de express�o?

Durante todo o dia, vendem-nos a porra das oficinas,

a reinser��o e os cursos de reabilita��o,

mas quando temos uma ideia � um disparate e n�o aprovar�o?

O que se passa, Kabila?

Ou�a, v�o julgar a Maca por ter matado um terrorista.

Sim. Um filho da puta que vendia raparigas

e que ficou com o dinheiro de imigrantes para os trazer em contentores.

E eu s� quero

dinheiro para pagar a um bom advogado que conhe�a o sistema jur�dico.

Queriam fazer um calend�rio de nus.

- E a Antonia tinha um peito de fora. - Era para si, Palacios,

para bater uma a pensar em mim.

N�o aprovarei nenhum calend�rio.

Qualquer atividade n�o aprovada pela dire��o � proibida.

N�o aprova o calend�rio,

mas deixa a Reme publicar os poemas dela?

� a mesma coisa.

Queremos publicar os nossos corpos que cultiv�mos aqui dentro.

Se quiser, tamb�m pode participar.

N�o permitirei que vendas o teu corpo

nem os das outras reclusas.

Se te apanho outra vez a tentar convenc�-las a despirem-se,

vais direta para o isolamento.

- Entendido? - Sim.

Relembramos �s reclusas Soledad N��ez e Miriam Lein

que v�o ser transferidas para o hospital para um exame card�aco.

Porque acusaste o teu marido de abusar sexualmente da Amaia?

Porqu�?

A paciente n�o tem nenhum problema auditivo, Inspetor.

Porque n�o se acalma e relaxa?

Tenho a certeza de que ela o vai entender muito bem.

Toma, Susana. Bebe um pouco de �gua. Relaxa. V�, bebe.

Ver�s, vai fazer-te bem.

Falaste nos abusos sexuais por algum motivo, certo?

Tu n�o inventas coisas.

N�o.

Havia vest�gios de s�men na carrinha.

Disse-mo a Pol�cia.

A Pol�cia? Que Pol�cia?

A Tenente Lorenzo.

N�o me lembro de qual esquadra.

Vieram interrog�-la na pris�o sem o meu conhecimento?

Como falaste com essa tenente, Susana?

Por telefone.

Mas n�o tens credifone nem autoriza��o para fazer chamadas.

O credifone era da Saray.

A tenente � amiga da Zulema.

Mas eu n�o sei mais nada. Perguntem ao meu marido.

Eu n�o sei mais nada.

Ao teu marido?

Porque n�o lhe perguntas tu?

Ou melhor, porque n�o lhe tiras a caneta da garganta

e escreves isso num papel?

- Vamos ver o registo de chamadas. - V� tu. Vou falar com a Zulema.

O que ganho com isso?

Ganhas o que eu ganho, como sempre.

At� agora, ocultei-te tudo

porque n�o te queria implicar.

Mas tenho de saber se est�s do meu lado. Preciso de ti.

Porqu�? A loirinha j� n�o serve?

Eram t�o boas amigas.

O que foi? Ela fez-te perder dinheiro?

Falo de algo mais importante e mais valioso do que dinheiro.

A s�rio, de algo que pode mudar as coisas.

As investiga��es, os relat�rios dos peritos, os processos legais,

convencer ju�zes...

Algo de que tu e eu precisamos.

Para apagar o passado.

Como n�o tens a varinha m�gica do Harry Potter...

N�o me parece.

Est�s com a Carac�is?

Est�s ou n�o? Tiraram-ta?

Isso � um sim? N�o, sim, n�o...

O que te estou a dizer...

Bem, se isso for um n�o,

eu estou aqui.

Se n�o tiveres nada melhor para fazer, vem comigo.

Terei de pensar nisso.

N�o vou desistir. Vou p�r um v�deo online

para todos saberem. Vou recolher assinaturas e barafustar

at� serem obrigados a autorizar o calend�rio.

Devolver-vos-ei o dinheiro. Sabem disso, certo? Mal possa.

Ningu�m manda em mim. Nem o meu pai.

Tere, fazemos um striptease?

V� l�, Tere.

Sim, Tere.

Tens um cu de adolescente, bem apetitoso.

Fazes o m�s de dezembro, nua e com o gorro do Pai Natal.

Vais ficar sensual! Tens de o fazer.

Tenho vergonha de me despir.

T�m algo para me ajudar a ultrapassar essa vergonha?

Se come�armos a consumir coca�na e a fumar charros,

este calend�rio n�o vai acontecer.

- N�o. - � a tua vez.

- V�, lan�a. - O que se passa, loirinha?

Devias agradecer � Carac�is arriscar-se a perder a sa�da prec�ria por ti.

Ela merece ser bem lambida.

- O qu�? - Sim.

Entre outras coisas, partilhamos a advogada

que me disse que ela est� quase a obter a sa�da prec�ria.

Se se comportar, claro.

- Muito bem. � verdade. E? - Ent�o, j� n�o h� calend�rio.

- Porqu�? - N�o vais arriscar isso.

- N�o por mim! - O que dizes?

- E fazemos o qu�? - Quer dizer...

Esperamos que o teu irm�o venha para resolver isto?

- Queres ligar ao Homem-Aranha? - L� se foram as lambidelas.

Qual � o teu plano? Esperar que te fodam?

Podes ficar a� � vontade de bra�os cruzados,

mas eu tamb�m posso tentar evitar que passes c� 12 anos.

- Vamos, n�o me lixes. - N�o podes falar assim com ela.

- Exageraste. - Quero ajud�-la.

Ouve, n�o podes falar assim com ela!

Exageraste. Joga.

Como te sentes hoje, rainha?

Fant�stica.

Acordei com a �pera Carmen, de Bizet,

na minha cabe�a.

- Conhece? - Sim.

Porra! Gostas de m�sica.

Tens muitos passatempos, muitas amigas...

... at� tenentes, certo?

Tenentes da Pol�cia.

A quem ligaste com o cart�o da Saray?

N�o tenho nada a esconder, Fabio.

Os n�meros de telefone est�o no registo.

E, sobretudo,

sabe que adoro colaborar com a Pol�cia.

Ligue...

... 639-75-22-5.

Ligue.

�s uma filha da puta nojenta.

N�o sei o que disseste � Susana Tamayo,

mas fizeste-a apunhalar o marido na garganta com uma caneta.

Quem pensa que sou, o Hannibal Lecter?

Como se eu pudesse sussurrar ao ouvido das pessoas

e elas imediatamente se tornassem assassinas.

Aquela coitada devia ter sido admitida num hospital psiqui�trico,

n�o em Cruz del Sur.

Deviam rever os vossos protocolos de seguran�a.

Levanta-te!

Vais direta para o isolamento.

�timo.

For�a, Zulema!

Boa!

Fabio. O que fazes?

Pergunto a mim mesmo por que raio te fizeste passar por uma tenente.

Porra.

J� tenho merda pelo pesco�o e tu trais-me?

�s a instigadora de um homic�dio

e, gra�as ao teu n�mero de telefone,

� muito prov�vel que o Castillo te acuse

de interfer�ncia na investiga��o de um rapto

e instaure outro processo judicial contra ti.

- Fi-lo pelo dinheiro. - N�o interessa o motivo.

Porra.

Ouve, Macarena, s� sei que cada decis�o tua

torna tudo mais dif�cil.

Livra-te do raio do telem�vel antes que o tribunal o mande rastrear.

O que me est� a dizer?

Lembro-me de celebrar um anivers�rio, mais ou menos.

Com a minha m�e. Eu estava atada por me mexer muito.

Se quiser, posso falar-lhe da minha inf�ncia.

Passei-a quase toda com o Karim, o meu tio, digamos assim.

E... ainda bem.

Sobretudo, quando a minha m�e estava por perto, que � o bus�lis da quest�o.

M�e h� s� uma.

N�o. Quem me viria visitar?

Nunca ningu�m me veio visitar.

O meu namorado, quando estava vivo.

E, agora, ningu�m.

O que foi?

N�o vais atender a chamada da minha mulher?

N�o. Ligo-lhe depois.

Combin�mos ir beber um copo.

Ali�s, j� nos vimos duas ou tr�s vezes.

Ela est� muito abalada e precisa de desabafar.

E porque n�o me contaste?

N�o sei. N�o calhou e...

Na verdade, n�o te devo explica��es.

N�o tens de ficar na defensiva.

Que nervoso. At� parece que gostas dela.

N�o.

E se gostar, o que tem?

O �nico que n�o gosta dela �s tu.

Se gostas dela, devias dizer-lhe.

J� n�o tenho nada com ela.

E prefiro que refa�a a vida contigo

do que com um velho qualquer.

Agrade�o, mas n�o quero ir por a�.

Certo, eu entendo.

Sabes o que devias fazer?

Devias ir beber um copo com ela, conversar e acompanh�-la � porta.

Logo v�s.

Castillo.

O que fazes, homem?

S�o os comprimidos que tom�vamos para aguentar o turno da noite?

Se te faz mijar cor de laranja, n�o pode ser bom.

N�o.

Estes impedem que me atire da torre de vigil�ncia.

Bem...

A Tenente Lorenzo n�o existe.

O n�mero pertence a um cart�o pr�-pago comprado com um BI falso.

E a chamada foi feita desde Cruz del Sur.

Isso confirma a nossa suspeita sobre a Zulema, n�o?

Confirma que essa cabra manipulou a Susana

enquanto eu brincava �s adivinhas com o marido.

J� sou um homem morto, Fabio.

N�o creio que me deixem encerrar este caso.

O que dizes?

Se salvas a rapariga, o resto n�o importa.

Agora, n�o.

As merdas da Pol�cia v�o ter consequ�ncias.

H� sempre um sacana nos Assuntos Internos que acha que �s um delinquente.

Ou j� n�o te lembras de como funciona?

V�, Dami�n. Merda.

Vamos l� sacar a informa��o �quela maluca.

Se pelo menos tivesses um p�ndulo para a hipnotizar.

V�, vamos l�.

Ent�o, Susana? Como te sentes?

Muito cansada.

N�o quero continuar a falar com este homem.

Bem, se n�o queres falar comigo,

est� aqui algu�m que vai conversar contigo

e com quem tens muito em comum.

� uma m�e destro�ada, como tu.

Maria, sou o assistente do Inspetor...

Tu sabes o que � perder uma filha.

Fala com ela e vejam se ficam amigas.

Sim, tenho aqui a sequestradora.

Est� a falar com ela, vou p�r em alta-voz.

Ol�, Susana.

Sou a m�e da Amaia.

S� lhe queria pedir, por favor,

para me ajudar a encontrar a minha filha.

Tenho a certeza de que tem muito frio

porque ela nunca se tapa o suficiente.

Ela disse-me que ia correr e pedi-lhe que levasse uma camisola,

mas comecei a aspirar e n�o sei se ela me ouviu.

N�o a vi sair nem lhe dei um beijo de despedida.

Perguntaram-me muitas vezes o que ela levava vestido.

Mas eu n�o sei.

Por favor, diga-me onde est� a minha filha.

Susana, diga-me algo.

Diga-me algo! Diga-me onde est� a minha filha.

Se ia correr, iria sem casaco.

Por favor, diga-me onde est� a minha filha.

Sim, j� acabou. Calma.

Esta mulher n�o aguenta mais. Tem de descansar.

- Fabio, porque n�o a leva de volta? - Tem de descansar?

E a m�e, que n�o dorme h� duas semanas,

n�o tem de descansar?

Sem saber se a filha est� viva ou morta, n�o tem de descansar?

- Est� bem, Fabio. - "Est� bem" o qu�?

H� um c�digo de conduta e n�o o vou quebrar esta noite.

Nem eu. Estava a tentar manter-me calmo, mas vou dar cabo de si.

Ou prefere cair pelas escadas?

Cala-te, Fabio.

E leva-a.

Anda, vamos descansar, Susana.

Antonio Palacios. Todos me chamam Palacios.

Conheci a Miranda na universidade e vim falar com ela para trabalhar aqui.

Acredito nas reformas educacionais dela para as reclusas.

Miranda.

A diretora acabou de se separar e as inten��es do Sandoval...

Nem vou comentar. N�o vou falar sobre isso.

Acho que h� algo, n�o sei bem o qu�,

mas h� uma esp�cie de energia, algo de positivo,

que faz de n�s pessoas melhores.

Algo mais? At� logo.

Obrigado.

Como est�s a lidar com a situa��o do Fabio?

Da �ltima vez que fal�mos, ele disse que me ligaria,

mas n�o ligou. Portanto, acho que bem.

- Nunca se sabe. - Est�s enganado, eu sei.

Desenvolvi outros sentidos.

Carolina.

Achas que sou gay?

Bem, n�o sei, �s?

Durante algum tempo, pensei que era.

Pensei que era gay porque vivo rodeado de mulheres

e n�o sentia nada.

Vejo-as a mudarem de roupa, nuas,

a masturbarem-se e...

Sinceramente, �-me igual.

Hoje de manh�, a Antonia, que � muito divertida,

p�s uma mama de fora e disse:

"Pode bater uma a pensar em mim."

- Que loucura! - A Antonia... Sim.

Mas, nas �ltimas semanas, apercebi-me de que, afinal, gosto de mulheres.

Sim? Que �timo.

Porque gosto de ti.

Fabio.

Ela j� disse onde est� a rapariga?

N�o tens a sensa��o de que a estamos a torturar?

Ela � maluca, porra.

Achas que � uma amea�a

para a Unidade de Investiga��o Criminal?

Helena, est�s bem?

N�o.

N�o, merda. N�o estou bem,

mas n�o vou parar porque h� uma adolescente em apuros.

Mesmo que aquela idiota n�o saiba nada.

N�o tenhas d�vidas de que est�s a fazer um �timo trabalho. Ouviste?

V�. Chega de hist�rias, volta para a tua cama.

Antonio?

Desculpe, eu estava aqui com um homem.

Sabe se ele j� se foi embora?

Acabou de sair.

Certo. Obrigada.

Ol�, Antonio. Sou eu.

N�o � nada. � que estou no bar, mas, pelos vistos, j� sa�ste.

Imagino que n�o te apete�a atender as minhas chamadas

e eu entendo. S� estava ligar

para te pedir desculpa por ter sa�do assim.

Apanhaste-me de surpresa, sabes?

E, bem, fiquei assustada.

N�o sabia o que dizer.

Quando me apaixonei pelo Fabio, vi como ele era atraente.

Isto n�o � normal para mim, sabes?

E, depois, apaixonei-me pelo resto,

pela personalidade dele e...

Seja como for, queria dizer-te

que, desde que fiquei cega, o aspeto f�sico n�o me atrai.

Agora, atraem-me outras coisas:

a voz, o odor,

a capacidade de escutar.

E, por um lado, quase prefiro isso.

Carolina.

Estou aqui.

Sim?

- Pensei que te tinhas ido embora. - N�o, fui buscar uma bebida.

- Ent�o, vou desligar. - N�o.

Acaba o que estavas a dizer.

Bem,

s� te queria pedir

que tenhas paci�ncia comigo.

E, agora, vou desligar porque estou a entupir o teu voicemail.

Paci�ncia?

A minha m�e obriga-me a ler os obitu�rios todas as manh�s.

Comparado comigo, J� era um tipo nervoso.

J�?

- Bebes uma cerveja? - Sim, por favor.

Teria gostado que a Maca me tivesse pedido em casamento,

num ato de loucura...

... do cimo do pavilh�o.

Ao in�cio, sem d�vida que isso me teria chocado.

Mas...

Mas depois dir-lhe-ia "sim",

claro que sim.

Come�aria a chorar, como uma crian�a.

E ter�amos casado aqui, na capela,

vestidas de branco. Lindas.

Ter�amos feito uma grande festa.

E ter�amos sido muito felizes, mesmo que fosse aqui dentro.

E l� fora...

L� fora teria sido maravilhoso.

Ter�amos arrendado um apartamento

perto de um parque, e de um supermercado

onde eu pudesse trabalhar como caixa.

E ter�amos um c�o,

um c�o gigante que nos encheria de baba e de pelo.

Mas, certa noite, percebi que nada disso ia acontecer.

Que, a qualquer momento,

ela se come�aria a afastar como um bal�o no c�u.

Mas decidi que, at� que esse dia chegasse,

a continuaria a abra�ar

e a apreciar...

... at� ao �ltimo minuto.

- Isso podia ser verdade? - Porra, assustaste-me.

Mas quem te deixou sem f�lego fui eu.

- Sim. - Sim.

Mas era com ela que eu queria casar. Com a loirinha.

Mas com quem querias fugir...

... era, sem d�vida, comigo.

Anabel.

Anabel, que horas achas que s�o?

Anabel.

Eu sou a Fatima.

Sei l�. Devem ser sete da manh�.

Perfeito.

� hora de comer.

Vamos a isto.

J� passou meia hora.

N�o pedimos dinheiro, apenas apoio.

Basta assinar o pedido online para nos deixarem fazer o calend�rio solid�rio.

E tamb�m para saberem que n�o nos v�o calar.

O corpo � nosso, n�s � que decidimos.

Unidas e nuas.

Fala baixo.

Fala tu. Estou a filmar e est�s a estragar tudo.

Carac�is, ningu�m vai pagar a porra de um euro para ver a tua rata.

- Ela acha que � a Beyonc�. - Calem-se.

Carac�is, acaba l� isso. Tenho de devolver o telem�vel.

- Est� bem. - Vais arranjar-me problemas.

Passa-se algo?

N�o, nada. Estou � espera para entrar.

Quem est� a� dentro?

Sou eu, a Carac�is.

- Abre a porta, Kabila. - Estou a cagar.

- Ainda vou demorar. - Kabila, abre a porra da porta.

Estou a cagar.

Kabila, abre a porta ou vou entrar.

Estou a limpar-me, raios partam.

- Kabila. - Espere, estou a limpar-me.

Abre a porra da porta.

- D�-me o telem�vel. - N�o. Um segundo e dou-lho.

Kabila, d�-me a porra do telem�vel.

- Filha da puta. - D�-me o telem�vel.

N�o!

Sua cabrona!

Preciso de refor�os nos balne�rios!

- V� l�. - Kabila, vou magoar-te.

Podemos falar?

Ferreiro, o turno do pequeno-almo�o j� acabou, vai-te embora.

O que fazes?

Parre�o, acaba de limpar a cozinha.

O que raio est�s a fazer?

Desculpa n�o ter dito nada sobre o telem�vel.

N�o achei que fosse importante. Mas tamb�m me escondes coisas.

- Desculpa? - No outro dia, quando te liguei,

n�o estavas no hospital. Estavas num bar, com m�sica,

e estavas com a Helena.

- O que significa isso? - Estava numa sala de espera.

Sim, claro, com m�sica jazz e o som de copos a brindar.

- E ontem � noite? - O que tem?

Estiveste na cela dela e tocaste-lhe no cabelo.

O que significa tudo isto?

- Estava a transferir uma reclusa. - N�o sou parva.

Agir como o Exterminador quando te apanho

� algo que j� fizeste muitas vezes.

Fabio, n�o sou cega. Reparei desde que ela chegou.

Est�s a brincar?

Est�s a brincar comigo?

Porque para mim isto � muito s�rio.

Andas a foder com ela?

H� alguma outra raz�o para estarem a sussurrar?

Olha para mim, Fabio.

H� algo que n�o me tenhas contado?

Ouve...

Foi um deslize. N�o significou nada.

Al�m disso, n�o jur�mos fidelidade eterna, pois n�o?

Sim.

Tens raz�o, n�o tenho nenhum motivo

para te exigir explica��es ou...

N�o sou tua mulher nem nada.

Mas fiquei um pouco entusiasmada.

E precisava que me desses uma oportunidade.

Mas n�o importa.

� proibido vaguear nos corredores de acesso aos pavilh�es.

Zahir, pequeno-almo�o.

Palacios.

- O que foi agora? - Palacios, chame um m�dico.

O que raio fizeste, Zahir?

Comi meio quilo de roupa.

E todo este poli�ster

vai matar-me em menos de uma hora.

Chame um m�dico...

Chame um m�dico!

Conseguem ouvir-me? Acabei de me envenenar!

Um m�dico!

D�-me isso.

- O que aconteceu? - Isto.

Estava a gravar um v�deo e a tentar public�-lo online.

O que fizeste? Deste-lhe um choque sem a minha autoriza��o?

- O que querias que fizesse? - Sou o Chefe da Seguran�a!

A filha da puta mordeu-me!

Larguem-na! Afastem-se, v�o asfixi�-la.

- Levanta-te, Kabila. V�. - Est� bem.

Vamos.

A Zulema comeu a roupa.

- Que roupa? - A roupa dela!

A louca comeu a roupa dela. Temos de a tirar do isolamento.

A comida n�o � fant�stica, mas isso � um exagero.

- Est� a tramar alguma. - Ela contorce-se com dores.

- Precisa de um m�dico. - Ela que se foda.

- Quando foi para l�, estava bem. - Acalmem-se.

N�o v� que ela quer algo?

Porque se fez passar pela Tenente Lorenzo?

E est� a meter o nariz neste assunto?

- Ela est� a test�-la. - Talvez, mas corre perigo de vida.

� ela que a p�e em perigo,

mas n�s � que perdemos. Somos sempre os mesmos parvos.

Todas as reclusas a ouviram. E eu tamb�m, caramba.

Ela at� pode ser uma filha da puta, mas eu n�o sou.

- N�o a deixarei morrer como uma cadela. - Eu deixava-a contorcer-se de dor,

mas fiz o Juramento de Hip�crates e tenho de o cumprir,

sobretudo se o que o Palacios diz � verdade.

Ela pode ter um bloqueio intestinal grave que a pode matar.

Levem-na � enfermaria, vou examin�-la.

Juramento de Hip�crates.

Ningu�m dorme

at� me dizeres porque querias o dinheiro do resgate.

- Que dinheiro? - O que o teu marido pediu pelo resgate.

N�o me lembro de resgate nenhum.

N�o me lembro.

N�o me lembro.

Baixa a cama e prepara uma sonda.

Pronto.

- Insere agora. - A� vem.

Outra vez.

- Isso mesmo. - Vamos.

Sinais vitais?

Se n�o os recuperar, � mau sinal.

Teremos de a levar urgentemente para o bloco operat�rio.

Porqu�? N�o vomitou j� o que tinha de vomitar?

O que saiu do est�mago n�o foi suficiente.

A maior parte do poli�ster deslocou-se para o trato intestinal.

E?

E...

... se n�o a operarmos urgentemente,

os fluidos acumular-se-�o num abcesso abdominal,

provocando uma peritonite, ou s�psis, se o c�lon for perfurado.

Ent�o, fa�a-o aqui, porque ela n�o sai da pris�o.

Nem Gandhi o permitiria e muito menos o Castillo.

Querem oper�-la voc�s?

Ou n�o se sente � altura da tarefa, como eu?

Abrir-lhe os intestinos aqui

� a forma mais r�pida e inteligente de a matar.

H� outra forma, mais lenta.

N�o fazer nada, sabendo que tem mesmo de ser operada.

Passa-se algo com ela.

Vou reunir uma caravana de seguran�a.

N�o tire os olhos de cima dela, ouviu?

Nem por um segundo!

Vamos. J� n�o est�s de castigo.

- Porqu�? - O que foi?

Queres prolongar a estadia?

- Se queres, vou-me embora. - N�o, eu vou.

Mas n�o entendo. A diretora disse que ficaria aqui por uma semana.

Deve ser por causa do v�deo. Agitaste mesmo as coisas.

Mais de 30 000 visualiza��es em menos de uma hora.

Mas eu n�o publiquei o v�deo. N�o deu tempo.

Ent�o, n�o sei.

Publicou-o voc�?

Publicou o v�deo?

N�o sei do que est�s a falar. V�, vamos.

Eles n�o nos v�o calar.

Trinta e oito mil assinaturas para as deixar fazer o raio do calend�rio?

O mundo enlouqueceu?

Foi partilhado em v�rias p�ginas online.

Santo Deus.

ATR�S DAS GRADES E NUAS

- Acreditas nisto, Carlos? - Claro, como n�o ia acreditar?

Reclusas nuas, provoca��o... Vai espalhar-se como fogo incontrol�vel.

- A iniciar... - J� n�o era sem tempo. Sim.

Preciso de uma unidade de suporte b�sico para uma transfer�ncia e um especialista.

Um momento, por favor.

Porque me est�o a tirar daqui?

V�o deixar-nos fazer o calend�rio?

Se pensares bem, pode ser boa publicidade para Cruz del Sur.

Boa publicidade?

Para dar a impress�o que as reclusas fazem o que querem

s� porque uns internautas excitados as apoiam?

- � precisamente isso que � bom. - Por favor.

A sensa��o de liberdade, de sermos progressistas.

Trata-se de amizade, fraternidade e solidariedade.

Tudo valores positivos que n�o existem,

mas que tu podes defender.

Parece-me uma boa ideia.

Porque deveria a nudez ser vista como tabu

e n�o como algo natural e divertido?

- Est�s a dizer que para mim � tabu? - Claro que n�o.

S� estou a dizer que n�o � f�cil

tentar distinguir o que � indecente e obsceno

para algu�m demasiado...

... pudico, por exemplo.

Esquece isto. Vou ver como est� a Zulema Zahir.

At� logo.

� sangue?

N�o estou a chorar sangue, pois n�o?

- N�o, n�o � sangue. - Jesus Cristo chorou sangue.

Sei-o porque a minha av� tinha um quadro na sala de estar.

Ele usava uma coroa de espinhos e chorava l�grimas de sangue.

Mas eu n�o.

Eu n�o choro sangue.

Venham buscar a Susana para ela ir tomar um duche.

Depois, pode ir dormir.

J� termin�mos.

- Estou? - Ol�, fala o Garrigues,

o administrador do grupo de investidores. O que raio � isto na televis�o?

Que disparate � este sobre reclusas nuas?

Andam a p�r-lhes droga no caf�, n�o?

Isto n�o vai agradar ao comit�, Sra. Aguirre.

Apoiamos qualquer iniciativa das nossas reclusas

que promova valores como a solidariedade.

Indecoroso? Nada disso.

DIRETORA DE CRUZ DEL SUR

Para n�s, o calend�rio � um exemplo de responsabilidade.

Al�m disso, a nudez � algo natural

e � uma forma de dar �s reclusas a sensa��o de que s�o livres

para fazerem o que quiserem com o corpo delas.

Tudo o que Cruz del Sur fez foi proporcionar ao projeto

a maquilhagem, o cabeleireiro e a lingerie,

mas reitero que as protagonistas s�o as mulheres.

- Vamos ser um sucesso. - Vamos arrasar.

Senhoras, est�o todas muito sensuais

e este calend�rio vai ser um grande sucesso.

Carac�is, posso ser o janeiro?

� o m�s do anivers�rio da minha m�e e acho que ela ia gostar.

- Sim, vai ficar maravilhada... - Sim.

... quando for o dia de anos dela e te vir de rabo no ar!

N�o digas isso!

- Claro que podes ser o janeiro. - Boa.

Eu quero o agosto. Quando terminar de me rapar,

terei uma rata como a da Barbie!

N�o paras de olhar para o meu cu.

Foda-se! N�o consigo evit�-lo.

- A s�rio? - Gosto muito.

Toma, Antonia, v� se te fica bem o platinado!

- Linda! - Que sensual!

Experimenta tu.

- Que tal? - Perfeito.

V�, uma perna para cada lado, m�os na cara,

pose sensual e... - Carac�is.

- Carac�is! - Ol�.

- Podemos falar? - Claro, meu amor.

- Que m�s queres ser? - N�o quero m�s nenhum.

- Porque n�o? - N�o o vou fazer.

N�o � a minha cena. N�o o quero fazer.

- Fazemo-lo por ti. - Exato.

N�o quero que o fa�am.

Agrade�o-vos muito, mas isto � um assunto pessoal entre mim e a Carac�is.

Um assunto pessoal?

O que se passa?

� que...

... j� n�o sei como te dizer que n�o quero que fa�as nada por mim.

N�o tens de me defender, de fazer favores ou arriscar perder a sa�da prec�ria.

Quando digo que as coisas entre n�s n�o est�o bem,

fazes sempre a mesma coisa, n�o me ouves,

ages como se n�o fosse nada contigo.

Mas �.

N�o sei mais o que fazer para que me deixes.

Sabes o que acho?

Eu agarrei-me a ti como uma boia,

mas tu fazes o mesmo. Agarras-te a mim para evitar a Saray.

Agarrei-me a ti porque me sentia s�,

mas isso n�o faz uma boa hist�ria de amor.

Meninas, a s�rio que vos agrade�o imenso.

E lamento muito.

- Ol�. - Ol�.

- Ol�. - Ol�.

Cuidado.

Tropecei.

- Basta passar a vassoura. - Est� bem.

Dois, dois.

O que foi?

Pedi um credifone para ligar ao meu irm�o.

Veremos se aprovaram.

- Desfizeste-te do telem�vel? - Sim.

Enfiei o bra�o na retrete at� ao cotovelo

e l� foi ele.

Sim, foi aprovado. Assina aqui.

Soube que v�o fazer o calend�rio.

Que m�s vais ser?

Interessa-te saber em que m�s vou aparecer nua?

Interessa-me porque o calend�rio Mi�das Atr�s das Grades

vai estar pendurado em todo o lado e � excita��o vulgar.

E ent�o?

Eu estava a guardar-me para ti,

mas, pelos vistos, n�o est�s interessado.

N�o h� nada que deseje mais do que a ti.

Decidi correr o risco.

Mas como te posso tirar daqui, deste pa�s, deste continente,

se a tua cara estiver nas not�cias,

esta��es de servi�o e cami�es por toda a Espanha?

Acabaram-se as chamadas. J� chega de disparates.

Doravante, s� discreta.

Faz o que eu digo e s� uma boa menina, at� eu dizer.

Entendido?

Fabio, a UCI m�vel est� quase a chegar.

Vou a caminho.

Estou a arriscar.

E tu tens de fazer o mesmo.

Dois, dois.

Olha o que te trouxe.

N�o me perguntes onde as arranjei porque n�o te posso dizer.

Sei que sabes guardar um segredo.

Mas eu tamb�m.

E se mo contares, tudo isto acabar�.

Susana, olha para mim.

Diz-me que n�o sabes nada.

Jura-me que n�o sabes onde est� a rapariga e farei com que parem.

Eu s� queria ser m�e.

Tentei tudo.

O dinheiro do resgate era para isso.

Para uma barriga de aluguer.

Eu n�o queria fazer mal � rapariga.

N�o � justo.

Eu s� queria um filho,

algu�m que me ame para sempre,

que confie em mim,

que s� me tenha a mim

e que n�o me veja como uma retardada porque sou a m�e dele.

Pronto, Susana. Est� tudo bem.

Mas a Amaia tamb�m tem uma m�e. E n�o � justo para ela.

N�o.

Vou vomitar.

Desculpe.

- Sim, entendido. Sandoval. - Sim.

- A caravana chegou. - �timo.

Encontrei isto no isolamento. � uma parte da roupa da Zulema.

E h� mais, por isso � prov�vel que n�o tenha ingerido tanto como pens�vamos.

Se te disser onde est� a rapariga, vais ajud�-la?

Claro que sim, prometo.

Ela est� num s�tio que o Ces�reo conhece.

Estou aqui contigo, est� tudo bem.

Alerta de seguran�a. Fechem as celas. Encontrem a Zulema.

A Zulema desapareceu da enfermaria.

A Zulema desapareceu. Leva-a para o isolamento.

Ol�, Palacios.

Porque lhe bateste?

Por ser uma filha da puta.

Ela ia salvar a rapariga.

Ela ia salv�-la.

Ela est� sozinha.

Ela est� sozinha num est�bulo em Santa Mar�a,

em Santa Mar�a de la Alameda.

Legendas: Cristiana Antas

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