Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Eu me sinto culpado.
Eu lhe contei que Pastou roubava seu pai. N�o deveria ter contado.
N�o se preocupe, Santos.
N�o posso dizer que lamento, mas n�o o matei.
Na semana passada, um detetive da pol�cia visitou a f�brica.
Um tal de...
-Prada. -Sim. Prada.
-O que contou a ele? -Nada.
Mas sabe que o cofre na casa de Pastor � igual ao da f�brica.
Ele o levou, depois que fechamos.
-Por que me conta isso? -Devo isso a seu pai, Miguel.
Tenha cuidado. Est� bem?
Esse policial vai pegar voc� a qualquer momento. Use a cabe�a, sim?
N�o se preocupe.
-Bom dia. -Bom dia.
-Por que tudo isso? -N�o sabe?
Esta manh�, a gangue de ladr�es que tanto sai nas not�cias fez um assalto.
Levaram quase dez milh�es em rel�gios e joias.
Onde o senhor estava hoje, entre nove e onze horas?
Fui ao banco sacar dinheiro, fui ao mercado,
voltei para casa, para deixar as compras, sa� para comprar o jornal
e vim tomar um caf�.
� verdade, O rapaz est� a� faz tempo.
Temos um mandado de busca para sua oficina e sua casa.
Se puder nos acompanhar, por favor.
-Muito obrigado, Rabal. -De nada.
Est� enganado, inspetor.
N�o sei por que acha que estou envolvido nisso.
-Mas tudo bem. -Ou�a.
Sei por que est� fazendo isso.
Posso at� dizer que entendo, mas vou dizer uma coisa.
Isso fugiu ao controle. E voc� ser� apanhado.
E n�o ser� s� voc�. Mas vai arrastar seu pai junto.
Talvez voc� possa aguentar dez ou quinze anos de pris�o,
mas seu pai, nem dois.
Rapazes, vamos.
Na oficina n�o h� nada. Nem aqui.
Papai...
como voc� est�?
Entre.
O que est� fazendo aqui?
Tenho uma boa e uma m� not�cia. Qual quer ouvir primeiro?
A m�.
A m� � que vou passar o Natal com meu pai...
e volto 5 de janeiro.
Ser� muito tempo sem voc�, n�o?
�, mas ele est� enfrentando dificuldades.
A terceira mulher o deixou.
E a boa?
E a boa...
� que...
at� l�, n�o vou desgrudar de voc� nem um segundo.
V� para casa. Logo estarei l�.
Alfredo...
vou embora amanh�. Decida.
Tique-taque, tique-taque...
Espere! Carol!
Bom dia. Posso ajudar em algo?
-Deixar-nos entrar seria um detalhe. -Claro.
Fiquem � vontade.
Aconteceu alguma coisa? Passamos o dia todo aqui, comemorando.
Sabe? Pr�-Natal.
Acho que n�o viemos lhes desejar boas festas.
-Podemos conversar em lugar tranquilo? -Claro.
V�.
Onde o senhor esteve hoje de manh�, das nove �s onze?
Bem, n�o sa� daqui.
-Na comemora��o, certo? -Sim.
As festas, sabe?
Desde as nove da manh�?
Espera que eu acredite que est� bebendo desde as nove da manh�?
Sim. Isso mesmo.
Dela queria que pass�ssemos o dia todo juntos e...
E o que est� fazendo, desde as nove da manh�?
-Aqui. -Sim, aqui.
-O senhor esteve aqui, n�o? -Sim.
Bem, o que geralmente se faz em festas, n�o �? Beber, falar, comer.
Principalmente, comer.
N�o vou mentir. Este corpo n�o se mant�m sozinho.
Suponho que seja o palha�o do bando?
Algu�m pode confirmar esse �libi, al�m de seus amigos?
Pode perguntar a qualquer vizinho.
Vai valer a pena, ou v�o me dizer essa merda
de que est�o comemorando desde as nove da manh�?
S�o pessoas humildes. N�o creio que mintam � pol�cia.
Chefe, tudo limpo. Aqui n�o h� nada.
Que bom que os vizinhos nos respeitam!
Oi! Como foi?
O cara tinha mandado de busca. Hoje � noite, vamos ser...
a conversa de todos.
Mas foi tudo bem.
Danem-se, Miguel. Que pensem o que quiserem.
N�o importa o que pensem.
Mas � diferente, para meu pai.
-E os outros? -Na boa.
Sem complica��es.
Precisava ter visto a cara dos policiais.
Bem, ent�o, vamos. Vamos comemorar.
Deixemos para amanh�.
Ainda falta a segunda parte do plano.
Que segunda parte?
O joalheiro de hoje � um ladr�o.
Papai disse que fingiu ser roubado para pedir o seguro.
Filho da m�e.
A joalheria dele recebe pedidos na primeira quinta-feira do m�s.
-Ou seja, hoje. -Exatamente.
Os representantes n�o tinham chegado, quando voc�s estiveram l�.
Aposto que o joalheiro vai encontr�-los na casa dele,
para receber as pe�as. E mant�m tudo no cofre.
Certo.
D�-nos o endere�o. N�s cuidamos de tudo.
N�o. Vou com voc�s.
-Falou com a menina? -Obrigada, Valentina.
-Claro, amor. Como todo dia. -Claro! Todo dia.
Sua filha liga todo dia, todo dia pergunta por voc�.
E voc� nunca acredita.
Mas todos os dias... O que foi?
Venha!
-Vamos! Para o sof�! -O que querem?
-Sentem-se no sof�! -Calma!
Vamos!
Onde fica o cofre?
N�o temos cofre.
Claro que tem. Est� cheio com o material de sua joalheria.
E vai me dizer onde fica.
-Sente-se! -Valentina.
Quer que eu procure?
Vamos levar um temp�o.
Temos alarme monitorado pela pol�cia. Logo estar�o aqui.
-Droga! Atire nele que ele fala! -N�o, n�o! Por favor!
-Meu Deus. -Vamos fazer um esc�ndalo.
Posso arrebentar sua cara.
Ser� mais dif�cil de entender, mas a� ele fala.
Vai falar, filho da m�e!
Vamos, bata nele!
Esperem! Esperem!
Voc�.
-Eu? -�, voc�. Venha.
Eu? Por que eu, senhor?
-Vamos logo! -N�o! Por favor, n�o!
-Vamos! -N�o! Por favor!
-Se eu n�o falar, o que far�o comigo? -Calma.
Valentina, n�o vamos machucar voc�. Calma.
De onde voc� �?
-Cubana. -Cuba.
H� quanto tempo trabalha para eles?
N�o sei.
Dez, quinze anos.
N�o sei. N�o me lembro.
Muito tempo.
Sim.
Sim.
Gostaria de voltar para Cuba?
Sim.
Mas como?
N�o tenho dinheiro.
N�o sei como fazer. N�o tenho nada.
Eu... n�o posso.
N�o sei.
Pense, Valentina.
De quanto precisaria?
Calma. Calma, senhora.
Apontaram a arma...
e amea�aram me matar.
Al�m do mais, sou m�e. Tenho um filho pequeno
-e n�o posso... -Calma, senhora.
-...me arriscar. -Devagar.
Entendo muito bem como se sente.
Fiquei muito nervosa. N�o sabia o que fazer.
Muito obrigado. Pode ir.
Obrigada.
Senhora, mais uma coisa.
Chegou a ver o que os homens levaram?
Sim, senhor.
Levaram um mont�o de rel�gios de ouro, tanto femininos como masculinos.
Exatamente o que seus colegas trouxeram ontem.
Ontem de manh�. Justamente.
Muito obrigado, senhora. Foi de grande ajuda.
-Pode ir. -Obrigada.
Sr. Torres, esses rel�gios s�o os mesmos
que declarou terem sido roubados de sua loja ontem de manh�?
Bem...
� melhor dizer a verdade.
Demonstraria que a gangue estava a par de seus...
esquemas.
Desculpe. N�o entendo.
Sabemos que o senhor fingiu um assalto a sua joalheria
h� cerca de cinco anos.
Mais ou menos, com o mesmo procedimento.
Isso n�o faz nenhum sentido.
Sei.
Parece que esta conversa tamb�m n�o, certo?
Talvez seja o local.
Vamos continuar na delegacia. Vejamos se fica mais motivado a ajudar.
N�o, espere. Espere, por favor.
� verdade.
As pe�as s�o as mesmas.
Eu as trouxe para c� por garantia.
� mesmo?
Ent�o, estava tudo planejado desde o in�cio, certo?
Precisamos de outra declara��o sua sobre o assalto a sua joalheria.
N�o posso fazer isso.
Se o seguro souber, n�o me pagar� pelas pe�as.
Vou falir!
Deveria ter pensado nisso antes.
Eu...
Desculpe, mas acho que...
podemos encontrar outra solu��o.
S�o muitos milh�es.
Sr. Torres, n�o afunde mais na lama.
� caf� portugu�s. Dos melhores.
Voc� certamente n�o experimentou melhor.
Ontem, a pol�cia esteve no bairro.
Sim, mas n�o acharam nada.
N�s sabemos.
Por isso queremos lhe dar isto.
� um bom contato. Algu�m muito interessado em ouro.
Sabemos que tem seu pessoal. Mas um a mais n�o far� mal.
Ent�o? O que acha?
-Legal. -Gostou?
Sim, claro.
N�o sabia que voc� queria ser dono de bar.
Quero que Miranda tome conta disto.
Entende disso melhor do que eu.
� fant�stico. Enorme.
Estive com os velhos das casas brancas.
Por qu�?
Pediram-me para ir v�-los.
Ofereceram-me prote��o, em troca do controle do bairro.
Deram-me um novo contato para vender o ouro.
Vou v�-lo amanh�.
O que foi?
� o que sempre quer�amos, Miguel. Voc� mesmo disse. Sou seu herdeiro.
E ser� concorrente de El Chatarrero?
Conhe�o todos, Miguel. Os que roubam e os que vendem.
Posso cuidar disso melhor que ele.
Em dois meses, ele ser� como sempre foi.
Um maldito catador de papel�o.
E ele vai aceitar assim, sem brigar.
-Acha que sou est�pido? -N�o.
Sei em que estou me metendo. Conhe�o as consequ�ncias.
Mesmo assim, vai se meter na briga.
Vai fazer o jogo deles e arriscar seu pesco�o.
-Por qu�? Por um sonho? -Qual �? N�o acredita em mim?
-Acho que n�o consigo, n�o �? -Sim, consegue.
-Ou, ao menos, vai tentar. -J� decidi, Miguel.
Voc� fez isso com Carol, e eu respeitei.
N�o me venha dar serm�o.
-Vamos, Oborix! -Estou indo, Adelix!
Bebida m�gica para todos!
-Est� vendo? Cerveja. Agora � um bar. -Que caras!
Vamos comemorar!
Segui esse cara. Sastre.
E, hoje cedo...
vi que entrou e saiu das casas brancas.
-Quanto tempo ficou l�? -Um bom tempo.
Estava sozinho?
-Rabal! -Sim?
-D�-lhe de comer. -Tudo bem.
-Obrigado. -Ande logo. O bar vai fechar.
-O que ele fazia l�? -O que acha?
Quer que eu fa�a algo?
N�o.
Ainda n�o.
Aqui est�, Rabal.
Como escapou de Alfredo?
N�o escapei.
Disse que ia passar o Natal com meu pai.
-Mas s� vou amanh�. -Por que fez isso?
A que brindamos?
A n�s.
Sabia que, agora...
compro o jornal todos os dias?
Hoje falavam de voc�s, do assalto duplo.
� verdade que a pol�cia perseguiu voc�s pelo bairro de Castellana?
Perdi essa.
Mas o melhor foi a segunda parte.
Na casa do joalheiro, sabe como abrimos a porta?
Com uma simples foto de raio X. Mais nada.
E l� estavam o joalheiro, a esposa e a empregada.
E o filho da puta n�o falava. N�o contava onde estava o cofre.
Agia como um louco.
Mas, de repente...
percebi.
A �nica pessoa que poderia nos ajudar seria a empregada.
Eles a trataram muito mal, ent�o, eu a chamei para vir comigo.
Falei com ela particularmente...
e ela nos contou tudo.
N�s a tratamos bem.
Foi s� isso. N�s a tratamos bem.
Ela nos contou tudo. E foi fant�stico.
N�o vai parar, n�o �?
O que isso tem a ver? Sim.
Mais uns dois assaltos e pronto.
N�o � verdade.
Tenho uma surpresa para voc�.
Por qu�?
Porque ficar� fora muito tempo...
e vou sentir saudade.
Posso pegar um avi�o no Ano Novo e voltar antes.
Ana vai dar uma festa.
Seria muito bom.
-Estou bem? -Muito bonito.
-S�rio? -Sim.
Olhe.
Muito bem.
Vai sair tudo bem.
Vai ver.
MICKEY SPILLANE EU, O J�RI
Ol�, papai.
Passei a vida no bairro,
e a pol�cia nunca entrou em casa.
�.
N�o se preocupe. Est� tudo resolvido.
Sabe...
como os vizinhos me olharam, quando fechei a oficina?
Acha que isso tem solu��o?
Desculpe.
N�o � culpa sua. Eu o deixei fazer isso.
Antonio me ligou.
N�o me far� mais pedidos.
-O que � isso! -Tire a m�o!
Ele aceitou o neg�cio de cara.
Vamos ganhar muito com ele, v�o ver.
Venha c�.
O qu�? � um beijo de l�ngua!
Desculpem. Dormi demais.
N�o se preocupe. Tenho algo que vai acord�-lo.
A� est�!
-O que �? -Sua parte.
Temos um novo comprador.
Bem generoso, ali�s. Eu disse para confiar em mim, certo?
Bem, vamos ao chin�s, comemorar.
Comida chinesa?
Tem dois milh�es e quer ir ao chin�s.
O qu�? Mais dinheiro, mais comida.
Sou um sujeito de tradi��es.
-Pode me dar um milh�o para o camar�o? -Claro. Tome.
Mais dois, ent�o. Camar�es ser�o!
E o frango tandoori.
Espere! Est� bem. At� l�.
Ei.
Ei!
Aonde vai?
Vou falar com Alfredo. � urgente.
Perro! Deixe-o passar.
-O que quer? Tenho muito que fazer. -Vim fazer o �ltimo pagamento.
-Quem s�o aqueles? -Amigos de Cabeza de Perro.
Da academia onde se exercita.
E por que est�o aqui? Parece que n�o trabalham muito.
Ainda t�m de aprender o neg�cio.
� um favor que fa�o a Cabeza de Perro.
Soube que a pol�cia voltou a sua casa.
Exatamente.
Meteram na cabe�a que estou envolvido...
nos assaltos �s joalherias.
Com isso estamos acertados.
S� quero recuperar a casa de meu pai.
N�o seguiu meu conselho.
Vendeu muito depressa.
Quem � seu comprador?
N�o vou lhe dizer.
Como n�o falar de voc� a ele.
E agora?
Quais s�o seus planos?
Gostaria de ter um trabalho decente longe do bairro.
N�o muitos fariam isso.
Esta � uma tenta��o a que poucos conseguem resistir.
Em um �nico assalto, ganhar o que ganha um jornalista em um ano.
Talvez eu seja bom para resistir a tenta��es.
Sempre pensei...
que voc� era inteligente demais para este bairro.
Nas pr�ximas semanas, as coisas v�o ficar feias.
Tomara que n�o aconte�a nada. Mas acho que n�o conseguirei evitar.
Mas voc� pode fazer algo.
-N�o sei de que fala. -Fale com seu amigo.
Diga-lhe que pare de agir como imbecil. Ele ouve voc�.
Garanto que � o melhor para todos.
Bem...
vamos falar com o tabeli�o.
Acho que ser� um bom presente de Natal, n�o?
A� est�.
O que �?
Voc� gastou tudo nas d�vidas de seu pai.
Pegue e saia do bairro.
Farei isso.
Saia!
-O qu�? -A casa de meu pai...
� minha.
Tenho todas as notas promiss�rias de El Chatarrero.
S�rio? Fico muito feliz por voc�. Venha c�.
Vamos tomar umas duas cervejas. Ou vinte.
Est� bem.
Miranda linda, duas cervejas.
Ele me deu de presente.
Porque fui um bom menino.
Um milh�o para foder a garota dele?
Voc� � um cretino. Tome.
Ou�a.
Vi uns caras estranhos, quando estive no armaz�m.
Apar�ncia de soldados s�rvios da guerra da Iugosl�via ou uma merda assim.
-Pouco importa o que o canalha faz. -Sim.
Mas tenha cuidado. Ele sabe o que voc� planeja.
Eu lhe disse que pararia depois desse roubo, e ele achou bom.
Que as coisas no bairro v�o ficar feias.
�bvio que era mensagem para voc�.
O cretino n�o sabe o que vai acontecer.
Bem...
voc�, talvez...
possa ficar com Carol e...
n�o precisa sair do bairro. Pense nisso.
Mais uns dois assaltos e... N�o sei.
Pode comprar um belo apartamento do outro lado do bairro.
O que acha?
Sastre...
obrigado.
Bom dia.
Bom dia.
Est� fazendo bastante barulho.
Desculpe.
N�o pretendia acordar voc�.
Mas h� muito que fazer hoje.
Quanto mais cedo come�ar, mais cedo termino.
Tenho toda a comida para o jantar. Mas n�o pude comprar as bebidas.
-Importa-se de ir comprar? -N�o, claro.
-O com�rcio fecha � uma. -Est� bem, est� bem.
Onde vai jantar hoje? Com Miranda?
N�o, cara.
Sabe que os pais dela n�o me engolem.
Vamos jantar juntos. Quer vir?
N�o. Sabe que n�o gosto desses dias.
N�o significam nada para mim. � como qualquer outro dia.
Bem...
saiba que porei um prato na mesa para voc�.
Espere!
Quase esqueci.
Tome.
Minha corrente arrebentou, quando brigamos.
Pe�a a seu pai para consertar para mim.
-Voc� atende? -Sim.
Feliz Natal!
Ol�! Que cheiro gostoso.
-Teresa! -Oi! Como vai?
-Irm�ozinho, isto � para voc�. -Vou ajudar.
Cuidado com isso.
-Vicky! -Oi, Miguel.
-Oi, papai. -Feliz Natal.
Feliz Natal.
Meninas, tirem os casacos. Est� muito calor.
Vejamos. Comprou os camar�es, papai?
Obrigada. Como vai a comida?
Dez minutos de forno e tiro.
Mam�e deixava um pouco mais.
-Desculpe. Fa�a a seu jeito. -Tudo bem. Vou deixar.
Eu sei. Papai me telefonou e contou.
Quando passarem as festas, vou preparar a documenta��o,
para ele poder se aposentar.
-N�o vai mais trabalhar? -N�o precisa.
-Foi um ano horr�vel. -Vamos arrancar do calend�rio.
Quem �?
-Oi. Feliz Natal. -N�o acredito.
S�rio?
Ol�! Eu trouxe isto.
Nem uma palavra.
-Ol�, Teresa. -Ol�, Sastre.
Est� muito linda.
N�o tinha realmente mais ningu�m com quem passar esta noite?
-Quer vinho? -N�o. Prefiro uma cerveja.
-Est� bem. -Uma cerveja para Sastre.
Estou bonito?
Impec�vel.
-Muito bem, Miguel. -Estou com fome.
Cheira bem!
Talvez tenha tirado cinco ou dez minutos antes.
Como � bobo!
-Primeiro, o cozinheiro? -Sim.
Eu gostaria de fazer um brinde, se n�o se importam.
A sua m�e...
que teria ficado muito feliz de ver todos voc�s aqui, juntos.
A mam�e.
A mam�e.
Quem serve?
Tamb�m quero lhes dizer algo.
Gostaria de pedir desculpas a todos.
Foram meses muito dif�ceis, e voc�s sofreram muito.
Por culpa minha.
Prometo que, a partir de agora...
tudo ir� melhor.
N�o se preocupem.
Vou parar de trabalhar.
-O pequeno. -Est� bem.
Francamente, uma del�cia.
Posso? Posso?
Sim.
Este homem � muito estranho!
-Quero o pequeno. -Est� bem.
Quer mais batata?
Est� bem, eu dou mais.
N�o contou a seu pai que n�o vai parar, n�o �?
N�o. Ainda n�o.
Talvez deva pensar melhor.
As coisas v�o bem...
e posso lhe emprestar dinheiro.
N�o precisa. Vou seguir meu plano.
Est� bem.
N�o lhe agradeci o convite.
-O qu�? Esta � sua casa, droga. -Na verdade, foi uma �tima noite.
Acho que a melhor v�spera de Natal de minha vida.
Bem, agora j� vou.
-Aonde? -Vou � igreja.
-Sem essa! -S�rio.
Ontem � noite, invadimos um dep�sito de brinquedos.
Pegamos um monte de bonecas, de video games
Voc� precisava ter visto. N�o consegu�amos decidir o que pegar.
-Por que n�o me chamou? -N�o sei.
Pela sua cara, seria uma bobagem.
Mas gostaria que visse a cara do padre quando aparecemos com as caixas.
Quando me perguntou onde arranjamos o dinheiro,
eu disse que era um assunto entre mim e Deus.
-Pretendo fazer isso todo ano. -Filho da m�e.
-Obrigado, cara. -Feliz Natal.
Obrigado, cara.
Essa garota vai ficar de boca aberta vendo voc� t�o bonito.
Por que n�o a traz para jantar?
-Assim, poder�amos conhec�-la. -Certo.
� muito cedo para isso.
Fico feliz que tenha encontrado algu�m para amar.
-Como ela se chama? -Carolina.
Bonito nome.
Espere.
-Quanto � seu anivers�rio? -Em 12 de abril.
�ries.
� muito mais bonito do que o que comprei.
Cuide bem dela.
O qu�?
O que acha?
Esses dias foram eternos sem voc�.
J� disse mil vezes, desde que voltei.
Tenho algo para voc�.
-Venha. -O qu�?
O qu�?
Feche os olhos.
Abra.
-� lindo. -Gostou?
Sim.
Adoro.
N�o ter� problema por isso?
N�o. Eu comprei.
Pode trocar, se quiser.
-E voc�? -O qu�?
N�o ter� problema, se ele perguntar quem lhe deu?
N�o. Tenho meu dinheiro e minhas joias.
Tenho outra coisa para voc�.
O que �?
Meu pai me deu, para voc�.
� seu signo.
� muito bonito.
Agrade�a-lhe por mim.
Vou pegar a bolsa, e sa�mos.
-Parece uma festa e tanto. -Pois �.
-Carol! -Ana!
-Que alegria! -Como vai?
-Ol�, Miguel. -Ol�.
-Trouxemos Champagne. -�timo.
Vai ser �til. N�o esperava que viesse tanta gente.
N�o estranhe. � comum, nas festas.
�! S�o enormes.
Ou�a, preciso contar uma coisa.
Miguel, espere aqui. N�o vamos demorar.
� particular.
Espere a�.
Juro, nenhum homem me beijou como ele.
Vou achar Miguel.
N�o restam mais uvas. Roubei duas.
-Sabe em que pensei? -O qu�?
Podemos deixar uma uva em cada ta�a...
e beber a cada toque do rel�gio.
Acho uma �tima ideia.
Alegria de viver!
Alegria de viver!
H� algumas batidas antes da meia-noite. N�o se enganem.
Amor, vamos brindar!
A Rabal e a todas as boas pessoas da Espanha!
Viva!
Onde est� minha garota? Onde est�?
Sastre est� l� fora. Vou sair. Amo muito voc�!
-O qu�? -Feliz ano novo! Amo voc�!
Feliz ano novo!
Miranda!
Aonde ela vai? Por...
Certo. As uvas.
Vamos, as uvas. A� v�m as badaladas.
Est� quase na hora! Vamos! As uvas!
A� v�m as badaladas.
Obrigado por vir.
Obrigada por me salvar.
Acabaram-se as preliminares.
Uma...
duas...
tr�s...
-...quatro... -N�o d� tempo!
N�o.
...nove, dez...
onze, doze! Feliz ano novo!
Carol?
O qu�?
Eu gostaria...
que n�o me apresentasse como seu amigo.
Quero ser seu namorado.
Seu homem.
Quero acordar toda manh� com voc� e fazer planos juntos.
Quero ter filhos com voc�.
Amo voc�.
-Oi. -Ol�.
� assim que gosto. Todos no trabalho.
-E voc�? -Preenchendo os formul�rios do bar.
Os filhos da puta cobram tudo.
Mirando pretende pendurar fotos antigas do bairro nas paredes.
-N�o � poss�vel. -Certo?
Caramba!
N�o � poss�vel.
�ramos t�o pequenos.
-Lembra como gost�vamos desse carro? -Era uma beleza.
Bem, rapazes. Por hoje chega, n�o?
Sastre.
O que pretende fazer com esta parede?
Vi em uma revista que deixavam os tijolos � vista.
Se puser umas lumin�rias alongando a parede,
deve ficar legal.
-Est� bem. -Certo.
-Boris. -Sim?
Consegue fazer uma caixa de madeira que se abre por dentro?
Eu estava pensando em um assalto. Grande.
O objetivo � um joalheiro chamado Pedrito.
A f�brica fica na periferia da cidade.
Tem uma porta dupla blindada, com alarme.
N�o poder�amos furar nenhuma das paredes.
Boris construiu uma caixa com travas internas, para ser aberta por dentro.
Conseguimos os carimbos de correio e s� faltava um servi�o de courier.
Um de n�s entraria na caixa, e outro a entregaria.
Depois que sa�sse da caixa, ele desligaria o alarme,
para os demais entrarem.
Acho que � um grande plano. Mas quem ir� dentro da caixa?
Nosferatu!
Calma, calma!
Est� perfeita, porra!
Venha c�.
Bem, est� pronta. Como nos filmes.
Terei que aprender algo sobre alarmes.
Se n�o conseguir desligar, quando a porta abrir,
-estamos ferrados. -Porra! Tito.
Ele � eletricista. Trabalha h� 20 anos nisso.
Todos os modelos s�o essencialmente bastante parecidos.
Mas o realmente importante, para o alarme n�o disparar,
� desativar o sensor. Como este. Est� vendo?
Tem de se lembrar do modelo e de como desconect�-lo.
Bem, qual seria minha porcentagem?
Ou�a...
faz tr�s anos que n�o recebo, sabe?
Fa�o alguns trabalhinhos aqui e ali, mas...
na maioria das vezes, chego ao fim do m�s sem nada.
Bem, Tito, vamos falar disso quando chegar a hora.
Claro. Sim.
Vou deixar tudo isso aqui. Como j� t�m meu telefone, ent�o...
S�rio que n�o preferem que eu os acompanhe?
Obrigado, Tito.
Entendeu o que ele disse?
Mais ou menos.
-Al�? -Carol, � Miguel.
Ol�.
Queria v�-la. Pode?
Rapaz! Aonde vai t�o depressa?
-Vou fazer umas coisas para meu pai. -N�o vou tomar muito tempo.
J� agendei com o tabeli�o.
Ser� na quarta-feira, ao meio-dia. Venha, vou lhe dar o endere�o.
Importa-se se falarmos mais tarde? Estou com pressa.
Est� bem. Amanh�.
Tamb�m tenho de fazer umas coisas para minha mulher.
Oi.
Importa-se se andarmos?
Quer um caf�?
N�o � boa ideia.
O que h� de mal em amigos tomarem caf�?
Eu disse que n�o � hora, Miguel.
O que quer fazer?
Por que n�o paramos, um tempo?
N�o, Carol, por favor. Eu morro.
Acabei de encontr�-lo.
-Ficar� com a esposa, hoje. -Sim. Ele me ligou.
N�o vai telefonar, n�o vai a sua casa.
Poder�amos reservar um quarto em um hotel rom�ntico.
E jantar, enquanto vemos um filme.
-Acha isso rom�ntico? -Sim.
� o que gostaria de fazer com voc�, pelo resto da vida.
� que, �s vezes, voc� inventa desculpas no jantar, para me ver.
-Carol, deixe-o. -N�o � f�cil, Miguel.
J� recuperei a casa de meu pai. N�o devo nada.
Estamos preparando um golpe. Vou ganhar muita grana.
Poder�amos ter algo. Algo nosso.
Eu telefono. E conversamos. Est� bem?
Puta de merda! Diga a verdade, agora!
Diga!
Diga a verdade. Ou juro que vai se arrepender o resto da vida.
-De que est� falando? -Diga a verdade!
-N�o entendo... -Diga a verdade!
N�o vou machucar voc�.
Eu n�o conseguiria.
Juro.
Voc� jura, mas � uma puta!
Sim. Mas, por favor, n�o fa�a nada a ele. Por favor!
Cuidarei de tudo, Alfredo, por favor!
Por favor!
Miguel.
Ser�o s� dois golpes.
-J� temos a casa. -Preciso de dinheiro.
-Est� metido em encrenca? -N�o. N�o � isso.
Voc� � bom jornalista.
Certamente, a ag�ncia estar� esperando que voc� volte.
Por favor, papai.
Ningu�m me espera de bra�os abertos.
Ser�o dois assaltos.
O suficiente para ganhar algum dinheiro.
N�o vou ficar sentado aqui vendo voc� arriscar tudo � toa.
N�o se queixou nem uma vez.
Era diferente. Havia uma raz�o.
Agora tamb�m h�. Minha raz�o.
N�o fiquei com nada do que roubamos.
N�o acha que mere�o algo?
N�o posso impedir voc�.
Nunca pude.
Desta vez, por�m...
n�o conte comigo.
N�o me importo.
Aprendi a desmontar um rel�gio e a fundir ouro.
N�o preciso mais de voc�.
O pior que pode acontecer � abrirem a caixa e verem voc�.
Na sexta, �s cinco da tarde, s� querem sair e ir para casa.
Embora n�o seja igual para todos.
Tome. Por garantia.
-N�o quero. -N�o precisa usar, mas...
se algu�m abrir a caixa...
Est� bem. Como preferir.
Ou�a...
se algo der errado, cuide de meu pai, sim?
N�o brinque com isso.
Nada vai dar errado.
Est�o saindo.
Est� na hora.
Miguel.
Certo. Entrega expressa.
N�o esper�vamos nada hoje.
Eu n�o esperava estar trabalhando a esta hora.
Assine aqui e pronto.
Vamos!
Esse � seu. Muito obrigado. Vamos, est�o nos esperando em casa!
� um presente de Natal, atrasado duas semanas.
Pode ser carne.
Vamos abrir?
N�o. Eu n�o quero problema com o patr�o.
� melhor ele abrir na segunda.
Entrem.
Sua vez. Estou exausto.
V� tomar um pouco de ar.
Vou vomitar.
O que deu nele?
Devem ser as asinhas de frango que comeu hoje cedo.
Pronto.
Deus!
Rapazes! Esperem!
A pol�cia est� vindo. Vamos! Vamos!
Est� bem, est� bem.
Corra, Miguel!
-Eu desativei o alarme! -Droga!
Boris!
Onde est� Boris, diabos?
Boris! Boris!
Entrem no carro!
Porra!
-Que porra aconteceu? -N�o sei.
-Por que sabiam que est�vamos l�? -Deve ter errado!
Fez alguma coisa errada, desativando o alarme.
-O alarme estava desarmado. -Pode ter ficado algum cabo!
N�o. Talvez houvesse um sistema de seguran�a oculto.
-S� tinha de desligar o alarme! -Quer calar a boca?
Tome! Esconda as mochilas. E arranje roupas para os quatro.
Vamos ficar no Ortiz.
-Tenho de ir para casa. -Uma ova!
Temos de ir para o Ortiz, para todos testemunharem
que est�vamos l�, entende?
N�o.
-Saia. -Miguel, escute!
-Saia! -Ele tem raz�o!
Escute...
Venham. Depressa.
Onde est� seu filho?
-N�o sei. Ainda n�o chegou. -N�o me admira.
-Vamos, entrem. -O que foi?
-Por que tudo isso? -O que acha?
Vamos esperar seu filho aqui, at� ele chegar.
E juro por Deus que ele n�o escapar�, desta vez.
Chefe! Chefe! Venha.
-O senhor est� bem? -Sente-se bem?
Chame uma ambul�ncia.
-Rapazes, uma ambul�ncia, por favor! -Uma ambul�ncia!
Chefe.
-Onde esteve esta noite? -O que est� acontecendo aqui?
Onde esteve esta noite?
-Bebendo com amigos. -Uma merda! Onde esteve hoje?
J� disse. Estava em um bar, bebendo com alguns amigos.
E eu digo que vai para a delegacia para responder algumas perguntas.
O que est� acontecendo?
Estiveram em minha casa?
Falaram com meu pai?
Vir� na boa, ou n�o?
-Na boa. -Muito bem. Vamos.
-Quero falar com meu pai, antes. -N�o � poss�vel.
Por qu�?
-Diga-me por qu�. -Segurem-no.
-Contra o carro, por favor. -O que est� acontecendo?
Contra o carro! Vamos!
Quieto.
NO PR�XIMO EPIS�DIO
Sabemos que o senhor e seus amigos s�o respons�veis
por, no m�nimo, doze assaltos e um homic�dio.
Sabe que eles foram presos, n�o �? Tudo � culpa sua.
Miguel, seu pai teve um infarto.
Sabia que papai tinha o cora��o delicado e continuou usando-o nos assaltos.
Isso n�o tem perd�o.
Sabe quem contou a El Chatarrero?
Os �nicos que sabiam �ramos n�s. E voc�.
Algu�m nos dedurou. Contou para algu�m?
-Meu pai. -N�o � uma possibilidade.
Carol?
Carol nos traiu.
Temos de fazer algo.
Se a machucar, juro, vou atr�s de voc�.
Legendas: Marcia Torres
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.