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A BELA E A FERA
"A f�bula de A Bela e a Fera
foi contada em v�rios idiomas.
E durou por muitos anos
com o cl�ssico para
jovens rom�nticos".
"Era uma vez... numa terra ensolarada da It�lia,
durante a �poca de rom�ntico cavalheirismo,
l� morava uma
linda donzela
chamada Althea.
Filha do nobre
Conde de Sardi.
Houve muita alegria
em Sardi quando o povo
soube que Althea iria
viajar para um pa�s distante
para desposar um pr�ncipe encantado".
(Alerta, 25 milhas.)
Eu me lembro desse lugar.
Eduardo e eu viemos cavalgando
para c� quando da minha vinda para casa.
H� tr�s meses.
At� parece anos infind�veis.
Espero que se d� conta de que � uma jovem muito feliz.
Geralmente um casamento entre fam�lias como as nossas,
� uma quest�o de compreens�o e n�o um caso de cora��o.
N�o imagina como estou grata pela oportunidade que me deu
de conhecer Eduardo, antes de ficarmos totalmente comprometidos.
Devia fingir sentir um pouco de pena da ideia de abandonar
seu pai, para entrar em uma nova terra e uma nova vida.
Lamento por isso, mas s� consigo pensar em Eduardo.
Dentro de pouco tempo eu o verei de novo.
- Cocheiro? - Sim, meu senhor!
Mande acelerar os cavalos. Nesse ritmo n�o chegaremos nunca ao castelo.
Sim, meu senhor.
Mais r�pido!
"Durante gera��es o Castelo Alerta
foi considerado um s�mbolo
de autoridade num reino onde
o jovem duque Eduardo, havia
recentemente subido ao trono.
Mas agora, os s�ditos de Eduardo estavam come�ando
a ficar inquietos, pois
estavam acontecendo coisas no castelo que
eles n�o conseguiam entender."
Suas altezas, o pr�ncipe Bruno
e a princesa Sybil.
Tenho certeza, Eduardo que
quando seu tio resolve
te fazer uma visita, ou traz
m�s not�cias ou n�o espera encontr�-lo aqui.
Espero que esteja bem meu querido sobrinho.
Por que esse ar de solicitude?
Porque h� boatos de que vossa alteza n�o goza de boa sa�de.
Espero que n�o esteja desapontada ao verificar que
os boatos s�o infundados.
Vossa Alteza est� cometendo uma injusti�a.
Ent�o, sua enfermidade n�o foi motivo de sua alteza cancelar
a festa da posse do trono de Aleta?
Sua Alteza cancelou a festa
a pretexto de economia.
Duvido que o povo fique feliz com essa explica��o.
Sou eu quem devo responder ao povo.
E... N�o ir� reconsiderar?
Acho que o povo, sem d�vida, n�o ser� contra as despesas.
N�o.
A responsabilidade ser� sua, e n�o minha.
Ent�o essa � a primeira vez que expressa satisfa��o,
por n�o estar no meu lugar.
Com a permiss�o de Vossa Alteza, iremos alivi�-lo
de nossa presen�a t�o inoportuna.
Est�o dispensados.
Alteza.
Tinha raz�o.
Eles vieram com a esperan�a de encontrar m�s not�cias.
O relato de Grimaldi pode estar errado. Eduardo parecia bem.
N�o achei. Pude ver em seus olhos.
Vamos faz�-lo com que o examine novamente.
Precisamos mais do que boatos para desejar a coroa.
"As suspeitas do pr�ncipe Bruno possu�am algum fundamento,
pois Aleta era governado por Eduardo somente de dia.
Quando o sol mergulhava no distante horizonte,
Eduardo obrigava a todos, exceto seu chanceler, Orsini,
a abandonar o castelo.
Enquanto as sombras da noite come�avam a cair
sobre a regi�o, Eduardo e Orsini iniciavam sua
vig�lia solit�ria.
Os s�ditos de Eduardo n�o podiam ficar sabendo
que o jovem duque estava vivendo duas vidas.
De dia precisava esconder o tormento que o afetava.
Ningu�m podia saber da maldi��o que tomava conta dele
quando a noite ca�a.
Maldi��o que apenas ele e Orsini deviam enfrentar."
Eduardo, est� infringindo mais sofrimento a si mesmo.
Voc� estaria bem seguro se estivesse trancado em seu quarto.
N�o! Orsini, como posso saber o que vai me acontecer...
quando me transformo.
� melhor que me acorrente � parede.
Voc� nunca foi violento.
Creio que devo ser grato por essa ben��o!
Orsini, e se por acaso eu me tornar uma coisa...
uma coisa de pura maldade.
N�o quero nem pensar nisso.
E eu tenho que me sujeitar a isso, todas as noites.
J� basta!
O sol.
O que tem?
Eu posso sentir sua temperatura.
Eu quero lutar!
Como vou poder derrotar um inimigo que n�o conhe�o.
Estranho.
D� impress�o que est� tudo deserto.
E n�o � t�o tarde.
N�o vi nenhum guarda no port�o. E voc�, Benito?
N�o havia nenhum guarda.
Ali�s, n�o parece haver ningu�m em todo castelo.
Pois, acorde-os. Que saibam que n�s chegamos.
Sim, senhor!
N�o houve uma recep��o calorosa como imagin�vamos.
� verdade.
� claro que Eduardo n�o tinha motivos para nos esperar t�o cedo.
"Sobre os ombros de Orsini ca�a a dif�cil tarefa de
esconder do mundo o terr�vel segredo de Eduardo.
N�o importava que desculpas tinha que dar.
Ou que falsas mentiras tinha que inventar."
Vem vindo algu�m, meu senhor.
Se tem neg�cios com sua alteza, por favor, volte ao amanhecer.
Est� aqui, vossa excel�ncia, O Conde de Sardi.
Conde de Sardi?
Sim, sim, Orsini. Conde de Sardi e Lady Althea.
Meu Deus, homem. Vai nos deixar em p� aqui o resto da noite?
Mil perd�es, senhor.
Se nossa chegada � inconveniente...
vamos procurar abrigo em outro lugar.
- Perdoe-me excel�ncia. - Est� bem.
Benito, traga a bagagem.
� bom v�-lo de novo, Bar�o Orsini.
E a senhora, milady,
est� mais bonita que nunca!
Perdoem se pare�o assustado com a vossa chegada.
Trouxemos transtorno ao chegarmos alguns
dias antes do planejado?
N�o.
Quando vossa excel�ncia deixou Sardi?
H� uma semana.
Ent�o, o enviado de sua alteza n�o os alcan�ou?
Com uma mensagem pessoal do Duque Eduardo?
Referente a qu�?
Senhor, eu n�o me permitiria discutir...
assuntos pessoais de vossa alteza.
Fala como um verdadeiro diplomata.
Pois estamos aqui, Orsini.
Leve-nos at� Eduardo. Ele nos dir� o conte�do da mensagem.
Eu tenho certeza de que ele receber� o senhor e
Lady Althea, nas primeiras horas de amanh�.
N�o vamos v�-lo hoje?
Eu creio que n�o.
Sua alteza n�o est� passando bem.
Ele est� doente?
Jantou demais � noite? Uma despedida de solteiro � �nica.
Orsini, estou disposto a me deitar. Pode levar a bagagem.
Se seus criados deixarem a bagagem aqui eu providenciarei
para que sejam entregues em seus quartos.
Est� bem. Cuidem dos cavalos.
Sim, senhor.
Por favor, fiquem perto. N�o se percam na escurid�o.
Devo dizer que a nossa refei��o foi bem melhor que a nossa
recep��o.
Sabe, � primeira vez que a refei��o � servida por
um chanceler de ducado.
Tenho certeza que Eduardo ter� uma explica��o razo�vel.
O castelo �s escuras...
nenhum criado por perto...
portas trancadas...
sem guardas nos port�es...
A explica��o de Eduardo ter� que ser mais que razo�vel.
Papai?
Quando perguntou porque que Eduardo n�o nos recebeu esta noite...
foi o senhor que deu uma desculpa, n�o Orsini.
Ora, um futuro noivo tem sempre um jantar para despedida de solteiro.
Quando se est� cansado, tudo parece sempre pior.
Tenho certeza que Eduardo ter� uma explica��o perfeitamente
razo�vel amanh�.
Boa noite, minha querida.
Durma bem.
Boa noite.
"De manh�, quando o sol aqueceu novamente os campos,
e os pesadelos das trevas se foram...
o jovem duque voltou aos seus afazeres como
governante do reino."
E ent�o, meu vizinho, esse asno a�, deixou sua vaca
entrar na minha horta de legumes.
Cada legume maravilhoso que tem sido cuidado pelo
suor de meu rosto. E a vaca maluca comeu um canteiro
inteiro de minhas melhores cenouras.
Assim sendo, eu reclamo o direito de ficar com a vaca,
como pagamento dos danos.
E quantas cenouras deste homem, sua vaca comeu?
N�o s�o muitas, alteza.
Pois ela n�o tem apetite t�o delicado.
Ent�o, a minha opini�o � que deve devolver a Benito, a sua vaca.
Obrigado alteza, obrigado.
Mas deve pagar a Pascoal com o leite que elas produzirem
porque foram feitas com a cenoura dele.
Obrigado, alteza.
Voc�s t�m permiss�o para sair.
Parece que voc� perdeu toda a sua apreens�o da noite passada.
�s vezes acho que foi tolice, minha preocupa��o.
�s vezes essa sua preocupa��o � viva demais.
O senhor tamb�m estava preocupado.
Eduardo!
Vejo voc� e esque�o todas as palavras que havia ensaiado.
Talvez se lembre no decorrer do tempo.
Estava preparado para receb�-la no jardim especial.
Ainda me lembro desse jardim.
Importa-se, excel�ncia?
Faria alguma diferen�a se me importasse?
N�o.
Ser jovem de novo, Orsini. E amando.
Ser jovem, sim. Mas isto � o que representa, o que o
amor pode ser.
Para Althea com todo meu amor por toda a vida.
� de ouro.
Use-o sobre o seu cora��o.
E quando olhar para ele, pense em mim.
Como soa agora?
Pense no quanto eu amo voc�.
Althea, se alguma coisa obrigar o adiamento
do nosso casamento, voc� compreenderia?
Por quanto tempo?
Quisera eu poder responder.
Bem, eu ficaria muito infeliz e desapontada.
Mas � claro que eu compreenderia se voc� achasse necess�rio.
Mesmo que n�o haja motivo, pe�o apenas que acredite em mim.
Que haja f�.
Pode haver amor sem f�?
Sem confian�a?
Voc� sabe disso.
N�o est� querendo zombar...
Falo s�rio.
Receia confiar em mim?
Voc� quer dizer-me, que est� com um grande problema, do qual
est� tentando me proteger.
Desde que voc� se foi,
aprendi que tem certas coisas que devo enfrentar sozinho.
Ent�o, prefere que eu volte para casa?
Apenas pelo seu bem estar.
Se a decis�o fosse minha, n�o deixaria que partisse.
Voc� precisa de ajuda.
Ent�o, � meu dever ficar.
Daqui para a frente n�o ter� que enfrentar nada sozinho.
Espero que voc� nunca mude.
Aconte�a o que acontecer!
N�o importa o que possa vir a pensar.
Confie e reze comigo para que nosso casamento n�o seja adiado.
Quando me encontrei frente a frente com ela,
esqueci todos os seus bons conselhos.
S� consegui lembrar o quanto ela significa para mim.
Eu sabia que seria assim quando ela voltasse.
Foi por isso que insisti com voc� para mandar um
mensageiro at� o pai dela.
Se o mensageiro tivesse chegado antes...
Se ela n�o tivesse voltado!
Voc� sugeriu a ela um poss�vel adiamento?
O que mais eu poderia ter feito.
Quando falta menos de duas semanas para o casamento.
Ela aceitou em total confian�a.
Me senti como... como um trapaceiro.
N�o deu nenhuma explica��o a ela, eu espero.
Como um homem pode explicar aquilo que
ele mais quer se livrar na vida?
Para o bem dela, voc� teria que encontrar um
pretexto para romper.
N�o! N�o desistirei dela.
Desistir significa o mesmo que confessar a mim mesmo
que n�o h� esperan�a.
Meu filho. Eu dediquei minha vida servindo ao ducado de Aleta.
A seu pai, e agora, vossa alteza.
Por isso eu imploro. Seja forte.
Resista! Pelo bem do seu povo.
Resistir!
Teve ocasi�es nestes �ltimos tr�s meses que me senti sem for�as.
Quase louco, entende?
Se lembre antes de mais nada que seu tio Bruno, est� de
olho neste pal�cio. Paira sobre voc� como um abutre.
Ele suspeita de alguma coisa.
E se um dia ele descobrisse tudo?
Usaria isso como uma arma contra voc� para poder governar.
E ele n�o estaria muito enganado.
Deu a entender ao Duque e a princesa qualquer suspeita, ontem?
Tomei precau��es de trancar o quarto onde est�o.
E guardei as chaves. S� destranquei hoje de manh�.
"Quando o sol deixou novamente o c�u, e o castelo Aleta
preparou-se para os terrores. O mal estava � espreita, na pessoa de um
interessado que vigiava com olhos astutos.
Um homem enviado pelo pr�ncipe Bruno."
Continua levando vida f�cil. Tranca-se ao por do sol.
� bom de mais para durar. Mas espero que dure.
Todos do castelo foram dispensados durante a noite novamente?
Todos, menos o conde e a princesa Althea.
O que acham que acontece l� dentro depois que sua alteza
se tranca durante � noite?
Eu n�o sei. Nenhuma palavra � dita quando voltamos de manh�.
Mas para mim � a tenta��o do mal.
Voc� fala demais, mulher. N�o tem nada, hein?
Posso lhe oferecer uma ta�a de vinho?
Duas ta�as! Falando s� de mim, eu quero dizer.
Eu n�o tenho o h�bito de beber com um estranho.
Ora, queiram me perdoar!
Permitam eu me corrigir. Meu nome � Grimaldi.
Acontece que eu tive um dia fatigante.
Ent�o vamos. Vamos.
Provavelmente n�o � nada demais.
Sabem, mexericos entre s�ditos.
Nem tanto. Fazer a gente retornar ao castelo toda manh� n�o � mexerico.
Bem, talvez a solid�o seja do agrado do duque.
Ent�o, por que mudou? Ele sempre gostou de companhia.
Agora, quando os amigos dele aparecem, s�o dispensados por Orsini.
E, com desculpas med�ocres.
Eu continuo achando que h� muito falat�rio.
N�o. N�o me atrevo a falar para ningu�m o que penso.
Ora, que isso? Somos todos amigos aqui.
Eu acho que vossa alteza vendeu sua alma. Ao diabo!
E secretamente, na calada da noite.
Ele celebra a missa negra.
Eu disse que sentia a sensa��o de maldade.
Exatamente o mesmo da noite passada.
Nao tem nenhuma alma viva dentro do castelo
como se todos fugissem de uma praga.
Ser� melhor se n�o fizermos perguntas.
Bobagem. Mencionei a Orsini o fato de encontrarmos o castelo
praticamente deserto e �s escuras.
Em resposta, fez um discurso.
Palavras calmas!
Disse que sua porta foi trancada do lado de fora.
O que ele disse da porta?
Que voc� podia estar enganada.
Que a porta estava s� presa.
Talvez eu me enganei.
O sol est� se pondo.
Est� aqui.
Est� aqui me procurando.
Eduardo, resista!
Lute com todas as suas for�as.
Lute como jamais lutou antes.
Eu estou tentando, lutar!
Tr�s meses, Orsini.
Toda noite desde que assumi o trono.
Por quanto tempo ainda terei for�as para lutar?
Se ao menos eu pudesse ajudar.
Se ao menos eu pudesse assumir esse fardo!
Deixe-me!
Sei que � um horror olhar para mim.
Vou deix�-lo agora.
Mas � para trazer o seu jantar.
Sim! N�o pode deixar de alimentar a fera, n�o �?
N�o quer tocar no assunto.
Papai, Papai, por favor!
Ent�o voc� est� sabendo?
Eduardo lhe contou?
N�o.
S� sei que ele est� com um grave problema.
Problema?
Mais um motivo ainda para eu ter uma conversa com ele.
Para ver se quer minha filha envolvida nisso, ou n�o.
Papai?
Papai,
eu lhe pe�o para ter f� nele.
Por favor, deixe-me falar com ele de novo.
Eu lhe prometo,
se o senhor puder fazer alguma coisa por ele, vou te avisar.
Eduardo!
Eduardo, � Althea.
A galinha assada est� fria.
Foi o choque de v�-lo assim.
Foi demais para ela.
Eu precisava disso.
Pela cara de espanto, est� precisando de outro.
Parece at� que viu um fantasma.
N�o vi, mas eu ouvi.
Tem certeza de que n�o ouviu um miado de um gato?
Louise � um cavalari�o. � noite est� mais perto do castelo
do que n�s da cocheira. Conte-nos Louise.
O que ouvi foi uma mulher gritando como se tivesse
visto o pr�prio dem�nio dentro do castelo.
N�o sou covarde, mas seu grito congelou meu sangue.
Por isso vim para c�, para ficar com seres humanos.
Ora, ora. Estamos aqui sentados ouvindo hist�rias de duendes.
Eu n�o acredito em coisas sobrenaturais.
Acreditaria, se tivesse no castelo nos �ltimos tr�s meses.
Repito de novo o que todos n�s sabemos.
O dem�nio est� l� dentro.
Ent�o gastei com um pouco de vinho na taverna.
Um investimento muito bom.
Espero que tenha sido bom.
As vezes gasto meu dinheiro muito facilmente.
Continue, Grimaldi.
O que eu soube, espero que valha mais que um ducado.
Fale logo, homem.
O que o povo acredita que acontece no castelo
depois que escurece?
A lavadeira acredita piamente que vossa alteza se uniu ao diabo
e celebra a missa negra.
Com aquele Orsini, t�o virtuoso e representando o coroinha.
� rid�culo.
Pode ser t�o rid�culo quanto imagina, alteza.
Um cavalari�o chegou contando que ouviu gritos de horror de uma
mulher, de dentro do castelo.
E gritos horr�veis, disse ele.
E ele ficou com muito medo.
Mas quem vai acreditar? A �nica mulher que fica no castelo
� noite, � Lady Althea.
Exatamente!
E por que gritaria terrivelmente?
Agora que eu sei pode n�o passar de conto da carochinha.
Mas posso lhe garantir, alteza, que os criados est�o muito nervosos.
E prontos para acreditar em qualquer coisa.
Grimadli, voc� poderia conseguir que eu entre no castelo, em segredo?
Parece que eu j� previ a ideia de vossa alteza.
A chave da entrada do p�tio para a adega de vinho.
Eu, retirei do encarregado de vinhos do duque
enquanto d�vamos um abra�o fraterno.
Mas ele ter� que informar que a perdeu.
Vossa alteza tem tend�ncia a me subestimar.
Esta � uma duplicata que consegui nas primeiras horas da manh�.
A chave original ser� encontrada pelo encarregado no ch�o
onde acha que a perdeu.
Excelente.
Assim, Vossa alteza s� ressalta meus pequenos talentos.
- Esta noite, alteza? - Esta noite.
Sabem agora porque enviei um mensageiro a vossa
excel�ncia com uma desculpa inventada.
Ele teria que retardar vossa vinda.
Mas quando chegaram, me faltou coragem para lhes contar este horror.
N�o devia ter permitido que entrassem.
� melhor que eu saiba da verdade.
Diz que est� a par desta coisa monstruosa.
Est� no registro de Aleta, feito por Dom Francisco enquanto reinou.
Eu n�o preciso lembrar o car�ter do pai de Eduardo.
Ele n�o era na realidade um homem mau.
Mas era �spero, dominador, severo.
Ele acreditava no seu direito divino de governar.
Todas a coisas vivas deste governo, incluindo o trabalho,
at� seus pensamentos, pertenciam a ele.
Bem diferente da maneira de pensar de Eduardo.
Talvez porque eu contribui na parcela de forma��o de Eduardo.
Orsini, por favor,
A explica��o.
Tudo que foi informado, de que o
alquimista feiticeiro Scarlote,
havia descoberto a transforma��o de material b�sico em ouro.
O duque mandou trazer o homem diante dele e exigiu que ele
revelasse o segredo.
Scarlaote se recusou. Disse que o enriquecimento n�o podia
ser para um s� homem, mas sim, a todos os homens.
O duque enfurecido, amea�ou Scarlote. Tortur�-lo, para
arrancar-lhe o segredo.
Scarlote n�o temia tortura. Ent�o, o duque determinou que ele
fosse sepultado vivo, pelo seu desafio.
Ainda vejo seus olhos queimando.
Ou�o sua voz ao falar com o duque antes de ser levado.
Com o poder, o duque de Aleta foi transformado num animal,
e ficou com uma maldi��o sobre a sua casa.
Aquele que o substituir nesse trono, ir� vagar pela noite,
na forma e na maneira de um animal.
E ele foi sepultado vivo?
Foi.
E como fiz um protesto, ele se escondeu de mim.
Provavelmente em alguma masmorra dentro dessas paredes.
Ele nunca mais foi o mesmo.
Os pedreiros que o sepultaram foram expulsos do pa�s.
O segredo de Scarlote morreu com o duque Francisco.
N�o acredito que n�o se possa fazer nada. Afinal, n�o tem
uma resposta.
Eu tamb�m n�o.
Tendo conhecido ele, n�o posso acreditar no feiticeiro como
um homem totalmente mau.
Ele pode ter abrandado e, deixado em sua tumba, alguma pista
para remo��o dessa maldi��o.
Mas, n�o fomos capazes de encontrar algum vest�gio.
Volte para Sardi.
Esque�a-me.
Poderia esquecer voc�?
Mesmo com mundo inteiro contra n�s?
Seria f�cil para voc� se esquecer de mim.
N�o tor�a minhas palavras.
� como voc� ter uma doen�a na carne e eu
fugir de voc�. como se fosse um leproso sem saber que se recuperaria.
Poderia voltar a voc�?
Iria me querer de volta?
Althea.
Est� sendo movida por compaix�o e senso de honra.
N�o suportarei sua piedade.
Piedade n�o. Amor.
N�o tente enganar a mim ou a voc�, neste momento.
Voc� n�o est� me vendo.
Est� se lembrando do animal.
Est� em seus olhos.
Nunca mais vai conseguir olhar para mim sem ver o animal.
V�, volte para Sardi.
"Se estivesse com a doen�a da carne, fugiria de voc� como
de um leproso, sem saber se voc� se recuperaria."
"Poderia voltar para voc�? Iria me querer de volta?"
"Em um antigo diagrama de um intrincado labirinto do castelo,
Eduardo e Orsini continuaram sua busca di�ria ao t�mulo de Scarlote, o feiticeiro.
Esse corredor � um desvio do principal que conduz � adega.
Esta parede � t�o s�lida quanto �s outras
e t�m tijolos que mostram que foi cortada recentemente.
Se a tumba de Scarlote, n�o � nesta �rea, estamos no fim.
Bem vindo ao Castelo Aleta, alteza. Posso lhe oferecer um vinho?
Que pena que sua gra�a n�o est� interessado nisso.
� a primeira vez que venho aqui.
Continue, como disse.
Espere um pouco. Ou�a!
Parece que algu�m est� betendo nas paredes.
Vem daquela dire��o.
Sim.
Talvez aquilo que procuramos esteja aqui embaixo.
Parece que procuram alguma coisa escondida nas paredes.
N�s podemos encontrar o que est�o procurando.
N�o consegui. E agora?
J� procuramos demais e o sol j� se p�s.
Estou sentindo que j� est� vindo.
Eduardo, j� procuramos demais.
N�o!
Vamos voltar para a masmorra.
Foi o mesmo que ver as m�os do dem�nio saindo das trevas vindo
para transformar sua alteza em um diabo.
Dem�nios, diabos?
Os dois com certeza pararam na taverna para umas doses
para terem coragem e entrar dentro do castelo.
O que acham que viram veio do fundo de um copo.
Muito pelo contr�rio.
Se minha mem�ria funciona direito, veio da mente de
um homem que conheci. Scarlote e sua arte negra.
Voc� fala por enigmas.
Voc� conhece o conto das carochinhas referente
a Scarlote, o feiticeiro?
Claro! Eu a ouvia quando era crian�a.
Estou come�ando a pensar que o conde possui mais verdades
do que fic��o.
Acredita realmente na maldi��o que Scarlote lan�ou no duque Francisco?
Minha querida, aquele que o substituir nesse trono,
ir� vagar todas as noites.
Da maneira e a forma de um animal.
Isso mesmo, parecia com um animal.
E quando come�aram a fechar o castelo, � noite, misteriosamente?
Imediatamente ap�s a coroa��o do duque Eduardo.
Quase no mesmo dia.
Talvez voc� tenha outra explica��o para o
que vem acontecendo o
que n�s n�o conseguimos ver.
N�o.
E pensar que da sua tumba Scarlote me deu arma que
eu precisava para me livrar de Eduardo.
Viva o duque de Aleta!
N�o pode. A maldi��o pode cair sobre voc�.
Ou�a as palavras de Scarlote:
Aquele que ir� substitui-lo nesse trono. Eduardo �
que substituiu Francisco e n�o eu.
A maldi��o � s� para ele. N�o para mim.
Suas altezas, Pr�ncipe Bruno e Princesa Sybil.
Alteza!
Excel�ncia!
Milady Althea!
Vossa gra�a � que interpretou mal meu recado.
Queria uma audi�ncia particular.
N�o tenho segredos para minha noiva, nem seu pai, nem para o Bar�o Orsini.
Estou um pouco surpresa de encontrar Lady Althea ainda aqui.
N�o sei porque ela tenha que se ausentar faltando alguns dias
para o nosso casamento.
Pensei que o casamento tinha sido suspenso pelo mesmo
motivo das festividades.
Para isso deve ter tido um bom motivo.
Est� enganado.
Meu casamento com sua gra�a n�o ser� cancelado.
Nem adiado por motivo algum.
Ser� uma uni�o muito interessante...
uma alian�a profana...
Ora, n�o se fa�a de ofendido meu sobrinho, ou que n�o
entenderam o que eu disse.
E o quer dizer?
J� que sou o pr�ximo na sucess�o, exijo
a abdica��o de sua gra�a a meu favor.
Sen�o, revelarei ao mundo seu segredo.
Por que este castelo � envolto em mist�rio do poente ao levante?
Por que sua gra�a n�o ousou se mostrar desde o dia de sua
coroa��o?
Ent�o vou tornar p�blico o que sei.
Que a maldi��o de Scarlote caiu sobre o filho do duque e que
uma criatura saindo das profundezas do inferno, sucedeu ao trono.
Voc� n�o tem provas.
Voc� � prova Eduardo. � a prova viva.
Ouse colocar-se � prova.
Eu n�o preciso de provas. Est� escrito em seu rosto.
E o que v� escrito em ,eu rosto, alteza?
Exceto o desejo de enfiar a ponta desta espada em seu cora��o.
Eu s� queria fazer a vossa alteza uma fina gentileza.
E a voc� tamb�m sobrinho.
Permitindo que se afaste livremente sem ajuda do seu povo.
Como seu fiel conselheiro, Orsini devia ter feito uma
coisa que devia ter feito desde o in�cio.
N�o sei como o senhor chegou a verdade.
Mas n�o ir� explor�-la atrav�s de mim.
Est�o todos loucos alimentando essa esperan�a.
Quando eu voltar aqui, n�o voltarei sozinho.
E ficarei satisfeito em v�-lo fugir deste castelo como um animal.
Saia! Antes que caia sobre mim outra maldi��o por encostar
minhas m�os em voc� com viol�ncia.
Alteza!
Ele j� tem a coroa sobre a sua cabe�a.
"Com as amea�as de Bruno perseguindo Eduardo,
come�o o esfor�o desesperado para achar a tumba de Scarlote.
Procurando em uma regi�o ainda n�o explorada do castelo,
Eduardo e Orsini seguiram cada pista, na esperan�a de achar
provas da c�mara que havia sido selada h� muitos anos.
Ent�o, subitamente, uma leve esperan�a."
Quando ouvi o som oco atrav�s das paredes,
queria arrancar as pedras com as minhas pr�prias m�os.
Como estou rezando para que ache e tenha aquilo que procuramos.
- As pedras agora est�o soltas, alteza. - Podemos remov�-las?
Fa�am isso. Depressa!
Vou passar para l� e ver o que h� do outro lado.
Deixe que eu fa�o isso. Quero descobrir eu mesmo.
Obrigado, M�rio. Podem ir agora. � s� isso.
- Est� bem. - Obrigado.
Em poucos instantes n�s saberemos.
Eduardo? O que �? O que encontrou?
Deve ser Scarlote.
N�o pode ser outro, sen�o Scarlote.
S�o as mesmas vestimentas quando apareceu diante do
Duque Francisco.
Nem um peda�o de papel.
Nenhum sinal do que devemos encontrar.
Deve haver. Vamos revistar tudo.
Aqui na parede.
[Poder, gl�ria e gan�ncia -Os tr�s transformaram o homem num
animal atrav�s de mim. E n�o haver� fuga enquanto nascida do amor,
com a alma livre do medo, a m�o de uma mulher segurar� a chave...
Scarlote]
Ele n�o era uma criatura do mal.
Deixou uma pista.
Palavras! E o qu� significa?
As palavras me parecem claras.
Mesmo que seja um enigma a ser resolvido.
Amor � a chave.
O amor de uma mulher. Que n�o ter� medo de se entregar
ao casamento, mesmo que seja com o animal que ele criou.
Nunca tive medo de despos�-lo.
Meu amor por voc� nunca diminuiu.
Estou t�o feliz! Por n�s!
Vamos nos casar, imediatamente!
Sem esperar a data anunciada!
Estou pronta, meu amor.
Ent�o prepare a proclama��o, Orsini.
Amanh� ser� decretado o casamento do Duque de Aleta.
Ser� a �nica proclama��o que vou escrever com o cora��o.
D�-lhe uma sepultura decente, Orsini.
E depois, quando tiramos as duas pedras da parede,
duque Eduardo, por algum motivo, nos mandou embora.
E n�o viu o que estava atr�s das paredes?
N�o, alteza. Estava tudo escuro l�.
Deve ser a parede que os ouvi batendo pouco antes de...
achar alguma que explicasse o que estavam ansiosos para descobrir.
- E, ent�o? - Nada que eu entendesse.
Mas como estavam felizes e ansiosos deva impress�o de que iriam
encontrar algum tesouro escondido.
Sabem, voc�s agiram bem trazendo-me a informa��o logo.
Achei que ficaria t�o interessado nessa hist�ria, como ficamos.
- Agora podem ir. - Obrigado, alteza.
Como podem sentir tanta felicidade, se o que devemos sentir �
exatamente o oposto?
O que esperamos encontrar atr�s daqueles paredes.
Eu vou saber. E vai ser esta noite.
Um esqueleto! � uma tumba!
Scarlote! Ele sempre usava vestimentas assim.
Por isso n�o foi mais visto desde que apareceu na
frente do duque Francisco.
O que Eduardo e Orsini estavam procurando numa tumba?
Alteza?
[Poder, gl�ria e gan�ncia -Os tr�s transformaram o homem num
animal atrav�s de mim. E n�o haver� fuga enquanto nascida do amor,
com a alma livre do medo, a m�o de uma mulher segurar� a chave...
Scarlote.]
Era isso que eles estavam procurando.
Foi por isto que resolveram me desafiar quando
joguei a verdade em seus rostos.
Se algu�m conhece os segredos de Scarlote, � Orsini.
Ele esperava achar esta tumba e nela uma pista
que livraria Eduardo daquela maldi��o.
A m�o de uma mulher segurar� a chave?
Foi o �ltimo esc�rnio de Scarlote.
Nem ele podia conceber que alguma mulher pudesse
chegar a um animal que ele havia criado.
Mas ele n�o imaginou que pudesse existir Lady Althea.
Ela pode ser a mulher.
Ela sabe que Eduardo est� amaldi�oado e ela se
recusa a adiar seu casamento com ele.
Bem que ela pode ser a mulher.
E estaria explicado os boatos que ouvi esta noite.
Que Eduardo adiantou a data de seu casamento para amanh�.
Eu provarei que os boatos s�o infundados.
Esta noite farei com que n�o haja casamento.
N�o com Lady Althea.
Filha! Filha!
Minha Althea!
Tome conta dele.
O que houve?
Acordei com um barulho de luta e voc� tinha sumido.
Bruno e Grimaldi. Eles tentaram matar Althea.
Deixe-me sair.
Com seu casamento amanh�? Ousa se mostrar assim esta noite?
O povo est� acordado nas tavernas, nos caminhos.
Orsini, isto n�o pode ficar sem castigo!
Eduardo!
� mais importante descobrir o que provocou esta agress�o a Althea.
Veja!
Seus p�s �midos pelo orvalho da noite, deixaram estas marcas.
Conseguiram a chave de alguma forma.
Vamos depressa.
Eduardo, vamos!
Agora sabemos porque tentaram eliminar Lady Althea.
Eu n�o sei como, mas, souberam do segredo do fim de Scarlote.
Vieram aqui. Viram isto e decifraram o verdadeiro
sentido do enigma. Como n�s fizemos.
O amor de Althea por voc�. A m�o da mulher guardava o
segredo para retirar a maldi��o.
Ele n�o far� mal a ela.
Pois amanh� estar� a ferros!
Amanh� ser� muito tarde.
Bruno sabe neste momento que � vida ou morte para ele.
E para ele viver, ele deve destruir voc�.
Devemos destru�-lo antes do sol nascer.
Case-se esta noite. Agora mesmo!
Padre Homero conhece voc� desde que nasceu.
Podemos arriscar no curto trajeto at� a igreja.
Quando lhe contarmos a maldi��o de Scarlote sobre voc�, entender�.
Vai querer ajud�-lo. Libert�-lo disso.
Sil�ncio! Sil�ncio!
Prestem aten��o!
H� semanas que est�o sussurrando entre voc�s sobre o mist�rio do
castelo de Eduardo. E porque fica �s escuras como a boca do inferno.
Eu vou lhes contar e que contem a amigos e vizinhos.
Todos v�o saber que o castelo tornou-se a toca de um animal.
Meio homem, meio animal. E que botou para fora todas
as atividades sat�nicas de feiti�aria.
Um animal com presas como dentes. Com garras como m�o.
Sua cabe�a e seu corpo com pelos, como os emaranhados de um animal.
Com seus olhos brilhando de prazer e f�ria de sangue.
Eu. Eu vi a besta. H� menos de uma hora, dentro do castelo.
Com suas garras apertando meu pesco�o e seu h�lito f�tido
pr�ximo do meu rosto. � uma fera que vaga � noite.
Uma besta, filho de Francisco, que n�o encontra cura e nem haver� cura.
E todos voc�s ser�o v�timas desse encantamento sat�nico sen�o
nos purificarmos dessa coisa encrustada no castelo.
Eu matarei essa fera!
Eu os guiarei. Vamos aproveitar o momento prop�cio para tirar
essa fera para fora de sua toca. Devolver essa fera para
seu mestre sat�.
Siga-me e peguem suas armas.
Est� pronta, filha?
Estou.
N�o ser� o mais esplendoroso
casamento que planejamos.
Papai.
Se significar felicidade para ele, eu me sujeito at� a lavar panos
num casebre.
Vamos r�pido.
Parem!
� a carruagem do duque que est� vindo do castelo.
Detenham-na!
Orsini, que gritos s�o esses?
� Bruno.
Ele est� insuflando a multid�o.
Incitou o povo � viol�ncia.
E n�o h� outro caminho? Est�o vindo em nossa dire��o.
Desviaremos se alcan�armos a encruzilhada antes deles.
Volte! Volte!
� tarde!
A �nica maneira de nos livrarmos � indo em frente!
Abram as portas! Vamos ver quem est� fugindo do castelo, estas horas.
Arraste-os para fora.
Cuidado com a fera. Monstro do castelo!
Bem olhem para ele com horror.
Vejam quem tentou escapar com ele!
Seja qual for o �dio que sente por mim, solte-a.
A besta pede miseric�rdia.
Vamos ouvi-lo vociferar.
Vai suplicar antes da gente se livrar dele.
Apesar do que eu aparento ser, sou Eduardo.
Seu soberano!
Ele � Eduardo, seu soberano.
J� imaginaram uma besta com a coroa na cabe�a, tomando decis�es.
Eu me preocupo por voc�s, j� que ele quer governar no meu lugar.
Sem lugar! O lugar dele � numa jaula, ao lado dos outros animais.
Ou�am!
Eu tentei esconder a verdade de voc�s.
De que uma maldi��o me transformou nisto aqui.
Um animal � noite.
Minha esperan�a era de me livrar disso antes do
conhecimento de voc�s.
Ser� que esqueceram que os proclames foram publicados?
Que amanh� seria o dia do casamento?
Olhem para ela.
E olhem para ele.
A bela e a fera.
Isso n�o daria um lindo casamento?
Ele mente!
Ele � o que aparenta ser.
Uma fera!
E lan�ou sua magia negra sobre o meu filho.
Matem ele. Acabem com isso.
Escutem!
N�o sabem que um filho do dem�nio n�o morre como um ser humano?
Eles nascem novamente de suas tumbas.
S� h� uma maneira certa de eliminar o mal!
Como?
Como? Queimando-o!
Vamos.
Ent�o � essa a decis�o.
�.
Peguem lenha para alimentar o fogo!
Acendam o fogo.
Althea, v� embora.
Se ela quer morrer com ele, que morra.
A marca da fera est� nela tamb�m.
Os dois devem ir para a fogueira.
Esperem!
Pelo menos, me ou�am.
Se acreditam nas mentiras do pr�ncipe, e v�o matar por ele,
o mal que devem temer, est� no cora��o dele.
N�o no deste homem que ele tenta destruir.
O que contou sobre a maldi��o que caiu sobre ele, � verdade.
Ele n�o merece esse �dio.
Mas suas preces, sua compaix�o, amor, por tudo que fez por voc�s.
Amor? Ela nos pede para amar isso?
Sim. Amar isso. Pois um rosto feio pode mascarar a bondade
escondida na sua alma.
Sei agora o significado das palavras que vi escritas nas
paredes da tumba do feiticeiro.
"Nascida do amor com a alma livre de medo."
"A m�o de uma mulher segurar� a chave."
Scarlote sabia que se n�o fosse t�o forte para triunfar
sobre tudo, sobre o medo, sobre o orgulho, at� sobre a morte,
Amor e casamento seriam palavras vazias.
Se o queimarem, ent�o me queimem com ele.
Pois eu n�o o deixarei.
Eduardo!
Eu sinto! Dentro de mim! Eu estou livre!
Est� mesmo livre. Ainda � noite mas a fera se foi.
N�o h� fuga para voc�, Bruno!
Aqui e agora, eu o expulso de Aleta para sempre.
E Grimaldi com voc�.
Sim, olhem para mim! Vejam que sou Eduardo! De carne e osso.
Um homem que se sente novamente �ntegro diante o amor de uma mulher.
Desta mulher. Que se sentar� ao lado e governar� voc�s pelo
tempo em que eu viver.
Que ajudar� ser digno de seu amor, para governar
com justi�a, ordem e compreens�o.
V�o em paz! Alonga noite escura terminou.
Para sempre.
E assim... viveram felizes para sempre!
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