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FOGUETE X-M
PROPRIEDADE DO GOVERNO ENTRADA PROIBIDA
18 minutos para o lan�amento.
BASE DE TESTES DE WHITE SANDS
Tem a press�o um pouco alta.
Nada que se preocupar. � normal dada as circunstancias.
O sexo fr�gil! S� ela tem a press�o normal.
17 minutos para o lan�amento.
Nos esperam na sala de reuni�es. Vamos?
- Boa sorte. - Obrigado, doutor. Adeus.
16 minutos para o lan�amento.
Senhoras, senhores,
toda a imprensa est� representada aqui esta noite,
e por sua coopera��o em guardar um segredo que era vital,
devemos agradec�-los.
Mas devo deixar clara uma coisa.
Que este n�o seja um projeto estritamente militar,
grande parte de nossas pesquisas
recaem no �mbito da seguran�a.
Devo insistir, portanto,
em que informem s� o que aparece no dossi� oficial
que os entregaremos mais tarde.
Todos lembramos historias de discos voadores,
naves espaciais e outras cria��es de nossa fantasia.
A imprensa deve ser encarregada por desmentir estes rumores infundados,
minimizando com ele a opini�o p�blica.
Esta noite ser�o testemunhas de um acontecimento importante.
J� sabem que envi�vamos foguetes robotizados ao espa�o.
Essa fase terminou.
Esta noite lan�aremos o primeiro foguete tripulado por humanos.
O X-M.
Um foguete cujo objetivo � a Lua.
15 minutos para o lan�amento.
Os humanos sempre sonharam em visitar o corpo celeste mais perto.
Alguns para viver uma aventura fant�stica,
outros, como n�s, porque v�em nesta expedi��o lunar
como o primeiro passo at� As viagens interplanet�rias.
Inclusive existe a possibilidade
de que se estabele�a uma base na Lua
para manter a paz na Terra.
Os apresento agora ao chefe da expedi��o e a tripula��o.
O Dr. Karl Eckstrom, projetista da X-M.
Como sabem, um dos maiores f�sicos contempor�neos,
e um velho amigo.
A Dra. Lisa Van Horn, sua bra�o direito.
Doutora em qu�mica.
O coronel Floyd Graham, piloto.
O Sr. Harry Chamberlain, astr�nomo,
Dos observat�rios de Mount Wilson e de Palomar.
O Sr. Chamberlain ser� o navegador.
o major William Corrigan, engenheiro.
Pedirei ao doutor que os mostre o plano de v�o.
Karl.
14 minutos para o lan�amento.
A distancia m�nima entre a Terra e a Lua � de 383.000 Km.
Esperamos cobrir esta distancia em umas 48 horas.
Na primeira fase do v�o a nave subir� a 480 Km.
A principio, basta que cheguemos a ionosfera
o v�o ser� controlado por piloto autom�tico.
Uma vez atravessada a atmosfera, colocaremos a nave
em uma trajet�ria paralela com a superf�cie da Terra.
Voando paralelos a superf�cie da Terra,
sua rota��o nos dar� um impulso maior.
13 minutos para o lan�amento.
O X-M � o que se conhece como um foguete de m�ltiplas fases.
Ao alcan�ar a velocidade de escape,
a cauda, que carrega o combust�vel para isto, se desprender�.
A parte dianteira, que contem combust�vel para a viagem inteira
e tamb�m nossa cabina,
vencer� a gravidade terrestre e se dirigir� at� a Lua.
Ter� que ultrapassar o ponto em que a gravidade terrestre e lunar sejam iguais
reduziremos a potencia ao m�nimo.
A gravidade lunar nos atrair� para terminar a viagem.
No final, inverteremos o foguete
e aterrissaremos utilizando a for�a dos motores.
Outros detalhes que os interessar�o.
A cabina est� pressurizada e tem controle de n�vel
para mantermos sempre em posi��o horizontal.
Transportamos um radar de navega��o,
uma radio de ondas curtas para nos comunicarmos,
e o mais importante, dupla quantidade de combust�vel,
para nos mantermos acima da margem de seguran�a.
12 minutos para o lan�amento.
Se tem perguntas, ent�o nos d�em uns minutos.
Chamberlain.
Como se encaixa voc� nisto? Tem fam�lia?
N�o, tem vivido nas montanhas.
S�o muito solit�rias para esse tipo de coisas.
- J� voou alguma vez? - S� como passageiro.
Mas � o navegador!
Os v�os interestelares requerem uma navega��o mais precisa
que os v�os terrestres. Mas isso � secund�rio.
- �? - Sim.
Como astr�nomo, posso apreciar as condi��es
de um corpo sem atmosfera. Por exemplo nossa Lua...
Tenho umas 800 cabe�as pastando ali.
Comprei o rancho com o dinheiro que guardei durante a guerra.
- E qu� opini�o tem sua mulher sobre a viagem? - Ela tamb�m � texana,
e sabe que quando um texano decide fazer algo,
O faz!
Oxal� houvesse visto sua cara quando a falei,
na mais estrita confidencialidade, claro:
-"Querida, vou at� a Lua." - Que disse?
Me olhou um momento e disse:
"Para qu�? Que h� ali que n�o tenhamos no Texas."
- J� fizemos a viagem umas cem vezes. - Que?
na sala de treinamento.
J� voei mais este m�s que em cem miss�es.
Acreditem, esta � a melhor tripula��o que conheceram.
Sobretudo no departamento de intelig�ncia.
Sim, e tamb�m muito atraente.
Concordo, mas... Pode escrever se quiser.
Pelo que vimos nos treinamentos, ningu�m tem chance ali.
Como mulher, Dra. Van Horn,
qu� acha de viajar com 4 homens?
Na realidade, n�o havia pensado nisso.
H� alguma raz�o pela qual uma tripulante deva ser mulher?
- Posso responder isso? - Claro.
Sua presen�a se deve a sua pesquisa sobre hidrog�nio at�mico,
um combust�vel bastante potente tanto que faz poss�vel a viagem.
11 minutos para o lan�amento.
Senhoras e senhores, o tempo acabou.
Poder�o ver a decolagem da sala de observa��o.
Regressem aqui depois do lan�amento.
7 minutos para o lan�amento.
O controle de n�vel est� bem.
Baterias e piloto autom�tico em ordem.
Bem.
Revisando mais uma vez os c�lculos. S�o corretos.
Todos os v�os comerciais desviados 150 Km. At� o Sul.
Obrigado.
Creio que n�o tenha nenhum cabo solto.
O que necessitamos agora � de sorte.
Parece irreal. O momento enfim chegou.
- Passou muito tempo. - Muito tempo trabalhando juntos.
Lembra-se como nos chamavam quando come�amos?
- Os jovens pirados! - E em qu� nos temos convertido?
Talvez em s� pirados.
Meu �nico lamento � ter que ficar aqui.
Teu trabalho n�o � menos importante, Robert.
- Eu sei, mas... - 6 minutos para o lan�amento.
Karl...
Boa sorte.
Boa sorte a todos.
5 minutos para o lan�amento.
uma �ltima olhada.
Atrasaremos um pouco para ficar assim pr�ximo da Terra.
Uma �ltima revis�o nos motores.
4 minutos para o lan�amento.
Sala de m�quinas selada.
Tudo em ordem.
3 minutos para o lan�amento.
Nenhuma mudan�a no plano de v�o.
Os 7 primeiros minutos ser�o com piloto autom�tico.
Piloto pronto.
7 minutos de subida vertical.
Subida vertical desde o ponto de inicio.
Impulso inicial utilizando os motores de tr�s:
- 2300 toneladas. - Bem.
Mistura de combust�vel?
Hidrog�nio e oxig�nio mais A12.
Depois de 120 segundos, hidrog�nio e oxig�nio mais A14.
Depois de 340 segundos, hidrog�nio mais A16.
Depois de 560 segundos, A16.
- Exato. - Alguma pergunta?
2 minutos para o lan�amento.
Boa sorte.
Um minuto para o lan�amento.
50 segundos.
40 segundos.
30 segundos.
20 segundos.
10 segundos.
5 segundos.
4, 3, 2, 1, 0.
Sigam-me. Tentaremos contato radiof�nico com a nave.
O corpo humano pode suportar esta acelera��o
mas n�o est� projetado para isso.
Sinto-me como se tivesse montado um cavalo chucro.
Est� bem, doutor?
Sim, n�o � f�cil acabar com um velho como eu.
- E voc�, est� bem? - Perfeitamente.
Radar e b�ssola em ordem.
Piloto autom�tico, pronto.
- Consumo de combust�vel? - Normal.
- Press�o do ar? - 6,8 Kg.
Harry.
- � maravilhoso, verdade? - Sim.
Podem estudar mapas e globos terrestres,
mas a vis�o real...
Dif�cil descrever.
Preparados para o giro.
Preparados?
4, 3, 2, 1,
giro!
Giro de 90� finalizado.
Velocidade de v�o: 5.400 Km/h.
Altitude: 575 Km.
- Como vamos de combust�vel? - Est�o 3/10 na cauda.
- Mistura atual? - A16.
- Harry, contate com a base. - Certo.
X-M chamando a BWS.
X-M chamando a BWS.
- Cambio. - Adiante X-M. Cambio.
Um momento.
Falando Eckstrom.
Estamos nivelado a 575 Km. De altitude,
e voamos ao redor da Terra a 5.440 Km/h.
Aumentaremos a velocidade gradualmente
At� alcan�ar os 40.000 Km/h.
Toda tripula��o est� bem.
Cambio.
Nos manteremos na escuta.
- 8.800 Km/h. - Siga acelerando.
Que houve com a noite?
Acho que j� atravessamos a tempo.
Se desejam a escurid�o, esperem entrar no espa�o.
9.600... 9.920 Km/h.
- o radar os segue perfeitamente. - Contatei com eles fazem 4 minutos.
Altitude: 2.560 Km. Velocidade: 33.600 Km/h
Aumento constante. Pronto alcan�aram a velocidade de fuga.
35.200 Km.
- Bill, verifique press�o e oxig�nio. - Bem.
Este clima me faz sentir em casa.
- � como uma noite fresquinha no Texas. - 38.400.
Avise quando alcan�aremos velocidade de fuga.
- Sim. - Preparem-se.
40.000!
Preparem a eje��o da zona da cauda.
Funcionem os motores dianteiros.
S� restam 40 segundos de combust�vel.
Segurem-se bem.
- Preparados? - Sim.
Agora!
Reduzam a potencia.
Cuidado!
Escapamos por pouco!
Dever�amos ter ido de frente.
Harry, contate com a base.
X-M a BWS. Cambio.
Adiante X-M.
Um momento.
Estamos a caminho!
Desprendemos a cauda
e estamos reduzindo a velocidade seguindo o planejado
Basta que alcancemos a gravidade lunar.
Este ser� seguramente o �ltimo contacto radiof�nico
antes do regresso.
A tripula��o est� bem.
BWS a X-M.
BWS a X-M.
Adiante, X-M.
Senhoras e senhores,
quisemos reunir aqui toda a imprensa
para eliminar todo artigo baseado em especula��es.
Devo pedir que se baseiem no boletim oficial.
Prometo mantermos informados de qualquer novidade.
Tanta escurid�o n�o gosto.
Para dormir est� bem,
mas para uma dieta saud�vel, n�o.
Eu acostumei odiar a luz do dia porque n�o podia trabalhar.
Mas aqui em cima, na noite eterna, � outra coisa.
Suponho que qualquer um pode aprender tudo, sem fazer falta.
Recordo meus primeiros v�os.
Disse ao coronel: "Me alistei para pilotar um avi�o.
Mas n�o tente transformar-me em uma bomba."
E aqui estou, dentro de um foguete.
M�e do c�u!
N�o � maravilhosa?
- V�em o Texas? - N�o, est� no outro hemisf�rio.
Mas visto daqui, seria um pontinho de nada.
Um pontinho de nada? Texas?
Olhe, amigo, sou esclarecido,
Tenho estado com gente, mas...
N�o ouse dizer isso a outro texano
Um pontinho de nada!
Que sensa��o mais rara!
Me sinto como em uma nuvem, suave.
Nos adentramos no espa�o.
Pronto quase n�o haver� gravidade.
Olhem! Ha um clandestino a bordo.
Olha voc�!
Preciso de voc�.
N�o acha engra�ado?
Qual � a gra�a? � a gravidade.
Claro, Dra. Van Horn.
Ser� melhor segurar o equipamento.
N�o leve a mal, mas, nunca relaxa?
Faz meses que a observo.
s� pensa no trabalho.
E eu me pergunto:
Que faz uma mulher como voc� envolvida com isto?
Deve pensar que as mulheres s� deveriam cozinhar,
cozinhar e criar filhos.
E n�o est� bom?
Algu�m tamb�m pode ir al�m em outra dire��o.
Se est� me entendendo...
- Vou olhar os motores. - Pressurize antes a sala.
Sala de m�quinas pressurizada.
Seguimos a deriva.
As 14 horas e 12 minutos,
Percorremos 180.000 Km.
Entraremos na gravidade lunar...
Isso agora n�o importa. sem potencia flutuamos no espa�o.
Pois se estiv�ssemos no campo gravitacional n�o poder�amos alunizar.
Necessitamos de potencia.
Repassei tudo duas vezes.
Testei, os injetores de combust�vel.
N�o tem nada errado.
Deve ser o combust�vel.
Quanto oxig�nio nos resta?
N�o se preocupe, tem de sobra para a viagem.
Para a viagem planejada.
Se me permite...
Com um diferencial de 6 sobre N a trig�sima potencia, a m�dia
� de 262.000 a 341.000,
ambas com tangente E, correto?
Meu resultado � diferente.
Deveria ser o mesmo. Acho que se equivocou.
N�o estou equivocada, Dr. Eckstrom.
Deve ter errado algo. Vou ter que descartar seus c�lculos.
Desculpe.
N�o se desculpe.
Vai deixar que a emo��o a afete?
Claro que n�o.
Continuemos partindo de meus c�lculos.
Concordo, doutor.
Mas devo insistir que comparemos os dois.
Imposs�vel.
Cada c�lculo Levaria de 6 a 8 horas.
N�o podemos fazer isso. � um ou outro.
N�o tem que ser assim.
N�o pode ser arbitr�rio com as vidas destas pessoas.
N�o entendeu ainda?
Falou t�o tranq�ilo, como se dissesse: "passa-me o sal".
� humano? Ou � de gelo?
Sinto muito. Desculpe-me.
Por qu�? Por ser uma mulher?
Compreendo, Srta. Van Horn.
- Continuamos? - Sim, doutor
Tangente L9.
Tangente L9.
Diga? Sim.
� o Dr. Hurley, de Mount Palomar.
Sim, Dr. Hurley?
Localizamos o X-M, esta manh� as 7h16.
Desde ent�o, aconteceram algumas surpresas.
Aparentemente sua velocidade � muito menor que a prevista.
Tem certeza?
Obrigado.
O vento sopra entre os mundos, cortante como uma navalha.
Qu�?
Nada, � um verso de Tomlison de Kipling.
Um poema que fala de um cara, que igual a n�s,
n�o pode ir nem ao c�u nem ao inferno,
e flutua no espa�o.
Poderia me fazer um favor?
Claro.
Necessito desses gr�ficos que est�o embaixo do bra�o do Dr. Eckstrom.
estou cansada, acabaria acordando ele.
Sei como se sente.
N�o lhe tiraria o sono por nada.
uma vez levei uma �rvore de natal na casa de meus primos.
Queria fazer algo mesmo estando bem cansado.
Era uma da madrugada. Despertei as crian�as.
Pensaram que era Papai Noel, com uma capa nas costas.
estraguei tudo.
- Obrigada. - De nada.
Deveria descansar um pouco.
N�o posso.
Pensar� com mais clareza.
N�o.
Durante a guerra, havia uma pessoa como voc�. Em nossa miss�o.
Foi uma pena.
uma pena?
Ficou maluco. Foi afastado da miss�o.
Ag�entou at� demais. N�o descansava um minuto.
Tem raz�o.
Nem sequer consigo pensar.
Os n�meros zunem em minha cabe�a.
Deveria pensar em outra coisa.
Que tal isto?
� algo que nenhum outro ser humano viu.
Interessante.
Ningu�m pensa assim quando est� na Terra,
um planeta agonizante que n�o faz mais do que refletir luz.
uma simples Lua.
N�o fale assim da Lua.
uma simples Lua...
J� fiz grandes coisas sob a luz da Lua.
Pode ser muito rom�ntica.
Para voar?
Para qualquer coisa.
N�o a subestime. � poderosa.
fala de seu efeito nos homens e mulheres?
Nas mulheres. Eu n�o preciso.
Voc�. � imune?
N�o. Mas n�o necessito.
J� esteve alguma vez num convers�vel em frente ao pacifico,
em uma noite de ver�o, com a lua no horizonte,
sua luz refletida na �gua,
com boa m�sica na radio e o barulho das ondas na praia?
N�o, suponho que infelizmente,
n�o tive tempo e nem a id�ia
de fazer coisas fora do trabalho.
Alguma vez observou a Lua de uma perspectiva n�o astron�mica?
Tem raz�o. J� aconteceu.
uma vez.
Na Su��a, no lago Lugano.
Foi um passeio maravilhoso.
- Passeio? - Sim.
Passeamos tranquilamente 2 horas junto ao lago.
- sem parar? - N�o.
Com prazer...
Foi maravilhoso.
A �gua, escura como o caf�.
A lua brilhava como copos gelados na superf�cie.
Ouvia-se m�sica de baile do hotel.
Mas Isso faz tanto tempo.
Era outro mundo.
Isso cientista estou feita.
Sonhar acordada...
De vez em quando faz bem.
Suponho que sim mas...
Agora n�o.
- Continuo pensando. - O que?
Que a luz da lua � poderosa.
Tem raz�o.
Que efeito teria uma dose dupla como esta em um convers�vel?
Nada. esquece.
Meteoritos!
J� fiz v�os perigosos
mas esse � o pior de todos. Entulho espacial!
Pode ser que algu�m n�o queira que cheguemos em nosso destino.
Animo, Harry. Pelo que j� passamos, � certo que conseguiremos.
Teria sido melhor bater em um.
Pelo menos seria instant�neo.
Seus c�lculos?
Tem que somar 12 % de O3 a A16.
Bem, 12 % de O3 a A16.
Isso significa reorganizar os dep�sitos e as conex�es.
Substituiremos esses dep�sitos por estes.
A sala de m�quinas est� pressurizada.
- Consegue mover meia tonelada? - Claro.
No rancho toda manh� derrubava um novilho de 400 Kg.
E um touro n�o?
- Vamos, Sans�o, mostra. - Acha que estou brincando, n�o �?
N�o adianta mostrar aqui.
doutor,
Como podemos ter certeza disto?
Nem conseguimos test�-las.
Os c�lculos matem�ticos s�o indiscut�veis.
� que O3...
As vezes d� resultados imprevistos.
Outra vez a intui��o feminina?
12 % de O3 a A16.
12 % de O3 a A16.
Nos desviamos 32� A posi��o atual �...
Corrigiremos o rumo assim que os motores funcionarem.
- Ent�o. Preparados? - Preparados.
Segurem-se bem.
Pode repetir Dr. Hurley?
Tem certeza?
Sim.
Sim, eu entendo, obrigado.
Desviaram totalmente a trajet�ria.
e voam a uma velocidade fant�stica
em dire��o ao espa�o infinito.
N�o entendo.
Floyd!
Floyd!
Floyd!
- Est� bem? - Sim. estou bem.
Harry! Harry!
Falta oxig�nio.
Bill! Bill!
Dr. Eckstrom.
Dr. Eckstrom! Dr. Eckstrom!
- H� quanto tempo? - Nunca saberemos.
Como est�o os outros?
Acho que est�o bem.
Acho que j� fazem dias.
- Por sorte os motores desligaram. - Quando?
Devo ter desligado quando desmaiei.
Qual a velocidade?
sabe as conseq��ncias de voar no espa�o a qualquer velocidade.
Movimento infinito.
Nos desviamos um pouco.
Temos que dar marcha a r�. Vamos, trabalhar.
Tente calcular a velocidade atual.
� imposs�vel! O equipamento est� descontrolado.
N�o � poss�vel.
Somamos a velocidade orbital da Terra a nossa.
Ent�o voamos realmente r�pido.
Calculo que umas 7 vezes a velocidade m�xima do veloc�metro.
Alguma novidade, Harry?
Pronto terei uma localiza��o aproximada nossa.
- Consumo de combust�vel? - um momento.
- doutor. - Qu�?
Interrompi as resist�ncias, mas veja!
Acelera��o.
sem d�vida � acelera��o, mas...
com os motores desligados � imposs�vel. A menos que...
- N�o pode ser. - O qu�?
Recebo sinais de atra��o frontal a uns 80.000 Km.
- Isso explica tudo. - O que?
Claro!
incr�vel.
N�o pode ser casualidade.
No sei como explicar.
Se pudesse imaginar
que uma serie de circunstancias incr�veis
Nos levariam certeiramente pelo espa�o at� MARTE!
- tinha... - Marte!
� incr�vel!
N�o h� d�vida.
Marte. Meu Deus!
Que significa isso, doutor?
Que as vezes um cientista n�o pode ir mais al�m,
E deve contentar-se em observar como algo muito maior toma o controle.
Esta � uma dessas ocasi�es.
Vamos continuar, n�o?
- Quanto combust�vel usamos? - 42 % .
Aterrissar em um planeta com atmosfera � mais f�cil que na Lua.
Devemos continuar. � uma oportunidade sem precedentes.
Antes devemos resolver algumas coisas.
A nave n�o pode aterrissar sozinha.
Marte. Quem diria!
Primeiro devemos calcular a mistura adequada de combust�vel.
Velocidade: 20.000 Km/h.
Oxig�nio na superf�cie: 15 %
- Varie a for�a a 24000 Km. - Concordo.
- Os localizou. - O qu�?
A Terra e a Lua.
- Aonde? - Aqui, veja.
Uau!
J� posso dizer que o Texas � um pontinho de nada?
Como agora voamos paralelos,
estamos reduzindo a velocidade e a altitude.
A 80 Km. Do solo executaremos um giro de 90�
para colocar a nave em posi��o de aterrissagem.
A gravidade de Marte � a metade de for�a que a da Terra.
Um empuxo de 1200 toneladas bastar�o para aterrissar.
- Combust�vel? - Hidrog�nio e oxig�nio mais A12.
Altitude: 110 Km.
100.
95.
- 90 Km. - Preparados para girar.
85.
Giro!
- Giro de 90� finalizado. - Reduza a potencia.
Altitude: 65 Km. 61 Km.
Espero que a luz aguente. Est� cada vez mais escuro.
Preparados para aumentar a potencia em 24 Km.
Escurece rapidamente.
Pelo que posso ver, o terreno est� bom para aterrissar.
Altitude: 10 Km.
8 Km.
6 Km. 5,5 Km.
Press�o: 1200 toneladas.
Preparados para aumentar potencia.
4,5. 3,5.
3. 2,5. 2. 1,5.
ca�mos muito r�pido. Aumente empuxo a 3.000 toneladas.
1200 metros.
900 metros.
600.
Reduza lentamente a 1.250 toneladas.
300.
150.
Desliguem os motores.
Bom trabalho, Floyd.
Marte nos d� as boas vindas.
Desembarcaremos amanh� cedo.
Descansaremos agora e prepararemos nosso equipamento.
Queria ouvir isso.
Estava querendo um destes.
Sinto decepcion�-lo, Bill.
Aqui tem atmosfera n�o precisaremos dos trajes.
Ser� melhor para n�s.
Sem os trajes teremos muito mais agilidade.
Levaremos apenas m�scaras de oxig�nio, c�meras fotog...
E os dados para a viagem de volta?
Devem ser precisos. N�o dever�amos iniciar os preparativos?
Sim, tem raz�o.
temos pouco tempo. � uma grande oportunidade.
Pensemos nisso durante um joguinho.
Observe a forma��o rochosa ali na frente.
J� tinha visto tamanha forma��o de cores? Verde, laranja, amarelo, preto.
Sinal de uma abundante mineraliza��o.
Mangan�s, cobre, n�quel, ur�nio.
A maior jazida de Ur�nio j� vista.
Tentar� conseguir uma concess�o mineira?
S� me preocupo se conseguiremos voltar.
Rochas e areia, areia e rochas. N�o vejo mais nada.
Me pergunto se encontraremos marcianos.
Ouvi dizer que s�o p�lidos, cabe�a grande e olhos de peixe.
Continuamos?
� maravilhoso.
O criador de tudo isto deveria ter uma intelig�ncia superior.
Compar�vel a da Terra ou at� superior
Acredita que existiu uma sociedade organizada?
Sim. Diria que h� milh�es de anos.
Que ser� que aconteceu?
Talvez um meteorito.
Mas teria criado um recalque, como uma cratera lunar.
N�o, n�o foi um meteorito.
� fruto de uma explos�o e de um calor extremo.
Vemos fortes radia��es por aqui.
Pare. A radioatividade alcan�ou n�veis perigosos.
� incr�vel, n�o?
A mente humana onde quer que esteja,
na Terra ou em Marte...
Os maiores sucessos da intelig�ncia humana
sempre se destinam a autodestrui��o.
Pode ser que toda superf�cie do planeta seja como uma grande ru�na.
N�o dever�amos voltar a nave?
Concordo. n�o estamos equipados para ficar aqui.
temos provis�es para v�rios dias.
Aproveitemos esse tempo da melhor maneira poss�vel.
Concordo com o Dr. Eckstrom.
Um dia aqui vale mais que anos de pesquisa na Terra.
Concordo, continuemos.
Que li��o para o nosso mundo!
uma explos�o e milhares de anos de civiliza��o destru�dos.
Ser� que existem sobreviventes?
Espero que n�o.
Ainda desconhecemos os efeitos gen�ticos da radia��o.
Mas sabemos que provoca malforma��es e cegueira,
Sabemos pelas experi�ncias em laborat�rio.
uma explos�o como esta,
Seria horr�vel imaginar os sobreviventes.
Tente descansar um pouco.
Se conseguir voltar ao Texas n�o quero mais sair de l�.
Sim, senhor!
Bill, Floyd, Dr. Eckstrom!
Disse que viu homens!
Acreditem n�o estava dormindo.
- Os viu! - Aonde?
Por ali. Desapareceram quando gritei
Bem. Vamos ver.
Bem aqui. Quando me ouviram desapareceram ali dentro.
Dr. Eckstrom, Tem umas pegadas.
N�o precisa ser um �ndio para saber do que s�o.
- Dif�cil acreditar. - Voltemos a nave.
Agora n�o devemos parar,
devemos descobrir que tipo de criaturas s�o. � crucial.
quantos ser�o? Com um rifle e uma pistola n�o faremos muito.
� um risco que devemos correr.
Esperem aqui, vou na frente.
Gosto de aventuras. Importa-se que o acompanhe?
- Obrigado, Bill. - Eu tamb�m vou.
- N�o, Floyd, voc�s ficam. - Mas...
� uma ordem. Vamos, Bill.
Vi os seus olhos!
da era at�mica... a idade da pedra.
Cuidado!
Bill!
Dr. Eckstrom!
Aonde est� Bill?
selvagem!
N�o, Floyd.
s�o uns pobres desgra�ados, uns desesperados.
Tenha piedade deles.
- Piedade deles. - n�o fale.
Devem voltar a Terra, contar o que vimos.
Talvez isto...
Cuidado!
Quem dera Harry pudesse nos ajudar.
� imposs�vel ter precis�o sem um radar.
Fez um grande trabalho.
Devemos ter o suficiente de combust�vel para aterrissar.
- Perceberemos a gravidade da Terra? - Quando aumentar a velocidade.
Sigam o plano, a qualquer momento.
- Mas sem os c�lculos de Harry... - Eu sei, mas tenhamos f�.
- Aumento a velocidade? - Ainda n�o.
� uma garota muito esperta, Lisa.
Garota? N�o sou mais a Dra. Van Horn?
N�o, somente Lisa.
Cumprindo com suas obriga��es.
N�o a vejo assim.
Vejo uma mulher doce, sens�vel,
e linda.
- J� n�o sou a mesma? - De alguma forma, n�o.
Mas eu sou. Quero dizer, a mesma.
talvez seja eu quem tenha mudado.
� como se n�o a houvesse conhecida antes.
Me faz um favor?
Claro. o qu�?
Diz meu nome outra vez como dissesse antes
Lisa.
X-M chamando a BWS.
X-M chamando a BWS.
Responda, BWS. Cambio.
Responda, BWS.
N�o consigo contacto.
N�o respondem.
- Jamais responder�o. - Claro que sim.
A velocidade aumenta. O combust�vel. N�s conseguiremos!
Tenho certeza.
Gostaria de poder ajudar.
Ouviu o que disse Floyd.
N�s conseguiremos.
E o combust�vel? Gastamos tanto.
Temos suficiente para aterrissar.
Como est�?
N�o muito bem.
Por qu�? Est� tudo perdido.
N�o temos suficiente combust�vel para aterrissar.
Nem ao menos para nos aproximar.
O motor funcionava perfeitamente at� que o desligamos.
A uns 10 % de capacidade.
- Desculpe � minha culpa. - Pode ser que seja o equipamento.
� in�til.
Estamos perdidos.
Tudo est� perdido.
O trabalho de Dr. Eckstrom foi em v�o.
O mundo nunca conhecer� a horr�vel verdade.
N�o. Mesmo que seja apenas uma possibilidade.
Devemos estar muito perto para as ondas curtas.
Tentarei contatar a base.
Se pelo menos consegu�ssemos.
temos que inform�-los,
Cont�-los o que pudermos,
o que vimos, os erros que cometemos.
X-M para BWS.
X-M para BWS.
- Dr. Fleming. - Sim?
O posto de controle. Estabeleceu contato com o X-M.
Tem muita interfer�ncia use isto.
BWS. Fleming falando.
chamando a X-M. Pode falar, X-M.
Repita, por favor, Dra. Van Horn.
E o Dr. Eckstrom?
Agora pelo menos j� sabem.
Floyd, abra�a-me. Abra�a-me forte.
Se pudesse dizer algo para te consolar.
Sinto como se n�o tiv�ssemos tempo.
N�o termos nos conhecido antes como nos conhecemos agora.
- o tempo n�o � t�o importante. - Sim e o que �.
N�o, por favor.
Podemos dizer que temos um passado.
Sim.
Posso falar das milhares de horas que passamos juntos.
Porque sinto que foi assim.
E n�o existe tanta diferen�a entre o passado e o futuro.
Sentindo desse jeito, n�o.
- O acordamos? - Que diferen�a faz?
Tem raz�o.
s� uns segundos a mais.
Tente n�o ter medo.
Floyd.
J� n�o tenho medo.
� como uma grande onda que nos carrega,
nos protege.
- Dr. Fleming. - Sim?
Os representantes da imprensa est�o aguardando.
Bem, que entrem.
Dr. Fleming, a tripula��o da International Airlines
Observou um objeto estranho caindo sobre a nova Esc�cia.
De acordo com informa��o deles poderia ser o X-M.
N�s recebemos tamb�m a mesma noticia.
H� tempo que n�o sabemos nada do X-M. Tem alguma rela��o?
Ainda n�o temos confirma��o de nada, mas...
sim, creio que haja rela��o.
Morreram todos no impacto?
N�o, dois morreram antes.
Ent�o a expedi��o foi um fracasso.
Fracasso?
Cumpriram-se todos os pontos de nossa teoria,
demonstrando que a viagem espacial n�o s� � poss�vel, como pr�tica.
E nos chegou uma informa��o
Que pode significar a salva��o do nosso mundo.
N�o, senhores.
A miss�o do X-M n�o foi um fracasso.
Amanh� mesmo come�aremos a construir o K2.
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