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Amor de Um Estranho (1937)
Est� chovendo muito.
Eu j� me acostumei.
N�o quer dizer que voc� gosta disso.
Eu sabia que estava chovendo de novo.
Minha dor voltou.
Carol querida, posso deitar na sua cama?
Eu estava t�o s� e triste no meu quarto.
Oh n�o. Fique � vontade.
Como est� se sentindo nessa manh�, tia Lou?
N�o muito bem.
Minha pobre cabe�a...
�, minha cabe�a!
Tem certeza que n�o � o seu f�gado, querida?
Ontem, voc� sofreu com ele.
Talvez seus dentes caiam ou voc� quebre uma perna amanh�,
isso seria incr�vel!
- Seu caf� da manh� est� pronto, Carol. - Obrigada, Kate.
Voc� n�o tem ideia do quanto ela me maltrata na sua aus�ncia.
Voc� est� imaginando coisas, tia Lou.
Kate � uma �tima amiga.
Eu queria v�-la longe daqui.
Sem ela, esse apartamento seria muito caro pra mim.
Pra mim seria �timo. Voc� fica o dia todo no escrit�rio.
Eu tenho que ficar ouvindo aquelas aulas chatas.
Acho que a tia Lou n�o vai te largar, mesmo depois de casada.
- E eu devia abandon�-la? - Por que n�o?
Encontrar um marido � uma oportunidade �nica.
Eu sei, Kate.
Eu amo o Ronnie.
Ah droga... eu vou me atrasar!
Espera! Leva com voc�!
O que eu trago pro jantar? Carneiro?
Eu achei que voc� ia dizer isso.
Voc� podia trazer outra coisa.
F�gado...
Vou ficar com a impress�o que vamos degustar o f�gado da tia Lou.
Por que n�o lagosta e caviar, regados ao champagne?
Vai logo!
- J� sei o que vou trazer pro jantar! - O qu�?
Carneiro.
Carol!
Ela j� foi! Fugiu!
- Est� atrasada, srta. Howard. - Me desculpe, Sr. Tuttle.
Por que se atrasou, srta. Howard?
Eu estava procurando um chap�u.
Um chap�u?
�, um chap�u.
E voc� fez isso no seu hor�rio de trabalho?
- Me desculpe. - Isso � tudo, por enquanto.
"Querida Carol, Aqui est� o resultado da loteria."
"Seu n�mero n�o � NB 42893? Porque foi esse n�mero que ganhou."
NB 42893...
NB 42893...
Srta. Howard...
Srta. Howard, por favor, voc� poderia incluir no seu relat�rio...?
Srta. Howard?
Carol!
Continue tocando! Eu estou ouvindo.
O que aconteceu? Voc� est� bem?
Eu estou rica! Ganhei uma fortuna!
Milhares de libras!
Nove milh�es e seiscentas mil libras!
Venha se sentar...
- Londres est� te enlouquecendo... - Voc� n�o est� entendendo!
Sente-se!
Continue, estou escutando.
- Eu ganhei na loteria. - Claro, voc� est� maluca.
Aquele bilhete que voc� n�o queria, eu comprei e ganhei.
N�o se lembra? NB 4268... 8... 8...
Estou t�o nervosa que esqueci o n�mero.
Voc� vai ver!
Eu n�o posso acreditar!
Nem eu.
Mas � verdade.
Milhares de libras!
Imagine s�!
Eu n�o sei o que pensar!
- Como foi, srta. Meadows? - Maravilhoso!
Incr�vel! Magn�fico!
Pegue o seu chap�u!
V� pra casa
e n�o volte nunca mais!
Eu saquei todas as minhas economias e fiz algumas compras.
Olha!
Eu sinto que esse chapeu deve ter custado uma fortuna!
Agora poderemos ter tudo o que sempre quisemos.
Depois que voc� receber o pr�mio em Paris, vamos � Su��a, Veneza...
- E voc� ter� um novo piano. - Verdade?
Tia Lou ficar� em Brighton, como ela tanto quer!
Aonde ela est�?
Ela est� no banho. N�o diga nada � ela. Ir� se afogar!
Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo.
- Eu vou fazer ch�... - Ch�?
- Champagne! - Champagne!
Foi um tiro?
Brighton! E n�o v� perder o trem!
Voc� est� contente por se livrar de mim?
Eu vou sentir muito a sua falta.
- Brighton! - Envie um postal assim que chegar!
Comporte-se, mas n�o tanto!
N�o me apresse, querida!
- Adeus, minhas queridas! - Adeus, tia Lou!
- Adeus! - Adeus.
- Brighton! - Brighton!
Bom, est� tudo pronto pro retorno do "filho pr�digo".
- Feliz pelo retorno? - Muito.
J� se passaram 3 anos, sabe?
Ser� que ele mudou muito?
N�o o Ronnie. Nada poderia mud�-lo.
Esse tipo de pessoa nunca muda.
Ser� que ele vai gostar da novidade?
At� mais tarde.
Ronnie, querido...
Me desculpe, eu pensei...
- � este o apartamento para alugar? - O qu�? Oh, sim... �!
- Eu posso dar uma olhada? - N�o me avisaram...
Me desculpe, a culpa � toda minha. Eu devia t�-la avisado.
- Se for um incoveninente... - Claro que n�o! Entre.
Aqui... � a entrada.
Isso � �bvio, mas essa �... a entrada.
- Por aqui... - Obrigado.
E esta � a sala de estar.
Muito bonita!
Estou vendo que voc� tem bom gosto.
Que bela cadeira!
Voc� a... herdou?
Mais ou menos.
Eu a adquiri em um leil�o.
Voc� n�o vai encontrar vista melhor.
� claro!
Isso � exatamente o que eu estou procurando.
� mesmo?
Na verdade, isso me traz algumas lembran�as...
dos anos em que eu estive ausente.
Eu tenho visto as belezas do nosso mundo,
as estrelas refletidas no Golfo de Corinto,
as cerejeiras japonesas, o Taj Mahal,
como em um sonho,
fascinante como um luar...
Eu perten�o a tudo isso.
Talvez porque, quando eu era um garoto,
minha janela dava para os telhados de Londres.
Antes de satisfazer as minhas ambi��es.
Antes das guerras,
viagens, riqueza...
� por isso que eu voltei: para me impregnar disso novamente.
N�o da minha juventude, isso � imposs�vel,
mas de seus sonhos.
Voc� se importaria de vermos a cozinha?
- Ela � agrad�vel? - Bastante.
Eu confio na sua palavra.
Me preocupo mais com fogueiras no campo do que com cozinhas.
N�s temos 2 quartos que eu vou lhe mostrar,
- ... se voc� puder esperar um pouco. - Obrigado.
Ol�, Ronnie!
� um poss�vel inquilino.
Sorte que voc� ainda tem esse quarto.
Aproveite que estou saindo e mostre o quarto � ele.
Eu vou buscar as passagens.
Quando Ronnie chegar, diga-lhe bom dia por mim.
Pronto para a inspe��o.
� bem acolhedor!
Apesar...
apesar de pouco compat�vel com as necessidades de um homem.
Eu gostaria de um lugar para guardar as minhas coisas. Voc� se importa?
Claro que n�o. H� um quarto menor no fim do corredor.
Voc� pode guardar suas coisas l�.
Eu tenho algumas malas com material fotogr�fico...
- Voc� � um fot�grafo? - Amador. � s� um hobby.
Na verdade eu sou um engenheiro qu�mico.
Eu tenho uma pequena ideia do que isso seja.
- Isso soa muito cient�fico. - Eu temo que sim.
Me d� licen�a, a campainha est� tocando.
Querido!
Deixe-me olhar pra voc�...
Oh, me desculpe!
Este � o meu noivo, sr. Bruce. E voc� �...?
- Gerald Lovell. - Este senhor quer alugar o apartamento.
- Como vai? - Prazer em conhec�-lo.
N�o vamos perder mais tempo. O seu apartamento me interessou.
Eu retornarei mais tarde, se voc� n�o se incomodar...
- � clao que n�o! - Obrigado. Adeus.
Eu tenho �timas not�cias pra voc�.
Bem, eu tenho uma novidade pra lhe contar!
Est� bem, voc� me conta a sua primeiro!
Eu tenho uma confiss�o a fazer.
Voc� sempre criticou o meu "v�cio".
Sua tola, seu �nico v�cio na vida � a loteria.
Exato! Meu "v�cio"... se transformou em uma virtude.
Eu ganhei!
Eu ganhei o grande pr�mio!
- � s�rio mesmo? - � verdade!
Qual o problema, Ronnie? Voc� n�o ficou feliz com a not�cia?
Sim... � claro que fiquei.
- Mas... - O qu�?
Isso me preocupa um pouco.
Por qu�, Ronnie?
Descobrir que sua noiva, de repente, possui...
uma grande fortuna...
Isso n�o muda nada os nossos planos.
Carol, voc� n�o entende?
H� 5 anos eu tenho trabalhado no Sud�o, com um �nico objetivo,
de poder lhe dar uma condi��o de vida melhor.
E agora que isso aconteceu,
nada do que eu puder lhe oferecer pode ser comparado...
Oh, Ronnie!
Vamos esquecer toda essa hist�ria do dinheiro...
e fazer de conta que voc� n�o se casar� com uma mulher rica.
Eu n�o suportaria te perder.
Isso n�o vai acontecer.
Voc� n�o est� dizendo que vamos romper o noivado, est�?
Eu n�o diria uma tolice dessas! Mesmo sem querer.
Eu sei que sou uma pessoa teimosa e...
n�o me deixo abater facilmente.
N�o se preocupe com isso.
Eu j� pensei em tudo!
Meu plano vai te surpreender.
� sobre o nosso casamento?
� claro querido... mas isso fica pra depois.
Vamos nos casar em outro lugar.
Em algum lugar rom�ntico como...
Veneza ou...
Primeiro, precisamos ir � Paris, para receber o pr�mio.
E podemos levar Kate conosco, se voc� n�o se importar.
Kate gostaria muito.
Poderiamos viajar por toda a Europa,
ou pelo mundo inteiro, se voc� quiser!
- Voc� n�o me incluiu nos seus planos? - � claro que sim!
Segunda-feira eu assumo um novo cargo, no trabalho.
Eles que esperem!
- Eles quem? - Os seus patr�es.
Carol, seja razo�vel!
Eu n�o vou desistir do cargo que eu levei a vida toda pra conseguir!
Por que n�o?
Me desculpa Ronnie, eu n�o quis dizer isso.
Eu s� quero dizer que voc� n�o precisa mais trabalhar no Sud�o.
Tudo que eu tenho tamb�m � seu, evidentemente.
N�o �, Carol.
- Estou feliz por voc�, mas... - O qu�?
Eu preciso me acostumar com a ideia de voc� me dar a lua de mel.
- Voc� tem que ir � Paris? - � claro.
- Kate n�o pode ir no seu lugar? - N�o, eu mesma tenho que ir na segunda-feira.
Quando voc� volta?
Eu n�o sei.
Como assim voc� n�o sabe?
Eu pretendo aproveitar um pouco a viagem, enquanto estiver l�.
Voc� n�o pode querer que eu n�o aproveite uma chance dessas, pela primeira vez na vida.
Eu n�o deveria.
It�lia...
eu sempre quis ir l�,
ver o Golfo de Corinto,
as cerejeiras japonesas,
o Taj Mahal � luz da Lua,
claro como em um sonho...
� f�cil pra voc� rir disso! Voc� sempre viaja!
�, eu vou pro Sud�o. Pra trabalhar!
N�o tem nada demais nessa viagem!
Eu poderia muito bem ir l� com voc�, depois que casarmos.
Eu tenho certeza de que voc� n�o gostaria de ir!
Voc� detestaria l�.
Eu faria qualquer coisa pra sair da rotina!
Essa rotina me cansa.
N�o h� um dia diferente do outro.
Eu queria algo emocionante...
alguma coisa nova, interessante ou rom�ntica...
- O problema � que o dinheiro lhe subiu � cabe�a! - Oh, para com isso Ronnie!
Sua mente teimosa se recusa a aceitar os fatos.
Voc� s� aceita o seu ponto de vista.
Voc� n�o � justo! E estragou tudo.
Felizmente, eu percebi isso na hora certa.
Se � assim que voc� se sente, eu tamb�m fico feliz.
Quer que eu o chame de volta?
Oh n�o... n�o � nada importante.
Ele precisou sair com urg�ncia.
- Vamos entrar. - Obrigado.
Ronnie!
- Estou t�o feliz em te ver! - Ol�, Kate.
Voc� viu a Carol?
�, eu a vi.
- Qual � o problema? - O dinheiro que ela ganhou estragou tudo.
Deixa disso, voc�s brigam desde que eram crian�as!
Volta l�. D� um abra�o nela.
Diga-lhe que sente muito.
- N�o. - Entendi.
O grande orgulho masculino!
Voc�s odeiam quando uma garota pisa nele.
Tudo bem Ronnie,
o azar � seu.
Se voc� n�o partir em 6 semanas, n�o valer� mais a pena.
Mas...
eu ligarei pra voc� e te darei uma resposta.
O telefone � 6093.
Obrigado.
- E o seu nome � srta. Howard... - Carol Howard.
Voc� se importaria se eu...
- tomasse nota? - Claro que n�o.
Eu sei que n�o vou esquecer mas...
eu... costumo tomar nota de tudo que acontece nessa caderneta.
O que voc� escreveu?
"Jantar, esta noite, com a srta. Howard."
Oh, � mesmo? Sinto muito, mas...
eu vou viajar pra Paris logo cedo, e eu...
� claro.
Voc� vai jantar com o seu noivo.
Obrigado, srta. Howard. Eu gostei muito.
Como vai?
Quem � aquele homem?
Aquele homem que alugou o nosso apartamento.
- Voc� o convidou para ir � Paris? - N�o!
- Ele est� te seguindo? - N�o diga bobagem!
- Ele sabe que voc� ganhou na loteria? - N�o...
e isso n�o mudaria nada, ele � muito rico.
Ent�o por que ele alugou nosso pequeno apartamento?
Ele adorou a vista.
Provavelmente nem nos viu.
Aposto que em 10 minutos ele ir� nos ver.
Agora que voc� o viu, o que achou?
N�o achei nada.
Bem atraente, n�o?
Nada demais.
Por que est� falando dele?
Admito que o achei um homem distinto.
Nunca confie em homens distintos.
Eles me aborrecem.
Voc� preferia que ele ele fosse grosseiro?
Eu n�o estou nem a�.
Como vai, srta. Meadows?
- Nunca estive melhor. - �timo!
Eu trouxe bebidas quentes, sardinhas fritas,
e doces franceses. Com licen�a.
Tira isso daqui!
Enfim s�s!
Que maldadee! Pobre Kate!
Aqui estamos n�s de novo!
- Uma grande surpresa! - N�o pra mim.
� mesmo?
- Encontrou seu apartamento com aquela vista? - Encontrei...
com o navio pra Paris � vista.
- E o seu trabalho t�o importante? - Eu preciso de um pouco de inspira��o.
- Ent�o resolveu fugir pra Paris? - Sim.
Ao que tudo indica.
Eu nunca estive l�.
- Nunca? - N�o!
Eu gostaria de lhe mostrar a Paris que eu conhe�o,
n�o aquela que os turistas conhecem.
Obrigada, voc� � muito am�vel, mas Kate tem um �timo guia.
Um guia de viagem?
Mas eu posso te levar a lugares fant�sticos.
E para noites excitantes!
Voc� apreciar� a sopa de cebolas no mercado.
Kate e eu adoramos isso.
Perd�o, aquela jovem inclinada na grade disse que est� morrendo,
ou quase. Ela n�o est� bem.
Voc� se importaria de me acompanhar?
- Voc� vai voltar? - Eu, bem...
eu volto pra buscar o meu casaco.
Boa noite, sr. Lovell. Sua mesa est� pronta.
- Vamos tomar um drink. - Boa ideia!
N�o me importa qual... Pierre !
- Senhor? - Vamos at� a adega.
- Sim, senhor. - Eu mesmo vou escolher a garrafa.
Na minha aus�ncia, escolham o menu.
- Vamos jantar tamb�m? - Vamos!
Eu j� estou rica.
Voc� ofereceu a ele o seu cora��o, numa bandeja de prata.
Voc� acha que eu estou inclinada a fazer isso?
Inclinada? Voc� est� de joelhos!
Eu estava me achando hipnotizada!
- Parecia um cachorrinho! - Oh, n�o me importa!
Voc� achava que eu me envolveria tanto assim?
Ele faz tudo por voc�.
- Voc� gosta dele? - Eu sou louca por ele!
� que ele tem algo "diferente" nele.
Sabe Carol, acho que eu vou voltar pra Londres,
antes que isso vire um tri�ngulo amoroso.
Ronnie?
O que voc� veio fazer em Paris?
Eu n�o posso, porque...
Sobe aqui que eu te explico. Est� certo.
Ol�, Ronnie.
Ol�, Carol.
Me perd�e chegar assim sem avisar, mas eu precisava v�-la.
- Entre. - Obrigado.
� bem diferente do seu outro apartamento!
� mesmo.
- Voc� est� gostando de sua vida nova? - Uma loucura!
Eu estou p�ssimo sem voc�.
Oh, Ronnie...
Eu n�o sei como te dizer isso.
- Eu... - Eu acho que sei o que �.
Voc� acha que est� apaixonada por este homem, n�o �?
Meu Deus, Carol, voc� est� vivendo uma ilus�o.
Esse n�o � o seu mundo.
Olha pra essa su�te!
� um luxo absurdo.
Voc� vai aproveitar por algum tempo, mas n�o vai gostar
quando tiver que encarar a realidade.
Minha pobre querida...
Voc� n�o pode se deixar seduzir por algu�m que n�o conhece.
Especialmente por esse tipo de pilantra!
Como voc� ousa? Voc� n�o sabe nada sobre ele!
Voc� tamb�m n�o, Carol!
Voc� tem que ter um pouco de bom senso!
Inacredit�vel!
Voc� sabe qual � o significado desse aqu�rio?
Veja s� essa beleza arrogante sobre a �gua limpa,
sem perceber nada � sua volta,
nem esses pobres peixes.
- Ronnie, eu acho que... - Volte para Londres comigo,
antes que esse sonho termine.
- Ele � apenas um aventureiro atr�s de fortuna. - J� chega!
- Eu n�o vou ouvir mais nenhuma palavra. - Voc� deve ouvir, Carol!
Eu me informei sobre ele.
Sua fortuna em petr�leo, na Am�rica do Sul, � s� uma inven��o...
- � verdade! - � claro que n�o!
A companhia petrol�fera existe, mas n�o conhecem nenhum Lovell.
Tudo � muito estranho, n�o sabem nada sobre ele ou seu passado.
Por causa disso eu informei a Scotland Yard sobre o caso.
- Voc� o qu�? - Eles v�o esclarecer tudo.
Volte comigo Carol. N�o se deixe enganar por essa tola paix�o.
V� embora, por favor.
- Mas, Caroline... - N�o...
Ol�, Bruce. Que surpresa v�-lo aqui!
Querido, na verdade, Ronnie veio aqui
me "salvar de voc�".
Ele me contou muitas coisas. E n�o me deu chance de lhe dizer
que iremos nos casa nesta manh�.
sinto muito, Ronnie.
Eu queria que voc� soubesse disso... de outra forma.
Eu sei como voc� deve estar se sentindo.
Eu n�o teria aceitado isso t�o bem.
Veja, eu... tamb�m amo Carol.
Eu entendo voc�.
Oh querido, eu sinto muito por tudo o que aconteceu.
Fico feliz que ele veio.
Eu quero que voc� tenha certeza,
certeza total.
Eu n�o deveria ter apressado o casamento desse jeito.
Minha desculpa � o meu amor por voc�.
Carol...
Eu vou te dar algum tempo para refletir.
Ent�o...
se voc� quiser cancelar o casamento,
eu vou entender, porque...
eu te amo,
e sempre amarei.
- Est� � a su�te da sra. Lovell. - Obrigada.
A su�te real!
Com vista para o Hyde Park!
O quadro n�o � feio!
Se a Carol ainda n�o chegou...
N�o se preocupe. Ela vai chegar a qualquer minuto.
Depois de todo esse tempo, ficarei feliz em v�-la.
Ela deve sentir muito por n�o ter ficado ao meu lado.
- Qual lado? - O esquerdo.
Ontem a noite foi o direito.
A dor evoluiu.
Seus problemas nunca acabam.
Ela tem seus pr�prios problemas.
O que voc� quer dizer ...?
Os chocolates!
Ronnie fez ela se virar contra Gerald Lovell?
Eu n�o sei.
Tenho pensado nisso ultimamente.
Eu n�o deveria t�-la deixado sozinha com ele,
pra que ela n�o se casasse com ele.
Voc� est� muito preocupada!
Talvez eu esteja...
Eu gostaria de ter mais not�cias dela,
e se eu soubesse que ela est� infeliz...
Preparem-se para ver Carol extremamente radiante!
- Ol�, Kate ! - Ol�, Gerald !
Estou feliz em rev�-la.
Eu acho que esta � minha tia Lou.
Ela n�o pode responder!
Ela est� engasgada com algumas coisas.
Kate falou coisas terr�veis sobre voc�. N�o eu.
Eu estava com a boca cheia.
Voc� est� com raiva da Kate ? Ela tem todo o direito de se preocupar.
Voc�s querem... se sentar?
Minhas queridas!
Tia Lou...
Carol...
- Como voc� est� bem! - Com uma dor nas costelas.
- O que aconteceu? - Na verdade...
J� passou.
- Carol querida, Kate tamb�m tem uma dor. - S�rio?
No cora��o... Ela est� preocupada com voc� desde o nosso casamento.
- Kate, eu realizei um sonho. - Fico feliz em saber.
� o Gerald que me preocupa.
Eu queria ver como o seu noivo estava te tratando.
- sim? � pra voc� querido, � sobre a casa. - Eu atendo na outra sala.
Eu vou transferir a liga��o... obrigada.
Sentem-se queridas! Vamos tomar ch� aqui.
Deixe-me v�-la, Carol.
- Mudou alguma coisa? - N�o...
Mas o Gerald sim. Ele n�o me parece muito bem.
Eu tamb�m estou preocupada com isso.
Ele teve um ataque card�aco, em Veneza.
Isso nos deixou muito assustados.
Ele foi gravemente ferido na guerra.
As vezes ele sente uma press�o muito forte na cabe�a.
Sim, � claro, eu resolvo isso.
... o que n�s levou a comprar uma casa aqui.
� um lugar bem tranquilo.
Ele tem muito trabalho a fazer.
- Onde fica essa casa? - Em Kent.
De acordo com Geral, o lugar � maravilhoso: 10 hectares,
sem vizinhos por perto.
- Voc� ainda n�o foi l�? - N�o.
- Ele quer me fazer uma surpresa. - Ideal para os fins de semana.
Como est� o Ronnie ?
Ainda est� muito deprimido.
Pobrezinho...
Como voc� v�, n�o tem nada para ter inveja.
Eu imaginava.
Pode entrar!
N�o pe�a nada pra mim. Eu estou em um regime rigoroso.
Voc� toma ch�?
Com alguns sandu�ches?
- Um muffin quentinho... - Claro!
- E alguns doces? - Com prazer, minha querida.
Pe�a o que voc� quiser, eu vou tirar o meu chap�u.
Gar�on, voc� pode me trazer alguns merengues de chocolate com creme,
com uma cereja em cima?
Gerald...
Gerald, querido? Est� se sentindo mal?
N�o � nada, querida. N�o se preocupe.
Alguma coisa errada?
N�o, n�o � nada.
Kate disse alguma coisa que te magoou?
Eu... eu acho que n�o posso culp�-la.
Ela gosta muito de mim!
- Agora que ela me viu t�o feliz... - � claro, eu entendo.
O que est� te preocupando, querido?
- N�o vamos comprar a casa? - Vamos, mas...
- Me diga o que aconteceu! - Eu falei com o meu advogado.
- Eu pensei que era da imobili�ria. - Voc� n�o entendeu, era o meu advogado.
M�s not�cias?
Pode se dizer que sim.
Minhas contas na Am�rica do Sul foram bloqueadas.
- Eu n�o tenho nada para dispor. - � s� isso?
Pra voc� n�o � nada, n�o �?
Eu temia que fosse algo pior. Se � s� isso,
eu posso resolver.
N�o... n�o.
N�o se prenda � esse orgulho tolo!
Voc� n�o pode recusar minha ajuda.
Carol, voc� � uma pessoa ador�vel...
N�o vamos mais discutir sobre isso!
O que � seu s� pertence � voc�.
E o que � meu, tamb�m � seu.
Ficou bem claro?
Se eu ficar te devendo 5 mil libras pela compra da casa,
saiba que ser� um acordo comercial,
e que eu te pagarei com juros.
Eu exijo o "pagamento" com anteced�ncia.
Agora estamos de acordo?
Vamos � primeira parte desse acordo tolo!
Eu preciso da sua assinatura.
Est� bem. O que � isso?
Um documento confirmando a compra da casa.
"O comprador acima citado garante o dep�sito do pagamento..."
- Aonde eu assino? - Aqui, querida.
- Voc� n�o leu? - Voc� leu?
� claro, eu nunca assino sem ler.
- Est� tudo certo? - Claro.
Ent�o por que preciso me preocupar em ler?
Mais um, querida.
Est� mais calmo?
Estou encantado!
Voc� � um amor.
S�o eles, tio George ! Chegaram!
- Eu vou receb�-los. - Sim... n�o! Espere!
Voc� est� nervosa. E s� vai dizer besteiras.
Arrume alguma outra coisa pra fazer. Sen�o eu te jogo... n�o, gra�as a eles!
Aqui estamos! Em casa!
Oh Gerald, � maravilhosa!
- � bem calmo! - Sem vizinhos por perto.
Sem tr�fego, sem telefone...
Resumindo, uma vida simples.
Traga a bagagem, por favor.
- Sejam bem-vindos. - Obrigada.
Este � Hobson, o jardineiro daqui h� muito tempo. Iremos mant�-lo.
- Voc� est� bem? - Sim, sim... muito obrigado madame.
Gostou?
Oh, Gerald...
Voc� fez uma �tima escolha!
Essa � Emmy, a sobrinha de Hobson. Iremos mant�-la tamb�m.
- Como tem passado? - Bem, madame, mas n�o sei engomar!
Mas eu sou uma boa empregada.
Emmy � uma boa menina, mas n�o muito inteligente.
- Aqui est� bom? - Sim, por favor.
- Obrigado. - Leve l� pra cima, Hobson.
- Depois eu lhe mostrarei aonde. - Est� bem, senhor.
J� estou me sentindo em casa.
Est� feliz?
Eu volto logo...
Voc�s s�o casados, madame?
- � claro, Emmy. - Eu n�o sabia.
Voc� parece louca por ele.
� porque ainda estamos em lua de mel.
Eu nunca esperei conseguir um homem.
Como o tio George diz, eu n�o sou muito esperta,
mas eu trabalho bastante...
Voc� poderia nos servir ch�, por favor?
Sim, madame.
Senhor...
Me desculpe. Hoje de manh� chegou um pacote para o senhor.
- Ah... e aonde voc� colocou? - L� embaixo, senhor.
Est� proibido de ir l�!
Ningu�m pode ir l�, al�m de mim.
- Ningu�m! - Por qu�?
Carol... eu estava explicando pro Hobson
que o por�o � minha "propriedade privada",
meu quarto escuro... para fotografias e experi�ncias.
Aonde eu guardo produtos qu�micos perigosos.
Por favor tenha cuidado com isso.
Eu n�o gostaria de morrer t�o cedo.
N�o se preocupe, eu terei muito cuidado.
Hobson... mostre o seu belo jardim � madame Lovell.
Obrigado, senhor.
Tenho muito o que lhe mostrar, madame.
� um belo jardim, Hobson!
Bem... eu me esforcei bastante.
Gerald?
- De onde voc� veio? - Continue, eu gostei.
Voc� n�o me disse que tocava piano!
Eu vou escutar. Gostei de ouvir voc� tocando...
- ... toque mais r�pido. - Eu mal sei tocar.
- Vamos, continue! - Eu n�o sei se consigo...
Toque um pouco mais r�pido.
Mais r�pido! Mais r�pido!
Mais r�pido!
Mais r�pido! Mais r�pido!
Eu n�o consigo, Gerald!
Nesse ritmo, s� em um piano profissional ou em um gramofone.
Eu tenho um gramofone l� embaixo.
Eu uso enquanto trabalho.
Agu�a meus pensamentos,
me deixa tonto como a guerra... ao amanhecer...
quando eu o ouvi na trincheira, aumentando minha ansiedade...
antes de rastejar pela lama...
assobiando entre os escudos,
explodindo em um ritmo fren�tico,
se aproximando cada vez mais...
aquele barulho insano se transformando em m�sica...
transformando o meu terror em �xtase!
Sim, Hobson?
Eu as colhi para a senhora, madame.
Elas tem um perfume agrad�vel.
Obrigada, Hobson. Elas s�o lindas.
Hobson, eu... eu peguei a p� e a picareta.
- Ah �? Aonde o senhor vai us�-los? - No por�o.
E eu ia p�r a culpa do sumi�o nos ciganos!
- H� muitos ciganos por aqui? - Uma invas�o!
- Eles v�em todo ano, pra feira. - Feira?
Quando �?
- Esse ano, em 5 de dezembro. - 5 de dezembro?
Obrigado, Hobson.
- Bem, boa tarde madame. - Obrigada.
- O que voc� anotou? - "5 de dezembro".
- Entendi, a feira. - As 21h.
Por qu� 21h?
Ser� nesse hor�rio.
Chegaremos nesse hor�rio?
Sim, na feira.
Gerald, voc� pagou 5 mil libras pela casa, n�o foi?
Sim, por qu�?
Segundo Hobson, o antigo propriet�rio pediu a metade disso.
E voc� acreditou naquele velho tolo, em vez de mim?
Eu... foi s� uma pergunta. Eu acredito em voc�.
Eu temia que voc� tivesse sido enganado.
Voc� estava reclamando por me adiantar o dinheiro. Agora entendo porque.
Gerald...
Como eu poderia fazer isso?
Me desculpe... foi s� um mal entendido.
Essa hist�ria do empr�stimo me deixou pressionado, ainda mais que...
- Pegue a caderneta. - Pra qu�?
Eu quero que voc� anote algo nela.
Agora escreva:
"Hoje n�s tivemos nossa primeira e �ltima briga."
- "Eu adoro minha mulher." - Adora mesmo?
- Eu tenho um presente pra voc�. - Um presente?
O que � isso?
Gerald... � lindo.
N�o tem muito valor, al�m do valor sentimental.
Espere, eu vou lhe mostrar como usar.
Eu o comprei pra voc� em um bazar no Cairo.
Eu vou te levar l�, algum dia.
A noite, no deserto, havia uma m�sica estranha,
misteriosa...
Emmy!
Me desculpe, madame!
- Voc� quase me estrangulou! - Sinto muito.
O que aconteceu?
Voc� est� t�o bonita, que eu me distra�.
Est� tudo bem, Emmy.
N�o deixe ningu�m... estragar nossa felicidade.
Nem aquela barulhenta da Kate, nem a tia Lou... ningu�m!
Eu farei tudo pra mant�-las longe.
Saia daqui!!
Saia daqui! Saia daqui!
Querida... querida, me perdoe...
Voc� me pegou de surpresa... eu n�o sabia o que estava fazendo.
Deixe-me... solte!
Por favor querida, deixe-me explicar...
Eu estava t�o concentrado no meu trabalho...
S�o meus nervos...
est�o � flor da pele.
Eu n�o percebi que era voc�,
parada ali na porta,
como um fantasma.
�, como um fantasma...
Eu nunca vou esquecer a sua express�o.
Como a de um louco!
Carol... querida...
N�o fuja de mim.
Voc� n�o percebeu que eu estou doente?
Muito doente...
Eu n�o sei... o que h� com minha cabe�a...
Est� queimando, me torturando,
e est� alcan�ando o meu cora��o...
me oprimindo terrivelmente.
N�o tenha medo.
N�o � nada.
� s� uma simples crise...
vai passar t�o r�pido quanto apareceu.
Est� passando.
- Voc� deve me deixar chamar um m�dico. - N�o!
S�o todos incompetentes!
Eu j� fui a todos os especialistas no mundo. Nenhum foi capaz de me ajudar.
Querido, se voc� me ama, deixe-me chamar um m�dico.
Eu amo voc�.
Voc� n�o sabe o que significa pra mim.
Minha alegria, minha vida...
Eu preciso de voc�, Carol!
Nunca me deixe, querida... nunca!
Eu n�o vou...
nunca.
Kate!
Carol!
Eu estou t�o feliz em te ver.
Eu achei que n�o fosse bem-vinda.
Voc� nunca me convidou para vir aqui.
- Tia Lou n�o te explicou? - Sim, ela disse que Gerald est� doente...
mas voc� sabe que eu desconfio de tudo o que ela diz.
�, ele n�o est� nada bem. Ele precisa ser examinado com urg�ncia.
- Mas tia Lou disse que ele se recusa. - Mas eu o convenci.
� um m�dico do vilarejo, mas de reputa��o excelente.
Eu queria ter certeza de que Gerald pode viajar amanh�.
- Aonde ele vai? - S� Gerald sabe.
Venha, eu tenho tanto pra te contar...
Carol, ou�a...
- Ronnie est� l�... - O qu�?
Ele me trouxe at� aqui.
Ele quer se despedir de voc�.
Fale com ele.
- Mas o Gerald... - Eu cuido do bicho-pap�o, v�.
Eu n�o tenho medo dele.
Como eu sou boba. � claro que Gerald n�o se incomodaria.
Ele n�o � nenhum bicho-pap�o!
V� buscar o Ronnie, enquanto eu sirvo o ch�.
Estou t�o contente em te ver!
Emmy?
O que voc� est� fazendo a� em cima? Voc� n�o ouviu eu te chamar?
Eu n�o tinha ouvido...
O sr. Hobson vai � feira hoje a noite. E os ciganos j� est�o indo.
Voc� se preocupa com eles depois. Eu gostaria de ch� para 3, por favor.
Mas ele insistiu pra que eu fosse agora.
- Agora? - Ele me deu 10 centavos.
- Ele est�...? - Est� indo pra feira esta noite!
E estar� de volta ao amanhecer.
Mas s� estou sabendo disso agora.
Oh, por favor senhora, eu posso ir tamb�m?
Eu j� preparei o seu jantar.
� claro que pode...
S� ponha a chaleira no fogo antes de sair.
Obrigada, madame...
Cuide bem da casa na nossa aus�ncia.
� claro que sim! E n�o esque�a de me avisar quando voc�s voltam!
N�s lhe avisaremos. Adeus, Emmy.
Adeus, madame.
Ol�, Ronnie.
- Bem... - Bem...
Bem... bem.. pulem as formalidades e vamos direto ao ponto.
Primeiro, Ronnie quer de saber se voc� o perdoa pelo que lhe disse em Paris?
- � claro que perd�o. - Agora, continuando...
como n�o achou nada na Scotland Yard, ele encerrou a investiga��o.
- Tem mais alguma coisa? - Kate, eu posso falar por mim mesmo!
Eu sei, � que voc� demora muito.
Tinhamos muito o que conversar, n�o � Carol?
Eu gostaria de me desculpar com Gerald, madame.
N�o h� necessidade disso, ele entender�.
Al�m disso, ele vai descer assim que o m�dico terminar a consulta.
Eu espero que voc�s fiquem amigos.
Tudo bem! Agora como dizem: vamos nos sentar e relaxar.
Voc� est� mentindo!
Infelizmente n�o... seu cora��o deu sinais de fraqueza.
Voc� � um farsante! como todos os outros.
O pulso nunca mente.
Seu batimento card�aco est� em 120.
Eu lhe aconselho a n�o se agitar demais...
e se esfor�ar menos.
Poupe-me dos seus rem�dios! Eu n�o acredito neles.
Eu estou indo. Isso vai diminuir a press�o na sua cabe�a.
Eu j� disse que nada vai...
Voc� se interessa por criminologia?
Sim, me interesso.
Voc� encontra casos muito interessantes nesse livro.
Eu j� estudei criminologia tamb�m.
Eu adquiri esse livro pra minha biblioteca, assim que foi publicado.
- Eu dei uma olhada nele nesses dias. - � mesmo?
O que voc� achou do caso Fletcher?
Extraordin�rio, n�o �?
- 3 mulheres! - Com certeza, um caso violento.
Ou insano... ele devia ser louco!
- Sem d�vida nenhuma. - O que explica a sua habilidade...
para escapar da pol�cia? No mundo inteiro!
Curioso... n�o tem nenhuma foto do Fletcher?
Foto?
N�o me lembro de nenhuma.
Tenho certeza de que havia uma neste livro.
- N�o, nenhuma. - No meu livro tem uma.
Qualquer dia, eu trago pra voc� ver.
Eu estava esquecendo... voc� vai viajar amanh� de manh�.
Eu o verei assim que voltar.
O caso Fletcher sempre me interessou.
Como voc� acha que ele �? Fisicamente?
Cabelos claros... louro. Com barba e bigode.
Se o seu cora��o se acelerar muito, tome um desses comprimidos.
Eles n�o v�o te matar.
Eu n�o quero alarm�-la, mas tenho que lhe manter informada.
Se o estado dele se agravar, pode me chamar a qualquer hora, dia ou noite.
- Um especialista ir� atend�-la. - Obrigada, dr. Gribble.
- Temos que nos apressar. - N�o, voc�s devem ficar.
Vamos tomar ch�, e depois jantaremos.
Pra minha sorte, minha empregada saiu.
Kate, vamos nos divertir na cozinha,
como nos velhos tempos.
Mas e...?
� claro, eu...
- Eu vou ver o que ele precisa. - Est� bem.
Est� mais calmo, agora?
Sim... e n�o.
O que eu sinto por Carol nunca vai mudar.
Eu sou louco por ela... e sempre serei.
Ela parece feliz, pra voc�?
Eu estou preocupada com algumas coisas.
Quais?
Essa viagem dele... t�o misteriosa, e n�o se sabe pra onde.
� uma pena!
Eu n�o verei nenhum deles!
Mande-os embora! Imediatamente!
Bem...
N�o me surpreenderia se ele quisesse que fossemos embora.
Eu... sinto muito.
Voc�s devem perdoar Gerald.
Ele n�o est� no seu estado normal. O nervosismo...
N�s entendemos. Afinal, chegamos sem avisar.
� melhor partirmos.
Isso me deixa muito triste.
Foi um prazer rev�-los!
N�o deixe de nos escrever.
� claro que n�o.
Quando voc�s voltam?
Na primavera... ou no in�cio do ver�o.
Carol, voc� tem certeza de que est� bem?
� claro que tenho, Ronnie.
Adeus... cuide-se bem.
Deus te aben�oe.
Eu nunca me arrependi de terminar com qualquer um.
Estou sentindo uma sensa��o estranha.
- Eu n�o me importo de voltar l�... - N�o!
Voc� s� vai deixar a Carol mais atrapalhada.
Vamos.
Eles foram embora... �timo!
Sinto muito por voc� ficar assim, querida.
� muito bom ficarmos s�s novamente.
- Est� se sentindo melhor? - Bem melhor.
Aquele rapaz n�o lhe disse nada preocupante, disse?
- Claro que n�o. - Ainda bem.
Os m�dicos t�m um talento especial em achar doen�as em voc�.
O Dr. Gribble n�o � assim.
Ele me parece uma pessoa muito sincera e inteligente.
Voc� mandou a Emmy ir � feira hoje a noite?
Sim.
Voc� esqueceu que n�s tamb�m vamos? As 21h00.
Voc� at� anotou na sua caderneta.
Voc� tem uma mem�ria excelente.
Como partiremos amanh� cedo, podemos ter a nossa pr�pria divers�o aqui.
Voc� pode me ajudar a limpar meu quarto escuro...
as 21h00 horas.
- Dr. Gribble? Entre! - Boa noite, Sra. Lovell.
Eu vim visitar um paciente aqui perto,
ent�o aproveitei e vim conversar com o Sr. Lovell.
Sinto muito, ele acabou de ir at� a vila.
Ele deve estar se sentindo melhor.
Quando voc� acha que ele volta?
Eu prometi a ele que o jantar estaria pronto. Ele n�o deve demorar.
- A que horas voc�s partem amanh� cedo? - Ao amanhecer.
Ent�o n�o poderei v�-lo.
Eu trouxe esse livro pra ele.
"CRIMES FAMOSOS N�O SOLUCIONADOS"
- Ele j� tem esse livro! - Eu acho que essa edi��o � diferente.
Ele tamb�m tem uma foto do... Fletcher,
um homem mencionado no livro.
- Acho que eu n�o li essa parte. - � este aqui!
- � mesmo? - Ele matou 3 mulheres.
Isso parece imposs�vel!
Ele parece um m�dico ou cientista...
Eu espero que n�o seja um m�dico!
Estranho...
Eu acho que j� vi essa foto antes...
no jornal, com certeza.
- Quer se sentar, enquanto espera o Sr. Lovell? - N�o, obrigado. Eu tenho que ir.
- Provavelmente ir� cruzar com ele no caminho. - Eu espero que sim.
N�o se incomode em me acompanhar at� a porta.
- Boa noite. - Boa noite.
E obrigada.
Boa noite.
Como esse foto foi parar no meu livro?
Eu achei que voc� tinha ido at� a vila.
Essa foto...
eu a queimei, atr�s do jardim.
Ela virou cinzas, eu vi.
Como ela pode ter voltado?
Responda!
N�o me olhe assim, Gerald!
A explica��o � simples,
- ... o Dr. Gribble... - Ah!
Ent�o foi isso!
Uma conspira��o sua com Gribble.
Ele tamb�m est� envolvido?
O que voc� est� tentando descobrir?
Por qu� voc� est� me fazendo essas perguntas? Me diga!
Eu n�o lhe fiz nenhuma pergunta.
Me d� esse livro.
Me d� esse livro!
Qual � o seu problema? Est� olhando o qu�?
- Voc� me assustou. - O que voc� quer dizer com isso?
Por qu� voc� est� assustada?
Isso � perfeitamente natural, n�o �?
Voc� ficou furioso por causa do livro que o Dr. Gribble trouxe,
- ... e eu achei que voc� tivesse ido at� a vila... - Ah, ent�o esse livro � do Gribble, n�o �?
- Claro... - E por qu� voc� n�o disse antes?
Voc� n�o me deu... chance de dizer.
Voc� se irritou comigo. Ent�o...
eu achei que voc� estivesse doente...
por isso eu me assustei.
Agora eu entendi...
Me desculpe, foi tolice minha.
N�o...
A tolice foi minha, eu agi como uma crian�a.
N�o me culpe.
Amanh� eu estarei melhor.
Voc� n�o devia ler esses livros.
Eles v�o te perturbar.
Especialmente as ilustra��es.
� por isso que eu destrui a foto do meu livro.
Bem, vamos nos livrar dessa aqui.
E agora eu vou me certificar disso.
Emmy...
Ol� querida, aonde voc� vai?
- Estava indo no jardim... - Por qu�?
Para...
colher umas flores pra p�r em nossa mesa.
N�o, querida...
eu n�o gostaria que voc� fosse sozinha no jardim.
Est� uma bagun�a por l�.
Voc� sabe, por causa da feira... e todos esse ciganos.
Pense nisso. N�o devemos correr riscos.
Sim, voc� tem raz�o.
Eu vou preparar o jantar.
Espere. Eu preciso falar com voc�.
Qual � o problema?
- Nada, eu s�... - Claro, voc� deve estar com fome!
Eu n�o gostaria de v�-la desmaiar.
N�o, eu estou bem... eu n�o pare�o estar bem?
Est� linda.
Minha amada e bela esposa, que faz tudo o que pe�o,
que prepara o meu jantar com as pr�prias m�os,
e usa o vestido que eu pedi.
Isso � amor e obedi�ncia, n�o � Carol?
- Sim... - Venha, vamos jantar.
O jantar estava excelente!
Fico feliz que voc� gostou.
Vou pegar mais conhaque.
N�o obrigado. Eu ainda tenho um pouco aqui.
Eu acho que voc� quer me deixar b�bado. Voc� n�o conseguiria.
Eu sou muito resistente.
Seria uma pena ficar b�bado numa ocasi�o como essa.
Voc� n�o apreciaria...
� engra�ado... entende?
Isso enfraquece os sentidos.
20h45...
Isso me faz lembrar...
Eu achei a chave do rel�gio perdida no meu palet�...
� hora de p�r de volta.
A que horas partiremos amanh�?
Todos esse movimento pelos minutos sempre me fascinaram.
Um ap�s o outro.
Eu ainda posso me ver na sala do reitor,
olhando o rel�gio, observando movimento do ponteiro,
sabendo que nada pode par�-lo,
me lembra a estranha mistura de sensa��es que isso me causava,
terror,
misturado a um prazer inesperado.
Voc� n�o vai encontar a chave da porta! Ela est� comigo.
Eu lhe trouxe caf�.
- O qu�? - Aqui est� o seu caf�.
Ah, �...
Sua voz parece distante.
Deve ser a minha cabe�a...
Voc� n�o acha que deve se deitar?
N�o, eu preciso voltar logo ao trabalho.
- N�o se sentiria melhor se descansasse essa noite? - N�o, eu vou fazer o que planejei.
Est� bem.
Voc� � uma garota sensata, n�o?
- O que voc� quer dizer? - Voc� nunca reclama.
Poucas mulheres dizem "Est� bem" e concordam com isso.
A maioria s�o tolas.
- Voc� acha? - Eu n�o acho, eu tenho certeza!
Nasceram assim!
O ponto fraco das mulheres... � uma oportunidade para os homens.
Algu�m escreveu isso...
ou eu mesmo inventei isso?
Se fui eu, est� �timo.
Foi muito bom!
O ponto fraco das mulheres...
� uma oportunidade para os homens!
Voc� tem �timas ideias!
Quer mais caf�?
�, eu tenho �timas ideias mesmo!
- Como voc� v�, sou diferente das outras pessoas. - Eu tamb�m acho que �.
Eu tenho poder sobre as mulheres, sempre tive.
Muito cedo eu descobri que podia manipul�-las.
- � um dom muito �til. - � mesmo.
Elas diferem dos homens em algumas coisas.
De que maneira?
Poucos homens pensam em coisas rom�nticas para agradar suas mulheres.
E no mundo inteiro,
todas as mulheres anseiam por romance.
Elas n�o est�o contentes com suas vidas.
Eles anseiam por mais emo��o, mais aventura.
Entendi...
Quando eu soube na imobili�ria que voc� estava alugando seu apartamento,
porque tinha ganhado na loteria,
eu percebi
que voc� estava procurando por uma fuga.
Uma fuga rom�ntica.
Eu lhe digo isso porque tenho certeza.
Ou talvez porque voc� saiba o quanto isso me interessa.
Nenhuma mulher se cansa de ouvir...
como um homem se apaixonou por ela.
� claro. N�o �, minha querida?
Que belo romance o nosso!
Exatamente o que voc� procurava!
Est� abafado aqui...
Aonde voc� vai?
N�o est� arejado aqui,
com todas essas portas e janelas fechadas.
Qual � o seu problema? Voc� est� tremendo.
- N�o... - Est� sim!
Voc� n�o precisa de ar, voc� s� precisa de caf�.
- N�o preciso, obrigada. - � claro que sim.
Aonde est� o seu len�o?
� hora de us�-lo.
- � hora? - Sim!
Porque voc� est� com frio.
Sente-se.
Eu vou peg�-lo pra voc�.
Eu n�o preciso mesmo dele.
Tem certeza?
Que estranha coincid�ncia, o mesmo livro de que falei com Fletcher!
� verdade.
De acordo com Gribble, o assassino seria louco,
precisando de interna��o. Que absurdo!
Os assassinos parecem t�o s�os quanto qualquer pessoa. N�o acha?
Voc� sabe que eu mal conhe�o o assunto...
n�o tenho opini�o sobre isso.
N�o? Que pena!
Esse Fletcher... vale a pena ser estudado.
Ele nunca comete um erro.
Ele deve ser muito esperto.
Ele � um g�nio!
Se voc� n�o se importa,
eu vou pra cama. Eu estou muito cansada...
Voc� se esqueceu de que ia me ajudar?
N�o, mas eu acho
que voc� devia descansar um pouco. Voc� parece tenso.
Eu vou... se voc� ler algo pra mim.
- Ler o qu�? - Um cap�tulo desse livro.
- Aquele sobre...? - Sim, sim!
Eu quero ouvir voc� lendo, em alto e bom som.
Milhares de pessoas devem estar lendo isso agora.
N�o podemos v�-las nem ouv�-las.
Est� bem. Vamos come�ar pela introdu��o.
A� est� uma das melhores partes.
Vamos, leia!
"George Edward Fletcher, o nome sob o qual foi julgado,
porque o seu nome verdadeiro permanece desconhecido,
foi absolvido do processo por assassinato,
devido � falta de provas,
e � brilhante defesa,
embora fosse suspeito de ter assassinado 3 mulheres..."
3!
"Ap�s sua absolvi��o Fletcher desapareceu,
e, 3 meses mais tarde, uma evid�ncia esmagadora apareceu."
Mais alto!
"Dotado de um carisma excepcional, ele abordou uma mulher,
a convenceu a se casar com ele, em poucas semanas,
e depois, assinou documentos designando-o como titular
- de toda a sua fortuna." - Eu ainda n�o estou te ouvindo!
"Em seguida, ele comprou uma casa isolada.
Ap�s 2 ou 3 meses vivendo l�, ele disse � amigos e vizinhos
que ele e a esposa iriam viajar para o exterior, por algum tempo."
Continue! Mais alto! Mais alto! Mais alto!
"O fato de que ningu�m os viu partir levantou suspeitas.
No entanto, em todos os casos, o por�o das casas revelou um segredo..."
- Gerald! - O que foi?
Vamos, continue. Continue!
Eu fico imaginando essas pobre mulheres se rendendo a ele,
- implorando que as poupasse. - Que ideia.
Eu me pergunto como um esp�rito tal ruim pode agir assim.
Voc� acha que ele teve algum sentimento por qualquer uma delas?
Um pouco, provavelmente.
Voc� acha que ele atenderia ao apelo de qualquer uma?
Mas isso n�o aconteceu.
Eu creio...
N�o... ele jamais se deixaria influenciar!
Suponha que ela lhe dissesse: "Veja,
eu sei quem voc� � e o que quer.
Eu estou inteira � sua merc�. Fique com o dinheiro. � todo seu."
Mas ele j� � todo meu!
Mas suponha que ela dissesse: "Eu n�o me importo com isso!
Se voc� me deixar ir, eu prometo n�o contar nada pra Pol�cia."
Voc� acha que ele aceitaria?
Voc� pode imaginar um homem arriscando sua vida no sil�ncio de uma mulher?
No entanto ele escolheria uma chance de se salvar...
ao inv�s da atrocidade?
Talvez ele n�o visse...
nenhuma atrocidade no ato...
N�o, na verdade, voc� deve ver o outro lado disso,
o poder, o envolvimento, o cl�max da m�sica...
Em um momento, ele a tem em seus bra�os,
e no momento seguinte, ela est� segurando um objeto.
- Ninguem vai te ouvir gritar! - Gerald, espere!
- Eu preciso te dizer uma coisa... - N�o me importa!
- Mas vai ouvir! Isso lhe interessa! - O que voc� quer dizer?
Como � curioso que um assassino tenha se casado com uma assassina!
- Improv�vel! - Mas � a pura verdade!
� sobre uma mulher, que matou um homem e nunca descobriram.
O qu�?
Me larga.
O que voc� est� esperando?
Agora... eu estou entendendo tudo.
Toda a verdade.
Veja...
- � a minha pr�pria hist�ria, Gerald. - Sua hist�ria?
Eu matei um homem.
E nunca descobriram sobre mim.
Voc� fez isso?
Ningu�m soube disso, s� a minha m�e.
Quando isso aconteceu?
Quando eu tinha 18 anos.
Eu era uma secret�ria.
Ele tinha dinheiro, e eu estava cansada de ser pobre...
Foi a solu��o que eu encontrei!
Eu o odiava, sua maldade, e mesmo ele sendo bem mais velho do que eu,
eu me casei com ele.
E da�?
Foi a� que eu tive a ideia, quando ele me disse:
"Para evitar gastar muito dinheiro,
ele continuar� comigo, at� eu deix�-la."
Aonde isso aconteceu?
Na costa leste,
em um lugar horr�vel.
O vento n�o parava de soprar...
Vamos, continue.
Eu fiz muitos planos,
e, finalmente, a oportunidade apareceu.
Como voc� fez? Veneno? Mulheres costumam usar veneno.
N�o, foi de uma maneira mais segura.
Ele pegou pneumonia.
Isso fez com que todos achassem que eu estava arrasada.
- Eu insisti em cuidar dele sozinha... - Foi muito esperto da sua parte!
Uma noite eu estava sozinha com ele,
quando percebi que o pior j� tinha passado,
e ele estava melhorando!
Eu fui at� o quarto aonde ele estava.
Eu lembro que estava muito frio,
e enquanto via a geada emba�ar o vidro, eu tive a ideia.
Voc� abriu a janela!
Um frio glacial entrou no quarto...
eu tirei os cobertores dele,
e fiquei esperando atr�s da porta.
Quando eu voltei,
ele estava morto.
Eu fechei a janela e acendi a lareira.
Eu ainda joguei �gua quente sobre ele, na cama.
Bom, muito bom...
Ent�o eu chamei um m�dico.
- Ele suspeitou? - N�o, modo algum.
E o dinheiro?
Eu... fui muito tola com o dinheiro. Ele n�o durou muito.
�, eu entendo bem essa situa��o.
Eu tamb�m j� cometi o mesmo erro.
Mas s� tem um detalhe que eu n�o entendi.
Por qu� voc� est� me contando tudo isso agora?
Voc� n�o entendeu?
Depois dessa confiss�o, como eu poderia te denunciar?
Eu pensei que n�s poder�amos nos ajudar daqui pra frente.
Sim, seria uma �tima ideia.
Se a sua hist�ria fosse verdadeira.
Voc� foi esperta em tentar me iludir com a sua hist�ria.
Mas n�s lemos o mesmo livro!
Eu me lembrei do detalhe do gelo na janela,
e a ideia da �gua quente tamb�m foi muito boa!
Voc�...? Abrindo a janela, esperando que ele morresse?
Voc� acha mesmo que eu acreditaria nisso?
N�o!!
Em nenhum momento achei que voc� acreditou.
- E n�o me importo se acreditou ou n�o. - O qu�?
Voc� n�o percebeu uma coisa, seu grande g�nio:
eu n�o bebi uma gota do caf�!
- O caf�? O que isso tem haver? - Eu s� estava ganhando tempo...
at� que ele fizesse efeito!
- Que efeito? - Voc� n�o achou muita coincid�ncia...
que o Dr. Gibble escolheu esta noite pra me trazer o livro?
- Gribble te deu...? - Sim! Sim!
"Mulheres sempre usam veneno", n�o �?
Est� sentindo o efeito agora?
A asfixia, a dor muito forte...
que vai te paralisando aos poucos...
Voc� n�o pode se mover...
Socorro! Me deixem sair!
- Est� tudo bem! - Carol, querida...
- Ela est� bem? - Est�.
Ele est� morto... � o Fletcher, sem d�vida.
Tudo leva a crer que � ele.
Eu fiz com que ele acreditasse que foi envenenado...
Que mulher corajosa!
- Legendas: Nicholas Dubreuil - Tradu��o: Ed�
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