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Original subtitles

Que lindo anci�o!

Que cabe�a ador�vel.

A �ndia est� cheia de anci�es, memsahib.

Mas n�o como esse de turbante amarelo.

Ele � como a cabe�a de Jo�o Batista.

A memsahib se refere ao contador de hist�rias?

Esses monstros silenciosos est�o em paz conosco?

� apenas uma tr�gua que eles mant�m com o homem.

Mas eu que vi as manchas escuras de sangue...

posso contar essa hist�ria sobre os silenciosos.

Por alguns trocados...

ou um pouco de arroz.

O que far� com a minha imagem?

Guard�-la. Lembran�a da �ndia.

� mesmo? Ter� a �ndia toda em sua foto.

Melhor... ter� todo o Livro da Selva para ler em meus olhos.

No come�o, temos que imaginar o sil�ncio absoluto...

Um sil�ncio t�o vasto que o ouvido n�o pode escuta-lo.

Grandes �rvores, como as colunas de um templo

e um tapete verde de cobertura.

Acima, debaixo da porta do para�so, mora o vento.

O vento sopra incans�vel por entre os telhados do mundo.

Este � um comedor de grama, em um mundo de carne e osso.

Muito cedo o filhote deve aprender a li��o.

Patas que n�o fazem ru�dos, olhos que veem no escuro.

Ouvidos que escutam o leopardo em seu covil.

Os leopardos vivem pela lei da garra, do chifre e das presas.

Ele matar� pela fome,

mas nunca matar� por prazer.

Uma lei que todo homem quebra, mas o povo da selva obedece.

Eis os senhores da selva.

A tribo de Hathi. Os silenciosos.

Seguem seu caminho comendo ervas, num mundo de carnificina.

Mas os lobos s�o os verdadeiros ca�adores da selva.

E como o ca�ador, eles se mant�m em seu cl�.

ca�ando apenas segundo o chamado das leis de sua tribo.

Companheiros livres da selva, que lutam entre si...

at� o mais forte se tornar o l�der do bando.

Ainda assim, o Povo da Selva diz:

o mais s�bio de todos os animais, � a tribo de Baloo, o urso.

Ele � quem ensina a lei da selva.

E aqui est� um que n�o reconhece nenhuma lei.

A fera trai�oeira! O crocodilo!

Com seu queixo no raso e paix�o em seu cora��o frio.

Esperando para arrastar para as profundezas tudo o que se aproxima!

E entre as lendas da selva, h� o pr�ncipe negro.

Not�vel entre os senhores das garras, chifres e presas.

T�o forte quanto um b�falo, e audaciosa como um elefante ferido.

Sua voz � leve e macia como o mel selvagem que pinga das �rvores.

� magn�fica, imponente e aterrorizante.

Baghera, a pantera negra.

E agora...

contemplem o vil�o de minha hist�ria.

O matador, o comedor de homens!

Um assassino, que entre todos da selva, mata por prazer.

Sher-Khan, o tigre!

Dizem que seu primeiro assassinato,

quando ele foi Cain para algum pobre Abel entre as clareiras,

quando ele fugiu da cena do crime,

as �rvores e arbustos o chicotearam com seus galhos,

marcando sua pele amarela com a marca de Cain.

Esse lorde do mal deve ter seus seguidores.

Seu s�quito.

Tabaqui, o chacal.

E a Hiena.

Famintos pelos restos de seus banquetes.

Mas meu conto n�o � carente de forasteiros e her�is.

Eu lhes contarei sobre a cobra da rocha Kaa, o s�bio.

O or�culo que ensinou M�e Eva a linguagem que os homens usam

para espertezas e pecado.

O que � o Livro da Vida, sen�o a guerra do homem com a natureza,

o duelo entre a aldeia e a selva?

Sob o manto das plantas rasteiras e grandes �rvores

jazem ru�nas de cidades esquecidas pelas p�ginas do tempo.

Sim, onde mil carruagens de guerra proclamaram o maior dos reis,

perante quem todos os homens se curvavam,

nada restou al�m das treli�as de figos selvagens.

Mas o que dizer do grande maraj�, o perdedor nesta batalha?

Ele abandonou seu pal�cio para os seus primos, o povo macaco.

Os perdidos...

Forasteiros da selva.

Primeiro voc�s devem imaginar como eu era, meus senhores...

Buldeo, o poderoso ca�ador!

Isso foi a muito tempo...

e muito longe daqui,

em uma tarde de ver�o nas Montanhas Seeonee.

Inacredit�vel! � Buldeo, mestre.

Aquele tolo faz discurso o dia todo.

Vamos, Durga, vamos, ouvi-lo.

Voc�s n�o podem construir suas casas em qualquer lugar.

Temos que planejar nossa aldeia.

Um dia, ser� uma cidade grande.

Cidade com casas de m�rmore.

O templo ser� em frente ao mercado.

Mas l� dever� ser a minha planta��o!

N�o, l� ser� o mercado, como dito.

E a barbearia tamb�m ficar� de frente para o templo.

Posso achar outro local para a minha planta��o.

Fora da cidade grande!

Vamos. Jabah, leve a crian�a e o velho para tenda.

Nathoo!

Venha, av�.

Ouviu aquilo?

Teremos um mercado e um templo. Uma cidade grande...

Primeiramente teremos que vencer a selva.

Nos seus cem anos, j� viu algum homem vencer a guerra contra a natureza?

Sente-se aqui, av�.

Pronto, Nathoo.

Agora.

Voltem ao trabalho.

Nathoo?

Onde est� meu beb�?

Rahl! Escute, nosso pequeno Nathoo desapareceu!

N�o se preocupe, a crian�a n�o deve estar longe.

Vamos procur�-lo j�. Jobah, procure ali.

Nathoo!

Nathoo!

- Nathoo! - Nathoo!

Nathoo!

Buldeo!

Um tigre! Meu marido!

Ajudem!

Abdullah! Singh!

Abdullah! Ali! Mohammed! Singh!

Tigre!

N�o!

Pobre mestre.

Pobre Messua.

Todos temos que procurar a crian�a.

Todos os homens armados!

Ali, Shiv, Abdala, as tochas!

Sigam-me!

Nathoo!

Nathoo!

Pobre bebezinho. Pobre pequenino Nathoo.

- E pobre m�e. - Pobre m�e?!

Quisera toda mulher pudesse dar � luz a um beb�-lobo!

Acredita nisso, Shiverah?

Sim, senhora.

Sua excel�ncia diz que seu pai tem v�rios registros de...

meninos-lobo das colinas!

- Isso � verdade. - Verdade?

No in�cio, era verdade absoluta,

os lobos adoravam beb�s humanos.

Nunca ouviu falar que os lobos adotaram v�rias crian�as na �ndia?

Nathoo? Nathoo, continuou andando.

O filhote do homem entrou na caverna dos lobos.

Assim como os filhotes, sentiu-se como se estivesse ao lado da m�e.

Nathoo!

Nathoo!

Perdido e cansado, ele adormeceu entre seus irm�os da selva.

Akela, o lobo pai e Raksha, a loba m�e.

Sabiam que Sher-Khan espreitava l� fora, procurando pelo filhote do homem.

Ent�o, eles o acolheram na fam�lia.

Nathoo!

Ele cresceu com os lobinhos. Eles o chamaram de Mowgli, a Pequena R�.

O lobo pai, lhe ensinou a sobreviver, como se...

fosse um de seus filhotes.

Todos os senhores da selva tornaram-se seus amigos.

Ele s� tinha um inimigo... Sher-Khan, o tigre!

Mowgli viveu para ca�ar Sher-Khan?

Se ele viveu?! Sabia tanto antes, quanto sei agora.

Doze anos se passaram

e Sher-Khan continuava na trilha do menino lobo.

Espere, Espere.

Deixe-o comigo!

Buldeo! Buldeo!

Oh! Ele me mordeu!

Ele � um garoto selvagem!

Cubram-no! Cubram-no!

Quem � voc�, garoto?

N�o pode ouvir?

D�-me a tocha! A tocha!

D�-me!

Esse garoto nunca viu fogo antes. Ele veio da selva.

� um selvagem!

Devemos nos livrar dele. Soltem-no!

Solt�-lo?!

Est�o loucos?

Isso � uma coisa da selva!

Deixe-me v�-lo.

Olhem essas cicatrizes em seus bra�os e pernas!

Essas marcas nos joelhos! Ele anda de quatro como os lobos!

Pobre crian�a.

Esse garoto cresceu na selva.

Ele tem os olhos do mal!

Come�o a pensar que tem mesmo!

Tolice!

Acho que � o beb� de Messua, perdido no dia da constru��o da muralha.

Esse garoto poderia ser seu, Messua?

N�o, ele n�o � meu.

Mas � um belo garoto. Olhos ardentes como fogo.

Qualquer mulher gostaria de t�-lo como filho.

Mas meu Nathoo era t�o tranquilo e fr�gil.

Senhora, como pode ser fr�gil, correndo nu pela floresta.

Estou avisando, ele tem olhos do mal!

N�o, Buldeo.

Ele est� perdido. N�o o machuque.

Mas... sou uma mulher solit�ria... se ele quiser...

o abrigarei, como uma mulher que perdeu seu filho.

Ele � um lobo! Deixe um entrar, e todos o seguir�o.

Ele trar� toda a selva atr�s de n�s!

De que selva est� falando? A selva o devolveu, Buldeo.

Certo, certo.

Leve o garoto para casa, minha irm�.

E com certeza um dia ele agradecer�

por salvar sua vida.

- Soltem-no! - Esperem!

Voc�s querem soltar esse dem�nio? Antes, eu podia proteger voc�s.

A arma. A arma.

- Buldeo. - N�o.

A arma.

Buldeo.

Agora solte-o.

N�o.

N�o.

Menino.

Voc� vir� comigo?

Venha.

Oh, est� tudo bem.

Vamos.

Venha, vamos.

Vamos.

Est� tudo bem, venha. Est� tudo bem.

Sobre nossas cabe�as, mesmo ante o templo...

atra�mos a maldi��o da besta!

N�o mais prosperaremos.

O porco selvagem destruir� nossa planta��o!

O tigre caminhar� por nossas ruas!

N�s abrimos nossas portas para o dem�nio!

N�o olhe para o dem�nio.

Mahara! V� para casa!

Pelo menos posso manter minha filha segura.

Fique quieta, Thuta!

Isso � maneira de tratar quem vem viver conosco?

Lembro-me do dia em que dei o primeiro sapatinho ao meu Nathoo.

Lobo, Menino Lobo.

� claro que esses p�s nunca usaram sapatos.

N�o, voc� n�o � meu filho.

Mas voc�, se parece muito com meu filho Nathoo.

Nathoo chamava-me de m�e.

M�e.

M�e.

M�e.

E como os lobos chamam voc�?

Lobos.

Mowgli.

Mowgli?

A Pequena R�?

Sim, voc� � uma pequena r� para os animais da selva.

Ent�o, voc� � Mowgli para mim.

Venha...

Venha...

Meses e meses depois daquela noite

Mowgli esteve ocupado aprendendo as maneiras, a l�ngua e os costumes dos homens.

O que voc� est� fazendo?

Voc� � uma panterinha.

Pensei que algu�m tivesse achado o esconderijo.

- Esconderijo? - Mm-hmm.

- O que � isso? - Dinheiro.

Para que serve?

Para que serve o dinheiro? Para nos proteger da fome e do frio!

Vive num buraco como uma cobra?

N�o.

Se precisar de um saco de arroz, darei isso ao comerciante e...

ele nos dar� arroz.

- Que tolo esse comerciante deve ser! - N�o!

Podemos trocar isso por qualquer coisa?

Sim.

Poderia me dar um dente?

Dente?! Voc� tem todos os dentes!

N�o! Um dente afiado.

Uma faca?

Sim, uma faca! Afiada como a do tigre!

Para que precisa de uma faca?

Pra cortar o pesco�o do inimigo.

Seu inimigo?! Voc� fala tanto de Akela, o lobo pai,

e Raksha a loba m�e e o quanto seria bom se estivesse na selva com seus amigos?

Quem poderia ser seu inimigo?

Sher-Khan, o tigre!

Pe�a a Buldeo para te vender uma faca e d� o dinheiro.

Posso ter um dente!

Posso ter um dente!

Meu pai me disse que n�o devo falar com voc�.

O que houve com ele?

Meu pai o matou.

Eu estive com voc� h� tr�s luas atr�s.

Ele era primo de Baloo.

N�o era inimigo do homem!

Mas meu pai mata todo urso que v�!

Por qu�?

Porque ele � um grande ca�ador!

Ele mata sem estar com fome?

Fome?! N�s n�o comemos ursos?

Ent�o por que o trouxeram?

Para mostrar o quanto ele � bravo.

E meu pai foi bravo ao matar aquele tigre!

Aquele tigre velho?

Ele s� ca�ava ratos e lagartos.

Era velho demais pra ca�ar coelhos! Deve ter morrido enquanto dormia.

Est� bem! Voc� nem pode matar um urso ou um tigre com um tiro!

Matar o primo do Baloo?! N�s pesc�vamos juntos.

Pescava com um urso? Como um urso pode pescar?

Ele procura no rio, escolhe um peixe e... vupt!

O acerta.

J� n�o disse para n�o falar com essa coisa!

Disse para Messua mant�-lo longe daqui!

Messua me mandou falar com voc�.

Ela mandou-me aqui para pegar um dente.

Dente?!

Sim. Este � o dente que quero.

Abaixe essa faca, se n�o eu atiro!

Colocar� minha cabe�a na parede?

Como fez com o velho Khan.

Mas antes que eu morra, enfiarei isso em voc�.

Ora, ora...

Voc� n�o est� na selva, garoto.

N�o.

N�o estou na floresta, Buldeo,

estou na alcateia dos homens. Mas n�o sou um homem.

O que voc� � garoto?

Era apenas um filhote, mas agora que tenho meu dente...

posso fugir para selva se eu quiser! Sou um lobo!

Se tiver uma faca...

voltar� para a selva?

A faca � sua por duas moedas.

Ela me deu tr�s!

Uma... duas... tr�s.

Pronto! Tr�s � maior que dois.

�, tr�s � maior que dois...

Agora, saia da minha casa.

Viu, Sher-Khan?

Isso � para voc�! Pra sua garganta!

N�o sente medo de voltar para a selva?

Medo da selva?! Por qu�?

Sou da alcateia dos lobos, eles s�o meus amigos.

Ent�o porque comprou uma faca?

Para Sher-Khan, o tigre!

Isso � para ele!

Ele me expulsou da selva!

Ele deve estar muito longe...

mas jurou que jogaria meus ossos no rio, quando eu retornasse.

Eu tamb�m fiz uma promessa.

Disse aos lobos que o mataria.

Voc� fala a l�ngua deles? Voc� pode falar com os animais?

E falar com Rahma, o grande B�falo?

Rahma � um escravo bobo.

Est� na alcateia dos homens h� tanto tempo...

que n�o pode falar com ningu�m.

Pode falar com ele?

O que ele disse?

N�o sabe o que o povo macaco sempre diz?

''N�s, o Povo Macaco, somos o maior povo de toda floresta.

Sabemos que isso � verdade, porque sempre dizemos a verdade.

Mowgli, voc� me levaria para falar com os lobos?

Sim.

Esta noite, quando a lua aparecer.

- Est� com medo? - N�o.

Vamos.

� um lobo? O que est� dizendo?

Madeira e �gua...

o vento e a �rvore...

voc� tem a permiss�o da selva.

Conseguimos a permiss�o da selva.

N�s somos um s� sangue!

Voc� e eu!

N�s somos um s� sangue. Voc� e eu.

Venha... venha... venha.

Vamos.

Ol�, Rathi.

Agora estou na alcateia dos homens.

V�? Tenho um dente! T�o afiado quanto o dente de tigre.

Ele disse que Sher-Khan est� bem longe.

E que devo ter cuidado e me esconder quando ele voltar.

Rathi, pode me avisar quando ele voltar para a nossa selva?

Obrigado, irm�o.

Agora veremos de quem ser�o os ossos a serem jogados no rio!

Segure! Firme!

Baghera!

Mowgli!

Suas garras s�o afiadas e fortes...

mas n�o como a minha.

Veja!

Quem � o homem para que me importe com seus modos?

Escavador marrom, comedor de terra.

Sou Mowgli das Selvas! De volta � noite!

E agora que tenho meu dente, quem me deter� quando eu atacar?

Mowgli, volte, tenho medo!

Veja!

Ca�adores poderosos, maiores que seu pai,

Que matam a todos at� que a selva os mata.

Por que eles se foram?

Por que eu me fui?

Porque era um filhote de homem, com medo de um tigre.

A selva sabia que estava com medo, e me expulsou.

Este era o Pal�cio do Rei.

Rei?!

O que � um Rei?

Voc� sabe tanto, e ainda assim sabe t�o pouco!

Esta foi a Cidade das Grandes Muralhas.

Uma cidade que tinha centenas de elefantes, milhares de cavalos...

e milhares e milhares de homens.

E tudo isso pertencia a um Grande Rei.

E onde est� esse Grande Rei agora?

Onde est� esse Grande Rei agora?

Onde est� agora?

Mahala?

- Mahala? - Mowgli! Mowgli!

Estou aqui!

Mahara, voc� se machucou?

N�o, estou bem.

A C�mara do Tesouro do Rei.

Olhe.

Esmeraldas.

P�rolas.

Essa coisa parece com a que eu dei pelo meu dente.

Essa coisa passa de m�o em m�o, e parece que nunca para.

Mas essa � amarela e aquela era marrom.

Vamos voltar para a claridade.

Aqui n�o tem nada para comer.

N�o tem nada aqui. Nada!

Eu sou nada?

Pai das Cobras! Somos um s� sangue! Voc� e eu.

Ela � apenas uma filhote da alcateia dos homens.

Ela n�o oferece perigo...

Quem � voc� com uma faca? E que tem a l�ngua de uma serpente?

Eles me chamam de Mowgli.

Sou da selva, os lobos s�o meu povo.

Pai das Cobras, quem � voc�?

Sou o guardi�o do tesouro do Rei.

O grande rei construiu a pedra sobre mim para que eu possa ensinar a morte

para quem viesse roubar!

Tr�s vezes essa tumba foi invadida por ladr�es.

Olhe aos seus p�s.

Os ladr�es ainda est�o aqui.

Mas n�o sou ladr�o.

De fato.

Fique quieta, Mahara. Quieta!

N�o, garoto, deixe que ela corra.

Seria divertido.

Os outros fizeram isso, at� que os alcancei.

Eles choraram um pouco...

suspiraram e ficaram quietos.

Mate-o Mowgli! Mate-o!

Mat�-lo?!

N�o tenha medo.

Veja. Pai das Cobras esta t�o velho que nem tem mais veneno.

Mate-me, mate-me!

Estou envergonhado!

J� falou muito em morte!

Venha, Mahara, vamos embora.

Fique com essa tolice de tesouro!

Vou levar isso.

Posso usar para atingir Rama com isso.

Olhe s� o rubi, Mowgli.

Poderia comprar centenas de aldeias!

N�o garoto, milhares de aldeias!

Leve, se quiser...

mas no final, isso poder� te matar!

Matar-me? Essa pedra!

Sim, posso ter perdido meu veneno...

mas, esse rubi carrega mais morte do que toda a minha ra�a.

E matar�... matar�... matar�!

Em nome da morte.

Minha for�a se extinguiu, mas essa pedra perpetuar� minha miss�o.

� a morte, morte, morte.

Mas leve o rubi, se quiser.

N�o, Pai das Cobras. Acredito em voc�.

- Assim como viemos, devemos partir. - Muito s�bio.

Sim.

Seria s�bio n�o levar a morte consigo.

Posso levar s� essa, Mowgli?

Pode, se quiser.

Acorde, sua pregui�osa.

Sonhava que era uma princesa... na cidade do grande Maraj�.

Levante-se!

Sem fogo, n�o h� como ter arroz.

N�o foi um sonho.

Vi a grande cidade do Rei.

O que h� com voc�? Chega de hist�ria.

Sonho?

Isso n�o � um sonho!

Talvez... eu esteja sonhando.

Isso � ouro puro.

Quem te deu isto, minha linda crian�a?

A cobra branca!

Cobra?

Sim.

Eu n�o peguei os diamantes.

Diamantes?

Nem o grande rubi.

Grande Rubi?

Grande assim!

Grande assim.

Onde? Que absurdo � esse?

Onde fica essa tumba? E o rubi?

Quando voc� foi l�?

De quem � esse ouro, Mahara?

� o tesouro do Grande Rei.

Da C�mara do Tesouro do Pal�cio Real.

Verdade, pai. Mowgli disse que eu poderia ficar com esse.

Mowgli.

Voc� esteve na selva.

Ontem � noite Mowgli me levou l�.

Mas pai, n�o vai machuc�-lo!

Nem ao menos vou toc�-lo.

Mas, voc� n�o deve falar a ningu�m sobre isso.

Nem uma palavra, ouviu?

Sim, pai.

- Bom dia, Buldeo. - Bom dia.

Bom dia.

Eu... eu... n�o posso atend�-lo agora. Vou demorar uma hora.

Espere um minuto, barbeiro, n�o existe nenhum rio entre n�s.

Minha pobre perna, eu...

Esse reumatismo est� me matando.

Posso muito bem fazer minha barba em outro lugar.

Esse... reumatismo � terr�vel.

Mal posso dobrar o joelho.

E por que est� tremendo como vara verde?

Fique fora disso. Se cort�-lo... ele n�o me paga.

- Quer me cortar? - N�o.

Escute!

N�o posso sair por ai com apenas metade da barba feita.

- Barbeiro. - Eu quero um...

- Barbeiro... - Hmm?

Mova seu p� esquerdo.

Bem, h�...

Eu disse p� esquerdo!

Oh, sim, o...

Esquerdo...

Este p�!

Com licen�a, Buldeo. Voc� est� pisando no meu dinheiro.

- Seu dinheiro? - Eu vi primeiro!

Chacais!

- � meu. - N�o h� raz�o para discutir.

- Tem bastante para todos. - Onde? Onde?

Existe uma cidade perdida na selva.

- Voc� achou o tesouro? - Onde?

Quer que a aldeia toda saiba?

Fiquem quietos agora.

Minha filha encontrou-a com o garoto da selva.

O tigre est� vindo.

Vamos, seus tolos. Vamos.

Tigre! Tigre!

- Ti-Ti-Ti... - Tigre!

Para o templo! Para o templo!

Para o templo!

Pro templo, todos voc�s!

Fechem os port�es! Fechem os port�es!

Tigre! Tigre!

- R�pido, Pequena R�, para o templo. - N�o, n�o eu.

- Eu tenho meu dente! - N�o, n�o v�!

Mowgli!

Espere!

N�o v�, ele vai matar voc�!

N�o! Eu trarei sua pele amarela!

Mowgli!

Mowgli!

Onde est� seu filho, pra onde foi?

Detenham-no, ele vai atr�s do tigre.

Ele quer apenas nos pregar uma pe�a.

N�o se impressione, ele voltar�.

Suponha que o tigre o mate. Ser� uma trag�dia.

Devemos salv�-lo, traz�-lo de volta.

Que gentileza a sua, confortar-me assim.

Ele � um garoto ador�vel.

Sabia que acabaria gostando dele.

Gostar dele? Queria ter um filho como ele.

N�o se preocupe,

se n�o voltar logo irei atr�s dele, seja onde for.

Kaa!

Kaa!

Eu quero dormir.

V� embora.

Preciso falar com voc�.

Quem � voc�?

N�o pode me ver, Kaa?

O que diz a lei da selva?

N�s temos um sangue s�.

Voc� e eu.

Venha.

� um homenzinho.

Sou eu, Mowgli.

A Pequena R�.

Aquele que costumava jogar pedras em mim?

Eu era um filhote, Kaa.

E me chamava de cabe�a chata?

Perdoe-me.

Voc� � s�bio, velho, forte

e o mais lindo, Kaa!

Verdade!

Eu sou lindo!

Sim...

Eu sou lindo!

Agora que sou um homem. Tenho um dente.

Desejo eliminar a morte raiada.

O listrado?

Voc� sabe tudo.

Sei que Sher-Khan matou...

comeu...

e agora, dorme sob o bambuzal.

Backie, o chacal me contou

antes de morrer.

Backie?

Sim, ele mesmo.

Aqui est� ele.

Como posso matar essa fera, Kaa?

Ele te mataria com um sopro.

Vamos subir o rio.

Espere, pequeno irm�o.

Sher-Khan, n�o passa de um gato grande.

E todos os gatos temem a �gua.

Sher-Khan n�o me seguir� no rio.

J� que � um homem...

use sua criatividade.

Se o irritasse, Kaa...

ele me seguiria atrav�s do rio?

Se ele n�o te alcan�ar primeiro.

Obrigado, Mais S�bio de Todos.

V� em frente.

Espero voc� aqui.

Deseje-me boa ca�ada.

Oh, s�bio, forte e mais belo Kaa!

Boa ca�ada.

Bom dia, Sher-Khan.

Acordei voc�?

Seu ca�ador de vermes.

Ladr�o listrado!

N�o v� embora.

Covarde!

Sarnento amarelo.

Volte aqui!

N�o consegue pular?

Est� velho demais, comedor de r�s?

Matador de peixes!

Vou pegar sua pele hoje.

N�o, n�o, eu n�o vou descer.

Venha aqui voc�.

Tome isso!

E isso!

Vamos, Sher-Khan! Me pegue!

- Est� ficando perigoso. - Sim.

Pode haver tigres nesse matagal.

Est� bem!

Esperem aqui.

Sher-Khan est� morto!

Eu matei Sher-Khan.

E se ele achar o garoto e descobrir o segredo...

e depois nos falar que nunca o achou?

Voc� est� certo.

N�o devemos confiar nele.

V� em frente. Eu protejo sua retaguarda.

Voc� primeiro. Eu protejo sua retaguarda.

Vamos.

Para o touro eu fiz uma promessa.

Uma pequena promessa.

S� falta a pele para eu cumprir a minha palavra.

Vamos, Sher-Khan, d�-me sua pele.

N�o ir� precisar mais dela.

N�o precisa atirar, eu o matei.

Olhe para ele.

Este � o fim de uma velha guerra.

Voc� o matou.

Voc� s� o achou a�.

Matei com o meu dente. � meu.

Quem � voc� pra me dizer o que � seu?

Levante-se, garoto.

Voc� levou minha filha � selva ontem a noite.

Voc� a levou para cidade perdida.

Leve-me at� a C�mara do Tesouro!

N�o levo, Buldeo.

A cidade perdida � a cidade da morte.

O tesouro � morte!

- Nunca o levarei l�! - Vamos, seu selvagem!

Vamos, ou atiro em voc�!

- V� em frente, atire! - Seu lixo da caverna dos lobos!

Eu... eu espero que n�o tenha atirado no garoto.

N�o, n�o.

� um sinal para n�s!

Volte a ser homem...

e poupe minha vida.

Poupe minha vida, Mowgli.

Eu n�o sabia que voc� era algo mais do que um menino.

Posso levantar-me e ir embora?

Meu senhor.

Levante-se!

V� e diga todos que Mowgli os vingou.

Ele matou Sher-Khan! E levar� para casa sua pele amarela!

Maraj�!

Olhe!

Grande Rei!

Vamos l�!

Maraj�!

- Maraj�. - Grande Rei!

- Conte-me o segredo, tamb�m. - Para mim, tamb�m.

T�m o bastante para tr�s?

- Grande Rei. - Maraj�.

Tr�s velhos abutres.

- Voltem para sua aldeia! - Sim, meu Senhor.

- Maraj�! - Poderoso Rei!

- Onde... Onde est�... o... - Volte para aldeia!

Maraj�. Grande lorde.

Ei, ei voc�!

- Ele contou o segredo? - Vamos, onde est� o tesouro?

N�o... n�o tente nos enganar! O garoto te contou onde est� o ouro.

Menino, �?

Eu n�o disse na primeira vez que o vi, que ele � um bruxo?

Vi com meus pr�prios olhos ele se transformar em pantera negra.

Ora, vamos, Buldeo, sem truques agora.

Se tentar nos enganar, vamos transformar voc� em coisa pior! Eu juro!

Vamos l� Baghera, termine com essa discuss�o.

O menino se transformou em uma pantera negra diante dos meus olhos!

Ele � um bruxo! Estou dizendo!

Tenho que avisar a aldeia!

- Buldeo! - Aqui!

Ainda acho que est� mentindo! Logo descobriremos!

Vamos l�, Sher-Khan!

Olhe s�! Buldeo, o grande ca�ador!

Agora! Pequem-no!

O que eu fiz?

O que est�o esperando? Peguem madeira para a fogueira!

Lembre-se, ele precisa ter a chance de confessar...

Sim, n�s tr�s precisamos ficar a s�s com ele.

N�s vamos lidar com ele sim.

Abram caminho.

Buldeo, estamos prontos! Traga o menino-bruxo!

Bem, garoto?

Bruxo ou dem�nio, seja o que for...

voc� os ouviu.

Eles est�o prontos.

Uma �ltima escolha:

o segredo ou o fogo.

Buldeo!

Deixe-me falar com ele!

�timo!

Voc� fala com ele.

Vou deix�-los a s�s.

Ele n�o dir�. Acho que teremos que queim�-lo.

Assim jamais acharemos o tesouro.

N�s vamos queima-lo...

mas n�o agora.

Primeiro o garoto nos levar� para a cidade perdida.

Nathoo, meu pequenino.

Por que n�o lhes conta o segredo?

Nunca os levarei para a selva.

Mas assim ir�o te libertar!

Ficar� livre para viver comigo.

- Viver com voc�? - Isso.

Eu tenho uma m�e na selva tamb�m.

E essas duas coisas lutam juntas em mim.

Como as cobras lutam juntas na primavera.

Eu era um lobo... a selva me expulsou.

Eu sou um homem...

A alcateia dos homens me expulsou.

Mas voc� matou Sher-Khan!

Voc� pode voltar para selva!

Voc� pode ser o Senhor da Selva!

N�o.

N�o tenho para onde ir...

A n�o ser para a flor vermelha. O fogo!

N�o.

Mas n�o importa.

A selva saber� atrav�s de Baghera que eu matei Sher-Khan.

N�o, a selva saber� atrav�s de voc�, Mowgli.

Veja aqui est� seu dente.

M�e!

Olha, olha, olha!

- Est�o vendo? - Ele vai fugir!

Voc� tamb�m � t�o idiota assim pra ver?

Mas � claro! Ele vai fugir, ent�o... o seguiremos at� o tesouro.

Isso mesmo!

Voc�s v�o para a entrada da selva.

Esperem l�... e marquem a trilha.

V�!

Seu tempo acabou.

Eis a bruxa que o libertou!

Peguem-na!

Esperem! N�o, esperem!

Messua n�o � bruxa!

Buldeo est� querendo...

Deixem-nos amarrados... at� eu voltar!

Buldeo, ele entrou nesta �rvore.

N�o suspeitar� que o deixamos ir.

N�o diga isso.

Viu?

Ai est� a trilha.

Eu... eu estou apavorado.

N�o h� o que temer.

Temos nossas armas.

Vamos,

n�o devemos estar muito longe.

Escutem, irm�os,

deixei rastros mais profundos do que os de elefantes.

Logo estar�o aqui.

Quieto, Sombra Noturna.

Voc� tamb�m, irm�o cinzento.

N�o � nossa matan�a.

Veja! Veja.

- Espere por mim! - N�o t�o r�pido!

Eu serei o Maraj�!

Eu serei o Maraj� da grande cidade!

Eu vou ser o chefe de todo o templo!

Eu terei todas as barbearias!

Vamos achar o tesouro.

Procure por ali.

Veja.

Achei! Achei!

Ele achou!

Vamos, ele achou!

Espere por mim! Espere por mim!

Ele achou, vamos!

Espere por mim, Buldeo!

Vamos entrar, vamos!

Eu achei!

Eu tenho o direito de descer primeiro.

Est� certo! Voc� mereceu. Ele vai primeiro.

Vamos ajuda-lo.

Ajude a si mesmo. Eu ajudo voc�.

Atire! Atire!

Atire!

N�o atire! N�o atire!

Atire! Atire!

N�o atire! N�o atire!

Puxe-me, puxe-me! Atire!

Puxe-me!

Voc� errou.

Um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis, sete...

Um milh�o!

Eu nunca mais terei que contar de novo.

Talvez tenhamos sido enganados.

� ouro. � ouro!

Este � o pai e a m�e de todos os rubis do mundo.

Onde est� a meu turbante real?

� tudo de ouro!

� tudo meu!

Eu poderei andar sobre o ouro...

poderei comer sobre o ouro...

Poderei usar ouro como cobertor!

- Me d� isso. - Me d� isso!

- � meu! - D� pra mim!

N�o, est� louco? Devo bater em suas cabe�as?

- Me d�! Eu desci primeiro. - N�o, � meu!

A velha cobra estava certa.

Primeiro eles enlouquecem.

N�o se esque�a, Buldeo, somos dois contra um. Eu quero o rubi!

- Solte! - � meu!

- Solte! - Seu barbeiro miser�vel,

isso � parte do meu roubo, pertence a mim!

- � meu! - Perderam o ju�zo?

Ser� que somos crian�as?

Aqui n�o tem o bastante para tr�s, trezentos, ou tr�s mil?

Seremos os mais poderosos de toda a �ndia!

Tome!

Poderei comprar milhares de rubis como esse com a minha parte.

Buldeo, voc� � s�bio e bom.

Voc� salvou minha vida, matou a cobra!

Voc� � meu amigo.

Ent�o pare de discutir. Peguem tudo o que puderem.

Temos que voltar antes do anoitecer.

Depressa! Vamos sair daqui, agora.

Ladr�es, invasores!

Saiam da selva!

Saiam!

Ser� que... eu ouvi mesmo isso?

A pantera falou com a l�ngua do garoto.

Sim.

E o garoto falou com a l�ngua da pantera.

Este lugar est� enfeiti�ado!

Oh, o ouro!

� por aqui.

Cad� o tronco? Estava bem aqui!

Como atravessaremos agora?

Atravessaremos a p�.

Espere.

N�o h� crocodilos nesse rio?

O que est�o esperando?

- � por aqui? - Estou avisando! Vamos!

- Estou dizendo que � por aqui. - N�o.

Quieto, n�o discuta, barbeiro!

Est� no caminho errado! Est� no caminho errado!

D� pra mim.

- Espero aqui. Vamos, vamos. - Veja!

Est�o voltando para a cidade perdida.

- A� est�. Vamos. - Por aqui est� certo, vamos!

Agora veremos se o Pai das Cobras disse a verdade.

Se aquela coisa � a morte,

esses homens morrer�o!

Voc� viu!

Eu s� queria olhar o ouro.

Ele tentou me matar!

Eu tive que faz�-lo, Buldeo.

Tive que faz�-lo!

Naturalmente.

Voc� tem que ser testemunha!

Voc� tem que ser testemunha, Buldeo!

Quieto, irm�o cinzento.

Ele tentou me matar, Buldeo.

Voc� � testemunha, tive que mat�-lo.

Tive que mat�-lo.

Socorro! Socorro!

Socorro!

Ser� que ouvi algu�m chamando?

Agora, irm�o cinzento,

s� resta um.

Baghera, irm�o cinzento,

coloque-o para fora da selva!

Mande-o para casa!

Seu monstro!

Transforme-se em qualquer fera.

Lobo, pantera...

a fera que quiser!

Eu n�o tenho medo de voc�.

Mude!

Grite!

Grite, seu bruxo da selva!

Grite!

Eu vou queimar a bruxa Messua!

Voltarei com centenas de tochas...

e atearei fogo em sua selva

enquanto o vento leste sopra!

Vou queimar tudo!

Queimar tudo!

Hathi... voc� conhece a alcateia dos homens de onde fui expulso.

S�o todos selvagens, insens�veis e cru�is.

N�o matam o mais fraco para comer

e sim por esporte.

Quando se fartaram, iam me me jogar na flor vermelha.

Foi isso que vi.

N�o � bom que a alcateia dos homens viva mais aqui.

Mat�-los! Por qu�?

Que bem os ossos brancos deles fariam pra mim?

Deixe que a selva cuide deles!

E deixemos que a aldeia volte para as videiras verdes.

Eles v�o queimar n�s dois!

Por qu�, Durga? Por que me defendeu?

Pois fui eu que o coloquei no mundo, ele � meu filho.

Sim, senhora.

Poderia ter se salvado, Durga.

N�o, senhora.

Se voc� tiver que deixar o mundo hoje, est� escrito que eu devo ir com voc�.

Buldeo est� aqui! Veja!

Buldeo!

O que aconteceu?

- Onde est� o erudito? - Onde est� o barbeiro?

Mortos. Ambos mortos!

Mortos pelo menino-lobo.

Mas eu sei como lidar com ele!

Queimando!

Queimando tudo!

Eu vou queima-lo!

O fogo vai acabar com tudo!

A selva est� queimando! R�pido, Hathi!

Mowgli!

Onde est� minha m�e?

O que fizeram com ela?

Eles a amarraram na sua casa. Eles n�o me deixaram lev�-la.

Disseram que era uma bruxa. Deixar�o que o fogo a pegue.

Agora o mesmo fogo os pegar�!

Mas eles est�o com medo, Mowgli!

Leve-os para a ilhota, que fica no meio do rio, Mahara.

- Aquela onde ficam os elefantes? - Sim, l� ficar�o a salvo.

R�pido, o vento est� mudando!

Quebre a porta! Quebre a porta!

For�a! For�a!

Mais! For�a!

Sabia que voc� viria.

Viu, Durga?

- Estar� segura com eles. - Mas e voc�, meu filho. Venha conosco.

N�o enquanto houver um filhote em perigo. Agora, v� tamb�m.

Vamos, Hathi! Vamos, vamos.

Nade, irm�o cinzento! Siga-me!

Por aqui. Siga-me!

Vamos, Baghera!

Vamos, Rathi! Vamos!

Venham! Vamos l�!

Mowgli!

Volte para casa conosco!

Eu sou da selva.

O lugar deles � o meu lugar.

O caminho deles � o meu caminho.

A luta deles � a minha luta.

Sim.

Ele n�o � mais meu filho.

Ele � o guardi�o da floresta.

No fim, n�o consegui minha vingan�a, afinal.

N�o me tornei um Maraj�

de uma grande cidade.

Nem ao menos de uma aldeia que se incendiou.

Na minha luta contra a selva,

como veem, meus senhores,

eu fui vencido.

E depois? O que houve depois?

O que houve com Mowgli e sua filha?

Como eles escaparam do fogo?

Essa, memsahib...

� uma outra hist�ria.

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