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Original subtitles

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Desculpe-me.

Com licen�a.

Mr. Lazarou, um momento, por favor.

Precisamos do rem�dio hoje. � para a nossa m�e.

Vou ver o que posso fazer. Um momento.

- E se ela n�o encontrar? - Procuraremos em outro lugar.

N�o se preocupe.

Quanto tempo? Muito bem. Obrigada.

Est�o com sorte.

- Estar� aqui em 2 horas. - Perfeito.

- Vir�o aqui para buscar? - Sim. Obrigado.

Desculpe-me.

- N�o posso voltar em 2 horas. -Eu venho, n�o se preocupe.

Mr. Lazarou? Suas pastilhas de eucalipto.

Est� me ouvindo?

Lazarus, est� em casa? Por que n�o atende o celular?

Estamos te esperando no ensaio. Se ouvir isso a tempo, retorne-me.

Evros, 1970.

Campo Militar Vati. Al�?

Perdeu a chamada?

- Que inferno... - Voc� dormiu de novo?

As transfer�ncias ser�o anunciadas em uma semana.

O General da brigada em Didimotiho me garantiu. Vamos � Atenas.

Em um m�s estaremos em Atenas.

Estou indo.

N�o se esque�a que vamos ao clube oficial hoje � noite.

- Bom dia, Coronel. - N�o tenho tempo, Paraskevi.

- E a sua garota? Ainda n�o acordou? - Ainda n�o.

- Se ela n�o se levantar em 1 hora, acorde-a. - Tudo bem.

Est� um dia triste l� fora. N�o queria ter sa�do da cama.

Chame a cabeleireira. H� um show no clube mais tarde.

N�o se preocupe. Dirija devagar.

Coronel!

O que podemos fazer para irmos �s compras?

Nada. Vou mandar um motorista pra c�.

Como quiser.

Bom dia, Comandante.

Aqui estamos novamente.

Companhia! Aten��o!

Ombro arma!

Descansar arma!

� vontade!

Como v�o os ensaios, Shakespeare?

Vamos levar uma bronca.

Algu�m falou?

Ningu�m?

Alto arma!

Um, dois, descer continuamente! Agora!

Um, dois, descer!

Quanto mais fundo vamos, mais forte crescemos!

Companhia, � vontade!

Aten��o!

Estou honrado em anunciar que todos est�o presentes!

- H� um encaminhamento. - O que ele fez?

Suas botas estavam sujas e seus la�os desamarrados.

Cinco dias sem dispensa.

- Mais alguma coisa? - N�o, comandante!

� vontade!

Major... Tenente... Preciso falar com voc�.

Companhia, aten��o! Dispensados!

Tem not�cias sobre as transfer�ncias, Comandante?

Vamos sair ap�s as f�rias. Atenas, Voskopoulos.

Parab�ns, Comandante. Est� indo para Evros.

Ouviu, Karamanidis? Nosso Comandante est� de partida!

N�o vai entrar?

Em 4 dias j� � Natal.

Hoje come�aremos a preparar a celebra��o.

Quero que tudo saia perfeito. Voc� est� no comando da licen�a.

Ningu�m recebe qualquer licen�a at� a celebra��o, ningu�m sai.

- Vou cuidar disso, Sr. Comandante. - Voskopoulos.

Quero o campo, os sal�es e o tribunal decorados.

Vamos decorar at� mesmo os banheiros.

A pe�a de Natal j� foi providenciada.

Designei-a ao operador. Ele � artista, voc� sabe.

Vai ter um pres�pio?

Karamanidis, e o pres�pio?

Compraram-no nesta manh�, Sr. Comandante.

Quero a cozinha, as paredes, os port�es, todos pintados.

- E m�sica? Vai ter alguma? - Se depender de mim, n�o teremos.

Ou mesmo dan�a. Mas � uma celebra��o, e n�o podemos evitar.

Nossa �ltima celebra��o com voc� n�o poder� ter qualquer m�sica?

Que seja, ent�o... com m�sica, Voskopoulos.

Mas, m�sica que levante o esp�rito dos nossos homens, e n�o qualquer uma...

Podemos reservar a banda que estou trazendo esta noite para o clube.

Voc� vai ao clube esta noite, n�o vai?

Com a sua esposa, � claro.

Estaremos l�.

- H� mais alguma coisa, Senhor? - N�o, pode ir.

Levante-se, Zoe. Acorde, minha garota.

A cabeleireira acabou de chegar.

Voc� vai ao clube oficial esta noite?

- N�o sinto disposi��o para ir. - Por que n�o? Todos n�s vamos.

M�e! A cabeleireira chegou. Ela disse que vai fazer o meu tamb�m.

- Venha, mam�e! - V�, j� estou indo.

Vai ficar resfriada andando descal�a. Levante-se, Zoe!

O Coronel vai ligar para saber o que estamos fazendo.

Ele vai me culpar.

Est� chovendo de novo.

Devo ir pra casa no Natal, Senhor. Temos oliveiras...

Meu irm�o tamb�m est� servindo, e meu pai tem apenas duas m�os!

- Ningu�m sai at� o Natal. - As �rvores precisam ser aparadas.

As �rvores precisam ser aparadas e voc� de um tempo na cadeia. Ponto final.

V�.

- Logos. - Que exc�ntrico.

Pare, Maria!

- Coronel! - Como estamos esta noite?

A banda est� boa, Voskopoulos.

Com os cabelos cortados, a banda ficaria ainda melhor.

Um brinde �s transfer�ncias!

Que podem chegar a qualquer momento.

Ser� que est�o demorando porque um caminh�o quebrou?

E voc�, Zoe? Aguardando ansiosa por isso?

- Desculpe-me. - Voc� estava distra�da, minha Zoe.

Conversa militar.

A Gr�cia pode dormir em paz, pois estamos acordados.

O que vai querer, Sr. tenente?

J� chega.

Isso � uma ordem?

Com licen�a.

- Gostaria de dan�ar? - Mais tarde.

Com licen�a. Volto j�.

Estou ouvindo.

- Podemos conversar amanh�? - N�o.

- Exijo que conversemos agora! - Vai acordar a Elisabeth!

Responda a minha pergunta!

Eu n�o estava bem no clube. Est� feliz agora?

E todos precisavam saber? Imagine o que pensaram de voc�.

- N�o me importo com o que pensam. - Mas eu me importo. E falo s�rio!

N�o grite comigo. N�o sou um dos seus soldados!

Voc� � uma crian�a mimada, isso sim!

Se n�o consegue se portar, poderia tentar me agradar.

Eu s� queria dan�ar. Apenas isso.

Deixe-me.

Por que est� me evitando, Zoe?

Eu n�o quero.

Mais uma vez.

Um caminh�o do ex�rcito chegou.

Talvez seja o Coronel, venha.

A direita, na sala de estar. Entre.

E do Coronel. Um presente para voc� e � pequena.

Coloque-o em frente � lareira, � esquerda.

Vamos, rapazes! Voc�s s�o anjos... Cabe�a erguida!

Cabe�a erguida, meu anjinho... Queremos ver seu rosto lindo.

Corta! Corta!

Parem com essas brincadeiras!

Estamos brincando como anjinhos...

Todos voc�s, para tr�s.

Dois passos para frente e levantamos os bra�os.

Gl�ria a Deus nos altos c�us...

Paz na terra...

aos seus amados.

Bravo! Aleluia!

Campo Militar Vati. Al�?

- Lazarus? - Eleni?

Mam�e n�o est� bem.

- O que aconteceu? - Trouxe-a ao hospital.

� o seu cora��o. Disseram-me que � s�rio.

- Voc� pode vir? - Coloque-a no telefone.

Est�o examinando-a. Pegue uma licen�a.

N�o posso.

Voc� precisa vir. Tente.

- vou ver o que posso fazer. - Isso n�o � o bastante.

Estou sozinha. Venha.

Fa�a isso pela nossa m�e.

Ande logo. Est� desperdi�ando toda a �gua.

Ent�o, ele olhou para mim e n�o disse uma s� palavra.

- E, ent�o, foi embora. - Sinto cheiro de cadeia.

N�o estou me sentindo bem.

Bata uma punheta depois, voc� vai descarregar a tens�o.

Minha m�e est� doente.

Preciso ir, Doutor. Preciso de uma licen�a.

Lazarus, falando do diabo, Karamanidis est� te procurando.

- Ele est� tomando banho. - Vai congelar l� fora.

Pe�a a licen�a. Voc� precisa ir at� amanh�.

Pedir licen�a a Karamanidis?

Nem mesmo um tren� pode sair daqui.

Entre.

- O Senhor me chamou, Comandante? - Apresente-se!

Soldado Lazarus Lazarou, ao seu Comandante!

Aproxime-se.

- Voc� � um operador, certo? - Sim, Senhor.

-Que tipo de operador? - Operador de Batalh�o.

N�o estou falando do Batalh�o.

O que voc� fazia antes?

- Como civil? - Seja claro, inferno!

O que voc� era antes de se tornar soldado?

Estudava Ci�ncia pol�tica na Universidade Panteion.

O que mais?

Estava matriculado na Faculdade de Filosofia.

- Mais alguma coisa, talvez? - N�o estou entendendo a pergunta.

Feche a porta.

Haver� dan�a e m�sica?

Isso que est� ensinando aos soldados. Haver� dan�a?

Eles v�o recitar um poema, Sr. Tenente.

Voc� sabe dan�ar, Lazarou?

Fiz uma pergunta. Voc� sabe dan�ar?

Dan�ar o qu�?

Essa droga onde suas pernas ficam emaranhadas. Voc� sabe?

- Sei. - Tango?

- Tango para homem e mulher? - Sim.

- Disse apenas um sim, Lazarou? - Sim, Sr. Comandante!

- Quer dizer que conhece os passos. - Sim, Senhor!

Bom. Pode ir agora.

Esteja aqui depois que as luzes forem desligadas.

Tenente, Ligarem-me de casa...

Se eu descobrir que contou a algu�m, considere-se morto.

Sim, Sr. Tenente.

- Eu entendo. - Voc� n�o entende nada.

Tenente, telefonaram-me da minha casa. Minha fam�lia...

Conhece alguns discos de Tango?

Escreva aqui.

- Pronto. -Bom. Pode ir..

Voc� sabe que em Evros temos grandes necessidades.

Est� dizendo que a transfer�ncia pode estar comprometida?

N�o, sei que nosso ex�rcito precisa de pessoas dedicadas como voc�.

Especialmente nos dias de hoje.

- Tenho provado a minha dedica��o. - A dedica��o se evidencia sem palavras.

Nossa revolu��o precisa de aten��o.

Nossa prioridade � o melhor interesse para o nosso pa�s.

Tenho certeza que a sua prioridade � o bem do pa�s.

O bem do pa�s acima de tudo, General da Brigada.

No entanto, essa transfer�ncia � extremamente importante...

- Como vai a encantadora Sra. Logos? - ...para a minha fam�lia.

Obrigado, ela est� bem.

Ela ficar� encantada se voc� nos honrar com a sua presen�a num jantar.

Vai ser um prazer. Sempre gostei da companhia de voc�s.

Eu gostaria, se n�o for um problema, para evitar...

N�o quero que Zoe saiba...

sobre esse poss�vel cancelamento.

Ela ficaria muito chateada. Voc� entende.

Entendo. Uma mulher t�o bonita com uma crian�a no meio do nada...

� dif�cil. N�o se preocupe.

S� sei que o que n�o aconteceu hoje...

pode acontecer amanh�.

- Por volta das 21Hs. - Estaremos esperando-lhe.

- � verdade o que disseram? O qu�?

- Que voc� ser� transferido. - Preste aten��o na estrada.

Papai chegou!

- Querida! - Veja! Decoramos a �rvore.

- Muito bem. Voc� gostou? - Sim.

Ano que vem quero que traga uma t�o grande que chegue a tocar no c�u.

Tamb�m estamos preparando a celebra��o de Natal no Campo.

Se n�o fosse por este tempo, j� ter�amos terminado.

Mas tenho uma grande surpresa para voc�: m�sica!

Uma banda vai tocar, minha querida. Para voc�.

Dan�a, m�sica. Pensei que ficaria feliz.

Paraskevi, o General da Brigada vai jantar conosco hoje � noite.

- Fa�a a torta favorita dele. - Sim, Sr. Manolis.

Vamos p�r a estrela no topo. N�o consigo sozinha.

Coma bastante que voc� ficar� alta como seu pai...

vai poder colocar a estrela e descansar no ombro dele.

- Quero que fique linda. - Isso � algo que ele gosta?

Temos que conseguir aquela transfer�ncia.

- N�o me importo com a transfer�ncia. - Sim, voc� se importa.

E eu tamb�m. E este � o momento para conseguirmos.

Vou ver a nossa filha.

Entre.

Venha.

- Algu�m viu voc�? - Ningu�m.

- Os �culos? - S�o para leitura.

Deveria usar o tempo todo, mas cansam minha vis�o.

H� tempo o bastante at� a celebra��o de Natal?

- Tempo para o qu�? - Para eu aprender Tango.

Pedi para ficar de plant�o at� o Natal.

Se come�armos hoje � noite, teremos tempo suficiente?

- Est� querendo que eu te ensine? - � isso o que quero.

E tire esses �culos. N�o te chamei para ler comigo.

N�o sei nada sobre tango, Lazarou...

Quero ser capaz de dan�ar no Natal.

Veja, na academia n�o nos ensinam como dan�ar.

Ter vontade para dan�ar � tudo, mas tamb�m � uma decis�o.

� o seu motorista, Tenente. Vim para a inspe��o.

Deixe o Jeep pronto e j� estarei l�.

Tenente...

Eu pedi licen�a!

Preciso ir para casa.

Vou verificar a guarda e j� volto.

N�o se mexa.

Argyrouli! Vamos, garoto! Vamos � inspe��o.

- Parado! Identifique-se! - Inspe��o.

N�o havia nada, Lazarou.

Venha, o tempo � precioso.

Sente-se.

Sr. Tenente... Ela est� doente. Minha m�e...

- Se eu pudesse pegar a licen�a... - Vamos iniciar pelo come�o.

Primeiramente, abordamos a pessoa com quem queremos dan�ar, certo?

Estou falando, Larazou!

N�s nos aproximamos da pessoa. � isso?

- Do parceiro - Que parceiro?

- O parceiro � uma dama. - Ent�o vou cham�-lo de dama, Lazarou.

- Certo? - Como quiser, Senhor.

N�s nos aproximamos da dama e o que falamos para ela?

"Ficaria honrado se voc� dan�asse tango comigo".

S� um momento, vou escrever isso.

Isso depende, claro, de quem for... a dama.

Uma dama � sempre uma dama, Lazarou.

Vamos continuar. Em segundo lugar.

N�s a ajudamos a se levantar se ela estiver sentada.

Ela vai estar sentada.

Ent�o, levamos-na pela m�o at� a pista de dan�a...

para come�ar a dan�ar tango.

Tomamos bra�o direito da dama com nosso bra�o esquerdo...

e lentamente colocamos nosso bra�o direito em volta da sua cintura.

O meu esquerdo, no direito dela. M�o direita na cintura.

Um bra�o fica sobrando.

A dama coloca seu bra�o esquerdo suavemente no ombro do parceiro.

Bra�o esquerdo no ombro do parceiro.

E, ent�o?

Ent�o, temos as pernas. S�o as principais.

Principais, por qu�?

Para us�-las bem e dan�ar tango.

Chega dessa bosta e vamos tentar. Vamos. levante-se.

- Eu? - Voc� � o professor.

Dance. Estamos fazendo a parte te�rica.

- Preciso de uma m�sica. - N�o precisa de nada.

Toque-a na sua cabe�a.

Para mostrar-lhe a dan�a, preciso de um parceiro, ou melhor, de uma dama.

Quer que eu traga uma mulher aqui para voc�?

Comece a dan�ar!

� preciso de dois para dan�ar.

Tire as suas botas.

Tire-as!

Se me ensinar a dan�ar at� o Natal...

vai poder ir para casa.

Vai ver a sua m�e no Natal.

Pastilha de eucalipto.

N�o gosto de mau h�lito.

Venha.

- Voc� vai ser a... dama. - Como quiser, Sr. Comandante.

Com o seu bra�o esquerdo, tome bra�o direito da dama...

e o seu bra�o direito na cintura dela.

Uma volta, volta para o lado,

Um, dois...

N�o. Um para frente e dois para tr�s.

Voc� cruza para tr�s. � o oposto do que estou fazendo.

Um passo � frente, outro para tr�s... E conclui.

Entendeu? Vamos tentar de novo.

Um, dois, tr�s, quatro...

Cuidado, Lazarou. Se eu n�o aprender, voc� est� ferrado.

Entendido?

E... Um, dois...

tr�s, quatro...

- N�s lhe agradecemos a visita. - Eu � que agrade�o.

Pela boa companhia e maravilhoso jantar.

- D� boa noite a Zoe por mim. - Esque�a, ela caiu no sono.

E � menina...

Parou de chover.

Vou fazer tudo o que puder, pode ter certeza.

Mesmo que eu sinta falta dessas noites agrad�veis.

Muito obrigado por vir.

Companhia. � vontade.

Como sabem, ontem e hoje choveu muito,

e as paredes que pintamos foram danificadas.

Melhor eu n�o dizer com o que elas se parecem...

e como n�o podemos fazer uma festa nestas condi��es,

teremos que pint�-las novamente.

- Balaskas e Anastasiou! - Ao seu dispor!

Peguem os baldes e as tintas.

E assim que a chuva parar, comecem a pintar!

Vou voltar. N�o demoro.

Boa tarde.

Isto chegou nesta manh�.

- Aqui est�. - Obrigado.

Tchau.

A chuva parou e o tempo est� melhor agora.

- A noite passada foi terr�vel. - Passe-me o meu roup�o.

- Deixaram um presente. - Que presente?

N�o sei. Eu o vi no sala.

- Quem comprou isso? - Encontrei-o embaixo da porta.

Devem t�-lo comprado faz tempo. O que �?

Um disco! M�sica...

- "Tango Notturno". - Sr. Manolis deve t�-lo enviado.

Estava na cozinha e n�o vi o soldado que deixou isso.

Voc� e o General est�o se entendendo?

Tango...

Fiz Fricass� de cordeiro. Pode se preparar para vir.

Voskopoulos est� te esperando no port�o.

Sua irm� est� te procurando. Ela j� ligou tr�s vezes hoje.

Disse para n�o ligar, pois n�o h� ningu�m em casa.

Mais alguma coisa? Ela disse que vai te ligar.

Beba algo. Vai te fazer bem.

Campo Militar Vati.

O comandante, por favor. � a Sra. Logos.

Senhor Comandante, sua esposa est� na linha.

Passe-a para mim.

Oi, meu amor. Obrigada pelo disco.

Que disco?

Que m�sica � essa? N�o ou�o nada.

De tango.

Que tango?

Zoe.

A "dama"...

- Ligue para a minha esposa. - Imediatamente!

Este � o hino do nosso tempo. Tolis � meu primo.

Do lado do meu pai, voc� sabe.

- Ela n�o est� atendendo. - N�o est�? Certo.

Preciso ir para casa. Fique de olhos abertos, Voskopoulos.

Pintar... escovar...

- Ex�rcito grego do inferno! - N�o para de chover.

Falta de sorte!

Tenho que pintar tudo isso para Logos poder ter seu Natal.

- Fa�a isso pela esposa dele. - O que ela faz por mim?

- O que ela n�o faz por Logos. - Ent�o vou pintar tudo de Evros.

Est� com fome? Coma!

Deixe o cachorro em paz, idiota!

Quer que eu te fa�a comer isso?

- Vai tocar no cachorro de novo? - Deixe-o ir, Sr. Tenente.

Foi uma brincadeira. Uma brincadeira...

Isso tamb�m foi uma brincadeira minha.

Zoe.

Paraskevi? H� algu�m aqui?

Zoe!

O que �, querida? O que voc� quer?

- Quero aqueles anjos. Est� certo.

Eu tenho v�rios anjos!

Se ele chegar em casa e n�o nos encontrar, ficar� furioso.

Come�ando comigo.

Paraskevi...

N�o comente com Manolis sobre o disco.

- N�o foi ele quem mandou. - Sinto cheiro de problema neste Natal.

E se eu contar que eu comprei? Para presentear voc�.

Ele n�o vai acreditar.

Vou dizer que coloquei o disco na sua cama, voc� acordou...

Eu n�o estava l�.

Temos que falar a verdade. N�o sei o que fazer.

�s vezes � melhor n�o contar certas coisas. Vou pensar em algo.

�s vezes at� Deus teme a verdade.

Zoe...

O Sr. Manolis ama voc� demais.

"Minha garota". S� ou�o ele falar isso.

Vamos?

Venha, querida. Estamos indo.

Voc� me assustou.

Na pr�xima vez que voc� sair, deixe-me saber antes, por favor.

Fomos fazer uma caminhada.

Sa� correndo do escrit�rio...

achando que tinha acontecido algo... Voc�s sa�ram para caminhar?

- Coronel, eu a convidei para sair. - Leve a menina daqui.

N�o a chame de "menina" de novo. O nome dela � Elizabeth.

Seu desejo � uma ordem, Sra. Logos.

Podemos ir juntos a qualquer lugar, aonde voc� quiser.

Andar por a� sem estar comigo � inapropriado.

Voc� entendeu, certo?

Descobriu quem te mandou o disco?

N�o sei ainda.

Deve ter sido um engano. Acho que seria para outro lugar.

N�o �?

Eu n�o sei, Manolis.

Estou dispensada?

Entre. Feche a porta e tire as suas botas.

Voc� n�o pode pisar na bola se algu�m perguntar sobre mim.

N�o vai dizer uma s� palavra.

- As pastilhas est�o aqui. - Sim, Sr. Tenente.

R�pido!

Tem alguma novidade sobre a minha licen�a?

J� n�o discutimos sobre isso?

Voc� me ensina e deixo voc� ir.

Eu preciso ir.

- Minha irm� est� esperando... - Agora, ao seu lugar.

- Lembra-se do que conversamos ontem? - N�o conversamos sobre merda nenhuma.

Se continuar nesse ritmo, pode esquecer a licen�a...

e se prepare para ir preso. Fui claro?

- O bra�o... - Eu sei!

Meu bra�o sobre a sua cintura.

Tr�s, dois, um, e...

Uma volta, para o lado, tr�s, quatro...

- Vamos fazer de novo. - E...

Um, dois, tr�s...

Pare de contar. Est� me confundindo. � melhor cantar.

- N�o sei cantar nada. - Esforce-se.

Cante.

No ver�o...

�amos juntos � areia da praia...

de m�os dadas com uma estrela ao nosso lado.

Agora, vamos encurtar a dist�ncia.

E voc� ousa colocar sua perna esquerda

entre as pernas da dama.

Exato, Senhor.

Sua perna deve tocar suavemente a perna da dama.

Acho que estamos indo muito bem, Tenente.

N�o quero ficar dan�ando com voc�, idiota!

Quis dizer que acho que voc� est� pronto.

Voc� vai dan�ar, Eu lhe prometo.

N�o acredito em voc�, Lazarus Lazarou.

N�o acredito em pessoas com nomes de ressuscitados.

Eu, por outro lado, acredito em voc�.

Al�?

O qu�?

Onde? Estou indo.

Terminamos por hoje, Lazarou. Pode ir.

V�, j� falei!

Que inferno... Ser� que n�o consigo deixar meu jardim limpo?

Eles aparecem do nada. J� de p�, Coronel?

- Bom dia, Paraskevi. - Feliz Natal!

- � v�spera de Natal. - Feliz Natal.

- Que estejamos bem no pr�ximo ano tamb�m. - Que estejamos bem e em Atenas.

Deus � grande!

Gl�ria a Deus nos altos c�us..

E paz na terra...

aos seus amados.

E "Feliz Natal" e estaremos prontos para a celebra��o.

- Aprenderam direitinho. - Claro, n�s somos anjos!

Voc� pegou uma gripe, Sr. diretor. Percebe-se que voc� est� fraco.

Talvez o seu amigo, o doutor, possa v�-lo.

Estou perfeitamente bem.

Lazarou, est�o todos procurando por voc�.

- Quem? - No escrit�rio do telefone.

- Que aves s�o essas? - S�o turquesas, Comandante.

- Espero que fiquem boas. - Deliciosas!

N�o cozinhe-as demais, quero que fiquem apresent�veis.

- Como assim? - Explique para ele.

A comida n�o precisa se parecer como voc�.

Rolha de po�o!

- Aten��o! - Continuem.

Como pode ver, o sal�o est� quase pronto.

Est� come�ando a ficar bom.

A banda vai ficar aqui e vou deixar este espa�o para a dan�a.

- E a banda? - J� est� confirmada.

Eles vir�o ensaiar esta tarde.

- Todos com cabelos cortados? - Sem cabelos ou costeletas.

Colocaremos o pres�pio l�. � onde ser� seu discurso tamb�m...

e em seguida os soldados encenar�o a pe�a de Natal.

Fale-me, Voskopoulos. Que animal � esse? Um dinossauro?

� um camelo, Senhor. Um camelo.

Parece algo entre um hipop�tamo e um fara�.

Onde ficar� a Maria e o menino Jesus?

Foram perdidos pelo caminho. Esqueci de lhe contar.

O que vamos fazer sem Maria e o menino Jesus?

- Temos uma palmeira, temos Jos�... - Eles s�o os tr�s reis magos.

� verdade. E percebi que eles trazem presentes.

Voc� est� murmurando e estou come�ando a me irritar.

Pode confiar em mim. A festa ser� inesquec�vel.

� disso que tenho medo. Que a festa seja lembrada como a pior.

Coloque-os para tr�s. N�o quero assustar os convidados.

Est� ficando �timo, Sra. Logos.

Seu traje vermelho... S� um momento... mais um.

N�o precisa. Est� bom assim.

Se deixarmos assim, seus ombros v�o aparecer.

S� porque sou casada isso seria impr�prio?

N�o � desta forma que mulheres da minha idade se vestem?

Voc� est� �tima. Voc� � muito jovem.

Tem certeza, Zoe? E o Sr. Manolis?

Tenho certeza.

Talvez voc� deva consult�-lo. Ele � seu marido.

Ela entrou em coma ontem. E acabou de acordar.

Voc� deveria vir, Lazarus.

Vou amanh�. Eles me garantiram. Prometeram-me...

- Venha agora. - Preciso estar aqui amanh�.

Pegarei o trem amanh� e estarei a� ao anoitecer.

- Como ela est�? - Est� tendo alucina��es.

Est� falando coisas sem sentido. Acha que eu sou voc�.

Ela est� morrendo, Lazarus.

Est� me ouvindo?

Mam�e est� morrendo.

Lazarus... Lazarus.

Aonde voc� vai?

Pensou que sairia t�o facilmente?

Preciso ir a Atenas hoje.

Minha m�e est� morrendo.

Desculpe-me.

Estou indo, Tenente. Feliz Natal.

Feliz Natal, Lazarou.

Uma passagem para Atenas.

Mam�e!

Parab�ns, mocinha. Voc� merece um abra��o.

Voc� viu, Coronel?

Mam�e est� me mostrando poemas. Voc� ler um na festa?

Pode ler quantos quiser.

Que tipo de vestido � esse, Zoe?

Vamos, minha menina. Deixe o papai descansar.

- Ela se chama Elizabeth. - Voc� sabe melhor.

Vamos, Elisabeth. � hora do banho.

Demetris vai nos buscar amanh� de manh� �s 11Hs.

Quero que esteja pronta.

Eu n�o vou, arrume uma desculpa.

Pense na sua posi��o. Voc� � a Sra. Logos.

- Voc� � esposa de um Coronel. - De um Tenente-Coronel!

Exijo que voc� me respeite!

Por que est� olhando para mim?

Seu uniforme est� passado no arm�rio.

- Vista-se e v�. - N�o vire as costas para mim!

- Voc� vai ficar l� e ouvindo. - Quer que eu fique como um soldado?

Controle-se. � o seu dever.

Preciso de voc� ao meu lado.

Estou lutando pela transfer�ncia para irmos para Atenas.

Voc� n�o est� entendendo, Manolis.

N�o � uma quest�o de localiza��o.

N�o vou me sujeitar a isso na festa.

Amanh� toque isso na festa...

Voltei, Tenente.

Por que voc� voltou?

Por que sei o que se sente quando n�o se tem o que quer.

N�o ter ningu�m. Estar sozinho.

Voc� j� esteve apaixonado, Lazarou?

- Uma vez. - E era um amor verdadeiro?

- Acho que sim. - Se voc� "acha", n�o era.

- Era. - N�o era.

Alguma vez j� fez papel de bobo?

Maldito amor, faz voc� agir como um bobo.

Precisou aprender tango?

Beba.

Vamos dan�ar.

Estou bem.

Se o seu amor for verdadeiro, voc� precisa aprender a dan�ar.

Voc� est� encharcado. Tire a sua jaqueta.

A deusa do amor n�o me privilegiou.

N�o conhe�o e n�o quero conhecer voc�.

A �nica coisa que quero � saber dan�ar essa porra de tango.

Voc� vai dan�ar, Senhor.

Voc� vai dan�ar. Venha.

Venha, n�o temos muito tempo. A festa � amanh�.

"Tango Noturno." Agora...

precisa confiar em mim tamb�m, Tenente.

� isso.

Voc� est� pronto, Sr. Tenente.

N�s dan�amos.

Voc� est� dan�ando.

Quando tempo dura um tango? Dois minutos?

- Em torno disso. - Tudo isso por nada.

N�o, n�o diga isso. Nesses dois minutos...

voc� pode ter o que tanto deseja.

O que voc� fez? Lazarou!

O que voc� fez?

Estou falando com voc�, idiota! Acorde!

Estou falando com voc�! Acorde! N�o fa�a isso comigo!

Acorde, Lazarou! Acorde, � uma ordem!

Pare! Identifique-se!

V� chamar o motorista! R�pido!

Coloque-o aqui. Doutor!

Acorde, doutor! Ele est� morrendo?

Aguente firme, Lazarou!

Acho que � pneumonia. Vamos ao hospital.

Vamos!

Coloque-o aqui!

Entre! Vamos!

Aguente firme, Lazarou. Aguente firme!

Zoe, ent�o voc� n�o vai?

Muitas coisas estranhas aconteceram ultimamente.

Encontrei chepas de cigarros no quintal.

Um disco apareceu aqui.

Agora voc� n�o vai � festa. O que h� de errado?

Fale para mim. O que h�?

Iria acabar com a festa.

V�. Est�o esperando por voc�.

Feliz Natal.

Aten��o!

- Permane�am sentados! - � vontade!

E a sua esposa?

N�o estava se sentindo bem, mas queria estar aqui.

Para concluir, gostaria de expressar minha gratid�o...

a todos aqueles que me honraram no campo...

com a sua presen�a.

Feliz Natal a todos!

N�o tema!

Pois, eis que trago pra voc� boas novas de grande alegria!

Apareceu-lhes um anjo do Senhor.

E a gl�ria do Senhor os cercou de resplendor.

Eles temiam o medo.

E um anjo vos disse: Aqui � o Senhor.

Voc� � a pr�xima.

E agora, a nossa querida Elizabeth Logos...

filha �nica do nosso Comandante.

Ela vai ler para n�s um poema de Natal.

Sonhei com o menino Jesus noite passada

Estava com um olho inchado, ent�o o manteve fechado.

Mesmo sendo doloroso, Ele reuniu for�as e sorriu.

Quando j� estava maior, come�ou a usar um par de �culos.

Voc� veio, Karamanidis? O que aquele soldado tinha?

Ele se chama Lazarou. Est� no hospital.

No Natal? Que sorte!

Identifique-se!

Tenente Stephanos Karamanidis.

- Por que est� sozinho? - Estou esperando pela minha parceira.

O que � uma parceira?

� uma dama que vai dan�ar comigo � noite.

Minha m�e sabe dan�ar.

Onde voc� esteve? Estava procurando por voc�!

- Vou onde quiser! - Volte aqui!

Mam�e!

Que bom que veio! Fez a coisa certa.

- Feliz Natal, Manolis. - Muito obrigado por ter vindo.

Feliz Natal a todos n�s!

Elizabeth!

Paraskevi, leve a menina para casa. Est� tarde.

Coronel, tenho algo muito bom para te anunciar.

Ficaria honrado se voc� dan�asse tango comigo.

Muito obrigado.

Qual � o seu nome?

Tenente Stephanos Karamanidis.

- Eu sou Zoe. - Eu sei.

Mandei um disco de tango para voc�.

N�o tive coragem de assinar meu nome.

Ent�o, foi voc�.

Perdoe-me pela aud�cia.

- Por favor. - N�o implore por perd�o.

Implorar n�o � permitido a quem est� no ex�rcito, certo?

Voc� est� certa.

Como aprendeu a dan�ar t�o maravilhosamente, Tenente?

Um amigo disse que ter vontade de dan�ar � tudo, mas tamb�m � uma decis�o.

Queria muito aprender a dan�ar.

Eu te amo.

Eu te amo desde a primeira vez que te vi.

Eu te amo.

Acredita em contos de fadas?

Sei que n�o existem. Estive esperando por voc�.

S� queria dizer que te amo. E que...

O que me faz agir como um bobo. Um bobo.

Voc� n�o �. Voc� dan�a muito bem.

Conseguimos, querida. A transfer�ncia saiu.

- Gostou da nossa festa? - Estava boa.

Feliz Natal. Vamos l�!

At� Karamanidis dan�ou esta noite.

O Tenente que dan�ou com voc�.

Com licen�a.

Voc� esteve aqui essa tarde.

- Eu conhe�o seu pai. - Meu pai?

Voc� me reconheceu porque conhece o meu pai?

Pode parecer besteira, mas voc� � o retrato dele.

Muitos dizem que n�o me pare�o muito com ele.

Tamb�m acho isso de umas fotos que vi.

Fotos?

Meu pai morreu quando eu era muito novo.

Ele morreu...

- Onde voc� o conheceu? - No ex�rcito.

Desculpe-me pelo inc�modo.

Feliz Natal, Sr. Karamanidis.

Logos.

Logos?

Voc� deve ter me confundido com algu�m.

N�o, n�o confundi.

Seu pai era Tenente, certo?

Ele foi o meu Comandante.

Sua m�e ainda est� viva?

Sim, mas ela est� doente. O rem�dio � para ela.

Posso visit�-la? Tenho algo que pertence a ela.

O vento ofegante n�o nos deixaria andar corretamente..."

"e percorreu severamente as finas linhas..."

daquela linda face.

- Bom dia. - Entre.

Talvez ela n�o se lembre de voc�.

Est� ficando cada vez mais dif�cil para ela.

Oi.

Voc� n�o mudou nada. Continua linda como era.

- Como quando? - Como eu me lembro.

- Voc�? - H� muito tempo.

Era Natal...

em Evros...

Seu marido era o Comandante no campo.

Lembro de voc�.

Fez bem em vir aqui.

Tenente.

N�o quero te incomodar por muito tempo.

Isto � para voc�.

Espere um momento.

Em todos os Natais... Cart�es id�nticos...

Era reconfortante que algu�m pensasse em mim.

E isto � para voc�.

Se voc� puder, venha por um tempo.

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