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Anteriormente...
Ajudamos a quem precisa, n�o importa a sua origem.
Acreditamos que o sistema de justi�a � falho.
- Que diabos � isso? - A� est� ele.
Sr. Bellows. Noah Weiss, estrategista de campanha.
- A campanha ir� mudar. - Isso � rid�culo.
Voc� acha que est� presente, mas s� aparece quando te conv�m.
- N�o � isso. - N�o precisa, me viro sozinho.
Ofere�a um acordo que envie Levi Scott
para as reuni�es de controle de raiva. Farei o resto.
- Consegue faz�-lo falar? - Claro.
Se fosse um namoro r�pido, eu estou afim.
Cara, esse lugar est� balan�ando.
Faz-me repensar minhas escolhas na vida.
Ser gay n�o � uma escolha, Bodie.
� sim, se voc� ama a Fox News.
Meninas, eu n�o sei como voc� est�o se saindo
mas voc�s est�o arrasando!
Querido, n�o h� o que falar, a gente passa por cima.
Sabem onde...
Meu Deus. Madeline? Madeline Scott, � voc�?
Seu julgamento foi um sucesso por aqui.
Aplaudimos quando saiu da pris�o.
Choramos, garota. Tivemos uma festa sobre voc�.
Todo mundo veio vestido como voc�.
- Ela usou o seu cabelo. - Voc� tem meu cabelo.
- � incr�vel. - Voc� que � incr�vel.
- O que faz aqui, mama? - Procuro um escrit�rio.
Sabe onde fica o Watts & Watts?
Loca, fica no final da rua logo na esquina.
- Perfeito, muito obrigada. - Querida, aonde voc� vai?
Pegue o celular. Queremos uma selfie.
- Vem c�. - Ningu�m vai acreditar.
No 3, sorria e diga: "Yas". Prontas? Um dois tr�s. Yas!
WATTS & WATTS ADVOGADOS
O nome dela � Cindy Whitman.
Ela foi condenada por matar uma mulher transg�nero em 1982.
A v�tima, Vanessa Evans, foi a mais importante
ativista trans do seu tempo.
Cindy � transg�nero e as pris�es pararam
de disponibilizar seus horm�nios devido a cortes.
Estou processando-os por isso.
Nem imagino como seja.
� como ter a sua identidade arrancada.
Conheci um homem trans na pris�o.
Tirar a testosterona dele
- seria tirar sua exist�ncia. - Exatamente.
E para recuperar os horm�nios, preciso provar
que ela os toma h� um tempo. O m�dico disse que �
desde o final dos anos 70, o que me levou
a uma descoberta realmente interessante.
O sangue da cena do crime
� compat�vel com o tipo de sangue da Cindy,
que � AB negativo. � o tipo de sangue mais raro.
Certo, apenas 0,6% da popula��o o tem.
Na �poca, foi basicamente o que usaram para conden�-la.
Mas acabei de descobrir nos relat�rios de laborat�rio
que os n�veis hormonais no sangue
eram significativamente inferiores aos de algu�m
- que � trans. - O sangue da cena do crime
n�o � da Cindy.
Temos provas para reabrir o caso.
Eu concordo.
O que me leva a outro problema
mas voc� � a pessoa perfeita para me ajudar.
- Por qu�? - Cindy n�o quer sair da pris�o.
Imagine que est� se olhando no espelho.
Parece que � voc� e se parece com voc�.
Mas no fundo, voc� sabe que n�o � o seu verdadeiro eu.
No epis�dio desta semana de "At� Provado O Contr�rio",
vamos explorar o que acontece quando nos atrevemos
a finalmente viver em sua verdade,
sabendo que muitos no mundo os odiar�o por isso.
Eu sei que parece que n�o sou nada agora,
mas voc� deveria ter me visto naquela �poca.
Senhor Jesus, eu era fabulosa.
- Voc� ainda � fabulosa. - S�rio, querido?
Juro pela b�blia.
Inferno... os religiosos me amam.
Querida, quanto maior a b�blia, maior o arm�rio.
Eles estavam sempre correndo atr�s de mim.
Conte-nos sobre Vanessa.
Vanessa Evans foi a nossa hero�na.
Ela era uma das ativistas trans mais corajosas naquela �poca.
Ness arrebentou.
A pol�cia disse que brigaram na noite em que ela morreu.
Que era uma briga de amantes.
�...
Porque pensaram que �ramos homens queer e n�o mulheres.
Vanessa e eu nunca fomos amantes.
Ela era como uma irm� para mim.
Mas os policiais me viram como lixo trans,
ent�o partiram para cima de mim.
Bem, gra�as ao que Garrett encontrou,
- voc� tem grandes chances. - De recuperar meus horm�nios?
De ter a sua condena��o anulada.
N�o deveria ter que sofrer na cadeia
por um crime que n�o cometeu.
Voc� sabe, o sofrimento real aconteceu
quando eu tive que viver a minha vida como Steve.
Isso era tortura todos os dias.
E essa tortura est� voltando se eu n�o pegar meus horm�nios.
Cindy, por que voc� n�o quer sair?
Porque n�o h� nada l� fora para mim.
Todo mundo que conheci se foi.
Aids, crimes de �dio, suic�dio.
40% das pessoas trans est�o tentando se matar.
40%. Voc� pode imaginar se esse n�mero fosse t�o alto
para qualquer outro grupo de pessoas?
Querida, haveria um teleton o tempo todo.
N�o, prefiro ficar aqui.
Mas se voc� realmente quer me ajudar...
se voc� realmente quer me ajudar...
consiga meus horm�nios, por favor.
Porque eu vou morrer sem eles.
SilneiS Apresenta:
INOC�NCIA
JUSTI�A
VERDADE
LIBERDADE
Proven Innocent S01E08 "The Struggle for Stonewall"
Advogadas convidadas: nattyck & Lu Colorada
� como se eu nunca tivesse feito algo assim antes.
- Estou um pouco nervosa. - Eu entendo totalmente isso.
- Eu fico nervoso tamb�m.. - Mentira.
Nervoso significa que est� no jogo,
significa que quer ganhar.
- Estar nervoso � bom. - Certo, nervoso � bom.
- Nervoso � bom. - Ficarei nervosa o tempo todo.
- Esse � o esp�rito. - Certo...
Nosso convidado hoje � o �cone de podcasting
- e meu her�i, Ira Glass. - Fico feliz em estar aqui.
"�cone de podcasting" � engra�ado de se dizer.
Tipo, sou "�cone" dessa coisa
que a maioria das pessoas nunca ouviu falar.
Um dos maiores desafios do podcasting
� equilibrar a hist�ria que voc� est� realmente contando
com algum significado ou mensagem maior,
que � algo que voc� faz sem esfor�o.
- Qual � o seu segredo? - Tentamos contar a trama
do que aconteceu com uma pessoa,
e ent�o, idealmente, eles s�o quem tem
o maior pensamento ou ideia sobre o que isso significa.
E se eles n�o o tem, o apresentador ou o rep�rter
pode entrar e dar esse significado.
H� um exemplo realmente incr�vel
que acabei de ouvir,
a hist�ria desse garoto de 14 anos
que a pol�cia tratou como adulto porque ele parecia adulto.
E ent�o a apresentadora � aquela
com esse pensamento realmente lindo
sobre como apar�ncias enganosas podem ser.
Meu Deus.
Voc� est� falando sobre o meu programa.
Estou falando do seu programa. Sim, parab�ns,
voc� reconhece seu pr�prio programa.
Voc� est� fazendo um trabalho t�o bom.
- Obrigada novamente. - Eu que agrade�o.
E por fingir ser um f�.
- Aquilo foi legal. - Eu n�o estou fingindo.
- Seu programa � muito bom. - Obrigada.
Tudo bem, eu saio daqui em alguns dias.
O que voc� vai fazer amanh� � noite?
Acho que vou fazer o que voc� vai fazer.
Voc� � engra�ada. Voc� quer jantar?
Eu... quero.
Eu quero jantar. Isso seria legal.
�timo, vou entrar em contato.
Combinaremos como os adultos fazem.
- �timo, obrigada. - Tudo bem.
Ent�o, nosso primeiro objetivo � reformular voc�
para o que eu chamo de uma campanha de her�i.
Apoiamos em sua incr�vel biografia,
exibimos imagens de voc� olhar heroico.
Aqui est� voc� como o homem que salvou Chicago.
Um marido amoroso, americano como torta de ma��.
D� muito certo nos sub�rbios.
Este aqui diz Gore Bellows � a lei.
- Poderoso. - Sim.
- Revestido. - Com certeza.
- Me faz parecer um vencedor. - O qual voc� �, senhor.
A melhor parte � que faz a campanha sobre mim,
ao inv�s do caso da Scott.
Mayfield sempre foi obcecado com a forma que a Madeline agiu.
Sim, n�o quero dizer nada negativo sobre ele
porque ele � um cara legal, mas ele � um amador
que levaria voc� a uma derrota esmagadora.
Certo, lutar com Madeline Scott,
isso a coloca no seu n�vel, e ela n�o est�.
Ela � uma assassina.
- Acredita mesmo nisso? - Sempre acreditei.
Eu sabia que voc� era o meu cara.
Acha que eu deveria apenas ignor�-la?
Eu acho, sim. Digo, a menos...
A menos que o qu�?
Atac�-la seria um desastre, mas se tivesse nova evid�ncia...
de que ela � culpada...
ent�o voc� venceria de lavada.
Fala de acus�-la novamente de homic�dio?
S� se tiver novas evid�ncias.
Se voc� tivesse,
voc� dominaria todos os notici�rios.
QUE TAL JUSTI�A PARA TODOS?
Acredito que ela seja inocente,
mas se n�o quer a nossa ajuda...
N�o h� esperan�a na pris�o, precisamos dar a ela.
Quer ir contra os desejos dela e defend�-la?
Nem � �tico assumir
a defesa de um cliente sem consentimento.
Vamos achar nova evid�ncia e dar motivo para ela aceitar.
2018 foi o ano mais violento da hist�ria das mulheres trans.
Este seria uma caso incr�vel para mostrar esses problemas.
N�o podemos pegar um caso de algu�m que n�o quer.
Est� desconfort�vel com este caso?
N�o. Eu a defenderia com prazer, se ela quisesse nossa ajuda.
Bem, ela quer, s� n�o sabe ainda.
Vamos investigar. Dar uma raz�o para ela mudar de ideia.
NASCIDO DESSA FORMA
Incr�vel, n�o �? Todo o �dio por esta comunidade.
Eles s� querem viver a vida do jeito que s�o.
Eu n�o saberia nada sobre isso.
A comunidade negra conecta-se com a comunidade gay
por serem alvos de grupos de �dio?
Alguns diriam sim, por saber o que � ser odiado por ser voc�,
e somos odiados pelas mesmas pessoas.
Mas outros diriam que pode esconder quem ama,
mas n�o pode esconder a cor da sua pele.
E quando n�o pode esconder quem voc� ama?
TRANS & ORGULHOSA
PRECISAMOS DE CONFIAN�A N�O QUARENTENA PARA PARAR A AIDS
UM ARM�RIO N�O � LUGAR PARA PASSAR SUA VIDA
ORGULHO GAY
Nunca que a Cindy a matou.
A pol�cia culpar� os queer por qualquer coisa.
- Era dono do bar na �poca? - N�o, era gar�om.
A m�fia era dona, como a maioria dos bares gays.
Eles se afastaram em 1998
e algu�m tinha que mant�-lo vivo.
Este bar era especial. Um porto seguro,
onde todos podiam ser eles mesmos.
Todos?
Sei que nem todos bares gays recebiam bem a comunidade trans.
Este n�o era qualquer bar, querida.
Este era o Tulip.
Vanessa era um �cone. Uma verdadeira hero�na.
Todos a amavam. Exceto os policiais.
- Por que isso? - O de costume.
Achavam que "ela" era um "ele" e um pervertido.
Se n�o estavam a assediando,
estavam a algemando por prostitui��o
e, acreditem em mim, ela n�o fazia isso.
- Caminhando sendo trans. - Isso a�, querida.
Se visivelmente parecer um trans na rua,
policiais algemam e dizem que � prostituta.
Na minha comunidade, � caminhar sendo negro.
Agora imagine ser negro e trans.
Porque � com isso que essas garotas vivem.
Lembro de uns dias antes dela ser morta,
um idiota abordou Vanessa. Era obcecado por ela.
Quando ela terminou, ele foi atr�s dela.
Ent�o os policiais prenderam Vanessa por agress�o.
- Sabe quem era esse cara? - N�o, mas vou perguntar.
Alguns de n�s ainda est�o vivos.
Alguns.
- Queria me ver? - Sim, entre. Entre.
Ent�o... este � um grande dia.
Seu primeiro dia no Tribunal.
� s� uma audi�ncia de CP.
Primeira audi�ncia de CP no Tribunal. Aqui. Parab�ns.
Estou muito orgulhoso das suas conquistas.
Eu amei. Obrigada.
Voc� merece. Venha, sente-se.
Ent�o, conte-me sobre Levi Scott.
Vai �s reuni�es de controle da raiva com ele?
Levi � dif�cil de se abrir.
Ele mant�m tudo trancado, a maior parte.
S� precisa faz�-lo se soltar. Encontre o que ele gosta.
Aposto que � voc�. Quem sabe, talvez,
se ele te der alguma prova que ajude
a reabrir o caso do homic�dio de Rosemary...
Voc� possa ser advogada auxiliar
no maior julgamento do ano.
Entendido.
Vanessa tinha alguns perseguidores.
Os caras h�teros a amavam.
E quando n�o a conseguiam, ficavam violentos.
N�o tem ideia quem a atacou quando a acusaram de agress�o?
Querido... todos nos atacavam.
Policiais, vizinhos, b�bados, ladr�es,
at� a fam�lia. Todo mundo nos odiava.
S� estamos tentando achar um outro suspeito.
� a chave para tir�-la daqui.
E a chave para meus horm�nios?
Cindy, voc� merece seus horm�nios e muito mais.
Deixe-nos ajud�-la a sair da pris�o.
Ent�o ter� os horm�nios que quiser.
Mas, como eu disse, n�o tenho ningu�m l� fora.
Os gays nos odeiam.
As l�sbicas n�o querem nada conosco
e os h�teros nem acham que somos humanos.
Todos meus amigos se foram.
N�o tem nenhuma pessoa no mundo para mim.
- Estou melhor aqui. - Mas isso n�o � liberdade.
Sua vida n�o � sua
e, mesmo a ideia de liberdade sendo assustadora,
� seu direito porque voc� � inocente.
N�o direi que ser� f�cil.
Mas daqui a um ano,
talvez dois, talvez tr�s...
vai come�ar a acordar com l�grimas nos olhos
porque sua vida � sua.
Por que est� sendo t�o legal comigo?
Porque sofri por 10 anos na pris�o.
Assim como aquele homem aliviou minha dor,
eu prometi que faria o mesmo para outros.
Cindy, deixe-nos ajud�-la.
Deixe-nos ficar ao seu lado e lutar.
Certo.
Est� bem.
Vamos fazer isso.
- Meu Deus. - Quem �?
- Ju�za Speer. - Meu Deus.
- Srta. Scott. - Bom v�-la de novo, MM.
Gostaria de dizer o mesmo sobre voc�.
Obrigada, Merit�ssima.
O sistema jur�dico � baseado no princ�pio
de que todos s�o iguais perante a lei.
Esse princ�pio foi violado no julgamento de Cindy Whitman.
Nos documentos n�s temos Steven Whitman, n�o Cindy.
Merit�ssima, � minha quest�o. A Constitui��o...
Srta. Scott, � meu primeiro caso do dia.
Deixe o caf� fazer efeito antes de dar uma de Atticus Finch.
- Qual sua quest�o? - Merit�ssima,
pedimos um novo julgamento no interesse da justi�a,
baseados na grande nova evid�ncia
do preconceito do DP de Chicago
contra a comunidade trans nos anos 80.
Bela li��o de hist�ria, mas deixou de fora
a investiga��o da pol�cia sobre seu cliente.
Em adi��o � prova justificativa j� em sua frente,
os n�veis hormonais do sangue na cena,
n�o refletem algu�m em transi��o...
As amostras de sangue ainda existem?
N�o, Merit�ssima.
Mo��o para novo julgamento negada.
Ent�o pedimos, no m�nimo, descoberta de apela��o,
para acessar os arquivos policiais
- para explorar a possibilidade. - �timo. Mo��o concedida.
Mas por outro lado,
queria isso desde o in�cio, n�o, Srta. Scott?
Talvez.
Pr�ximo caso.
Que legal da parte deles nos enterrar em papel.
� e, literalmente, nenhum tem a ver com o caso.
A data da pris�o foi 14 de julho, certo?
- �. - Tem um boletim de ocorr�ncia
para Debbie Urmand, mesma data e acusa��o.
- Uma co-r�u? - Mesmo policiais.
Se Debbie estava l�, pode identificar o cara.
- Se estiver viva. - Achei uma Debbie Urmand.
Gerente de uma boate drag chamada Medusa's Den.
Acho que h� uma chance de ser a mesma pessoa.
Isso vai ser divertido.
Mal posso esperar.
Aquela � ela.
Tudo bem, vamos.
Era um outro mundo naquela �poca.
Voc� n�o mostrava quem era
a n�o ser que quisesse pagar o pre�o.
Na noite de 14 de julho,
voc� foi presa com outra mulher, Vanessa Evans.
A pol�cia disse que voc�s atacaram a v�tima.
Sim, claro. N�s o atacamos. Claro.
Eu estava trabalhando
quando Vanessa me viu na esquina e veio me cumprimentar.
N�o passou 5 minutos, quando um cara
saiu do nada e veio para cima de n�s.
Ent�o foi um estranho que as atacou?
N�o era algu�m que Vanessa conhecia?
Isso mesmo. Ela n�o o conhecia.
Lembra de algo sobre ele?
N�o. Foi h� muito tempo.
E um de muitos.
Disse que estava trabalhando na sua esquina.
Estava trabalhando, trabalhando?
A �nica maneira de pagar as contas, cora��o.
Eu n�o era aprovada...
ent�o n�o conseguiria um trabalho.
Algumas garotas tinham sorte e achavam um namorado rico.
Rapazes na surdina...
mas eu n�o.
Vanessa tinha algu�m, certo?
Muitos. Os h�teros a amavam.
Algu�m na �poca que ela foi morta?
Sim, Sam Marshall.
Ele era obcecado por ela.
Pirou um pouco quando ela terminou.
Figur�es das finan�as n�o gostam de ouvir um n�o.
Eu gostei dessa parte. Eu me diverti.
Morram de AIDS, veados.
Meu Deus!
- Chame a pol�cia! Est� bem? - Algu�m chame a pol�cia!
N�o precisar� de pontos. Teve sorte.
Perderia o olho se acertasse 2cm abaixo.
Ent�o n�o pegou a placa?
N�o. Tudo aconteceu muito r�pido.
N�o podem olhar as c�meras do bairro,
- pegar a placa? - Sim, faremos isso.
- N�o far�o nada, v�o? - Senhor, acalme-se.
Escute, nem sou gay e estou puto.
- Claro que n�o �, senhor. - Perde tempo se irritando.
Com licen�a, senhor. Estamos fazendo um BO.
Pode mostrar respeito e se referir a ela como senhora?
E voc� me chame de Policial Thompsom.
Certo, entendemos. Voc� n�o liga.
Vamos sair daqui.
Achei um Sam Marshall,
do Grupo Financeiro Marshall, na Av. Michigan.
Esse � o cara? Parece um namorado rico secreto.
- E como sabe? - Eu poderia ser secreto.
- Mas n�o um namorado rico. - Verdade.
- Que n�o seria namorado rico? - Voc� n�o tem dinheiro.
- Escrit�rio do Sr. Marshall. - Posso falar com Sam Marshall?
Sou Madeline Scott, do Grupo de Defesa � Injusti�a.
- � um problema jur�dico. - Aguarde, por favor.
Aqui � Sam Marshall.
Oi, Sr. Marshall. Sou Madeline Scott.
Temos algumas perguntas sobre Vanessa Evans.
N�o sei quem � essa.
Achamos que sabe.
N�o me contatem de novo.
Acho que algu�m escreveu "suspeito" no meio da testa.
Isabel?
- Est� bem? - Sim, estou.
Certo, talvez eu n�o esteja bem.
Mas � por isso que estamos aqui, certo?
-Certo, sim. - � s�...
vir aqui, �s vezes..
me deixa mais triste.
Sim.
Por que n�o fazemos algo n�o triste?
O que quer dizer?
Eu n�o sei.
Vamos dar o fora daqui.
Vamos.
Sam Marshall? Oi, sou Madeline Scott.
Falamos ao telefone. Este � meu s�cio, Easy Boudreau.
Pedi para n�o me contatar.
Isso nos fez quer falar com voc� mais ainda.
- N�o preciso falar com voc�s. - Claro que n�o.
Mas se n�o o fizer, perguntaremos
a seus amigos e s�cios se sabiam de sua rela��o com Vanessa.
Provavelmente � melhor falar direto conosco, n�o acha?
Foi h� muito tempo atr�s.
- Voc� ainda est� casado? - A esposa faleceu h� dois anos.
C�ncer de p�ncreas.
- Desculpe por ouvir. - Obrigado.
Eu tenho filhos, tenho netos.
Ningu�m pode descobrir sobre a Vanessa.
N�o temos interesse em expor a sua vida pessoal.
S� queremos descobrir o que aconteceu com ela.
N�o tenho ideia do que aconteceu.
Eu estava em Nova York naquela noite a trabalho.
Sa� naquela manh�, o que sei que posso provar.
Voltei no dia seguinte.
Eu fui saber do assassinato dela na semana seguinte.
N�s n�o nos v�amos havia meses.
Ficamos sabendo de outra hist�ria.
Que ela teria terminado com voc�
- e estava chateado com isso. - Por favor.
Ela n�o terminou comigo, eu que o fiz.
Foi uma �poca muito estranha na minha vida
e isso foi h� 37 anos.
Ent�o, espero que isso tenha sido �til
e eu sinceramente espero que eu nunca veja
qualquer um de voc�s.
Eu acho que ele est� mentindo.
Ele n�o estava mentindo. Ele nos enviou por e-mail
as faturas de cart�o de cr�dito de 37 anos atr�s.
Ele disse que guarda tudo at� 45 anos.
- S� um cara de finan�as mesmo. - Sim, e houve cobran�as
em NY na noite do assassinato.
O que lhe d� um �libi apertado.
Mas n�o significa que ele n�o a matou
naquele dia antes de sair.
E poderia ter falsificado as faturas do cart�o.
E algu�m poderia ter usado o cart�o.
Exatamente. Mas o que � interessante �...
estes encargos hospitalares do PS Monte Carmelo.
Dois dias depois do assassinato. Veja isso.
Ele poderia ter se cortado no local
e ent�o, alguns dias depois, a ferida n�o curou
ent�o ele vai ao PS dar pontos.
E se ele matou Vanessa, ent�o o sangue dele
teria sido encontrado na cena do crime.
Devemos verificar se ele � o AB negativo raro.
Certo, vamos pedir um mandado
- e intimar os registros. - Tudo bem, eu acredito
que o nosso corretor � a melhor aposta.
Mas encontrei informa��es interessantes
sobre o nosso bartender, Thomas Stone.
Ent�o, ele falou sobre como a comunidade trans
sempre foi bem-vinda no Tulip, certo?
Para citar Dick Cheney, "bacana".
Um ref�gio seguro onde todos ficam � vontade.
Era um para�so, sei.
Um para�so de sentimento anti-trans.
Encontrei uma d�zia de cita��es de Thomas da �poca,
todos eles distanciando a comunidade gay
da comunidade trans.
Em algumas ele ataca a Vanessa na cara dura.
Neste aqui ele diz:
"Era um homem f�mea, a pior coisa
que aconteceu com os direitos lgbt.
Isso � duro.
Precisamos conversar com Thomas.
Eu trouxe algumas doses.
- Acho que n�o � uma boa ideia. - Uma s�.
Lembre-se, hoje � dia de n�o ficar triste.
Certo, uma dose s�.
Vamos tomar mais uma.
- N�o. - S� mais uma.
Ouvindo seu podcast, eu tive que me perguntar,
voc� produz essas coisas sozinha?
Tipo, voc� trabalha o tempo todo?
Bem, eu me jogo no meu trabalho
porque eu mal tenho uma vida pessoal.
S�rio? Eu pensei que...
Voc� � inteligente, idealista
e atraente, tipo, eu pensava
que os homens se atiravam em voc�.
Sim, bem...
Acho que me saio bem.
- E voc�? - Est� saindo com algu�m?
Meu Deus, sim. Voc� iria am�-la.
Ela � muito interessante o tempo todo.
Ela � incr�vel.
Isso � incr�vel.
Isso �... como aquele programa de TV.
"Isso � incr�vel".
- Tipo... isso � incr�vel. - Sim, totalmente.
Tudo bem, ent�o...
Ira... por que voc� quis jantar?
Certo, � muito legal.
Minha equipe tem uma ideia para um novo podcast.
Sobre justi�a criminal, � muito ambicioso.
Voc� seria a apresentadora perfeita.
Quero te oferecer um emprego. O programa seria seu.
Eu n�o sei o que dizer. Isso �...
Seria um sonho se realizando.
Traria mais ouvintes para "At� Provado o Contr�rio".
Isso seria em tempo integral, voc� teria que...
abandonar o seu outro programa.
Voc� teria que se mudar para Nova York.
Esse programa seria grande.
- Sim, mas n�o acho que posso... - Apenas pense nisso, certo?
Esta � uma oportunidade muito grande.
Pense nisso.
- Eu vou pensar sobre isso. - Pense nisso.
A isso.
Ol�, Thomas.
- Ol�. - Voltaram t�o cedo?
Precisamos falar sobre a verdade entre voc� e Vanessa.
Disse que este era um lugar onde todos eram aceitos.
Quis dizer todos, menos a comunidade trans, certo?
Voc� � citado em todos os artigos dos anos 80
atacando eles e Vanessa.
Precisam entender como era naquela �poca.
Policiais invadiam bares gays, e nos espancava.
Stonewall n�o mudou como eles nos trataram.
Ent�o, come�amos uma alian�a gay e l�sbica para nos proteger.
E quem deveria proteger a comunidade trans?
Na �poca, muitos gays sentiam
que a comunidade trans
estava nos impedindo de ter direitos iguais.
Heterossexuais os viam como aberra��es
e alguns de n�s tamb�m.
Acredite, eu queria poder voltar atr�s.
Voc� e Vanessa brigaram antes de ela morrer?
Eu e Ness discutimos toda vez, mas...
Sobre o que estavam discutindo?
Foi no bar.
Ela estava alterada e gritando...
Ela era a rainha do drama quando queria ser.
Ficou furiosa porque dissemos a ela
para n�o falar em uma com�cio de orgulho.
Eu fui espancada, tive meu nariz quebrado,
me jogaram na cadeia.
Eu perdi meu emprego para a liberdade gay.
Tento o direito de falar l� como qualquer um.
Eu n�o vou a lugar nenhum, Thomas.
E se voc� pensa que por um segundo
que vamos desistir e morrer pense de novo.
Essa foi a �ltima vez que a vi.
O que voc� fez depois que ela saiu?
Eu estive aqui a noite toda.
Tenho uma d�zia de pessoas que podem testemunhar isso.
Ningu�m esqueceria da noite em que Ness morreu
e n�s nunca iremos. Olha, eu odiava a Vanessa...
antigamente.
Mas eu nunca a mataria.
- E por que isto? - A considerava como irm�.
Mesmo quando eu a odiava, eu a amava.
E eu sempre irei amar.
N�s chamamos isso de guerra revolucion�ria,
mas na verdade, � uma guerra civil...
Certo, ent�o eu tenho m�s not�cias e m�s not�cias.
- Qual primeiro? - As m�s not�cias.
A ju�za me odeia, negou nossa mo��o
para os registros hospitalares.
Ela disse que era uma expedi��o de pesca.
- E as m�s not�cias? - N�o temos outros suspeitos.
Eu n�o acredito no Thomas. Sua motiva��o � fraca
e ele tem testemunhas para confirmar.
Isso nos leva de volta
a Sam Marshall, que tamb�m tem um �libi.
- E ele tem motivo. - Concordo, � a melhor aposta.
E se o seu tipo de sangue � AB negativo,
pode ser o suficiente para tirar a Cindy.
Ent�o vamos intimar Sam Marshall,
e question�-lo na bancada.
E se ele ser de outro tipo sangu�neo?
Estamos mortos.
Talvez haja outra maneira de conseguirmos o sangue.
Ora, diga.
N�o � legal, talvez eu n�o deva dizer nada.
- Eu n�o ouvi isso. - Eu nunca tive essa conversa.
- Festa do Ch� de Boston. - N�o, pense na festa.
Estamos despejando caf�?
Sei que minhas pr�prias coisas
s�o dif�ceis o suficiente para lidar
mas n�o sei como voc� faz isso publicamente.
Voc� � t�o resiliente. E esse artigo...
Madeline realmente acha que voc� matou Rosemary?
Eu n�o sei.
Eu acho isso um pouco ir�nico...
que ela acha que eu fiz isso, mas...
Por qu�?
Voc� pode me contar.
N�o contarei nada a ningu�m.
C�digo do grupo de sil�ncio.
Na noite em que... Rosemary foi morta.
antes mesmo de sabermos que ela estava morta...
todo mundo estava procurando por ela...
exceto Madeline.
- O qu�? - Ela estava estranha, sabe?
Como se estivesse drogada ou algo assim.
Apenas olhando para a frente em uma n�voa.
Ent�o ela n�o te ajudou a procurar?
N�o, essa � a parte estranha. Tinha algo errado.
Acha que Madeline poderia ter feito algo com ela?
N�o.
Eu s� nunca entendi...
por que ela agiu daquele jeito, sabe?
Mesmo antes de todo mundo saber que ela havia morrido.
N�o � o pacto "vamos ser amigas" que fizemos.
Eu sei. Eu n�o posso evitar.
Nem eu.
Temos que parar ou v�o me expulsar daqui.
N�o, eles n�o v�o. Eu cuidei disso.
Voc� sempre soube de tudo aqui dentro.
Mas talvez n�o por muito tempo.
Por qu�? O que voc� quer dizer?
Minha audi�ncia no conselho de condicional foi definida.
Meu advogado acha que tenho chance de sair daqui.
Wren, isso � incr�vel.
- � mesmo? - Claro que �.
Madeline...
vamos ser sinceras...
Voc� realmente nos v� juntas l� fora?
Saindo com seus amigos, conhecendo seus pais?
Sim, eu vejo.
Est� bem ent�o.
Para quantas pessoas voc� contou sobre mim?
� o que eu pensava.
Essa coisa que temos entre n�s...
existe apenas aqui.
Eu sei que do lado de fora
voc� esconde esse seu lado e n�o estou brava por isso.
Eu s� n�o quero ficar desapontada.
N�o sei o que vai acontecer entre n�s quando voc� sair.
Mas podemos nos preocupar depois?
Tudo o que importa � que voc� saia daqui.
- Saia daqui. - Certo.
Todos os alunos organizaram equipes de busca.
Todo mundo estava procurando, exceto ela.
Eu sempre olhei de forma errada para isso.
Eu sempre achei que ele a matou
e que Madeline era a c�mplice.
Nunca considerei que ela teria agido sozinha.
E agora?
Talvez...
fazemos de Levi Scott nossa testemunha principal.
Oi, desculpe.
Tenho uma ordem judicial
para os registros m�dicos de Samuel Marshall
de 17 de setembro de 1982.
Isto n�o � para Samuel Marshall.
- Isto � para um Betsy Miers. - Meu Deus, s�rio?
Eu trouxe o errado e levei uma hora para chegar.
Quer me salvar uma viagem de duas horas?
� de 37 anos atr�s. Nem acho que ele esteja vivo.
Voc� se importa?
Te pago um caf� ou uma rosquinha.
Tudo bem, deixe-me verificar.
Com licen�a.
Voc� me deu o arquivo errado. � da esposa dele.
� o S. Marshall,
mas o "S" � para Sharon, n�o para Samuel.
Certo, deixe-me ver de novo.
Sr. Marshall, pode descrever
seu relacionamento com Vanessa Evans?
Eu n�o chamaria isso de relacionamento.
Do que voc� chamaria ent�o?
Lembre-se que voc� est� sob juramento.
- N�s �ramos amigos. - Como amigos,
voc� estava tendo rela��es sexuais com Vanessa?
Protesto! Guiando a testemunha.
Sustentado. Srta. Scott, seu ponto?
Estou quase l�, Merit�ssima.
Sr. Marshall, qual � o seu tipo sangu�neo?
Protesto! Relev�ncia?
Merit�ssima, meu cliente foi condenado
porque seu tipo de sangue � AB negativo,
o mesmo tipo de sangue
encontrado na cena do crime. Eu acho relevante saber
o tipo de sangue do Sr. Marshall.
- Responda a quest�o. - Fico feliz em responder.
Meu tipo de sangue � O positivo.
E voc� conhece o tipo sangu�neo da sua esposa?
O qu�?
Sua esposa. Qual era o tipo de sangue dela?
- Eu n�o sei. - Bem, deixe-me dizer-lhe.
Era AB negativo.
O mesmo tipo de sangue encontrado na cena do crime.
� tamb�m o tipo de sangue mais raro do mundo.
Quero apresentar o anexo A do peticion�rio,
uma c�pia do arquivo m�dico de Sharon Marshall
provando que seu tipo sangu�neo era AB negativo.
Sr. Marshall, sua esposa assassinou Vanessa Evans?
Minha cliente passou 37 anos presa
por um crime que n�o cometeu,
ent�o por favor, diga a verdade a esse Tribunal.
Uma vez na vida, consegue dizer a verdade?
Sua esposa descobriu sobre seu caso, n�o �?
N�o �?
Quando voltei de Nova York no dia seguinte, eu...
Encontrei minha esposa sentada no ch�o.
Ela estava coberta pelo sangue de Vanessa.
Minha esposa n�o era uma assassina.
Mas quando ela descobriu que eu estava...
Tendo um caso com Vanessa...
ela surtou.
Ent�o voc� deixou Cindy Whitman levar a culpa
por um assassinato que sua esposa cometeu.
Voc� pode muito bem ter trancado uma inocente em uma cela.
Merit�ssima, minha cliente perdeu sua vida por uma mentira.
Ela pode, por favor, ir para casa agora?
Sra. Whitman,
baseada na nova evid�ncia apresentada aqui hoje,
est� claro que o Estado de Illinois te deve desculpas.
Por isso, este Tribunal te declara inocente.
Significa que terei meus horm�nios agora?
Claro que sim.
Voc� ficar� bem l� fora.
�s vezes � assustador mostrar ao mundo quem somos,
mas se escondermos nossa verdadeira identidade,
ela pode se transformar
em uma doen�a que pode te matar.
Ou at� pior, matar as pessoas ao seu redor.
Temos que ser verdadeiros conosco,
ou podemos acabar machucando as pessoas que mais amamos.
- Ira, oi. - Oi. E ent�o?
Pensei bastante na sua oferta de emprego.
- �timo. E o que acha? - Sente-se.
Tudo bem.
Ent�o, eu estaria mentindo se n�o dissesse
que trabalhar para voc� seria realizar um sonho.
Mas para ser sincera, j� estou vivendo meu sonho.
Sou uma defensora da condena��o injusta,
sou uma investigadora,
acontece que sempre estou em busca da verdade.
Acho que s� gravo o podcast
para que eu possa esclarecer os problemas,
e n�o para ter fama.
Quero ficar aqui, no ch�o,
trabalhando para libertar pessoas inocentes,
porque esse � o meu prop�sito.
- Espero que entenda isso. - Eu entendo, de verdade.
Quer dizer, mais ou menos. Mas isso � �timo,
esse � seu prop�sito de vida. Mas talvez seja um erro?
Da minha perspectiva, n�o sei,
talvez esteja cometendo um erro terr�vel.
N�o sei. Mas voc� precisa fazer o que precisa fazer,
ent�o eu respeito isso, � o que voc� precisa fazer,
- ent�o, boa sorte. - Obrigada.
Claro. �bvio que, a partir de agora, voc� sabe,
nossos podcasts, somos inimigos e tal, ent�o...
Sabe que estou brincando, certo?
- Eu sei. - Boa sorte, de verdade.
- Obrigada. - Por nada.
Disse a ele que n�o vai fazer isso?
Sim.
Estou cometendo um erro terr�vel?
Bom...
sei que voc� iria gostar de sair com a elite de Nova York,
e comer nos melhores restaurantes do mundo,
vivendo a vida como em um filme dos anos 1950,
mas se fizesse tudo isso, adivinha quem n�o estaria l�?
- Voc�. - Isso mesmo, esse cara.
Sim, quero voc� aqui,
mas essa firma precisa de voc� aqui.
E como o presidente do Conselho disse,
"Chicago � o meu tipo de cidade."
� o meu tipo de cidade, tamb�m.
BEM VINDOS AO LAR
Como voc� est�, Cindy?
N�o era para eu estar aqui.
Eu deveria estar morta, tamb�m.
Todos perdemos muito, mas ainda estamos aqui.
Est� apoiando n�s, garotas, agora?
Sinto muito mesmo, Cindy.
Est�vamos t�o consumidos tentando nos proteger,
que perdemos de vista o motivo da luta.
Est� tudo bem, querido.
� hora de todas n�s, rainhas, seguirmos em frente.
Bem-vinda ao lar, Cindy.
ORGULHO GAY
DIREITOS DOS TRANS S�O DIREITOS HUMANOS
N�O SEREMOS EXCLU�DOS
PODER AOS OPRIMIDOS LIBERTA��O GAY
PESSOAS TRANS N�O PODEM SER APAGADAS
LUTA DAS L�SBICAS POR LIBERDADE
Legenda: Lu Colorada
Legenda: nattyck
Legenda: SilneiS
Oi, Maddie.
- Oi, m�e. Como voc� est�? - Estou bem, e voc�?
Estou bem.
S� liguei para te dizer que sou bissexual
e estou namorando uma mulher.
M�e?
Isso � interessante. Quando poderei conhec�-la?
� um pouco complicado, porque ela est� presa,
mas ela pode pegar condicional em breve.
M�e?
M�e?
EM MEM�RIA DE SYLVIA RIVERA E MARSHA P. JOHNSON
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