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Original subtitles

Legendas e sincronização: Natan Caetano / natan_q

Por que você esvaziou aquele quarto?

Para um cara que trabalha comigo.

Ele vai passar um tempo lá?

Não, vou alugar para ele.

Seu irmão morou lá, né?

Sim.

- Ele vai ser pai. - Mariano? Que ótimo!

Ele ainda é novo. 23 anos?

Não, eu sou quatro anos mais velho que ele. Tem 26.

Ele engravidou a namorada.

Mas tá tudo bem. Ele trabalha e tudo mais.

E aí?

- Quem vai ficar aí? - Aí onde?

Naquele quarto.

O Gabriel, cara.

Que Gabriel?

Você já viu ele algumas vezes.

Um loiro.

Um loiro

Aqui estão as chaves. Eu vou dar uma saída, volto mais tarde.

Okay.

Até amanhã, Mudinho. Se ele te encher o saco, me avisa.

Pode deixar.

Ele tá sozinho.

Vamos...

Nos Estados Unidos e na Suécia eles chamam futebol de _soccer_.

É um esporte de mulher.

Na China também...

As americanas são maravilhosas.

Umas gostosas.

Vocês tinham que ver elas jogando, elas passam a bola muito bem.

Elas trabalham de perto com laboratórios.

Umas substâncias especiais deixam as pernas delas mais fortes e tal.

Elas têm a força de um homem, mas em corpo de mulher.

E não é por meio de cirurgia nos músculos nem nada.

Elas continuam sendo mulher.

Mostra as fotos. De onde elas são? Suécia?

Olha essa camisa apertada. Parece que ela tá de biquini.

Você não está prestando atenção no mais importante, cara. Tô falando sério.

A gente ignora e elas ficam melhores que a gente.

Você vai ver. Elas vão acabar ganhando a Copa.

- Olha só isso! - Ah, cai fora.

Calma, Mario.

O Mario é uma figura, né?

É.

Vou dormir.

Tá.

O Brian mira em você, atira, e você fica todo marcado.

Eu me lembro a primeira vez que fui.

Tinha esquecido minhas luvas.

E você fica com hematomas e marcas de tinta que parecem sangue.

É terrível.

Mas o jogo é ótimo.

Mas, como você usa rifles de ar comprimido,

se você não usa proteção, pode se machucar. Tipo, um pouco.

É divertido. A gente podia ir qualquer hora.

Vou dormir, que amanhã eu começo cedo.

Tá bom. Boa noite.

Deixa a porta aberta, senão ele vai dormir até de tarde.

Tá.

Aonde você vai hoje?

Berisso.

Ah, longe.

Sua mãe ainda mora lá, né?

Sua filha também? Ela estuda lá?

O trem sai daqui a dez minutos. Você vai vir também?

Vou.

Dá licença um minuto.

Boa erva.

- Você gosta de onde está morando? - Sim.

É um lugar legal? Você tá comendo direito?

Sim, mãe.

Tem um aquecedor? Vai esfriar.

- Pai, você vai vir ao meu quarto? - Sim, tô indo.

- Vem! - Já vou, amor.

Ah, o dinheiro.

Vou comprar um casaco para ela.

Vá.

Ah, não te vi aí!

Só tava aqui sentado.

Sua amiga saiu do quarto, mas ela não viu.

Eu não sabia o que dizer.

Tá tudo bem, cara. Não se preocupa.

Você comeu?

Não.

Vamos comprar alguma coisa.

Eu queria tatuagens nos dois braços.

Um coelhinho deste lado... e uma raposa aqui, escondida em arbustos.

Tudo preto.

Tipo ying-yang.

Meu irmão mexe com Photoshop.

Ele me mostra como vão ficar em mim.

Mas eu tenho medo de me arrepender. Tenho uma foto aqui.

Você ficaria bem com tatuagens, com essa pele branquinha.

Aqui. Olha.

- Gostou? - Legal.

Esqueceram do queijo.

- Te falei do meu novo emprego? - Não.

Saí do outro. Sabia?

É?

Sim. Tô trabalhando em uma farmácia perto da estação.

Sim, sei qual é.

Estou gostando.

Vou economizar por uns meses.

Para sair da casa da minha tia e morar sozinha.

Está cansada dela?

Sim.

- Tá tudo bem? - Sim.

E você?

A gente ficou por um tempo.

Mas a gente não tava se dando bem, então a gente terminou.

Ela sempre faz a mesma coisa. Sempre aparece e acaba ficando.

Acho que ela tá namorando agora.

Mas continua voltando.

Você namora?

Mais ou menos.

Qual é o nome?

Julia.

Não sabia que você estava aí.

E aí, tudo bem?

Sim, cansado.

Toma uma cervejinha.

Vai voltar no domingo?

Vou.

Você a vê uma vez por mês?

Não, quando eu vim pra cá, ela foi pra Córdoba com a minha mãe.

Só até domingo, quando começa a escola.

Ela tá na segunda série?

É o Leandro.

O gato tava debaixo da escada com as gatinhas dela na caixa de sapato.

Eu achei estranho, porque eles não estavam numa cesta

e nem tinham um cobertor.

Então eu perguntei à vovó e ela me disse que a gata queria escondê-los.

Porque antes disso ela teve filhotes em uma caixa.

A vovó colocou eles em uma cesta.

Mas a gata tirou eles de lá, um por um

e escondeu eles em algum lugar. Ela não quer que a gente encontre.

Claro.

Como eu sou uma criança e ela sabe que eu não vou machucar eles,

ela me deixou pegar eles e fechou os olhos.

- Como? - Assim.

E ela começou a fazer aquele som de motor. Qual é o nome?

O som que os gatos fazem?

Ronronar.

Isso, esqueci o nome. Ela ronronou.

Eu queria pegar um gatinho, mas a vovó não deixou.

Ela disse que eles não se dariam bem com a Perla, porque ela é velha.

Sim, provavelmente.

Ei, vou comprar cigarro. Quer alguma coisa?

Não, obrigado.

A rua tá um caos.

Tá lendo o quê?

O Homem Ilustrado

Quem escreveu?

Ray Bradbury.

Valeu.

Tava dizendo. A rua tá um caos.

Teve um acidente de moto.

Tinha um cara caído no chão. Uma zona.

Vou fumar.

Quer tomar uma cerveja?

Vamos.

Depressa, já vão fechar.

Tá bom.

Bora tomar uma?

Vamos.

Você coleciona coelhos?

Sim.

Oi.

Ei, a gente vai comer pizza. Quer vir com a gente?

Sim.

O trem sai em dez minutos.

Eu não quero me casar nem ter filhos, você sabe.

E esse cara queria.

Estávamos namorando há dois meses quando eu comentei sobre o assunto.

Ele não gostou. Eu acho que ele queria casar.

Eu falei para ele: "Se quiser sair com outras mulheres, eu não ligo."

Para quê?

Ele ficou puto e não falou mais comigo.

Idiota.

Depois de dois meses ele me chamou. Falei para ele me esquecer.

Sério. Me deixa, cara.

Ele era louco. Tipo, dá um tempo.

Eu vou ao banheiro antes de ir.

Foi você que consertou a torneira da banheira?

Sim.

Você sabe mexer com essas coisas?

Sim, meu pai me ensinou quando eu era criança.

Depois a gente se fala.

Tchau.

Papai?

Minha professora me perguntou

por que eu morava com a minha avó em vez da minha mãe e do meu pai.

Daí eu falei para ela que, quando eu era pequena, minha mãe morreu.

E que você tinha que trabalhar longe

e que o vovô estava construindo lá em cima

para você poder morar com a gente,

porque você não tem como pagar aluguel.

Por que ela perguntou isso?

Porque eu falei para ela

que minha avó me ajuda com a tarefa de casa.

Mas às vezes ela não entende.

E por isso ela perguntou.

Papai, quero ir ao cinema.

Porque, um dia,

eu fui ao cinema com a vovó,

e eles estavam anunciando os próximos filmes.

Tinha um que eu queria muito ver,

mas vovó e eu não lembramos o nome.

Sobre o que era?

Você lembra?

Ei, aquele cara hoje no trabalho tava louco, né?

Eu pensei que o motorista do caminhão ia matar ele.

Eu também.

Ele tava louco, tacando as coisas no chão daquele jeito...

Quer vir comigo comprar sorvete?

Tá bom. Vamos.

Vou dormir.

Alto-falante de merda...

Vou pegar o fone.

Escuta.

- Oi, como vão as coisas? - Bem.

Obrigado por me deixar entrar, desculpa passar assim tão tarde.

Briguei com a Gime.

Uma confusão. Ela leu um negócio no meu Facebook e ficou puta.

O que você tá fazendo?

E aí, Mudinho?

Oi, Mario.

Como vai?

Eu estava contando que ela me chutou para fora.

E eu nem comi a menina. Sou um completo idiota.

Deixei meu Facebook aberto e a Gime leu tudo.

A gente tava só de brincadeira, falando sacanagem.

Coisa boba, sabe?

Então a Gime me mandou passear.

A menina é gostosa?

Sim, muito linda.

Quantos anos?

22. Novinha.

Se não fosse um cara. Essas coisas acontecem.

Você vê uma foto de uma mulher bonita

e acaba com um traveco ou algo assim.

Preciso mijar.

- Ele pode dormir aqui, né? - Lógico.

Você comeu?

Vou dormir.

Fiz o curso por uns seis meses.

Lembro que o professor disse

para a gente escolher três ou quatro fotos para uma exibição na escola

no final do ano.

Nós convidamos família e amigos.

Então, minha mãe veio, minha irmã também, todos eles.

Eu fiz experiências com luzes noturnas e imagens desfocadas.

Era meio esquisito, mas minha irmã gostou.

Minha mãe não falou muita coisa, mas ela também gostou.

Meu pai não disse nada.

Eu lembro que no dia seguinte

a gente estava sentado no sofá de casa.

E meu pai me disse:

"O que você fez não foi bom. Aquilo não era fotografia."

Depois não voltei mais ao curso.

Talvez ele estivesse certo.

Que horas são?

Deixa eu ver.

Nove.

- Vamos comer? - Vamos.

Eu não ligo de a gente só se encontrar aos sábados.

É outra coisa?

É outra mulher?

Não vai falar nada?

Eu não sou machista, mas concordo com meu pai.

Camila tem 18 anos. Ela não sabe o que quer.

Mudinho!

Como vai?

Meu pai tá bravo porque ela passa todos os dias

com essa gorda de cabelo curto

que tem uma moto. Eu não dou conta.

Meu pai fala:

Eu sei que você não é sapatão,

mas por que andar todo dia com essa gorda sapatão?

E ela diz que está na moda, que a gorda tem uma namorado,

que nós nunca vimos. Nunca.

Eu não sei. Qual é o propósito?

Seu pai é diplomático demais.

Se eu estivesse no lugar dele,

eu teria meteria um pé na bunda dessa gorda que ela sairia voando por Buenos Aires.

Um filho veado eu até aceitaria.

Mas uma filha sapatão? Eu preferia arrancar minhas bolas.

O negócio é... pais fracos criam filhos veados.

E quando a mãe é meio...

O quê?

Minha mãe é super feminina, fina, calma...

E minha irmã é... inocente.

Ela não percebe que a gorda tá manipulando ela.

- E aí? Vai para casa amanhã? - Sim.

Que hora?

Umas onze.

Porque eu não trabalho amanhã.

Falei pro Raul que vou folgar aos sábados.

Esse dinheiro extra não tá valendo a pena.

Vai levar a Ornella para comprar as coisas que ela queria?

Vou.

- É o Leandro. - Quer que eu abra?

Não, espera aí.

Gordo... Eu tô com uma menina.

Não, não tá.

Passa aqui amanhã.

Claro. Tchau.

Eu vou ficar aí de segunda para terça, tá bem?

Bom, se comporta com a vovó e o vovô.

Não, é só este fim de semana.

Eu sempre irei nas quartas e sábados, não vai mudar.

Não, é só este fim de semana.

Tá bom.

Eu também.

Te amo, princesa.

Sim, tchau.

Ei!

Uns caras do bairro.

- E aí?! Não tá ocupado não, né? - Não, pode entrar.

- Como vai? - Tudo bem, cara.

Mono, Nico, Gabriel.

Tudo bem?

Querem mate?

Sim, eu vim aqui uma vez para sua festa de aniversário.

Sua avó afastou os móveis para a gente dançar.

Ele não veio porque era muito pequeno.

Mas eu já estive aqui.

Quando foi que você mudou para cá?

Dois anos.

Eu não te vejo desde aquela época. Ele te viu algumas vezes, eu não.

Então, tá namorando agora?

Mais ou menos.

Antes eu tinha que perguntar quantas ele estava namorando, não quem.

Lembra quando você e ele brincaram

com aquela putinha do bairro?

Ela era gostosa demais, cara.

A gente tava por perto e ele me disse: Juan mora aqui.

Por isso a gente veio fazer uma surpresa.

Ele te viu umas vezes e eu não, nesses dois anos.

- Muito tempo. - Sim.

Então, o que você tá aprontando agora?

- A gente vai comprar cerveja. - Tá bom, não demorem.

É Gabriel seu nome, né?

Você pode me mostrar aquela revista que vocês estavam falando mais cedo?

- Sim, sem problema. - Sem problema?

Valeu, cara.

- Aqui. - Valeu.

- Vou pegar uma cerveja. - Beleza.

- É a última cerveja? - É.

Sempre assim com aqueles filhos-da-puta. Eles somem.

Foi mau por ontem.

Nico tinha planos e nós fomos para a casa de uns amigos.

Ficou tarde, por isso fiquei lá.

E você? Ficaram acordados até tarde?

Não sei. Fui para a cama cedo e deixei ele aqui.

De manhã ele já tinha ido embora.

Não me faça dar explicações como se você fosse minha namorada.

Vem cá.

- Manda um beijo pra Ornella. - Pode deixar.

Casinhas legais. Quem desenhou?

A vovó.

Quando ela não tem ideias,

eu sugiro a ela que lugar ou personagens desenhar. Não é?

Sim, às vezes não consigo pensar em nada.

Então eu te digo coisas como... três ursos, um unicórnio,

uma montanha onde só nascem rosas, e você se inspira.

Sim, por exemplo, uma vez eu desenhei

um unicórnio preso nas rosas

que cresceram muito na montanha e os ursos vieram salvar ele.

Você acrescenta algumas fadas, um monte de problemas

e cria uma história com isso. É incrível.

Você vai se atrasar.

Sim.

Papai, vamos ao cinema quando você voltar?

Claro.

Vamos cozinhar bife com batata frita.

- Oi. - Tudo bem?

- Bem. - Visitou sua filha?

Sim.

- Gabo, tudo bem? - Oi.

- Vamos lá para fora. - Tá.

Ele me cansa um pouco. Se você não concorda com ele, ele diz que você tá errado.

E não é assim.

Às vezes outros pontos de vista importam. Não tem certo ou errado.

As pessoas pensam diferente.

Mas ele não aceita isso.

E outra, olhe para si mesmo antes de falar dos outros.

Acho que é o Brian. Ele me disse que tava vindo.

Você não fala nada, mas você me entende, né?

Tipo, todo mundo tem direito de fazer o que quiser.

Mas ele é tão teimoso. Eu me canso dele.

Eu sei que ele trabalha com você, mas... poxa.

- Vou pegar outra garrafa. - Beleza.

Oi.

- Tudo bem? - Sim, e você?

Também.

- Vou pegar uma cerveja. - Tá bom.

- Eu não sabia que ela vinha. - Tá bem.

Eles são realmente incríveis.

Eu nunca vi nada igual àquilo.

Eu vi eles no Tecnopolis e depois na Praça de Maio.

Eles estavam pulando dos prédios.

Mas esse show, você nem imagina. Parecia uma peça de teatro.

E eu nunca fui ao teatro, e não tinha muita gente famosa lá.

Em cima da sua cabeça tinha tipo uma piscina de nylon.

Ela tava cheia de água, e tinha umas meninas pulando nela.

Todas peladas e muito lindas.

Tinha um monte, e não parava de chegar mais.

Incrível.

Mica estava ao meu lado, acho que ela ficou com ciúmes.

E eu impressionado com o show, não com as meninas.

Eu já vi mulher pelada, mas nada como aquilo.

Incrível.

Gabo?

Onde você estava?

Por aí.

Eu te mandei mensagem.

A bateria acabou.

Vou dormir, tô cansado.

Oi.

Juan, a Natalia tava lá embaixo.

Oi.

Tudo bem aí, Mudinho?

Sim.

- Que filme legal, eu nunca tinha visto. - Então!

Esse é muito assustador.

Esse cara é louco e ele não cansa nunca.

Olha essa cena.

Cadê a Yani?

Foi trabalhar.

Brian, você tem camisinha?

Não tenho, cara.

- Leandro? - Não tenho.

Não dá pra destruir ele, eles ficam atirando e não acontece nada.

Te falei, mano.

Eu sou o que eu sou. Eu faço o que eu posso.

A gente não poderia ter uma vida melhor.

Nós moramos juntos, dormimos juntos, comemos juntos; a gente acorda um do lado do outro.

Mas eu já tenho uma vida, e não posso mudá-la.

E nem vou.

Eu quero jogar bola com os meninos,

e não quero que seja estranho no vestiário.

Não quero isso.

Assim como você tem uma filha, eu quero ter uma família.

Quero ter uma vida normal.

Não quero ir a um lugar e as pessoas me apontarem.

Não quero.

Eu era muito novo, sabe?

Nós tínhamos 20 anos.

Morávamos em uma casinha a oito quadras da casa dos meus pais.

Ornella tinha dois anos. Por isso ela não se lembra de nada.

Foi de repente.

Ela passou mal no trabalho.

Desmaiou. Internaram ela e ela morreu.

Aparentemente era uma doença no coração que não tinha sido detectada.

E, da noite pro dia,

fiquei sozinho com a Ornella pequena.

Nessa época eu era muito religioso, igual meus pais.

E me senti como...

Como se não pudesse ser completamente sincero com ela.

E, como eu sabia que gostava de homens,

senti como se fosse um castigo por não ter sido sincero,

ou por sentir desejo por homens.

Levou muito tempo para tirar essa ideia da cabeça.

Para entender que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Terminei com ela ontem.

Que bom.

Quero levar o Mario pra uma festa.

É a cara dele.

Tipo, ele é velho, mas, ao mesmo tempo, é uma criança.

Ele me mata, é bobo demais.

Pega aquela planta pra mim?

Falei pro Lean que ia ajudar ele com a va, mas não vou conseguir.

- É perto da praça? - Sim, bem ali.

- É só chegar lá e pedir? - É, é só falar.

Tá bom.

Olá.

Vou levar lá pra fora.

Juan tava com medo de você ficar bravo.

Falei pra ele que não, que você ia entender.

Claro.

Tá vendo?

Não é urgente, pode procurar um lugar sem pressa.

A previsão é março. Você pode ficar até o bebê nascer.

Para de fumar, por favor.

A ideia é arrumar o quarto para o bebê.

Sem problema.

Viu? Não foi tão difícil.

Vou ao banheiro.

Quero continuar te vendo.

Com o tempo, a gente pode dar um jeito.

O que me diz?

Quando nós vamos morar juntos?

Quando seu avô acabar de reformar lá em cima, lembra?

E qual é o seu trabalho agora?

Trabalho com plantas.

Cuido delas, coloco no caminhão, ponho água.

Juan também trabalha lá?

Não, Juan continua trabalhando no outro lugar.

Vocês não são mais amigos?

Não.

Ornella, posso te contar uma coisa?

O Juan era meu namorado.

Como assim?

Assim, era meu namorado.

E por que não me disse antes?

Porque fiquei com vergonha.

Ah, pai...

Legendas e sincronização: Natan Caetano / natan_q

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