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Era uma vez...
tr�s porquinhos que viviam todos juntos numa floresta.
Esses tr�s porquinhos n�o tinham onde morar
e eles queriam muito um abrigo
porque n�o gostavam de dormir sob �rvores e em arbustos,
e fazia muito frio quando chovia.
Um dia, a sua velha tia os deixou um dinheiro
para que eles pudessem construir uma casa.
Ela os deixou dinheiro o bastante
para que pudessem construir uma casa para cada um.
"J� sei o que vou fazer", disse o primeiro porquinho.
"Vou construir uma casa de palha.
Dessa forma, posso acabar em um dia
e sair para gastar o resto do dinheiro e me divertir."
Ent�o ele procurou o fazendeiro e comprou a palha
e construiu sem demora uma casa de palha desse formato.
Assim que ele terminou, ele saiu para se divertir.
"Ha!", disse o terceiro porquinho, "Isso n�o vai prestar!
O que voc� vai fazer se o Lobo Mau aparecer?"
"N�o dou a m�nima!", disse o primeiro porquinho,
"Vou sair e me divertir."
E l� foi ele estrada abaixo, cantando e dan�ando,
"Quem tem medo do Lobo Mau?
Do Lobo Mau? Do Lobo Mau?
Quem tem medo do Lobo Mau? Eu n�o, eu n�o, eu n�o!"
O segundo porquinho disse,
"Eu farei a minha casa de madeira,
dessa forma ser� seguro mas tamb�m ser� barato,
ent�o poderei gastar um bom dinheiro em comida."
Ent�o, ele procurou o lenhador e comprou um monte de madeira
e construiu uma pequena choupana
de um andar e desse formato.
Ele levou apenas dois dias para constru�-la
e ent�o ele seguiu para o mercado
e comprou um monte de coisas boas para comer.
"Ha!", disse o terceiro porquinho,
"Voc�s s�o um bando de pregui�osos, n�o?
Eu vou construir uma casa de verdade,
com tijolos e argamassa e um teto
e um chamin� e janelas com persianas
e uma porta grande e forte.
Ent�o, se o Lobo Mau aparecer,
ele n�o conseguir� entrar na minha casa."
E ele lan�ou-se ao trabalho.
Antes de tudo, ele foi aos fabricantes de tijolos
e comprou muitos tijolos e muita argamassa
e ent�o ele passou o m�s seguinte
construindo sua casa de tijolos.
Era uma linda casa.
Os tijolos eram vermelhos e azuis e o telhado era verde
e ele fez uma ador�vel chamin�
e ele pintou as persianas de vermelho
e a porta de verde, para combinar com o telhado,
e colocou vasos de flores fora das janelas
e ficou uma linda casa,
embora tenha demorado muito para ser conclu�da.
O primeiro porquinho e o segundo porquinho
o acharam muito est�pido,
tremendamente est�pido, por ter gastado tanto tempo
e por ter sido t�o cuidadoso.
"Ha!", disse o primeiro porquinho,
"N�o sei com o que voc� se preocupa,
fazendo tudo isso e gastando tanto tempo.
Aqui est� voc�, ainda dormindo na chuva e...
"Ha!", disse o segundo porquinho,
"Acho que voc� est� sendo muito tolo!"
"Por qu�?", disse o terceiro porquinho.
"Acho que est� sendo tolo porque estou totalmente a salvo
e acomodado na minha choupana de madeira
e ningu�m ser� capaz de invadi-la
e me sobrou todo aquele dinheiro
da nossa tia
e pude ir ao mercado tr�s vezes esta semana
e comprei um monte de comida boa."
Mas o terceiro porquinho pouco se importou
e continuou a construir sua casa tranquilamente
e se entretendo enquanto o fazia.
N�o muito depois de t�-la terminado,
o Lobo Mau apareceu.
Ele farejou, "Sinto o cheiro de um porquinho!"
E ele caminhou muito discretamente
at� que viu os tr�s porquinhos sentados juntos
e conversando entre si.
"Aha!", disse o Lobo Mau,
"Se eu me aproximar muito discretamente,
serei capaz de peg�-los."
Ent�o ele se aproximou muito discretamente
mas justo antes de chegar aos tr�s porquinhos,
o terceiro porquinho disse, "Shhh! Ou�o algo!"
E todos eles pararam e todos eles ouviram.
E ent�o o primeiro porquinho disse,
"� o Lobo Mau! Corram todos! Corram!"
Ent�o todos correram para casa o mais r�pido poss�vel.
O primeiro porquinho correu para sua casa de palha
e fechou a porta.
O segundo porquinho correu para sua casa de madeira
e fechou a porta.
O terceiro porquinho correu para sua casa de madeira,
fechou a porta, passou o trinco e sentiu-se seguro.
O lobo se dirigiu muito vagarosamente
para a casa do primeiro porquinho
e bateu na porta.
"Deixe-me entrar, porquinho!", ele disse.
"N�o, n�o! V� embora!
N�o quero nada com voc�!",
disse o primeiro porquinho.
"Deixe-me entrar, porquinho, ou vou bufar e lufar
e vou derrubar sua casa."
O primeiro porquinho disse,
"N�o, voc� n�o pode!
Tenho minha pr�pria casa agora, estou perfeitamente a salvo!"
"Aha!", disse o Lobo Mau,
"Vou derrubar sua casa num instante!"
E ele respirou fundo e come�ou...
E a casa de palha estremeceu e tremeu
e foi varrida muito longe,
deixando o primeiro porquinho tremendo de medo.
E ele olhou para o lobo e disse, "Oh! Oh! Oh!".
E correu o mais r�pido que p�de
para a casa de madeira do segundo porquinho.
E ele bateu na porta e disse
"Deixe-me entrar o mais r�pido poss�vel!"
E o segundo porquinho abriu a porta,
o deixou entrar e a fechou rapidamente.
"Ha!", disse o primeiro porquinho.
"Estarei a salvo aqui."
Ent�o o lobo seguiu
para a casa do segundo porquinho.
"Deixe-me entrar, ou vou bufar e lufar
e vou derrubar sua casa!"
"Ah, n�o vai, n�o!" disse o segundo porquinho.
"N�o vai, n�o.
Esta � uma casa de madeira, estou perfeitamente a salvo."
"Ah, �?", disse o Lobo Mau.
E ele respirou fundo e...
Soprou o mais forte que podia,
mas por ser feita de madeira
a casa sofreu apenas um forte tremor,
mas n�o foi derrubada.
"Aha!", disse o segundo porquinho,
"Eu lhe disse!" "Ha!", disse o lobo,
"Espere e ver�!"
E ele respirou fundo novamente...
e dessa vez a casa caiu aos peda�os.
Clunk!
Deixando o primeiro e o segundo porquinho
se agarrando absolutamente apavorados.
"R�pido! R�pido!", disse o segundo porquinho,
"Vamos correr depressa para a casa do terceiro porquinho
e talvez l� estejamos seguros."
Ent�o eles correram e correram rapidamente
e eles bateram na porta e disseram,
"Deixe-nos entrar! Deixe-nos entrar!
Estamos sendo perseguidos pelo Lobo Mau."
"Hmm!", disse o terceiro porquinho,
"Tudo bem!". E ele abriu a porta.
"Mas eu n�o falei?
Eu lhes disse que aquelas casas n�o eram seguras!"
E ent�o ele fechou a porta rapidamente
e passou o trinco...
N�o seria mais... Quer dizer...
N�o acha que seria mais excitante
do que ficar no mesmo lugar o tempo todo
fazendo a mesma coisa. Digo, isso --
pra mim, isso seria uma situa��o c�moda...
sempre a mesma coisa...
Ah, claro. Eu n�o gostaria disso.
Digo, isso � realmente terr�vel.
Sim, sim.
Hm, acho que porque -- Digo, de certa forma, eu...
Veja, �...
Digo, n�o � que eu objeti -- De certo modo, eu objetivo, sim.
Digo, fico mais feliz quando estou acompanhado
do que quando sozinho.
Bem, acho muito dif�cil me concentrar.
Tipo, se voc� � uma crian�a e lhe passam dever de casa,
voc� -- hm -- isso desenvolve...
Digo, talvez isso n�o seja t�o bom,
mas todavia...
Pois acho que as pessoas realmente me excitam.
Realmente gosto das pessoas.
As pessoas s�o t�o condicionadas...
a, hm, se comportar -- sabe, a...
serem comandadas.
Pelo menos em p�blico, lhe � dito onde andar e tudo mais.
Foi um tanto assim, sim. Era como se exibir, sabe.
Foi -- Eu gostei desse aspecto...
E, hm... e borboletas no est�mago, sabe.
Digo, eu gostaria muito de ser um samurai, talvez.
Algo assim, sabe.
Esse tipo de faz de conta
onde, de certo modo, acessamos um ao outro
e voc� meio que supera isso.
Digo, o problema disso � realmente que --
tem de ser uma pessoa que esteja na mesma que eu.
Digo, eu realmente fiquei meio que obcecado
pelos meus pais, sabe.
Mas isso meio que faz parte da coisa da rua, n�o?
- Ahan. - Sabe?
Como ir ao parque de divers�es. Voc� meio que vai --
Digo, nunca conseguia me decidir o que fazer
tendo s� um pouco de dinheiro para gastar
e voc� acaba... parecendo comedido --
Melhor n�o fazer isso pois aquilo pode ser melhor, sabe?
Ent�o voc� sai atirando para todos os lados.
Divagar e fantasiar, sabe.
O que, novamente, pode nos remeter
ao que est� acontecendo aqui.
Eu acabo de dizer umas coisas...
N�o sei dizer do que gostei de fato...
Acho que � o tipo de coisa que...
� bom ter como viv�ncia, sabe.
Acho que fiz muitas coisas do tipo,
que eu nunca gostava realmente
mas eu meio que pensava: "Bom, passei por isso."
N�o sei, eu n�o funciono num v�cuo.
Vou cantar outra.
Hm...
Vou cantar -- Hm...
Greensleeves...
Ai, meu -- errei de novo...
Ai, meu amor, voc� me faz mal
Por rejeitar-me sem cortesia
N�o, est� errado.
Ai, meu amor, voc� me faz mal
Por rejeitar-me sem cortesia
Pois eu vos amei longamente
Deleitando-me em sua companhia
Greensleeves foi toda a minha --
N�o consigo.
Greensleeves foi toda a minha alegria
Greensleeves foi o meu cora��o de ouro
Greensleeves foi o meu deleite
Quem mais, sen�o minha senhora Greensleeves
Outra agora...
Como distinguir o seu amor verdadeiro
De todos os outros?
N�o, espera. Comecei errado.
Droga!
Bem, estava certo.
Como distinguir o meu verdadeiro amor
De um outro?
Pela concha do chap�u e o bord�o
Pelas suas sand�lias
N�o consigo, est� errado! Espere!
Ele est� morto -- Tenho que come�ar novamente.
Certo -- Hm...
Ele est� morto, senhora, se foi
Ele est� morto, se foi
Sobre a sua cabe�a, a relva verde
Sobre seus calcanhares, uma pedra
Como distinguir o meu verdadeiro amor
De um outro?
Pela concha do chap�u e o bord�o
Pelas suas sand�lias
Ele est� morto, senhora, se foi
Ele est� morto, se foi
Sobre seus calcanhares, a relva verde
Sobre sua cabe�a, uma pedra
Sua mortalha, branca como a neve da montanha
Foi revestida de verdes flores
Que molhadas para a cova foram
Com genu�nas chuvas de amor
N�o consigo mais cantar essa.
Hm, vou cantar...
Posso cantar uma das m�sicas do meu irm�o?
Ele vai me matar por isso.
E se voc� me quiser
Voc� sabe onde me encontrar
Bem aqui na cozinha, onde voc� me deixou
Eu n�o me movi desde que ouvi sua �ltima palavra
"Adeus"
E eu lhe quero sempre a minha frente...
N�o posso cantar essa...
� muito dif�cil.
Legendagem e Tradu��o por sleepy.joe
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