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Legendas Mordor09

Perdoe-me Padre, porque pequei.

Uma culpa enorme está a afligir-me.

Testemunhei um poder cruel.

Ao qual eu atraí para este mundo.

Ele trouxe sofrimento e miséria para as minhas irmãs.

E temo, que não haja uma maneira de o parar.

De pé, bruxa.

Deixem passar. Sai do caminho!

Continua a andar.

Vamos mexe-te!

Saiam do caminho.

- Continua! Vocês estão a ver a bruxa! - Comtinua.

Vamos. Saiam do caminho.

Por aqui.

Outra necromante?

Sim, meu senhor.

Obrigado.

O que é que tens a dizer em tua defesa?

Bem...

Não precisamos de prolongar mais estes procedimentos.

Esta corte não pode oferecer outro julgamento que não seja...

a sentença de morte.

Embora a acusada tenha ficado parada aqui e muda,

eu garanto-vos que ela vai encontrar a voz

quando estiver amarrada na estaca deixada ás chamas.

Seja a voz dela ou a voz do criador dela, ela será ouvida.

Quem é que defende essa mulher?

Quem é o advogado dela?

E quem defenderia, ou defenderá o indefensável?

Apenas Pilatos foi tão ousado.

Está cego tanto quanto as minhas preocupações

quanto aos meu negócios, Magistrado.

A minha única cegueira, senhora, é quanto á sua identidade.

Talvez possas ajudar-me a tirar as escamas dos meus próprios olhos?

Sou a irmã Margaret Aquina.

Prioresa das Irmãs da Eucaristia.

E como é que tudo isto é problema teu?

Eu dou próposito aos caídos.

Como esta, que está perante a si.

Bom, eu sirvo a vontade do povo.

E eles, não eu,

não oferecerão abrigo para qualquer um desses...

desses não naturais.

Compartilhamos objectivos parecidos, Magistrado.

Mas as nossas prioridades são diferentes.

Ela deve ser entregue a mim e permanecer aos nossos cuidados,

perpetuamente.

Uma alma penitente tem muito valor para parecer no fogo.

Bom, esta é uma côrte secular.

Aqui, servimos as leis do homem. Se... a escritura é verdadeira,

então, nem você, nem nenhuma noiva de Cristo

tem experiência em nenhum desses assuntos.

"Se a escritura é verdadeira"?

A sua côrte blasfemou na minha chegada,

e agora você abraça a heresia.

Os inquisidores não são bem humorados, e eu conheço muitos.

O aroma da fogueira e tão atractivo para si

que deseja ser atirado nela assim, de bom grado?

Não temos necessidades de influências

de fora nestes procedimentos.

Entregue-lhe a ela as mãos capazes da Madre Reverenda.

Irmã Lucilla, prepara-a para a viagem.

Anda minha menina.

Que o senhor possa continuar o abençoado com a sua sabedoria.

Bem vinda ao lar, Madre Reverenda.

Irmã Adela.

Está é Persephone.

Acompanha-me.

Persephone?

Por aqui.

Emeline.

Está é Persephone.

Emeline.

Sabes que somos proibidas de ter essas coisas.

Tem cuidado para que as outras não vejam.

A Madre Reverenda pode parecer dura ás vezes.

Mas ela salvou-nos.

É isso o que ela faz.

Ela reúne mulheres que andam de cidade em cidade

e oferece-nos um novo começo.

Anda.

Rezo para que aprecies a nossa hospitalidade.

Sê rápida.

Estás com fome?

Dormiste bem?

A primeira noite num lugar novo pode ser díficil.

Sou Catherine.

Qual é o teu nome?

Persephone.

Persephone?

É tão bonito.

Não conheço essa santa.

Não é uma santa.

É um nome pagão.

Que não tem lugar aqui.

A nossa nova interna precisa de aprender a ser menos desajeitada.

Não irei tolerar tal desperdício.

Tu, de volta ao trabalho.

Sim. É claro Madre.

Apanha isso e leva de volta para a cozinha.

A irmã Anna Francis vai-te mostrar o caminho.

Louvado seja.

Fomos abençoadas com uma nova alma.

Persephone.

A cozinha é por aqui.

Precisamos de ser rigorosas

com ela, Catherine. - Ela sabe o lugar dela.

Ela vai aprender.

Criança idiota!

Vai conhecer o lugar.

O teu descuido não tem limites?

Sabes porque estás aqui?

Para pagar penitência.

A Madre Reverenda é um farol para aqueles como nós.

Como tu.

Onde outros evitam, ela abraça.

Onde outros condenam, ela oferece perdão, compreensão.

Aqueles do lado de fora desses muros condenaram-te.

Nós iremos redimir-te.

Então, o contacto além desses muros é proibido.

E esta regra é é rigosoramente cumprida.

A irmã com quem falaste era a Irmã Bernadine.

Ela é responsável por cuidar dos nossos doentes.

Mas este solo récem revolvido é um insulto a ela.

É um monumento ao fracasso dela.

Ás nossas companheiras irmãs.

Ás nossas caídas.

Levadas para junto de Deus, tão cedo.

De todos os lugares, é com este que deves ter mais cuidado.

A comida é escarça.

Deves cuidar dele da melhor maneira possível,

para que ele possa prover para todos nós.

Olá.

Gostaria de saber se poderias ajudar-me.

Estou proibida de falar contigo.

Espera!

O que é que aconteceu com a Catherine?

A rapariga que trtava dos jardins antes de ti?

Eu gostava das minhas conversas com ela.

Erámos muito próximos antes...

Espera, só estava a tentar conversar...

Tu espalhas as tuas afeições amplamente, não é?

Já foste avisado.

Deixa estar.

Poupa a tua língua.

O que é que aconteceu?

Ela conversou com um rapaz do lado de fora do muro.

Leva-a para o porão.

Irmã Anna Francis, vai buscar dois baldes de água.

Já te esqueceste das consequências

de lidar com aqueles que que procuram a tua carne?

Primeiro, para alimentar o fogo.

E agora por luxúria.

Podes achar que eu te concedi um indulto.

Mas não entendeste bem.

Tu irás queimar, Persephone.

A menos que escolhas um caminho diferente.

O nosso caminho.

Lucilla.

Não!

Fica longe daqui, comerciante.

Perdão?

Elas não irão durar muito.

Quem?

Uma grande infecção, maior do que a fé delas, aproxima-se.

O que é que quer dizer?

É algo que nenhuma alma deveria testemunhar.

Então, por favor, fica longe.

Mostra os lavabos á Persephone.

O nome dele é Ellis.

Viram-nos a conversar.

Disseram-me que eu estava a encorajar para nós dois a pecar-mos.

Foi quando a Madre Reverenda me pôs a trabalhar na lavandaria.

Ele queria tirar-me deste lugar.

Ele... contava-me essas histórias.

Que algo de horrível aconteceu aqui há muito tempo.

Que este lugar é amaldiçoado.

Viste alguma coisa aqui?

O quê?

Não, é claro que não.

Este é um lugar sagrado.

A histórias dele eram apenas para me afastar daqui.

Persephone.

Anda.

O que é que vamos fazer com isso?

O Senhor não quer que seja-mos ociosas.

O que é que aconteceu com elas?

Foram atacadas pela febre.

Mas não temos a certeza da causa.

Tudo o que podemos fazer é confortá-la no sofrimento dela

e rezar pela salvação dela.

Ela já não tem muito tempo.

Irmã Bernadine. Lucilla.

Preciso de ajuda.

Tira-a daqui!

Os olhos dela.

- Ela viu-me. - Isso não pode ser verdade.

Estou-te a dizer, ela olhou directo para mim.

Irmã Bernadine?

Rezo para que descanses, irmã.

Os teus esforços foram inestimáveis, como sempre.

Vai e reza pelas almas perdidas.

Vamos prepará-la para o enterro.

Trata disso.

Querido Deus, levaste outra alma de nós.

Eu pergunto porque fizeste isso.

Estas raparigas são inocentes.

Elas não merecem ser punidas dessa maneira.

Quaisquer que sejam os pecados que elas carreguem,

não merecem as aflições que suportam.

Imploro perdão pelo meu passado.

Os nossos desejos, que deram origem ao pecado,

eu agora entrego-me a ti.

Eu imploro-te. Não leves outra embora

destas pobres almas.

Se isso for um teste para a minha própria perseverançae fé,

temo que a minha força enfraqueça,

que a minha visão cegue, que a minha fé fique em vão.

Juntei-me a este priorado, a este rebanho, para encontrar salvação.

Para encontrar perdão.

Mas não encontrei nada disso.

Apenas encontrei dúvidas dentro destes muros.

Preciso de força.

Preciso de sustento.

Por favor.

Dá-me um sinal de que o meu caminho é o caminho dos justos.

Que, quando chegar o dia do julgamento, eu seja poupada.

Pelo sustento

que estamos prestes a receber, somos verdadeiramente gratas.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

- Amém. - Amém.

O que é que aconteceu com aquela alma na enfermaria?

Não falamos sobre essas coisas.

Já foram feitas as orações por ela?

E porque é que a Irmã Bernadine não a preparou para o enterro?

Isso não é da nossa conta, Catherine.

Então por que é que a Irmã Bernadine está a olhar para nós?

Esses sussurros preguiços dizem-me

que vocês já tiveram sustento o bastante por esta noite.

Vão para os vossos quartos.

Desculpa, Persephone.

Não consegui dormir.

Eu morava com os meus pais antes de vir para aqui.

Eles mandaram-te para cá?

Não.

Eles não tinham nenhuma fé para professar.

Não rezavamos na nossa casa.

Eu não os julgo.

Nem todos são abençoados como nós.

Mas rezei tanto por eles.

E as minhas preces foram atendidas.

Conheci a Madre Reverenda.

Mas...

... isto aqui não é como eu esperava que fosse.

Não deverias deixar-me falar tanto.

E quanto a ti?

Tens família?

Eu morava numa quinta.

Com os meus pais.

Erámos apenas nós os três.

Eu não tinha irmãos ou irmãs.

Mas a minha mãe dizia que eu era toda a benção que eles precisavam.

Ela parece adorável.

Ela era.

E eu era tão feliz até que...

uma noite, eu tive um pesadelo horrível.

Sonhei que o nosso celeiro estava a arder.

Dentro dele o nosso rebanho berrava.

Os meus pais acalmaram-me.

Disseram que era apenas um sonho.

No outro dia, o celeiro ardeu.

Mas o que eu não tinha visto,

o que o meu sonho não me havia mostrado, era que a minha mãe estava dentro.

Não houve nada que pudessemos fazer.

O meu pai ficou louco.

Culpou-me.

Achou que eu trouxe uma maldição sobre eles.

A Vila ficou com medo que eu fosse uma bruxa.

Então, depois que enterramos a minha mãe, fui perseguida.

Nunca me esquecerei o calor intenso.

Daquele cheiro pútrido.

Ou do som da minha mãe a gritar.

Eu sinto muito.

Deixem-me sair!

Por favor, deixem-me sair!

Deixem-me sair!

- O que é isso em nome de Deus? - Deixem-me sair! Deixem-me sair!

Fora!

Rapariga estúpida!

Quebras o toque de recolher e agora a minha vigília.

A minha paciência contigo está a esgotar-se.

Não!

Aquela rapariga é amaldiçoada.

Já te acusaram disso uma vez.

Perdoe-me Madre.

Eu ás vezes esqueço-me.

Então és afortunada.

Persephone?

Persephone?

Persephone.

Isto é para o teu próprio bem.

Com o tempo irás entender.

Irmã, seria pedir muito se delegasse as tarefas?

É claro, Madre.

Vocês duas, sigam-me até á cozinha.

Os mantimentos que este solo nos tem provido diminuíram.

Para os jardins.

O dia está a passar.

Olá.

Conversar contigo custa-me caro.

Sinto muito. Tive que voltar para te avisar.

Sobre o quê?

Da última vez que te vi, havia uma mulher do lado de fora.

Ela falou sobre uma infecção.

Há coisas piores do que isso.

Há uma desgraça aqui.

Algo está á espreita dentro destes muros.

Ainda não tenho a certeza das intenções disso, mas...

não estamos seguros aqui.

Se não estás segura aqui, então Catherine também não está.

Vocês duas devem deixar este lugar.

A Catherine disse que lhe contaste algo que aconteceu aqui há muitpo tempo.

O que é que sabes?

Apenas sussuros e boatos na vila.

Aconteceu antes de eu nascer. Ninguém vai falar sopbre isso.

Preciso de descobrir o que aconteceu aqui.

A mulher que eu vi aqui antes, ela sabia.

Ela tentou avisar-me.

Tens de ir.

- Se formos apanhados... - Espera.

Para Catherine.

Acabei de ver o Ellis.

Ele quer ajudar-nos.

Ajudar-nos?

se eu for apanhada com isso...

O que é que me estão a esconder?

Nada Irmã.

Catherine.

- De para mim. - Por favor.

A Madre Reverenda não precisa de saber de nada disto.

Não precisa saber do quê, exactamente?

Deves achar a perdição tão tentadora?

Leva-as.

... contra os esquemas do Diabo.

Mesmo que eu ande pelo vale da morte,

não temerei mal agum, porque tu estás comigo.

A tua vara e o teu cajado, consolam-me.

Por que é que todos os dias te sentes forçada a desafiar-me?

- Era apenas um bilhete. - Vamos pôr um fim

nas tuas distrações.

E tu. Sua prostitutazinha.

Precisas de aprender que isso não será mais tolerado.

Não!

... que possas ser capaz de ir contra os esquemas do Diabo.

Não.

Não!

Não!

Vamos, Catherine.

O que é que está a acontecer?

Alguns tem mais força do que outros.

Madre, eu não entendo.

Não é para entenderes.

Somente Deus.

Já não houve espectáculo bastante para ti?

Dentre as coisas que encorajamos neste priorado,

não está o apetite pelo sofrimento dos outros.

Reza por essa alma perdida.

E pela tua própria.

Deixa-nos.

A mesma coisa na semana que vem?

Só mais uma coisa.

O que é?

Ando á procura de alguém.

Uma velha que se veste de preto.

Eu não a conheço.

Por favor. Ela tem cicatrizes nas mãos e...

É melhor deixares-a, filho.

Ela não bate bem.

Onde é que a posso encontrar?

Eu sei onde ela está.

Preciso de falar com ela.

Por quê?

Preciso de ajuda. É urgente.

Diz-me.

Agora.

A velha abadia.

As ruínas ao leste.

Mas, sem um cavalo, é um dia de camninhada atráves da floresta.

Obrigado.

Não a incomodes. Já tivemos o bastante.

O que é que está a acontecer connosco?

Eu nunca vi coisas assim.

Eu rezo e rezo...

Mas com certeza não o bastante.

Eu previ tudo isto.

Agora começou de verdade.

A tua fé enfraqueceu?

Reforçou?

Pelo o que eu vi.

O que temos suportado.

Estas irmãs foram purificadas pelo sangue do cordeiro.

Os seus sacríficios deram a elas as chaves do reino dos céus.

Vamos rezar para que tenhamos a força para vos seguir.

Vais ficar bem.

Precisamos de deixar este lugar.

Deixar?

E para onde iríamos?

- Isso importa? - Estamos mais seguras aqui.

A Bernadine estava segura?

Não estamos sozinhas aqui.

Eu vi alguém.

Quem é que viste?

Como? Como assim?

Uma rapariga.

Um jovenzinha.

Uma entidade.

Eu vejo coisas.

É por isso que estou aqui, o motivo pelo qual me chamaram de bruxa.

Estamos em grande perigo.

Para com isso. Estás a aborrecer a Emeline.

A Madre Reverenda levou os olhos de Bernadine.

Tu não vês? Se não partirmos deste lugar,

todas iremos sofrer o mesmo destino.

Temos que ficar.

Temos um propósito maior.

Esta Ordem está condenada, e nós com ela.

O único propósito para que serviremos será de carne para os corvos.

Silêncio! Estás a assustar a Emeline.

Olha o que fizeste.

Não te preocupes tanto.

A Persephone estava apenas a tentar assustar-te.

Não há nada que nos leve.

Eu sempre te protegi, e nunca te irei deixar.

O que é que está a acontecer aqui?

Perdoa-a, Irmã.

A Emeline teve um ataque.

A Persephone contou-nos...

O que é que ela vos contou?

Ela...

falou sobre...

Continua.

Nada importante, Irmã.

Apenas histórias.

Voltem para os vossos aposentos.

É proíbido reunirem-se assim.

Agora.

Por favor, não leves a vela dela.

Ela tem medo do escuro.

Esse é um luxo concedido por bondade pela Madre Reverenda.

Quando vocês são desobedientes, os privilégios são cancelados.

Agora, para os vossos quartos.

Há pouco o que ganhar questionando as minhas acções.

Tive a impressão que te veria novamente.

O que é que queres?

Quando te vi no priorado, disseste-me para ficar longe.

O que é que se passa lá?

O que é que sabes?

Nada que te beneficie a ti ou as tuas amigas.

Acredito que elas estejam a correr grande perigo.

Por favor.

Quando eu era jovem, mas jovem do que és agora,

o meu desejo de servir Cristo era irresistível.

Juntei-me á ordem para cumprir a vontade de Deus.

E lá, com as minhas companheiras noviças,

Fizemos isso.

Erámos um grupo próximo liderado pela noviça mais antiga.

Quando ela chegou á ordem,

a sua alma estava cansada e cheia de tristezas.

Ela contou-nos que foi apenas a sua devoção

e sacríficio ao Senhor que a salvou.

Ela já estava na ordem há mais tempo do que qualquer uma de nós,

e nós, por consequência, acreditávamos que ela era a mais sábia

e mais próxima de Deus.

O poder dele tinha-lhe dado forças e esclarecimentos a ela.

Ela tinha a pureza somente possível

devido a uma contínua harmonia espiritual com Deus.

Nós desejavamos ser tão próximas a Deus quanto ela.

Ela disse-nos que a a nossa fé tinha que ser completa.

Uma crença sem paralelos.

Mas ela dizia que apenas a nossa fé não garantiria a nossa salvação.

Tinhamos que ser testadas para provar o nosso valor.

Aceitaríamos qualquer desafio pelo amor dele,

Pela sua graça, a Sua misericórdia.

Fizemos uma invocação.

Acreditando que a nossa fé, e o poder do divino,

iria proteger-nos de qualquer espírito que acordassemos.

A mais inocente de nós

foi escolhida para ser a vidente e fazer um sacrífico de sangue.

Não haveria como voltar atrás

depois que a primeira gota de sangue fosse oferecida.

Mas não estávamos preocupadas.

A nossa fé combinada era o escudo dela,

e de todos nós contra qualquer dano.

Esperamos.

E esperamos.

Mas afinal, graças á nossa força e devoção,

ele chegou.

Foi revelado apenas a ela, mas sentimos a sua presença.

O seu imenso poder.

Eu estou a ver.

Eu consigo vê-lo.

O que quer que fosse, o que quer que ela estivesse a ver,

a sua atenção estava fixada somente nela.

Não podiamos prever o que aconteceria a seguir.

O corpo dela lutou com toda a sua força

enquanto uma febre se apoderava dela.

Ela contorceu-se e balançou.

Falou línguas, disse blasfémias.

Mas o conflito provou ser muito para ela.

Tememos que ela tivesse morrido.

Que a alma dela tivesse procurado refúgio no bom Deus.

Mas como estávamos erradas.

Ela levantou-se.

Os seus olhos cheios de uma ira além dos limites.

Um desejo por morte e destruição.

Uma sede por carne e sangue.

Não!

Ela lançou o inferno sobre nós.

Não!

Naquela noite, testemunhamos o mal na sua forma mais pura.

Rodeada pelas minhas irmãs caídas,

eu enfrentei as consequências da nossa heresia.

A minha vez havia chegado.

Mas num escárnio cruel da nossa fé,

o espírito malevólo deixou o corpo dela e entrou numa das suas vítimas.

O destino dela estava selado.

Ele disse, que a alma dela havia sido arrancada do seu corpo

e deixada para vagar pelos corredores eternamente.

Não!

Eu parti.

Jurando nunca voltar.

A noviça mais antiga permaneceu.

E durante anos, eu observei de longe

apesar de muitas mulheres que entravam naquele lugar,

nunca vi nenhuma delas sair viva.

Elas não merecem isso.

Tenho que ajudar.

Tens que vir comigo.

Com que propósito?

Como podes não querer ajudar?

Pessoas vão morrer.

Respondi ás tuas perguntas.

Agora vai-te embora.

Tu não tens consciência?

Então realmente estás condenada.

Disso, eu não tenho dúvidas.

Acorda, por favor!

Não, acordes!

Acorda!

Acorda. Acorda. Por favor, acorda!

Acorda, Emeline! Acorda, por favor!

Oh, não!

Isto é culpa tua!

- Adela... - Toda a tua conversa sobre escuridão!

Desde a tua chegada, não fizeste nada além de nos envenenar.

Já basta.

Vai para a capela.

Agora!

Vocês duas vão preparar a Emeline para o enterro.

Catherine?

Onde estás?

Catherine?

Adela.

Temos que partir.

Este é o meu lar.

Este é o lar de algo mais além de ti e das irmãs.

O que quer que esteja aqui, não deseja nada além de te magoar.

Vou-te dizer uma coisa,

a Catherine e eu estamos de partida, com ou sem ti.

Vocês não podem.

Vou contar á Madre Reverenda.

Irmã Lucilla?

É a Catherine.

Ela está com a febre.

Preciso de falar com a Madre Reverenda.

Ela está nos seus aposentos.

Pai nosso que estais no Céu,

santificado seja o vosso nome,

Venha a nós o vosso Reino,

Seja feita á vossa vontade assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai as nossas ofensas

assim com nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

E livrai-nos do mal.

Porque teu é o Reino o poder e a glória para todo o sempre. Amém."

Catherine.

Catherine.

consegues ouvir-me?

Catherine.

O que é que fizeram contigo?

Agora eu vi.

O que é que viste?

Tenho que estar com ele.

Ele é o único caminho.

Quem?

Catherine.

Catherine!

Persephone.

Persephone, estou com medo.

Não tenhas medo.

O que é que estás a fazer aqui?

Deixa-a.

Por que é que ela está amarrada a cama?

- Para sua própria segurança. - Mas...

Tu não és necessária aqui.

Sai.

O que foi?

A Madre Reverenda,

ela estava a queimar os olhos da Bernadine.

Agora acreditas?

Adela, preciso da tua ajuda.

Não temos muito tempo.

Desamarra-a, vou buscar as chaves.

Como? A Irmã Anna Francis é que as guarda.

Não te preocupe. Vou dar um jeito.

Temos que tirá-la daqui.

Madre.

Achas que seria bom para nós procurar ajuda na Vila?

Questionas o meu julgamento?

Não, Madre.

Esqueceste-te do juramento que me fizeste a mim e a esta ordem?

É claro que não, Madre.

Sinto muito. Eu...

Eu tenho o direito Divino

de agir como achar necessário para a segurança deste priorado,

e de tudo o que há dentro dele.

Não duvido do teu julgamento.

Mas sobraram tão poucas de nós agora.

Como o Senhor decreta.

Apenas faz o que eu mando.

Rápido.

Agora!

Parem!

Voltem já aqui.

Para onde é que vocês acham que a estão a levar?

Não!

- Não ousem abrir essa porta. - Rápido, Persephone.

Estou a tentar.

Sim!

Catherine?

Catherine.

O que é que estás a ver?

Espera!

- O que é que fizeste? - Eu...

Fica longe de mim!

Fiquem longe de mim.

Catherine.

Catherine, olha para mim.

Não são reais.

Tu cortaste-as em pedaços.

Catherine! Apanha-os.

São visões.

Catherine, por favor, tens que me ouvir.

Catherine, olha para mim.

Olha para mim.

Eu sou real.

Eu sou real.

Eu imploro-te.

Dá-me essa faca.

O que é que estás a fazer?

Não!

Não.

Ela está perdida para nós,

e para a graça de Deus.

Eu não entendo.

E como poderias?

Eu ofereci-te um indulto.

Ofereci-te um propósito.

Eu ofereci-te redenção.

E em troca, condenaste-nos ainda mais.

Eu vi-te a queimar os olhos da Irmã Bernadine.

Por quê?

Para a aliviar das suas visões málignas. E depois de todo o seu sofrimento,

eu daria-los de volta para quando ela finalmente encontra-se paz.

Eu tenho pregado para todas vocês por penitência.

Para colocar todas as outras perante vós.

E aos olhos de Deus,

isso iria garantir o vosso acesso ao paraíso.

A vida eterna.

Não precisas de chorar pelas tuas irmãs caídas.

Elas foram libertadas dos grilhões dos seus pecados.

Os teus sacríficios deram a elas um estado de graça.

e agora, é a tua vez de seguires o exemplo delas.

Porque se não seguires, nunca terás acesso ao Reino dos Céus.

Ao invés disso, serás testemunha da ressurreição dos justos e dos iníquos.

Muitos daqueles que dormem no sujo do solo

irão acordar para a vida eterna,

mas outros irão retornar para desgraça do desprezo eterno.

Cristo...

irá levar-nos a glória.

Felicitações, minhas irmãs.

Eu voltei para vocês.

Vltei em busca de esmolas.

Não vais encontrar satisfação aqui connosco.

Não fales com essa coisa

Mas não somos irmãs?

Vocês não me vão oferecer consolo?

Não sentiram a minha falta?

Gosto ainda menos de vocês em morte do que em vida.

- Adela, não! - Fica com ela.

Olha o que a minha devoção a ti conquistou para mim.

Não fui eu que fiz isso.

Espera! Madre!

Onde vais?

Não me abandones.

Minha amada Lucilla.

Onde está o teu salvador agora?

Santa Maria mãe de Deus, rogai por nós pecadores

agora e na hora da nossa morte.

Parábolas!

Sempre foste a porra de uma criança?

Vai até ás outras.

Adela, onde estás?

Adela?

Por quem choras?

Deverias estar feliz

porque eu tenho algo para ti.

Algo maravilhoso.

Há tão pouco proíbido para mim agora.

Deixa-me dar a protecção que prometeste e não foste capaz de dar.

Adela?

Adela?

Não!

Não, por aí não.

Temos de ir para a capela.

Há uma saída debaixo do altar.

Olá.

Onde está a Catherine?

Ela está perdida.

Então temos de a encontrar.

Se alguma coisa aconteceu com ela...

Tu não entendeste. Ela está morta.

Não.

- Estás enganada. - Ela está morta, Ellis.

- Ela não pode estar. - Ela estava a ter visões.

A febre.

Eu tentei.

Não havia nada que eu pudesse fazer.

Temos de deixar este lugar miserável, Ellis.

Ou vamos ter o mesmo destino.

Lucilla falou sobre uma saída.

Debaixo do altar da capela.

Por aqui.

Quantas mais irão sofrer?

Elizabeth.

Eu sempre imaginei o que teria acontecido

com a noviça de rosto fresco que eu havia conhecido.

Temo que o tempo tenha sido menos generoso contigo do que comigo.

Tu não és bem vinda aqui.

A tua oportunidade de receber a redenção

já passou há muito tempo.

Tu dizes oferecer salvação.

Já testemunhei

as tuas ressurreições tolas, lembras-te?

Qual é a retribuição que trazes agora sobre nós?

Que promessa fizeste desta vez?

Nunca entenderias.

Ele nunca falou contigo como falou comigo.

A voz dele.

Que voz linda.

Ele cantou para mim.

Estas mulheres estão condenadas.

Apenas atráves do sacríficio delas

elas podem conseguir as chaves para o Reino dos Céus.

Para apreciar verdadeiramente o Divino.

Precisamos de abraçar o diabólico?

A sua heresia condenou-nos a todas ao breu.

"Cuidado com os falsos profectas.

eles vem até ti em pele de cordeiro, mas, por dentro, são lobos ferozes.

Pelos seus frutos, vais reconhecê-los."

Ousas citar as escrituras para mim!

Rezo para que entendas.

Empurra! Empurra.

Querida Persephone.

Catherine.

Ora, se não é o meu salvador.

O que é que aconteceu contigo?

Meu Cavaleiro.

Meu Príncipe.

Onde estavas quando eu mais precisei?

Quando eu estava vulnerável e assustada.

Eu sinto muito.

Eu não sabia o que estava a acontecer aqui.

Por favor, perdoa-me.

Bem,

não importa.

A minha necessidade de ti é maior agora.

Não!

Outro morto.

Que infelicidade, Persephone.

Parece que todos que confiam em ti sofrem o mesmo destino.

Até mesmo a tua própria mãe.

Consumida pelo fogo perante aos teus olhos.

Ficar lá parada e vê-la queimar!

O teu amor por ela deve ter sido verdadeiramente imenso.

Como ousas falar da minha mãe.

Agora não importa.

Logo irás juntar-te a ela.

Ela está á tua espera do outro lado.

Vais gostar, Persephone.

É tão bonito.

Não.

Sim. Oh, sim.

Anda comigo.

A Madre Reverenda, encontrou o verdadeiro chamado.

O nosso caminho dos justos.

Ela disse que poderíamos ser...

anjos.

Persephone!

Aceita-a.

Aceita-a, Persephone.

Confia em mim.

Dá a tua vida a Deus.

Por que, se não deres, vais queimar, como eu previ.

Dá a tua vida...

Como seria adequado juntares-te á tua mãe

da mesma maneira que ela deixou este mundo.

Deixa os teus pecados aqui.

Junta-te a mim!

Nós devemos ficar juntas.

Aceita-me!

Aceita isto!

Legendas Mordor09

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