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Estava na casa de Durante, o motorista dela me levou.
Ela faz parte da irmandade da Fenice.
Tem a ver com a morte de Brezinger e o livro.
Recebeu amea�as.
Talvez de quem agora tem o livro e que raptar� a minha filha.
� a segunda que pergunta por ele.
- Quem veio? - "Lucia Bugatti".
A surpreendi espionando Silvestrin, o propriet�rio...
da "Gazzetta di Trieste".
Estas provas podem prender os membros da Fenice.
� uma armadilha! N�o percebe?
- Lucia est� em perigo. - Cagliostro te disse?
- Lucia? - Chegou tarde, � uma armadilha.
Cesare e eu brigamos.
Espero que n�o seja por minha culpa.
N�o. Voc� � o motivo.
Todos sonham em ver seu pr�prio funeral.
Tenho medo de ficar louco!
O policial morto fala comigo e estou jovem, como antes do coma.
Algu�m me informou sobre o relat�rio pericial.
- N�o coincide com o original. - De quem s�o as digitais?
O Tribunal aceita a inst�ncia e registra na ata...
o relat�rio da per�cia sobre a arma...
em cujo gatilho foram
achadas digitais de Antonio Piras.
Quem est� armando para n�s?
Para descobrir, temos que remover as �guas.
O procurador substituto Piras se suicidou na banheira...
Em uma carta para voc� escreve coisas que devemos esclarecer.
Pode ficar com ela? Vou me vestir.
Anna? Anna, estou entrando!
Albertini, corre para casa de Mayer.
Ela me deixou trancado!
Trata-se de uma situa��o pelo menos estranha.
Todos os colegas, inclusive eu, estamos comovidos...
pela tr�gica morte do procurador substituto Piras.
Provavelmente o procurador n�o resistiu
a tanta press�o e se suicidou.
� verdade que foi encontrado uma mensagem?
Sim, mas no momento n�o podemos torn�-la p�blica.
- Piras que escreveu? - Os peritos est�o analisando.
- Parece ser a assinatura dele. - Diz para a Dra. Mayer...
que � uma confiss�o do assassinato de Cagliostro.
A fuga de Anna Mayer � uma admiss�o de culpa?
Espero que se entregue e esclare�a sua situa��o.
- Como fugiu? - � tudo, senhores.
Comunicaremos se houver alguma novidade.
- Piras alterou o relat�rio? - Obrigado a todos.
Uma den�ncia surgiu do nada e Piras teve uma morte horr�vel.
Disse que a morte � minha culpa?
N�o, quer�amos ser intoc�veis...
e acabou em um problem�o. De qualquer forma, est� feito.
O importante � encontrar Mayer,
e esperar que as �guas se acalmem.
Jamonte, conto com voc�.
LA PORTA ROSSA - S02E07 legendas @drcaio
N�o podem jog�-la para n�s. Mayer n�o � uma criminosa...
e est� sozinha contra n�s! Que merda temos?
Fez este percurso, e depois desligou o telefone.
Perdemos o sinal aqui, perto da velha peixaria.
- O telefone estava no canal. - L� a �gua � muito baixa.
- Conseguimos recuperar. - Depois perdemos o rastro.
- L� tem lojas, bancos? C�meras? - N�o, n�o...
- Somente um balne�rio. - Que nos deem os v�deos!
- O que � isto? - Cais 5, l� chegam os cont�ineres.
� de carga e descarga?
Por que n�o vamos interrogar os empregados do turno da noite?
Talvez algu�m possa ter visto! A prop�sito, umas palavras.
- Mariani... - Sim. - Verifiquei as liga��es de Anna Mayer.
Ligou para voc� antes de jogar o celular.
Sim senhor, � que...
Se eu tivesse algo a dizer, teria dito, n�o �?
- Claro. - Mas te digo uma coisa.
Se a sua amizade com Mayer interferir na investiga��o,
serei inflex�vel.
- Ficou claro? - Sim.
Quero que me informem de tudo que encontrarem! Me liguem.
Quero Mayer aqui esta noite! Paoletto, comigo.
Sabia que viria aqui. N�o poderia ser de outra forma.
Por enquanto pode ficar tranquila.
Mas tudo est� perdido, Anna.
N�o vai demorar muito para te encontrarem.
Piras foi assassinado, estou convencido.
H� muitas coisas estranhas acontecendo.
N�o sei o que est� pensando, mas n�o fa�a bobagem, meu amor.
Tenho que saber que pelo menos est� segura.
Deve tomar cuidado.
Eu protegerei a nossa filha.
Tente limpar sua mente...
Concentre-se em uma lembran�a perturbadora.
O que v�?
- Sou jovem, como antes de ter sido baleado. - Onde est�?
Tente visualizar o lugar.
Ele est� bravo...
Disse que eu sou in�til...
E se vai..
Estou sozinho.
Sento junto � cama...
onde meu corpo est� em coma.
Talvez seja melhor suspender.
N�o se preocupe, a primeira vez � normal.
Eu... n�o entendo.
- Isso que eu vejo � verdadeiro. - Em certo sentido sim.
Talvez nunca tenha acontecido...
mas sua mente criou, ent�o para voc� � verdadeiro.
Parece que estou l� com aquele policial.
- Sua irm� piora as coisas. - Tamb�m estou muito preocupada.
N�o � t�pico dela algo assim, n�o consigo explicar...
Mantenha-me informado.
Entre em contato se tiver not�cias.
A qualquer hora.
Dr. Jamonte.
Obrigada por me ligar primeiro
e n�o ter denunciado Anna por abandono de menor.
Achei que era o melhor.
Obrigada.
- Est�o controlando os telefones da fam�lia? - Sim.
Quanto ao desparecimento de Lucia Bugatti...
eu mesmo gostaria de investigar.
- Passou pouco tempo e na casa n�o h� sinais de luta. - Sim.
Mas n�o atende o telefone, acho que est� em perigo.
Paoletto, voc� teve um relacionamento
com aquela jornalista?
Sim ou n�o?
Estar envolvido n�o leva a bons resultados.
Posso administrar isso.
Ent�o n�o fa�a besteira ou passamos o caso para Albertini.
Fique � disposi��o, preciso de todos para prender Mayer.
A prop�sito de besteiras,
se precisar, pe�a ajuda a Mariani.
Vamos aproveit�-la antes que se v�.
Na Fenice estavam Silvestrin e o meio-irm�o de Lucia.
Nikolic tamb�m, sindicalista dos descarregadores
e Gerbez, oficial da Guarda Costeira.
- Ambos mortos. - Lucia n�o sabia que Durante estava.
Elvio � o amante, mas parece que sabe pouco sobre a Fenice.
Eram seis.
- Faltam dois, um deve ser o chefe. - Exato.
No livro deve haver evid�ncias de seus crimes.
H� crian�as envolvidas.
Quem tem o livro, tem todos em sua m�o.
- N�o entendo porque mataram Brezigar. - Talvez chantageava.
Acho que estava fazendo isso para outra pessoa...
aquele que agora tem o livro e que vai raptar minha filha.
Silvestrin fez Lucia desaparecer?
Tenho certeza que sim.
Talvez seus companheiros o ajudaram.
Desculpa. Se eu n�o tivesse chamado,
voc� poderia salv�-la.
Voc� tamb�m estava em perigo, Vanessa.
O mist�rio � como voc� conseguiu me chamar.
N�o sei... Talvez precisasse muito de voc�.
Tenho que ir para o treino!
- N�o terminamos aqui. - Tenho uma competi��o.
- Podemos falar no caminho? - Sim. - Aonde voc� vai?
Para a piscina, mam�e. Nada perigoso.
N�o volte tarde.
Me ligue se precisar.
- Eleonora parece n�o estar bem. - Tentei falar com ela.
Disse que o ruivo aparece muito ultimamente.
Se continuar assim, perder� a cabe�a de novo.
Pe�o desculpas. N�o sei o que Anna tem na cabe�a,
mas n�o posso pensar somente nela...
Tenho que cuidar da nossa filha!
Anna � boa. Eu confio nela.
- Vanessa... - Cuidado, problemas � vista.
- Oi. - Bom dia.
- Sem bateria? - Sim.
- Pode colocar o cavalete? Gostaria de conversar. - Claro.
Sentamos?
Vou direto ao ponto. Outra noite voc� me avisou...
que Lucia estava em perigo. Diga-me tudo o que sabe.
- A roupa corresponde. - Quando e onde foi tirada?
Esta manh�, perto do canal.
- E as outras c�meras na �rea? - N�o h�.
Se for ela, ainda est� em Trieste.
�timo.
Muito bem, estamos perto.
Dr. Jamonte, este � o resto do dossi� de Cagliostro.
Obrigado.
Foi aqui que tudo come�ou, Mariani.
- Zagaria, vamos! - Claro.
Oi, sou eu.
- E Lucia entendeu tudo... - Quase.
N�o sabia que Patrizia Durante tamb�m estava envolvida.
- Patrizia Durante da Funda��o Gherardi? - Sim.
O que acha que aconteceu com Lucia?
Fale.
N�o tenho certeza.
Talvez Silvestrin e os outros da Fenice a atra�ram...
para uma armadilha na Grotta Gigante.
N�o sei, Vanessa, te ou�o falar...
Voc� provavelmente sabe algo.
N�o sei quem te contou nem me interessa.
Mas voc� parece uma garota com muita fantasia.
Fala de grutas, livros misteriosos,
irmandades secretas...
- Como posso acreditar em voc�? - Veio me perguntar o que sei.
Voc� est� certa.
- Obrigado. - De nada.
Se eu estivesse no lugar dele, reagiria exatamente como ele.
- Bom dia. - Bom dia.
- Estou aqui pelo relat�rio da carta do Dr. Piras. - Sim.
J� enviei o relat�rio. 98% da caligrafia corresponde.
- Por qu�? H� algum problema? - N�o...
Precisamos de uma fotoc�pia da carta.
Tem autoriza��o?
Quer ligar para o Dr. Jamonte para verificar?
- Onde fica a entrada? - Ali.
Porra... n�o tem cobertura.
Calma, Vanessa... estou aqui.
Mam�e vai voltar logo.
Papai tamb�m te protege.
Vanessa!
Anna?
Como est�?
Continuo pensando em Antonio.
O que aconteceu n�o faz sentido.
- Conseguiu? - Sim.
Na verdade, admite que mataram Cagliostro juntos.
Eu sabia! Escreveu em letras mai�sculas.
- E da�, o que significa? - Quando ouvia uma
declara��o, escrevia em min�scula.
Se achava que a testemunha mentia,
escrevia em letras mai�sculas.
E ele escreveu assim.
Algu�m o for�ou a escrever assumindo a morte de Leo.
Depois o mataram fazendo com que parecesse suic�dio.
- Escreveu em mai�sculas para nos avisar que � falso. - Sim,
mas as mai�sculas n�o s�o prova, ningu�m acreditaria em voc�.
Encontrarei uma prova mais concreta.
N�o sei como te ajudar.
Jamonte est� me vigiando.
Se descobrir que estou te ajudando, estamos acabadas.
Vou me virar sozinha.
Mas voc� tem que ter cuidado.
Jamonte est� determinado a te encontrar.
Veremos se ele consegue.
- Delegado! Precisa de alguma coisa? - Sim.
Gostaria de ver as grava��es da c�mera.
Uma empresa arquiva para n�s.
- Verei agora mesmo. - Sim.
- Delegado? - Sim. - Pode subir? - Sim.
- Aqui estou. - As grava��es n�o podem
ser lidas, est�o estragadas.
- Estragadas? Todas ou s� as de ontem? - Somente aquelas.
Tome o n�mero da empresa que est� encarregada da seguran�a.
- At� logo. - At� logo.
Voc� entendeu, Durante...
Funda��o Gherardi?
Sim, o Museu e a Gruta fazem parte da Funda��o.
Parab�ns, voc� conseguiu!
Desliga, desliga...
Conseguiu dar a partida. N�o est� contente?
O que est� acontecendo?
Nada.
Conhecia Leonardo Cagliostro?
- � o Delegado, o que morreu. - Que matou Rambelli. - N�o.
- Por qu�? - Era o protegido de Rambelli...
e atirou nele como a um c�o raivoso.
� o que a acusa��o diz.
Se Rambelli n�o tivesse advogado,
voc� poderia propor.
Vou me lavar. Volto logo.
- Vanessa est� dormindo. - Que bom.
- O sub-delegado veio hoje perguntar por Anna. - Sim.
Sim, me interrogou tamb�m.
Estou muito preocupada, n�o dormi nada.
- N�o entendo porque fugiu. - N�o est� l�cida, mam�e.
Sofreu acusa��es, um julgamento...
Antonio morreu!
Voc� se lembra?
Vanessa...
Vanessa!
Durma tranquila, meu amor.
Mam�e voltar� logo.
- Eu prometo. - Lembra Vanessa quando acabou de nascer.
Eu a odiava. Era a prova de que a vida
de Eleonora continuava depois de mim.
- O que faz aqui? O que quer? - Quero que voc� v�...
N�o se meta entre Eleonora e mim, sen�o...
Afaste-se da minha filha e deixa Eleonora em paz.
Transformou sua vida em um inferno!
N�o sabe nada sobre n�s.
Ela fez um inferno da minha vida e da minha morte.
Quer que voc� v� embora.
Se realmente fosse assim, garanto que n�o estaria aqui.
O que voc� quer dizer?
Agora s� queremos destruir.
Desta vez quero chegar at� o final.
O que voc� quer fazer?
Que dia! Estou p�ssimo!
N�o vejo a hora de ligar a TV.
Olha quem est� aqui.
- Est� bem... boa noite. - Oi. - Boa noite.
- Oi. - Oi, como vai? - Mais ou menos.
Talvez eu tenha uma pista sobre o
desaparecimento de Lucia Bugatti.
� uma pista particular...
- Voc� tem que me ajudar. - Vamos. - Vamos.
Que hist�ria, uma Irmandade!
Na sua opini�o, Silvestrin est� relacionado
com o desaparecimento de Lucia?
- O que Durante tem a ver? - N�o sei.
Mas a Gruta � gerida pela sua Funda��o
e depois h� o seu motorista.
� Josif Struna, ele provavelmente
bateu em Filip em seu abrigo.
- Se Vanessa disse, acreditamos em fantasmas. - Que fantasmas!
- Diego, a prop�sito de Anna... - N�o, n�o, n�o!
"A prop�sito de Anna" nada, Stella.
Se fala algo comprometedor, terei que reportar.
- Est� bem. - Perfeito.
Estou cansado esta noite.
Ent�o v� para casa que eu fecho.
Tem certeza?
Sim. Em troca amanh� voc� esfrega os banheiros.
- Os banheiros? N�o! - Sim. Sen�o voc� fica.
At� logo. Obrigado.
Simp�tico, seu colega.
Chega... deixe-me em paz.
- Eu imploro, deixe-me em paz! - Nunca te deixarei.
Vai provar um pouco da dor que me fez sentir.
Vanessa, acorde. Vanessa... Vanessa!
- O que houve? - Vi Alessandro, o fantasma. Cad� a sua m�e?
- Acho que est� dormindo. - N�o, n�o est� aqui. - Como? - Olhe!
Mam�e...
Mam�e!
- Deveria estar aqui h� meia hora. - Eu te disse.
O que o ruivo falou?
� controverso, disse que quer ir...
- mas tamb�m destruir Eleonora. N�o entendo. - Me troco e vamos.
Corra.
� ele... Mam�e!
- Pare! - O que voc� quer? - Mam�e!
- H� uma guerra entre n�s, fa�a o que quero! - V� embora!
Eu disse para ficar fora disso. N�o entendeu?
- N�o entendeu? N�o entendeu? - V�, v�!
Agora!
Agora! Agora!
Ele se foi... Eleonora, ele se foi.
Mam�e...
Voc� est� bem, mam�e?
- N�o vai me deixar livre nunca. - N�o diga isso.
- Eu mere�o. - Eleonora, escute.
Acho que entendi uma coisa.
Talvez seja voc� que tem que libert�-lo
porque o est� segurando aqui.
Seu sentimento de culpa o segura aqui, entende?
Mas como?
Sempre est� trabalhando? N�o tem uma vida?
- Nunca dorme? - N�o ouviu o telefone?
N�o � a garota do lado de fora do karaok�?
- A conhece? - � magistrada, Erika.
Trabalha em Trieste, a conhe�o.
- Quer coloc�-la na pris�o? - � o meu trabalho.
Seu trabalho d� nojo.
�s vezes em mim tamb�m.
Fim de carreira.
N�o se ofenda, mas seguir Silvestrin assim...
esperando que fa�a uma bobagem, n�o acho uma boa estrat�gia.
S�o poderosos, acabar�o com a gente.
Voc� tem raz�o.
- O que fazemos? - Vamos ver quais da Fenice...
que n�o podem nos incomodar.
Fale, doutor. Sim.
Est� a meu lado.
Est� bem, vamos logo. Sim.
- O que disse? - Talvez saiba onde Anna est� escondida.
No relat�rio sobre Cagliostro
havia uma nota sobre o seu arquivo secreto.
Depois da morte dele,
Mayer continuou pagando o aluguel.
Vamos dar uma olhada.
Vamos.
- O 188 devia estar aqui. - Sim, est� l� atr�s.
Por pouco n�o a encontramos.
Se for assim, conseguir� se livrar dele libertando-o.
N�o posso, n�o quero! N�o...
Mam�e, voc� consegue.
Tente cham�-lo pelo nome. Fa�a por mim.
Tente!
Alessandro...
Alessandro?
Alessandro!
Eleonora...
Sinto n�o ter sido como voc� queria,
t�-lo decepcionado, n�o te amei o suficiente...
mas voc� decidiu se matar...
N�o � minha culpa!
Acabou.
Obrigado!
Obrigado.
O m�rito � seu.
O m�rito � seu.
Anna!
Vigil�ncia cont�nua, embora ache que Mayer n�o vai voltar aqui.
Est� bem, doutor.
- Paoletto, precisamos de voc� na Delegacia. - Dr. Jamonte...
Mariani, voc� pode ir.
Bugatti n�o est� localizada e pode estar em perigo.
Encontramos uma pista.
Se concordar, gostaria de segui-la.
Se voc� quer, n�o vejo nada contra. Paoletto.
Anna � mais esperta que todos voc�s!
Sabe que te amo tanto?
Mesmo que seja um urso?
Sim.
Mas prometa-me uma coisa.
- O qu�? - Que sempre me proteger�.
Como n�o poderia?
Advogado Scaglianti...
Eu concordei em sair da sala...
porque h� dois magistrados envolvidos
e a situa��o � excepcional...
- mas n�o se repetir�. - Claro, compreendo.
Desculpe por coloc�-lo em uma situa��o inc�moda.
Como o julgamento est� acontecendo,
concordo em falar longe dos jornalistas.
Vou ao essencial. Parece claro para mim...
que o suic�dio do Dr. Piras e a fuga da Dra. Mayer s�o...
uma evidente admiss�o de culpabilidade.
N�o acha que est� avan�ando muito?
Tem raz�o, vamos falar dos fatos.
O relat�rio de peritos dizia que n�o havia impress�es digitais.
De acordo com o original recuperado por Jamonte...
no gatilho da arma que matou Cagliostro...
havia digitais de Piras.
Esse processo vai me dar uma �lcera!
O relat�rio dos peritos n�o coincide com o original.
O julgamento n�o est� correto.
Seja direto, o quer pedir, advogado?
Absolvi��o e liberta��o de Rambelli.
O Tribunal j� est� considerando essa possibilidade.
O que voc� acha?
N�o posso negar que neste momento o processo � errado.
Sim, talvez seja melhor encerr�-lo.
N�o acredito na inoc�ncia de Rambelli,
mas vamos confiar na segunda inst�ncia.
N�o vou me pronunciar neste local.
Apresente uma peti��o e o Tribunal tomar� uma decis�o.
- Bem, presidente. - Agora, por favor...
Est� aqui...
Incomoda que v� embora porque vai ficar sozinho?
- As coisas nem sempre s�o o que parecem. - Quem � voc�?
- Advogado Scaglianti... - Nos conhecemos?
N�o, mas conhe�o Stefano Rambelli.
Muitas pessoas o conhecem.
- Eu o conhecia h� muitos anos. - Se quiser falar com ele...
tenha um pouco de paci�ncia e poder� encontr�-lo pessoalmente.
- Em breve obterei a absolvi��o. - Corre perigo, avise-o!
- Tem que ser mais clara. - Algu�m quer machuc�-lo.
Algu�m que voc� conhece?
Se algu�m quer machuc�-lo, tem que contar � pol�cia.
Eu teria que deix�-lo na cadeia? Acho que ele n�o quer ficar...
com tudo o que est� custando a absolvi��o. Tenho que deix�-la.
Bom dia, onde posso encontrar os Arquivos Marittimi?
Pe�a � pessoa respons�vel.
Obrigada.
- Bom dia. - Bom dia.
Inspetora Mariani, Esquadr�o M�vel.
Como posso ajud�-la?
Preciso consultar a documenta��o...
sobre o tr�fego de barcos de cont�iner
entre 1980 e 1990.
- Aqui est�o. Seus. - Obrigada. - Pode sentar.
Se precisar de mim, estou na sala ao lado.
Se tivesse pensado antes!
Sente-se, Paoletto.
Ele n�o gosta de mim, entendo.
Mas isto � uma emerg�ncia.
Conhe�o muito pouco a cidade, tenho que confiar em voc�.
Com todo o respeito, � voc� quem manteve dist�ncia.
Dito isto, garanto que ter� a minha confian�a...
mas a confian�a e o respeito se ganham em campo.
Bravo, Paoletto.
Vou tentar conquist�-los no campo, como voc� diz.
Pode ir.
Bem, at� logo.
- Quer saber o que descobri? - Sim, diga-me...
Encontrei a Fenice. Ande logo.
Durante um tempo Nikolic e Gerbez
trabalharam no porto.
Um era representante sindical e o outro da Guarda Costeira.
Precisei paci�ncia...
mas nos registros encontrei refer�ncias � Fenice.
Era um navio mercante. Esteve em atividade por 30 anos.
Provavelmente usaram para contrabando.
Ou para algo pior.
- Tipo? - Algo que levou Nikolic ao suic�dio. - Crian�as mortas.
Adivinha quem � o armador do navio.
- Durante. - Outra vez ela!
A jovem herdeira possu�a algumas embarca��es...
- Controla tudo. - A hist�ria da Irmandade pode ser verdade.
Nikolic, Gerbez, Durante, Silvestrin...
Dois est�o mortos, dois s�o intoc�veis.
Temos que encontrar os outros. Se usaram o Fenice...
para atividades ilegais, o capit�o tinha que saber.
- Finalmente uma boa ideia. - Vamos come�ar por a�.
Quantos capit�es estiveram no comando?
Estar�o nos registros.
- Vamos dar uma olhada. - Sim.
- O que houve? - Quando voc� foi embora vieram uns rapazes.
Estavam dando um giro, come�aram a brigar.
N�o chamou a pol�cia?
N�o... eu os acalmei um pouco e partiram.
H� danos de alguns milhares de euros.
Aqueles garotos fizeram isso?
Vai me dar uma m�o ou me interrogar?
Vamos fazer uma coisa, pense.
Vou fumar um cigarro.
Precisa de alguma coisa?
Voc� � a garota do julgamento, que v� mortos.
- Me confunde com outra. - Temos algo em comum.
Acredito ter falado tamb�m
com Cagliostro... enquanto eu estava em coma.
- Jonas! - Como sabe meu nome?
Tenho que ir!
Por favor! Cagliostro disse que me conhecia? Eu me lembro dele.
Por que estava com ele?
Voc� deve saber.
Voc� era amigo de Rambelli, seu assassino.
Cagliostro sabe isso de voc�. Me parece suficiente, n�o?
Tudo prossegue perfeitamente.
- Vai dar certo. - Que bom, n�o aguento mais este lugar.
- H� quem acredite que estar� mais seguro na cadeia. - Sim?
- Quem? - Uma mulher linda. Loira, de meia-idade.
Disse que era companheira de um velho amigo seu, veio me ver...
e disse que se voc� sair, est� arriscado morrer.
Pensei que estava louca.
Sim.
Est� t�o louca que talvez... ainda me ama.
Existe realmente um risco?
Advogado, sei cuidar de mim mesmo.
Fa�a o seu trabalho.
Tire-me daqui o quanto antes.
Aqui est� a lista de todos os oficiais do Fenice...
- de 1975 a 1985. - Bom. - Obrigada.
Aqui est�o todos os capit�es.
Se precisar de mais informa��es...
- aqui estou. - Leia.
- "Neri Francesco". - Neri gostava de beber.
- "Mirotic Fabio". - Mirotic era um charlat�o.
- "Giannini Giulio". - O mais estranho de todos era Giannini.
Chegou jovem a comandante. Em certo momento...
- De repente, abandonou tudo. - Era 1985?
Sim... Sim, um ano mais, um ano menos.
Uma coisa.
Aqui temos as fotoc�pias dos certificados.
Com licen�a.
Albertini? Fale.
Voc� fez bem.
Reativaram o telefone de Lucia.
- Tchau. - Tchau.
- Voltaremos amanh�. - Giulio Giannini.
Tchau, Leo.
N�o vou decepcion�-lo.
Eu prometo.
- Obrigada, Dom Giulio. Tchau. - Tchau.
- Obrigada, Dom Giulio. - At� logo.
Dom Giulio!
- Anna, o que faz aqui? - Fugi.
- Eu sei, mas eu... - N�o tenho dinheiro.
N�o sei para onde ir.
Gostaria de fazer algo por voc�, minha filha, mas n�o posso.
Voc� ajudou Rambelli. Um assassino.
Tamb�m pode me ajudar.
- Bem-vindos. - Oi.
- E ent�o? - Temos o telefone.
Foi encontrado pelo t�cnico perto da banheira,
colocamos para carregar...
e quando o telefone ligou, o localizamos.
O que faz este telefone aqui?
Deixe-me ver.
Que lugar de merda!
"Dom Giulio Giannini".
As obsess�es v�m de longe.
O quarto da Dra. Mayer.
Entram dentro de voc�...
e corroem a alma.
Procura um modo de fugir.
Sou Anna.
- N�o sabia a quem pedir ajuda. - Venha, entra.
Mas voc� tem que lidar com as obsess�es...
Se n�o quer que queimem sua vida.
�s vezes consegue se libertar.
- Tem algo aqui! - Venham, encontramos algo!
Mas quase sempre volta outra vez...
A uma teia de aranha.
E nessa teia de aranha...
Fica preso para sempre.
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