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JERUSAL�M 11 DE ABRIL, 1961
JULGAMENTO DO NAZI ADOLF EICHMANN
Quando Adolf Eichmann foi condenado pelo seu papel no Holocausto,
a explica��o para a decis�o foi que ele era,
para todos os efeitos,
um pirata.
O advogado salientou pirataria e o com�rcio de escravos.
O procurador acredita que, no caso do Eichmann,
este deve ser o princ�pio orientador.
O princ�pio de que inimigos da humanidade podem ser capturados
e julgados em qualquer pa�s, independentemente da origem,
foi criado pela lei internacional da pirataria.
E assim se justificou a sua captura na Argentina
e acusa��o em Israel, por crimes cometidos na Europa.
O inimigo da humanidade deve ser tratado
de modo que mais ningu�m sofra.
A 31 de maio de 1962,
ele foi enforcado.
Hoje, n�o pensamos em piratas como inimigos da humanidade.
S�o vil�es patetas, como o Capit�o Gancho no Peter Pan.
Ou rock n' roll, como o Jack Sparrow dos Piratas das Cara�bas.
Ou amantes do rum, vendidos pela marca do Capit�o Morgan.
- Capit�o? - Capit�o!
Porque � que os piratas s�o os inimigos originais da humanidade?
E porque n�o nos lembramos deles assim?
Ergam-se e derrubem os piratas...
UMA S�RIE DOCUMENTAL ORIGINAL NETFLIX
... que fizeram do mundo um lugar sem lei.
Os piratas atacavam o crescente com�rcio da Am�rica.
O rum demon�aco, o alimento preferido dos piratas
que outrora aterrorizaram as Cara�bas.
Alguns pescadores desempregados mudaram para a pirataria,
por vezes, recorrendo a homic�dio.
O seu neg�cio � agora muito grande,
cerca de 50 milh�es de libras este ano.
O mundo deve unir-se para acabar com o flagelo
da pirataria.
Os franchises de piratas entret�m milh�es de pessoas pelo mundo.
Ningu�m sabe se ou quando os piratas v�o tentar atacar.
PIRATARIA MUSEU DE MYSTIC SEAPORT
Acho que um pirata � algu�m que navega pelo mar � procura de tesouros.
Alguns usam palas nos olhos.
Alguns t�m pernas de madeira. E alguns t�m espadas.
Alguns s�o bons e alguns s�o maus.
Um pirata mau tenta roubar coisas.
E um pirata bom tenta proteger.
E gostam de recompensas que s�o, na verdade, tesouros.
�s vezes, os homens precisam de ajuda, ent�o, aparecem as mulheres piratas,
para poderem ajudar.
- Arr! - Arr!
Acho que somos atra�dos pela imagem de pessoas que operam
fora da lei.
E isso corresponde, acho eu,
para muita da romanticiza��o persistente da vida de pirata.
� triste que n�o corresponda � verdade.
Eis a rainha Elizabeth a nomear como cavaleiro Francis Drake, em 1581,
por circumnavegar o mundo e trazer tesouros,
tesouros que pirateou.
E aqui est� ela com Sir Walter Raleigh, outro pirata tornado cavaleiro.
Ele fundou uma col�nia que chamou Virg�nia em honra dela, a rainha virgem.
O objetivo? Uma base pirata.
A rainha Elizabeth era chamada "rainha pirata"
e ela venerava piratas.
Chamava-lhes "c�es marinhos" por expandirem o seu imp�rio
e prejudicarem os seus rivais...
... roubando os seus navios.
Na altura, os poderes europeus estavam em constante conflito.
Os seus imp�rios a mudar e crescer.
E todos contratavam piratas para roubar e pilhar os seus inimigos.
Na Europa, quando a pilhagem decorria no mar,
uma das formas de a tornar leg�tima,
era atrav�s de cartas de corso.
Os piratas cobi�avam estas cartas.
Com elas podiam roubar navios
com a ben��o do estado.
E nunca houvera tantos navios no mar.
Era o in�cio da economia globalizada,
com base em navios por completo,
o que contribuiu para o conflito.
Os imp�rios europeus estavam a lutar
por uma maior parte do com�rcio internacional.
A clamar por bens
como especiarias da Indon�sia,
algod�o da �ndia,
a��car das Cara�bas
e escravos de �frica.
Restos de navios dessa era descansam no fundo do mar.
E, em 1996, um particularmente excitante foi descoberto
perto da costa da Carolina do Norte
e a sua recupera��o foi seguida pela imprensa durante anos.
O navio do Barba Negra, o Vingan�a da Rainha Ana,
foi hoje retirado do fundo do mar.
O Vingan�a da Rainha Ana afundou ao largo da costa.
Beaufort tornou-se famosa pelo Barba Negra,
cujo navio pirata jaz naufragado por ali.
O que estas not�cias n�o mencionam � que era, originalmente, um navio escravo
chamado La Concorde.
Quando o Barba Negra o capturou em 1717,
havia 455 africanos escravizados a bordo.
Quase todos foram vendidos e o Barba Negra continuou a piratear.
Poucas pessoas falam do navio como um navio de escravos.
N�o se percebe o com�rcio da �poca sem perceber o com�rcio de escravos,
porque estes eram respons�veis
por quase todos os bens produzidos e enviados pelo Atl�ntico.
Acho que isso ajuda as pessoas a repensar o que sabem
sobre com�rcio transatl�ntico.
Em muitos casos,
qualquer navio seria um navio de escravos.
Mas os piratas tamb�m vendiam escravos.
Geralmente, quando um pirata capturava um navio
com escravos a bordo, levavam os escravos
e, em muitos casos, a uma ilha onde tinham contactos
e vendiam-nos a comerciantes locais.
E, a partir da�, eram vendidos a mercados locais e planta��es locais,
o que levou piratas a serem tidos como comerciantes de escravos,
embora n�o seja o termo que as pessoas lhes associam.
Lembram-se de Sir Francis Drake?
Antes de ser pirata e cavaleiro,
foi dos primeiros comerciantes de escravos de Inglaterra.
Os piratas queriam ter tanto lucro quanto poss�vel.
E faziam-no
para, eventualmente, usar o lucro para ganhar estatuto.
Tal como um dos piratas mais famosos da cultura pop.
Muitos conhecem a bebida popular
do rum Captain Morgan
mas o Capit�o Morgan n�o era s� pirata, tamb�m
traficava escravos e tinha uma planta��o.
Ele criou a sua fortuna como pirata contratado por Inglaterra.
E solidificou a fortuna estabelecendo estas planta��es na Jamaica.
Ele tinha mais de cem escravos africanos sob a sua posse.
O mesmo n�mero que o Presidente dos EUA, Thomas Jefferson,
tinha a qualquer momento.
Ele tornou-se importante e proeminente na Jamaica
e, como resultado, tornou-se vice-governador
e tinha liga��es pr�ximas com muitos aristocratas.
Em 1674, foi nomeado cavaleiro pelo Rei Charles II.
Ele � um bom exemplo
para se pensar nos piratas como pessoas que n�o eram
renegados e exilados e determinados
a ficar na escurid�o da sociedade,
quando o que queriam
era pertencer � sociedade
e uma forma de estabelecer fam�lias como elite.
Nascido na Esc�cia, William Kidd foi outro pirata contratado pelos Ingleses,
que recebeu uma comiss�o em 1696.
Deram-lhe pap�is oficiais, deram-lhe um passe,
foi-lhe dada uma comiss�o para trabalhar em nome de Inglaterra.
E o trabalho que o Capit�o Kidd recebeu era de ca�ador de piratas.
Viajou de Nova Iorque, passando pelo Cabo Boa Esperan�a,
at� Madag�scar, at� ao Mar Vermelho e ao Oceano �ndico,
onde havia piratas a roubar navios da Companhia das �ndias Orientais.
Mas depois Kidd decidiu que podia ganhar mais
como pirata,
e atacou o que acreditava que podia ser lucrativo.
O navio estava registado no Imp�rio Mongol,
isto �, a �ndia atual,
um parceiro comercial dos ingleses, um grande aliado da �poca.
O Capit�o Kidd atacou o navio, roubando seda, algod�o, a��car, �pio
e ferro que valeriam, atualmente, mais de 10 milh�es de d�lares.
Nada mau para uma primeira vez.
Os ingleses receberam muita press�o do Imp�rio Mongol.
Fartaram-se dos piratas ingleses na regi�o
e queriam ver mudan�as, a��es concretas
contra o Capit�o Kidd.
Ent�o os ingleses capturaram-no na col�nia de Massachussetts.
E levaram-no a Londres para ser julgado por pirataria.
"... os crescentes problemas, dist�rbios e sarilhos do mundo comercial..."
Inglaterra queria mostrar que o crime dele era t�o s�rio
que qualquer estado podia ter feito o mesmo, � uma ofensa terr�vel,
algo que era uma ofensa a toda a humanidade.
Foi considerado culpado.
E, em 1701, o juiz condenou-o
a ser "enforcado pelo pesco�o at� morrer."
Que foi o que aconteceu.
E � neste caso que vemos uma grande mudan�a,
porque, antes disto, os piratas...
... n�o eram condenados desta forma, era-lhes permitido ter sucesso,
porque, de certa foram, serviam um prop�sito.
Hostis humani generis � latim para "inimigos de toda a humanidade."
E era como os governos do mundo leg�timo
do s�culo XVIII se referiam aos piratas das Cara�bas.
� uma �rea incontestada da lei internacional.
Nenhum estado nega o direito de outro estado pegar,
capturar, acusar qualquer pirata que encontrem em alto mar.
Da� o Capit�o William Kidd ser uma figura importante
em termos do desenvolvimento da jurisdi��o universal.
Ou seja, qualquer estado pode julgar um indiv�duo,
"sem considera��o pelo local do crime,
a nacionalidade do alegado ou condenado criminoso
ou a nacionalidade da v�tima..."
Durante s�culos, isto s� se aplicava aos originais inimigos da humanidade:
piratas.
Da� a lei da pirataria ser o precedente usado para capturar,
acusar e executar Adolf Eichmann.
Era algu�m que cometeu uma ofensa
contra toda a humanidade, a ra�a humana.
N�o foi s� o Capit�o Kidd que teve um final amargo.
Nas d�cadas seguintes, v�rios piratas tiveram fins semelhantes.
Porque, em 1713, os poderes europeus chegaram brevemente a uma paz
e os governos deixaram de contratar piratas para atacar navios.
Subitamente, muitos marinheiros
encontraram-se no Atl�ntico sem forma legal de continuar a roubar
e alguns deles continuaram ilegalmente.
Muitos marinheiros mercadores da �poca tamb�m se tornaram piratas,
por raz�es simples.
Primeiro, os tesouros.
Um marinheiro normal ganhava cerca de 25 libras por ano.
Os piratas podiam, num s� golpe, ganhar 40 vezes esse valor.
Alguns at� ganhavam mais.
E havia a quest�oda cultura do local de trabalho.
Os navios mercantes era conhecidos como ambientes desagrad�veis.
Os seus capit�es tinham, essencialmente, autoridade autocr�tica sobre a tripula��o
e, como devem prever, �s vezes abusavam dessa autoridade.
Mas os piratas elegiam l�deres e escreviam constitui��es,
com algumas prote��es laborais.
Um navio prometeu: "se algum homem perder um membro,
receber� 800 d�lares", como compensa��o.
Durante uma d�cada, a pirataria ilegal disparou.
Foi o pico da "Era Dourada da Pirataria."
E os governos n�o estavam contentes.
Os piratas amea�avam mesmo a ordem mercantil dos estados europeus.
E, n�o podendo negociar entre si,
os estados europeus como os conhecemos n�o teriam sobrevivido.
Os governos apertaram com os piratas como nunca,
criando mais leis e propaganda contra eles.
Em 1717, um jornal brit�nico publicou:
"Uma proclama��o do rei para suprimir piratas,"
a dizer que os militares prenderiam piratas
que "se recusem a entregar-se".
E tudo isto amplificou a intriga p�blica sobre os piratas.
Quando o livro "Uma Hist�ria Geral dos Piratas"
saiu em 1724, r�pido se tornou l�der de vendas.
Mas, embora promovido como livro de hist�ria,
muito era inventado.
O livro contava a hist�ria do Barba Negra,
na v�spera da morte, a responder � quest�o
sobre "se a mulher sabia onde tinha enterrado o seu dinheiro."
Ele respondeu: "ningu�m sabe, s� eu e o diabo sabemos onde est�."
Mas os piratas raramente enterravam o dinheiro.
Porque fariam isso?
Gastavam-no, em bares e bord�is das cidades portu�rias.
Cento e sessenta anos depois,
essas hist�rias inspiraram outro livro, "Ilha do Tesouro".
O autor, Robert Louis Stevenson,
acrescentou os seus adornos.
Como piratas a cantar "Yo-ho-ho e uma garrafa de rum"
ou fazer as pessoas saltar da prancha
e mapas do tesouro.
A Ilha do Tesouro capturou tantas gera��es
que a Disney a tornou num filme em 1950,
publicitando-o como um evento hist�rico.
A Walt Disney estabelece um novo marco
com o seu primeiro filme live-action:
Ilha do Tesouro.
E o ator Robert Newton decidiu
exagerar uma certa letra do alfabeto...
Arrr.
Vieram mais filmes de piratas.
Muito inspirados no estilo exc�ntrico da Ilha do Tesouro.
Esperei anos por isto.
Gancho!
H� a transforma��o Disney da pirataria,
onde s�o vistos como o Capit�o Gancho
e o Peter Pan, s�o vistos como o vil�o mas n�o matam,
magoam, assediam ou torturam pessoas.
E o material de origem de tudo isto
s� mostrava a chamada "�poca Dourada da Pirataria".
E � onde a nossa imagem dos piratas tem estado congelada no tempo,
mesmo tendo os piratas existido
h� tanto tempo como h� navios no mar,
como os antigos piratas do Mediterr�neo,
piratas viking,
piratas b�rbaros
e um dos piratas mais poderosos do mundo,
Cheng I Sao.
Ela aplicava a sua pr�pria constitui��o pirata � letra:
por violar uma prisioneira, a pena era morte.
Durante 15 anos, no fim do s�culo XIX,
os piratas dominavam a costa do sul da China.
E a Cheng I Sao comandou a maior frota pirata de sempre.
Mais de 1200 navios e at� 70 000 homens.
Controlava a maioria do com�rcio do sal da China
e destru�a navios do governo que a tentavam parar,
danificando a marinha chinesa e amea�ando o com�rcio do pa�s.
N�o h� uma linha �bvia que distinga
quando se lida com piratas que roubavam pouco,
como um pequeno grupo de ladr�es do alto mar,
e piratas que controlavam imp�rios e vastos ex�rcitos.
E � dif�cil dizer onde acaba o pirata
e onde come�a a comunidade pol�tica organizada.
Quando a Cheng I Sao decidiu entregar-se,
o governo chin�s tratou-a como uma na��o.
Negociaram de forma a permitir � maioria dos seus piratas
tornar-se oficiais militares ou realojar-se em terra.
E a Cheng I Sao n�o foi castigada.
Um pirata receber este tipo de tratamento seria absurdo hoje em dia.
O mundo mudou desde ent�o.
As fronteiras est�o fixas e a ordem internacional � mantida
por leis, tratados e com�rcio.
O transporte mar�timo ainda � a base da economia global.
Noventa porcento dos bens comercializados internacionalmente
s�o transportados por mar.
O valor total desses bens � s� 2000 vezes superior
do que na altura da Cheng I Sao.
E j� n�o s�o transportados no por�o de navios de madeiras,
mas em contentores de navios de carga enormes,
que s�o mais dif�ceis de piratear.
E o tesouro mais procurado atualmente
n�o � ouro, prata ou especiarias,
mas petr�leo...
... se o pre�o for alto o suficiente.
Em 2013, piratas atacaram 13 navios na �frica Ocidental.
Mas, quando o pre�o do petr�leo caiu no ano seguinte,
mudaram de estrat�gia.
Em vez de atacarem o navio, atacaram a tripula��o.
Tomamos o rapto por resgate mais a s�rio
dado o impacto humano.
Tal como os piratas do passado, estes piratas t�m v�timas.
S� que hoje podemos ouvir esses relatos em primeira m�o.
Por favor, do fundo do vosso cora��o, abram o cora��o para nos ajudar,
precisamos de ajuda.
Acharam que, se calhar, vinha duma fam�lia rica,
e espancaram...
REF�M: 3 ANOS E 7 MESES
... amarraram-me as m�os.
O que experienci�mos...
REF�M: 2 MESES
... acho que ningu�m imagina.
� com isto que a pirataria se parece atualmente.
Tende a disparar em locais
onde a ordem nacional ou internacional se enfraquece.
Como na Som�lia, um pa�s que estava em anarquia
quando a pirataria surgiu entre 2007 e 2012.
Ou na Venezuela atualmente, onde houve um aumento de pirataria
desde que a sua economia come�ou a colapsar em 2014.
Um estado tem menor capacidade de governar o seu espa�o mar�timo
quando se foca numa crise dentro das suas fronteiras.
Os piratas n�o surgem do nada.
H� certas estruturas que, em certos casos, facilitam
ou, noutros casos, levam � ideia de indiv�duos
a trabalhar fora das estruturas existentes
e � prolifera��o de atividade ilegal.
Tal como os piratas de s�culos passados,
as pessoas s�o levadas � pirataria por raz�es simples.
A aus�ncia de alternativas econ�micas para os potenciais piratas.
E acesso a navios para atacar.
Os piratas de hoje n�o s�o apresentados como rebeldes romanticizados.
S�o criminosos desesperados.
Como neste filme nomeado para um �scar,
baseado na hist�ria ver�dica de piratas da Som�lia
que, em 2019, mantiveram o capit�o dum navio americano ref�m.
Os piratas de hoje tamb�m n�o entram na alta sociedade.
No que toca a estarmos aqui e os piratas ali?
Est�o no lado errado da hist�ria.
Politicamente, os estados civilizados
que formam o mundo de hoje sa�ram por cima.
Em parte, porque esses estados foram t�o bem sucedidos em algo b�rbaro:
com�rcio de escravos.
No s�culo XVIII, os piratas n�o podiam competir
enquanto o com�rcio de escravos se tornava industrial,
levando milh�es de africanos para as col�nias europeias na Am�rica,
onde o seu trabalho gerou imensa riqueza,
solidificando a domin�ncia global dos poderes europeus
e dos Estados Unidos.
Quando os EUA baniram essa atividade no s�culo XIX,
aprovou uma lei que dizia que qualquer cidad�o "que o fa�a,
ser� considerado um pirata" e "ser� morto."
Mas s� um comerciante de escravos foi executado num pa�s ocidental:
Nathaniel Gordon, condenado, em 1862, por pirataria.
Pirata � um r�tulo que, ao longo da hist�ria,
era dado aos rivais ou inimigos
para sugerir que o que faziam era ileg�timo,
enquanto o que faz�amos era completamente leg�timo.
Os piratas foram parte importante da hist�ria.
N�o s�o a parte da hist�ria que costumamos pensar.
Legendas: Nuno Pereira
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